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<publisher-name><![CDATA[Universidad Nacional de Colombia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da composição físico-química de frutos de mandacaru (Cereus jamacaru P.)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Embrapa Agroindústria Tropical  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[&lsquo;Mandacaru&rsquo; (Cereus jamacaru P.) is a native species from the vegetation of the Brazilian North East &ldquo;Caatinga&rdquo;, and its fruits could become an important nutritional source for the population of semiarid regions, although it is still not commercially exploited. This work was carried out to evaluate the physical and chemical characteristics of the pulp and peel of &lsquo;mandacaru&rsquo; fruit from the Curu Valley, Ceara State, Brazilian North East. &lsquo;Mandacaru&rsquo; fruits were harvested and transported to the Embrapa Tropical Agroindustry Laboratory, where approximately 2 Kg of mature and firm fruits were selected for evaluation. These fruits were washed, sanitized and placed under cold storage for future analysis. The fruit pulp and peel were evaluated for: pH, soluble solids (SS), ascorbic acid and total reducing sugars. The experiment was carried out in a completely randomized design, with four replicates. The peel of &lsquo;Mandacaru&rsquo; fruit presented pH 4.42, being higher than pulp at pH 4.40. Ascorbic acid content was 100 mg/100g -1 in the pulp, and 80 mg/100g -1 in the peel. A significant difference in SS was detected between pulp and peel, which were 11% and 5%, respectively. On the other hand, fruit pulp presented higher percentage of reducing sugars of 5.76%, as compared to that found in the peel of 1.53%.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">     <p><b>    <center><font face="verdana" size="4">Avalia&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sico-qu&iacute;mica de frutos de mandacaru (<i>Cereus jamacaru</i> P.)</font></center></b></p>     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">Evaluation of the physical-chemical composition of the fruits of Mandacaru</font></center></b></p>     <p><i>    <center>Leirson Rodrigues da Silva<sup>1</sup>, Ricardo Elesb&atilde;o Alves<sup>2</sup></center></i></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal Rural do Semi-&Aacute;rido, UFERSA, Mossor&oacute;-RN, Brasil, <sup>2</sup>Pesquisador Embrapa Agroind&uacute;stria Tropical, Fortaleza- CE. Autor para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:leirsonrodrigues@yahoo.com.br">leirsonrodrigues@yahoo.com.br</a>, <a href="mailto:elesbão@cnpat.embrapa.br">elesb&atilde;o@cnpat.embrapa.br</a></p>     <p>    <center>Rec.: 09-02-09 Acept.: 20-10-09</center></p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>    <center>Resumo</center></b></p>     <p>O mandacaru (<i>Cereus jamacaru</i> P.) &eacute; uma esp&eacute;cie nativa da vegeta&ccedil;&atilde;o da caatinga, onde seus frutos podem constituir uma agrad&aacute;vel fonte de alimento, embora ainda n&atilde;o sejam explorados comercialmente. O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas da polpa e da casca dos frutos de mandacaru oriundos do vale do Curu-CE, Nordeste do Brasil. Os frutos foram colhidos e conduzidos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio da Embrapa Agroind&uacute;stria Tropical, onde para as an&aacute;lises foram selecionados cerca de 2 kg da mat&eacute;ria-prima, sendo os frutos escolhidos aqueles maduros e firmes. Depois foram lavados, sanitizados e submetidos a armazenamento sob refrigera&ccedil;&atilde;o para as an&aacute;lises posteriores. Os frutos foram caracterizados quanto ao pH, s&oacute;lidos sol&uacute;veis (SS), &aacute;cido asc&oacute;rbico e a&ccedil;&uacute;cares redutores totais. O delineamento foi inteiramente casualizado, com quatro repeti&ccedil;&otilde;es. A casca do fruto apresentou valor de pH de 4.42, superior ao da polpa que foi de 4.40. Os teores de &aacute;cido asc&oacute;rbico para a polpa foram de 100 mg/100 g de polpa e casca de 80 mg/100 g de polpa. Para os teores de SS, constata-se diferen&ccedil;a significativa entre os valores da polpa e da casca, com 11% e 5%, respectivamente. Portanto, a polpa do fruto apresentou maior porcentagem de a&ccedil;&uacute;car de 5.76, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;quela encontrada na casca de 1.53.