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<article-id pub-id-type="doi">10.15446/acag.v63n4.39111</article-id>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Uso medicinal do óleo de copaíba (Copaifera sp.) por pessoas da melhor idade no município de Presidente Médici, Rondônia, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Brazil is the largest producer of extracted oil from &#39;copaíba&#39; Copaifera sp. (Caesalpiniaceae), one of the most studied medicinal plants in the world, found mainly in the Amazon region. Ethnobotany approach can facilitate selection on potentially active species used by the local people, opening doors for the development of new drugs, in which can have assessment a higher number of people. Then, in this study the medicinal use of &#39;copaíba&#39; oil by better age people of Presidente Médici, Rondônia State (Brazilian Amazon) was characterized, since there is a lack of data on the use of this plant for such purposes in the region. Ethnobotanical data were collected through semi-structured interviews from 27 persons by using the "snowball" technique for the indication of new respondents. The main ethnopharmacological use found were treatment of infections (63&#37;), wound healing (48&#37;), tetanus prevention (18.5&#37;) and antitumoral agent (11&#37;). The stem-bark tea was recommended for washing and cleansing wounds and as a blood depurative (11&#37;). Therefore, the plant is widely used among the better age people of that municipality owing to its medicinal characteristics, what draws attention to the need for studies to scientifically confirm its therapeutic efficacy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">    <p>Doi: <a href="http://dx.doi.org/10.15446/acag.v63n4.39111" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15446/acag.v63n4.39111</a></p> <hr>     <p><b><i>Fitomejoramiento y Recursos Gen&eacute;ticos</i></b></p> <hr>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="4">Uso medicinal do &oacute;leo de copa&iacute;ba (<i>Copaifera</i> sp.) por pessoas da melhor idade no munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici, Rond&ocirc;nia, Brasil</font></b></p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Medical use of copaiba (<i>Copaifera</i> sp.) oil by better age people of Presidente M&eacute;dici municipality, Rond&ocirc;nia, Brazil</font></b></p>     <p align="center"><i>Santina Rodrigues Santana<sup>1*</sup>, Rute Bianchini-Pontuschka<sup>1</sup>, Fernanda Bay Hurtado<sup>1</sup>, Cristiana Aparecida de Oliveira<sup>1</sup>, Lucinei Pereira Rodrigues Melo<sup>1</sup> y Geovanni Jesus dos Santos<sup>1</sup></i></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal de Rond&ocirc;nia, Campus de Presidente M&eacute;dici, Rua da Paz, 4376, Bairro Lino Alves Teixeira, CEP:76.916-000, Presidente M&eacute;dici, Rond&ocirc;nia, Brasil. *Autor para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:santina@unir.br">santina@unir.br</a></p>     <p align="right">Rec.: 30.07.2013 Acep.: 22.05.2014</p>     <p align="center"><b>Resumo</b></p>     <p>O Brasil &eacute; o maior produtor do &oacute;leo extra&iacute;do da <i>Copaifera</i> sp. (Caesalpiniaceae), uma das plantas medicinais mais estudadas do mundo, encontrada principalmente na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica. Uma abordagem etnobot&acirc;nica sobre plantas medicinais pode facilitar a sele&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies potencialmente ativas e utilizadas pela popula&ccedil;&atilde;o de determinada regi&atilde;o, abrindo portas para o desenvolvimento de novos medicamentos, aos quais poder&atilde;o ter acesso um maior n&uacute;mero de pessoas. Desta forma, neste trabalho foi caracterizado o uso medicinal do &oacute;leo de copa&iacute;ba junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o da melhor idade do munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici, Estado de Rond&ocirc;nia, na Amaz&ocirc;nia brasileira, j&aacute; que faltam dados quanto ao emprego dessa planta com tal finalidade nessa regi&atilde;o. As informa&ccedil;&otilde;es etnobot&acirc;nicas foram obtidas atrav&eacute;s de entrevistas semiestruturadas