Scielo RSS <![CDATA[Tabula Rasa]]> http://www.scielo.org.co/rss.php?pid=1794-248920250003&lang=pt vol. num. 55 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.org.co/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.org.co <![CDATA[Entre o cancelamento, a funa e o escrache na América Latina: apresentação]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Cancelamento, funa, escrache: subjetividades políticas e gramáticas da injúria]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300023&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo examina críticamente las prácticas de cancelación, funa y escrache como formas de interpelación política que han cobrado centralidad en contextos donde los marcos institucionales de justicia resultan insuficientes o cómplices. A partir de una lectura situada y no normativa, se analizan sus genealogías en el Cono Sur, su inscripción en luchas feministas y antirracistas, y su actual despliegue en entornos digitales atravesados por regímenes de visibilidad, emocionalidad y algoritmos de reconocimiento. Se introduce el concepto de gramáticas del agravio para explorar cómo se codifican ciertas experiencias como daño legítimo y qué jerarquías afectivas y normativas estructuran su inteligibilidad. Asimismo, se problematizan las derivas punitivistas y moralizantes que estas prácticas pueden asumir, especialmente cuando se articulan con un ethos buenista que clausura el disenso y convierte la política en administración de afectos legítimos. Lejos de condenarlas o celebrarlas en abstracto, el artículo propone politizar estas prácticas atendiendo a sus condiciones de posibilidad, sus efectos subjetivadores y los horizontes de justicia que habilitan o restringen<hr/>Abstract: This article presents a critical analysis of cancellation, funa (online shaming), and escrache (public shaming) as means of political questioning, which have become central in contexts where institutional frameworks are insufficient or corrupted. Drawing from a situated non-normative reading, we analyze the genealogies of such practices in the Southern cone, their use in feminist and anti-racist struggles, and their current deployment in digital settings crossed by regimes of visibility, overwhelming emotionality, and popularity algorithms. We introduce the notion of grammars of insult to explore how certain experiences are codified as legitimate damage and which affective and normative hierarchies are informing their intelligibility. Additionally, we problematize punitive and moralizing developments often stemming from these exchanges, particularly when articulated with a goodist ethos obliterating dissent and turning politics into the giving of legitimate affections. Far from either condemning or celebrating this, we suggest to politicize these practices responding to their conditions of possibility, their subjectivizing effects, and the horizons of justice enabling or restricting these activities.<hr/>Resumo: Este artigo examina criticamente as práticas do cancelamento, da funa e do escrache como formas de interpelação política que ganharam destaque em contextos em que os quadros institucionais de justiça resultam insuficientes ou cúmplices. A partir de uma leitura situada e não normativa, analisam-se suas genealogias no Cone Sul, sua inscrição em lutas feministas e antirracistas, e seu atual desdobramento em entornos digitais atravessados por regimes de visibilidade, emocionalidade e algoritmos de reconhecimento. É introduzido o conceito de gramáticas da injúria para explorar o modo como se codificam algumas experiências como dano legítimo e quais hierarquias afetivas e normativas estruturam sua inteligibilidade. Também se problematizam as derivas punitivistas e moralizantes que essas práticas podem assumir, especialmente quando articuladas com um ethos bondadista que clausura o dissenso e torna a política em administração de afetos legítimos. Longe de condená-las ou comemorá-las em abstrato, o artigo propõe politizar essas práticas considerando suas condições de possibilidade, seus efeitos subjetivadores e os horizontes de justiça que habilitam ou restringem. <![CDATA[Quando a funa é o argumento: análise do discurso da funa e do punitivismo contra ativistas de esquerda]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300041&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: La presente investigación tiene como objetivo explorar los mecanismos discursivos recurrentes en el espacio digital que buscan estigmatizar, castigar y deslegitimar a personas activistas tras un comentario o un acto considerado políticamente incorrecto o fuera de la imagen pública. Para lograrlo, se utiliza como propuesta teórica-metodológica el análisis crítico del discurso (ACD). Específicamente, se analizaron tres casos de activistas de izquierda en México que fueron