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> <i>Cereus jamacaru</i> P.; qualidade; &aacute;cido asc&oacute;rbico; p&oacute;s-colheita.</p> <hr size="1">     <p>    <center><b>Abstract</b></center></p>     <p>‘Mandacaru’ (<i>Cereus jamacaru</i> P.) is a native species from the vegetation of the Brazilian North East “Caatinga”, and its fruits could become an important nutritional source for the population of semiarid regions, although it is still not commercially exploited. This work was carried out to evaluate the physical and chemical characteristics of the pulp and peel of ‘mandacaru’ fruit from the Curu Valley, Ceara State, Brazilian North East. ‘Mandacaru’ fruits were harvested and transported to the Embrapa Tropical Agroindustry Laboratory, where approximately 2 Kg of mature and firm fruits were selected for evaluation. These fruits were washed, sanitized and placed under cold storage for future analysis. The fruit pulp and peel were evaluated for: pH, soluble solids (SS), ascorbic acid and total reducing sugars. The experiment was carried out in a completely randomized design, with four replicates. The peel of ‘Mandacaru’ fruit presented pH 4.42, being higher than pulp at pH 4.40. Ascorbic acid content was 100 mg/100g <sup>-1</sup> in the pulp, and 80 mg/100g <sup>-1</sup> in the peel. A significant difference in SS was detected between pulp and peel, which were 11% and 5%, respectively. On the other hand, fruit pulp presented higher percentage of reducing sugars of 5.76%, as compared to that found in the peel of 1.53%.</p>     <p><b>Key words:</b> <i>Cereus jamacaru</i> P.; quality; ascorbic acid; postharvest.</p> <hr size="1">     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></center></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mandacaru &eacute; uma esp&eacute;cie nativa da vegeta&ccedil;&atilde;o da caatinga, pertencendo &agrave; fam&iacute;lia das cact&aacute;ceas. Cresce em solos pedregosos e, junto a outras esp&eacute;cies de cact&aacute;ceas, forma a paisagem t&iacute;pica da regi&atilde;o semi-&aacute;rida do Nordeste. &Eacute; encontrado nos Estados do Piau&iacute;, Cear&aacute;, Rio Grande do Norte, Para&iacute;ba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais.</p>     <p>O mandacaru &eacute; um cacto colunar abundantemente ramificado e com flores brancas. Os frutos s&atilde;o grandes, avermelhados com polpa branca provida de muitas sementes ins&iacute;pidas, por&eacute;m, comest&iacute;veis (Gomes, 1973). A fam&iacute;lia das cact&aacute;ceas est&aacute; adaptada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de intenso xerofitismo e caracterizam a paisagem vegetal das regi&otilde;es mais secas da Am&eacute;rica Intertropical. S&atilde;o plantas suculentas com talos carnosos, roli&ccedil;os ou aplanados, de folhas caducas ou completamente ausentes (Gola, 1965).</p>     <p>Segundo Rocha e Agra (2002) esta planta atinge de 3 a 7 m de altura e possui caule cheio de espinhos r&iacute;gidos, com grande quantidade de &aacute;gua. &Eacute; utilizada como planta ornamental e ainda serve para alimenta&ccedil;&atilde;o de bovinos, caprinos e ovinos, principalmente na &eacute;poca de estiagem. De acordo com Braga (1960) os art&iacute;culos novos do mandacaru servem, depois de queimados, de alimento para o gado. O fruto &eacute; uma baga, ov&oacute;ide, com aproximadamente 12 cm de comprimento, vermelho, carnoso, de polpa branca, com in&uacute;meras sementes pretas e bem pequenas. As flores noturnas s&atilde;o visitadas por mariposas e morcegos, de janeiro a agosto.</p>     <p>O combate &agrave; fome nas popula&ccedil;&otilde;es carentes tem merecido estudos em in&uacute;meros pa&iacute;ses, inclusive no Brasil, direcionado ao aproveitamento dos recursos obtidos nas pr&oacute;prias regi&otilde;es, os quais, al&eacute;m de prescindir de transporte a longas distâncias, se beneficiam do princ&iacute;pio da vantagem comparativa. Esta pr&aacute;tica se disseminou no Brasil a partir do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 80, principalmente para grupos considerados biossocialmente vulner&aacute;veis, como crian&ccedil;as e gestantes (Santos; Lima; Passos, 2001).