aplicadas a 27 pessoas, utilizando a t&eacute;cnica &#34;bola de neve&#34; para incluir participantes. As indica&ccedil;&otilde;es etnofarmacol&oacute;gicas levantadas quanto ao &oacute;leo foram: tratamento de infe&ccedil;&otilde;es (63%); cicatrizante (48%); antitet&acirc;nico (18.5%) e antitumoral (11%). O ch&aacute; da casca do caule foi recomendado por 11% dos entrevistados para lavagem de ferimentos e como depurativo sangu&iacute;neo. Portanto, esta planta &eacute; muito usada entre pessoas da melhor idade daquele munic&iacute;pio por seu car&aacute;ter medicinal, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de estudos que confirmem cientificamente sua efic&aacute;cia terap&ecirc;utica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras chave:</b> Etnobot&acirc;nica, antimicrobiano, cicatrizante, anti-inflamat&oacute;rio, plantas medicinais.</p>     <p align="center"><b>Abstract</b></p>     <p>Brazil is the largest producer of extracted oil from &#39;copa&iacute;ba&#39; <i>Copaifera</i> sp. (Caesalpiniaceae), one of the most studied medicinal plants in the world, found mainly in the Amazon region. Ethnobotany approach can facilitate selection on potentially active species used by the local people, opening doors for the development of new drugs, in which can have assessment a higher number of people. Then, in this study the medicinal use of &#39;copa&iacute;ba&#39; oil by better age people of Presidente M&eacute;dici, Rond&ocirc;nia State (Brazilian Amazon) was characterized, since there is a lack of data on the use of this plant for such purposes in the region. Ethnobotanical data were collected through semi-structured interviews from 27 persons by using the &#34;snowball&#34; technique for the indication of new respondents. The main ethnopharmacological use found were treatment of infections (63%), wound healing (48%), tetanus prevention (18.5%) and antitumoral agent (11%). The stem-bark tea was recommended for washing and cleansing wounds and as a blood depurative (11%). Therefore, the plant is widely used among the better age people of that municipality owing to its medicinal characteristics, what draws attention to the need for studies to scientifically confirm its therapeutic efficacy.</p>     <p><b>Key words:</b> ethnobotany, antimicrobial, wound healing, anti-inflammatory, medicinal plants</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p>A pr&aacute;tica da utiliza&ccedil;&atilde;o de plantas com finalidade medicinal &eacute; bastante antiga e perpetua-se ao longo da hist&oacute;ria da humanidade, especialmente entre as pessoas da melhor idade (idosos). A etnobot&acirc;nica &eacute; a ci&ecirc;ncia que estuda a intera&ccedil;&atilde;o homem-planta e busca, entre outros, o resgate de conhecimentos transmitidos de uma gera&ccedil;&atilde;o a outra. Como nem sempre o acesso aos medicamentos industrializados e servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; poss&iacute;vel &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es economicamente desfavorecidas, &eacute; natural o movimento destas em busca de plantas medicinais, muitas vezes de f&aacute;cil obten&ccedil;&atilde;o e com tradi&ccedil;&atilde;o de serem ben&eacute;ficas e seguras.</p>     <p>Dentre as plantas medicinais mais estudadas do mundo encontram-se as pertencentes ao g&ecirc;nero <i>Copaifera</i>, as copaibeiras, t&iacute;picas das regi&otilde;es Sudeste, Centro-Oeste e Amaz&ocirc;nica do Brasil, que possuem tamb&eacute;m import&acirc;ncia madeireira e ornamental (Reis <i>et al</i>, 2012). As copaibeiras s&atilde;o &aacute;rvores com altura de 10 a 40 metros, com folhagem densa e constitu&iacute;da de folhas compostas pinadas alternas (Lorenzi e Matos, 2002). Os frutos s&atilde;o do tipo legume bivalvo, secos deiscentes; sementes pretas envoltas por arilo amarelo (<a href="#Figura 1">Figura 1a</a> y <a href="#Figura 1">Figura 1b</a>).