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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jornalismo alternativo: um potencial para a radicalização da democracia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo analiza el papel de los periódicos alternativos de Brasil (Caros Amigos, Brasil de Fato, Le Monde Diplomatique e Revista Fórum) en la esfera pública brasilera. Utilizando el concepto de formación de opinión pública de Walter Lippmann, el de construcción de consenso de Noam Chomsky y la distinción entre libertad de expresión y libertad de prensa, se concluye que el hecho de que estos periódicos amplíen la agenda y la gama de fuentes normalmente ofrecidas por los medios hegemónicos, contribuye a fortalecer la democracia.]]></p></abstract>
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<font face="verdana" size="2">
    <p align="center"><font size="4"><b>Jornalismo alternativo: um potencial para a radicaliza&ccedil;&atilde;o da democracia</b></font></p>
    <p align="center"><font size="3"><b>Periodismo alternativo: una herramienta para fortalecer la democracia</b></font></p>
    <p><b>DENNIS DE OLIVEIRA <sup>*</sup></b></p>
    <p><b><sup>*</sup> Dennis de Oliveira.</b> Brasileiro. Professor da Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes da USP (Brasil). Coordenador geral do Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunica&ccedil;&atilde;o (Celacc-site: <a target="_blank" href=" http://www.eca.usp.br/celacc">http://www.eca.usp.br/celacc</a>) e membro do Grupo de Pesquisa de Jornalismo Alternativo e Popular (Alterjor) da USP (<a target="_blank" href=" http://www.usp.br/alterjor">http://www.usp.br/alterjor</a>) Editor da revista ExtraPrensa e co-autor do livro &quot;Midia, cultura e viol&ecirc;ncia&quot; (Celacc, 2009). <b>E-mail:</b> <a href="mailto:dennisol@usp.br">dennisol@usp.br</a>. Site: <a target="_blank" href=" http://dennisoliveira.wordpress.com">http://dennisoliveira.wordpress.com</a></p>
    <p align="center"><b>Recebido: </b>Julho 20 de 2010 <b>Aceito:</b>Novembro 2 de 2010</p>
    <p align="center"><b>Recibido: </b>Julio 20 de 2010 <b>Aceptado: </b>Noviembre 2 de 2010</p>
<hr>
    <p>Este trabalho analisa o papel de peri&oacute;dicos alternativos no Brasil (Caros Amigos, Brasil de Fato, Le Monde Diplomatique e Revista F&oacute;rum) na esfera p&uacute;blica brasileira. Utilizando os conceitos de forma&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o p&uacute;blica de Walter Lippmann, de constru&ccedil;&atilde;o de consensos de Noam Chomsky e da distin&ccedil;&atilde;o do conceito de liberdade de express&atilde;o e liberdade de imprensa, conclui-se que o fato destes peri&oacute;dicos ampliarem a agenda e o leque de fontes normalmente oferecido pela m&iacute;dia hegem&ocirc;nica, contribuem para radicalizar a democracia.</p>
    <p><b>Palavras chave: </b>jornalismo alternativo e democracia-jornalismo alternativo e esfera p&uacute;blica-jornalismo alternativo e liberdade de express&atilde;o. </p>
    <p><b>Descriptores: </b>Jornalismo Alternativo e Democracia-Brasil. Liberdade de express&atilde;o-Brasil. A m&iacute;dia ea opini&atilde;o p&uacute;blica - Brasi.</p>
<hr>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este art&iacute;culo analiza el papel de los peri&oacute;dicos alternativos de Brasil (Caros Amigos, Brasil de Fato, Le Monde Diplomatique e Revista F&oacute;rum) en la esfera p&uacute;blica brasilera. Utilizando el concepto de formaci&oacute;n de opini&oacute;n p&uacute;blica de Walter Lippmann, el de construcci&oacute;n de consenso de Noam Chomsky y la distinci&oacute;n entre libertad de expresi&oacute;n y libertad de prensa, se concluye que el hecho de que estos peri&oacute;dicos ampl&iacute;en la agenda y la gama de fuentes normalmente ofrecidas por los medios hegem&oacute;nicos, contribuye a fortalecer la democracia.</p>
    <p><b>Palabras Clave: </b>periodismo alternativo y democracia-periodismo alternativo y esfera p&uacute;blica - periodismo alternativo y libertad de expresi&oacute;n. </p>
    <p><b>Descriptores: </b>Periodismo alternativo y democracia-Brasil. Libertad de palabra - Brasil. Medios de comunicaci&oacute;n de masas y opini&oacute;n p&uacute;blica-Brasil.</p>
<hr>
    <p><b>Origem do artigo</b></p>
    <p>Este artigo &eacute; produto de uma pesquisa realizada no &acirc;mbito do Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo (Alterjor) em 2008 e 2009 que teve a participa&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s bolsistas do Programa de Pr&eacute;-Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Universidade de S&atilde;o Paulo.</p>
<hr>
<b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>
    <p>Em 1922, o pensador norte-americano Walter Lippmann escreveu o que se segue:</p>
    <blockquote>
      <p>&quot;Teremos que presumir que o que cada homem faz est&aacute; baseado n&atilde;o em conhecimento direto e determinado, mas em imagens feitas por ele mesmo ou transmitidas a ele. Se o seu atlas lhe diz que o mundo &eacute; plano, ele n&atilde;o navegar&aacute; pr&oacute;ximo ao que imagina ser o limite do nosso planeta com medo de despencar. Se seu mapa inclui a fonte da eterna juventude, um Ponce de Leon ir&aacute; busc&aacute;-la. Se algu&eacute;m cavouca na poeira amarela que parece ouro, por um tempo agir&aacute; exatamente como se o ouro tivesse encontrado. A forma como o mundo &eacute; imaginado determina um momento particular o que os homens far&atilde;o.&quot; (Lippmann, 2008, 38)</p>
</blockquote>
    <p>Em um mundo conectado por grandes corpora&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas e pela presen&ccedil;a cada vez maior desta ind&uacute;stria da m&iacute;dia, &eacute; de relev&acirc;ncia discutir os m&eacute;todos empregados para constru&ccedil;&atilde;o destas imagens transmitidas aos cidad&atilde;os que atuam na constru&ccedil;&atilde;o do que Lippmann chama de &quot;pseudo-ambiente&quot;, isto &eacute;, &quot;um composto h&iacute;brido de natureza humana e condi&ccedil;&otilde;es&quot; (2008, p. 37)</p>
