Scielo RSS <![CDATA[Tabula Rasa]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=1794-248920260003&lang=pt vol. num. 59 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[Apresentação: montagens, entornos e experiências compartilhadas na antropologia «mais-que-humana».]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Ontologia dinâmica do limite humano-animal: para uma antropologia não humana]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo desarrolla una ontología dinámica del límite humano-animal para repensar la antropología más allá de lo humano y precisar el horizonte de una antropología no humana. La tesis sostiene que dicho límite no es una frontera zoológica previa, sino una operación de archivo, carne y agenciamiento que distribuye modos diferenciales de aparición, vulnerabilidad, protección y sacrificabilidad. A partir de Derrida, Merleau-Ponty, Agamben, Deleuze y Guattari, y en diálogo con la antropología más-que-humana, el perspectivismo amerindio, la etnografía multiespecie y la biosemiótica, se muestra cómo nombres, cuerpos, instituciones, infraestructuras y prácticas relacionales producen las posiciones llamadas «humano» y «animal». El artículo concluye formulando cuatro principios metodológicos: desjerarquización de la presencia, coexposición carnal, agenciamiento transversal y lectura doble de archivo y carne.<hr/>Abstract: This article examines a dynamic ontology of the human-animal boundary to rethink anthropology beyond human view and to outline the horizon of a non-human anthropology. We argue that rather than a pre-existing zoological frontier, this boundary is an archiving, flesh, and agency operation allocating differential modes of emergence, vulnerability, protection, and sacrificiality. Building upon Derrida, Merleau-Ponty, Agamben, Deleuze, and Guattari, and entering into dialogue with a more-than human anthropology, Amerindian perspectivism, multispecies ethnography, and biosemiotics, we show how names, bodies, institutions, infrastructures, and relational practices bring about the stances known as “human” and “animal.” We conclude by formulating four methodological principles, namely, de-hierarchizing presence, carnal co-exposure, transversal agency, and a dual archival and flesh reading.<hr/>Resumo: Este artigo desenvolve uma ontologia dinâmica do limite humano-animal para repensar a antropologia para além do humano e precisar o horizonte de uma antropologia não humana. A tese argumenta que tal limite não é uma fronteira zoológica prévia, mas uma operação de arquivo, carne e agenciamento que distribui modos diferenciais de aparição, vulnerabilidade, proteção e sacrificabilidade. A partir de Derrida, Merleau-Ponty, Agamben, Deleuze e Guattari, e em diálogo com a antropologia mais-que-humana, o perspectivismo ameríndio, a etnografia multiespécie e a biossemiótica, expõe-se como nomes, corpos, instituições, infraestruturas e práticas relacionais produzem as posições chamadas «humano» e «animal». O artigo conclui formulando quatro princípios metodológicos: desierarquização da presença, coexposição carnal, agenciamento transversal e leitura dupla de arquivo e carne. <![CDATA[Ler os sinais: insetos comestíveis e persistência cultura do povo carijona]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300043&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Esta investigación analiza, desde la antropología más allá de lo humano y las ontologías relacionales, cómo el vínculo entre la gente carijona (Miraflores, Guaviare, Colombia) y los insectos comestibles ha contribuido a su persistencia cultural frente a procesos históricos de colonización y violencia. A partir de trabajo etnográfico realizado entre 2018 y 2024, el artículo muestra que los insectos no son solo una fuente de alimentación sino agentes que participan en la vida social: sus «señas» constituyen un sistema semiótico compartido entre la gente y la selva que orienta decisiones, acopla los ritmos ecológicos con los procesos sociales y denuncia afectaciones territoriales. La entomofagia se configura como práctica discreta de resistencia cotidiana, que ha contribuido a mantener en pie un mundo relacional que los procesos extractivos, la colonización y la violencia han buscado desmantelar.<hr/>Abstract: Drawing from more-than-human anthropology and relational ontologies, this research report analyzes how the link between Karijona people (Miraflores, Guaviare, Colombia) and edible insects has favored their cultural persistence face to historical colonization and violence processes. Building upon ethnographic fieldwork carried out between 2018 and 2024, this article shows that insects are not only a food source but also agents participating in social life-their “clues” make up a semiotic system shared between people and the jungle, guiding decisions, harmonizing ecological rhythms and social processes, and warning about territorial harm. Entomophagy is informed as a discreet daily resistance practice, contributing to continue living on a relational world that extractive processes, colonization, and violence have sought to dismantle.