Scielo RSS <![CDATA[Palabra Clave]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=0122-828520260007&lang=pt vol. 29 num. lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[Eros mediado: corpo feminino, nação e desejo em Carmen, <em>la de Triana,</em> de Florián Rey (1938)]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0122-82852026000700001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo analiza cómo el cine musical español de finales de la década de 1930 actúa como mediador simbólico en la construcción de imaginarios nacionales y en la codificación del cuerpo femenino a través de un estudio de caso, Carmen, la de Triana (Florián Rey, 1938). Se trata de una coproducción hispano-alemana filmada en plena Guerra Civil española y rodada en los estudios de la Universum Film AG (UFA). El personaje de Carmen, interpretado en la película por la actriz Imperio Argentina (1910-2003), se configura como un dispositivo narrativo que articula deseo, género e identidad colectiva en un momento de alta tensión cultural. Mediante una metodología de análisis textual basada en la teoría simbólica de Jesús González Requena, que distingue entre los registros semiótico, imaginario y real, se estudian tres secuencias clave en las que la corporalidad femenina, encarnada en Carmen, opera como superficie de inscripción de discursos culturales que codifican simultáneamente la feminidad y la nación, en una relación tensa en la que la erotización del cuerpo femenino convive con su disciplinamiento narrativo. Como este artículo analiza, a través del encuadre, la luz, el sonido y la articulación narrativa (montaje, elipsis e interrupciones), la película configura un sistema simbólico en el que el deseo y el cuerpo femenino funcionan como relato fundacional de un imaginario español esencialista, estructurado en torno a la tensión entre eros, sacrificio y pertenencia nacional.<hr/>Abstract This article examines how Spanish musical cinema of the late 1930s functions as a symbolic mediator in the construction of national imaginaries and in the coding of the female body through a case study of Carmen, la de Triana (Florián Rey, 1938). The film is a Spanish -German co-production shot during the Spanish Civil War and produced at the Universum Film AG (UFA) studios. The character of Carmen, portrayed in the film by actress Imperio Argentina (1910 -2003), is configured as a narrative device that articulates desire, gender, and collective identity at a moment of intense cultural tension. Using a textual analysis methodology grounded in Jesús González Requena's symbolic theory, which distinguishes among the semiotic, imaginary, and real registers, this study focuses on three key sequences in which female corporeality, embodied by Carmen, operates as a surface for the inscription of cultural discourses that simultaneously code femininity and the nation. This process unfolds within a tense relationship in which the eroticization of the female body coexists with its narrative disciplining. As this article demonstrates, through framing, lighting, sound, and narrative articulation (editing, ellipses, and interruptions), the film constructs a symbolic system in which desire and the female body function as a foundational narrative of an essentialist Spanish imaginary, structured around the tension between eros, sacrifice, and national belonging.<hr/>Resumo Este artigo analisa como o cinema musical espanhol do final dos anos 1930 atua como mediação simbólica na construção dos imaginários nacionais e na codificação do corpo feminino por meio de um estudo de caso -- Carmen, la de Triana (Florián Rey, 1938). É uma coprodução hispano-alemã filmada em meio à Guerra Civil espanhola, nos estúdios da Universum Film AG (UFA). A personagem Carmen, interpretada no filme pela atriz Imperio Argentina (1910-2003), é construída como um recurso narrativo que articula desejo, gênero e identidade coletiva em um contexto de alta tensão cultural. Por meio de uma metodologia de análise textual baseada na teoria simbólica de Jesús González Requena, que distingue entre os registros semiótico, imaginário e real, são estudadas três sequências-chave nas quais a corporeidade feminina, incorporada em Carmen, opera como superfície de inscrição de discursos culturais que simultaneamente codificam a feminilidade e a nação, em uma relação tensa na qual a erotização do corpo feminino coexiste com sua disciplina narrativa. Este artigo analisa, por meio do enquadramento, da luz, do som e da articulação narrativa (edição, elipses e interrupções), como o filme configura um sistema simbólico no qual o desejo e o corpo feminino funcionam como a história fundamental de um imaginário essencialista espanhol, estruturado em torno da tensão entre eros, sacrifício e pertencimento nacional.