Scielo RSS <![CDATA[Revista de Estudios Sociales]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=0123-885X20260003&lang=en vol. num. 97 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[Moral Dilemmas of Border Control Agents During the COVID-19 Pandemic: Securitization and Grassroots Humanitarianism at the Chile-Bolivia Border]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Este artículo examina los dilemas morales enfrentados por agentes estatales, principalmente policías de Chile y personal militar, que ejercieron labores de control migratorio en la frontera chileno-boliviana entre 2020 e inicios de 2021, durante la pandemia por covid-19, cuando se registró el pico de ingreso por pasos no habilitados, en el contexto de un aumento inédito de la llegada de personas migrantes, en especial venezolanas, a la región de Tarapacá. A través de un enfoque cualitativo basado en entrevistas en profundidad y trabajo etnográfico, se analiza cómo estos agentes experimentaron la tensión entre el mandato institucional de control migratorio y el imperativo ético de brindar asistencia humanitaria ante situaciones de extrema vulnerabilidad. Entre los principales hallazgos se encuentra la emergencia del humanitarismo desde abajo, que refiere a las respuestas espontáneas y éticamente motivadas por parte de carabineros y militares ante la ausencia de respuestas estatales coordinadas. Es decir, los agentes no actuaron como autómatas, sino como actores que reflexionaron y tomaron decisiones situadas, movilizando valores personales y profesionales frente a situaciones límite. Así, el control fronterizo resultó ser un espacio de disputa, donde coexistieron, y a veces colisionaron, las lógicas de vigilancia, de control y de protección.<hr/>Abstract. This article explores the moral dilemmas faced by state agents-primarily Chilean police officers and military personnel-responsible for migration control along the Chile-Bolivia border during the COVID-19 pandemic. The analysis focuses on the period between 2020 and early 2021, when irregular crossings through unauthorized border points reached their highest levels amid an unprecedented increase in the arrival of migrants, particularly Venezuelans, to the Tarapacá region. Based on qualitative research combining in-depth interviews and ethnographic fieldwork, the study examines how these agents navigated the tension between their institutional mandate to enforce migration controls and the ethical imperative to assist people experiencing extreme vulnerability. One of the central findings is the emergence of grassroots humanitarianism: spontaneous, ethically motivated responses by police officers and military personnel that arose in the absence of coordinated state action. Rather than acting as mere executors of policy, these agents reflected on the circumstances they encountered and made context-dependent decisions, drawing on both personal and professional values when confronted with extreme situations. The findings show that border control functioned as a contested arena in which the logics of surveillance, enforcement, and protection coexisted and, at times, came into conflict.<hr/>Resumo. Este artigo examina os dilemas morais enfrentados por agentes estatais, principalmente policiais chilenos e pessoal militar, que exerceram atividades de controle migratório na fronteira chileno-boliviana entre 2020 e o início de 2021, durante a pandemia de covid-19, período em que foi registrado o pico de entradas por passagens não autorizadas, em um contexto de aumento sem precedentes da chegada de migrantes, especialmente venezuelanos, à região de Tarapacá. Por meio de uma abordagem qualitativa baseada em entrevistas em profundidade e trabalho etnográfico, analisa-se como esses agentes experimentaram a tensão entre o mandato institucional de controle migratório e o imperativo ético de prestar assistência humanitária diante de situações de extrema vulnerabilidade. Entre os principais achados, destaca-se a emergência do humanitarismo de baixo, entendido como respostas espontâneas e eticamente motivadas por parte de carabineiros e militares diante da ausência de respostas estatais coordenadas. Em outras palavras, os agentes não atuaram como autômatos, mas como atores que refletiram e tomaram decisões situadas, mobilizando valores pessoais e profissionais diante de situações-limite. Assim, o controle fronteiriço revelou-se um espaço de disputa, no qual coexistiram, e por vezes colidiram, as lógicas de vigilância, controle e proteção. <![CDATA[Social Intervention, Participation, and the Perceptions of Young People Experiencing Homelessness and Housing Exclusion in Spain]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300023&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El sinhogarismo es una forma extrema de exclusión social que, con frecuencia, se ha abordado desde estrategias de intervención estandarizadas que presentan limitaciones para responder a la diversidad de trayectorias y necesidades de las personas afectadas. Esta limitación se acentúa en grupos con características específicas, como es el caso de las personas jóvenes en situación de sinhogarismo y exclusión residencial (PJsSH). En este sentido, el objetivo del artículo es explorar las percepciones de las personas jóvenes afectadas por este fenómeno en España para identificar elementos que orienten el diseño de los programas de intervención social. La investigación se basa en una metodología cualitativa centrada en la realización de tres grupos de discusión en los que participaron 21 PJsSH. Mediante la revisión de los discursos obtenidos, se analizan las expectativas iniciales respecto a