</p>     <p align="center"><a name="Figura 1"><img src="img/revistas/acag/v63n4/v63n4a08f1.jpg"></a></p>     <p>Atrav&eacute;s de incis&atilde;o no tronco da copa&iacute;ba extrai-se um produto chamado &#34;b&aacute;lsamo&#34;, &#34;&oacute;leo-resina&#34; ou &#34;&oacute;leo de copa&iacute;ba&#34; (<a href="#Figura 1">Figura 1c</a> y <a href="#Figura 1">Figura 1d</a>). Trata-se de um l&iacute;quido transparente, viscoso, de sabor amargo, de amplo e tradicional emprego medicinal popular como anti-inflamat&oacute;rio, antiss&eacute;ptico, cicatrizante, antimicrobiano, al&eacute;m de outras indica&ccedil;&otilde;es. O Brasil &eacute; o maior produtor e exportador do &oacute;leo de copa&iacute;ba e a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica &eacute; a principal fornecedora (Masson, 2011).</p>     <p>Estudos que buscam conhecer os princ&iacute;pios ativos do &oacute;leo indicam que h&aacute; variabilidade natural na composi&ccedil;&atilde;o qualitativa e quantitativa daqueles em virtude da heterogeneidade das esp&eacute;cies de copa&iacute;ba, al&eacute;m da influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es de solo e clima. Pieri <i>et al</i>. (2012) tamb&eacute;m apontam para o fato de muitas vezes o produto ser obtido simultaneamente de v&aacute;rias esp&eacute;cies de <i>Copaifera</i>, o que certamente dificultaria o estabelecimento de uma identidade composicional de acordo com a esp&eacute;cie.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudiosos apontam sesquiterpenos e diterpenos como os componentes predominantes e respons&aacute;veis pela atividade biol&oacute;gica do &oacute;leo (Veiga Jr. <i>et al</i>, 2005). Montes <i>et al</i>. (2012) advertem a respeito da citotoxicidade do produto, ainda por ser esclarecida. Assim, &eacute; certo que h&aacute; necessidade de estudos para se descobrir o verdadeiro potencial terap&ecirc;utico da planta.</p>     <p>As observa&ccedil;&otilde;es populares sobre a efic&aacute;cia das plantas medicinais certamente contribuem para a divulga&ccedil;&atilde;o das virtudes terap&ecirc;uticas dos vegetais. Assim, a import&acirc;ncia da copa&iacute;ba aliada &agrave; falta de dados sobre seu uso no munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici, Estado de Rond&ocirc;nia, na Amaz&ocirc;nia brasileira, torna relevante o conhecimento do emprego popular medicinal dessa planta naquela regi&atilde;o.</p>     <p>Pelo exposto, o trabalho objetivou caracterizar a utiliza&ccedil;&atilde;o da copa&iacute;ba (em especial o &oacute;leo) como produto medicinal junto a habitantes de melhor idade do munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici, j&aacute; que na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica h&aacute; enorme riqueza cultural proveniente do conhecimento popular.</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Material e M&eacute;todos</font></b></p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici ocupa uma &aacute;rea de 1.758 Km<sup>2</sup>. Est&aacute; localizado a uma latitude de 11&deg;10&#39;33&#34; S e a uma longitude de 61&deg;54&#39;03&#34; W, a uma altitude de 185 metros acima do n&iacute;vel do mar (<a href="#Figura 2">Figura 2</a>).</p>     <p align="center"><a name="Figura 2"><img src="img/revistas/acag/v63n4/v63n4a08f2.jpg"></a></p>     <p>O clima, segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de K&ouml;open &eacute; do tipo Am (clima de mon&ccedil;&atilde;o), com m&eacute;dias anuais de temperatura de 24.5&deg;C, precipita&ccedil;&atilde;o entre 2.000 e 2.500 mm e umidade relativa do ar de 89%. O solo predominante &eacute; o podz&oacute;lico vermelho-amarelo, de textura m&eacute;dia. A vegeta&ccedil;&atilde;o do tipo floresta sub-caducif&oacute;lia, amaz&ocirc;nica, com pequenas manchas de cerrado nos altiplanos e floresta aberta. Atualmente existem poucos remanescentes de florestas e cerrados, com o predom&iacute;nio de pastagens e presen&ccedil;a de &aacute;reas para lavouras, com resqu&iacute;cios da cobertura vegetal natural somente nas &aacute;reas de matas ciliares.</p>     <p>Sua popula&ccedil;&atilde;o estimada pelo IBGE (IBGE, 2013) era de 23.017 (vinte e tr&ecirc;s mil e dezessete) habitantes. Segundo informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pela Secretaria de Assist&ecirc;ncia Municipal de Presidente M&eacute;dici, h&aacute; atualmente 108 idosos cadastrados e que recebem benef&iacute;cios desta institui&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m n&atilde;o h&aacute; dados oficiais quanto ao n&uacute;mero total de idosos no munic&iacute;pio.