<hr/>Resumo: Esta pesquisa analisa, desde a antropologia além do humano e as ontologias relacionais, como o vínculo entre o povo carijona (Miraflores, Guaviare, Colômbia) e os insetos comestíveis contribuiu para sua persistência cultural diante de processos históricos de colonização e violência. A partir do trabalho etnográfico realizado entre 2018 e 2024, o artigo expõe que os insetos não são apenas uma fonte de alimentação, mas agentes que participam na vida social: seus «sinais» constituem um sistema semiótico compartilhado entre as pessoas e a floresta que orienta decisões, ajusta os ritmos ecológicos com os processos sociais e denuncia impactos territoriais. A entomofagia configura-se como prática discreta de resistência cotidiana, que tem contribuído para manter em pé um mundo relacional que os processos extrativos, a colonização e a violência têm procurado desmontar. <![CDATA[Sensorium e identidade relacional como experiência do mundo. Elementos para uma antropologia para além do humano]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300071&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El interés por entender al ser humano en su relación y convivencia con otros seres ha sido un campo que ha impactado profundamente a la antropología, como a otras ciencias que se interesan por la vida. Una antropología más allá de lo humano abre la posibilidad para asumir que nuestras prácticas se constituyen en un ser en el mundo en cocreación con otras entidades biológicas, maquinales y espirituales. Los aportes de Ingold y Kohn han marcado una línea de reflexión sobre esta vertiente que, si bien se nutre de otros referentes, amplían la posibilidad de entender los acoplamientos de vida a partir de la interacción en el entorno o en la semiosis entre seres. No obstante, existen espacios de análisis que pueden nutrir esta perspectiva. En este texto analizo las propuestas de Ingold y Kohn como dos de los ejes que han apuntalado la antropología más allá de lo humano. Además de resaltar sus aportes, propongo la necesidad de vincular el sensorium, como lo propone Walter Ong, y la identidad relacional entre seres en la experiencia del mundo. Estos elementos pueden aportar para un fortalecimiento de una antropología de la vida que está en proceso de constitución.<hr/>Abstract: The pursuit of understanding human beings in their relationships and interactions with other living beings as a field has had a profound impact in anthropology, as well as in other life sciences. More-than-human anthropology opens new avenues to assume that our practices inform some being-in-the-world co-creating with other biological, mechanical, and spiritual entities. Ingold and Kohn’s contributions have drawn a line of thought in this aspect. While being nurtured by other referents, the latter widen our chances to understand life connections, starting with interactions with their surroundings or interspecies semiosis. Yet, there are analytical forums capable to nurture this approach. In this article, I will analyze Ingold and Kohn’s formulations, as mainstays of more-than-human anthropology. In addition to highlighting their contributions, I suggest the need to link sensorium-as suggested by Walter Ong-and relational identity between beings in their world experience. These elements have the potential to support the development of an emerging anthropology of life.<hr/>Resumo: O interesse por entender o ser humano em sua relação e convivência com outros seres tem impactado profundamente a antropologia, tanto como outras ciências que se interessam pela vida. Uma antropologia para além do humano abre a possibilidade para assumir que nossas práticas se constroem em um ser no mundo em cocriação como outras entidades biológicas, maquinais e espirituais. As contribuições de Ingold e Kohn marcaram uma linha de reflexão sobre uma vertente que, mesmo que se nutra de outros referentes, aumenta a possibilidade de compreender os ajustes de vida a partir da interação com o entorno ou na semiose entre seres. Contudo, existem espaços de análise que podem nutrir essa perspectiva. Neste texto analiso as propostas de Ingold e Kohn como dois dos eixos que têm consolidado a antropologia para além do humano. Além de destacar suas contribuições, proponho a necessidade de vincular o sensorium, como proposto por Walter Ong, e a identidade relacional entre seres na experiência do mundo. Esses elementos podem contribuir para um fortalecimento de uma antropologia da vida que está em processo de constituição. <![CDATA[Para uma responsabilidade assimétrica de cuidado: continuidade