los programas de intervención, las limitaciones detectadas en su funcionamiento y las propuestas que las personas participantes consideran prioritarias. Los resultados permiten identificar las dimensiones que deben tener en cuenta los programas de intervención en sinhogarismo juvenil. Entre ellas, se destacan las prestaciones sociales y las ayudas económicas, el acompañamiento en los ámbitos social, emocional, formativo y laboral, así como el asesoramiento especializado administrativo y jurídico. Asimismo, cobran relevancia el acceso a espacios de ocio y tiempo libre, la disponibilidad de tecnologías digitales, la atención a la salud mental y a las adicciones, y el fortalecimiento de las relaciones sociales mediante el fomento del apoyo social y comunitario. Además, el trabajo permite destacar la importancia de incorporar la participación de las PJsSH en la construcción de políticas públicas más inclusivas y sensibles a la complejidad de sus trayectorias vitales.<hr/>Abstract. Homelessness is an extreme form of social exclusion that has often been addressed through standardized intervention strategies with limited capacity to respond to the diverse trajectories and needs of those affected. This limitation is particularly evident among groups with specific characteristics, such as young people experiencing homelessness and housing exclusion. Against this background, this article explores the perceptions of young people affected by this phenomenon in Spain in order to identify elements that can inform the design of social intervention programmes. The study adopts a qualitative approach based on three focus groups involving 21 young people experiencing homelessness and housing exclusion. Analysis of the resulting discussions examines participants’ initial expectations of intervention programmes, the limitations they identified in their implementation, and the proposals they considered most important. The findings identify the key dimensions that should be incorporated into programmes addressing youth homelessness. These include social benefits and financial assistance; support in the social, emotional, educational, and employment spheres; and specialized administrative and legal guidance. Access to leisure and recreational opportunities, the availability of digital technologies, mental health and addiction services, and the strengthening of social relationships through enhanced social and community support also emerged as important priorities. The study also underscores the importance of involving young people experiencing homelessness and housing exclusion in the development of more inclusive public policies that are responsive to the complexity of their life trajectories.<hr/>Resumo. A situação de rua constitui uma forma extrema de exclusão social que frequentemente tem sido abordada por meio de estratégias padronizadas de intervenção, as quais apresentam limitações para responder à diversidade de trajetórias e necessidades das pessoas afetadas. Essa limitação torna-se ainda mais evidente em grupos com características específicas, como jovens em situação de rua e exclusão residencial. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é explorar as percepções desses jovens na Espanha, a fim de identificar elementos que subsidiem a elaboração de programas de intervenção social. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa baseada na realização de três grupos de discussão, dos quais participaram 21 jovens em situação de rua e exclusão residencial. A análise dos discursos produzidos permitiu examinar as expectativas iniciais em relação aos programas de intervenção, as limitações identificadas em seu funcionamento e as propostas consideradas prioritárias pelos participantes. Os resultados apontam dimensões fundamentais para o desenvolvimento de programas voltados a jovens em situação de rua, incluindo benefícios sociais e apoio financeiro, suporte social, emocional, educacional e para a inserção no mercado de trabalho, além de orientação administrativa e jurídica especializada. Também se destacam a importância do acesso a espaços de lazer e convivência, às tecnologias digitais, aos serviços de saúde mental e de atenção às dependências, bem como o fortalecimento das redes de apoio social e comunitário. O estudo ressalta ainda a necessidade de incorporar a participação desses jovens na formulação de políticas públicas mais inclusivas e sensíveis à complexidade de suas trajetórias de vida. <![CDATA[Analysis of Children’s Emotional Dynamics in Natural and Digital Environments: Gender and Exposure Time as Modulating Factors]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300045&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El presente estudio tiene como objetivo analizar las dinámicas emocionales que se configuran en la infancia a partir de su interacción con los espacios que habita, incorporando la perspectiva de género y la variable tiempo como ejes del análisis. Se parte de la idea de que la naturaleza y la tecnología no constituyen escenarios neutrales, sino que generan huellas afectivas diferenciadas que inciden de manera significativa en el desarrollo de la identidad infantil. En la actualidad, niños y niñas se relacionan de forma simultánea con ambos entornos, lo que hace necesario comprender cómo se vinculan emocionalmente con ellos y de qué modo estas experiencias contribuyen a su configuración socioemocional. Desde un enfoque cuantitativo, se ha desarrollado una investigación en la que se contó con una muestra representativa de alumnado de 10 a 12 años de centros educativos españoles. Para ello, se diseñó un cuestionario estructurado con escalas de respuesta