Scielo RSS <![CDATA[Revista Criminalidad]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=1794-310820260001&lang=en vol. 68 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[The collective and the individual: the fight against organised crime, political crime and the prospects for peacebuilding]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract The article examines the tensions between individualist and collectivist conceptions of war, organised crime and peace, and their impact on the prospects for building a lasting peace in Colombia. The central argument maintains that the individual and the collective not only shape the way in which the conflict with criminal organisations is defined and governed, but they also determine the future of peace in communities, particularly those marked by structural exclusion. From this perspective, the study highlights the need to rethink the traditional categories used to address war, organised crime and political crime. Methodologically, the article adopts a theoretical-legal and socio-political approach, based on a critical analysis of the specialist literature and a reflection on the Colombian case. The results show that approaches centred on individual security and predominantly punitive or militarised responses are insufficient to capture the complexity of contemporary organised crime, in which individual motivations, collective dynamics, and political and social functions in marginalised communities are intertwined. In this context, the article argues that peace cannot be reduced to the control of violence or the cessation of hostilities, but must be conceived as a constitutional peace aimed at guaranteeing human security, social inclusion and the effective fulfilment of fundamental rights.<hr/>Resumen El artículo analiza las tensiones entre concepciones individualistas y colectivistas de la guerra, la criminalidad organizada y la paz, y su impacto en las posibilidades de construir una paz duradera en Colombia. El argumento central sostiene que lo individual y lo colectivo no solo condicionan la manera en que se define y se gobierna el conflicto con las organizaciones criminales, sino que también determinan el futuro de la paz en las comunidades, especialmente en aquellas marcadas por la exclusión estructural. Desde esta perspectiva, el trabajo plantea la necesidad de repensar las categorías clásicas con las que se han abordado la guerra, la delincuencia organizada y el delito político. En el plano metodológico, el artículo adopta un enfoque teórico-jurídico y sociopolítico, basado en el análisis crítico de la literatura especializada y en la reflexión sobre el caso colombiano. Los resultados muestran que las lecturas centradas en la seguridad individual y en las respuestas predominantemente punitivas o militarizadas resultan insuficientes para captar la complejidad de la criminalidad organizada contemporánea, en la que se entremezclan motivaciones individuales, dinámicas colectivas y funciones políticas y sociales en comunidades excluidas. En este marco, el artículo argumenta que la paz no puede reducirse al control de la violencia ni al cese de hostilidades, sino que debe concebirse como una paz constitucional orientada a la garantía de la seguridad humana, la inclusión social y la satisfacción efectiva de los derechos fundamentales.<hr/>Resumo O artigo analisa as tensões entre as concepções individualistas e coletivistas da guerra, do crime organizado e da paz, e seu impacto nas possibilidades de construir uma paz duradoura na Colômbia. O argumento central sustenta que o individual e o coletivo não apenas condicionam a maneira como o conflito com as organizações criminosas é definido e governado, mas também determinam o futuro da paz nas comunidades, especialmente naquelas marcadas pela exclusão estrutural. Nessa perspectiva, o trabalho levanta a necessidade de repensar as categorias clássicas com as quais se abordam a guerra, o crime organizado e o crime político. No plano metodológico, o artigo adota uma abordagem teórico-jurídica e sociopolítica, baseada na análise crítica da literatura especializada e na reflexão sobre o caso colombiano. Os resultados indicam que as abordagens centradas na segurança individual e nas respostas predominantemente punitivas ou militarizadas são insuficientes para captar a complexidade da criminalidade organizada contemporânea, na qual se entrelaçam motivações individuais, dinâmicas coletivas e funções políticas e sociais em comunidades excluídas. Nesse contexto, argumenta-se que a paz não pode ser reduzida ao controle da violência nem à cessação das hostilidades, mas deve ser concebida como uma paz constitucional voltada para a garantia da segurança humana, para a inclusão social e para a satisfação efetiva dos direitos fundamentais. <![CDATA[Sociocultural diversity is not grounds for exemption from criminal responsibility]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100051&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract This article