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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">     <p><a href="http://dx.doi.org/10.15446/ideasyvalores.v65n161.57460" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15446/ideasyvalores.v65n161.57460</a></p>      <p align="center"><font size="4"><b>Agamben, G</b>. <I>Pilatos e Jesus</I>. S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2014.</font></p>      <p>Giorgio Agamben &eacute; um autor que passou pelas universidades, e hoje se dedica &agrave; atividade da escrita e da reda&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos. Entre os conceitos que acrescentou ao l&eacute;xico acad&ecirc;mico se encontram: <I>biopol&iacute;tica</I>, <I>homo sacer</I> (Agamben 2004) e o aprofundamento das cr&iacute;ticas na hist&oacute;ria das religi&otilde;es de <I>Capitalismo como Religi&atilde;o </I>(Agamben 2006), de Walter Benjamin. O livro <I>Pilatos e Jesus</I> surpreendeu at&eacute; o prefaciador da obra (ao deparar-se com a confiss&atilde;o do autor &ndash;Agamben) quando admite ter sido impelido a escrever, obrigando-se a deixar (temporariamente) a reda&ccedil;&atilde;o de outros textos para deter-se na figura do prefeito da Judeia, entre 26-36 ec. A produ&ccedil;&atilde;o se concentra no <I>processo</I> (<I>krisis</I>) de Jesus a Pilatos, persuadida pela tese de que, naquele, h&aacute; cruzamento do humano/divino e do hist&oacute;rico/n&atilde;o-hist&oacute;rico, oscilando entre o humano e o juiz divino. </p>      <p>Por isso, o autor observa o cristianismo como uma religi&atilde;o da hist&oacute;ria, quando enfeita os fatos hist&oacute;ricos com os mist&eacute;rios. Nessa via, compreende a <I>krisis</I> de Jesus como "um dos momentos chaves da humanidade" (22), defendida pelo cristianismo como o momento em que a eternidade atravessa a hist&oacute;ria. Al&eacute;m da <I>krisis</I> (isto &eacute;, o ju&iacute;zo processual), chama &agrave; aten&ccedil;&atilde;o que o personagem de Pilatos, nos evangelhos, aparece hesitando, tergiversando, voltando atr&aacute;s, repetindo palavras e enigmas. Por isso, a impress&atilde;o de que "os Evangelhos tentam construir um personagem com psicologia e com idiomatismos" (23). E &eacute; isto que leva Agamben a tomar de Nietzsche a afirma&ccedil;&atilde;o de que Pilatos "talvez seja o &uacute;nico 'personagem' dos Evangelhos" (23).</p>      <p>Outro texto que apresenta detalhes sobre o processo de Jesus &eacute; o do evangelho de Nicodemos (texto ap&oacute;crifo do Novo Testamento). Agamben reconstr&oacute;i o ambiente do processo de forma mais dram&aacute;tica, com foco na acarea&ccedil;&atilde;o entre os hebreus (acusadores) e Pilatos que, fora de si, (quase) abertamente se posiciona ao lado de Jesus. Assim, Agamben afirma que a lenda de Pilatos tem duas linhas de argumenta&ccedil;&atilde;o. A primeira, linha branca, encontrada nos textos pseudo-ep&iacute;grafos, quando percebe a divindade de Jesus, sendo for&ccedil;ado a crucific&aacute;-lo &ndash;caminho refor&ccedil;ado pela tradi&ccedil;&atilde;o de Tertuliano. Nela, Pilatos &eacute; cristianizado sendo salvo por uma voz e decapitado posteriormente. O fruto dessa linha tem a forma de que Pilatos acaba "por ser santificado pela Igreja et&iacute;ope e sua mulher festeja (em 26 de outubro) na Igreja grega" (28).</p>      <p>A segunda lenda (a negra), contrasta com a branca pela fundamenta&ccedil;&atilde;o extra-b&iacute;blica, desenvolvendo-se pela tradi&ccedil;&atilde;o de Fil&oacute;n (ou Filo) de Alexandria, citando Pilatos como homem "inflex&iacute;vel, obstinado e cruel" (29). Ele procura Jesus como "um m&eacute;dico conhecido que cura todas as doen&ccedil;as somente com suas palavras" (29), levando-o a ser entregue ao prefeito pelos hebreus para morte por motivo de inveja. Nesse conto, at&eacute; se constr&oacute;i a ideia de que Pilatos, por ter sido t&atilde;o cruel, teria tido uma forma endemoninhada. Portanto, lendas (t&atilde;o) destoantes foram produzidas com o fim de compreender o comportamento enigm&aacute;tico de Pilatos.