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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alterações físicas, fisiológicas e bioquímicas durante o desenvolvimento de sementes de sorgo de diferentes concentrações de tanino]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the interest of verifying the relationship among tannin concentration and seed dormancy, it was intended, in this research, to evaluate the biochemical, physical and physiological alterations occurred during the development of sorghum seeds with different concentrations of tannin. Seeds of cultivars BR 305 and BR 310, collected in seven development stages (100, 103, 107, 113, 119, 121, 127 days after sowing) according to water content. The seeds collected in each stage were divided into two lots, one submitted to drying at 35C to the moisture of 12&#37; and the other lot without drying. The quality of seeds was evaluated by germination and enzyme profile tests. In addition, the tannin concentration in the seed in each development stage was measured. Beneficial effects of drying on germination of higher water seeds are found. In the seeds evaluated without drying, the percentage of dormancy is greater when compared to that of seeds submitted to artificial drying. For cultivar BR 305, drying favored tannin concentration in seeds collected in different development stages. The same occurred for cultivar BR 310 in seeds collected at 100, 103 and 119 days after sowing. For the enzyme profiles, increased activities of the enzyme alcohol dehydrogenase, malato dehydrogenase, catalase, &#945;-amilase and catalase and esterase were observed in the seeds of the low tannin cultivar BR 310 and after drying]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">     <p><a href="http://dx.doi.org/10.15446/acag.v65n2.43397" target="_blank">http://dx.doi.org/10.15446/acag.v65n2.43397</a></p>     <p align="center"><font size="4"><b>Altera&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, fisiol&oacute;gicas e bioqu&iacute;micas durante o desenvolvimento de sementes de sorgo de diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de tanino</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b>Physical, physiological and biochemical changes during the development of sorghum seeds with different concentrations of tannin</b></font></p>     <p align="center">Tanismare Tatiana de Almeida<sup>1*</sup>, Jo&atilde;o Almir Oliveira <sup>1</sup>, Sttela Dellyzete Veiga Franco da Rosa <sup>2</sup>, Adriano Alves da Silva <sup>1</sup>, Andrea dos Santos Oliveira<sup>1</sup> e Diego de Sousa Pereira<sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Federal de Lavras, Departamento de Agricultura, Lavras, Brasil; <sup>2</sup> EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria, Lavras, MG, Brasil. <sup>*</sup>Autor correspondente: <a href="mailto:tanismaresilva@gmail.com">tanismaresilva@gmail.com</a></p>     <p align="right">Rec.: 10.05.2014 Acep.: 15.09.2014</p> <hr noshade size="1">     <p align="center"><b>Resumo</b></p>     <p>Com o interesse de verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre a concentra&ccedil;&atilde;o de tanino e a dorm&ecirc;ncia das sementes, objetivou-se nessa pesquisa, avaliar as altera&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas, f&iacute;sicas e fisiol&oacute;gicas ocorridas durante o desenvolvimento de sementes de sorgo com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de tanino. Foram utilizadas sementes dos cultivares BR 305 e BR 310, colhidas em sete est&aacute;dios de desenvolvimento (100, 103, 107, 113, 119, 121, 127 dias ap&oacute;s a semeadura), conforme o teor de &aacute;gua. As sementes colhidas em cada est&aacute;dio foram divididas em dois lotes, um submetido &agrave; secagem a 35 &deg;C, at&eacute; umidade de 12&#37; e o outro lote sem secagem. A qualidade das sementes foi avaliada pelos testes de germina&ccedil;&atilde;o e perfis enzim&aacute;ticos. Foi determinada, ainda, a concentra&ccedil;&atilde;o de tanino nas sementes em cada est&aacute;dio de desenvolvimento. Observa-se efeito ben&eacute;fico da secagem na germina&ccedil;&atilde;o, em sementes com maior teor de &aacute;gua. Nas sementes avaliadas sem secagem, a porcentagem de dorm&ecirc;ncia &eacute; maior quando comparada &agrave; das sementes submetidas &agrave; secagem artificial. Para o cultivar BR 305, foi observado maiores concentra&ccedil;&otilde;es de tanino nas sementes secas. O mesmo ocorreu para o cultivar BR 310, em sementes colhidas aos 100, 103 e 119 dias ap&oacute;s semeadura. Para os perfis enzim&aacute;ticos, foram observadas maiores atividades das enzimas &aacute;lcool desidrogenase, malato desidrogenase, catalase, &#945;-amilase e esterase, em sementes da cultivar com baixo teor de tanino BR 310 e ap&oacute;s a secagem.