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Investigación y Educación en Enfermería

Print version ISSN 0120-5307
On-line version ISSN 2216-0280

Invest. educ. enferm vol.37 no.3 Medellín Sept. 2019

http://dx.doi.org/10.17533/udea.iee.v37n3e08 

Original article

Grupo de orientação familiar como estratégia de cuidado na codependência química

Michele Peixoto da Silva1  , Adriane Maria Netto de Oliveira2  , Priscila Arruda da Silva3  , Simone Algeri4  , Maria Cristina Flores Soares5 

1 Social Worker, Master. Rio Grande City Hall, RS - Brazil.Email: chele.p@hotmail.com

2 PhD in Nursing. Professor of the nursing school of the Federal University of Rio Grande do Sul, Brazil. Email: adrianenet@vetorial.net

3 Nurse, PhD. Federal University of Rio Grande, RS - Brazil. Junior postdoctoral fellow/CNPQ. Email: patitaarruda@yahoo.com.br

4 Nurse, PhD. Professor. Federal University of Rio Grande, Porto Alegre, RS - Brazil. Email: simone.algeri@gmail.com

5 Physiotherapist, PhD. Federal University of Rio Grande, Rio Grande, RS - Brazil. Email: mcflores01@gmail.com

Resumo

Objetivo.

Conhecer, a partir do relato de familiares de uma comunidade terapêutica para dependentes químicos, a importância do grupo de apoio familiar no tratamento da codependência.

Métodos.

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva com oito familiares de dependentes químicos. A coleta de dados ocorreu por meio da entrevista semiestruturada e pelo uso do diário de campo, tendo como foco o grupo de orientação familiar como um espaço para a promoção da saúde de familiares de usuários de substância psicoativas.

Resultados.

Mediante análise discursiva, constatou-se que o Grupo de Orientação Familiar se constitui em uma importante ferramenta de caráter educativo, capaz de responder as demandas familiares da dependência química, bem como repensar e modificar atitudes e comportamentos característicos da codependência.

Conclusão.

O grupo de apoio é fundamental como uma estratégia de cuidado às famílias codependentes, podendo atuar de modo mais eficaz quando os profissionais são capacitados para intervirem no fenômeno da codependência.

Palavras-Chave: família; transtornos relacionados ao uso de substâncias; dependência mimética; comunidade terapêutica; terapia; familiar; comunicação; pesquisa qualitativa.

Introdução

A dependência de substâncias psicoativas é um fenômeno que acomete não somente o usuário, mas também o sistema familiar, causando mudanças na rotina e no comportamento dos membros da família. Tendo em vista a relação disfuncional que se estabelece, muitas famílias, não conseguem se desvencilhar do sofrimento causado pela dependência química, tornando-se então o que chamamos de codependentes. A codependência é definida como um conjunto de padrões, condutas e pensamentos patológicos, característico de familiares ou de pessoas da convivência direta com dependentes químicos, os quais levam ao sofrimento psíquico.1,2) Embora não exista no DSM-5 e no CID-10 a definição de codependência como doença, a literatura tem nos mostrado que, a dependência química pode levar os familiares ao adoecimento.3,4 Assim, por se tratar de um problema que se traduz em sofrimento para a vida do codependente, é importante considerar que este também necessita de cuidados profissionais , uma vez que modifica significativamente seu estilo de vida, não apenas no que diz respeito a sua interação com o usuário, mas em relação às demais pessoas.5

Focar a atuação profissional somente no usuário fragmenta e dificulta o tratamento eficaz da dependência química. Os codependentes condicionam sua vida em torno do usuário e, com isso, deixam de ter vida própria. Nesse contexto, a família que deveria ser uma importante aliada no tratamento do dependente químico, não consegue mais apoiar e cuidar seu familiar, uma vez que, também adoeceu, por ter permitido inconscientemente, o aprofundamento de relações patológicas e disfuncionais. Sendo assim dar visibilidade a família como grupo social que pode estar doente, faz com que se evidencie a necessidade de programas sociais. O uso de drogas por um dos membros da família denuncia, invariavelmente, a fragilidade da dinâmica familiar. Tal vulnerabilidade mostra a necessidade de inserir este grupo social no tratamento, não apenas como aquele que tem papéis e funções socialmente definidas e que, talvez não consiga desempenhá-las, precisando ser inserida na prática de cuidados referente à dependência química.6) Apesar do aumento no número de estudos sobre a temática, são incipientes as iniciativas que reconhecem que este familiar é um indivíduo que também precisa de ajuda, fato que justifica uma lacuna importante na área do conhecimento, destacando a necessidade de maior produção científica acerca desse tema.