señalados por distintas funas digitales. El análisis crítico se aplica a un corpus construido a partir de 120 comentarios en redes sociales que formaban parte de las interacciones asociadas a tales funas, del cual se extrajo un muestreo representativo. Entre los resultados más importantes, destaca que los casos estudiados dan evidencia clara de la utilización de la funa, y del señalamiento de comportamientos o características individuales socialmente sancionadas, como claves para socavar la legitimidad del discurso y las acciones de las personas activistas. Atacando al emisor, y no al mensaje, la consecuencia última de dichas funas digitales ha sido el retraimiento del espacio público a las personas atacadas, y así inhibiendo la continuidad de su activismo.<hr/>Abstract: This research article explores the recurring discursive mechanisms in the digital space that seek to stigmatize, punish, and delegitimize activists following an opinion or action deemed politically incorrect or inconsistent with their public image. This is achieved through a discourse critical analysis as a theoretical-methodological approach. Particularly, we analyze the cases of three left-wing activists in Mexico who had fingers pointed at them by various online shaming campaigns. The critical analysis was applied to a corpus made up of 120 representative posts in social media that were a part of the interactions related to those shaming interactions. Among the most salient findings, we highlight that the cases under study are clear evidence that using online shaming and pointing fingers at socially banned behaviors or individual features as key to undermine the legitimacy of the discourse and actions by activists. Attacking the emitter rather than the message has as an ultimate effect to have these people suffering the attacks refraining from participating in public fora and hindering the continuity of their activism.<hr/>Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo explorar os mecanismos discursivos recorrentes no espaço digital que buscam estigmatizar, castigar e deslegitimar pessoas ativistas após um comentário ou um ato considerado politicamente incorreto ou fora da imagem pública. Para tanto, usa-se a análise crítica do discurso (ACD) como proposta teórico-metodológica. Analisaram-se, especificamente, três casos de ativistas de esquerda no México que foram apontados por diferentes funas digitais. A análise crítica é aplicada a um corpus constituído a partir de 120 comentários em redes sociais que faziam parte das interações associadas a tais funas, do qual foi extraída uma amostra representativa. Entre os resultados mais importantes destaca que os casos estudados dão evidência clara da utilização da funa e da indicação de comportamentos ou características individuais socialmente sancionadas, como chaves para enfraquecer a legitimidade do discurso e das ações das pessoas ativistas. Ao atacar o emissor, e não a mensagem, a consequência última de tais funas digitais tem sido o retraimento do espaço público das pessoas atacadas e, em consequência, a inibição da continuidade do seu ativismo. <![CDATA[Escraches e atividades performativas: respostas de mulheres que cansaram da impunidade]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300063&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: El presente artículo es el resultado de una revisión de literatura reciente, que reflexiona acerca de las acciones que las víctimas del conflicto armado colombiano se han visto obligadas a tomar, frente a la inoperancia de la justicia en Colombia. Por una parte, se revisan de manera general tres de los casos más representativos ocurridos en el marco del conflicto armado en Colombia: los falsos positivos, la retoma del Palacio de Justicia y la operación Orión. Por otro lado, se analiza el rol de las mujeres como familiares de las víctimas, los retos que deben enfrentar, obstáculos y la impunidad, que les lleva a tomar acciones directas para enfrentar a la injusticia y a los victimarios, como un ejercicio paralelo de justicia, resignificación y verdad.<hr/>Abstract: This article is the result of a review of recent literature that reflects upon the actions undertaken by victims from the Colombian armed conflict in response to the inaction of the justice system in this country. On one hand, there is an overview of the three most representative cases within the context of the armed conflict in Colombia: the false positives, the retaking of the Palace of Justice, and Operation Orión. On the other hand, we analyze the role of women as relatives of the victims, the challenges they face, the obstacles and impunity they encounter, which have led them to take direct action to confront injustice and perpetrators-actions that serve as a parallel exercise of justice, re-signification, and truth.