semiótica e distinção ontológica na antropologia para além do humano]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300097&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Vivimos en un mundo donde las relaciones entre humanos y animales se han visto tradicionalmente mediadas por discursos antropocéntricos que limitan la comprensión de los vínculos posibles. Este artículo propone una reflexión teórica y un examen epistémico sobre una ontología relacional que concibe la coexistencia simbiótica entre entidades humanas y no humanas, reconociendo que la esencia y la responsabilidad ética no se distribuyen simétricamente. A través de un análisis crítico del corpus contemporáneo de la antropología, la ecosemiótica y la filosofía poshumanista, se deconstruye la tendencia a la simetrización radical en los estudios interespecies. A partir de ello, se formula el modelo de responsabilidad asimétrica de cuidado, un marco conceptual según el cual la convivencia entre especies puede pensarse desde la interacción, la influencia mutua y la coadaptación, sin reduccionismos moralizantes ni humanizantes. El artículo ofrece un marco conceptual para aproximaciones ecosemióticas en la antropología más allá de lo humano.<hr/>Abstract: We live in a world where relationships between humans and animals have been traditionally mediated by anthropocentric discourses constraining the understanding of potential ties. This article advances a theoretical reflection and an epistemic examination based on a relational ontology conceiving symbiotic co-existence between human and non-human entities, while acknowledging that their essence and ethical duty are asymmetrically allocated. Through a critical analysis of contemporary anthropology, ecosemiotics, and post-humanist philosophy, we deconstruct the tendency to radical symmetry in interspecies studies. Based upon this, we bring up the asymmetric duty of care model, a conceptual framework according to which coexistence between species may be addressed in light of interaction, mutual influence, and coadaptation, leaving moralizing or humanizing reductionisms. This conceptual framework is meant to assist ecosemiotic approaches in more-than-human anthropology.<hr/>Resumo: Vivemos em um mundo em que as relações entre humanos e animais têm sido mediadas tradicionalmente por discursos antropocêntricos que limitam a compreensão dos vínculos possíveis. Este artigo propõe uma reflexão teórica e um exame epistémico sobre uma ontologia relacional que concebe a coexistência simbólica entre entidades humanas e não humanas, reconhecendo que a essência e a responsabilidade ética não se distribuem simetricamente. Por meio de uma análise crítica do corpus contemporâneo da antropologia, a ecossemiótica e a filosofia pós-humanista, desconstrói-se a tendência da simetrização radical nos estudos interespécies. A partir daí, formula-se o modelo de responsabilidade assimétrica de cuidado, um marco conceitual segundo o qual a convivência entre espécies pode ser pensada desde a interação, a influência mútua e a coadaptação, sem reducionismos moralizantes nem humanizantes. O artigo oferece um marco conceitual para aproximações ecossemióticas na antropologia para além do humano. <![CDATA[O impacto da transferência de um camelídeo de sua «casinha» em um zoológico: um estudo etnográfico sobre os ambientes humano-animal]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300117&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen En este artículo hago un relevamiento etnográfico sobre cómo un guanaco cambió de comportamiento al ser trasladado del lugar que los cuidadores denominaban su «casita». Los traslados en el Zoo me permitieron observar cambios de comportamiento y alteraciones en la salud, los que a su vez pusieron de relieve la importancia de la noción nativa de «casita» de la que hablaban sus cuidadores. Me detengo en el desarrollo de la vida, la experiencia del traslado de Margarito el guanaco y su comportamiento «alterado», así como, en su «casita». Analizo dicha noción a través del concepto de ambiente propuesto por Tim Ingold. Como veremos, este concepto sólo puede entenderse apropiadamente desde una perspectiva ontogenética y con la ayuda de algunas herramientas conceptuales provistas por la psicología ecológica y por el enfoque biosemiótico elaborado por von Uexküll. Específicamente, retomaré las categorías teóricas de affordance proveniente de la psicología ecológica y de umwelt, procedente de la biosemiótica, las que en su conjunto ponen el foco sobre la importancia de las experiencias de los animales a lo largo de sus historias de vida. De ese modo, se observa que «casita» es una noción nativa relacional que da cuenta del conocimiento de los cuidadores, pero a su vez, a través de ella se puede analizar el comportamiento y el significado que los animales producen en sus vidas. Esto último es central ya que los cambios de comportamiento eran similares en múltiples animales cuando eran trasladados.