analyses the criminal law treatment of culturally motivated conduct in Colombia and argues that ‘sociocultural diversity’ should not serve as grounds for exemption from criminal liability. Based on a doctrinal, historical and comparative analysis of Law 599 of 2000, its background, certain comparative references and the relevant case law - in particular, the provisions of Judgment C-370 of 2002 and its implications, including Article 33A - three main findings are identified: (a) the label of ‘non-imputability’ is conceptually inappropriate, because in such cases there is no incapacity, but rather a distinct worldview; (b) the rule of precedence established by the Court requires that, where there is an insurmountable error of prohibition conditioned by culture, the response should be acquittal and not a declaration of non-imputability; and (c) the current regime lacks coherent legal consequences, as it is not permissible to ‘cure’ a culture, and furthermore, educational or dialogue-based measures imply a judgement of censure. As an alternative, it is proposed to bring the phenomenon back into an ordinary framework of imputation and culpability whose guiding principle is pluralism: depending on the case, the conduct should be understood as a permissible risk derived from the social role in a multicultural society or be excused when the perpetrator’s determination, although contrary to the hegemonic norm, is not incompatible with the fundamental values of pluralistic coexistence. The article is organised into an introduction, methodology, conceptual framework, historical-critical analysis, proposal and discussion.<hr/>Resumen Este artículo analiza el tratamiento jurídico-penal de conductas culturalmente motivadas en Colombia y sostiene que la “diversidad sociocultural” no debe operar como causal de inimputabilidad. Con base en un análisis dogmático, histórico y comparado de la Ley 599 de 2000, sus antecedentes, algunos referentes comparados y la jurisprudencia relevante (en particular, el condicionamiento de la Sentencia C-370 de 2002 y sus desarrollos, incluido el art. 33A), se identifican tres resultados principales: (a) la etiqueta de inimputabilidad es conceptualmente impropia, porque en estos casos no se constata una incapacidad sino una cosmovisión distinta; (b) la regla de prelación fijada por la Corte impone que, cuando exista error invencible de prohibición culturalmente condicionado, la respuesta sea la absolución y no la inimputabilidad; y (c) el régimen vigente carece de consecuencias jurídicas coherentes, pues no es admisible “curar” una cultura y aun las medidas pedagógicas o de diálogo implican un juicio de censura. Como alternativa, se propone reconducir el fenómeno a un esquema ordinario de imputación y culpabilidad cuyo criterio rector sea el pluralismo: según el caso, la conducta deberá entenderse como riesgo permitido derivado del rol social en una sociedad multicultural o ser disculpada cuando la determinación del autor, aunque contraríe la norma hegemónica, no sea incompatible con los valores fundamentales de la convivencia pluralista. El artículo se organiza en introducción, metodología, marco conceptual, análisis histórico-crítico, propuesta y discusión.<hr/>Resumo Este artigo analisa o tratamento jurídico-penal de condutas culturalmente motivadas na Colômbia e sustenta que a “diversidade sociocultural” não deve operar como causal de inimputabilidade. Com base em uma análise dogmática, histórica e comparada da Lei 599 de 2000, seus antecedentes, alguns referenciais comparados e a jurisprudência relevante - em especial, o condicionamento da Sentença C-370 de 2002 e seus desdobramentos, incluído o artigo 33A -, identificam-se três resultados principais: (a) o rótulo de inimputabilidade é conceitualmente impróprio, porque, nesses casos, não se constata uma incapacidade, mas uma cosmovisão distinta; (b) a regra de precedência fixada pela Corte impõe que, quando exista erro insuperável de proibição culturalmente condicionado, a resposta seja a absolvição e não a declaração de inimputabilidade; e (c) o regime vigente carece de consequências jurídicas coerentes, pois não é admissível “curar” uma cultura e, ainda, as medidas pedagógicas ou de diálogo implicam um juízo de censura. Como alternativa, propõe-se reconduzir o fenômeno a um esquema ordinário de imputação e culpabilidade cujo critério reitor seja o pluralismo: conforme o caso, a conduta deverá ser entendida como risco permitido derivado do papel social em uma sociedade multicultural ou ser desculpada quando a determinação do autor, embora contrarie a norma hegemônica, não seja incompatível com os valores fundamentais da convivência pluralista. O artigo organiza-se em introdução, metodologia, marco conceitual, análise histórico-crítica, proposta e discussão. <![CDATA[Full reparation in contexts of mass victimisation. Reference to the Special Jurisdiction for Peace]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100147&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen En Colombia se han implementado mecanismos de justicia transicional desde la Ley 975 de 2005 (Ley de Justicia y Paz)1. En este contexto, el presente artículo aborda la compleja relación entre la reparación integral a las víctimas y la escala masiva de la victimización en el contexto del conflicto armado colombiano, centrándose exclusivamente en el modelo de justicia restaurativa implementado por la Jurisdicción Especial para la Paz (JEP). Los objetivos son: (a) distinguir la justicia restaurativa y la retributiva, (b) definir los concepto de reparación integral de acuerdo con el marco jurídico colombiano, macrovictimización y daño sistémico, con fundamento en la JEP, (c) analizar la implementación por parte de la JEP de herramientas como los macrocasos y el Grupo de Análisis de la Información (GRAI), pues la Jurisdicción prioriza la reparación colectiva del daño sistémico sobre el perjuicio individual, y (d) desarrollar una discusión sobre las tensiones y percepciones (frustración) de las víctimas respecto de las medidas de reparación de la JEP, con especial referencia a la ausencia de indemnización económica directa. Se aplica una metodología cualitativa de tipo analítico y documental, con la cual se analiza la jurisprudencia de la JEP, el marco legal de la justicia transicional y la doctrina relevante. La conclusión apunta al enfoque restaurativo de la JEP, que se adapta a la magnitud del conflicto interno colombiano, incidiendo de forma directa en la reconciliación y la restauración del tejido social.<hr/>Abstract In Colombia, transitional justice mechanisms have been in place since Law 975 of 2005 (the Justice and Peace Law)1. In this context, this article examines the complex relationship between comprehensive reparations for victims and the massive scale of victimisation in the context of the Colombian armed conflict, focusing exclusively on the restorative justice model implemented by the Special Jurisdiction for Peace (JEP). The objectives are: (a) to distinguish restorative justice from retributive justice, (b) to define the concepts of full reparation in accordance with the Colombian legal framework, macro-victimisation and systemic harm, based on the JEP, (c) to analyse the JEP’s implementation of tools such as macro-cases and the Information Analysis Group (GRAI), given that the Jurisdiction prioritises collective reparation for systemic harm over individual harm, and (d) to explore the tensions and perceptions (frustration) of victims regarding the JEP’s reparation measures, with particular reference to the absence of direct financial compensation. A qualitative methodology of an analytical and documentary nature is applied, through which the JEP’s case law, the legal framework of transitional justice and the relevant doctrine are analysed. The conclusion points to the JEP’s restorative approach, which is suited to the scale of the Colombian internal conflict, focusing directly on reconciliation and the restoration of the social fabric.<hr/>Resumo Na Colômbia têm sido implementados mecanismos de justiça de transição desde a Lei 975 de 2005 (Lei de Justiça e Paz)1 . Nesse contexto, o presente artigo aborda a complexa relação entre a reparação integral às vítimas e a escala massiva da vitimização no contexto do conflito armado colombiano, concentrando-se exclusivamente no modelo de justiça restaurativa implementado pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP). Os objetivos são: (a) distinguir a justiça restaurativa da justiça retributiva; (b) definir os conceitos de reparação integral de acordo com o marco jurídico colombiano, macrovitimização e dano sistêmico, com base na JEP; (c) analisar a implementação, por parte da JEP, de ferramentas como os macrocasos e o Grupo de Análise da Informação (GRAI), uma vez que a Jurisdição prioriza a reparação coletiva do dano sistêmico em detrimento do prejuízo individual; e (d) desenvolver uma discussão sobre as tensões e percepções (frustração) das vítimas em relação às medidas de reparação da JEP, com especial referência à ausência de indenização econômica direta. Aplica-se uma metodologia qualitativa de tipo analítico e documental, com a qual se analisa a jurisprudência da JEP, o marco legal da justiça transicional e a doutrina relevante. A conclusão aponta para a abordagem restaurativa da JEP, que se adapta à magnitude do conflito interno colombiano, incidindo diretamente na reconciliação e na restauração do tecido social. <![CDATA[Harm is a universal language: the specific characteristics of indigenous mass victimization in Case 03, sub-case Costa Caribe, La Popa Battalion]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100173&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen En el marco del conflicto armado colombiano, el daño opera como un lenguaje universal que excede y conecta una serie de hechos violentos aislados. Este artículo sostiene que los asesinatos y desapariciones forzadas de civiles presentados ilegítimamente como bajas en combate, atribuidos