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Universitas Philosophica

versão impressa ISSN 0120-5323

Resumo

INCERTI, Fabiano. DA TRANSGRESSÃO À PUREZA: SABER, PODER E POLÍTICA NO ÉDIPO DE FOUCAULT. Univ. philos. [online]. 2019, vol.36, n.72, pp.305-327. ISSN 0120-5323.  http://dx.doi.org/10.11144/javeriana.uph36-72.dtpf.

Foucault reconhece, em suas análises da década de 1970, que Édipo significa uma ruptura entre o saber específico e o poder político. Para ele, há tanto em Platão como em Sófocles resistência ao modelo social no qual o soberano detinha o poder da mântica, da justiça e da vida política. O que deve desaparecer, para ambos, é a imagem do rei sábio, que sustenta, governa, pilota, endireita a cidade e a livra da peste e da fome, e a sua versão rejuvenescida, o tirano, que salva a cidade, mas o faz desviando-se do oráculo dos deuses. A história edipiana é, portanto, a passagem do poder político ligado às transgressões e às lutas para o poder político entendido, desde então, como pureza, cegueira e ignorancia.

Palavras-chave : saber; poder; política; Édipo-Rei; Michel Foucault.

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