    <p>O texto cl&aacute;ssico de Lippmann &eacute; uma cr&iacute;tica &agrave; id&eacute;ia de que a opini&atilde;o p&uacute;blica seja uma s&iacute;ntese de opini&otilde;es individuais elaboradas &quot;livremente&quot;, dentro da perspectiva racional do conceito de esfera p&uacute;blica, uma das matrizes do pensamento liberal. O conceito de ser humano n&atilde;o pode ser tratado como algo pr&oacute;ximo ao grau zero, natural, seres humanos totalmente puros que v&atilde;o evoluindo com a incorpora&ccedil;&atilde;o do conhecimento racional; mas sim seres humanos produtos da conjuntura que vivem. Por isto, Pateman e Mills chamam o contrato social de contrato de domina&ccedil;&atilde;o, pois expressam os valores patriarcais e colonialistas da Europa de ent&atilde;o. (Pateman; Mills, 2007)</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em uma sociedade midiatizada, os seres humanos e suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o moldados pelas imagens constitu&iacute;das a partir das refer&ecirc;ncias apresentadas pela institui&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa.</p>
    <p>Nesta id&eacute;ia original do liberalismo, o jornalismo tinha o papel de ser, primeiro, o elemento ampliador do espa&ccedil;o da esfera p&uacute;blica, levando-a para al&eacute;m dos c&iacute;rculos restritos das elites; e segundo, atuar como representante dos cidad&atilde;os na fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos governos institu&iacute;dos.</p>
    <p>A primeira fase do jornalismo, como ampliador da esfera p&uacute;blica e fiscalizador dos poderes constitu&iacute;dos-o quarto poder-foi classificada como a fase da ilustra&ccedil;&atilde;o do jornalismo por Ciro Marcondes Filho (2000), momento em que as atividades jornal&iacute;sticas eram realizadas no sentido de defender uma causa (seja pol&iacute;tica ou est&eacute;tica) e os peri&oacute;dicos atuavam no sentido de organizar grupos para uma interven&ccedil;&atilde;o na esfera p&uacute;blica.</p>
    <p>Por&eacute;m, a medida que o jornalismo foi crescendo, paulatinamente foi deixando esta a&ccedil;&atilde;o da &quot;ilustra&ccedil;&atilde;o&quot; para se transformar em uma atividade mercantil. Habermas afirma que</p>
    <blockquote>
      <p>&quot;Em compara&ccedil;&atilde;o com a imprensa da era dita liberal, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massas alcan&ccedil;aram, por um lado, uma extens&atilde;o e uma efic&aacute;cia incomparavelmente superiores e, com isto, a pr&oacute;pria esfera p&uacute;blica se expandiu. Por outro lado, assim, eles tamb&eacute;m foram cada vez mais desalojados desta esfera e reinseridos na esfera outrora privada, do interc&acirc;mbio de mercadorias; quanto maior se tornou a efic&aacute;cia jornal&iacute;stico-publicit&aacute;ria, tanto mais vulner&aacute;vel eles se tornaram &agrave; press&atilde;o de determinados interesses privados, sejam individuais, sejam coletivos&quot; (Habermas, 1984, p. 221)</p>
</blockquote>
    <p>Por esta raz&atilde;o, alguns autores consideram que esta expans&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, ao contr&aacute;rio de um aumento da inser&ccedil;&atilde;o na esfera p&uacute;blica pol&iacute;tica de uma gama maior de cidad&atilde;os, transformou-os em participantes de uma outra esfera privada, a do consumo. Ot&aacute;vio Ianni, ao considerar a m&iacute;dia como o novo &quot;pr&iacute;ncipe eletr&ocirc;nico&quot;, fazendo alus&atilde;o ao pr&iacute;ncipe de Maquiavel, argumenta que h&aacute; uma transfigura&ccedil;&atilde;o silenciosa da sociedade em mercado, da ideologia em mercadoria e do cidad&atilde;o em consumidor. (Ianni, 2003)</p>
    <p>A figura do cidad&atilde;o se confunde com a do consumidor. H&aacute;, ent&atilde;o, uma contamina&ccedil;&atilde;o da esfera das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou pol&iacute;ticas (no sentido de <i>polis) </i>pela dimens&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es privadas, entre as quais a do consumo, tornando t&ecirc;nue a separa&ccedil;&atilde;o entre ambas e transportando valores da segunda para se tornarem referenciais para a primeira. Cidadania transfigura-se de um valor universal para um privil&eacute;gio de alguns, um elemento selecionador.</p>
    <p>A constru&ccedil;&atilde;o deste pseudo-ambiente em que atua a forma que os seres humanos tem da realidade que moldam suas pr&aacute;ticas, a id&eacute;ia de um espa&ccedil;o de consumidores mediado pelas id&eacute;ias da economia de mercado no lugar de uma sociedade de cidad&atilde;os mediada pelo contrato social reconstr&oacute;i valores cl&aacute;ssicos do pr&oacute;prio liberalismo.</p>
    <p>Percebe-se isto no estudo de Ven&iacute;cio Lima em que demonstra a transfigura&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia de &quot;liberdade de express&atilde;o&quot; para &quot;liberdade de imprensa&quot;. Diz ele que:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>
      <p>&quot;Um dos temas mais dif&iacute;ceis no campo das comunica&ccedil;&otilde;es &eacute; estabelecer as diferen&ccedil;as entre liberdade de express&atilde;o e liberdade de imprensa. A primeira se refere &agrave; liberdade individual e ao direito humano fundamental da palavra, da express&atilde;o. A segunda, &agrave; liberdade da &quot;sociedade&quot; e/ou de empresas comerciais-a <i>imprensa ou a m&iacute;dia </i>- de tornar p&uacute;blico o que consideram informa&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica e entretenimento.&quot; (Lima, 2010, p. 21)</p>
</blockquote>