</p>     <p>Alguns estudos sobre a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e a digestibilidade in vitro do mandacaru (fonte forrageira) foi realizado por Ara&uacute;jo (2004); no entanto, poucos s&atilde;o os estudos encontrados na literatura sobre os frutos desta planta, que apesar de serem encontrados em grandes quantidades de fevereiro a setembro, n&atilde;o s&atilde;o explorados comercialmente, ocorrendo seu desperd&iacute;cio ou, ent&atilde;o, sendo utilizados, quando muito, na elabora&ccedil;&atilde;o de doces e gel&eacute;ias.</p>     <p>Awad (1993) afirma que o conhecimento de algumas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e f&iacute;sicoqu&iacute;micas de frutos s&atilde;o indispens&aacute;veis para a determina&ccedil;&atilde;o do est&aacute;dio de amadurecimento mais adequado para a colheita desses produtos, como o mandacaru.</p>     <p>Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas da polpa e da casca do fruto do mandacaru oriundos do vale do Curu-CE, visando ao seu melhor aproveitamento.</p>     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">Materiais e m&eacute;todos</font></center></b></p>     <p>Os ensaios foram conduzidos no Laborat&oacute;rio de Fisiologia e Tecnologia P&oacute;s-Colheita, da Embrapa Agroind&uacute;stria Tropical (CNPAT), Fortaleza-CE. Foi utilizada como mat&eacute;riaprima frutos de mandacaru (<i>Cereus jamacaru</i> P.) provenientes da regi&atilde;o do vale do Curu, localizado no munic&iacute;pio de Pentecoste-CE, colhidos no primeiro trimestre de 2007. Os frutos escolhidos para as an&aacute;lises f&iacute;sico-qu&iacute;micas foram aqueles considerados maduros (em pleno amadurecimento) e firmes (<a href="img/revistas/acag/v58n4/v58n4a03f1.JPG" target="blank">Figura 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi recebido no laborat&oacute;rio cerca de 2 kg da mat&eacute;ria-prima, que foi direcionada para a etapa de pr&eacute;-limpeza. A pr&eacute;-limpeza foi realizada lavando-se o material em &aacute;gua corrente e em seguida com aplica&ccedil;&atilde;o de detergente l&iacute;quido e o uso de esponja. Em seguida foi realizado o processo de sanitiza&ccedil;&atilde;o, imergindo os frutos de mandacaru em uma solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 250 ppm durante 15 min. Posteriormente, foram enxaguados em &aacute;gua corrente para elimina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de cloro e colocados para drenar o excesso de &aacute;gua antes do processo de despolpamento.</p>     <p>Efetuada a limpeza e a sanitiza&ccedil;&atilde;o, o material foi encaminhado para o processo de descascamento manual para separar a casca e a polpa. Estes dois tipos de materiais foram triturados, individualmente, em liquidificador at&eacute; a total homogeneiza&ccedil;&atilde;o. Depois de processados, a casca e a polpa, foram acondicionadas em embalagens pl&aacute;sticas com cerca de 200 g de polpa e 150 g de casca, de cada material. Logo em seguida, as amostras embaladas foram colocadas em geladeira dom&eacute;stica a 15 &deg;C, para obter congelamento r&aacute;pido at&eacute; o momento da realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises.</p>     <p>As amostras (casca e polpa) foram descongeladas e caracterizadas quanto &agrave;s an&aacute;lises f&iacute;sico-qu&iacute;micas, realizadas em quadruplicata. O pH foi determinado pelo m&eacute;todo potenciom&eacute;trico em pHmetro da marca Tecnal, calibrado com solu&ccedil;&otilde;es tamp&otilde;es de pH 4 e 7. Os s&oacute;lidos sol&uacute;veis (SS) foram determinados por leitura direta da amostra em refratômetro do tipo Atago, com as leituras expressas em Brix.</p>     <p>Os a&ccedil;&uacute;cares redutores (%) foram extra&iacute;dos pelo m&eacute;todo de DNS (&aacute;cido 3,5-dinitro salic&iacute;lico), segundo m&eacute;todo de Lane-Enyon, de acordo com a t&eacute;cnica preconizada pelo Instituto Adolfo Lutz (1985). O teor de &aacute;cido asc&oacute;rbico seguiu a metodologia da AOAC (1997), a qual se baseia na redu&ccedil;&atilde;o do 2,6- diclorofenol indofenol-s&oacute;dio (DFI) pelo &aacute;cido asc&oacute;rbico, modificada por Benassi e Antunes (1998), que utiliza como solu&ccedil;&atilde;o extratora o &aacute;cido ox&aacute;lico.