A família tem utilizado os serviços de saúde para combater o efeito (sintomas físicos e psíquicos) do dependente e não a causa (comportamento perante ao dependente). Este comportamento pode apresentar um adoecimento e consequentemente, comprometer a qualidade de vida dos membros da família, fato este que justifica a relevância do estudo. Os serviços de saúde, por sua vez, prestam atendimento aos familiares, focalizando a sua abordagem no dependente químico, não havendo assim um trabalho direcionado para os familiares que são codependentes. Destarte, o grupo de orientação familiar vem a promover saúde a esses familiares que estão doentes devido a dependência química.

Assim este estudo objetiva conhecer, a partir do relato de familiares de uma comunidade terapêutica para dependentes químicos, a importância do grupo de apoio familiar (GOF) no tratamento da codependência. Trata-se de um estudo cuja abordagem busca caracterizar o GOF como um espaço educativo e participativo, destacando-se como um elemento chave para a promoção da saúde.

Métodos

Estudo qualitativo, exploratório e descritivo, desenvolvido com familiares de dependentes químicos em tratamento, em uma comunidade terapêutica do Sul do Brasil. Assim, neste estudo, considera-se que o caso estudado descreve a história vivida pelas famílias, baseando-se em fenômenos como a dependência química, compondo fatos, dados e informações, focando no objetivo final do autor, que é mostrar estes dados e o que eles ocasionaram no funcionamento familiar no decurso do tempo em evidência.

Do ponto de vista de sua finalidade, o presente estudo pode ser classificado como exploratório, uma vez que os estudos que contemplam os dependentes químicos não consideram a possibilidade de adoecimento da família. Essa lacuna justificou a necessidade de se conhecer as manifestações da codependência em familiares de dependentes químicos. A pesquisa foi desenvolvida no GOF de uma Comunidade Terapêutica, a qual é responsável pelo tratamento de dependentes químicos, do sexo masculino, maiores de 18 anos. Essa comunidade está situada no extremo sul do Brasil, no município do Rio Grande/ RS, o qual, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística possui uma população aproximada de 200 000 habitantes.7 Trata-se de uma cidade portuária situada entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos (a maior laguna do Brasil) e o Oceano Atlântico e seu canal é a única ligação entre as rotas de navegação marítima e interior do Estado.

Após a autorização do Coordenador da Comunidade Terapêutica e do parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa de da Universidade Federal do Rio Grande, sob o CAEE 52761515.0.0000.5324, foi realizada uma primeira abordagem a fim de se conhecer o funcionamento do GOF e apresentar-se a pesquisa aos familiares.

Participaram do estudo oito familiares de dependentes químicos, usuários de múltiplas drogas, que foram identificados previamente como codependentes, a partir da literatura, do conhecimento advindo da prática profissional da pesquisadora e das falas identificadas durante o grupo. Foram usados os seguintes critérios de inclusão: familiares de dependentes de álcool e outras drogas, maiores de 18 anos que estivessem frequentando com assiduidade o Grupo de Orientação Familiar da Comunidade Terapêutica, que aceitassem participar do estudo e que apresentassem características de codependentes, tais como: negação, vergonha, culpa, medo, raiva e baixa autoestima.

Foram excluídos do estudo, os familiares participantes menores de 18 anos, que não mantinham a frequência mínima de participação em 3 encontros mensais, em função do GOF ser realizado uma vez por semana, bem como aqueles que não apresentaram características de codependência. Após três encontros, as entrevistas foram iniciadas com aqueles familiares que manifestaram características de codependência. O GOF, durante o período de observação dos participantes codependentes, contou com um número médio de 31 familiares. Nesse período, o grupo abordou situações vivenciadas com o familiar dependente químico, rotina, estado emocional, perspectivas familiares e experiências da vida pregressa.

A partir dos relatos envolvendo esses temas e das observações que o entrevistador avaliou serem pertinentes, ocorreu à identificação/ seleção do familiar com características de codependência. A participação nos grupos ocorreu durante os meses de maio e junho de 2017, semanalmente das 19h às 21h. O tipo de vínculo entre os participantes e dependentes químicos foram: pai, mãe, filha, irmã, esposa e tia paterna. Para preservar as suas identidades, os participantes do estudo foram identificados através da letra “F” (familiar) acompanhada do número sequencial da entrevista. Aos participantes do estudo foi solicitada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, após a pesquisadora ter informado a respeito dos objetivos e metodologia do trabalho, esclarecendo acerca da sua liberdade de desistência, a qualquer momento, sem prejuízo pessoal.