    <p>No seu estudo, Lima aponta as diferen&ccedil;as que existem entre <i>speech, print e press </i>(express&atilde;o, impress&atilde;o e imprensa). O direito &agrave; liberdade de express&atilde;o tem o cidad&atilde;o como sujeito, assim como o direito &agrave; <i>impress&atilde;o</i>-expresso no cl&aacute;ssico documento <i>Aeropag&iacute;tica, </i>de John Milton (1644) em que &eacute; expresso tanto o direito do cidad&atilde;o expressar o seu pensamento como o de <i>reproduzir por meio da impress&atilde;o </i>suas id&eacute;ias.</p>
    <p>Muito diferente &eacute; a id&eacute;ia de liberdade de imprensa, cujos sujeitos s&atilde;o as organiza&ccedil;&otilde;es e empresas que controlam a socializa&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Principalmente em uma conjuntura em que o que se chamava de jornalismo associou-se com uma crescente ind&uacute;stria do entretenimento, gerando categorias novas de informa&ccedil;&atilde;o socializada, como o <i>infoentretenimento, </i>a iconiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es massificadas por conta do crescimento dos meios audiovisuais.</p>
    <p>A confus&atilde;o de ambas feita pelos discursos da m&iacute;dia hegem&ocirc;nica significa a incorpora&ccedil;&atilde;o do direito de cidadania para si. Os grandes conglomerados midi&aacute;ticos consideram-se os porta-vozes da vontade popular e, por isto, transformam qualquer tentativa de limitar o seu poder como um ataque &agrave; &quot;sociedade&quot; em geral.</p>
    <p>O agravante &eacute; que esta restri&ccedil;&atilde;o dos sujeitos de direito-Lima aponta, por exemplo, que o discurso da grande m&iacute;dia &eacute; de que a <i>liberdade de imprensa </i>se sobrep&otilde;e sobre todas as outras (Lima, 2010)<a href=#1 name="1."><sup>1</sup></a>-acontece em um momento de grande concentra&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria da m&iacute;dia e da cultura, hoje na m&atilde;o de seis grandes conglomerados globalizados: AOL/Time/Warner; Disney; Bertelsmann; Vivendi-Universal; News Corp; Viacom que, segundo dados mais recentes, controlam o fluxo de 85% da produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, cultura e entretenimento em todo o planeta. Boa parte destes conglomerados possui faturamentos e patrim&ocirc;nios maiores que muitos Estados nacionais.</p>
    <blockquote>
      <p>A opini&atilde;o p&uacute;blica &eacute; constru&iacute;da, assim, em pseudo-ambientes elaborados por um conjunto restrito de corpora&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas de forma que as pr&aacute;ticas humanas resultantes destas sejam aderentes a um tipo de sociabilidade, a da economia de mercado.</p>
</blockquote>
    <p><b>A constru&ccedil;&atilde;o de uma nova agenda e novos consensos</b></p>
    <p>A Am&eacute;rica Latina transformou-se no in&iacute;cio deste mil&ecirc;nio em um lugar onde experi&ecirc;ncias de sociabilidades alternativas foram pensadas e implementadas, principalmente em fun&ccedil;&atilde;o do esgotamento do modelo de ades&atilde;o das economias dos pa&iacute;ses da regi&atilde;o ao ide&aacute;rio neoliberal<a href=#2 name="2."><sup>2.</sup></a>. As crises sociais explodiram e os governos que protagonizaram e implementaram este modelo foram derrubados.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os novos ocupantes dos cargos p&uacute;blicos, entretanto, n&atilde;o tinham uma ideologia pol&iacute;tica formatada, at&eacute; porque a chamada esquerda ainda se recompunha da avalanche negativa que sofreu com a queda dos regimes do Leste Europeu no final da d&eacute;cada de 8o do s&eacute;culo passado. Entretanto, emergiam for&ccedil;as pol&iacute;ticas identificadas com pr&aacute;xis identit&aacute;ria &eacute;tnica e social, o que pode ser explicado pela considera&ccedil;&atilde;o de Anibal Quijano (2005) que afirma que a forma&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina deu-se por processos de extrema viol&ecirc;ncia e de destrui&ccedil;&atilde;o de importantes experi&ecirc;ncias civilizat&oacute;rias.</p>
    <p>Este movimento vai no sentido de uma refunda&ccedil;&atilde;o dos Estados nacionais latino-americanos o que aponta para a perspectiva de um repactuamento social. Grosso modo, podemos apontar alguns aspectos que unificam esta tend&ecirc;ncia pol&iacute;tica, resguardadas as particularidades de cada uma das realidades nacionais:</p>
<ol type="a">
    <li>anti-imperialismo a partir de uma demarca&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&atilde;o com as na&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas-esta posi&ccedil;&atilde;o varia desde uma postura mais firme principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos at&eacute; uma postura buscando atuar como um ator soberano na geopol&iacute;tica internacional;</li>
    <li>redu&ccedil;&atilde;o das disparidades sociais por meio de pol&iacute;ticas compensat&oacute;rias e emergenciais e reconstru&ccedil;&atilde;o dos equipamentos sociais p&uacute;blicos;</li>
    <li>reconhecimento de hierarquias &eacute;tnicas sempre em preju&iacute;zo de povos origin&aacute;rios ou que se encontram na base da pir&acirc;mide social de forma que o reconhecimento do discurso nacional d&aacute;-se, entre outras coisas, por uma pr&aacute;xis &eacute;tnico-pol&iacute;tica;</li>
    <li>desenvolvimento econ&ocirc;mico soberano;</li>
    <li>reformas das estruturas pol&iacute;ticas institucionais visando a incorpora&ccedil;&atilde;o de mais sujeitos &agrave; esfera p&uacute;blica.</li>
    </ol>
    <p>Este modelo, com todas as suas matizes, gerou uma transforma&ccedil;&atilde;o na ambi&ecirc;ncia da esfera p&uacute;blica destes pa&iacute;ses, trazendo novos sujeitos e novos elementos para reflex&atilde;o. Incomodou, sobremaneira, grupos j&aacute; institucionalizados dentro de uma esfera restrita e, principalmente, a grande m&iacute;dia construtora do pseudo ambiente em que tais pr&aacute;ticas eram pensadas e realizadas.</p>