<hr/>Resumo: O presente artigo é o resultado de uma revisão de literatura recente que reflete sobre as ações que as vítimas do conflito armado colombiano foram forçadas a tomar, diante da inoperância da justiça na Colômbia. Por uma parte, revisam-se de maneira geral três dos casos mais representativos ocorridos no âmbito do conflito armado na Colômbia: os falsos positivos, a retomada do Palácio de Justiça e a operação Orión. Por outro lado, analisa-se o papel das mulheres como familiares das vítimas, dos desafios que devem enfrentar, os obstáculos e a impunidade, que as leva a tomar ações diretas para enfrentar a justiça e os agressores, como um exercício paralelo de justiça, ressignificação e verdade. <![CDATA[Sacralidade e poder político no Peru: entre o duplo cancelamento e a instrumentalização do sagrado]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300081&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: En este artículo se sostiene que la sacralidad no es un fenómeno exclusivo de la religión, sino que ha sido instrumentalizada en el ámbito político como un dispositivo de poder. En el contexto peruano, ciertos grupos religiosos han utilizado lo sagrado para justificar impunidad y consolidar estructuras de autoridad. A través de un análisis crítico del discurso y el estudio de casos como el Sodalicio de Vida Cristiana y la figura del cardenal Juan Luis Cipriani, se examina el fenómeno de la doble cancelación, donde tanto víctimas como victimarios disputan la narrativa del escrache y la justicia social. Así, la sacralidad se presenta como un campo de disputa, donde su resignificación es clave para desarticular mecanismos de dominación que han blindado el poder religioso e institucional frente a la crítica social. Se concluye que es necesario disociar la sacralidad de la religión institucional y reconfigurarla desde una perspectiva de derechos humanos y justicia social.<hr/>Abstract: This article argues that sacrality is a phenomenon that is not exclusive of religion, but that it has been instrumentalized as a power device in the political arena. In Peru, certain religious groups have used the sacred to vindicate impunity and to consolidate authority structures. By means of a critical discourse analysis and case studies like the Sodalicio de Vida Cristiana’s (Fraternity of Christian Life) and the figure of Cardinal Juan Luis Cipriani, we examine the double cancelation phenomenon, where both victims and victimizers fight over the narrative of escrache -or publicly confronting powerful personalities- and social justice. Thus, sacrality is presented as a battleground with its resignification being key to disarticulate the mechanisms of domination that have shielded religious and institutional power from social criticism. We conclude that it is necessary to dissociate the sacrality of institutionalized religion to be reconfigured from a human rights and social justice approach.<hr/>Resumo: Este artigo argumenta que a sacralidade não é um fenômeno exclusivo da religião, mas que tem sido instrumentalizada no âmbito político como um dispositivo de poder. No contexto peruano, alguns grupos religiosos utilizaram o sagrado para justificar a impunidade e consolidar estruturas de autoridade. Por meio de uma análise crítica do discurso e do estudo de casos como o Sodalício de Vida Cristã e a figura do cardeal Juan Luis Cipriani, examina-se o fenômeno do duplo cancelamento, em que tanto vítimas como agressores disputam a narrativa do escrache e da justiça social. Assim, a sacralidade apresenta-se como um campo de disputa em que sua ressignificação é chave para desarticular mecanismos de dominação que blindaram o poder religioso e institucional perante a crítica social. Conclui-se que é necessário dissociar a sacralidade da religião institucional e reconfigurá-la desde uma perspectiva dos direitos humanos e a justiça social. <![CDATA[Funa acumulada: afetos e visualidade na denúncia social do caso #MartinPradenas]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300101&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo analiza la funa como una práctica de denuncia social, sanción pública y búsqueda de justicia, desde una perspectiva afectiva, centrada en el caso #MartinPradenas en Chile. A partir del análisis de imágenes circuladas en redes sociodigitales bajo hashtags de la campaña #JusticiaParaAntonia, se examina cómo se configuran atmósferas afectivas que modulan emociones como la rabia y la indignación, así como prácticas de solidaridad y cuidado. El estudio sitúa la funa como un legado de lucha frente a la impunidad, destacando sus continuidades, transformaciones y efectos en el marco de movilizaciones feministas. Se argumenta que la funa se reconfigura como una práctica visual y afectiva en la era digital. Se concluye que las imágenes en redes sociodigitales como parte de la funa feminista no son meras representaciones, sino materialidades afectivas que configuran una visualidad acumulativa, sostienen la denuncia, amplifican el reclamo y organizan la acción colectiva.