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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nível de adaptação baseado no modelo de Roy em mães de crianças portadores de Síndrome de Down]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mothers with Down syndrome children and their psychosocial level of adaptation according to Roy model]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Objetivos: analizar el nivel de adaptación psicosocial de madres de niños con Síndrome de Down. Metodología: el muestreo estuvo compuesto por todas las madres de los niños portadores del Síndrome de Down atendidos en un núcleo de tratamiento y estimulación precoz que aceptaron participar de la investigación. Los datos fueron organizados de acuerdo con la técnica del análisis temático. El nivel de adaptación se clasificó en: integrado (solamente indicadores de adaptación positiva), compensatorio (indicadores de adaptación positiva y problemas comunes de adaptación) y comprometido (solamente problemas comunes de adaptación). Resultados y discusiones: en el modo del Autoconcepto, se hallaron 12 casos de nivel de adaptación compensatorio, uno de nivel integrado y ninguno comprometido. En el modo de Desempeño de papeles se encontraron 3 entrevistadas con nivel comprometido, 10 casos de nivel integrado y ninguno de nivel compensatorio. En el modo de Interdependencia hubo 10 participantes con nivel integrado, 3 participantes con nivel compensatorio, y ningún caso de nivel de adaptación comprometido. Conclusiones: se verifico que todas las participantes estaban viviendo un nivel de adaptación compensatorio general, si se considera que no se se observó ningún caso de nivel totalmente integrado o comprometido.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: We aimed to analyze the psychosocial adaptation level of mothers with Down’s syndrome children. Methodology: The sampling was composed by all mothers of children carriers of Down’s syndrome, assisted in a treatment and precocious stimulation’s nucleus that accepted. The data were organized following thematic analysis technique. The adaptation level was classified: integrated (only positive adaptation indicators), compensatory (positive adaptation indicators and adaptation common problems) and compromised (only adaptation common problems). Results and discussion: In the Self-concept mode, there were 12 cases of compensatory adaptation level, one of integrated level and none committed level. In the Role function mode 3 interviewees reached commited level, in 10 cases integrated level and none of compensatory level. In the Interdependence mode 10 participants existed attained integrated level, 3 participants showed compensatory level, and any case of commited level of adaptation was registered. Conclusions: We verify that all the participants were living a general compensatory adaptation level, whereas any case of completely integrated or commited level was observed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome de Down]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>N&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o baseado no modelo de Roy em m&atilde;es   de crian&ccedil;as portadores de S&iacute;ndrome de Down<sup>a</sup></b> </p>     <p>Allyne N&oacute;brega Fortes<sup>b</sup> , Marcos Ven&iacute;cios de Oliveira   Lopes<sup>c</sup></p>     <p><sup>a</sup> O   artigo faz parte do estudo &#8220;adapta&ccedil;&atilde;o psicosocial de   m&atilde;es de crian&ccedil;as portadoras do s&iacute;ndrome de Down&#8221;,   desemvolvida entre Janeiro e Julho de 2004. Financiamento pela Universidade de Cear&aacute;-Brasil.</p>     <p>  <sup>b</sup>Aluna do curso de Mestrado do Programa de Posgradu&ccedil;&atilde;o   em Enfermage da Universidade Federal de Cear&aacute;. Correio eletr&ocirc;nico: marcos_venicios@hotmail.com.</p>     <p>  <sup>c</sup>Dotor em Enfermagem. Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem   da Universidade   Federal de Cear&aacute;. Correio eletr&ocirc;nico: marcos@ufc.br.</p>     <p><b>C&oacute;mo citar este art&iacute;culo</b>:   N&oacute;brega A, de Oliveira MV. N&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o baseado   no modelo de Roy em m&atilde;es de crian&ccedil;as portadores de S&iacute;ndrome de Down. Invest. educ. enferm. 2006; (24)2: 64-73.</p>     <p><b>Recibido</b>: 12 de mayo de 2005.   <b>Env&iacute;o para correcciones:</b> 3 de agosto de 2006. <b>Aprobado</b>: 6 de septiembre de 2006</p> <hr>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p> <b>Objetivo: </b>Analisar o n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de   m&atilde;es de crian&ccedil;as com S&iacute;ndrome de Down. <b>Metodologia:</b> A   amostra foi composta por todas as m&atilde;es de crian&ccedil;as portadoras   de S&iacute;ndrome de Down, atendidas em um n&uacute;cleo de tratamento e estimula&ccedil;&atilde;o   precoce, que aceitaram participar da investiga&ccedil;&atilde;o. Os dados foram   organizados de acordo com a t&eacute;cnica da an&aacute;lise tem&aacute;tica.   O n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o foi classificado em: integrado (somente   indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva), compensat&oacute;rio (indicadores   de adapta&ccedil;&atilde;o positiva e problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o)   e comprometido (somente problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o). <b>Resultados   e discuss&otilde;es: </b>No modo do Autoconceito, houve 12 casos de n&iacute;vel   de adapta&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;rio, um de n&iacute;vel integrado   e nenhum comprometido. No modo de Desempenho de pap&eacute;is houve 3 casos   com n&iacute;vel comprometido, 10 casos de n&iacute;vel integrado e nenhum   de n&iacute;vel compensat&oacute;rio. No modo de Interdepend&ecirc;ncia houve   10 casos com n&iacute;vel integrado, 3 casos com n&iacute;vel compensat&oacute;rio, e nenhum caso de n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o comprometido.