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> <i>Sorghum bicolor</i>, germina&ccedil;&atilde;o, colheita, matura&ccedil;&atilde;o.</p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Abstract</b></p>     <p>With the interest of verifying the relationship among tannin concentration and seed dormancy, it was intended, in this research, to evaluate the biochemical, physical and physiological alterations occurred during the development of sorghum seeds with different concentrations of tannin. Seeds of cultivars BR 305 and BR 310, collected in seven development stages (100, 103, 107, 113, 119, 121, 127 days after sowing) according to water content. The seeds collected in each stage were divided into two lots, one submitted to drying at 35C to the moisture of 12&#37; and the other lot without drying. The quality of seeds was evaluated by germination and enzyme profile tests. In addition, the tannin concentration in the seed in each development stage was measured. Beneficial effects of drying on germination of higher water seeds are found. In the seeds evaluated without drying, the percentage of dormancy is greater when compared to that of seeds submitted to artificial drying. For cultivar BR 305, drying favored tannin concentration in seeds collected in different development stages. The same occurred for cultivar BR 310 in seeds collected at 100, 103 and 119 days after sowing. For the enzyme profiles, increased activities of the enzyme alcohol dehydrogenase, malato dehydrogenase, catalase, &#945;-amilase and catalase and esterase were observed in the seeds of the low tannin cultivar BR 310 and after drying.</p>     <p><b>Key words:</b> <i>Sorghum bicolor</i>, germination, harvest, maturation.</p> <hr noshade size="1">     <p align="center"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O desenvolvimento das sementes pode ser acompanhado por meio de detec&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es, tais como tamanho, teor de &aacute;gua, conte&uacute;do de massa seca, germina&ccedil;&atilde;o e vigor. Em estudos realizados durante a matura&ccedil;&atilde;o de sementes de diversas esp&eacute;cies, a massa de mat&eacute;ria seca tem sido considerada como o melhor e mais seguro indicativo de que as sementes atingiram a maturidade fisiol&oacute;gica (Dias, 2001); Vanderlip e Reeves (1972), relataram que ap&oacute;s 70 dias a partir da flora&ccedil;&atilde;o, no est&aacute;dio sete, o gr&atilde;o de sorgo &eacute; considerado leitoso, com metade da mat&eacute;ria seca. No est&aacute;dio oito, tr&ecirc;s quartos da massa seca da semente j&aacute; foram acumuladas, e no est&aacute;dio nove, caracterizado pelo m&aacute;ximo ac&uacute;mulo de massa seca, com teor de &aacute;gua entre 25&#37; a 35&#37; &eacute; considerado o ponto de maturidade fisiol&oacute;gica desta esp&eacute;cie.</p>     <p>Tillmann, Peters, Mello e Silva, (1985), observaram estreita rela&ccedil;&atilde;o entre a perda de &aacute;gua e o acr&eacute;scimo de massa seca nas sementes, para as tr&ecirc;s por&ccedil;&otilde;es da pan&iacute;cula em sorgo BRS 501, durante o processo de matura&ccedil;&atilde;o. Verificaram, ainda, que o m&aacute;ximo de germina&ccedil;&atilde;o e mat&eacute;ria seca ocorreu aos 47 dias ap&oacute;s a antese, na por&ccedil;&atilde;o apical e em torno de 54 dias ap&oacute;s a antese, para a por&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e basal, em decorr&ecirc;ncia da desuniformidade da maturidade fisiol&oacute;gica das sementes na pan&iacute;cula. Durante o processo de secagem, na fase final da matura&ccedil;&atilde;o, ocorre a s&iacute;ntese de prote&iacute;nas resistentes ao calor (Bewley e Black, 1994), cuja detec&ccedil;&atilde;o e ac&uacute;mulo t&ecirc;m sido correlacionados com a aquisi&ccedil;&atilde;o de toler&acirc;ncia &agrave; desseca&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rias esp&eacute;cies (Kermode, 1997). No entanto, a secagem pode causar danos nos sistemas de membranas, e o comprometimento da estrutura celular facilita o contato da enzima polifenoloxidase, exclusiva de plast&iacute;deos, com os compostos fen&oacute;licos, armazenados preferencialmente nos vac&uacute;olos, tornando inevit&aacute;vel a oxida&ccedil;&atilde;o de fen&oacute;is, os quais convertidos &agrave; quinonas podem reagir com prote&iacute;nas, inclusive a pr&oacute;pria polifenoloxidase.