<hr/>Abstract: This article analyzes online shaming as a social denounce practice, public punishment, and claim for justice, from an affectionate approach, This is analyzed in the light of the #MartinPradenas case in Chile. Drawing from the analysis of images circulating in digital social media under the hashtags created in the campaign #JusticiaParaAntonia, we examine how affectionate atmospheres are set up that modulate emotions, such as rage, outrage, as well as solidary and caring practices. This study situates online shaming as a fight legacy to respond to impunity, by highlighting its continuities, transformations, and effects within the framework of feminist mobilizations. We argue that online shaming is reshaped as a visual and affectionate practice in this digital era. We found that feminist shaming images circulating in social-digital media are not mere representations, but affectionate materialities configuring a cumulative viewability, supporting denounce, amplifying claims, and organizing collective action.<hr/>Resumo Este artigo analisa a funa como uma prática de denúncia social, sanção pública e busca de justiça, desde uma perspectiva afetiva, centrada no caso #MartinPradenas no Chile. A partir da análise de imagens divulgadas em redes sociodigitais sob hashtags da campanha #JusticiaParaAntonia, examina-se como se configuram atmosferas afetivas que modulam emoções como a raiva e a indignação, assim como práticas de solidariedade e cuidado. O estudo localiza a funa como um legado da luta diante da impunidade, destacando suas continuidades, transformações e efeitos no âmbito de mobilizações feministas. Argumenta-se que a funa se reconfigura como uma prática visual e afetiva na era digital. Conclui-se que as imagens em redes sociodigitais como parte da funa feminista não são simples representações, mas materialidades afetivas que configuram uma visualidade cumulativa, mantém a denúncia, amplificam a reclamação e organizam a ação coletiva. <![CDATA[Questionamentos ao binário interior-exterior no contexto da guerra entre Israel e Irã]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300131&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Por lo general se asume que la geopolítica global se basa en antipatías entre Estados u otras unidades políticas, como los imperios, basados en la competencia expansionista por recursos o territorio. Poco o nada se habla sobre cómo muchas veces el conflicto tiene origen en las historias y la política doméstica de los Estados o imperios involucrados. Este artículo cuestiona el binario interior-exterior y argumenta que quienes se dedican al estudio de los conflictos entre Estados deben prestar mucha atención a la política doméstica de los «bandos», tomando como ejemplo la reciente hostilidad entre Israel e Irán. En este caso, la historia del prolongado sometimiento de Irán a las intervenciones extranjeras y sus especificidades étnicas y religiosas influyen en las relaciones que establece con el mundo exterior en general y con Israel en particular. Por su parte, la situación interna del actual Gobierno de Israel posiblemente ha afectado su respuesta a los presuntos intentos de Irán de procesar uranio, lo que ha estimulado las hostilidades abiertas. El conflicto no puede entenderse correctamente sin un análisis minucioso de la política interna de los mismos partidos. Esto se aplica igualmente a otros conflictos existentes o latentes como, respectivamente, los de Rusia y Ucrania y Estados Unidos y China.<hr/>Abstract: Typically, global geopolitics is understood to rest upon antipathies between states or other political units, such as empires, based on competing expansionist motivations for resources and/or territory. Little or nothing is said about how motives for conflict are often grounded in the histories and domestic politics of the states or empires involved. This essay questions the domestic-foreign binary and argues that students of interstate conflicts should pay close attention to the domestic politics of the “sides” using the recent hostility between Israel and Iran as the example. In this case, the history of Iran’s long subjection to foreign interventions and its ethnic and religious specificities color the relations it has with the outside world in general and Israel more specifically. For its part, the domestic situation facing Israel’s current government has likewise affected its response to Iran’s putative attempts at processing uranium by stimulating open hostilities. The conflict cannot be adequately understood without close analysis of the home-politics of the parties themselves. This applies equally to other extant or potential conflicts such as, respectively, Russia and Ukraine and the USA and China.