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Anagramas -Rumbos y sentidos de la comunicación-

versão impressa ISSN 1692-2522

Resumo

SARRAZIN, Jean Paul. A idealização da alteridade: reflexões sobre seus fundamentos na história occidental. anagramas rumbos sentidos comun. [online]. 2017, vol.16, n.31, pp.229-246. ISSN 1692-2522.  http://dx.doi.org/10.22395/angr.v16n31a10.

Assim como foram considerados “selvagens” ou “atrasados” os nativos das terras colonizadas pelos europeus, também foram objeto de elogios que chegaram até a idealização e que surgiram especialmente entre as elites intelectuais de origem europeia. Este último tipo de discursos e imaginários, relativamente pouco comuns e escassamente estudados, parece contrapor-se ao racismo e convida a uma valorização da diversidade cultural. Contudo, este artigo tem como objetivo propor uma análise crítica do elogio da alteridade, o qual, ao contrário do que se costuma acreditar, não é um avanço intelectual recente, mas sim um discurso baseado em antigos mitos pré-modernos. Para atingir esse objetivo, fez-se uma análise hermenêutica dos discursos de autores e coletivos reconhecidos no Ocidente, os que têm recorrido a termos conotados positivamente para descrever as culturas de povos não europeus. Nesses discursos, foram observados alguns padrões gerais, o que permitiu relacioná-los com estruturas míticas de longa duração, tais como o mito cristão do Jardim do Éden e o mito greco-latino de uma Idade do Ouro. Como uma prolongação disso, hoje pode-se considerar o Outro “natural” e “tradicional” como o exemplo de um ser humano admirável. No entanto, neste artigo, conclui-se que esse tipo de representações, embora hoje estimadas como politicamente corretas, estão baseadas em versões essencializadas da alteridade, as quais, em realidade, produzem ideais hegemônicos e contribuem para ocultar a complexidade da diversidade cultural.

Palavras-chave : alteridade; discursos; diversidade cultural; essencialismo; hegemonia cultural; identidade; mitologia; representações sociais; modernidade.

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