</p>     <p>Al&eacute;m das altera&ccedil;&otilde;es enzim&aacute;ticas, com a redu&ccedil;&atilde;o do teor de &aacute;gua, as sementes de sorgo podem ser induzidas &agrave; dorm&ecirc;ncia secund&aacute;ria com o avan&ccedil;o da secagem sob temperatura de 46 &deg;C - 48 &deg;C. Segundo Marcos Filho (2005), a inibi&ccedil;&atilde;o da germina&ccedil;&atilde;o pode ser provocada por subst&acirc;ncias presentes na cobertura ou na parte interna das sementes, as quais podem bloquear o metabolismo preparat&oacute;rio para a gemina&ccedil;&atilde;o ou impedir o livre acesso do oxig&ecirc;nio ao embri&atilde;o ou a libera&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s carb&ocirc;nico. S&atilde;o conhecidos v&aacute;rios tipos de inibidores da germina&ccedil;&atilde;o, como taninos, &aacute;cidos fen&oacute;licos, alde&iacute;dos e alcal&oacute;ides.</p>     <p>O tanino em gr&atilde;os de sorgo depende do gen&oacute;tipo, e pode estar presente ou ausente no gr&atilde;o, sendo altamente correlacionado com a germina&ccedil;&atilde;o das sementes, no entanto, a dorm&ecirc;ncia secund&aacute;ria n&atilde;o perdura por mais de tr&ecirc;s meses. E, como as sementes de sorgo tendem a superar a dorm&ecirc;ncia com o armazenamento, n&atilde;o se sabe realmente se isso &eacute; devido a uma estratifica&ccedil;&atilde;o a baixas temperaturas ou &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de compostos fen&oacute;licos no tegumento das sementes, a exemplo do tanino.</p>     <p>Na aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es precisas, as alternativas dispon&iacute;veis para determinar a &eacute;poca ou o est&aacute;dio mais favor&aacute;vel para a colheita consistem na avalia&ccedil;&atilde;o do grau de umidade e utiliza&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas de partes da planta. Assim, objetivou-se, com a realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa, avaliar poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es das sementes de sorgo em duas variedades com diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de tanino.</p>     <p align="center"><b>Material e m&eacute;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As an&aacute;lises foram conduzidas no Laborat&oacute;rio Central de An&aacute;lise de Sementes e Laborat&oacute;rio de Ci&ecirc;ncia dos Alimentos, da Universidade Federal de Lavras e a semeadura foi realizada na &aacute;rea experimental do Departamento de Agricultura. O solo do tipo Latossolo Vermelho Escuro, cultivado anteriormente com milho, foi preparado de maneira convencional, de acordo com recomenda&ccedil;&otilde;es para a cultura, 5&ordf; aproxima&ccedil;&atilde;o (Ribeiro, Guimar&atilde;es e Alvares, 1999). Cada tratamento foi constitu&iacute;do de quatro parcelas, compostas de seis linhas de 5 m, com espa&ccedil;amento de 0,5 m entre linhas e 12 plantas por metro linear, totalizando 30 m<sup>2</sup>. A &aacute;rea &uacute;til de cada parcela foi constitu&iacute;da pelas quatro linhas centrais. Para a aduba&ccedil;&atilde;o de plantio, foram utilizados 400 kg/ha da formula&ccedil;&atilde;o 8-20-10 (N-P-K) e, para aduba&ccedil;&atilde;o de cobertura, o sulfato de am&ocirc;nio, na dosagem de 350 kg/ha, em duas aplica&ccedil;&otilde;es, aos 30 e 45 dias ap&oacute;s o plantio.</p>     <p>O in&iacute;cio da colheita foi caracterizado pelo gr&atilde;o leitoso, conforme descrito por Varderlip e Reeves (1972), e quando as sementes atingiram aproximadamente 48&#37;, 43&#37;, 40&#37;, 35&#37;, 30&#37;, 25&#37; e 20&#37; de grau de umidade, o que correspondeu a 100, 103, 107, 113, 119, 121 e 127 dias ap&oacute;s a semeadura, respectivamente. As pan&iacute;culas foram colhidas e debulhadas manualmente. Parte das sementes foi secada artificialmente em estufa de circula&ccedil;&atilde;o de ar, a 35 &deg;C, at&eacute; que estas atingissem 12&#37; de grau de umidade e a outra parte n&atilde;o foi submetida &agrave; secagem. O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial de 7&#215;2, sendo sete est&aacute;dios de desenvolvimento, com e sem secagem, as vari&aacute;veis foram analisadas por meio de regress&atilde;o. Foram utilizadas quatro repeti&ccedil;&otilde;es de 50 sementes em cada tratamento e avaliada a qualidade por meio dos testes descritos a seguir.</p>     <p><b>Grau de umidade:</b> realizado pelo m&eacute;todo da estufa, a 105&deg;C, durante 24 horas, conforme as Regras para An&aacute;lise de Sementes (Brasil, 2009), em quatro repeti&ccedil;&otilde;es com 50 sementes.</p>     <p><b>Teste de germina&ccedil;&atilde;o:</b> o substrato para semeadura foi o papel, umedecido com &aacute;gua destilada, em quantidade de 2,5 vezes o peso seco do papel. As sementes foram colocadas em germinador &agrave; temperatura de 25&deg;C e a avalia&ccedil;&atilde;o realizada aos quatro e aos 10 dias ap&oacute;s a semeadura. Ao final do teste de germina&ccedil;&atilde;o, as sementes (Brasil, 2009), n&atilde;o germinadas foram submetidas ao teste de tetraz&oacute;lio para identificar as sementes dormentes.