<hr/>Resumo: No geral, assume-se que a geopolítica global se baseia em antipatias entre Estados ou outras unidades políticas, como os impérios, baseados na competição expansionista por recursos ou território. Pouco ou nada se fala sobre como muitas vezes o conflito tem origem nas histórias e na política doméstica dos Estados ou impérios envolvidos. Este ensaio questiona o binário interior-exterior e argumenta que aqueles que se dedicam ao estudo dos conflitos entre Estados devem prestar muita atenção à política doméstica dos “bandos”, tomando como exemplo a hostilidade recente entre Israel e Irã. Nesse caso, a história da submissão prolongada do Irã às intervenções estrangeiras e suas especificidades étnicas e religiosas influem nas relações que estabelece com o mundo exterior no geral e com Israel em particular. Por sua parte, a situação interna do atual governo de Israel tem afetado possivelmente sua resposta às supostas tentativas do Irã de processar urânio, o que tem estimulado as hostilidades abertas. O conflito não pode ser compreendido corretamente sem uma análise minuciosa da política interna dos mesmos partidos. Isso aplica da mesma forma para outros conflitos existentes ou latentes como o da Rússia e a Ucrânia e o dos Estados Unidos e a China, respectivamente. <![CDATA[Da guerra de Putin à mudança climática: reimaginando o conceito de lebensraum]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300143&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: En la década de los 2020 se han presentado una serie de conflictos bélicos que han desestabilizado regiones enteras, planteando un desafío extraordinario al orden internacional. Entre los conflictos más destacados se encuentra la invasión rusa a Ucrania en 2022 y la guerra del actual Gobierno israelí contra la organización militante palestina Hamas en Gaza. En este artículo analizo esta clase de conflictos desde una perspectiva de la geografía política, refiriéndome en particular al concepto de lebensraum, o «espacio vital». Mostraré cómo ese concepto elaborado por el geógrafo alemán Friedrich Ratzel en el siglo XIX brinda un marco explicativo importante hoy en día para entender mejor el imperativo territorial que conforma la lógica beligerante en esa clase de conflictos. Examinaré bajo este prisma sin embargo no solamente a la invasión rusa y la guerra de Putin contra Ucrania, sino también a contextos de resistencia, como el caso del proyecto territorial del movimiento guerrillero de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) -sugiriendo que se lo puede considerar como un intento en la construcción de un «lebensraum revolucionario»- y, en menor medida, el intento del movimiento yihadista del Estado Islámico Isis de crear un califato islámico o un «lebensraum califático o yihadista» en los territorios de Irak y Siria a mitades de la década de 2010. De allí propongo una reimaginación del concepto de lebensraum hacia una lectura y aplicación más pacífica, sacándolo de su contexto usual de conflicto y guerra. Lo hago a través de una lectura biogeográfica extendiéndola hacia la crisis climática global contemporánea como un desafío para la humanidad entera, una lucha global por nuestro lebensraum común.<hr/>Abstract: Throughout the 2020s, a series of armed conflicts have unfolded, destabilizing entire regions and posing an extraordinary challenge to the international order. Among the most prominent conflicts are Russia’s invasion of Ukraine in 2022 and the current Israeli government's war against the Palestinian militant organization Hamas in Gaza. In this article, those conflicts are analyzed through a political geographical lens, particularly focusing on the concept of Lebensraum, or “living space.” I will show how this concept-developed by German geographer Friedrich Ratzel in the 19th century- offers a key framework nowadays for better understanding the territorial drive underlying the warmongering logic in those conflicts. I will examine not only Russia’s invasion and Putin’s war against Ukraine through this lens, but also contexts of resistance, such as the territorial project of the Revolutionary Armed Forces of Colombia (Farc) guerrilla movement-which I suggest can be considered as an attempt at constructing a “revolutionary Lebensraum”-and, to a lesser extent, the Jihadist Islamic State (Isis) movement’s attempt to create an Islamic caliphate or a “Caliphatic or Jihadist Lebensraum” in the territories of Iraq and Syria in the mid-2010s. Drawing on that, I propose reimagining the concept of Lebensraum toward a more peaceful interpretation and application, removing it from its common conflict and war context. I do so through a biogeographical reading, extending it to the contemporary global climate crisis as a challenge for all humanity-a global struggle for our shared Lebensraum.