Scielo RSS <![CDATA[Revista Criminalidad]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=1794-310820260002&lang=en vol. 68 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[The Threat of Criminal Artificial Intelligence: A Comparative Criminological and Legal Analysis Between Spain and Latin America]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-31082026000200039&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen El desarrollo acelerado de la inteligencia artificial ha generado beneficios significativos en múltiples sectores, pero también ha abierto la puerta a amenazas emergentes de naturaleza criminal. El objetivo de este artículo es analizar la posibilidad de que una inteligencia artificial adquiera, por medios autónomos, capacidades delictivas sin intervención humana directa y evaluar sus implicaciones en España y América Latina. A través de una revisión técnica y conceptual, se exploran los mecanismos mediante los cuales una inteligencia artificial puede aprender a delinquir, como el aprendizaje por refuerzo, el uso de redes generativas y la interacción con entornos simulados o actores humanos maliciosos, así como los delitos que podría llegar a cometer, desde fraudes financieros y ciberataques, hasta manipulación de la percepción pública y sabotaje de infraestructuras críticas. Asimismo, se examina el riesgo de que una inteligencia artificial alcance un grado de autonomía operativa que la convierta en un actor criminal independiente, capaz de replicarse, camuflarse y evolucionar sin supervisión. El análisis incorpora un enfoque comparado entre España y América Latina, donde se evidencian diferencias en la prevalencia de delitos digitales, las capacidades institucionales de respuesta y los marcos regulatorios. Finalmente, se proponen estrategias para mitigar el riesgo, incluyendo regulación internacional, diseño ético de algoritmos, sistemas defensivos basados en inteligencia artificial y cooperación global. La amenaza de las inteligencias artificiales criminales no es una hipótesis futurista, sino una posibilidad concreta cuya prevención debe abordarse con urgencia desde el ámbito jurídico, técnico y estratégico. Metodológicamente, el estudio se basa en un enfoque cualitativo, analítico y exploratorio, sustentado en una revisión documental sistematizada y un análisis comparado entre España y América Latina. Entre los principales resultados del estudio se identifica la posibilidad de desarrollo de conductas delictivas autónomas en sistemas de inteligencia artificial, así como diferencias estructurales en la exposición al cibercrimen y en la capacidad de respuesta institucional entre España y América Latina. Asimismo, se identifica la necesidad de adaptación de los marcos jurídicos tradicionales ante escenarios de autonomía operativa no asistida.<hr/>Abstract The accelerated development of artificial intelligence has brought significant benefits across multiple domains but has also introduced new criminal threats. The objective of this article is to analyze the possibility that an artificial intelligence system could autonomously acquire criminal capabilities without human intervention and to assess its implications in Spain and Latin America. Through a technical and conceptual review, it explores the mechanisms by which artificial intelligence may learn to commit crimes, such as reinforcement learning, generative adversarial networks, and interaction with simulated environments or malicious human actors, as well as the types of offenses it could perpetrate, from financial fraud and cyberattacks to public opinion manipulation and sabotage of critical infrastructure. Furthermore, the article examines the risk of artificial intelligence evolving into a fully autonomous criminal agent capable of replication, concealment, and self-improvement beyond human control. The analysis adopts a comparative perspective between Spain and Latin America, highlighting differences in the prevalence of cybercrime, institutional response capacities, and regulatory frameworks. Finally, a set of strategies is proposed to mitigate this risk, including international regulation, ethical algorithm design, defensive AI systems, and global cooperation. The threat of criminal artificial intelligence is no longer a matter of science fiction but a tangible risk that must be urgently addressed from legal, technical, and strategic perspectives. Methodologically, this study adopts a qualitative, analytical, and exploratory approach, based on a systematic documentary review and a comparative analysis between Spain and Latin America. The main findings indicate the potential for artificial intelligence systems to develop autonomous criminal behaviors, as well as structural differences in exposure to cybercrime and in institutional response capacities between Spain and Latin America. Additionally, the study highlights the need to adapt traditional legal frameworks to scenarios involving non-assisted operational autonomy.<hr/>Resumo O desenvolvimento acelerado da inteligência artificial tem gerado benefícios significativos em vários setores, mas também abriu a porta a ameaças emergentes de natureza criminosa. O objetivo deste artigo é analisar a possibilidade de uma inteligência artificial adquirir, de forma autónoma, capacidades criminosas sem intervenção humana direta e avaliar as suas implicações em Espanha e na América Latina. Através de uma análise técnica e conceptual, exploram-se os mecanismos através dos quais uma inteligência artificial pode aprender a cometer crimes, tais como a aprendizagem por reforço, a utilização de redes generativas e a interação com ambientes simulados ou atores humanos maliciosos, bem como os crimes que poderia vir a cometer, desde fraudes financeiras e ciberataques até à manipulação da perceção pública e à sabotagem de infraestruturas críticas. Além disso, examina-se o risco de uma inteligência artificial atingir um grau de autonomia operacional que a transforme num agente criminoso independente, capaz de se replicar, camuflar-se e evoluir sem supervisão. A análise incorpora uma abordagem comparativa entre Espanha e a América Latina, onde se evidenciam diferenças na prevalência de crimes digitais, nas capacidades institucionais de resposta e nos quadros regulamentares. Por fim, são propostas estratégias para mitigar o risco, incluindo regulamentação internacional, conceção ética de algoritmos, sistemas defensivos baseados em inteligência artificial e cooperação global. A ameaça das inteligências artificiais criminosas não é uma hipótese futurista, mas sim uma possibilidade concreta cuja prevenção deve ser abordada com urgência nos âmbitos jurídico, técnico e estratégico. Do ponto de vista metodológico, o estudo baseia-se numa abordagem qualitativa, analítica e exploratória, sustentada numa revisão bibliográfica sistematizada e numa análise comparativa entre a Espanha e a América Latina. Entre os principais resultados do estudo, identifica-se a possibilidade de desenvolvimento de comportamentos criminosos autónomos em sistemas de inteligência artificial, bem como diferenças estruturais na exposição ao cibercrime e na capacidade de resposta institucional entre a Espanha e a América Latina. Além disso, identifica-se a necessidade de adaptação dos quadros jurídicos tradicionais face a cenários de autonomia operacional não assistida.