</p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foi realizada utilizando-se o programa computacional Stast em delineamento experimental inteiramente casualizado com a compara&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dias pelo teste de Tukey.</p>     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">Resultados e discuss&atilde;o</font></center></b></p>     <p>Na <a href="#Figura 2">Figura 2</a> s&atilde;o apresentados os valores de pH da polpa e da casca de frutos de mandacaru. Verifica-se que valores do pH das amostras apresentaram diferen&ccedil;a significativa ao n&iacute;vel de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey, sendo o pH da casca maior que o da polpa. Lima et al. (2005) determinaram para a polpa do facheiro pH variando de 4.69 a 4.98, estando na mesma faixa do pH da polpa de mandacaru. Baseado na classifica&ccedil;&atilde;o de Baruffaldi e Oliveira (1998) a polpa e casca de frutos de mandacaru s&atilde;o considerados como produtos pouco &aacute;cidos (pH acima de 4.5) e &aacute;cidos (pH entre 3.7 e 4.5), respectivamente. Ainda segundo esses pesquisadores o valor do pH interfere de maneira significativa no desenvolvimento de microrganismos, e nos produtos pouco &aacute;cidos s&atilde;o suscept&iacute;veis ao crescimento de cepas de <i>Clostridium botulinum</i> que podem produzir toxinas, requerendo tratamento t&eacute;rmico de 115.5 &deg;C, ou maior, para obter controle dos microrganismos.</p>     <p>    <center><a name="Figura 2"><img src="img/revistas/acag/v58n4/v58n4a03f2.JPG"></a></center></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Oliveira et al. (2004) estudando as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos frutos do mandacaru obtiveram maiores teores de pH (4.52) quando comparado com os valores obtidos neste trabalho. Essas diferen&ccedil;as podem ser atribu&iacute;das ao tipo de fruto e &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas do ano em que foram coletados.</p>     <p>As m&eacute;dias referentes aos teores de &aacute;cido asc&oacute;rbico (<a href="#Figura 3">Figura 3</a>) foram maiores na polpa que na casca. Verificou-se que a quantidade de &aacute;cido asc&oacute;rbico existente na polpa apresentou m&eacute;dia superior a quantidade existente na casca. Oliveira et al. (2004) estudaram as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas da polpa do fruto do mandacaru do munic&iacute;pio de Queimadas, PB e verificaram que ela &eacute; semi-&aacute;cida e pobre em &aacute;cido asc&oacute;rbico. Valores baixos de &aacute;cido asc&oacute;rbico tamb&eacute;m foram verificados para a ora-pro-nobis (<i>Pereskia aculeata</i>) com cerca de 2 mg/100 g para os frutos (Morton, 2004). Cantwell (2001) obteve para o clad&oacute;dio da palma teor de &aacute;cido asc&oacute;rbico de 11mg/100 g e Lima et al. (2005) determinaram valores variando de 0.34 a 1 mg/100 g em polpas de facheiro.</p>     <p>    <center><a name="Figura 3"><img src="img/revistas/acag/v58n4/v58n4a03f3.JPG"></a></center></p>     <p>Tem-se na <a href="#Figura 4">Figura 4</a> os resultados referentes aos s&oacute;lidos sol&uacute;veis das amostras de frutos de mandacaru. Constata-se diferen&ccedil;a significativa entre os valores dos SS, com o teor de SS da polpa mais de 100% superior ao determinado na casca. Embora, a polpa de mandacaru tenha apar&ecirc;ncia semelhante &agrave; polpa de alguns frutos tropicais, seu teor de SS &eacute; superior ao valor m&iacute;nimo de padr&atilde;o de qualidade exigido pela legisla&ccedil;&atilde;o vigente (Brasil, 2000), que &eacute; de 7 e 10 &deg;Brix, respectivamente, o que n&atilde;o ocorreu com os valores observados na casca, que apresentou baixos teor de s&oacute;lidos sol&uacute;veis, semelhantes ao do mandacaru foram verificados por Lima et al. (2005) para o facheiro (3.13 a 4.26 &deg;Brix).