    <p>No Brasil, marcado por um &quot;liberalismo antidemocr&aacute;tico&quot;, estas mudan&ccedil;as-ainda que t&iacute;midas-foram e s&atilde;o retratadas como &quot;retrocesso&quot; permitindo que discursos raivosos e beirando o ide&aacute;rio facista sustentem a maior revista semanal de informa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s-a <i>Veja</i>-que, sem pudores, desrespeita todos os c&acirc;nones &eacute;ticos e t&eacute;cnicos da produ&ccedil;&atilde;o de uma mat&eacute;ria jornal&iacute;stica para defender suas posi&ccedil;&otilde;es.<a href=#3 name="3."><sup>3.</sup></a></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em todos estes discursos conservadores, salta aos olhos a presen&ccedil;a quase que permanente de cr&iacute;ticas a projetos de desenvolvimento soberano, a m&aacute; vontade com a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o social, ainda que de car&aacute;ter emergencial como o <i>Bolsa Fam&iacute;lia </i>do governo Lula<a href=#4 name="4."><sup>4.</sup></a> e a ridiculariza&ccedil;&atilde;o de cunho preconceituoso dos protagonistas destes governos.</p>
    <p>H&aacute; uma clara tentativa de construir um outro consenso, diferente proposto por esta agenda, retomando id&eacute;ias mais cab&iacute;veis a um per&iacute;odo de submiss&atilde;o a grandes metr&oacute;poles, manuten&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gios de determinados grupos sociais e impedimento de qualquer discuss&atilde;o que trate da inclus&atilde;o social e pol&iacute;tica de segmentos sociais discriminados e exclu&iacute;dos. A estrat&eacute;gia de constru&ccedil;&atilde;o deste outro consenso &eacute; vincul&aacute;-lo ao conceito de democracia, apropriando-se desta id&eacute;ia como se os &uacute;nicos sujeitos protagonistas da democracia fossem as elites-assim como os &uacute;nicos protagonistas da liberdade de express&atilde;o s&atilde;o os propriet&aacute;rios dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<b>    <p>Construindo consensos: o papel dos agentes legitimadores</p>
</b>
    <blockquote>
      <p>&quot;Os l&iacute;deres estabelecidos de qualquer organiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m grandes vantagens naturais. Acredita-se que possuam melhores fontes de informa&ccedil;&atilde;o. Os livros e os documentos est&atilde;o em seus escrit&oacute;rios. Eles tomam parte em congressos importantes. Eles encontram gente importante. Eles t&ecirc;m responsabilidade. &Eacute;, portanto, mais f&aacute;cil a eles conquistar a aten&ccedil;&atilde;o e falar num tom convincente. Mas eles tamb&eacute;m t&ecirc;m grande cuidado de controle sobre o acesso aos fatos. Cada funcion&aacute;rio &eacute;, em algum grau, um censor. E uma vez que ningu&eacute;m pode suprimir informa&ccedil;&atilde;o, seja escondendo-a ou esquecendo de mencion&aacute;-la, sem alguma no&ccedil;&atilde;o do que ele deseja que o p&uacute;blico saiba, cada l&iacute;der &eacute; em algum grau um propagandista. Estrategicamente posicionado, e compelido frequentemente a escolher at&eacute; mesmo o melhor entre os igualmente convincentes, embora conflituosos ideais de seguran&ccedil;a para a institui&ccedil;&atilde;o, e candor por seu p&uacute;blico, o funcion&aacute;rio descobre a si pr&oacute;prio mais e mais conscientemente que fatos, em que lugar, de que maneira ele pode permitir o p&uacute;blico saber&quot;. (Lippmann, 2008, p. 218)</p>
</blockquote>
    <p>A longa cita&ccedil;&atilde;o de Lippmann expressa o sistema de constru&ccedil;&atilde;o de valores hegem&ocirc;nicos na sociedade liberal: a separa&ccedil;&atilde;o da sociedade em um grupo de l&iacute;deres que tem o papel de dirigir o fluxo de informa&ccedil;&otilde;es a ponto de consolidar os consensos necess&aacute;rios para a estabilidade do sistema. A percep&ccedil;&atilde;o, at&eacute; certo ponto c&iacute;nica, de Lippmann, de que todo &quot;funcion&aacute;rio &eacute; um censor&quot;-c&iacute;nica, a medida que isto ele aponta como algo natural decorrente desta divis&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da disparidade de conhecimento entre os v&aacute;rios membros de uma dada sociedade.</p>
    <p>Um pouco mais adiante, Lippmann acrescenta que:</p>
    <blockquote>
      <p>&quot;N&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel, por exemplo, acreditar no dogma original da democracia, de que o reconhecimento necess&aacute;rio para a administra&ccedil;&atilde;o dos assuntos humanos surge espontaneamente do cora&ccedil;&atilde;o humano. (...) Foi demonstrado que n&atilde;o podemos nos apoiar em intui&ccedil;&atilde;o, consci&ecirc;ncia ou nos acidentes da opini&atilde;o casual se n&oacute;s temos que tratar com o mundo que est&aacute; al&eacute;m do nosso alcance.&quot; (2008, p. 219)</p>
</blockquote>
    <p>A necessidade de uma classe dirigente, especializada, que teria como papel central a constru&ccedil;&atilde;o de consensos &eacute; retomada por Herman e Chomsky na sua conhecida an&aacute;lise dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa estadunidenses. Comentando a id&eacute;ia de Lippmann, da qual retira o conceito de &quot;fabrica&ccedil;&atilde;o de consensos&quot;, Herman e Chomsky afirmam que:</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&quot;Lippmann n&atilde;o considerou isso como algo question&aacute;vel pois 'os interesses comuns muitas vezes est&atilde;o fora do alcance da opini&atilde;o p&uacute;blica e s&oacute; podem ser gerenciados por uma classe especializada cujos interesses pessoais ultrapassem o n&iacute;vel local'. Ele lamentava que o vi&eacute;s incorrig&iacute;vel da imprensa pudesse confundir tanto a classe especializada quanto o p&uacute;blico. O problema, portanto, era como obter informa&ccedil;&otilde;es adequadas para as elites tomadoras de decis&otilde;es. Isso, pensava ele, poderia ser conseguido pelo desenvolvimento de um corpo de especialistas independentes que pudesse dar aos l&iacute;deres uma assessoria imparcial. Lippmann n&atilde;o se perguntou sobre os poss&iacute;veis interesses pessoais, da 'classe especializada' ou dos 'especialistas' nos quais a elite decidisse confiar, nem sobre sua capacidade ou seu direito de articular o 'interesse comum'.&quot; (Herman; Chomsky, 2003, p. 400)</p>