</p>      <p>Voltando ao julgamento: o termo grego <I>krisis, </I>al&eacute;m de significar "julgamento", tamb&eacute;m apresenta rela&ccedil;&atilde;o medicinal, podendo ser percebido como o momento em que o m&eacute;dico avalia se seu paciente viver&aacute; ou morrer&aacute;. A narra&ccedil;&atilde;o do julgamento no evangelho de Jo&atilde;o ganha caracter&iacute;sticas dram&aacute;ticas, estilha&ccedil;ando-o em sete cenas, cada qual com um lugar vivencial distinto. Na primeira cena, os sacerdotes levam Jesus ao pret&oacute;rio, n&atilde;o querendo que entre "para n&atilde;o contaminar-se antes da refei&ccedil;&atilde;o pascal" (35). Desenrola-se o julgamento quando Pilatos pergunta sobre a acusa&ccedil;&atilde;o &agrave; multid&atilde;o (pr&aacute;tica comum em um processo romano), e os hebreus respondem que seria um crime de lesa-majestade, o qual tinha como penas previstas: ou a crucifica&ccedil;&atilde;o, ou ex&iacute;lio ou a entrega &agrave;s feras. No entremeio, ap&oacute;s interpela&ccedil;&atilde;o inesperada de Pilatos, os evangelistas apontam que Jesus assumia que seu "reino n&atilde;o era desse mundo" (37), ou seja, ele detinha uma condi&ccedil;&atilde;o r&eacute;gia. Para al&eacute;m disso, diante de Pilatos, Jesus teria argumentado, valendo-se da verdade, possibilitando a indaga&ccedil;&atilde;o do prefeito: "O que &eacute; a verdade?" (38). Isto representaria, para Agamben, uma pergunta entranhada de ceticismo e ironia, uma demonstra&ccedil;&atilde;o do embate de ambos, pois &eacute; quando se tem "duas verdades diferentes ou duas concep&ccedil;&otilde;es diferentes de verdade" (38). O dado mais intrigante seria o de que Pilatos, durante todo o processo, n&atilde;o profere uma senten&ccedil;a -apenas entrega o acusado. Chega a lev&aacute;-lo &agrave; flagela&ccedil;&atilde;o (passo inicial da crucifica&ccedil;&atilde;o), castigando-o a fim de coloc&aacute;-lo em liberdade.</p>      <p>Para Agamben, o comportamento de Jesus foi o de indicar que Pilatos teria "poder do alto" para lhe julgar, convencendo o prefeito de sua inoc&ecirc;ncia. Contudo, os hebreus insistiram pela n&atilde;o soltura. Dessa forma, entregou Jesus &agrave; crucifica&ccedil;&atilde;o, agindo mais "como intermedi&aacute;rio, &aacute;rbitro, e n&atilde;o como juiz" (43). Nesse ponto, a quest&atilde;o do reino deve ter sido pertinente, visto que Pilatos manda que se coloque sobre a cabe&ccedil;a de Jesus na cruz o dito "Jesus nazareno, rei dos judeus", referindo-se ao crime ent&atilde;o cometido (44). Por outro lado, uma surpresa encontrada no livro de Agamben &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o do conceito teol&oacute;gico de Karl Barth, te&oacute;logo reformado su&iacute;&ccedil;o, de <I>paredoken</I> ("entrega"). O te&oacute;logo desenvolve esta ideia a partir dos textos paulinos, assimilando que, na tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, a entrega cristol&oacute;gica aos hebreus: "aparece como uma execu&ccedil;&atilde;o da entrega divina" (46). Apesar de a terminologia "entrega" no NT carregar um sentido de ensino com apar&ecirc;ncia de negativo, "h&aacute; somente uma aut&ecirc;ntica tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;: a da entrega &ndash;por parte primeiramente do Pai, depois de Judas e dos hebreus&ndash; de Jesus &agrave; cruz, que aboliu e realizou todas as tradi&ccedil;&otilde;es" (48).