<hr/>Abstract: This article reports an ethnographic survey on how a guanaco changed their behavior when they were moved from their “little house,” as their keepers called it. Transfers at the Zoo allowed me to observe behavioral changes and health effects, which highlighted the native notion of “little house,” referred to by their keepers. I about the course of life, the experience of guanaco Margarito’s transfer, and his “disturbed” behavior, as well as his “little house.” This is analyzed in the light of Tim Ingold’s notion of environment. As we will see, this notion can only be properly understood from an ontogenetic approach and with help of some theoretical tools from ecological psychology and von Uexküll’s biosemiotic approach. Specifically, I will take up the theoretical categories of affordance, from ecological psychology, and Umwelt, from biosemiotics, which together spotlight the importance of animals’ experiences throughout their life stories. Thus, we observe that “little house” is a native relational notion that account for keepers’ knowledge, but it also allows to analyze the behavior and the meaning produced by animals into their lives. The latter is central, since similar behavioral changes were observed in many animals when being transferred.<hr/>Resumo: Neste artigo faço um levantamento etnográfico sobre como o comportamento de um guanaco mudou quando foi transferido do lugar que os cuidadores chamavam sua «casinha». As transferências no zoológico permitiram-me observar mudanças de comportamento e alterações na saúde, que destacaram a importância da noção nativa de «casinha», da que falavam seus cuidadores. Detenho-me no desenvolvimento da vida, na experiência da transferência de Margarito, o guanaco, e no seu comportamento, assim como na sua «casinha». Analiso tal noção por meio do conceito de ambiente proposto por Tim Ingold. Como veremos, esse conceito só pode ser compreendido de maneira apropriada desde uma perspectiva ontogenética e com a ajuda de algumas ferramentas conceituais fornecidas pela psicologia ecológica e pela abordagem biossemiótica proposta por von Uexküll. Mais especificamente retomarei as categorias teóricas de affordance, proveniente da psicologia ecológica, e Umwelt, procedente da biossemiótica, que põem em conjunto o foco sobre a importância das experiências dos animais em suas histórias de vida. Assim, observa-se que «casinha» é uma noção nativa relacional que dá conta do conhecimento dos cuidadores, e que, por meio dela pode-se analisar o comportamento e o significado que os animais produzem nas suas vidas. Isso último é central, já que as mudanças de comportamento eram semelhantes em diversos animais quando transferidos. <![CDATA[O riacho como fato: antropologia para além do humano em contextos de desastre hidrometeorológico]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300143&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El paso del huracán Otis provocó el súbito desbordamiento de un arroyo que atraviesa una colonia periurbana asentada en pendiente (San Isidro Labrador, estado de Guerrero, México). A partir de entrevistas con habitantes afectados, este artículo desplaza el enfoque de la «percepción del riesgo» para analizar el desbordamiento como suceso que irrumpe en el entramado del habitar. Más que escenario natural o entidad antropomorfizada, el arroyo emerge como fuerza hidrometeorológica que redistribuye decisiones residenciales, imaginarios espaciales y formas de permanencia en el territorio. Expresiones como «el agua agarró fuerza» o «el arroyo cambió» revelan una experiencia situada de intensidad que reconfigura la relación con la pendiente y las zonas consideradas seguras. En diálogo con la propuesta de una antropología más allá de lo humano, se argumenta que el desastre no es solo un evento externo, sino manifestación de dinámicas materiales constitutivas del habitar.<hr/>Abstract: The passage of hurricane Otis caused a sudden overflow of a creek passing through a peri-urban district built upon a slope (San Isidro Labrador, Guerrero state, Mexico). Drawing on interviews with affected residents, this article shifts the focus from “risk perception” to analyze overflowing as an event bursting into the fabric of daily life. Rather than a natural setting or an anthropomorphic entity, the creek emerges as a hydrometeorological force pushing settling decisions, spatial imaginaries, and forms of inhabiting a territory to shift. Expressions such as “the water gained strength” or “the creek shifted” reveal an intensely situated experience resetting the relationship with the slope and areas viewed as safe. Engaging with the proposal of a more-than-human anthropology, we argue that disasters are not merely an external event but a manifestation of material dynamics that constitute the act of inhabiting.