    <p>Herman e Chomsky consideram que a m&iacute;dia de massa &eacute; um &quot;aparelho de propaganda&quot; e institucionalizam a atua&ccedil;&atilde;o desta classe de especialistas de que fala Lippmann. Os dois autores de &quot;O consenso fabricado&quot; n&atilde;o partilham da id&eacute;ia de Lippmann de que a imprensa pode prejudicar a a&ccedil;&atilde;o dos especialistas mas sim de que h&aacute; uma sinergia entre ambas e, mais, a m&iacute;dia &eacute; a pr&oacute;pria institucionaliza&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o desta classe de especialistas.</p>
    <p>Chama aten&ccedil;&atilde;o a id&eacute;ia de filtros proposta por Herman e Chomsky que s&atilde;o os mecanismos de atua&ccedil;&atilde;o deste modelo de propaganda. Os autores consideram que as fontes utilizadas e os &quot;especialistas&quot; convidados para opinar atuam como um filtro que transforma a m&iacute;dia jornal&iacute;stica em um aparelho de propaganda.</p>
    <p>A t&eacute;cnica de reconstru&ccedil;&atilde;o do fato via relatos que, ao serem inseridos no discurso midi&aacute;tico, ganham certo status social e, portanto, servem de legitima&ccedil;&atilde;o dos mesmos e de seus autores faz com que a escolha das fontes (os protagonistas dos relatos) tenha um fundo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o de uma camada de especialistas. Diante disto, a m&iacute;dia de massa constr&oacute;i tamb&eacute;m um consenso de determinar quais s&atilde;o as opini&otilde;es e autores de opini&atilde;o que merecem ter o status de especialistas com autoridades de fala.</p>
    <p>Em um monitoramento realizado nos jornais <i>Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Revista Veja, Revista Isto &Eacute; e Revista &Eacute;poca </i>no per&iacute;odo de setembro a novembro de 2008, constatou-se que 75% das fontes entrevistadas para mat&eacute;rias de pol&iacute;tica nacional, internacional e local eram da esfera pol&iacute;tica, isto &eacute;, personalidades ocupantes de cargos p&uacute;blicos na esfera executiva e legislativa, comandos de partidos pol&iacute;ticos ou assessores e porta-vozes dos mesmos. A maioria dos 25% dos n&atilde;o oficiais estavam localizados nas mat&eacute;rias locais e eram, principalmente, cidad&atilde;os reclamando de algum problema espec&iacute;fico na sua rua ou ainda not&iacute;cias policiais em que pessoas comuns eram detidas ou autoras de processos judiciais de repercuss&atilde;o.</p>
    <p>Estes meios jornal&iacute;sticos, pertencentes ao que chamamos de <i>m&iacute;dia hegem&ocirc;nica, </i>legitimam e institucionalizam determinada classe de pessoas, especialistas, que ganham, assim, uma autoridade de fala perante ao p&uacute;blico. As controv&eacute;rsias na esfera p&uacute;blica limitam-se, assim, as diferen&ccedil;as de opini&otilde;es entre estes membros. A agenda p&uacute;blica tamb&eacute;m fica na m&atilde;o deste c&iacute;rculo.</p>
    <p>Na pesquisa realizada por Herman e Chomsky sobre mat&eacute;rias que tratavam do tema &quot;terrorismo&quot; no telejornal &quot;News Hour&quot;, 54% dos especialistas-n&atilde;o jornalistas-que publicaram coment&aacute;rios e analises sobre o tema no per&iacute;odo de 14 de janeiro de 1985 a 27 de janeiro de 1986 eram funcion&aacute;rios ou ex-funcion&aacute;rios do governo. Outros 15,7% eram representantes de <i>think tanks </i>conservadores e 13,7% acad&ecirc;micos. (Herman; Chomsky, 2003, p. 83).</p>
    <p>Desta forma, a m&iacute;dia hegem&ocirc;nica constr&oacute;i fronteiras para definir quais s&atilde;o as vozes leg&iacute;timas e n&atilde;o leg&iacute;timas no debate p&uacute;blico. Estas escolhas articulam-se com a perspectiva de uma esfera p&uacute;blica restrita ou de um liberalismo antidemocr&aacute;tico e confronta-se com um projeto de amplia&ccedil;&atilde;o desta esfera p&uacute;blica. Desta forma, o que se percebe &eacute; um confronto do que vem a ser democracia e quais s&atilde;o os merecedores da participa&ccedil;&atilde;o nesta esfera.</p>
    <p>Contrariamente a esta tend&ecirc;ncia, surgem experi&ecirc;ncias de jornalismos alternativos, de publica&ccedil;&otilde;es que se articulam com uma outra perspectiva. Durante a ditadura militar no Brasil, a chamada imprensa alternativa se definia como um mecanismo de contra-pauta, de furar o bloqueio &agrave; censura imposta pelo regime e apresentar assuntos de relev&acirc;ncia para o p&uacute;blico ainda que inc&ocirc;modos para o governo autorit&aacute;rio. Era uma luta contra o sil&ecirc;ncio imposto pelos detentores do poder. Hoje, o jornalismo alternativo n&atilde;o luta contra o sil&ecirc;ncio imposto por ditaduras pol&iacute;ticas, mas pela amplia&ccedil;&atilde;o das vozes na esfera p&uacute;blica, fato dificultado pela ditadura do capital.</p>
    <p>A proposta de jornalismo alternativo est&aacute; na <i>recusa a este consenso, </i>mergulhando na esfera das controv&eacute;rsias <i>n&atilde;o admitidas. </i>Uma das formas de praticar isto &eacute; ampliar o espectro de fontes.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Jornalismo alternativo e novas fontes</b></p>
    <p>Analisamos alguns jornais que se colocam como alternativos no Brasil no per&iacute;odo de janeiro a junho de 2009 no tocante as fontes. Os peri&oacute;dicos selecionados para an&aacute;lise foram: jornal Brasil de Fato (semanal), Le Monde Diplomatique (mensal), Revista F&oacute;rum (mensal) e Caros Amigos (mensal)<a href=#5 name="5."><sup>5.</sup></a> Classificamos as fontes destes jornais nos seguintes tipos:</p>
<ul>
    <li>Fontes oficiais (personalidades ligadas a esfera pol&iacute;tica, seja do governo ou oposi&ccedil;&atilde;o)</li>
    <li>Intelectuais (pesquisadores e personalidades de universidades e institutos de pesquisa sem qualquer vincula&ccedil;&atilde;o a aparelhos governamentais)</li>