</p>      <p>Agamben entende que o papel do prefeito da Judeia n&atilde;o estaria ligado &agrave; "economia da salva&ccedil;&atilde;o". Antes, Pilatos &eacute; apresentado como personagem real mediante um drama hist&oacute;rico. Se para a concep&ccedil;&atilde;o crist&atilde; a hist&oacute;ria torna-se execu&ccedil;&atilde;o da economia da salva&ccedil;&atilde;o, nos textos sagrados, Pilatos &eacute; "convencido de que um rei dos judeus &eacute;, de qualquer forma, politicamente problem&aacute;tico" (49). Neste recorte, pode-se dizer que o julgamento de Jesus n&atilde;o foi somente um processo jur&iacute;dico, mas tamb&eacute;m um mist&eacute;rio repleto de ambiguidades peculiares: ocorrido sem formalidades oficiais, sem inscri&ccedil;&atilde;o, sem acarea&ccedil;&atilde;o, sem o debulhar dos fatos e, principalmente, sem a condena&ccedil;&atilde;o do r&eacute;u &ndash;al&eacute;m de n&atilde;o poder ser um julgamento romano, pois Jesus nem era romano, tampouco sendo a pr&aacute;xis escutar a <I>vox populi</I> (52). Com isso, Agamben sinaliza que o que est&aacute; em jogo &eacute; se o texto b&iacute;blico seria um texto hist&oacute;rico ou de natureza teol&oacute;gica apenas. Sobre isso, Porf&iacute;rio enumera que "os evangelistas s&atilde;o inventores (<I>epheurotas</I>) e n&atilde;o historiadores (<I>historas</I>, "testemunhas") dos eventos que concernem a Jesus" (53).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda no entendimento do autor, Pilatos seria um personagem hist&oacute;rico exercendo uma fun&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica, por que na "<I>krisis</I> h&aacute; dois julgamentos, de dois reinos que est&atilde;o frente a frente sem conseguir chegar &agrave; conclus&atilde;o" (55). Outra indaga&ccedil;&atilde;o de Agamben se dirigiu ao por que de Jesus ("o que n&atilde;o julga") dever ser submetido ao julgamento de um juiz, e seu reino eterno ser entregue ao julgamento terreno. Para responder ao questionamento, ele submete a resposta de Dante, ao assinar que a crucifica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma pena, mas uma puni&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima, "imposta por um juiz ordin&aacute;rio que, sendo representante de C&eacute;sar, tinha jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre todo g&ecirc;nero humano, e que somente desse modo podia ser resgatado do pecado" (57). Para Dante, Jesus Cristo foi obrigado a se submeter a Pilatos, o que legitima o Imp&eacute;rio mediante a Igreja.</p>      <p>Outra pergunta de Agamben registrada em seu livro examina: "Como se pode dar testemunho da presen&ccedil;a de um reino que n&atilde;o &eacute; daqui?". A partir desta premissa, Agamben trabalha com as ideias de autoridade e testemunho de Kierkegaard. Para o fil&oacute;sofo dinamarqu&ecirc;s, a "autoridade" n&atilde;o vem das frases, mas do local de sua enuncia&ccedil;&atilde;o (61); e o testemunho, "do agora, da verdade do reino que n&atilde;o est&aacute; aqui, significa aceitar que o que queremos salvar nos julgue. &Eacute; isso por que o mundo, na sua caducidade, n&atilde;o quer salva&ccedil;&atilde;o, mas justi&ccedil;a" (63). Sobre isso, ainda escreve, no final do livro: "E a quer (a justi&ccedil;a) porque justamente n&atilde;o pede para ser salvo. Enquanto n&atilde;o salv&aacute;veis, as criaturas julgam o eterno: esse &eacute; o paradoxo que, no fim, diante de Pilatos, tira a palavra de Jesus. Aqui est&aacute; a cruz, aqui est&aacute; a hist&oacute;ria" (63).</p>      <p>No fim (chamado de "glosas"), o autor desenvolve o conceito de que Jesus aceitou submeter-se ao julgamento enquanto Pilatos recusou-se a julg&aacute;-lo. Assim, o julgamento de Jesus n&atilde;o poderia ser um "julgamento", porque n&atilde;o houve senten&ccedil;a, nem tampouco seria um processo nos autos romanos, mas apenas tinha "apar&ecirc;ncia de um processo" (67). Para o autor, o importante sobre o processo e Jesus nos evangelhos &eacute; que "aquele que veio para cumprir a lei, aquele que foi mandado ao mundo n&atilde;o para julg&aacute;-lo, mas para salv&aacute;-lo, deve submeter-se a um processo sem julgamento" (69). Enfim, nas conclus&otilde;es, ele traz uma sinaliza&ccedil;&atilde;o que simboliza os problemas e desconex&otilde;es da <I>krisis</I> crist&atilde;, e a figura teol&oacute;gica complexa do prefeito e do <I>Christos</I>: "Sem ju&iacute;zo, o divino em sua frente condenou a humanidade a uma <I>krisis</I> incessante &ndash;incessante porque nunca poder&aacute; ser decidida de uma vez por todas &#91;...