<b> Conclus&otilde;es:</b>Verificou-se que todas as participantes estavam vivenciando um n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;rio geral, considerando-se que n&atilde;o foi observado qualquer caso de n&iacute;vel totalmente integrado ou comprometido.</p>     <p> <b>Palavras chave:</b> S&iacute;ndrome de Down, Adapta&ccedil;&atilde;o social, Modelos de enfermagem, Modelos de Roy.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMEN</b></p>     <p> <b>Objetivos:</b> analizar el nivel de adaptaci&oacute;n psicosocial de madres de   ni&ntilde;os con S&iacute;ndrome de Down. <b>Metodolog&iacute;a:</b> el muestreo estuvo   compuesto por todas las madres de los ni&ntilde;os portadores del S&iacute;ndrome   de Down atendidos en un n&uacute;cleo de tratamiento y estimulaci&oacute;n   precoz que aceptaron participar de la investigaci&oacute;n. Los datos fueron   organizados de acuerdo con la t&eacute;cnica del an&aacute;lisis tem&aacute;tico.   El nivel de adaptaci&oacute;n se clasific&oacute; en: integrado (solamente   indicadores de adaptaci&oacute;n positiva), compensatorio (indicadores de adaptaci&oacute;n   positiva y problemas comunes de adaptaci&oacute;n) y comprometido (solamente   problemas comunes de adaptaci&oacute;n). <b>Resultados y discusiones:</b> en el modo   del Autoconcepto, se hallaron 12 casos de nivel de adaptaci&oacute;n compensatorio,   uno de nivel integrado y ninguno comprometido. En el modo de Desempe&ntilde;o   de papeles se encontraron 3 entrevistadas con nivel comprometido, 10 casos   de nivel integrado y ninguno de nivel compensatorio. En el modo de Interdependencia   hubo 10 participantes con nivel integrado, 3 participantes con nivel compensatorio,   y ning&uacute;n caso de nivel de adaptaci&oacute;n comprometido.<b> Conclusiones:</b>  se verifico que todas las participantes estaban viviendo un nivel de adaptaci&oacute;n   compensatorio general, si se considera que no se se observ&oacute; ning&uacute;n caso de nivel totalmente integrado o comprometido.</p>     <p>  <b>Palabras clave:</b> s&iacute;ndrome de Down, adaptaci&oacute;n social, modelos de enfermer&iacute;a, modelos de Roy.</p>     <p>  <b>Mothers with Down syndrome children and their psychosocial level of adaptation according to Roy model.</b></p>     <p>  <b>ABSTRACT</b></p>     <p> <b>Objective:</b> We aimed to analyze the psychosocial adaptation level of mothers   with Down&#8217;s syndrome children. <b>Methodology: </b>The sampling was composed   by all mothers of children carriers of Down&#8217;s syndrome, assisted in a   treatment and precocious stimulation&#8217;s nucleus that accepted. The data   were organized following thematic analysis technique. The adaptation level   was classified: integrated (only positive adaptation indicators), compensatory   (positive adaptation indicators and adaptation common problems) and compromised   (only adaptation common problems). <b>Results and discussion:</b> In the Self-concept   mode, there were 12 cases of compensatory adaptation level, one of integrated   level and none committed level. In the Role function mode 3 interviewees reached   commited level, in 10 cases integrated level and none of compensatory level.   In the Interdependence mode 10 participants existed attained integrated level,   3 participants showed compensatory level, and any case of commited level of   adaptation was registered.<b> Conclusions:</b> We verify that all the participants   were living a general compensatory adaptation level, whereas any case of completely integrated or commited level was observed. </p>     <p> <b>Key words: </b>Down&#8217;s syndrome, social adaptation, nursing patterns, Roy&#8217;s models.</p>     <p>  <b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p> Dados estat&iacute;sticos mostram que, no Brasil, nasce uma crian&ccedil;a   com S&iacute;ndrome de Down de cada 600 nascimentos, ou seja, nascem cerca   de 8.000 beb&ecirc;s com s&iacute;ndrome de Down por ano. Na S&iacute;ndrome   de Down, por anormalidade na forma&ccedil;&atilde;o do &oacute;vulo, ocorrida   depois da fecunda&ccedil;&atilde;o, existe uma trissomia cromoss&ocirc;mica   no par 21. O mecanismo cromoss&ocirc;mico mais comum para tal ocorr&ecirc;ncia &eacute; a   n&atilde;o- disjun&ccedil;&atilde;o mei&oacute;tica, uma falha da separa&ccedil;&atilde;o   de um par de cromossomos durante uma das duas divis&otilde;es mei&oacute;ticas, podendo ocorrer tanto no pai quanto na m&atilde;e <sup>1,2</sup>.</p>     <p> A trissomia 21 pode ser classificada em tr&ecirc;s tipos, detectados por um   exame chamado cari&oacute;tipo, que deve ser realizado depois do nascimento   da crian&ccedil;a. O tipo simples ou padr&atilde;o &eacute; reconhecido pela   presen&ccedil;a de 47 cromossomos em todas as c&eacute;lulas. A trissomia mosaico &eacute; definida   como a altera&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica que compromete apenas parte   das c&eacute;lulas, ou seja, algumas c&eacute;lulas t&ecirc;m 47 e outras 46   cromossomos. Existe ainda a trissomia por transloca&ccedil;&atilde;o, onde   o cromossomo extra do par 21 fica aderido a outro cromossomo. Assim, embora   o indiv&iacute;duo tenha 46 cromossomos, &eacute; portador da S&iacute;ndrome de Down <sup>3</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Sabe-se que problemas durante a gesta&ccedil;&atilde;o como crises emocionais,   traumas mec&acirc;nicos ou o uso de drogas tampouco s&atilde;o causadores dessa   altera&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a mesma &eacute; de natureza gen&eacute;tica,   desenvolvida depois da fecunda&ccedil;&atilde;o. Mas a m&atilde;e pode vir   a desenvolver, por car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o, um forte sentimento   de culpa ou de nega&ccedil;&atilde;o, insistindo que o filho n&atilde;o tem   o problema, podendo at&eacute; atrasar o tratamento e a estimula&ccedil;&atilde;o   precoces, t&atilde;o necess&aacute;rios ao desenvolvimento adequado de sua crian&ccedil;a <sup>4</sup>.