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Universitas Scientiarum

versão impressa ISSN 0122-7483

Resumo

TOVAR-FRANCO, Jairo Alfonso; APARICIO-CASTELLANOS, Diana Constanza  e  HENRIQUEZ HIGUERA, Luisa Fernanda. Reversibilidade mandibular da rigidez cadavérica por meios químicos num modelo de rato. Univ. Sci. [online]. 2009, vol.14, n.1, pp. 58-70. ISSN 0122-7483.

O principal problema que tem o dentista na toma de evidencias post-mortem é a apertura bucal, limitada pelo fenômeno de rigidez cadavérica, o qual se inicia às 3 horas depois da morte; este fenômeno persiste hasta ser destruído pelos processos autolíticos tardios de decomposição, a partir das 36 horas post-mortem. Objetivo. Estudou-se a possibilidade de acelerar a reversão da rigidez cadavérica mandibular através de substâncias químicas para facilitar a apertura bucal. Materiais e métodos. Foram empregadas substâncias que produzem alteração do pH, quelação do cálcio intramuscular ou proteólises do complexo actina-miosina dos músculos mastigatórios que apresentam rigidez cadavérica em ratos Wistar. Resultados. Estimou-se o tempo de estabelecimento da rigidez cadavérica mandibular no modelo de rato, em 2,5 horas. Às 3,5 horas, logo de estabelecida a rigidez, realizaram-se infiltrações com EDTA (20mM), NaHCO3 (50 µM), Na2CO3 (50 µM) e papaína (10 µM), encontrando que as soluções de NaHCO3 e Na2CO3 incrementaram significativamente (p<0,05) a velocidade de reversão (mm/h) desde as 5h, num 108% e um 100%, respectivamente. A partir deste ensaio duplicou-se a concentração de NaHCO3 e preparou-se uma mistura de NaHCO3 e Na2CO3 (1:1) sem obter diferenças significativas com os ensaios com NaHCO3 e Na2CO3. Conclusão. A solução de NaHCO3 (50 µM) reverteu a apertura bucal suficientemente para a toma de evidencias entre as 5- 5,5 horas.

Palavras-chave : apertura bucal; músculos mastigatórios; reversibilidade cadavérica; rigor mortis.

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