<hr/>Resumo: Na década de 2020 apresentou-se uma série de conflitos bélicos que desestabilizaram regiões completas, representando um desafio extraordinário para a ordem internacional. Entre os conflitos mais destacados está a invasão russa da Ucrânia em 2022 e a guerra do atual Governo israelense contra a organização militante palestina Hamas em Gaza. Neste artigo analiso essa classe de conflitos desde uma perspectiva da geografia política, fazendo referência particular ao conceito lebensraum, ou “espaço vital”. Mostrarei como esse conceito, elaborado pelo geógrafo alemão Friedrich Ratzel no século XIX, oferece hoje um quadro explicativo importante para compreender melhor o imperativo territorial que conforma a lógica beligerante nessa classe de conflitos. Contudo, examinarei sob esse prisma não apenas a invasão russa e a guerra de Putin contra Ucrânia, mas também contextos de resistência, como o caso do projeto territorial do movimento guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - sugerindo que é possível considerá-lo uma tentativa na construção de um “lebensraum revolucionário” - e, em menor medida, uma tentativa do movimento jihadista do Estado Islâmico Isis de criar um califado islâmico ou um “lebensraum do califado ou jihadista” nos territórios de Iraque e Síria na metade da década de 2010. Daí, proponho uma reimaginação do conceito de lebensraum para uma leitura e aplicação mais pacífica, tirando-o de seu contexto usual de conflito e guerra. Faço isso por meio de uma leitura biogeográfica estendendo-a para a crise climática global contemporânea como um desafio para a humanidade inteira, uma luta global por nosso lebensraum comum. <![CDATA[Cartografia do poder, ecologia e problemática ambiental]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300165&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: A partir del núcleo político-epistemológico de la colonialidad del poder nuestro estudio se dirige a desnaturalizar la jerarquía epistémica y la jerarquía del sistema interestatal global, establecidas por la Plataforma Intergubernamental Científico-normativa sobre Diversidad Biológica y Servicios de los Ecosistemas (IPBES). Para ello, focalizamos en una serie de elementos asumidos en la construcción cartográfica que IPBES realiza sobre Nuestra América. Entre los resultados más salientes se destaca el modo en que IPBES privilegia un conocimiento científico-ecológico de corte europeo-estadounidense, a partir del cual distribuye responsabilidades ambientales sobre los diferentes Estados de nuestra región. Finalmente, denunciamos la invención de Nuestra América como un espacio geográfico despojado de su historia colonial y de sus conflictos territoriales.<hr/>Abstract: Drawing on the political-epistemological core of the coloniality of power, this study aims to denaturalize the epistemic hierarchy of the global interstate system, set by the Scientific-Regulatory Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystemic Services (IPBES, as per its initials in Spanish). To this end, we will focus on a series of elements used in the cartographic construction being performed by the IPBES on our America. Among the most salient findings, we highlight how the IPBES favors a Euro-American-centric scientific-ecological knowledge, through which the government allocates environmental liabilities to our region's States. To end up, we denounce the invention of Our America as a geographic space stripped of its colonial history and its land conflicts.<hr/>Resumo: A partir do núcleo político-epistemológico da colonialidade do poder, nosso estudo orienta-se a desnaturalizar a hierarquia epistêmica e a hierarquia do sistema interestatal global, estabelecidas pela Plataforma Intergovernamental Científico-normativa sobre Diversidade Biológica e Serviços dos Ecossistemas (IPBES). Para tanto, focalizamos uma série de elementos assumidos na construção cartográfica que IPBES realiza sobre Nossa América. Entre os estudos mais importantes está o modo em que IPBES privilegia um conhecimento científico-ecológico de corte europeu-estadunidense, a partir do qual distribui responsabilidades ambientais sobre os diferentes Estados da nossa região. Finalmente, denunciamos a invenção de Nossa América como um espaço geográfico despojado de sua história colonial e de seus conflitos territoriais. <![CDATA[O ataque ultra-neoliberal na Argentina]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300193&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen El Gobierno de Javier Milei (2023-) en Argentina asevera que su «programa económico tiene muchos frentes de batallas» y que emprendió «un esfuerzo titánico para desregular la economía», llamado «la gran guerra contra el costo