</p>     <p> Essa anomalia traz sin&ocirc;nimos depreciativos de grande impacto emocional,   causando sentimentos como ang&uacute;stia, vergonha, dor, medo do que possa   causar &agrave; crian&ccedil;a. A tend&ecirc;ncia, ent&atilde;o, &eacute; de   tentar esconder o fato e guardar o filho, longe dos olhares, das perguntas e dos coment&aacute;rios inadequados ou indiscretos.</p>     <p> Surge, ent&atilde;o, a necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es   a sua nova condi&ccedil;&atilde;o de vida sob pena de a mesma comprometer seu   bem estar- mental, f&iacute;sico e social- e o cuidado que oferece a seu filho.   Tudo isso gera a necessidade de obten&ccedil;&atilde;o de novas habilidades   incluindo revis&atilde;o de valores, conhecimento cient&iacute;fico e pr&aacute;tico sobre a enfermidade, al&eacute;m do enfrentamento da sociedade.</p>     <p> Comportamentos como os apresentados por essas mulheres com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; enfermidade   do filho s&atilde;o abordados pela teoria de Roy em quatro modos de adapta&ccedil;&atilde;o:   o modo fisiol&oacute;gico; o modo de autoconceito; o modo de desempenho de   pap&eacute;is e o modo de interdepend&ecirc;ncia. Este trabalho se prop&ocirc;s   a estudar os tr&ecirc;s &uacute;ltimos modos que, juntos, constituem o modo psicossocial<sup>5</sup>. </p>     <p> O modo de autoconceito evidencia aspectos psicol&oacute;gicos e espirituais   do ser humano. Esse modo &eacute; a fus&atilde;o de cren&ccedil;as e sentimentos   de um indiv&iacute;duo em certa circunst&acirc;ncia. O modo de desempenho de   pap&eacute;is explora padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o pessoal, destacando   os fatores relacionados aos pap&eacute;is que o sujeito cumpre no meio social   em que vive bem como seu desempenho. O modo de interdepend&ecirc;ncia destaca   as intera&ccedil;&otilde;es de dar e receber afeto, respeito e valor. &Eacute; considerado   um modo social por que suas necessidades s&atilde;o atendidas por meio da intera&ccedil;&atilde;o social <sup>6, 7</sup>.</p>     <p> Considerando que o ser humano &eacute; um sistema biopsicossocial com a capacidade   de ajustar-se ao ambiente bem como modific&aacute;-lo, buscou-se analisar o   n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de m&atilde;es de crian&ccedil;as   com S&iacute;ndrome de Down,a fim de se compreender de que forma essas mulheres est&atilde;o enfrentando a condi&ccedil;&atilde;o de ter um filho deficiente.</p>     <p>  <b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p> O presente estudo &eacute; de car&aacute;ter descritivo, com an&aacute;lise   qualitativa que teve como foco os indicadores positivos de adapta&ccedil;&atilde;o   e os indicadores de problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es   de crian&ccedil;as portadoras de S&iacute;ndrome de Down. Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o   explorat&oacute;ria j&aacute; que proporciona uma maior abrang&ecirc;ncia dos   conhecimentos a respeito do tema escolhido, al&eacute;m de promover a delimita&ccedil;&atilde;o dos objetivos e das hip&oacute;teses <sup>8</sup>.</p>     <p> O trabalho foi desenvolvido em um n&uacute;cleo de tratamento e estimula&ccedil;&atilde;o   precoces que atende crian&ccedil;as portadoras de S&iacute;ndrome de Down.   Esse n&uacute;cleo &eacute; vinculado a uma maternidade-escola, institui&ccedil;&atilde;o   p&uacute;blica pertencente ao complexo da Universidade Federal de Cear&aacute; (UFC),   localizada em Fortaleza - Cear&aacute;, Brasil. O grupo investigado foi composto por 13 m&atilde;es de crian&ccedil;as com S&iacute;ndrome de Down.</p>     <p> As entrevistas foram fundamentadas em um roteiro desenvolvido para a aplica&ccedil;&atilde;o   do processo de enfermagem baseado em Modelos Conceituais de Enfermagem. O roteiro   foi composto por quest&otilde;es espec&iacute;ficas dirigidas ao Modelo da   Adapta&ccedil;&atilde;o de Roy, enfocadas nos modos de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial<sup>9</sup>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A coleta dos dados foi realizada durante o m&ecirc;s de fevereiro de 2004,   simultaneamente ao atendimento do filho de cada participante, durante o qual a entrevistada permanecia em uma sala de espera.</p>     <p> Foram respeitados todos os aspectos &eacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o   a investiga&ccedil;&atilde;o com seres humanos, no que se refere &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o   pr&eacute;via do investigador, explica&ccedil;&atilde;o sobre a pesquisa, assinatura do termo de consentimento e garantia do anonimato da entrevistada.</p>     <p> Os dados foram organizados em cinco etapas, de acordo com a t&eacute;cnica   da an&aacute;lise de conte&uacute;do, especificamente a an&aacute;lise tem&aacute;tica.   Foram realizadas a escuta, transcri&ccedil;&atilde;o e leitura exaustiva de   cada entrevista. As caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas codificadas foram   agrupadas e originaram os indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o. Esses indicadores   foram tamb&eacute;m codificados de acordo com a nomenclatura apresentada no   modelo de adapta&ccedil;&atilde;o de Roy, sendo divididos em indicadores de   adapta&ccedil;&atilde;o positiva e indicadores de problemas de adapta&ccedil;&atilde;o.   Finalmente, esses indicadores foram organizados de acordo com o modo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial mais apropriado. </p>     <p> Para cada modo psicossocial identificou-se pelo menos um indicador para adapta&ccedil;&atilde;o   positiva e um para problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o. Cada indicador   apresentava uma ou mais caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e representa   um conjunto de comportamentos que refletem as declara&ccedil;&otilde;es das participantes.