</p>     <p>O processo de coloniza&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio &eacute; relativamente recente, expandindo-se a partir da d&eacute;cada de 70, com a migra&ccedil;&atilde;o de pessoas oriundas especialmente das regi&otilde;es Sul e Sudeste do Brasil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Coleta dos dados etnobot&acirc;nicos e an&aacute;lises dos dados</b></p>     <p>O trabalho de campo para a coleta das informa&ccedil;&otilde;es etnobot&acirc;nicas sobre o uso do &oacute;leo de copa&iacute;ba (<i>Copaifera</i> sp.) foi realizado no per&iacute;odo de mar&ccedil;o a maio de 2012, atrav&eacute;s de entrevistas semi estruturadas. O grupo escolhido foi selecionado por meio de amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica de sele&ccedil;&atilde;o racional, na qual um grupo espec&iacute;fico &eacute; selecionado. Dentro do grupo a ser pesquisado a amplia&ccedil;&atilde;o da amostra foi feita utilizando-se o m&eacute;todo &#34;bola de neve&#34;. Este m&eacute;todo consiste em que um informante indique uma ou mais pessoas que ele acredita ter experi&ecirc;ncia ou conhecimento sobre o assunto abordado (Albuquerque e Lucena, 2004).</p>     <p>A primeira entrevista foi marcada com uma pessoa de melhor idade e esta por sua vez indicou outra, e assim sucessivamente. Durante as entrevistas os informantes fizeram relatos dos conhecimentos que detinham sobre a esp&eacute;cie como as doen&ccedil;as que podem ser tratadas, as partes da planta utilizadas, as formas de preparo como medicamento, e como obtiveram o aprendizado do uso da planta.</p>     <p>Para an&aacute;lise dos resultados, foi elaborada uma base de dados com as informa&ccedil;&otilde;es obtidas. Esses dados foram analisados utilizando o programa Excel, uma vez que o trabalho se inclui dentro da etnobotanica descritiva, e n&atilde;o etnobot&acirc;nica quantitativa.</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Resultados e discuss&atilde;o</font></b></p>     <p>Dos 23.017 (vinte e tr&ecirc;s mil e dezessete) habitantes, 108 de melhor idade est&atilde;o cadastrados no munic&iacute;pio. Destes, foram entrevistados 25%, na faixa et&aacute;ria entre 60 e 90 anos. Todos s&atilde;o provenientes de outros Estados e regi&otilde;es brasileiras, e 94% vivem no munic&iacute;pio h&aacute; mais de vinte anos. A maioria dos informantes &eacute; natural de Minas Gerais (regi&atilde;o Sudeste) e Paran&aacute; (regi&atilde;o Sul), 29% cada um, um total de 58%. Os 42% restantes est&atilde;o distribu&iacute;dos entre os Estados da Bahia (regi&atilde;o Nordeste), S&atilde;o Paulo, Esp&iacute;rito Santo (regi&atilde;o Sudeste) e Goi&aacute;s (regi&atilde;o Centro Oeste).</p>     <p>Estes dados mostram que o &oacute;leo tamb&eacute;m &eacute; utilizado em outras regi&otilde;es do pa&iacute;s; al&eacute;m disso, evidenciam que o conhecimento tradicional &eacute; transmitido de forma pr&aacute;tica, atrav&eacute;s do uso.</p>     <p>A transmiss&atilde;o do conhecimento entre gera&ccedil;&otilde;es sobre a utilidade dessa planta foi comprovada por 94% dos entrevistados, que disseram ter aprendido &#34;com pessoas mais velhas&#34;, da pr&oacute;pria fam&iacute;lia ou n&atilde;o. Os demais ouviram a respeito por parte de vendedores do &oacute;leo de copa&iacute;ba, uma vez que &eacute; um dos produtos mais comuns entre os oferecidos em estabelecimentos do g&ecirc;nero.</p>     <p>Dentre os entrevistados, 35% n&atilde;o conhecem a planta propriamente dita, mas t&ecirc;m ci&ecirc;ncia de seu potencial medicinal, de modo que todos fazem ou fizeram uso do &oacute;leo da copa&iacute;ba. O ch&aacute; preparado com a casca (<a href="#Figura 1">Figura 1e</a>) da planta foi citado por 11% dos idosos. Veiga Jr. e Pinto (2002), em ampla revis&atilde;o, registraram o consumo desse ch&aacute; em popula&ccedil;&otilde;es da Amaz&ocirc;nia brasileira, venezuelana e colombiana como anti-hemorroidal, purgativo, e para o tratamento de mol&eacute;stias pulmonares e asma. No presente estudo, constatou-se seu emprego para lavar ferimentos (resposta dada por 6% dos informantes).