As técnicas empregadas foram à entrevista semiestruturada e os registros nos diários de campo, o qual serviu para facilitar a identificação das famílias codependentes. Para a entrevista semiestruturada, foi utilizado um roteiro composto por doze questões norteadoras relativas à percepção do entrevistado sobre a situação vivenciada, sentimentos experimentados com a situação da dependência química do familiar e a vida familiar a partir do problema. As entrevistas duraram em média uma hora e foram gravadas com o consentimento do participante e ocorreram em ambiente reservado, no intuito de que possibilitasse uma abordagem sem intervenções externas. Após a transcrição das entrevistas, os dados foram submetidos à análise textual discursiva, mediante leitura rigorosa e aprofundada, e sua desconstrução, destacando-se as unidades de análise.

Resultados

No que se refere às características dos familiares participantes deste estudo, seis eram do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idade entre vinte e quatro e cinquenta e seis anos. A renda familiar variou de um a 5 salários mínimos. A maioria possui ensino fundamental incompleto e 50% dos familiares residem com o dependente químico.

Tabela 1 Amostra dos familiares entrevistados 

No processo de análise de dados emergiu a categoría: Importäncia do grupo de orientaçao familiar como estratégia de cuidado para o familiar codependente.

Os resultados revelam que, a partir do momento em que o familiar participa do GOF, ocorre uma modificação na sua conduta. Todos os familiares que compuseram esta pesquisa se encontravam emocionalmente dependentes seus filhos, filhas, esposas, irmãos. Em sua grande maioria, não conseguiam manter sua identidade e autonomia, passando a viver a vida do dependente químico. De acordo com os familiares: o grupo de apoio tem ajudado muito, a gente vê mudança. depois que comecei a frequentar o grupo me sinto bem. Hoje não tem muita discussão em casa, antes, Deus me livre, era da manhã à noite (F2).

Considerado como um espaço promotor de saúde e benéfico para aqueles que buscam apoio, F2, parece ter mudado o seu comportamento, a partir do momento que descobriu que a sua atenção estava centrada apenas no filho, o qual vinha ocasionando brigas constantes na família. Com o apoio do GOF, F2 pode descobrir novos caminhos para a construção de relações saudáveis com o familiar dependente. A fala evidencia que com o tempo, percebeu melhoras na sua saúde mental e certo crescimento pessoal, o qual provavelmente, refletiu na qualidade do autocuidado, revelando a reorganização da dinâmica familiar de maneira a romper com ciclo vicioso de um sistema disfuncional.

Para F3, o problema vivenciado pelo familiar, afeta os demais membros da família e, portanto, precisam de acompanhamento: Considero que se todos que moram lá em casa assistissem às reuniões, seria melhor (F3 - Tia Paterna). A fala apresentada, reforça a ideia de que o comportamento manifestado perante o dependente pode representar um adoecimento e, consequentemente comprometer a qualidade de vida de todos os membros da família.

Quando o familiar busca romper com o ciclo disfuncional, é geralmente nos serviços de apoio que os encontram. Entretanto, nem sempre buscam modificar seu comportamento perante o dependente. Observa-se nas falas abaixo, que os familiares, buscam o GOF como um “pedido de socorro”, ao constatar que a dependência química tem lhes causado sofrimento. F6 pode reavaliar sentimentos, necessidades, restabelecer limites que até então negava em função da dependência do filho. F7, resgatou valores que até então tinha sido perdido em função do pai. F8, ao se reconhecer como um codependente, conseguiu lidar melhor com o problema da dependência química do irmão de forma saudável e proativa: O grupo tem ajudado naquilo que nós precisamos, por exemplo, se aproximar mais, conversar mais, saber mais da família da gente... (F6 - Pai); Minha vida antes de me tornar codependente da minha mãe, era tranquila, eu era uma pessoa feliz, não tinha vergonha. Depois, comecei a ter vergonha, não fazia metade das coisas.... Se não fosse essa ajuda do grupo, eu não estaria bem, tranquila como estou nessa entrevista (F7 - Filha); Me considero uma codependente, pois estou vivendo a vida dele, levando a vida do meu irmão. Com certeza, o grupo nos ajuda a aprender como auxiliar, ajudar meu irmão sem me prejudicar (F8 - Irmã).

O codependente precisa perceber e reconhecer que seu relacionamento com o dependente químico é patológico, e que seus esforços em ajuda-lo e protegê-lo estão fadados ao fracasso, haja vista que sua incapacidade para cuidar, pois também estão doentes. Assim, percebe-se que com a ajuda do grupo, o familiar consegue identificar as dificuldades advindas da convivência com o dependente químico, admitindo que a doença o afetou, tornando-o um codependente. Os relatos mostram a relevância da participação da família no tratamento, principalmente quando alguém adoece em função do seu familiar.