</p>     <p> O n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o foi classificado em tr&ecirc;s: integrado,   compensat&oacute;rio e comprometido. Cada um foi determinado ao se cruzarem   os dados obtidos nas entrevistas por meio do s<i>oftware HyperResearch 2.6.</i> Se   a participante apresentasse apenas indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva   e nenhum problema de adapta&ccedil;&atilde;o para um determinado modo, seu   n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o foi considerado integrado para o mesmo.   Se a entrevistada manifestasse tanto indicadores positivos como problemas de   adapta&ccedil;&atilde;o para um mesmo modo, seu n&iacute;vel foi considerado   como compensat&oacute;rio. Finalmente, para o caso no qual a participante apresentasse   somente problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o e nenhum indicador de adapta&ccedil;&atilde;o   positiva, seu n&iacute;vel foi considerado como comprometido para o modo. O   n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o final de cada integrante da pesquisa   foi obtido depois de se cruzarem os n&iacute;veis de adapta&ccedil;&atilde;o de cada modo psicossocial.</p>     <p> Para o modo do autoconceito foram atribu&iacute;dos dois indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o   positiva: auto-estima funcionante e processos de desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual.   A esse modo foram relacionados cinco problemas de adapta&ccedil;&atilde;o:   estrat&eacute;gias defensivas de resolu&ccedil;&atilde;o individual; medo;   nega&ccedil;&atilde;o ineficaz; dist&uacute;rbio de auto-estima; enfrentamento individual ineficaz.</p>     <p> Para se efetuar a an&aacute;lise do n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o,   o indicador de adapta&ccedil;&atilde;o positiva auto-estima funcionante foi   cruzado com os problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o: medo e dist&uacute;rbio   de auto-estima. O indicador processos efetivos de desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual   foi analisado de acordo com a ocorr&ecirc;ncia concomitante dos problemas de   adapta&ccedil;&atilde;o: estrat&eacute;gias defensivas de resolu&ccedil;&atilde;o individual; nega&ccedil;&atilde;o ineficaz; enfrentamento individual ineficaz.</p>     <p> O n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o relacionado ao modo de desempenho   de pap&eacute;is foi obtido ao se cruzar o indicador de adapta&ccedil;&atilde;o   positiva referente a esse modo, comportamento para elevar o n&iacute;vel de   sa&uacute;de e o indicador de problema de adapta&ccedil;&atilde;o, controle   ineficaz do regime terap&ecirc;utico familiar. O modo de interdepend&ecirc;ncia   foi analisado pela rela&ccedil;&atilde;o entre o indicador de adapta&ccedil;&atilde;o   positiva, adequa&ccedil;&atilde;o afetiva, e o indicador de problema de adapta&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o social prejudicada.</p>     <p> Os dados foram organizados em quadros de acordo com os modos de adapta&ccedil;&atilde;o,   indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva e de problemas de adapta&ccedil;&atilde;o.   Para a an&aacute;lise final foi elaborado um quadro com o resumo final do n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o das participantes.</p>     <p>  <b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> As tabelas a seguir identificam os indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva   de cada entrevistada, como tamb&eacute;m os problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o.   S&atilde;o apresentados os n&iacute;veis de adapta&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ados   por cada participante ao serem cruzadas as informa&ccedil;&otilde;es dos dois   primeiros quadros. Realizou-se a an&aacute;lise individual de cada indicador / problema de adapta&ccedil;&atilde;o e, posteriormente, por cada modo de adapta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> <a name="Tabela1"></a>Tabela 1. Indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o positiva de m&atilde;es de   crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Down de acordo com a freq&uuml;&ecirc;ncia   dos c&oacute;digos identificados em suas entrevistas. Fortaleza &#8211; Brasil, 2004.</p>     <p>&nbsp;  </p> <table width="75%" border="1">   <tr>     <td rowspan="2">Indicador de Adapta&ccedil;&atilde;o positiva</td>     <td colspan="13">Entrevistada</td>   </tr>   <tr>     <td>1</td>     <td>2</td>     <td>3</td>     <td>4</td>     <td>5</td>     <td>6</td>     <td>7</td>     <td>8</td>     <td>9</td>     <td>10</td>     <td>11</td>     <td>12</td>     <td>13</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo de Autoconceito</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Auto-estima     <br>     funcionante</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>   </tr>   <tr>     <td>Processos efetivos     <br>       de desenvolvimento &eacute;tico&#8212;moral    <br>       &#8212;     espiritual</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo de Desempenho de pap&eacute;is</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Comportamento para elevar o n&iacute;vel de sa&uacute;de</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo     <br>     de Interdepend&ecirc;ncia</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Adequa&ccedil;&atilde;o afetiva</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>   </tr> </table>     <p>Na <a href="#Tabela1">tabela 1</a> observa-se que no Modo de Autoconceito, o indicador <i>Auto-estima   funcionante</i> foi identificado em todas as participantes, exceto na entrevistada   2, que foi a &uacute;nica que apresentou n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o   comprometido pois manifestou somente problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o.   