argentino». ¿De qué se trata esta política? Mi argumento es que estamos ante una guerra de clase que el Gobierno expone y, al mismo tiempo, vela con su retórica. Así, a la luz de discusiones teóricas recientes, por guerra entiendo no solo los conflictos armados entre Estados sino también las operaciones gubernamentales en pos de la libertad total de circulación del capital a través del planeta, centrada en el Norte global, y en contra del bienestar de las poblaciones. Para demostrar este argumento, analizo las regulaciones y políticas financieras del Gobierno en cuestión, indago cómo diversos dispositivos tecno-financieros-culturales administran los cuerpos, y exploro los movimientos de resistencia social frente a este avance neocolonial.<hr/>Abstract: Javier Milei's government (2023-) in Argentina claims that his “economic program has many battlefronts” and that «a titanic effort to deregulate economy» is under way, which is called «the great war against the Argentine cost». What is this policy about? I argue that we are in the midst of a class war both factually exposed and rhetorically concealed by the State. Thus, in the light of recent theoretical discussions, we understand war not only as armed conflicts between States, but also in governmental operations for worldwide capital free movement, centered in the global North, at the expense of population welfare. To prove this argument, we analyze financial regulations and policies enacted by Argentine Government, inquiring into how a set of techno-financial-cultural devices manage bodies, and exploring social resistance movements facing this neocolonial advance.<hr/>Resumo: O Governo de Javier Milei (2023-) na Argentina afirma que seu «programa econômico tem muitas frentes de batalha» e que empreendeu «um esforço titânico para desregular a economia», chamado «a grande guerra contra o custo argentino». Do que se trata essa política? Meu argumento é que estamos diante de uma guerra de classe que o Governo expõe e, ao mesmo tempo, vela com sua retórica. Assim, à luz de discussões teóricas recentes, compreendo como guerra não só os conflitos armados entre Estados, mas também as operações governamentais em busca da liberdade total de circulação do capital através do planeta, centrada no Norte global, e contra o bem-estar das populações. Para demonstrar esse argumento, analiso as regulações e políticas financeiras do Governo em questão, indago como diversos dispositivos tecno-financeiros-culturais administram os corpos e exploro os movimentos de resistência social perante esse avanço neocolonial. <![CDATA[Análise da produção de artigos científicos relacionados com a agroecologia publicados em revistas indexadas em Scielo (2003-2020)]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300217&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: La agroecología se materializa como respuesta a la agricultura convencional, promoviendo un modelo justo y sostenible desde un abordaje científico, práctico, social, educacional y gubernamental. Esta investigación analiza la producción de artículos científicos relacionados con la agroecología publicados en Scielo y reflexiona, desde la teoría decolonial, sobre las asimetrías en la producción, comunicación y evaluación del conocimiento científico, enfatizando su democratización como eje central. Se adopta una perspectiva descriptivo-analítica para cuantificar y contextualizar esta producción. Los resultados destacan el panorama de la producción sobre agroecología y la importancia del acceso abierto en este proceso de democratización. Este análisis se organiza en cuatro secciones: institucionalización académico-científica de la agroecología, el acceso abierto como herramienta para democratizar el conocimiento científico, la contribución de Scielo a la visibilidad científica y la presentación y discusión de los resultados. Se concluye que la reducción de las asimetrías en el campo académico-científico pasa por la democratización del conocimiento.<hr/>Abstract: Agroecology has emerged as a response to conventional agriculture, promoting a fair and sustainable model through scientific, practical, social, educational, and governmental approaches. This research analyzes the production of scientific articles related to agroecology, published in Scielo and reflects, from a decolonial perspective, on the asymmetries in the production, communication, and evaluation of scientific knowledge, emphasizing its democratization as a central axis. We follow a descriptive-analytical perspective to quantify and contextualize this production. The results provide an overview of agroecology-related research highlighting the importance of open access in the process of democratization. The analysis is developed in four sections: the academic-scientific institutionalization of agroecology, open access as a tool for democratizing scientific knowledge, Scielo’s contribution to scientific visibility, and the presentation and discussion of the results. We conclude that democratizing access to knowledge is a step forward toward reducing asymmetries in the academic-scientific field.