a una organización criminal que operó desde el Batallón La Popa en el marco del caso 03 de la JEP, forman parte de un patrón macrocriminal aporofóbico y xenófobo. De esta manera, el daño padecido por los pueblos indígenas en el conflicto se caracteriza desde una escala macro: una espiral que converge en el exterminio y es alimentada por curvas interdependientes. Curvas que se materializan en la existencia de la denominada “mala muerte”, junto con la tortuosa imposibilidad de armonizarla en las necesarias ceremonias espirituales acompañadas del quiebre de la relación con el territorio por la profanación de sitios sagrados y la consecuente desterritorialización de los pueblos; su pérdida de confianza en el Estado ante la involución de su naturaleza constitucional protectora hacia la de un depredador; la pérdida de control sobre su plan de vida y la imposibilidad de revertir el estigma que justificó toda la barbarie, se proyectaron potenciando el riesgo de su exterminio.<hr/>Abstract In the context of the Colombian armed conflict, harm functions as a universal language that transcends and links a series of isolated violent acts. This article argues that the murders and enforced disappearances of civilians, unlawfully presented as combat casualties and attributed to a criminal organisation operating from the La Popa Battalion within the framework of Case 03 of the JEP, form part of a macro-criminal pattern characterised by aporophobia and xenophobia. Thus, the harm suffered by indigenous peoples in the conflict is characterised on a macro scale: a spiral that converges on extermination and is fuelled by interdependent cycles. These trends manifest themselves in the existence of what is known as the ‘bad death’, alongside the agonising inability to reconcile it with the necessary spiritual ceremonies, accompanied by the breakdown of the relationship with the land due to the desecration of sacred sites and the consequent displacement of communities; their loss of trust in the State in the face of the regression of its protective constitutional nature into that of a predator; the loss of control over their life plans and the impossibility of reversing the stigma that justified all the barbarity, were projected, heightening the risk of their extermination.<hr/>Resumo No contexto do conflito armado colombiano, o dano funciona como uma linguagem universal que transcende e conecta uma série de atos violentos isolados. Este artigo defende que os assassinatos e desaparecimentos forçados de civis apresentados ilegitimamente como baixas em combate, atribuídos a uma organização criminosa que operava a partir do Batalhão La Popa no âmbito do caso 03 da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), fazem parte de um padrão macrocriminal aporofóbico e xenófobo. Dessa forma, o dano sofrido pelos povos indígenas no conflito se caracteriza em uma escala macro: uma espiral que converge para o extermínio e é alimentada por curvas interdependentes. Curvas que se materializam na existência da chamada “mala muerte”, juntamente com a tortuosa impossibilidade de harmonizá-la nas necessárias cerimônias espirituais, acompanhadas pela ruptura da relação com o território devido à profanação de locais sagrados e à consequente desterritorialização dos povos; sua perda de confiança no Estado diante da involução de sua natureza constitucional protetora para a de um predador; a perda de controle sobre seu plano de vida e a impossibilidade de reverter o estigma que justificou toda a barbárie, projetaram-se potenciando o risco de seu extermínio. <![CDATA[The need for protection against dangerous prosecutable lawbreakers in single-track and double-track systems]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100199&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen La relación entre penas y medidas de seguridad en el ordenamiento jurídico colombiano permite clasificarlo como un modelo de una sola vía. Esta configuración conduce a que las necesidades de protección frente a sujetos que representan un elevado riesgo de cometer graves delitos en el futuro sean canalizadas mediante disposiciones que no están en armonía con los principios básicos de un derecho penal liberal. Con el objetivo de buscar una posible solución a esta problemática, en este artículo se explora el modelo alternativo al escogido por nuestro legislador: el sistema de doble vía. Para ello, se analiza el ordenamiento jurídico alemán, con especial énfasis en su medida de seguridad más drástica, a saber: la custodia de seguridad (Sicherungsverwahrung). Contrariamente a lo que podría pensarse en un primer momento, el sistema de doble vía repercute de manera positiva en principios centrales de un Estado de Derecho como los de igualdad y seguridad jurídica. Asimismo, una configuración complementaria de las penas y las medidas de seguridad logra armonizar de mejor manera la posición jurídica de los involucrados y los intereses de la sociedad en su conjunto.