    <li>Lideran&ccedil;as de movimentos sociais (representantes de organiza&ccedil;&otilde;es sociais, movimentos populares tanto em pronunciamentos pessoais como representativos das suas organiza&ccedil;&otilde;es)</li>
    <li>Cidad&atilde;os comuns (pessoas sem qualquer v&iacute;nculo com as categorias acima mencionadas)</li>
    </ul>
    <p>As not&iacute;cias foram classificadas nos seguintes temas: Pol&iacute;tica Nacional, Internacional, Meio Ambiente, Problemas Sociais, Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Cultura, Movimentos Sociais e Outros. Esta divis&atilde;o foi realizada em fun&ccedil;&atilde;o dos temas mais tratados pelos meios alternativos analisados no per&iacute;odo.</p>
    <p>A seguir falaremos de cada um dos peri&oacute;dicos analisados:</p>
    <p><i>Revista Caros Amigos: </i>este peri&oacute;dico foi fundado em abril de 1997 por um grupo de jornalistas e intelectuais progressistas, grande parte deles oriundos das lutas contra a ditadura militar. A editora (&quot;Casa Amarela&quot;) tamb&eacute;m publica livros, alguns de profissionais que escrevem na revista. Grande parte da revista &eacute; composta por artigos assinados. Em todo o n&uacute;mero h&aacute; uma grande entrevista feita com alguma personalidade, normalmente, do campo progressista. A entrevista &eacute; feita no estilo do antigo jornal alternativo <i>Pasquim </i>(um grupo de jornalistas da revista se re&uacute;ne com o entrevistado e a entrevista corre de maneira informal). Al&eacute;m disto, sempre h&aacute; uma foto-reportagem e uma reportagem investigativa que aborda, em geral, problemas sociais que n&atilde;o s&atilde;o pautados na grande imprensa (como repress&otilde;es a movimentos sociais, explora&ccedil;&atilde;o do subemprego, casos de viol&ecirc;ncia policial, entre outros). Segundo a Aner (Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Editores de Revistas), a tiragem da <i>Caros Amigos </i>&eacute; de 40 mil exemplares mensais.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Le Monde Diplomatique: </i>A edi&ccedil;&atilde;o brasileira deste jornal franc&ecirc;s, criado em 1954 como um suplemento internacional do conhecido jornal <i>Le Monde </i>e depois tornado independente em 1970, foi lan&ccedil;ada em 1999 na vers&atilde;o on line e em 2007, no formato impresso. A sua edi&ccedil;&atilde;o est&aacute; por conta da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Instituto P&oacute;lis. O <i>Le Monde Diplomatique </i>tem uma voca&ccedil;&atilde;o internacionalista, discute os efeitos perversos da globaliza&ccedil;&atilde;o neoliberal para os pa&iacute;ses do chamado Terceiro Mundo e se vincula ao movimento conhecido como &quot;altermundista&quot;, criado por conta das articula&ccedil;&otilde;es que desembocaram no F&oacute;rum Social Mundial e o lema &quot;um outro mundo &eacute; poss&iacute;vel&quot;.</p>
    <p><i>Revista F&oacute;rum: </i>Criada em 2001, tamb&eacute;m produto da articula&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Social Mundial, da qual herdou o nome, embora n&atilde;o seja a publica&ccedil;&atilde;o oficial deste movimento. &Eacute; editada pela Editora Publisher Brasil, que tamb&eacute;m edita livros. A grande inova&ccedil;&atilde;o deste peri&oacute;dico &eacute; que ele &eacute; impresso em papel reciclado. Come&ccedil;ou com periodicidade bimestral e desde 2004, virou mensal. Segundo a pr&oacute;pria revista, a tiragem &eacute; de 20 mil exemplares.</p>
    <p><i>Jornal Brasil de Fato: </i>Lan&ccedil;ado em janeiro de 2003, durante a realiza&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Social Mundial, &eacute; um jornal semanal produto de uma articula&ccedil;&atilde;o de movimentos sociais populares, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, al&eacute;m de outros, como o Via Campesina, Consulta Popular, entre outros. Circula a partir das bases destes movimentos sociais al&eacute;m de ter uma rede de assinantes e apoiadores. &Eacute; utilizado para eventos de forma&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;as de movimentos sociais. N&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es precisas sobre a sua tiragem.</p>
    <p><b>Resultados</b></p>
    <p align="center"><a name="g1"><img src="img/revistas/signo/v30n58/v30n58a04g1.jpg"></a></p>
    <p>A revista Caros Amigos deu mais destaque para os assuntos de Ci&ecirc;ncia e Cultura, Internacional e Pol&iacute;tica Nacional. N&atilde;o h&aacute; uso de fontes oficiais e o predom&iacute;nio de fontes s&atilde;o intelectuais. Este peri&oacute;dico tem a presen&ccedil;a maior de artigos assinados e a presen&ccedil;a de lideran&ccedil;as de movimentos sociais aparece nas reportagens, g&ecirc;nero em menor n&uacute;mero na publica&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p align="center"><a name="g2"><img src="img/revistas/signo/v30n58/v30n58a04g2.jpg"></a></p>
    <p>Na revista Le Monde Diplomatique houve o predom&iacute;nio de mat&eacute;rias da editoria de Internacional, e quase que a totalidade de fontes consultadas foram intelectuais. Como boa parte do seu conte&uacute;do &eacute; composto por artigos assinados, as fontes s&atilde;o, na verdade, refer&ecirc;ncias conceituais para sustentar id&eacute;ias e teses sobre temas da contemporaneidade.</p>
    <p align="center"><a name="g3"><img src="img/revistas/signo/v30n58/v30n58a04g3.jpg"></a></p>
    <p>O jornal &quot;Brasil de Fato&quot; teve uma distribui&ccedil;&atilde;o mais equilibrada de assuntos, privilegiando assuntos relativos a movimentos sociais, problemas sociais e internacional. As fontes mais utilizadas foram lideran&ccedil;as de movimentos sociais e cidad&atilde;os comuns. Importante dizer que, por ser um jornal semanal, h&aacute; uma cobertura mais pr&oacute;xima da dimens&atilde;o factual e, portanto, a presen&ccedil;a de reportagens &eacute; maior. Assim, o fato de existir uma grande parcela de fontes diferenciadas, como cidad&atilde;os comuns e lideran&ccedil;as dos movimentos sociais, proporciona uma constru&ccedil;&atilde;o de um olhar diferenciado sobre o curso dos acontecimentos.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="g4"><img src="img/revistas/signo/v30n58/v30n58a04g4.jpg"></a></p>