<hr/>Resumo: O passo do furacão Otis causou o transbordamento repentino de um riacho que cruza uma colônia periurbana localizada numa encosta (San Isidro Labrador, estado de Guerrero, México). A partir de entrevistas com moradores afetados, este artigo desloca a abordagem da «percepção do risco» para analisar o transbordamento como fato que irrompe na estrutura do habitar. Mais do que cenário natural ou entidade antropomorfizada, o riacho emerge como força hidrometereológica que redistribui decisões residenciais, imaginários espaciais e formas de permanência no território. Expressões como «a água ganhou força» ou «o riacho mudou» revelam uma experiência situada de intensidade que reconfigura a relação com a encosta e as zonas consideradas seguras. Em diálogo com a proposta de uma antropologia para além do humano, argumenta-se que o desastre não é apenas um evento externo, mas a manifestação de dinâmicas materiais constitutivas do habitar. <![CDATA[A categoria raça como limite: crítica decolonial de Fanon ao reconhecimento hegeliano]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300175&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El presente artículo analiza los límites ontológicos de la dialéctica del reconocimiento de G.W.F. Hegel a la luz de la crítica decolonial de Frantz Fanon. A través de un enfoque filosófico-hermenéutico y crítico-comparativo, se sostiene que la «categoría de raza» opera como un esquema epidérmico-racial que bloquea la reciprocidad intersubjetiva, confinando al sujeto colonizado a una «región del no-ser». El análisis demuestra que la propuesta hegeliana, centrada en la mediación del trabajo y el deseo de prestigio, presupone una simetría ontológica básica inexistente en la relación colonial, donde el encuentro está signado por una negación previa de la humanidad del otro. En lugar de buscar una asimilación al canon occidental, este trabajo propone un «sabotaje» conceptual y una «canibalización» productiva del legado hegeliano, interpretando su sistema como un «retrato de la modernidad desnuda» marcada por el capitalismo racial. Se concluye con la necesidad de transitar desde una política del reconocimiento formal hacia una «pedagogía de la descolonización del ser», capaz de reconstruir la subjetividad frente a las estructuras de poder heredadas.<hr/>Abstract: This article analyzes the ontological limits of G. W. F. Hegel’s dialectics of recognition in light of Frantz Fanon’s decolonial critique. Through a philosophical-hermeneutic and critical-comparative approach, we argue that the “category of race” operates as an epidermal-racial schema blocking intersubjective reciprocity, confining colonized subjects an a “non-being zone.” Our analysis shows that the Hegelian proposal, focusing in the mediation of work and the desire for recognition presupposes a nonexistent basic ontological symmetry in the colonial relationship, where any encounter is marked by a prior denial of the other’s humanity. Instead of Rather than seeking to conform to the Western canon, this work proposes a conceptual “sabotage” and a productive “cannibalization” of the Hegelian legacy, presenting this system as a “portrait of naked modernity,” marked by racial capitalism. We conclude that we need to shift from a policy of forma recognition toward a “pedagogy of decolonizing being” that enables us to rebuild subjectivity face to inherited power structures.<hr/>Resumo: Este artigo analisa os limites ontológicos da dialética do reconhecimento de G.W.F. Hegel à luz da crítica decolonial de Franz Fanon. Por meio de uma perspectiva filosófica-hermenêutica e crítica-comparativa, argumenta-se que a «categoria de raça» opera como um esquema epidérmico-racial que bloqueia a reciprocidade intersubjetiva, confinando o indivíduo colonizado numa «região do não-ser». A análise demonstra que a proposta hegeliana, centrada na mediação do trabalho e o desejo de prestígio, pressupõe uma simetria ontológica básica inexistente na relação colonial, em que o encontro está marcado por uma negação prévia da humanidade do outro. Em vez de buscar uma assimilação ao cânone ocidental, este trabalho propõe uma «sabotagem» conceitual e uma «canibalização» produtiva do legado hegeliano, interpretando seu sistema como um «retrato da modernidade nua» marcada pelo capitalismo racial. Conclui-se com a necessidade de transitar desde uma política do reconhecimento formal para uma «pedagogia da descolonização do ser», capaz de reconstruir a subjetividade diante das estruturas de poder herdadas. <![CDATA[A enteléquia do mercado e o tempo da vida: conflito temporal, governamentalidade e crise planetária]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300193&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo analiza la crisis contemporánea no como una anomalía corregible del orden vigente, sino como la expresión de un conflicto estructural entre dos temporalidades inconmensurables: el tiempo de la vida -relacional, biológico, social, territorial y planetario- y una racionalidad económica abstracta que se presenta como principio universal de orden. Desde una perspectiva teórico-crítica, genealógica y hermenéutica, el estudio examina la noción de entelequia del mercado como forma de veridicción, dispositivo político-institucional y régimen de gobierno del tiempo. En diálogo con la biología del conocimiento, la antropología relacional, la ecosemiótica y la teoría crítica, se muestran sus efectos en la normalización de la guerra, la producción de subjetividades escindidas y la crisis de habitabilidad planetaria. Asimismo, mediante una lectura de Bruno Traven mediada por Walter Benjamin, se analizan disputas temporales en la experiencia de la pobreza, concluyendo que este conflicto desnaturaliza la racionalidad dominante y reabre un horizonte para repensar.<hr/>Abstract: This article presents an analysis of contemporary crisis, not as a manageably anomaly in the prevailing order but as the expression of a structural conflict between two incommensurate temporalities: time for life -relational, biological, social, territorial, and planetary- and an abstract economic rationality that is presented as a universal ordering principle. From a theoretical-critical, genealogical, and hermeneutic approach, this study examines the notion of market entelechy as a form of truth-telling, a political-institutional device, and a time governance regime. Engaging with biology of knowledge, relational anthropology, eco-semiotics, and critical theory, we show their effects in the normalization of war, the production of split subjectivities, and the Earth’s crisis habitability. Likewise, reading Bruno Traven, as mediated by Walter Benjamin, we examine time-related disputes in the experience of poverty to conclude that this conflict subverts the prevailing rationality and opens up new horizons for rethinking.<hr/>Resumo: Este artigo analisa a crise contemporânea não como uma anomalia corrigível da ordem vigente, mas como a expressão de um conflito estrutural entre duas temporalidades incomensuráveis: o tempo da vida - relacional, biológico, social, territorial e planetário - e uma racionalidade econômica abstrata que se apresenta como princípio universal de ordem. Desde uma perspectiva teórico-crítica, genealógica e hermenêutica, o estudo examina a noção de enteléquia do mercado como forma de veridicção, dispositivo político-institucional e regime de governo do tempo. Em diálogo com a biologia do conhecimento, a antropologia relacional, a ecossistêmica e a teoria crítica, mostram-se seus efeitos na normalização da guerra, na produção de subjetividades escindidas e na crise da habitabilidade planetária. Da mesma maneira, por meio de uma leitura de Bruno Traven mediada por Walter Benjamin, são analisadas disputas temporais na experiência da pobreza, concluindo que esse conflito desnaturaliza a racionalidade dominante e reabre um horizonte para repensar. <![CDATA[Serviço social e clientelismo político: reflexões sobre as práticas de assistência clientelar no município de Soacha]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300215&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo está centrado en el clientelismo político, desde una forma de dominación simbólica y cultural, que actúa en las configuraciones individuales y colectivas, al estructurar las expectativas, deseos y percepciones de los ciudadanos sobre lo político. El análisis parte de resultados del proyecto Subjetividades políticas: clientelismo político, asistencia clientelar y trabajo social en el municipio de Soacha. Este territorio se encuentra ubicado al sur de Bogotá y marcado por procesos de desplazamiento forzado, urbanización informal, alta vulnerabilidad social y una política mediada por prácticas clientelares. En este trabajo se ha buscado un acercamiento a la comprensión de cómo se configuran las subjetividades políticas; desde la experiencia cotidiana; a partir de una metodología cualitativa y la utilización del grupo focal y la entrevista. Se realizaron acercamientos a un grupo de trabajadoras sociales y lideresas comunitarias. Los hallazgos plantean resultados en torno a que el clientelismo político no puede entenderse únicamente como un problema de corrupción o déficit institucional, sino como una lógica estructural que configura las formas en que los ciudadanos se relacionan con el Estado, entre sí y consigo mismos como sujetos políticos.