&#93;. Em outras palavras, como aconteceu com Pilatos, de repente se inverte em cat&aacute;strofe".</p>      <p>Com o livreto "Pilatos e Jesus", Giorgio Agamben det&eacute;m-se &agrave; <I>krisis</I> de Jesus diante de Pilatos, preocupando-se com os fragmentos b&iacute;blicos e extrab&iacute;blicos que desenham a figura do prefeito romano da Judeia. Sa&uacute;da-se o empenho do fil&oacute;sofo italiano ao buscar dialogar com a Teologia, construindo pontes necess&aacute;rias com as humanidades dos conte&uacute;dos esbo&ccedil;ados entre as sem&acirc;nticas sagradas, sem cair no simplismo ou tender a qualquer fundamentalismo. Embora o texto n&atilde;o tenha pretens&otilde;es <I>stricto sensu</I> historiogr&aacute;ficas e n&atilde;o se preocupe com a exaust&atilde;o bibliogr&aacute;fica, sente-se nele a aus&ecirc;ncia de uma mais ampla revis&atilde;o liter&aacute;ria, com maiores cita&ccedil;&otilde;es de t&iacute;tulos dos debates do <I>Jesus Seminar</I> (Crossan 1994) ou mesmo de alguma corrente de exegese b&iacute;blica do Novo Testamento como a Heidelberg, com Klaus Berger e Gerd Theissen (2003), por exemplo.</p>      <p> Mesmo assim, a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o desses trabalhos n&atilde;o diminui o valor da obra de Filosofia da Religi&atilde;o Crist&atilde; de Giorgio Agamben que, em texto breve, levantou quest&otilde;es pertinentes para o pensamento crist&atilde;o como (I) a historicidade dos textos sagrados, (II) a constata&ccedil;&atilde;o de a religi&atilde;o crist&atilde; ser uma express&atilde;o da hist&oacute;ria e, por &uacute;ltimo, (III) o apontamento, na hist&oacute;ria, do lugar da revela&ccedil;&atilde;o crist&atilde; da <I>krisis</I> como ocasionadora da crucifica&ccedil;&atilde;o. A esperan&ccedil;a &eacute; a de que a leitura de um livro pequeno como este (76 pp.) ajude na populariza&ccedil;&atilde;o de novas investidas liter&aacute;rias sobre o cristianismo, que conduzam a novas discuss&otilde;es sobre o mesmo, anuviando o pensamento religioso superficial (do senso comum) t&atilde;o carente de cr&iacute;ticas.</p>  <HR>      <p><B>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Agamben, G.<I> Homo sacer. O poder soberano e a vida nua I</I>. Belo Horizonte: UFMG, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1659598&pid=S0120-0062201600020001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Agamben, G.<I> Profana&ccedil;&otilde;es</I>. S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1659600&pid=S0120-0062201600020001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Crossan, J. D. <I>O Jesus Hist&oacute;rico: a vida de um campon&ecirc;s judeu no Mediterr&acirc;neo</I>. Rio de Janeiro: Imago, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1659602&pid=S0120-0062201600020001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Theissen, G., e Merz, A. <I>O Jesus hist&oacute;rico</I>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1659604&pid=S0120-0062201600020001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  <HR>      <P align="right">F&aacute;bio PY Murta de Almeida<sup>*</sup>    <br> Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil    <br>  <I><a href="mailto:pymurta@gmail.com">pymurta@gmail.com</a></I></p>     <p><sup>*</sup>	Doutor em Teologia PUC-RJ (&ecirc;nfase em Hist&oacute;ria da Igreja), tendo sido bolsista de um per&iacute;odo sandu&iacute;che pelo PSDE-CAPES no Ecole des Hautes &Eacute;tudes en Sciences Sociales (EHESS) em Paris.</p>  </font>      ]]></body><back>
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