    <p>A revista F&oacute;rum teve um n&uacute;mero maior de mat&eacute;rias referentes a problemas sociais, pol&iacute;tica nacional, movimentos sociais e ci&ecirc;ncia e cultura. H&aacute; uma presen&ccedil;a um pouco maior de fontes oficiais nas mat&eacute;rias de pol&iacute;tica nacional e internacional, em geral, personalidades do governo federal ou ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Entretanto, nas outras editorias, percebe-se tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de lideran&ccedil;as de movimentos sociais. A revista F&oacute;rum tem um perfil partid&aacute;rio mais definido, assim h&aacute; uma n&iacute;tida presen&ccedil;a maior de fontes que representam determinados segmentos organizados da sociedade.</p>
    <p><b>Debate p&uacute;blico amplificado</b></p>
    <p>O que se percebe em todas estas publica&ccedil;&otilde;es &eacute; a visibilidade dada a personalidades vinculadas a movimentos sociais n&atilde;o apenas nas a&ccedil;&otilde;es destes movimentos mas tamb&eacute;m como personalidades capacitadas para apresentar opini&otilde;es e avalia&ccedil;&otilde;es sobre os mais diversos assuntos.</p>
    <p>O conceito de debate pol&iacute;tico democr&aacute;tico amplia-se assim para al&eacute;m dos ocupantes da burocracia estatal e a cobertura pol&iacute;tica n&atilde;o se limita a divulga&ccedil;&atilde;o de esc&acirc;ndalos ou das disputas ferrenhas de cunho eleitoral e partid&aacute;rio, mas para a discuss&atilde;o de projetos. Com este espa&ccedil;o concedido, a m&iacute;dia alternativa confere &agrave;s lideran&ccedil;as de movimentos sociais um &quot;status&quot; de agente pol&iacute;tico para al&eacute;m da mera representa&ccedil;&atilde;o corporativa da sua organiza&ccedil;&atilde;o.</p>
    <p>Outra categoria de personalidades tratadas como fontes por estas publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o intelectuais-em geral, professores e pesquisadores de universidades. A presen&ccedil;a de intelectuais n&atilde;o &eacute; uma exclusividade da m&iacute;dia alternativa, freq&uuml;entemente a m&iacute;dia hegem&ocirc;nica tamb&eacute;m lan&ccedil;a m&atilde;o deste expediente para dar uma credibilidade a sua cobertura.</p>
    <p>A autoridade da fala de um <i>expert </i>gera uma percep&ccedil;&atilde;o de uma tecnicidade do debate, para al&eacute;m de uma &quot;paix&atilde;o&quot; ideol&oacute;gica. E neste aspecto que se percebe uma distin&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica das m&iacute;dias hegem&ocirc;nicas e alternativas: ambas utilizam tais <i>experts, </i>por&eacute;m a cor ideol&oacute;gica &eacute; o elemento definidor de quais garantem presen&ccedil;a maior ou menor em uma ou outra m&iacute;dia.</p>
    <p>Por esta raz&atilde;o, fica n&iacute;tida a inexist&ecirc;ncia de uma neutralidade no trabalho intelectual, independente da sua qualifica&ccedil;&atilde;o, uma considera&ccedil;&atilde;o importante tendo em vista que a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica no Brasil &eacute; realizada dentro de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.</p>
    <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>
    <p>A m&iacute;dia alternativa cumpre um importante papel, dentre outros, de ampliar as vozes da esfera p&uacute;blica, agindo como um elemento problematizador do processo instituinte de determinadas vozes feito pela m&iacute;dia hegem&ocirc;nica. Desta forma, o espectro de opini&otilde;es e de olhares sobre os assuntos se amplia, assim como h&aacute; outros definidores das agendas p&uacute;blicas para al&eacute;m do estreito c&iacute;rculo das fontes oficiais.</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em um pa&iacute;s com um hist&oacute;rico de um funcionamento intermitente da democracia, que passou por processos de liberalismo conservador, a amplia&ccedil;&atilde;o das agendas e das fontes por parte da m&iacute;dia hegem&ocirc;nica quebra um dos principais filtros de fabrica&ccedil;&atilde;o do consenso (no conceito chomskyano) e tamb&eacute;m move a fronteira entre a classe dos formadores de opini&atilde;o e dos liderados (no esquema lippmanniano).</p>
    <p>A amplia&ccedil;&atilde;o das falas autorizadas para lideran&ccedil;as dos movimentos sociais (que n&atilde;o s&atilde;o vistos apenas como potenciais perturbadores de uma ordem estabelecida, mas tamb&eacute;m como portadores de falas leg&iacute;timas) e a explicita&ccedil;&atilde;o dos cortes ideol&oacute;gicos nas falas dos <i>experts </i>e intelectuais tamb&eacute;m s&atilde;o elementos importantes na consolida&ccedil;&atilde;o de uma democracia radical.</p>
    <p>O confronto entre o hegem&ocirc;nico e o alternativo se coloca aqui, portanto, no processo de legitima&ccedil;&atilde;o de agendas e fontes. Por isto, a exist&ecirc;ncia da m&iacute;dia alternativa &eacute; garantia de uma reflex&atilde;o radical (no sentido de pegar pela raiz) da pr&oacute;pria estrutura do debate democr&aacute;tico. Mais que de esquerda, o discurso da m&iacute;dia alternativa &eacute; metademocr&aacute;tico pois constr&oacute;i um espa&ccedil;o onde a pr&oacute;pria democracia conceitualmente &eacute; refletida e discutida. Retira da grande m&iacute;dia (e sua agenda e vozes legitimadas) a condi&ccedil;&atilde;o de sujeito &uacute;nico do direito &agrave; liberdade de express&atilde;o e amplia para outros c&iacute;rculos. Em um momento de refunda&ccedil;&atilde;o do Estado, do repactuamento social e da incorpora&ccedil;&atilde;o de novos sujeitos na esfera p&uacute;blica-em um movimento contr&aacute;rio &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o da cidadania observado pelas tend&ecirc;ncias da m&iacute;dia comerciala&ccedil;&otilde;es de radicaliza&ccedil;&atilde;o do conceito de democracia cumprem um importante papel.</p>
