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Perífrasis. Revista de Literatura, Teoría y Crítica
versão impressa ISSN 2145-8987
Resumo
FRANCICA, Cynthia. Fins do mundo, crise hídrica e imaginários míticos em Shumpall de Roxana Miranda Rupailaf. perifrasis. rev.lit.teor.crit. [online]. 2026, vol.17, n.37, pp.118-134. Epub 30-Jan-2026. ISSN 2145-8987. https://doi.org/10.25025/perifras¡s202617.37.07.
Na América Latina, a figura do apocalipse tem sido reapropriada e hibridizada em contato com cosmovisões indígenas que oferecem outras formas de entender o fim e a temporalidade. Os seus conhecimentos e mitos, longe de serem meras relíquias, representam alternativas ontológicas atuais que propõem outros horizontes de sentido a partir dos quais se pode resistir aos parâmetros antropocêntricos da atual crise socioambiental. Se historicamente as sereias e outros seres míticos como o Shumpall permitiram narrar e figurar a agência da água, e a complexa e estreita relação dos seres humanos com os mundos aquáticos, como repensar estes imaginários e esta ligação vital entre os humanos e a água no contexto da seca premente e do desaparecimento gradual deste líquido vital dos territórios? Vou centrar-me em Shumpall (2011), uma coletânea de poemas da escritora Mapuche-Huilliche Roxana Miranda Rupailaf, para começar a pensar sobre esta questão.
Palavras-chave : Roxana Miranda Rupailaf; poesia mapuche; século XXI; Chile; antropoceno; apocalipse; crise hídrica; gênero.