<hr/>Abstract The relationship between penalties and security measures within the Colombian legal system allows it to be classified as a single-track model. This structure means that the need to protect society from individuals who pose a high risk of committing serious crimes in the future is addressed through provisions that are not in harmony with the basic principles of liberal criminal law. With the aim of seeking a possible solution to this problem, this article explores the alternative model to that chosen by our legislature: the dual-track system. To this end, it analyses the German legal system, with particular emphasis on its most drastic security measure, namely: preventive detention (Sicherungsverwahrung). Contrary to what one might think at first glance, the dual-track system has a positive impact on the core principles of the rule of law, such as equality and legal certainty. Similarly, a complementary structure of penalties and security measures is better able to harmonise the legal position of those involved with the interests of society as a whole.<hr/>Resumo A relação entre penas e medidas de segurança no ordenamento jurídico colombiano permite classificá-lo como um modelo de via única. Essa configuração faz com que as necessidades de proteção contra indivíduos que representam um alto risco de cometer crimes graves no futuro sejam atendidas por meio de disposições que não estão em harmonia com os princípios básicos de um direito penal liberal. Com o objetivo de buscar uma possível solução para essa problemática, este artigo explora o modelo alternativo ao escolhido pelo nosso legislador: o sistema de via dupla. Para isso, analisa-se o ordenamento jurídico alemão, com ênfase especial em sua medida de segurança mais drástica, a saber: a custódia de segurança (Sicherungsverwahrung). Ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, o sistema de dupla via repercute de forma positiva nos princípios centrais de um Estado de Direito, como os da igualdade e da segurança jurídica. Da mesma forma, uma configuração complementar das penas e das medidas de segurança consegue harmonizar melhor a posição jurídica dos envolvidos e os interesses da sociedade como um todo. <![CDATA[Organised crime in the Colombian criminal process: criteria for the application of Law 1908 of 2018]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100221&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen En el presente artículo jurídico de reflexión se abordará la reforma al Código de Procedimiento Penal colombiano, de que trata la Ley 1908 de 2018, por medio de la cual se adoptaron medidas para la investigación y judicialización de organizaciones criminales, con especial énfasis en la identificación de los grupos a los que esa legislación va dirigida, con lo cual se buscará una conceptualización que racionalice su uso y evite su alusión indiscriminada. Esta investigación se ha desarrollado a partir de una metodología cualitativa de tipo documental, con un énfasis dogmático-jurídico. El análisis parte de la hermenéutica de la Ley 1908 de 2018, de sus antecedentes normativos, de la revisión de los instrumentos internacionales y de la jurisprudencia relevante, empleando para ello criterios de interpretación histórica, sistemática y teleológica. Esta investigación surgió de la necesidad de identificar a quiénes se aplicarían los prolongados términos procesales definidos, de crear jueces excepcionales para atender estos casos, de analizar la mayor afectación a la intimidad y de examinar la criminalización de nuevos comportamientos. El análisis normativo e interpretativo permitió establecer que la mencionada ley no está dirigida a cualquier forma de asociación delictiva, sino a estructuras criminales con ciertas características, no siempre coincidentes con la delincuencia común organizada. La remisión a la Convención de Palermo es insuficiente y ambigua, que puede conducir a la expansión de las medidas de represión del aparato estatal. Esta diferenciación partió, precisamente, del reconocimiento hecho por instituciones del Estado. Por tanto, se propusieron criterios jurídicos orientados a delimitar y restringir el alcance de la normatividad revisada, solo a ciertas organizaciones con capacidad de violencia, estructura e incidencia territorial.<hr/>Abstract This legal essay will examine the reform of the Colombian Code of Criminal Procedure, as set out in Law 1908 of 2018, through which measures were adopted for the investigation and prosecution of criminal organisations, with particular emphasis on identifying the groups targeted by this legislation, thereby seeking a conceptual framework that rationalises its use and prevents its indiscriminate application. This research was conducted using a qualitative, documentary methodology, with a focus on legal doctrine. The analysis is based on an interpretation of Law 1908 of 2018, its legislative background, a review of international instruments and relevant case law, employing criteria of historical, systematic and teleological interpretation. This research