adaptadas a la población infantil, que permitió recoger información sobre la intensidad de las emociones experimentadas en entornos naturales y digitales, así como sobre el tiempo invertido en cada uno de ellos. Los análisis estadísticos aplicados han permitido identificar diferencias significativas por género, entorno y tiempo de exposición. Los resultados reflejan que el entorno natural se configura como un espacio emocionalmente más equilibrado y restaurador, mientras que el digital, aunque también emocionalmente activo, reproduce con mayor intensidad los estereotipos de género. La correlación entre tiempo y emociones es más consistente en el entorno natural, en especial en el incremento de emociones positivas y la reducción de las negativas. Este trabajo contribuye al estudio del vínculo emocional infantil incorporando simultáneamente el análisis de género, la comparación entre espacios y la variable tiempo, lo que permite enriquecer las estrategias pedagógicas orientadas a un desarrollo emocional más justo, equilibrado y situado.<hr/>Abstract. This study examines the emotional dynamics that emerge during childhood through children’s interactions with the environments they inhabit, taking gender and exposure time as its analytical framework. It is based on the premise that nature and technology are not neutral settings but rather generate distinct affective imprints that significantly shape the development of children’s identities. Today, boys and girls engage simultaneously with both environments, highlighting the need to understand the emotional relationships they establish with each and the ways in which these experiences contribute to their socio-emotional development. Adopting a quantitative approach, the research drew on a representative sample of 10- to 12-year-old students from Spanish schools. Data were collected using a structured questionnaire with response scales adapted for children, allowing information to be gathered on the intensity of emotions experienced in natural and digital environments, as well as the amount of time spent in each. Statistical analyses revealed significant differences according to gender, environment, and exposure time. The findings show that the natural environment provides a more emotionally balanced and restorative setting, whereas the digital environment, although likewise emotionally engaging, reproduces gender stereotypes more strongly. The relationship between exposure time and emotions is more consistent in the natural environment, particularly in the increase in positive emotions and the reduction of negative ones. By simultaneously incorporating analyses of gender, comparisons between environments, and exposure time, this study advances research on children’s emotional connections with their environments and helps enrich pedagogical strategies aimed at fostering more equitable, balanced, and context-sensitive emotional development.<hr/>Resumo. O objetivo deste estudo é analisar as dinâmicas emocionais vivenciadas por crianças em sua interação com os espaços que habita, incorporando a perspectiva de gênero e a variável temporal como eixos de análise. Parte-se do pressuposto de que natureza e tecnologia não constituem cenários neutros, mas produzem experiências afetivas distintas que influenciam significativamente o desenvolvimento da identidade infantil. Atualmente, as crianças se relacionam simultaneamente com ambos os ambientes, o que torna necessário compreender como estabelecem vínculos emocionais com esses espaços e como tais experiências contribuem para sua configuração socioemocional. Com base em uma abordagem quantitativa, foi realizada uma pesquisa com uma amostra representativa de estudantes de 10 a 12 anos de centros educativos espanhóis. Para isso, foi elaborado um questionário estruturado com escalas de resposta adaptadas ao público infantil, permitindo coletar informações sobre a intensidade das emoções experimentadas em ambientes naturais e digitais, bem como sobre o tempo de permanência em cada um deles. As análises estatísticas permitiram identificar diferenças significativas segundo gênero, tipo de ambiente e tempo de exposição. Os resultados indicam que o ambiente natural se caracteriza como um espaço emocionalmente mais equilibrado e restaurador, enquanto o ambiente digital, embora também mobilize experiências emocionais relevantes, reproduz estereótipos de gênero com maior intensidade. A correlação entre tempo e emoções mostrou-se mais consistente no ambiente natural, especialmente quanto ao aumento das emoções positivas e à redução das negativas. O estudo contribui para a compreensão dos vínculos emocionais na infância ao integrar a análise de gênero, a comparação entre ambientes e a dimensão temporal, fornecendo subsídios para estratégias pedagógicas voltadas a um desenvolvimento emocional mais justo, equilibrado e contextualizado. <![CDATA[How Can Harm Be Repaired After Bullying? A Qualitative Analysis of the Implementation of a Restorative Protocol]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300065&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El acoso escolar, o bullying, sigue siendo un problema global. A pesar de los avances en los programas escolares para prevenirlo, sigue siendo muy frecuente. Además, todavía hay muy poca investigación sobre cómo manejarlo cuando ocurre. Este estudio analizó cualitativamente la percepción de los involucrados en la implementación de un protocolo para el manejo de casos de acoso escolar, diseñado con base en la justicia restaurativa. Se entrevistaron 22 personas entre estudiantes, padres y madres de familia, psicólogas, coordinadores y un rector de dos colegios