</p>     <p>    <center><a name="Figura 4"><img src="img/revistas/acag/v58n4/v58n4a03f4.JPG"></a></center></p>     <p>Baseado no teor de SS de mandacaru pode-se estimar a quantidade de sacarose a ser adicionada para produzir doces ou similares, uma vez que a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira estabelece para frutas em calda concentra&ccedil;&otilde;es de SS variando entre 14 &deg;Brix e 40 &deg;Brix e os produtos com concentra&ccedil;&otilde;es maiores s&atilde;o registrados como doces (Torrezan, 2003). Os teores de s&oacute;lidos sol&uacute;veis da polpa dos frutos do mandacaru foram maiores que os encontrados nos frutos de algumas cultivares de goiabeiras estudadas, indicando que estes frutos podem ser utilizados no fabrico de doce tipo pasta e gel&eacute;ias.</p>     <p>Na <a href="#Figura 5">Figura 5</a> encontram-se os valores de a&ccedil;&uacute;cares redutores (%) da polpa e da casca de frutos de mandacaru. Comparando-se os resultados obtidos na polpa e na casca, constataram-se diferen&ccedil;as de 5.76% e 1.53%, respectivamente. Oliveira et al. (2004) estudando as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos frutos do mandacaru obteve menor teor de a&ccedil;&uacute;cares redutores na polpa e maior na casca quando comparado com o valor obtido neste trabalho, que foi de 0.2110 (% &aacute;cido c&iacute;trico) e 9.54 (% glicose), respectivamente. Essas diferen&ccedil;as podem ser atribu&iacute;das ao tipo de fruto e &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas do ano em que foram coletados, indicando que estes valores est&atilde;o abaixo aos de algumas frutas como o lim&atilde;o (8.1%) e o mam&atilde;o (8.3%) de acordo com a Tabela de composi&ccedil;&atilde;o de alimentos (IBGE, 1977).</p>     <p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<center><a name="Figura 5"><img src="img/revistas/acag/v58n4/v58n4a03f5.JPG"></a></center></p>     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">Conclus&otilde;es</font></center></b></p> <ul>     <li>Os valores m&eacute;dios de pH dos frutos de mandacaru demonstram, que esses frutos apresentam melhores caracter&iacute;sticas com rela&ccedil;&atilde;o ao processamento, armazenamento e conserva&ccedil;&atilde;o. A polpa e a casca apresentaram pH em n&iacute;veis semelhantes aos reportados para algumas hortali&ccedil;as e frutas.</li>     <li>A polpa de mandacaru apresentou valores de s&oacute;lidos sol&uacute;veis totais (&deg;Brix) e &aacute;cido asc&oacute;rbico superiores &agrave; casca.</li>     <li>Os teores de &aacute;cido asc&oacute;rbico para polpa e casca foram muito expressivos, com valores de 100 mg/100 g e 80 mg/100g, respectivamente.</li>     <li>Os frutos do mandacaru em estudo, provenientes do vale do Curu-CE, apresentaram caracter&iacute;sticas adequadas para o consumo <i>in natura</i>, bem como para o processamento industrial.</li>     </ul>     <p><b>    <center><font face="verdana" size="3">References</font></center></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>AOAC. Association Of Official Analytical Chemists. 1997. Official methods of analysis of AOAC international. 16th ed. Gaithersburg: AOAC. 1141 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0120-2812200900040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, L. F. 2004. Enriquecimento Prot&eacute;ico do Mandacaru sem Espinhos (<i>Cereus jamacaru</i> P.DC.) e da Palma Forrageira (<i>Opuntia F&iacute;cus-&iacute;ndica Mill</i>) em Meio Semi-S&oacute;lido por Processo Biotecnol&oacute;gico. (Tese de doutorado) - Campina Grande: Universidade Federal de Campina Grande, UFCG. 175 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0120-2812200900040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Awad, M. 1993. Fisiologia P&oacute;s-Colheita de Frutos. S&atilde;o Paulo: Nobel, 114 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0120-2812200900040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baruffaldi, R. e Oliveira, M. N. 1998. Fatores que condicionam a estabilidade de alimentos. p. 13-25. Fundamentos de tecnologia de alimentos. S&atilde;o Paulo: Atheneu, v. 3, cap. 2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0120-2812200900040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benassi, M. T. e Antunes, A. J. A. 1998. Comparison of meta-phosphoric and oxalic acids as extractant solutions for determination of vitamin C in selected vegetables. Arq. Biol. Tecnol, 31(4):507.