arose from the need to identify to whom the extended procedural time limits would apply, to establish special judges to hear such cases, to analyse the greater impact on privacy, and to examine the criminalisation of new forms of behaviour. The normative and interpretative analysis has established that the law in question does not apply to any form of criminal association, but rather to criminal structures with certain characteristics, which do not always coincide with common organised crime. The reference to the Palermo Convention is insufficient and ambiguous, which could lead to an expansion of the state apparatus’s repressive measures. This distinction stemmed precisely from the recognition made by state institutions. Consequently, legal criteria were proposed aimed at defining and restricting the scope of the revised legislation to only certain organisations with the capacity for violence, a structured organisation and territorial reach.<hr/>Resumo No presente artigo jurídico de reflexão, é abordada a reforma do Código de Processo Penal colombiano, objeto da Lei 1.908 de 2018, por meio da qual foram adotadas medidas para a investigação e o julgamento de organizações criminosas, com ênfase especial na identificação dos grupos aos quais essa legislação se dirige, buscando-se, assim, uma conceituação que racionalize seu uso e evite sua aplicação indiscriminada. Esta pesquisa foi desenvolvida a partir de uma metodologia qualitativa de tipo documental, com ênfase dogmático-jurídica. A análise parte da hermenêutica da Lei 1.908 de 2018, de seus antecedentes normativos, da revisão dos instrumentos internacionais e da jurisprudência relevante, empregando, para isso, critérios de interpretação histórica, sistemática e teleológica. Esta investigação surgiu da necessidade de identificar a quem se aplicariam os prazos processuais prolongados definidos, de criar juízes especiais para julgar esses casos, de analisar o maior impacto sobre a privacidade e de examinar a criminalização de novos comportamentos. A análise normativa e interpretativa permitiu estabelecer que a referida lei não se dirige a qualquer forma de associação criminosa, mas a estruturas criminosas com certas características, nem sempre coincidentes com o crime organizado comum. A referência à Convenção de Palermo é insuficiente e ambígua, o que pode levar à expansão das medidas de repressão do aparato estatal. Essa diferenciação partiu, precisamente, do reconhecimento feito por instituições do Estado. Portanto, foram propostos critérios jurídicos orientados a delimitar e restringir o alcance da normativa revisada, apenas a certas organizações com capacidade de violência, estrutura e incidência territorial. <![CDATA[Criminal liability of a business owner for an offence of omission involving the use of the company to finance criminal organisations]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100245&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen El presente artículo examina, desde la teoría de los delitos de comisión por omisión, los presupuestos que permitirían atribuir responsabilidad penal al empresario por el incumplimiento de los deberes de prevención y control destinados a mitigar los riesgos de lavado de activos y financiación del terrorismo. Con ese propósito, se analiza la estructura del delito de omisión impropia y el papel de la posición de garante como fundamento de imputación; asimismo, se examinan las distintas tesis sobre la fuente de la posición de garante del empresario y se identifican los sujetos que, al interior de la organización empresarial, pueden asumir tal condición. Finalmente, se estudia el alcance de los deberes de prevención derivados de la normativa nacional e internacional en materia de lavado de activos y financiación del terrorismo. Se concluye que el empresario detenta una posición de garante vinculada al control de la actividad empresarial como fuente de riesgo, lo que permite atribuir responsabilidad en comisión por omisión cuando la infracción de los deberes de prevención y control genera la realización del riesgo jurídicamente desaprobado que tales normas buscan evitar.<hr/>Abstract This article examines, based on the theory of offences of omission, the conditions under which a business owner could be held criminally liable for failing to fulfil their duties of prevention and control designed to mitigate the risks of money laundering and terrorist financing. To this end, it analyses the structure of the offence of improper omission and the role of the guarantor’s position as the basis for criminal liability. Furthermore, it examines the various theories regarding the origin of the business owner’s guarantor status and identifies the individuals within the business organisation who may assume such a role. Finally, the scope of the prevention duties arising from national and international legislation on money laundering and terrorist financing is examined. It follows that the business owner holds a position of guarantor linked to the control of the business activity as a source of risk, which makes it possible to attribute liability for acts or omissions where a breach of the duties of prevention and control results in the materialisation of the legally impermissible risk that such rules seek to prevent.