</p>     <p><b>Quantifica&ccedil;&atilde;o de tanino:</b> 5g de sementes trituradas foram colocados em tubos de ensaio e acrescidos de 30 ml de metanol 80&#37;. A mistura foi fervida por 20 minutos, em refluxo, sobre chapa el&eacute;trica para tubo 150 &deg;C. A quantifica&ccedil;&atilde;o, seis repeti&ccedil;&otilde;es por amostra, foi realizada pelo m&eacute;todo qu&iacute;mico-colorim&eacute;trico de Folin-Dennis e a determina&ccedil;&atilde;o da curva padr&atilde;o utilizou-se a solu&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o de &aacute;cido t&acirc;nico, &aacute;gua destilada, Folin Denis e solu&ccedil;&atilde;o de carbonato de s&oacute;dio e as leituras realizadas em espectrofot&ocirc;metro, a 760nm.</p>     <p><b>An&aacute;lise enzim&aacute;tica:</b> em cada est&aacute;dio de desenvolvimento, duas amostras de 100 sementes foram retiradas e armazenadas em temperatura de -86&deg;C, at&eacute; o momento de realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises. Para a extra&ccedil;&atilde;o da enzima &#945;-amilase, as sementes foram embebidas em papel, a 25&deg;C, por um per&iacute;odo de 96 horas, foram descartados os eixos embrion&aacute;rios e o restante das sementes foi triturado na presen&ccedil;a de PVP e nitrog&ecirc;nio l&iacute;quido. Para a extra&ccedil;&atilde;o das demais enzimas, as sementes foram maceradas sem embebi&ccedil;&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o (Tris HCl 0,2 M pH 8,0 + 0,1&#37; de &#946; mercaptoetanol, na propor&ccedil;&atilde;o de 250 &#181;L por 100 mg de amostra e homogeneizado em v&oacute;rtex, mantido <i>overnight</i>, em geladeira, seguido de centrifuga&ccedil;&atilde;o a 16.000xg, por 30 minutos, a 4&deg;C. A corrida eletrofor&eacute;tica foi realizada em sistema de g&eacute;is de poliacrilamida a 7,5&#37; (gel separador) e 4,5&#37; (gel concentrador) e, para &#945;-amilase, foi acrescentado 0,5&#37; de amido. O sistema gel/eletrodo utilizado foi o Tris-glicina pH 8,9. Foram aplicados 50 &#181;L do sobrenadante da amostra e a corrida efetuada a 120 V, por 6 horas. A revela&ccedil;&atilde;o foi realizada conforme Alfenas, Peters, Brune e Passador (1991), para as enzimas catalase (CAT), esterase (EST), malato desidrogenase (MDH), &aacute;lcool desidrogenase (ADH) e &#945;-amilase. Para an&aacute;lise eletrofor&eacute;tica de prote&iacute;nas resistentes ao calor e a determina&ccedil;&atilde;o da atividade da polifenoloxidase, as sementes foram embebidas nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es citadas, mas por per&iacute;odo de 5 horas. Para a extra&ccedil;&atilde;o das prote&iacute;nas resistentes ao calor, as sementes foram maceradas em solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o (50 mM tris-HCl 7,5; 500 mM NaCl; 5 mM MgCl<sub>2</sub>; 1 mM PMSF), na propor&ccedil;&atilde;o de 1:10 (peso material: volume tamp&atilde;o de extra&ccedil;&atilde;o) e transferidas para microtubos. O material foi homogeneizado em v&oacute;rtex e centrifugado, a 16.000xg, por 30 minutos, a 4&deg;C. O sobrenadante foi colocado em banho-maria, a 85&deg;C, por 15 minutos e novamente centrifugado. Posteriormente, 70&#181;L do sobrenadante foram misturados a 40 &#181;L de solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o (2,5 ml de glicerol, 0,46 g de SDS e 20 mg de azul de Bromofenol) e colocados em banho-maria, com &aacute;gua em ebuli&ccedil;&atilde;o, por cinco minutos. Foram aplicados 50 &#181;L no gel de poliacrilamida SDS-PAGE a 12,5&#37; (gel separador) e 6&#37; (gel concentrador). A corrida eletrofor&eacute;tica foi realizada a 120 V, por 6 horas e o gel corado em Coomassie Blue a 0,05&#37; (Alfenas <i>et al.</i>, 1991), durante 12 horas e descorado em solu&ccedil;&atilde;o de &aacute;cido ac&eacute;tico 10&#37;.</p>     <p>As sementes de sorgo foram mo&iacute;das em moinho refrigerado a 4&deg;C, adicionando-se nitrog&ecirc;nio l&iacute;quido. A cada 5g de amostra, foram adicionados 40 mL da solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o de fosfato de pot&aacute;ssio 0,1 M pH 6,0; homogeneizado em v&oacute;rtex por 5 minutos e filtradas em papel de filtro Whatman n&ordm; 1, a v&aacute;cuo. Foi utilizado extrato da amostra sem o DOPA (L-3,4-dihydroxyphenyalanina) como branco e realizada a curva padr&atilde;o em espectrofot&ocirc;metro Schumaz e os resultados expressos em U/min/g.</p>     <p align="center"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Os teores de &aacute;gua das sementes, no momento da colheita nos diferente est&aacute;dios de desenvolvimento, est&atilde;o apresentados na <a href="#f1">Figura 1</a> e variaram de 48,5&#37; a 21,9&#37;, para lote com alto tanino (BR 305) e de 46,0&#37; a 24,7&#37; para lote com baixo tanino.