</p>     <p>O uso do &oacute;leo para tratamento de infec&ccedil;&otilde;es (garganta, ouvido, urin&aacute;ria e dent&aacute;ria) foi feito por 47% dos entrevistados. Tal uso tem fundamento, pois a a&ccedil;&atilde;o antimicrobiana desse produto j&aacute; foi evidenciada por autores como Masson (2011), que comprovaram esse efeito contra bact&eacute;rias gram-positivas. J&aacute; Pieri <i>et al</i>. (2012) obtiveram resultado tamb&eacute;m contra tr&ecirc;s bact&eacute;rias gram-negativas. Esses autores reportam que as diferen&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo certamente interferem na sua efic&aacute;cia, explicando as varia&ccedil;&otilde;es nos resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um percentual de 41% dos idosos refere-se ao &oacute;leo como cicatrizante, indicando aplica&ccedil;&atilde;o direta no local afetado, inclusive na regi&atilde;o umbilical de rec&eacute;m-nascidos. Resultados promissores neste aspecto foram observados por Masson (2011) em &uacute;lceras cut&acirc;neas em ratos e coelhos.</p>     <p>Foi mencionado ainda o consumo tendo em vista tratamento contra c&acirc;ncer (11.7%) e t&eacute;tano (17.6%). Montes <i>et al</i>. (2012) mencionaram que h&aacute; comprova&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o antitet&acirc;nica desse &oacute;leo. Yamaguchi e Garcia (2012) revisaram sobre as propriedades medicinais da copa&iacute;ba e, com base nos estudos mencionados, a atividade antitumoral tamb&eacute;m est&aacute; elencada entre os benef&iacute;cios por ela proporcionados, com diferentes relatos de a&ccedil;&atilde;o inibit&oacute;ria no crescimento de tumores. Por&eacute;m, mais uma vez, os mecanismos de a&ccedil;&atilde;o carecem ser esclarecidos.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posologia, os entrevistados disseram ingerir de uma a tr&ecirc;s gotas na forma pura (76%) ou misturada a outro alimento como leite, caf&eacute;, ch&aacute; ou p&atilde;o (24%). Nas respostas foi comum usarem express&otilde;es como &#34;bem pouquinho&#34;, &#34;bem pouco&#34;, &#34;muito pode fazer mal&#34;. A preocupa&ccedil;&atilde;o dos entrevistados quanto ao uso em baixas doses &eacute; sustentada por estudos revisados por Yamaguchi e Garcia (2012), que descrevem irrita&ccedil;&otilde;es gastrointestinais, v&ocirc;mitos, n&aacute;useas, sialorr&eacute;ia, diarr&eacute;ia e depress&atilde;o do sistema nervoso central diante de doses elevadas.</p>     <p>Para aquisi&ccedil;&atilde;o do produto, 47% dos entrevistados informaram que compram o &oacute;leo de copa&iacute;ba, 29% que o extraem diretamente da planta e 24% declararam que o recebem como doa&ccedil;&atilde;o. Um dos informantes afirmou que durante a extra&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo &#34;n&atilde;o se pode conversar, a pessoa tem que estar sozinha&#34;. A desconfian&ccedil;a quanto &agrave; legitimidade do &oacute;leo comprado de terceiros foi manifesta por alguns, pois &#34;n&atilde;o foi t&atilde;o bom&#34;, acreditando eles que havia &#34;mistura&#34;. Veiga Jr <i>et al</i>. (2005) informam em sua revis&atilde;o que a adi&ccedil;&otilde;es de outros &oacute;leos de valor inferior s&atilde;o comuns na regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica e podem ser detectadas atrav&eacute;s de m&eacute;todos espec&iacute;ficos al&eacute;m, &eacute; claro, da interfer&ecirc;ncia da varia&ccedil;&atilde;o natural dos princ&iacute;pios ativos.</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Conclus&atilde;o</font></b></p> <ul>     <li>Os dados obtidos indicam que o &oacute;leo de copa&iacute;ba &eacute; conhecido e utilizado por seu car&aacute;ter medicinal entre pessoas da melhor idade do munic&iacute;pio de Presidente M&eacute;dici, na Amaz&ocirc;nia brasileira. Entretanto, a despeito das indica&ccedil;&otilde;es etnofarmacol&oacute;gicas, essa planta carece de estudos que visem confirmar cientificamente sua efic&aacute;cia terap&ecirc;utica em humanos, j&aacute; que em animais proporcionam resultados bastante promissores.