<hr/>Abstract: This article focuses on political patronage, from a symbolic and cultural domination way, deployed in individual and collective forms, by informing citizenship’s expectations, desires, and perceptions on the political arena. This analysis draws on the outcomes of project “Political subjectivities: political patronage, clientelist assistance, and social work in Soacha municipality.” This district, located in southern Bogotá capital city, exhibits the bearings of forced displacements, informal housing development, high social vulnerability, and politics mediated by clientelist practices. We aimed to understand how political subjectivities are informed by daily experiences. Data were gathered through focal groups and interviews, and analyzed following a qualitative approach. To do this, we worked with a group of female social workers and female community leaders. Findings suggest that political patronage cannot be understood as a mere corruption issue or institutional drawback but as a structural rationale informing how citizens relate to the State, to others, and to themselves as political individuals.<hr/>Resumo: Este artigo está centrado no clientelismo político, desde uma forma de dominação simbólica e cultural, que opera nas configurações individuais e coletivas, ao estruturar as expectativas, desejos e percepções dos cidadãos sobre o político. A análise parte de resultados do projeto Subjetividades políticas: clientelismo político, assistência clientelar e serviço social no município de Soacha. Esse território está localizado no sul da cidade de Bogotá e marcado por processos de deslocamento forçado, urbanização informal, alta vulnerabilidade social e uma política mediada por práticas clientelistas. Este trabalho procurou uma aproximação à compreensão de como se configuram as subjetividades políticas, desde a experiência cotidiana e a partir de uma metodologia qualitativa, da utilização de um grupo e da entrevista. Houve aproximações a um grupo de assistentes sociais e líderes comunitárias. Os achados permitem observar que o clientelismo político não pode ser entendido apenas como um problema de corrupção ou déficit institucional, mas como uma lógica estrutural que configura as formas em que os cidadãos se relacionam com o Estado, entre si e consigo mesmos como sujeitos políticos. <![CDATA[Simplificar o mundo social: o papel da confiança]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892026000300233&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo estudia la confianza como un mecanismo fundamental para reducir la complejidad en las interacciones sociales, a partir de la teoría de sistemas de Niklas Luhmann y apoyado en la fenomenología de Alfred Schütz. La confianza desempeña un rol crucial en la organización y funcionamiento de las interacciones sociales porque posibilita la comunicación en el tiempo al reducir la incertidumbre inherente a la doble contingencia en las relaciones sociales. Desde un enfoque interpretativo, se sostiene que la confianza no es un mecanismo para eliminar la complejidad en la construcción de la realidad social, sino un mecanismo que la reduce, permitiendo actuar incluso con información incompleta. Se concluye que la confianza es un principio organizador de la manera como los seres humanos tratan con el mundo y una categoría teórica clave para comprender la acción en contextos de incertidumbre.<hr/>Abstract: This article studies trust as an essential mechanism to simplify social interactions, drawing on Niklas Luhmann’s systems theory and Alfred Schütz’s phenomenology. Trust plays a crucial role in social interactions’ organization and inner workings, as it renders communication possible across time, by easing the uncertainty inherent to double contingency in social relations. Following an interpretive approach, we argue that trust is not a mechanism to remove complexity when it comes to building social reality but rather to ease it, by allowing us to act, even with incomplete information. Findings suggest that trust is both a principle organizing how human beings deal with the world and a key theoretical category to understand action under uncertain circumstances.<hr/>Resumo: Este artigo estuda a confiança como um mecanismo fundamental para reduzir a complexidade nas interações sociais, a partir da teoria de sistemas de Niklas Luhmann e com o apoio da fenomenologia de Alfred Schültz. A confiança desempenha um papel crucial na organização e funcionamento das interações sociais porque possibilita a comunicação no tempo ao reduzir a incerteza inerente à dupla contingência nas relações sociais. Desde uma perspectiva interpretativa, argumenta-se que a confiança não é um mecanismo para eliminar a complexidade na construção da realidade social, mas um mecanismo que a reduz, permitindo atuar até com informação incompleta. Conclui-se que a confiança é um princípio organizador da maneira em que os seres humanos lidam com o mundo e uma categoria teórica chave para compreendera a ação em contextos de incerteza.