</p>      <p align="center"><a name="f1"><img src="img/revistas/acag/v65n2/v65n2a12f1.jpg"></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram observadas intera&ccedil;&otilde;es significativas entre a secagem e est&aacute;dio de desenvolvimento para ambos os lotes, para todos os testes realizados. Pela an&aacute;lise da germina&ccedil;&atilde;o (<a href="#f1">Figura 1B</a>), em sementes n&atilde;o submetidas &agrave; secagem, no lote BR 305, observou-se redu&ccedil;&atilde;o nos valores de germina&ccedil;&atilde;o a partir dos 107 (67&#37;) e at&eacute; 119 (54&#37;) dias, com aumento aos 121 (56&#37;) dias.</p>     <p>Os maiores valores de germina&ccedil;&atilde;o da cultivar BR 305 foram observados quando as sementes foram colhidas com 22&#37; de grau de umidade e n&atilde;o submetidas &agrave; secagem. Outros autores observaram melhor germina&ccedil;&atilde;o quando as sementes apresentavam 30&#37; (Andrade e Oliveira, 1988) ou 42&#37; de teor de &aacute;gua (Borba, Andrade, Azevedo, e Oliveira, 1993)</p>     <p>Para as sementes do lote com baixo teor de tanino (BR 310) e n&atilde;o submetidas &agrave; secagem houve comportamento semelhante ao do lote BR 305, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; germina&ccedil;&atilde;o, tendo ocor rido aumento at&eacute; 113 dias nesse valor, com a m&aacute;xima germina&ccedil;&atilde;o coincidindo com a redu&ccedil;&atilde;o no teor de &aacute;gua. A germina&ccedil;&atilde;o das sementes da cultivar BR 310, independentemente da secagem, foi superior &agrave; da cultivar BR 305, em todos os est&aacute;dios de desenvolvimento, os compostos fen&oacute;licos, tais como o tanino, inibem as enzimas glicose-6-fosfato de-hidrogenase, glicose fosfato isomerase e aldolase, os quais est&atilde;o relacionadas com a s&iacute;ntese de a&ccedil;&uacute;cares, levando &agrave; menor germina&ccedil;&atilde;o das sementes (Muscolo, Panuccio, Sidari, e Nardi, 2001)</p>     <p>As sementes n&atilde;o germinadas foram submetidas ao teste de tetraz&oacute;lio para confirmar a condi&ccedil;&atilde;o de dorm&ecirc;ncia. A maior porcentagem de sementes &uacute;midas dormentes, do cultivar BR 305 ocorreu quando essas estavam com 35&#37; de umidade, aos 113 dias (<a href="#f1">Figura 1C</a>). No entanto, para as sementes deste mesmo lote, submetidas &agrave; secagem artificial, observou-se redu&ccedil;&atilde;o na porcentagem de germina&ccedil;&atilde;o at&eacute; os 107 dias, sendo mantida at&eacute; o &uacute;ltimo est&aacute;dio de desenvolvimento. Portanto, com secagem, a porcentagem de sementes dormentes foi nula.</p>     <p>Os resultados de dorm&ecirc;ncia (<a href="#f1">Figura 1C</a>), nas sementes submetidas &agrave; secagem artificial s&atilde;o semelhantes aos observados em sementes do lote BR 305 e BR 310. Nas sementes sem secagem do lote BR 310, houve um incremento na porcentagem de sementes dormentes at&eacute; um valor m&aacute;ximo de 12&#37;, aos 107 dias, quando estas apresentavam grau de umidade de 40&#37;. A partir desse est&aacute;dio, ocorreu queda nesses valores, sendo nula aos 121 e aos 127 dias, quando colhidas com 25&#37; e 20&#37; de teor de &aacute;gua, respectivamente. Para o lote BR 305, o valor m&aacute;ximo de sementes dormentes ocorreu aos 113 dias, quando estas apresentavam 35&#37; do grau de umidade, com posterior queda nesses valores, coincidindo com a redu&ccedil;&atilde;o no teor de &aacute;gua.</p>     <p>Analisando-se os resultados da concentra&ccedil;&atilde;o de tanino (<a href="img/revistas/acag/v65n2/v65n2a12f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>), verifica-se que, ap&oacute;s a secagem, as sementes apresentaram redu&ccedil;&atilde;o na concentra&ccedil;&atilde;o de tanino at&eacute; um m&iacute;nimo de 327,8 mg/100g, aos 119 dias ap&oacute;s semeadura, para sementes do lote BR 310 com posterior aumento.</p>     <p>Nas sementes da cultivar BR 305 submetidas &agrave; secagem artificial, houve redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de tanino com o avan&ccedil;o da matura&ccedil;&atilde;o e maiores valores de tanino quando comparados aos das sementes n&atilde;o secadas. A concentra&ccedil;&atilde;o de tanino n&atilde;o variou muito com o est&aacute;dio de desenvolvimento nesta cultivar, sendo registrada a menor concentra&ccedil;&atilde;o de tanino para essas sementes aos 119 dias ap&oacute;s semeadura. Pode-se verificar, ainda, que, para o lote BR 305, a secagem favoreceu a concentra&ccedil;&atilde;o desse composto em sementes em diferentes est&aacute;dios de desenvolvimento. No entanto, para o lote BR 310, a secagem n&atilde;o favoreceu a concentra&ccedil;&atilde;o, observando-se maior diferen&ccedil;a para a primeira &eacute;poca.