O indicador de adapta&ccedil;&atilde;o positiva Auto-estima Funcionante &eacute; um   indicador proposto no Modelo de Roy que est&aacute; relacionado a mudan&ccedil;as   de valores e de conceitos al&eacute;m de ser resultado da busca de conhecimentos sobre a enfermidade. Um exemplo desse indicador est&aacute; na seguinte afirma&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><i>&#8220;Hoje sou uma pessoa mais forte. Ando com meu filho com orgulho, normalmente&#8221; (...) &#8220;Quanto   ao preconceito, eu n&atilde;o escuto. Eu fiquei muito aborrecida por isso. Hoje eu estou mais tranq&uuml;ila&#8221;. (Entrevistada 1)</i></p>     <p> Para o componente Desenvolvimento &Eacute;tico-moral-espiritual do mesmo modo   psicossocial, sete mulheres apresentaram caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas   de adapta&ccedil;&atilde;o positiva referentes ao indicador <i>Processos efetivos   de desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual</i>. Para essas m&atilde;es, o n&iacute;vel   de adapta&ccedil;&atilde;o foi identificado como compensat&oacute;rio, considerando   que elas apresentaram concomitantemente caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas   de problemas de adapta&ccedil;&atilde;o. Somente uma das mulheres apresentou   n&iacute;vel integrado de adapta&ccedil;&atilde;o para esse indicador. A f&eacute; foi   a principal caracter&iacute;stica identificada. Foi manifestada nas declara&ccedil;&otilde;es   das entrevistadas como o principal suporte emocional que lhes oferece seguran&ccedil;a, tranq&uuml;ilidade, confian&ccedil;a, motiva&ccedil;&atilde;o e equil&iacute;brio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&#8220;   Vivo com f&eacute; em Deus, muita for&ccedil;a e conforma&ccedil;&atilde;o. Ponho-me   mais reclusa, esperando uma luz para os problemas. Choro, mas me ponho tranq&uuml;ila, n&atilde;o repreendo nem reclamo da vida&#8221; (Entrevistada 3)</i></p>     <p><i>&#8220;   Todos t&ecirc;m problemas. Com muita f&eacute; em Deus vou caminhando&#8221; (Entrevistada 11)</i></p>     <p> A experi&ecirc;ncia de acompanhar o tratamento de um filho portador de S&iacute;ndrome   de Down pode causar nessa m&atilde;e sobrecarga emocional, preocupa&ccedil;&atilde;o   com a sa&uacute;de da crian&ccedil;a e produzir um sentimento de ambival&ecirc;ncia   ao dar maior aten&ccedil;&atilde;o a esse filho que a outros. Entretanto observou-se   que a f&eacute;, a autoconfian&ccedil;a e a for&ccedil;a interior s&atilde;o necess&aacute;rios para, gradativamente, superar as eventuais barreiras.</p>     <p> O modo de desempenho de pap&eacute;is avalia a integridade social do indiv&iacute;duo   e sua capacidade de desenvolver seu papel. Com rela&ccedil;&atilde;o a esse modo,   dez participantes demonstraram <i>Comportamento para elevar o n&iacute;vel de sa&uacute;de</i>.   Esse indicador foi caracterizado por uma busca de informa&ccedil;&otilde;es sobre   a enfermidade do filho e o tratamento adequado al&eacute;m da ades&atilde;o precoce e continuada da m&atilde;e &agrave; terapia <sup>10</sup>.</p>     <p><i>&#8220;   Explicaram-me que aquela era uma crian&ccedil;a muito especial e que, por isso,   iria precisar cuidados iniciais tamb&eacute;m de forma especial. Mas com o tempo,   poderia ser considerada normal. Isso me ajudou muito, porque me pus mais racional   e resolvi come&ccedil;ar a estimula&ccedil;&atilde;o precoce&#8221;. (Entrevistada 2)</i></p>     <p><i>&#8220;   Comecei a cuidar dele muito cedo. Quando ele tinha 20 dias j&aacute; comecei   o tratamento aqui. Eles me deram muitas informa&ccedil;&otilde;es sobre o tratamento e eu estou aqui com ele at&eacute; hoje&#8221;. (Entrevistada 1) </i></p>     <p> Constatamos a busca dessas m&atilde;es por tratamento precoce como forma de reduzir   as limita&ccedil;&otilde;es impostas pela enfermidade. Esse interesse contribuiu   para ampliar seus conhecimentos sobre o assunto, tornando-as mais capacitadas a cuidar de seus filhos e promovendo o compromisso delas com o tratamento.</p>     <p> No Modo de Interdepend&ecirc;ncia, em todas as participantes foi observado o   indicador de adapta&ccedil;&atilde;o positiva, <i>Adequa&ccedil;&atilde;o afetiva</i>.   Esse indicador foi manifestado pela percep&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e de   que seu filho come&ccedil;a a se apresentar como aquele que necessita do outro   significante. Ent&atilde;o, a m&atilde;e percebe a si pr&oacute;pria como esse   outro significante. Observou-se que o apoio do pai &eacute; importante para essa adequa&ccedil;&atilde;o afetiva.</p>     <p><i>&#8220;   Aprendemos a amar e compreendemos o que &eacute; um filho diferente. (...) Meu   filho &eacute; especial n&atilde;o por ter S&iacute;ndrome de Down, mas sim por   ser algu&eacute;m especial, um anjo, uma luz, algo bom&#8221; (Entrevistada 09) </i></p>     <p><i>&#8220;   Ent&atilde;o a m&eacute;dica foi sincera e disse: &#8216;Seu filho &eacute; um   daqueles meninos, que s&atilde;o mongol&oacute;ides&#8217; (...) eu o amamentei   e cuidei dele. Eu o amei desde o primeiro momento, desde quando ele estava em   minha barriga. N&atilde;o poderia deixar de amar meu filho&#8221; (Entrevistada 1)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Diante da enfermidade do filho que traz a necessidadede incorporar novos   conceitos de cuidado, de educa&ccedil;&atilde;o, de conviv&ecirc;ncia com o outro, as   m&atilde;es   procuram interagir com o ambiente, buscando alternativas de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> <a name="Tabela2"></a>Tabela 2. Problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es de crian&ccedil;as   com s&iacute;ndrome de Down de acordo com a freq&uuml;&ecirc;ncia dos c&oacute;digos   identificados em suas entrevistas. Fortaleza &#8211; Brasil, 2004.