de Bogotá, de contextos socioeconómicos muy distintos, que actualmente implementan el protocolo. En general, se observaron perspectivas muy positivas sobre el protocolo. En la gran mayoría de los casos analizados, la implementación de las acciones restaurativas logró detener las agresiones. Sin embargo, también se identificaron retos importantes, como la gran cantidad de tiempo que requiere su implementación, la tensión entre enfoques punitivos y restaurativos, la limitada diversidad de posibles acciones restaurativas, la comunicación con padres y madres de familia, o los temores asociados a la intervención de instituciones externas al colegio. En cualquier caso, los resultados sugieren que un manejo basado en un enfoque restaurativo puede contribuir a detener el acoso escolar y, al mismo tiempo, generar aprendizajes cruciales para la convivencia pacífica.<hr/>Abstract. School bullying remains a global problem. Although school-based prevention programs have advanced considerably, bullying continues to be highly prevalent. At the same time, little research has examined how schools should respond once bullying has occurred. This study qualitatively explored stakeholders’ perceptions of the implementation of a restorative justice-based protocol for responding to cases of school bullying. Interviews were conducted with 22 participants-including students, parents, psychologists, coordinators, and a principal-from two schools in Bogotá serving markedly different socioeconomic communities that currently implement the protocol. Overall, participants viewed the protocol very positively. In the vast majority of the cases examined, restorative measures succeeded in bringing the bullying to an end. The findings also revealed important challenges, including the considerable time required to implement the protocol, tensions between punitive and restorative approaches, the limited range of available restorative measures, communication with parents, and concerns about the involvement of institutions outside the school. Taken together, the findings suggest that a restorative approach to responding to school bullying can not only help stop bullying but also foster essential learning for peaceful coexistence.<hr/>Resumo. O bullying continua sendo um problema global. Apesar dos avanços nos programas escolares para preveni-lo, ainda é muito frequente. Além disso, ainda há pouca pesquisa sobre como lidar com ele quando ocorre. Este estudo analisou qualitativamente a percepção das pessoas envolvidas na implementação de um protocolo para o manejo de casos de bullying, desenvolvido com base na justiça restaurativa. Foram entrevistadas 22 pessoas, incluindo estudantes, pais e mães, psicólogos, coordenadores e um diretor escolar, de duas escolas de Bogotá (Colômbia), inseridas em contextos socioeconômicos bastante diferentes, que atualmente implementam o protocolo. De modo geral, foram observadas percepções muito positivas sobre o protocolo. Na grande maioria dos casos analisados, a implementação das ações restaurativas conseguiu conter as agressões. No entanto, também foram identificados desafios importantes, como o longo tempo necessário para sua implementação, a tensão entre abordagens punitivas e restaurativas, a limitada diversidade de possíveis ações restaurativas, a comunicação com pais e mães e os receios associados à intervenção de instituições externas à escola. De todo modo, os resultados sugerem que o manejo baseado em uma abordagem restaurativa pode contribuir para conter o bullying e, ao mesmo tempo, gerar aprendizados cruciais para a convivência pacífica. <![CDATA[Interweaving Vulnerability and Agency: Professionals’ Pedagogical Experiences in a School Reintegration Programme in Chile]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300085&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Este artículo analiza las formas de agencia que emergen en las prácticas de profesionales que participan en un programa de reinserción escolar en Santiago de Chile, en el marco de políticas educativas restitutivas de derechos. Se parte de un contexto en el que la agencia suele concebirse como capacidad individual y la vulnerabilidad como condición pasiva, lo que ha limitado lecturas integradas en la investigación educativa. A partir de aportes feministas, se propone comprender la agencia y la vulnerabilidad como dimensiones relacionales, ambivalentes y situadas, que se entrelazan en la configuración de subjetividades y prácticas pedagógicas. La indagación adopta un diseño de investigación etnográfico-colaborativo, parte de un estudio de caso y emplea cartografías como dispositivo teórico-metodológico. Las cartografías se desarrollaron con cuatro profesionales del programa mediante sesiones colectivas e individuales, en las que se crearon narrativas visuales y verbales en torno a sus trayectorias personales y profesionales. El análisis combinó estrategias temáticas, narrativas y metafóricas, así como procesos de devolución y coanálisis que privilegiaron la voz de los participantes. Los resultados muestran que las experiencias previas de duelo, migración, desclasamiento y resiliencia de los profesionales se entrelazan con sus prácticas pedagógicas, lo que configura formas de agencia que emergen desde la vulnerabilidad. Estas narrativas permiten identificar que la herida, lejos de ser un obstáculo, puede convertirse en fuerza productiva al generar vínculos éticos y afectivos con los estudiantes. La originalidad del estudio radica en reequilibrar los enfoques sobre la vulnerabilidad y la agencia, desplazarlos de marcos abstractos hacia realidades empíricas y situadas, y proponer las cartografías como herramienta innovadora para visibilizar formas encarnadas de agencia. Se concluye que reconocer la vulnerabilidad como apertura al mundo permite imaginar prácticas educativas más inclusivas y transformadoras.