</p>     <p>A atividade da enzima polifenoloxidase (<a href="img/revistas/acag/v65n2/v65n2a12f2.jpg" target="_blank">Figura 2B</a>), foi maior em sementes submetidas &agrave; secagem do lote com baixa concentra&ccedil;&atilde;o de tanino, aos 100 e aos 103 dias ap&oacute;s a semeadura. Logo ap&oacute;s o terceiro est&aacute;dio de matura&ccedil;&atilde;o, no entanto, observou-se invers&atilde;o nessa tend&ecirc;ncia, com maior atividade da enzima nas sementes que n&atilde;o foram submetidas &agrave; secagem.</p>     <p>No entanto, para o lote com mais alta concentra&ccedil;&atilde;o de tanino, menor atividade foi observada em sementes submetidas &agrave; secagem artificial, independentemente do est&aacute;dio de desenvolvimento. Para as sementes sem secagem, houve aumento na atividade da enzima ao longo do desenvolvimento, sendo mais acentuado a partir dos 107 dias, com o m&aacute;ximo valor de atividade, 44,573 U/min/g aos 127 dias.</p>     <p>A redu&ccedil;&atilde;o da atividade da enzima polifenoloxidase em sementes secas do lote BR 310 coincide com a redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de tanino. Isso demonstra que, com a manuten&ccedil;&atilde;o da estrutura da membrana das sementes, reduz-se a presen&ccedil;a dessa enzima, que se mant&eacute;m compartimentalizada nos plast&iacute;deos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem, na literatura, muitas controv&eacute;rsias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade da enzima polifenoloxidase. Murata, Tsurutani, Tomita, Homma, e Kaneko (1995), observaram decr&eacute;scimo na atividade espec&iacute;fica da PPO durante o amadurecimento de frutos de ma&ccedil;&atilde; &lsquo;Fuji&rsquo;. Em outros frutos, t&ecirc;m-se registrado incrementos que, segundo Mowlah e Itoo (1982), podem estar associados &agrave; queda no teor de polifen&oacute;is. Outra quest&atilde;o para a diferen&ccedil;a na atividade dessa enzima pode ser o excesso de produto formado, o que pode reduzir a atividade. Essas diferen&ccedil;as podem, ainda, estar ligadas ao processo de extra&ccedil;&atilde;o e detec&ccedil;&atilde;o da atividade dessa enzima e, at&eacute; mesmo, ao processo de determina&ccedil;&atilde;o dos compostos fen&oacute;licos.</p>     <p>Analisando-se os padr&otilde;es de bandas de prote&iacute;nas resistentes ao calor, apresentado na <a href="#f3">Figura 3A</a>, fica evidente a aus&ecirc;ncia de algumas bandas nas sementes colhidas em est&aacute;dios menos avan&ccedil;ados de matura&ccedil;&atilde;o e sem secagem, para as duas cultivares. Pode-se observar um padr&atilde;o de bandas semelhante nas sementes submetidas &agrave; secagem do lote BR 310. Ficou evidenciado tamb&eacute;m o fato de a secagem induzir o aparecimento de bandas dessa prote&iacute;na em sementes colhidas com altos teores de &aacute;gua.</p>      <p align="center"><a name="f3"><img src="img/revistas/acag/v65n2/v65n2a12f3.jpg"></a></p>      <p>No entanto, sementes que n&atilde;o foram submetidas ao processo de secagem apresentaram aus&ecirc;ncia de algumas bandas.</p>     <p>Faria, Von Pinho, Von Pinho, Guimar&atilde;es, e Freitas (2004), avaliaram sementes de milho em diferentes est&aacute;dios de matura&ccedil;&atilde;o e detectaram menor intensidade de banda naquelas n&atilde;o submetidas &agrave; secagem e maior intensidade quando foram secadas, demonstrando o ac&uacute;mulo dessa prote&iacute;na durante a secagem e a matura&ccedil;&atilde;o. As diferen&ccedil;as no padr&atilde;o dessa prote&iacute;na s&atilde;o esperadas e coincidem com as varia&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas observadas nos testes de germina&ccedil;&atilde;o, principalmente no lote com baixo tanino (BR 310) em que, a partir dos 107 dias e sem secagem, houve o aparecimento de bandas e, quando as sementes foram submetidas &agrave; secagem, esse padr&atilde;o foi uniforme.</p>     <p>As prote&iacute;nas resistentes ao calor s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia nas sementes ortodoxas, por possu&iacute;rem importante papel na prote&ccedil;&atilde;o das estruturas citoplasm&aacute;ticas das sementes, durante a desidrata&ccedil;&atilde;o (Marcos Filho, 2005). Baixa atividade dessas enzimas pode ser devido &agrave; sua complexa&ccedil;&atilde;o com compostos fen&oacute;licos (Liu, Wang, Han, e Mao, 2009). Para estes autores, um dos problemas na utiliza&ccedil;&atilde;o do sorgo &eacute; o alto conte&uacute;do de compostos fen&oacute;licos, uma vez que as prote&iacute;nas se ligam fortemente ao tanino e essa intera&ccedil;&atilde;o pode influenciar na an&aacute;lise eletrofor&eacute;tica. A intera&ccedil;&atilde;o tanino-prote&iacute;na pode ter sido respons&aacute;vel pela aus&ecirc;ncia de bandas nas variedades com alto conte&uacute;do de tanino.