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0120-2812200900040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Braga, R. 1960. Plantas do Nordeste, especialmente do cear&aacute;. Fortaleza: ESAM, 540 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0120-2812200900040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. 2000. Estabelece o regulamento t&eacute;cnico para a fixa&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de identidade e qualidade para a polpa de fruta. Instru&ccedil;&atilde;o normativa no. 1, de 7 de janeiro de 2000. <i>Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil</i>, Poder Executivo, Bras&iacute;lia, DF, 10 jan. Se&ccedil;&atilde;o 1, no. 6, p. 54-58.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0120-2812200900040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cantwell, M. 2001. Manejo p&oacute;s-colheita de frutas e verduras de palma forrageira. Agroecologia, cultivo e usos da palma forrageira. Paraiba: SEBRAE/PB. p. 20-27.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0120-2812200900040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gola, G. Negri, J; e Capalletti, C. 1965. Tratado de Botânica. 2. ed. Barcelona: Labor. 160 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0120-2812200900040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, P. 1973. Forragens fartas na seca. S&atilde;o Paulo: Nobel. 236p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0120-2812200900040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Adolfo Lutz. 1985. Normas anal&iacute;ticas do Instituto Adolfo Lutz: m&eacute;todos f&iacute;sicos e qu&iacute;micos para an&aacute;lise de alimentos. 3. ed. S&atilde;o Paulo: IAL, 1:533.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0120-2812200900040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. 1977. Tabela de composi&ccedil;&atilde;o dos alimentos. Rio de Janeiro. 202 p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0120-2812200900040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lima, E. E.; Queiroz, A. J. M.; Figueiredo, R. M. F.; e Silva, A. S. 2005. Estudo das polpas do facheiro em fun&ccedil;&atilde;o da parte do ramo. Congresso Brasileiro de Engenharia Agr&iacute;cola, 34; 2005. Anais... Jaboticabal: Sociedade Brasileira de Engenharia Agricola, CD Rom.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0120-2812200900040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Morton, J. F. 2004.. Barbados gooseberry. Fruits of warm climates. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hort.purdue.edu/newcrop" target="blank">http://www.hort.purdue.edu/newcrop</a>>. Acesso em: 7 de julho.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0120-2812200900040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, F. M. N.; Alexandre, H. V.; Figueiredo, R. M. F.; Queiroz, A. J. M.; e Oliveira, A. R. 2004. Caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas da polpa e casca do fruto do mandacaru. En: XIX Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia de Alimentos, 2004, Recife. Anais... Recife: Centro de Conven&ccedil;&otilde;es de Pernambuco, 7 a 10 de setembro, (CD).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0120-2812200900040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rocha, E. A e Agra, M. F. 2002. Flora do pico do jabre, Brasil: Cacteceae juss. Acta Botânica Bras&iacute;lica. 16:15-21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0120-2812200900040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, L. A. S.; Lima, A. M. P.; e Passos, I. V. 2001. Use and perceptions of alternative food in the state of Bahia: a preliminary study. Rev Nut. 14:35 - 40.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0120-2812200900040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Torrezan, R. 2003. Processo de produ&ccedil;&atilde;o. Iniciando um pequeno grande neg&oacute;cio agroindustrial: frutas em calda, gel&eacute;ias e doces. Bras&iacute;lia. Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, Embrapa. p. 11-84.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0120-2812200900040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>1 Ing. Agrônomo, M.Sc. Ph.D. em Fitotecnia     <br>2 Ing. Agrônomo, M. Sc. Especializa&ccedil;&atilde;o em Citricultura, Ph.D. em Ci&ecirc;ncias dos Alimentos. </font>     ]]></body>
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