<hr/>Abstract. This article explores the forms of agency that emerge through the practices of professionals participating in a school reintegration programme in Santiago, Chile, implemented within the framework of rights-restorative educational policies. It starts from the observation that agency is commonly conceived as an individual capacity, while vulnerability is treated as a passive condition, a distinction that has constrained more integrated approaches in educational research. Drawing on feminist scholarship, the article instead conceptualises agency and vulnerability as relational, ambivalent, and situated dimensions that become intertwined in the formation of subjectivities and pedagogical practices. The research adopts a collaborative ethnographic design centred on a case study and employs cartographies as its theoretical and methodological tool. Developed with four professionals from the programme, the cartographies were produced through a series of collective and individual sessions in which participants created visual and verbal narratives about their personal and professional trajectories. The analysis brought together thematic, narrative, and metaphorical approaches, alongside processes of participant feedback and collaborative analysis that foregrounded participants’ voices. The findings show how the professionals' previous experiences of grief, migration, downward social mobility, and resilience become interwoven with their pedagogical practices, shaping forms of agency that emerge through vulnerability. These narratives suggest that, rather than functioning as an obstacle, wounding can become a productive force by fostering ethical and affective relationships with students. The originality of the study lies in rebalancing existing approaches to vulnerability and agency, moving the discussion away from abstract frameworks and towards situated empirical realities, while also proposing cartographies as an innovative means of making embodied forms of agency visible. The article concludes that recognising vulnerability as a form of openness to the world enables us to imagine more inclusive and transformative educational practices.<hr/>Resumo. Este artigo analisa as formas de agência que surgem nas práticas de profissionais que participam de um programa de reinserção escolar em Santiago do Chile, no âmbito de políticas educacionais de restituição de direitos. Parte-se de um contexto em que a agência geralmente é concebida como uma capacidade individual e a vulnerabilidade, como uma condição passiva, o que tem limitado as leituras integradas na pesquisa educacional. Com base em contribuições feministas, propõe-se compreender agência e vulnerabilidade como dimensões relacionais, ambivalentes e situadas, entrelaçadas na configuração das subjetividades e nas práticas pedagógicas. A investigação adota um delineamento etnográfico-colaborativo, parte de um estudo de caso e utiliza cartografias como dispositivo teórico-metodológico. As cartografias foram desenvolvidas com quatro profissionais do programa por meio de sessões coletivas e individuais, nas quais narrativas visuais e verbais foram criadas em torno de suas trajetórias pessoais e profissionais. A análise combinou estratégias temáticas, narrativas e metafóricas, bem como processos de devolutiva e coanálise que priorizaram a voz dos participantes. Os resultados mostram que as experiências anteriores dos profissionais de luto, migração, desclassamento e resiliência estão entrelaçadas com suas práticas pedagógicas, o que configura formas de agência que emergem da vulnerabilidade. Essas narrativas nos permitem identificar que a ferida, longe de ser um obstáculo, pode se tornar uma força produtiva ao gerar vínculos éticos e afetivos com os estudantes. A originalidade do estudo está em reequilibrar as abordagens de vulnerabilidade e agência, movendo-as de referenciais abstratos para realidades empíricas e situadas, e propondo cartografias como ferramenta inovadora para tornar visíveis formas incorporadas de agência. Conclui-se que reconhecer a vulnerabilidade como abertura ao mundo nos permite imaginar práticas educacionais mais inclusivas e transformadoras. <![CDATA[Well-Being, Self-Esteem, and Psychosocial Adjustment in Vulnerable Children: A Comparative Study of Residential Care Homes and Day Care Centers]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300107&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. El ajuste psicosocial es un indicador clave del desarrollo de niños, niñas y adolescentes (NNA) bajo medidas de protección. Este estudio tiene como objetivo describir el perfil psicosocial y analizar comparativamente el bienestar subjetivo, la autoestima y la sintomatología emocional y conductual entre participantes de dos programas del sistema de protección infantil en España: centros de día para la infancia y la adolescencia (programas preventivos de preservación familiar) y hogares de acogimiento residencial (para casos de desamparo o negligencia). Se evaluó a un total de 194 participantes de 11 a 18 años mediante tres instrumentos autoinformados estandarizados: el Cuestionario de Fortalezas y Dificultades (SDQ), el Índice de Bienestar Personal (PWI-7) y la Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES). Se realizaron análisis comparativos entre programas y se exploraron asociaciones con el género y la edad. Los NNA atendidos en centros de día mostraron un perfil psicosocial más favorable, con