</p>     <p>De maneira geral, foram observadas maiores atividades enzim&aacute;ticas nas sementes do lote BR 310 e submetidas &agrave; secagem (<a href="#f3">Figura 3B, 3C, 3D, 3E, 3F</a>). Isso demonstra que a secagem, para as sementes ortodoxas, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, uma vez que, favorece ajustes na organiza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de membranas e na s&iacute;ntese de enzimas. Entretanto, para as sementes do lote BR 305, ap&oacute;s a secagem, isso n&atilde;o foi observado. A secagem pr&oacute;xima ou ap&oacute;s o ponto de m&aacute;ximo ac&uacute;mulo de mat&eacute;ria seca pelas sementes deve alterar o comportamento de alguns compostos, promovendo o desaparecimento ou a inativa&ccedil;&atilde;o de outros, (Marcos Filho, 2005).</p>     <p>A menor atividade da catalase em sementes com alta concentra&ccedil;&atilde;o de tanino (<a href="#f3">Figura 3D</a>) pode ser explicada, uma vez que, de modo geral, os flavonoides protegem as c&eacute;lulas do estresse oxidativo pela quela&ccedil;&atilde;o, inativa&ccedil;&atilde;o ou capta&ccedil;&atilde;o de radicais livres produzidos pelo sistema de transporte de el&eacute;trons Harbone (1994). Para Paiva, Heringer, Figueira e Kaplan (2002), os taninos t&ecirc;m a&ccedil;&atilde;o antioxidante, pois eles atuam no processo de estabiliza&ccedil;&atilde;o dos radicais livres super&oacute;xido e per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio. Durante o desenvolvimento da semente, na fase em que ocorre ac&uacute;mulo mat&eacute;ria seca, o teor de &aacute;gua &eacute; mantido em altos n&iacute;veis. Por outro lado, &agrave; medida que a sementes mant&ecirc;m alto teor de &aacute;gua e seu conte&uacute;do de massa seca aumenta sua intensidade respirat&oacute;ria tamb&eacute;m aumenta (Carvalho e Nakagawa, 2000). Isso pode ser observado na Figura 3F, na qual a atividade da malato desidrogenase nas sementes sem secagem durante o desenvolvimento &eacute; mantida. A baixa atividade da MDH nas sementes da cultivar BR 305 pode ser devido &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da entrada de oxig&ecirc;nio nas mitoc&ocirc;ndrias e cloroplastos, devido &agrave; presen&ccedil;a de compostos fen&oacute;licos nas sementes. A atividade dessa enzima se d&aacute; continuamente, uma vez que a energia gerada no ciclo de Krebs &eacute; fundamental, tanto para as rea&ccedil;&otilde;es de bioss&iacute;ntese de produtos quanto &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o de compostos para o crescimento da pl&acirc;ntula (Moreland e Novitzky, 1988).</p>     <p>Ap&oacute;s secagem as sementes da cultivar BR 310, os padr&otilde;es de atividade da &#945;-amilase (<a href="#f3">Figura 3B</a>) foram semelhantes, independentemente do est&aacute;dio de desenvolvimento. A secagem proporciona a ativa&ccedil;&atilde;o dessa enzima, favorecendo o processo de germina&ccedil;&atilde;o, no entanto, no cultivar BR 305, n&atilde;o houve atividade dessa enzima. Oishi e Bewley (1990), em pesquisa com milho, relatam que a secagem causa o decl&iacute;nio de &aacute;cido absc&iacute;sico e permite que a camada de aleurona torne-se sens&iacute;vel ao &aacute;cido giber&eacute;lico, produzindo a &#945;-amilase. Vale ressaltar que a &#945;-amilase &eacute; secretada no endosperma, onde ocorre a degrada&ccedil;&atilde;o do amido e a glicose formada &eacute; transportada para os locais onde demandam gastos de energia.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es nos perfis enzim&aacute;ticos que ocorreram nas sementes da cultivar BR 305, independentemente da secagem, podem ser devido a outros fatores al&eacute;m da presen&ccedil;a de taninos na semente, uma vez que o comportamento de compostos secund&aacute;rios na semente ainda n&atilde;o est&aacute; bem elucidado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>Conclus&otilde;es</b></p> <ul>     <li>Secagem de sementes de sorgo colhidas em est&aacute;dios precoces do desenvolvimento favorece a germina&ccedil;&atilde;o. A incid&ecirc;ncia de dorm&ecirc;ncia &eacute; maior em sementes n&atilde;o submetidas &agrave; secagem. Houve maiores atividades das enzimas em sementes do cultivar com baixa concentra&ccedil;&atilde;o de tanino e submetidas &agrave; secagem artificial. N&atilde;o h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre a concentra&ccedil;&atilde;o de tanino e a dorm&ecirc;ncia, em semente de sorgo.</li>     </ul> <hr noshade size="1">     <p align="center"><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alfenas A.C., Peters, I., Brune, W., Passador, G.C. (1991). <i>Eletroforese de prote&iacute;nas e isoenzimas de fungos e ess&ecirc;ncias florestais.