<hr>
    <p><a href=#1. name="1"><sup>1.</sup></a>Note-se por exemplo a gritaria dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiros contra o Plano Nacional de Direitos Humanos na sua terceira vers&atilde;o que colocava o respeito aos direitos humanos como uma condi&ccedil;&atilde;o para a avalia&ccedil;&atilde;o dos pedidos de renova&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o dos canais.    <br> <a href=#2. name="2"><sup>2.</sup></a>Chamamos aqui de ide&aacute;rio neoliberal a ado&ccedil;&atilde;o das medidas preconizadas pelo Consenso de Washington, como redu&ccedil;&atilde;o do tamanho do Estado (com privatiza&ccedil;&atilde;o de estatais e redu&ccedil;&atilde;o dos gastos p&uacute;blicos com &aacute;reas sociais e investimentos), destina&ccedil;&atilde;o principal da parcela do or&ccedil;amento para pagamento das d&iacute;vidas p&uacute;blicas e desmonte de projetos de soberania econ&ocirc;mica, adequando as economias aos interesses das grandes pot&ecirc;ncias.    <br> <a href=#3. name="3"><sup>3.</sup></a>S&oacute; para dar um exemplo, o caso da mat&eacute;ria publicada na edi&ccedil;&atilde;o de maio de 2010 em que critica a pol&iacute;tica de demarca&ccedil;&atilde;o de terras para ind&iacute;genas do governo Lula em que uma entrevista com um eminente antrop&oacute;logo, Eduardo Viveiros de Castro, foi falseada (admitida pela pr&oacute;pria revista).    <br> <a href=#4. name="4"><sup>4.</sup></a>O jornal <i>Folha de S. Paulo </i>na costumeira leviandade da coluna Painel, chegou a chamar o bolsa fam&iacute;lia de &quot;mensalinho&quot; para compar&aacute;-lo ao esc&acirc;ndalo de compra de parlamentares chamado de &quot;mensal&atilde;o&quot;. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; passar a id&eacute;ia de que o sistema &eacute; uma compra de votos dos benefici&aacute;rios.    <br> <a href=#5. name="5"><sup>5.</sup></a>Este levantamento foi realizado por Mariah Rosa Cruz, B&aacute;rbara Soares Neto e Kelvin dos Santos Valentim, alunos bolsistas de uma escola de ensino m&eacute;dio de Cotia, participantes do Programa de Pr&eacute;-Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Universidade de S&atilde;o Paulo sob minha orienta&ccedil;&atilde;o em 2009.</p>
<hr>
    <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>
    <!-- ref --><p>Abramo, P. (2003), <i>Padr&otilde;es de manipula&ccedil;&atilde;o na grande imprensa, </i>S. Paulo, Editora Perseu Abramo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0120-4823201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hallin, D. e Mancini, P. (2007), <i>Comparing media systems, </i>Cambridge, ISE. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0120-4823201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Habermas, J. (1984), <i>A mudan&ccedil;a estrutural da esfera p&uacute;blica, </i>Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0120-4823201100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hermann, E. e Chomsky, N. (2003) <i>A manipula&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico, </i>S. Paulo, Futura. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0120-4823201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ianni, O. (2003), <i>Enigmas da modernidade mundo, </i>Rio de Janeiro, Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0120-4823201100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lima, V. (2010), <i>Liberdade de express&atilde;o x liberdade de imprensa: direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e democracia, </i>S&atilde;o Paulo, Publisher Brasil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0120-4823201100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Lippmann, W. (2008), <i>Opini&atilde;o p&uacute;blica, </i>Petr&oacute;polis, Vozes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0120-4823201100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marcondes Filho, C. (2000), <i>A saga dos c&atilde;es perdidos, </i>S. Paulo, Hacker Editores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0120-4823201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, D e Maia, M. (2003), &quot;Revista Veja: o temor como mecanismo conservador na esfera p&uacute;blica midiatizada&quot;, <i>Revista de Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura:processos medi&aacute;ticos e culturais, </i>Vol.1, n.1, Piracicaba, Unimep.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0120-4823201100010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pateman, C. e Mills, C. (2007), <i>Contract and domination, </i>Washington D.C, John Willey Profession.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0120-4823201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira Filho, F. (2004), <i>Caros Amigos e o resgate da imprensa alternativa no Brasil, </i>S. Paulo, Annablume.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0120-4823201100010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Quijano, A. (2005), &quot;Dom Quixote e os moinhos de vento na Am&eacute;rica Latina&quot;, <i>Revista do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados, </i>v. 19, n. 55, S&atilde;o Paulo, IEA/USP.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0120-4823201100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rudiger, F. (2001), &quot;A Escola de Frankfurt&quot;, Hohfeldt, A; Martino, L; Fran&ccedil;a, V. (orgs), <i>Teorias da comunica&ccedil;&atilde;o: conceitos, escolas e tend&ecirc;ncias, </i>Petr&oacute;polis, Vozes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0120-4823201100010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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