un bienestar subjetivo significativamente superior y una tendencia a presentar menos dificultades emocionales y conductuales. Los adolescentes en acogimiento residencial presentaron mayores desafíos en las relaciones con sus iguales y una percepción menos positiva del entorno, mientras que no se observaron diferencias significativas en la autoestima. Las correlaciones indicaron que mayores dificultades se asocian con menor bienestar y autoestima, factores que se relacionan positivamente entre sí. Las mujeres mostraron mayor vulnerabilidad emocional y menor satisfacción vital, y la edad presentó un efecto modulador débil. Los hallazgos subrayan la relevancia de programas preventivos que preserven los vínculos familiares y generen experiencias positivas, así como la necesidad de mejorar la calidad del cuidado mediante intervenciones centradas en la seguridad, en relaciones estables y en una atención sensible al trauma. Este estudio destaca la importancia de incorporar una perspectiva de género para fortalecer la resiliencia y el bienestar emocional y, además, aporta evidencia comparativa novedosa sobre el ajuste psicosocial en dos modalidades del sistema de protección en España.<hr/>Abstract. Psychosocial adjustment is a key indicator of developmental outcomes among children and adolescents receiving child protection services. This study describes the psychosocial profile of participants and compares subjective well-being, self-esteem, and emotional and behavioral symptoms across two programs within the Spanish child protection system: day care centers for children and adolescents (preventive family preservation programs) and residential care homes (for cases involving abandonment or neglect). A total of 194 participants aged 11-18 years were assessed using three standardized self-report instruments: the Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), the Personal Wellbeing Index (PWI-7), and the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES). Comparative analyses were conducted across the two programs, and associations with gender and age were also examined. Participants attending day care centers showed a more favorable psychosocial profile, reporting significantly higher subjective well-being and a tendency toward fewer emotional and behavioral difficulties. In contrast, adolescents in residential care experienced greater difficulties in peer relationships and held less positive perceptions of their environment, although no significant differences in self-esteem were observed. Correlation analyses indicated that greater difficulties were associated with lower levels of well-being and self-esteem, while the latter two variables were positively associated with one another. Girls showed greater emotional vulnerability and lower life satisfaction, whereas age had only a weak moderating effect. These findings underscore the value of preventive programs that preserve family relationships and foster positive experiences, while also highlighting the need to improve the quality of care through interventions focused on safety, stable relationships, and trauma-informed care. The study also emphasizes the importance of incorporating a gender perspective to strengthen resilience and emotional well-being and provides novel comparative evidence on psychosocial adjustment across two types of child protection services in Spain.<hr/>Resumo. O ajustamento psicossocial é um indicador fundamental do desenvolvimento de crianças e adolescentes sob medidas de proteção. Este estudo tem como objetivo descrever o perfil psicossocial e analisar comparativamente o bem-estar subjetivo, a autoestima e a sintomatologia emocional e comportamental entre participantes de dois programas do sistema de proteção à criança e ao adolescente na Espanha: centros de atendimento diurno para crianças e adolescentes (programas preventivos de preservação familiar) e serviços de acolhimento residencial (destinados a casos de abandono ou negligência). Foram avaliados 194 participantes, com idades entre 11 e 18 anos, por meio de três instrumentos padronizados de autorrelato: o Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ), o Índice de Bem-Estar Pessoal (PWI-7) e a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES). Foram realizadas análises comparativas entre os programas e exploradas associações com gênero e idade. As crianças e os adolescentes atendidos em centros de atendimento diurno apresentaram um perfil psicossocial mais favorável, com bem- estar subjetivo significativamente superior e tendência a apresentar menos dificuldades emocionais e comportamentais. Os adolescentes em acolhimento residencial apresentaram maiores desafios nas relações com os pares e uma percepção menos positiva do ambiente, enquanto não foram observadas diferenças significativas na autoestima. As correlações indicaram que maiores dificuldades estão associadas a menor bem-estar e autoestima, fatores que, por sua vez, se relacionam positivamente entre si. As meninas apresentaram maior vulnerabilidade emocional e menor satisfação com a vida, enquanto a idade exerceu um fraco efeito moderador. Os achados ressaltam a relevância de programas preventivos voltados à preservação dos vínculos familiares e à promoção de experiências positivas, bem como a necessidade de melhorar a qualidade do cuidado por meio de intervenções centradas na segurança, em relações estáveis e em um cuidado sensível ao trauma. Este estudo destaca a importância de incorporar uma perspectiva de gênero para fortalecer a resiliência e o bem-estar emocional e, além disso, oferece evidências comparativas inéditas sobre o ajustamento psicossocial em duas modalidades