</p> <table width="75%" border="1">   <tr>     <td rowspan="2">Problema de Adapta&ccedil;&atilde;o</td>     <td colspan="13">Entrevistada</td>   </tr>   <tr>     <td>1</td>     <td>2</td>     <td>3</td>     <td>4</td>     <td>5</td>     <td>6</td>     <td>7</td>     <td>8</td>     <td>9</td>     <td>10</td>     <td>11</td>     <td>12</td>     <td>13</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo do Autoconceito</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Estrat&eacute;gias defensivas      de resolu&ccedil;&atilde;o individual</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>   </tr>   <tr>     <td>Medo</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Nega&ccedil;&atilde;o ineficaz</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Dist&uacute;rbio na auto-estima</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Enfrentamento individual ineficaz</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo de Desempenho      de Pap&eacute;is</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Controle ineficaz do regime terap&ecirc;utico familiar</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Modo de Interdepend&ecirc;ncia</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>Intera&ccedil;&atilde;o social prejudicada</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>X</td>     <td>X</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#Tabela2">tabela 2</a> s&atilde;o analisados os principais problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o   dessas m&atilde;es. Notamos que os mais manifestados est&atilde;o inseridos   no modo de autoconceito, entre eles, o mais observado foi o uso de <i>Estrat&eacute;gias   defensivas de resolu&ccedil;&atilde;o individual</i>, apresentado nas declara&ccedil;&otilde;es   de onze participantes. Esse tipo de resposta humana &eacute; conceituada como   o estado no qual o indiv&iacute;duo repetidamente projeta uma auto-avalia&ccedil;&atilde;o   falsamente positiva, apoiada em um padr&atilde;o autoprotetor que o defende   contra amea&ccedil;as externas. Caracterizou-se por algumas respostas humanas   como autojustificativa, recolhimento e tentativa de esconder o filho das pessoas, como &eacute; poss&iacute;vel verificar nas declara&ccedil;&otilde;es a seguir.</p>     <p> <i>&#8220;   Eu fiquei gr&aacute;vida depois que fiz uma cirurgia para retirar um rim. Ent&atilde;o   eu acreditei que ela tinha nascido com este problema por causa disso&#8221; (Entrevistada 3)</i></p>     <p><i>&#8220;   Por conta de meu problema, tornei-me uma pessoa muito reclusa para o mundo.   Digo o que penso somente para mim. Nem com meu marido eu desabafo. N&atilde;o tenho ningu&eacute;m para conversar&#8221; (Entrevistada 1)</i></p>     <p><i>&#8220;   No in&iacute;cio n&atilde;o queria sair. Evitava as outras pessoas. Eu ficava   em casa e n&atilde;o queria que os outros a olhassem. Queria esconder a menina   para sempre&#8221; (Entrevistada 4) </i></p>     <p>Essas respostas humanas demonstram que as m&atilde;es tentaram diversas maneiras   de autoprote&ccedil;&atilde;o contra amea&ccedil;as subjacentes como a culpa,   o preconceito e a solid&atilde;o. Verificou-se que o problema de adapta&ccedil;&atilde;o   menos apresentado tamb&eacute;m est&aacute; inserido no modo do autoconceito:   o <i>Dist&uacute;rbio de auto-estima</i>. Esse problema foi apresentado por somente   uma das treze participantes. No modo do autoconceito, o indicador de Desenvolvimento-&eacute;tico-moral-espiritual foi mais afetado que a auto-estima.</p>     <p> O momento vivido por essas m&atilde;es revela que as mudan&ccedil;as em suas   vidas ocasionadas pela enfermidade do filho podem desencadear sensa&ccedil;&otilde;es   como medo, des&acirc;nimo e solid&atilde;o, que implicam diretamente no modo   de ajustar-se &agrave;s circunst&acirc;ncias perturbadoras, influenciando seu bem-estar<sup>11</sup>.</p>     <p> No modo de Desempenho de Pap&eacute;is, constatou-se que tr&ecirc;s entrevistadas   manifestaram problemas de adapta&ccedil;&atilde;o, sendo que somente elas apresentaram   n&iacute;vel comprometido de adapta&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o ter sido   observado nenhum indicador de adapta&ccedil;&atilde;o positiva ness modo. O   problema comum de adapta&ccedil;&atilde;o encontrado foi o <i>Controle ineficaz   do regime terap&ecirc;utico familiar</i>, identificado em respostas humanas como   uma resist&ecirc;ncia inicial ao tratamento do filho ou &agrave; suspens&atilde;o do tratamento, como pode ser percebido nas declara&ccedil;&otilde;es a seguir.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&#8220;   Resisti muito em traz&ecirc;-la. Somente come&ccedil;amos o tratamento quando   ela tinha um ano. E s&oacute; aqui recebi todas as informa&ccedil;&otilde;es sobre a s&iacute;ndrome e como cuidar do beb&ecirc;&#8221; (Entrevistada 4)</i></p>     <p><i>&#8220;   Comecei o tratamento quando ela tinha tr&ecirc;s meses, mas desde o ano passado   que n&atilde;o vamos l&aacute;. Estou no fim da gravidez e n&atilde;o posso   sair de casa&#8221; (Entrevistada 11). </i></p>     <p>Notou-se que a enfermidade do filho e todas as mudan&ccedil;as trazidas para   a m&atilde;e contribu&iacute;ram para o desequil&iacute;brio tempor&aacute;rio   da din&acirc;mica familiar. Pode-se relacionar a este tipo de resposta humana,   a falta de informa&ccedil;&atilde;o suficiente sobre a enfermidade dos filhos;   sobre as reais possibilidades de desenvolvimento, aprendizagem e integra&ccedil;&atilde;o   da crian&ccedil;a e a import&acirc;ncia do in&iacute;cio precoce e da continuidade do tratamento.