Discussão

Os resultados permite inferir o quanto as famílias se mobilizam em função do problema, tornando-se afetados com o comportamento do familiar dependente.8-10 Em função dos conflitos vivenciados pela dependência química, em busca da superação desses conflitos e da reorganização familiar, é que as famílias talvez encontrem no grupo de orientação familiar, o cuidado que precisam.11,12 Cabe salientar que o problema vivenciado por um familiar geralmente afeta os demais membros da família, deslocando o sentido de percepção da individualidade; mesmo que cada um tente mantê-la, é difícil fazê-lo devido ao vínculo que permeia essas relações,13 corroborando com a fala de F3.

No processo de adoecimento, integrantes da família experimentam situações como angústia, conflitos, medos, dúvidas, portanto requerem um espaço terapêutico para serem ouvidos e ajudados.4 Assim, o tratamento deve ser sistêmico, pois se a família falhar o usuário falhará também. Por essa ausência de apoio às famílias é que muitas delas se tornam codependentes dos dependentes químicos.14) O reconhecimento da limitação de cada um é essencial para o restabelecimento da saúde e busca da qualidade de vida. No entanto, para que o trabalho com as famílias seja eficiente, é necessário que os profissionais estejam capacitados para abordar o fenômeno da codependência, levando em consideração a história de vida da família e os aspectos envolvidos, a fim de compreender melhor o funcionamento familiar.15,16) É importante ressaltar que o fato do codependente colocar-se mais a disposição do outro, do que de si próprio, faz emergir um perfil permissivo que, na maioria das vezes, impede o dependente de assumir a responsabilidade sobre seus atos e, com isso, apresenta dificuldades para assumir a doença, por isso não busca tratamento.3

Como limitações do estudo destaca-se a realização do estudo em apenas um local, não sendo explorado em outros dispositivos como, por exemplo, nos Centros de Atenção Psicossocial e em outras comunidades terapêuticas que tem o profissional de saúde. Entretanto, o estudo chamou a atenção para o repensar das práticas profissionais e para a pesquisa da enfermagem/saúde, já que a codependencia familiar está presente em todos os espaços, no entanto, o foco é no dependente.

O estudo buscou destacar a importância do grupo de apoio como uma estratégia de cuidado às famílias codependentes, podendo atuar de modo mais eficaz quando os profissionais são capacitados para intervirem no fenômeno da codependencia. Como indicativos para a prática de Enfermagem/saúde, os achados aportam subsídios que pode contribuir para a elaboração de estratégias de intervenção, subsidiando a identificação da codependencia familiar, a proposição de soluções e a tomada de decisões como, por exemplo, a criação de políticas públicas direcionadas ao perfil pesquisado.

Reconhecido como um espaço de proteção, de um “porto seguro”, com o grupo de apoio, as famílias, ao longo dos encontros, puderam através do relato da sua história, enxergar que sua vida estava condicionada ao dependente e, com isso deixavam de viver a sua própria vida. As características apresentadas pelas famílias ao longo dos encontros, reforçavam ainda mais o quanto estavam expostas e vulneráveis frente ao dependente. Assim, ao se tratar de uma doença que se traduz em sofrimento para a vida do codependente, tal como para o dependente químico, é que este estudo se torna relevante para a comunidade cientifica, ainda pouco explorado no ambiente acadêmico e nos serviços de saúde.

A família utiliza os serviços de saúde, muitas vezes para amenizar os sintomas físicos e psíquicos originários do desequilíbrio do sistema familiar. Entretanto, é preciso que os profissionais de saúde estejam instrumentalizados a identificar o que levam as famílias a esse adoecimento. Embora nos serviços de saúde que atende essa clientela exista um trabalho direcionado aos familiares, sua abordagem ainda está centrada no dependente, fato este que que justifica a importância do estudo.

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Artículo ligado a investigación: O funcionamento da dinâmica familiar na codependência: estudo de caso em uma comunidade terapêutica no extremo sul do brasil. Universidade Federal do Rio Grande - FURG, 2017. CAAE: 52761515.0.0000.5324

Conflictos de interés: ninguno.

Cómo citar este artículo: Silva MP, Oliveira AMN, Silva PA, Algeri S, Soares MCF. Family orientation group as care strategy in chemical codependency. Invest. Educ. Enferm. 2019; 37(3):e08.

Recebido: 28 de Março de 2019; Aceito: 30 de Setembro de 2019

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