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Revista Med

versão impressa ISSN 0121-5256

Resumo

LONDONO P., JOHN et al. MUDANÇA NA CAPACIDADE FUNCIONAL, QUALIDADE DE VIDA E ATIVIDADE DA DOENÇA, NUM GRUPO DE PACIENTES COLOMBIANOS COM ARTRITES REUMATOIDE REFRATÁRIA AO TRATAMENTO CONVENCIONAL, QUE RECEBERAM TERAPIA COM INFLIXIMAB COMO MEDICAMENTO DE RESGATE. rev.fac.med [online]. 2009, vol.17, n.1, pp.40-49. ISSN 0121-5256.

A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações, produzindo destruição articular, deformidade, incapacidade e deterioração da qualidade de vida. Como novas opções de tratamento, produto do avanço tecnológico e do conhecimento da fisiopatologia da doença, apareceram recentemente no mercado os denominados agentes biológicos. Tendo em conta que não há reportes colombianos sobre a experiência com infliximab em pacientes com AR, o objetivo deste estudo foi quantificar num grupo de pacientes colombianos com AR de longa evolução (13±10 anos) e refratários ao tratamento convencional, a mudança na qualidade de vida, a capacidade funcional, nos sintomas e signos relacionados com a atividade inflamatória e na segurança terapêutica produzidos por infliximab. Um total de 31 pacientes, 22 mulheres e 9 homens, com idades de 51±12 anos e uma média de evolução de doença de 13,2±10,4 anos, que permaneceram ativos apesar de receber metotrexate ou leflunomida em combinação com outros agentes modificadores da doença, baixas doses de glucocorticoides, analgésicos e antiinflamatórios, receberam infusões de infliximab de três mg/kg dose durante 22 semanas, seguindo as recomendações da Associação Colombiana de Reumatologia, nas semanas 0, 2, 6, 14 e 22. Encontrou-se que a capacidade funcional medida por HAQ-DEI passou de 1,2±0,54 a 0,29±0.28, que a qualidade de vida medida por Spanish-AIMS melhorou em sua qualificação global de 48,4±14.4 a 29,4±8.2 e em cada um de seus oito componentes. Teve também melhoria nos componentes do SF-12, pois a saúde física passou de 39,9±13,7 a 55,5±24,1 e a saúde mental de 57,0±24,2 a 74,6±17,0. Ainda que o 71% referiu algum evento adverso durante o seguimento, estes foram menores e não obrigaram à suspensão do medicamento. Só três pacientes foram retirados, um por hipotensão repetitiva ao início da infusão, outro por reação anafilática que requereu reanimação e o outro por tuberculose pleural depois de dois meses de iniciado o medicamento. Encontrou-se então que de acordo com os reportes internacionais, a administração de infliximab implica uma melhoria significativa nos enfermos com AR refratária aos tratamentos comuns, evidenciada nos signos e sintomas relacionados com a atividade da AR, bem como na qualidade de vida e na capacidade funcional. Tendo em conta a possibilidade às reações adversas durante a aplicação e que em nosso país a tuberculose é um risco real, a administração do infliximab deve fazer-se em unidades especializadas com pessoal treinado e sob a supervisão estrita do reumatólogista.

Palavras-chave : artrite reumatoide; qualidade de vida; infliximab.

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