</p>     <p> No modo de Interdepend&ecirc;ncia, verificaram-se problemas comuns de adapta&ccedil;&atilde;o   em tr&ecirc;s mulheres. Entretanto elas tamb&eacute;m apresentaram respostas   positivas de adapta&ccedil;&atilde;o conferindo,assim, n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o   compensat&oacute;rio. O problema comum de adapta&ccedil;&atilde;o identificado   foi a <i>Intera&ccedil;&atilde;o social prejudicada</i>, sendo relacionado diretamente com o preconceito social, como pode ser percebido nos trechos de suas entrevistas.</p>     <p><i>&#8220;   Acreditava que as outras pessoas iriam cham&aacute;-lo de doente... E muitas   vezes aconteceu. Eu ficava com raiva e dizia que meu filho n&atilde;o era doente.   Era especial. Pensava que n&atilde;o iria aceitar nunca as outras pessoas devido a este tipo de abordagem&#8221; (Entrevistada 2)</i></p>     <p><i>&#8220;   Ao imaginar que algu&eacute;m olhasse diferente para meu filho, sentia-me zangada   (...) Faz dias que estou bastante tranquila quanto a meu filho. Mas faz dias   que me aborre&ccedil;o, principalmente quando algu&eacute;m diz algo ruim sobre   ele. Ent&atilde;o me ap&oacute;io em meu marido (...) Ainda existem os coment&aacute;rios   penosos. Isso me aborrece, fico todo o dia deprimida&#8221; (Entrevistada 9) </i></p>     <p>O medo do preconceito e a dificuldade em administrar esse tipo de rea&ccedil;&atilde;o   social resultaram, muitas vezes, em sentimentos como tristeza ou at&eacute; mesmo   ira. Percebeu-se a import&acirc;ncia do suporte social da fam&iacute;lia, principalmente   do c&ocirc;njuge e da m&atilde;e, como ta&ccedil;&atilde;o e fonte de seguran&ccedil;a e aceita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Na <a href="#Tabela3">tabela 3</a> &eacute; poss&iacute;vel observar-se o n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o   atribu&iacute;do a cada participante de acordo com cada modo psicossocial, bem como o resultado total de casos dos diferentes modos.</p>     <p> <a name="Tabela3"></a>Tabela 3. N&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es de crian&ccedil;as   com s&iacute;ndrome de Down de acordo com o modo de adapta&ccedil;&atilde;o.   Fortaleza &#8211; Brasil, 2004.</p> <table width="75%" border="1">   <tr>     <td rowspan="3">Entrevistada</td>     <td colspan="4">Modo de Adapta&ccedil;&atilde;o</td>   </tr>   <tr>     <td>Autoconceito</td>     <td>&nbsp;</td>     <td>Desempenho de pap&eacute;is</td>     <td>Interdepend&ecirc;ncia</td>   </tr>   <tr>     <td>AE<sup>a</sup></td>     <td>DEME<sup>b</sup></td>     <td>&nbsp;</td>     <td>&nbsp;</td>   </tr>   <tr>     <td>1</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>2</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>3</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>4</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>5</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>6</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>   </tr>   <tr>     <td>7</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>8</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>9</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>     <td>Integrado</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>   </tr>   <tr>     <td>10</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Compensat&oacute;rio</td>   </tr>   <tr>     <td>11</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>12</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>13</td>     <td>Integrado</td>     <td>Comprometido</td>     <td>Integrado</td>     <td>Integrado</td>   </tr>   <tr>     <td>Totais</td>     <td>10 I<sup>c</sup>    <br>       2 CS<sup>d</sup>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     1 CR<sup>e</sup></td>     <td>1 I<sup>c</sup>    <br> 6 CS<sup>d</sup>    <br> 6 CR<sup>e</sup></td>     <td>10 I<sup>c</sup>    <br>     3 CR<sup>e</sup></td>     <td>10 I<sup>c</sup>    <br> 3 CS<sup>d</sup></td>   </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Legenda: <sup>a</sup> AE &#8211; Auto-estima; <sup>b</sup> DEME &#8211; Desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual;   <sup>c</sup> I &#8211; Integrado; <sup>d</sup> CS &#8211; Compensat&oacute;rio; <sup>e</sup> CR - Comprometido.</p>     <p> O modo do Autoconceito deve ser inicialmente analisado distinguindo   suas subdivis&otilde;es:   Auto-estima e Desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual. A auto-estima   foi menos afetada, j&aacute; que &eacute; poss&iacute;vel observa-se que dez   m&atilde;es apresentaram n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o integrado,   duas manifestaram n&iacute;vel compensat&oacute;rio e somente uma apresentou n&iacute;vel comprometido. </p>     <p> Em contrapartida, no componente Desenvolvimento &Eacute;tico-moral-espiritual,   somente uma dessas mulheres apresentou n&iacute;vel integrado, 6 apresentaram   n&iacute;vel compensat&oacute;rio e outras 6 demonstraram n&iacute;vel comprometido.   Isso indica que o desenvolvimento &eacute;tico-moral-espiritual, que funciona   como apoio para o enfrentamento da enfermidade, deve ser mais trabalhado a   fim de que essas maes possam alcan&ccedil;ar a integra&ccedil;&atilde;o de seu autoconceito. </p>     <p> Cruzando-se os dois componentes do modo de Autoconceito, observaram-se 12   casos de n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;rio, um de n&iacute;vel   integrado e nenhum comprometido. O modo de Desempenho de pap&eacute;is foi   o &uacute;nico em que houve a ocorr&ecirc;ncia de n&iacute;vel comprometido   em sua totalidade, manifestado em 3 entrevistadas. Nesse modo, houve 10 casos   de n&iacute;vel integrado e nenhuma das m&atilde;es apresentou n&iacute;vel compensat&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O modo adaptativo de Interdepend&ecirc;ncia aborda a intera&ccedil;&atilde;o   da pessoa com o meio, podendo ser avaliado o grau de rela&ccedil;&atilde;o   interpessoal da mesma com a sociedade. O ideal &eacute; que o indiv&iacute;duo   apresente um n&iacute;vel consider&aacute;vel de adequa&ccedil;&atilde;o afetiva,   quer dizer, uma interdepend&ecirc;ncia suficiente para que haja a manuten&ccedil;&atilde;o   de seu bem-estar completo. Esse modo psicossocial foi o menos afetado nessas   mulheres pela enfermidade dos filhos. Houve 10 participantes com n&iacute;vel   de adapta&ccedil;&atilde;o integrado, 3 participantes que apresentaram n&iacute;vel   compensat&oacute;rio, ou seja, intermedi&aacute;rio, e n&atilde;o foi identificado   nenhum caso de n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o comprometido. Esse resultado   est&aacute; diretamente relacionado com manifesta&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o,   cuidado, aprova&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o   social recebidas por essas m&atilde;es. Isso faz com que as mesmas se sintam aceitas e amparadas, podendo assim prestar um melhor cuidado a seus filhos.