do sistema de proteção à infância na Espanha. <![CDATA[The Relational Paradox of Desistance: Service User and Practitioner Narratives of Desistance and Trust in Programs Treating Gender-Based Intimate Partner Violence in Argentina and Uruguay]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300129&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen. Este artículo analiza los relatos de profesionales y usuarios de programas terapéuticos que abordan y tratan la violencia de género en la pareja en Argentina y Uruguay. El artículo cuestiona de qué manera esos relatos se entrelazan, entran en tensión o se refuerzan recíprocamente, y cómo estas interacciones inciden en los procesos de transformación de los usuarios del programa. La hipótesis guía es que las narrativas de cambio y confianza de ambos grupos no operan de manera unidireccional, sino que se coconstruyen, configuran el desarrollo de los procesos terapéuticos y, en última instancia, estructuran las posibilidades de desistimiento de la violencia. Se realizó un estudio cualitativo basado en entrevistas narrativas con 57 participantes: 36 varones que habían ejercido violencia contra sus parejas y 21 profesionales que trabajaban en programas de tratamiento. Las entrevistas, realizadas entre 2021 y 2024 en Buenos Aires y Montevideo, fueron analizadas mediante un análisis temático; los relatos se clasificaron en torno a las categorías de confianza y desconfianza respecto de las posibilidades de cambio y de las intervenciones institucionales. Los relatos de los usuarios oscilaron entre el recelo inicial y la apertura, en función del reconocimiento obtenido durante el tratamiento, lo cual se reflejaba en su disposición a cambiar. Desde la perspectiva de los profesionales, las narrativas fluctuaron entre el escepticismo y la confianza, y orientaron sus intervenciones según la disposición de los usuarios del programa a reflexionar sobre su propia conducta. Esta perspectiva de análisis no solo permite comprender cómo el desistimiento depende tanto de las relaciones terapéuticas como de las narrativas disponibles sobre el cambio, la confianza y las instituciones, asuntos que trascienden los espacios terapéuticos. Este artículo analiza simultáneamente los relatos de profesionales y usuarios de programas terapéuticos y así muestra cómo se coconstruyen los procesos de desistimiento en contextos en los que la desconfianza institucional históricamente arraigada impone condiciones que el paradigma what works sistemáticamente ignora.<hr/>Abstract. This article examines the narratives of practitioners and service users participating in therapeutic programs addressing and treating gender-based intimate partner violence in Argentina and Uruguay. It explores how these narratives intersect, reinforce, or challenge one another, and how their interaction shapes service users’ processes of change. The central argument is that practitioners’ and service users’ narratives of trust and change do not operate in a one-way direction. Instead, they are co-constructed, shaping the therapeutic process and, ultimately, the prospects for desistance from gender-based intimate partner violence. The study draws on qualitative research based on narrative interviews with 57 participants: 36 men who had used violence against their partners and 21 practitioners working in treatment programs. Interviews were conducted in Buenos Aires and Montevideo between 2021 and 2024 and analyzed using thematic analysis. The findings were organized around themes of trust and distrust regarding the possibility of change and the role of institutional interventions. Service users’ accounts ranged from initial skepticism to increasing openness, depending on the degree of recognition they experienced during treatment, which, in turn, influenced their willingness to change. Practitioners’ narratives likewise shifted between skepticism and trust, guiding their interventions according to participants’ willingness to reflect on their own behavior. This perspective shows that desistance depends not only on therapeutic relationships but also on the broader narratives surrounding change, trust, and institutions-issues that extend well beyond therapeutic settings. By analyzing practitioners’ and service users’ narratives together, the article demonstrates how desistance is co-constructed in contexts where deeply rooted institutional distrust creates conditions that the what works paradigm consistently overlooks.<hr/>Resumo. Este artigo analisa os relatos de profissionais e usuários de programas terapêuticos voltados ao tratamento da violência de gênero nas relações de casal, na Argentina e no Uruguai. Este artigo investiga como essas narrativas se entrelaçam, entram em tensão ou se reforçam mutuamente e como essas interações afetam os processos de transformação dos usuários dos programas. A hipótese orientadora é que as narrativas de mudança e confiança de ambos os grupos não operam de forma unidirecional, mas se coconstruem, moldando o desenvolvimento de processos terapêuticos e, em última análise, as possibilidades de desistência da violência. Foi realizado um estudo qualitativo baseado em entrevistas narrativas com 57 participantes: 36 homens que haviam praticado violência contra seus parceiros e 21 profissionais que atuavam em programas de tratamento. As entrevistas, realizadas entre 2021 e 2024 em Buenos Aires e Montevidéu, foram analisadas por meio de análise temática; os relatos foram classificados em torno das categorias de confiança e desconfiança quanto às possibilidades de mudança e às intervenções institucionais. Os relatos dos usuários variaram desde a suspeita inicial até