</i> Brasil: Universidade Federal de Vi&ccedil;osa. xiv, 242 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019107&pid=S0120-2812201600020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrade, R.V., Oliveira, A.C. (1988). Matura&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica do colmo e da semente de sorgo sacarino. <i>Revista Brasileira de Sementes</i>, 10(3), 19-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019109&pid=S0120-2812201600020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Bewley, J.D., Black, M. (1994). <i>Seeds: physiolgy of development and germination.</i> Plenum. New York, USA, 455 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019110&pid=S0120-2812201600020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borba, C.S., Andrade, R.V., Azevedo, J.T., Oliveira, A.C. (1993). Matura&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica das sementes das cultivares BR 007 a e BR 007 b de sorgo (<i>Sorghum bicolor</i> (l.) Moench). <i>Revista Brasileira de Sementes</i>, 15, 105-108&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019112&pid=S0120-2812201600020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Agricultura. Regras para an&aacute;lise de sementes. Bras&iacute;lia: SND/CLAV, 2009. 399 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019113&pid=S0120-2812201600020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Carvalho, N.M., Nakagawa, J. (Ed.). (2000). <i>Sementes: ci&ecirc;ncia, tecnologia e produ&ccedil;&atilde;o.</i> (4&ordf; ed.). Jaboticabal, Brasil. Funep. 588 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019115&pid=S0120-2812201600020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, D.C.F. (2001). Matura&ccedil;&atilde;o de sementes. <i>Seed News</i>, 5, 22-24&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019117&pid=S0120-2812201600020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faria, M.A.V.R., Von Pinho, R.G., Von Pinho, E.V.R., Guimar&atilde;es, R.M., Freitas, F.E.O. (2004). Germinabilidade e toler&acirc;ncia &agrave; desseca&ccedil;&atilde;o em sementes de milho colhidas em diferentes est&aacute;dios de matura&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Brasileira de Milho e Sorgo</i>, 3(2), 276-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019118&pid=S0120-2812201600020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Harbone, J.B. (1994) <i>The flavonoids: advances in research since 1986.</i> London, England. Chapman &amp; Hall. pp. 589-618&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019120&pid=S0120-2812201600020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kermode, A.R. (1997). Approaches to elucidate the basis of desiccation-tolerance in seeds. <i>Seed Science Research</i>, 7(02), 75-95. <a href="http://doi.org/10.1017/S0960258500003421" target="_blank">http://doi.org/10.1017/S0960258500003421</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019121&pid=S0120-2812201600020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Liu, M.-X., Wang, Y.-W., Han, J.-G., &amp; Mao, P.-S. (2009). The content and distribution of condensed tannins in different species of the genus sorghum (Sorghum Moench) and their effect on seed protein electrophoresis. <i>Journal of the Science of Food and Agriculture</i>, 89(9), 1446-1452. <a href="http://doi.org/10.1002/jsfa.3593" target="_blank">http://doi.org/10.1002/jsfa.3593</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019122&pid=S0120-2812201600020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcos Filho, J. (2005). <i>Fisiologia de sementes de plantas cultivadas.</i> Piracicaba, Brasil: Fealq. 495 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019123&pid=S0120-2812201600020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moreland, D. E., &amp; Novitzky, W. P. (1988). Interference by flavone and flavonols with chloroplast-mediated electron transport and phosphorylation. <i>Phytochemistry</i>, 27(11), 3359-3366. <a href="http://doi. org/10.1016/0031-9422(88)80732-5" target="_blank">http://doi.org/10.1016/0031-9422(88)80732-5</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019125&pid=S0120-2812201600020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mowlah, G., &amp; Itoo, S. (1982). Quantitative changes in guava polyphenols and the polyphenoloxidase (PPO) at different stages of maturation, ripening and storage. <i>Nippon Shokuhin Kogyo Gakkaishi</i>, 29(7), 413-417. <a href="http://doi.org/10.3136/nskkk1962.29.7_413" target="_blank">http://doi.org/10.3136/nskkk1962.29.7_413</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019126&pid=S0120-2812201600020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Murata, M., Tsurutani, M., Tomita, M., Homma, S., &amp; Kaneko, K. (1995). 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