</p>     <p> Analisando conjuntamente todos os modos psicossociais, verificou-se que as   participantes apresentavam um n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;rio   geral, tendo em vista que n&atilde;o se observou qualquer caso de n&iacute;vel   totalmente integrado ou comprometido.</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p> Neste estudo, identificou-se que o processo de adapta&ccedil;&atilde;o das   m&atilde;es de crian&ccedil;as portadoras de S&iacute;ndrome de Down &eacute; din&acirc;mico   e est&aacute; sendo gradativamente vivenciado. O n&iacute;vel geral de adapta&ccedil;&atilde;o   percebido como compensat&oacute;rio denota que h&aacute; muito a apurar-se   na pr&aacute;tica assistencial prestada a essas mulheres, e que as mesmas s&atilde;o fundamentais na qualidade de vida de seus filhos.</p>     <p> Notou-se que h&aacute; a necessidade de oferecer precocemente informa&ccedil;&otilde;es   a essas pessoas sobre a enfermidade dos filhos, sobre os cuidados necess&aacute;rios,   as possibilidades de suas crian&ccedil;as e at&eacute; como lidar com o preconceito t&atilde;o logo seja poss&iacute;vel.</p>     <p> Constatou-se o valor do sistema de suporte dedicado a essas m&atilde;es por   meio da fam&iacute;lia ou de uma rede social de apoio que lhes ofere&ccedil;a   aceita&ccedil;&atilde;o, respeito, compreens&atilde;o e reconhecimento de sua import&acirc;ncia para a sa&uacute;de de seus filhos.</p>     <p> Assim, considera-se que seja poss&iacute;vel e essencial que os profissionais   de enfermagem que prestam cuidados a crian&ccedil;as portadoras de S&iacute;ndrome   de Down sejam capacitados a dispensar cuidados tamb&eacute;m &agrave;s m&atilde;es   dessas crian&ccedil;as.</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p> 1.	Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es sobre   a s&iacute;ndrome de Down: Destinadas a profissionais de unidades de sa&uacute;de.   Bras&iacute;lia: Programa Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa portadora de defici&ecirc;ncia; 1994. p. 56.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0120-5307200600020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 2. Nelson WE. Tratado de pediatria. 15 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1995. p. 1960.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0120-5307200600020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 3.	Jorde LB. Gen&eacute;tica M&eacute;dica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1999. p. 297&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0120-5307200600020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 4.	Holle B. Desenvolvimento motor na crian&ccedil;a normal e retardada. 2 ed. S&atilde;o Paulo: Manole; 1990. p. 253.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0120-5307200600020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 5.	Lopes MVO. Adapta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e diagn&oacute;stico de   enfermagem em mulheres com angina pectoris [Tesis de Maestr&iacute;a en Enfermer&iacute;a]   Fortaleza: Universidade Federal do Cear&aacute;. Facultad de enfermer&iacute;a; 1998. p. 113.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0120-5307200600020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 6.	Carvalho ALB, Guedes MVC, Lopes MVO. Adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial   do adolescente p&oacute;s-transplante renal segundo a teoria de Roy. Invest. educ. enferm 2005; 23(1):68-77.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0120-5307200600020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 7. Roy C, Andrews AA. The roy adaptation model: the definitive statement. Norwalk, Connecticut: Appleton and Lange; 1991. p. 472.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0120-5307200600020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 8.	Gil AC. Como elaborar um projeto de pesquisa. 3 ed. S&atilde;o Paulo: Atlas; 1991. p. 207.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0120-5307200600020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 9. Christensen PJ, Kenney JW. Nursing process: application of conceptual models. 4 ed. Missouri: Mosby; 1995. p. 335.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0120-5307200600020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10.	North American Nursing Association.   Diagn&oacute;sticos de enfermagem da   NANDA: defini&ccedil;&otilde;es e classifica&ccedil;&atilde;o. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas Sul; 2000. p. 184.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0120-5307200600020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> 11. Ximenes LB, Pinheiro AKB, Varela ZMV. O ambiente hospitalar como foco   para an&aacute;lise do conceito da adapta&ccedil;&atilde;o. Texto Contexo Enferm   2002; 11(03):57-63.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0120-5307200600020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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