<hr/>Resumo: A agroecologia materializa-se como resposta à agricultura convencional, promovendo um modelo justo e sustentável desde uma abordagem científica, prática, social, educacional e governamental. Esta pesquisa analisa a produção de artigos científicos relacionados com a agroecologia, publicados em Scielo e reflete, a partir da teoria decolonial, sobre as assimetrias na produção, comunicação e avaliação do conhecimento científico, com ênfase em sua democratização como eixo central. Adota-se uma perspectiva descritivo-analítica para quantificar e contextualizar essa produção. Os resultados destacam o panorama da produção sobre a agroecologia e a importância do acesso aberto nesse processo de democratização. Esta análise organiza-se em quatro secções: institucionalização acadêmico-científica da agroecologia; o acesso aberto como ferramenta para democratizar o conhecimento científico; a contribuição de Scielo para a visibilidade científica; e, a apresentação e discussão dos resultados. Conclui-se que a redução das assimetrias no campo acadêmico-científico passa pela democratização do conhecimento. <![CDATA[Epistemologia co(e)laborativa em organizações social-solidárias. Contribuições desde a filosofia materialista]]> http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1794-24892025000300247&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: En este artículo reflexionamos sobre los aportes de los denominados materialismos a la concepción epistemológica de nuestro programa de investigación. Nos orientan las siguientes preguntas: ¿qué puntos comunes podemos identificar entre autores de las corrientes denominadas materialistas, tales que enriquecen nuestra construcción epistemológica, con efectos metodológicos y teóricos? y ¿qué aspectos de nuestro trabajo de investigación precisamos mantener abiertos, flexibles, no del todo estabilizados, si queremos profundizar en la colaboración y la co(e)laboración como metodología y epistemología? En la primera sección del texto presentamos la perspectiva socio-material a través de la obra de dos autores de referencia: Latour y Bennett. En la segunda sección realizamos una historización de los materialismos europeos. En la tercera sección desarrollamos la relación entre el posicionamiento de investigación co(e)laborativo y lo conceptualizado en las secciones anteriores. En las conclusiones hacemos explícitas las líneas de investigación futura que lo presentado en este texto nos permite indicar.<hr/>Abstract: This article presents a reflection on the contributions of the so-called materialisms to the epistemological foundations of our research program. The guiding questions in this quest are: What points in common can we point out among authors from the so-called materialist school that enrich our epistemological construction, affecting our methodological and theoretical approach? And what aspects of our research work should we keep open, flexible, not fully solidified if we want to deepen collaborative and co-elaborative practices as a methodology and epistemology? To clarify this, in the first section, we will present the socio-materialist approach through the work of two key authors: Bruno Latour and Jane Bennett. In the second section, we bring a historic approach to European materialisms. In the third section, we elaborate on the relationship between the collaborative research stance and the concepts discussed in the previous sections. As a conclusion, we make explicit future avenues for research as suggested by the reflection developed.<hr/>Resumo: Neste texto refletimos sobre as contribuições dos denominados materialismos para a conceição epistemológica do nosso programa de pesquisa. Orientamo-nos pelas seguintes perguntas: que aspetos comuns podemos identificar entre autores das correntes denominadas materialistas, que enriquecem nossa construção epistemológica, com efeitos metodológicos e teóricos? e, que aspectos do nosso trabalho de pesquisa precisamos manter abertos, flexíveis, não completamente estáveis, se queremos aprofundar na colaboração e na co(e)laboração como metodologia e epistemologia? Na primeira secção do texto apresentamos a perspectiva sócio-material através da obra dos autores de referência: Latour e Bennett. Na segunda secção fazemos uma historização dos materialismos europeus. Na terceira secção desenvolvemos a relação entre o posicionamento de pesquisa co(e)laborativo e o conceitualizado nas secções anteriores. Nas conclusões fazemos explícitas as linhas de pesquisa futura que o apresentado neste texto nos permite indicar.