<hr/>Resumo O presente artigo examina, a partir da Teoria dos Crimes Comissivos por Omissão, os pressupostos que permitiriam atribuir responsabilidade penal ao empresário pelo descumprimento dos deveres de prevenção e controle destinados a mitigar os riscos de lavagem de ativos e financiamento do terrorismo. Para esse fim, analisam-se a estrutura do delito de omissão imprópria e o papel da posição de garante como fundamento de imputação penal. Ademais, examinam-se as diferentes teses acerca da origem da posição de garante do empresário e identificam-se os sujeitos que, no interior da organização empresarial, podem assumir tal condição. Por fim, estuda-se o alcance dos deveres de prevenção derivados da normativa nacional e internacional em matéria de lavagem de ativos e financiamento do terrorismo. Conclui-se que o empresário detém uma posição de garante vinculada ao controle da atividade empresarial como fonte de risco, o que permite atribuir responsabilidade por comissão por omissão quando a violação dos deveres de prevenção e controle gera a realização do risco juridicamente desaprovado que tais normas buscam evitar. <![CDATA[Criminal mining: a political and criminal challenge that goes beyond administrative sanctions]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100265&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen El artículo analiza la minería ilegal desde una perspectiva dogmático-penal, a partir del marco constitucional de protección del medio ambiente en el ordenamiento jurídico colombiano. Se examina la evolución jurisprudencial desde una concepción antropocéntrica hacia enfoques ecocéntricos y bioculturales, en los cuales la naturaleza y sus componentes adquieren relevancia jurídica autónoma, sin desconocer las finalidades humanistas del Estado Constitucional. Sobre esta base, se aborda la delimitación conceptual entre minería legal, informal, tradicional e ilegal, destacando el papel del título minero, el cumplimiento de la normatividad administrativa y, especialmente, la capacidad lesiva de la conducta como criterios determinantes de la relevancia penal. Se sostiene que la mera infracción administrativa no basta para fundamentar la intervención del derecho penal, la cual exige la configuración de un riesgo jurídicamente desaprobado o una afectación grave al ecosistema, conforme a los principios de lesividad y ultima ratio. Por último, se examina el tipo penal de explotación ilícita de yacimientos mineros, su relación con la teoría del riesgo permitido y los límites entre el derecho penal y el derecho administrativo sancionador, resaltando la necesidad de evitar solapamientos contrarios al principio non bis in idem. Se concluye que la respuesta jurídico-penal frente a la minería ilegal debe construirse desde una interpretación sistemática que armonice la protección ambiental, el desarrollo sostenible y las garantías propias del derecho penal.<hr/>Abstract This article analyses illegal mining from a legal-theoretical perspective, taking as its starting point the constitutional framework for environmental protection within the Colombian legal system. It examines the evolution of case law from an anthropocentric conception towards ecocentric and biocultural approaches, in which nature and its components acquire autonomous legal significance, without disregarding the humanistic aims of the constitutional state. On this basis, the paper examines the conceptual distinction between legal, informal, traditional and illegal mining, highlighting the role of mining titles, compliance with administrative regulations and, in particular, the harmful nature of the conduct as key criteria for determining criminal liability. It is argued that a mere administrative offence is not sufficient to justify the application of criminal law, which requires the existence of a legally prohibited risk or a serious impact on the ecosystem, in accordance with the principles of harmfulness and Last resort. Finally, this paper examines the criminal offence of unlawful exploitation of mineral deposits, its relationship with the theory of permitted risk, and the boundaries between criminal law and administrative law, emphasising the need to avoid overlaps that contravene the principle of non bis in idem. It is concluded that the criminal law response to illegal mining must be constructed on the basis of a systematic interpretation that harmonises environmental protection, sustainable development and the guarantees inherent in criminal law.