</li>     </ul>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Agradecimientos</font></b></p>     <p>Ao sr. Clemente Pereira dos Santos, Maur&iacute;lio Pereira dos santos e Maur&iacute;cio Pereira dos Santos, pelas informa&ccedil;&otilde;es e colabora&ccedil;&atilde;o prestada aos autores deste trabalho; a todas as pessoas que concederam entrevistas, e ao sr. Maigon Nacib Pontuschka, pela revis&atilde;o do abstract.</p>     <p align="center"><b><font face="verdana" size="3">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Albuquerque, U. P. de; e Lucena, R. F. P. de (Org). (2004) M&eacute;todos e t&eacute;cnicas na pesquisa etnobot&acirc;nica. Recife: Livro R&aacute;pido/NUPEEA, 189p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0120-2812201400040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (2013). Estimativa da popula&ccedil;&atilde;o 2013. <a href="http://cidades.ibge.gov.br/comparamun/compara.php?lang=&coduf=11&idtema=119&codv=v01&-search=rondonia|presidente-medici|sintese-das-informacoes-2013" target="_blank">http://cidades.ibge.gov.br/comparamun/compara.php?lang=&coduf=11&idtema=119&codv=v01&-search=rondonia|presidente-medici|sintese-das-informacoes-2013</a>. 30-05-2014.</p>     <!-- ref --><p>Lorenzi, H; e Matos, F. J. A. (2002) Plantas medicinais no Brasil nativas e ex&oacute;ticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum. 512 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S0120-2812201400040000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Masson, D. S. (2011) Atividades cicatrizante e antimicrobiana do &oacute;leo-resina de copa&iacute;ba (<i>Copaifera</i> langsdorffii) em &uacute;lceras cut&acirc;neas. Tese apresentada &agrave; Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo para obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de Doutor em Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas. 215 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S0120-2812201400040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Montes, L. V.; Broseghini, L. P.; Andreatta, F. S.; Sant&#39;ana, M. E. S.; Neves, V. M.; e Silva, A. G. (2012) Evid&ecirc;ncias para o uso da &oacute;leo-resina de copa&iacute;ba na cicatriza&ccedil;&atilde;o de ferida - uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Natureza on line 7 (2): 61-67&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S0120-2812201400040000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pieri, F. A.; Silva, V. O.; Souza, C. F.; Costa, J. C. M.; Santos, L. F.; e Moreira, M. A. S. (2012) Antimicrobial profile screening of two oils of <i>Copaifera</i> genus. <i>Arquivo Brasileiro de Medicina Veterin&aacute;ria e Zootecnia</i>, 64 (1): 241-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0120-2812201400040000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Reis, J.; Costa, L. C.; Roxa, T.; e Weis, V. (2010) Avalia&ccedil;&atilde;o da germina&ccedil;&atilde;o de copa&iacute;ba (<i>Copaifera longsdorffii</i>) em diferentes tipos de substrato. <a href="http://www.catolica-to.edu.br/portal/portal/downloads/docs_gestaoambiental/projetos2010-1/3-periodo/Avaliacao_da_germinacao_de_copaiba.pdf" target="_blank">http://www.catolicato.edu.br/portal/portal/downloads/docs_gestaoambiental/projetos2010-1/3</a>. 05-07-2012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0120-2812201400040000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Veiga Jr., V. F.; e Pinto, A. C. (2002) O G&ecirc;nero <i>Copaifera</i> L. Qu&iacute;mica Nova, 25 (2): 273-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0120-2812201400040000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Veiga Jr., V. F.; Pinto, A. C.; e Maciel, M. A. M. (2005) Plantas medicinais: cura segura? Qu&iacute;mica Nova, 28 (3): 519-528.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0120-2812201400040000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yamaguchi, M. H.; e Garcia, R. F. (2012) &Oacute;leo de copa&iacute;ba e suas propriedades medicinais: revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. Revista Sa&uacute;de e Pesquisa, 5 (1): 137-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0120-2812201400040000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> </font>      ]]></body><back>
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