a abertura, em função do reconhecimento obtido durante o tratamento, o que se refletiu em sua disposição para mudar. Do ponto de vista dos profissionais, as narrativas oscilavam entre o ceticismo e a confiança e orientavam suas intervenções de acordo com a disposição dos usuários dos programas para refletir sobre o próprio comportamento. Essa perspectiva analítica permite não apenas compreender como a desistência depende tanto das relações terapêuticas quanto das narrativas disponíveis sobre mudança, confiança e instituições, questões que transcendem os espaços terapêuticos. Ao analisar simultaneamente os relatos de profissionais e usuários de programas terapêuticos, este artigo mostra como os processos de desistência são coconstruídos em contextos nos quais a desconfiança institucional historicamente enraizada impõe condições que o paradigma what works ignora sistematicamente. <![CDATA[The Concept of Intangible Cultural Heritage: Its Theoretical Development and a Case Study from Central Buenos Aires Province, Argentina]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0123-885X2026000300151&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen: En 2003, con la aprobación de la Convención para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial de la Unesco, se estableció una definición del patrimonio inmaterial que, durante más de 20 años, ha sido objeto de cambios y actualizaciones casi constantes. En este marco, el artículo reconstruye los debates desarrollados tanto en los organismos internacionales como en la academia entre 2003 y 2025. Sin pretender ofrecer un análisis exhaustivo, se propone una mirada procesual que permita abordar las grandes discusiones que se han dado y se dan actualmente en este campo, con el objetivo de comprender y analizar cómo esas categorías, definiciones y transformaciones (dimensión institucional) se han operativizado o no en realidades concretas y situadas (dimensión empírica). Para ello, se aborda un caso de estudio del centro de la provincia de Buenos Aires, Argentina, vinculado con la celebración de colectivos inmigrantes en una ciudad intermedia. Finalmente, se examina cómo la pandemia de COVID-19 generó otros modos de pensar la definición de patrimonio inmaterial y sus alcances prácticos. Se empleó un enfoque cualitativo de corte etnográfico, basado en entrevistas, registros y observación participante. Los resultados ponen de manifiesto la capacidad de un evento festivo y sus manifestaciones culturales para promover la sustentabilidad sociocultural, la pandemia como oportunidad y el periodo de pospandemia como momento de fortalecimiento de las expresiones inmateriales.<hr/>Abstract: Since the adoption of UNESCO's Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage in 2003, the definition of intangible cultural heritage has undergone almost continuous revision and refinement for more than two decades. Against this backdrop, this article traces the debates that have taken place within both international organizations and academia between 2003 and 2025. Rather than offering an exhaustive review, it adopts a processual perspective to examine the major debates that have shaped-and continue to shape-the field. Its aim is to understand how these categories, definitions, and conceptual developments (the institutional dimension) have-or have not-been translated into concrete, situated realities (the empirical dimension). To this end, the article examines a case study from central Buenos Aires Province, Argentina, focusing on celebrations organized by immigrant communities in an intermediate city. Finally, it explores how the COVID-19 pandemic prompted new ways of conceptualizing intangible cultural heritage and rethinking its practical implications. The study employed a qualitative ethnographic approach based on interviews, field records, and participant observation. The findings highlight the capacity of a festive event and its associated cultural expressions to promote sociocultural sustainability, reveal how the pandemic created new opportunities, and identify the post-pandemic period as a time of renewed strengthening of intangible cultural expressions.<hr/>Resumo: Em 2003, com a aprovação da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, foi estabelecida uma definição de patrimônio cultural imaterial que, ao longo de mais de 20 anos, vem sendo objeto de mudanças e atualizações quase constantes. Nesse contexto, este artigo reconstrói os debates desenvolvidos tanto em organismos internacionais quanto no meio acadêmico entre 2003 e 2025. Sem a pretensão de oferecer uma análise exaustiva, propõe-se uma perspectiva processual que permita abordar as principais discussões que marcaram e ainda marcam esse campo, com o objetivo de compreender e analisar como essas categorias, definições e transformações (dimensão institucional) foram - ou não - operacionalizadas em realidades concretas e situadas (dimensão empírica). Para isso, analisa-se um estudo de caso realizado no centro da província de Buenos Aires, Argentina, relacionado às celebrações de coletivos de imigrantes em uma cidade de médio porte. Por fim, examina-se como a pandemia de covid-19 suscitou novas formas de compreender a definição de patrimônio cultural imaterial e seus desdobramentos práticos. Empregou-se uma abordagem qualitativa de caráter etnográfico, baseada em entrevistas, registros e observação participante. Os resultados evidenciam a capacidade de um evento festivo e de suas manifestações culturais para promover a sustentabilidade sociocultural, a pandemia como oportunidade e o período pós-pandemia como momento de fortalecimento das expressões culturais imateriais.