<hr/>Resumo O artigo analisa a mineração ilegal sob uma perspectiva dogmático-penal, tomando como ponto de partida o marco constitucional de proteção do meio ambiente no ordenamento jurídico colombiano. Examina-se a evolução jurisprudencial desde uma concepção antropocêntrica em direção a enfoques ecocêntricos e bioculturais, nos quais a natureza e seus componentes adquirem relevância jurídica autônoma, sem desconsiderar as finalidades humanistas do Estado Constitucional. Com base nisso, aborda-se a delimitação conceitual entre mineração legal, informal, tradicional e ilegal, destacando o papel do título minerário, o cumprimento da normatividade administrativa e, especialmente, a capacidade lesiva da conduta como critérios determinantes da relevância penal. Sustenta-se que a mera infração administrativa não é suficiente para fundamentar a intervenção do direito penal, a qual exige a configuração de um risco juridicamente desaprovado ou uma afetação grave ao ecossistema, em conformidade com os princípios da lesividade e da ultima ratio. Por fim, examina-se o tipo penal de exploração ilícita de jazidas minerais, sua relação com a teoria do risco permitido e os limites entre o direito penal e o direito administrativo sancionador, ressaltando a necessidade de evitar sobreposições contrárias ao princípio non bis in idem. Conclui- se que a resposta jurídico-penal quanto à mineração ilegal deve ser construída a partir de uma interpretação sistemática que harmonize a proteção ambiental, o desenvolvimento sustentável e as garantias próprias do direito penal. <![CDATA[Seizure and forfeiture of crypto-assets in Colombia]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000100297&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Este artículo examina el régimen jurídico aplicable a la incautación y el comiso de criptoactivos en Colombia. Se define el marco conceptual y normativo de la materia, con especial referencia a la naturaleza jurídica y tecnológica de las criptomonedas y de los tokens no fungibles (NFT, por sus siglas en inglés: non-fungible tokens), así como a los actores institucionales y privados que pueden intervenir en estas actuaciones: la Fiscalía General de la Nación, los jueces de la República, los órganos de policía judicial y los proveedores de servicios de activos virtuales centralizados (PSAVC). Asimismo, se diferencia, desde una perspectiva técnico-operativa, el ecosistema en que pueden encontrarse los criptoactivos, distinguiendo entre regímenes de heterocustodia y de autocustodia. De la mano con los lineamientos trazados por la Fiscalía General de la Nación, se examinan y proponen técnicas idóneas para la ejecución de estas medidas. Por último, se enfatiza la necesidad de ejercer un control de legalidad sobre los procedimientos y de garantizar el respeto al debido proceso, al derecho de defensa del investigado, de las víctimas y de los terceros con interés legítimo en la actuación.<hr/>Abstract This article examines the legal framework governing the seizure and forfeiture of crypto-assets in Colombia. It defines the conceptual and regulatory framework of the subject, with particular reference to the legal and technological nature of cryptocurrencies and non-fungible tokens (NFTs), as well as the institutional and private actors that may be involved in these proceedings, including the Attorney General’s Office (Fiscalía General de la Nación), judges, judicial police bodies and centralised providers of virtual asset services. Similarly, from a technical and operational perspective, the article distinguishes the ecosystems in which crypto-assets may be situated, differentiating between custody and self-custody regimes. In line with the guidelines established by the Attorney General’s Office, the article examines and proposes appropriate techniques for the implementation of these measures. Finally, it emphasises the need to exercise legal oversight over the procedures and to ensure respect for due process and the right of defence of the person under investigation, the victims and third parties with a legitimate interest in the proceedings.<hr/>Resumo Este artigo examina o regime jurídico aplicável à apreensão e ao perdimento de criptoativos na Colômbia. Define-se o referencial conceitual e normativo da matéria, com especial ênfase à natureza jurídica e tecnológica das criptomoedas e dos tokens não fungíveis (NFTs), bem como aos atores institucionais e privados que podem intervir nesses procedimentos, incluindo a Procuradoria-Geral da Nação (Fiscalía General de la Nación), os juízes, os órgãos de polícia judiciária e os fornecedores de serviços de ativos virtuais centralizados. Do mesmo modo, sob uma perspectiva técnico-operacional, distinguem-se os ecossistemas nos quais os criptoativos podem estar inseridos, diferenciando-se entre regimes de heterocustódia e de autocustódia. Em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Procuradoria-Geral da Nação, o artigo examina e propõe técnicas adequadas para a execução dessas medidas. Por fim, enfatiza-se a necessidade de exercer controle de legalidade sobre os procedimentos e de garantir o respeito ao devido processo legal e ao direito de defesa do investigado, das vítimas e de terceiros com interesse legítimo na atuação.