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<journal-title><![CDATA[Investigación y Educación en Enfermería]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Assistência ao parto com a presença do acompanhante: Experiências de profissionais]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Asistencia del parto con la presencia del acompañante: Experiencias de profesionales]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The partner&#8217;s presence in delivery care: The professionals´ experience]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital Geral de Itapecerica da Serra  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La Organización Mundial de la Salud recomienda la participación de un acompañante en el parto. Objetivo: Describir la experiencia de los miembros del equipo profesional frente a la presencia del acompañante en el parto. Metodología: La investigación fue realizada en un hospital público del Estado de São Paulo, Brasil, entre enero y junio del 2001, y para ello fueron entrevistados 24 profesionales de las siguientes categorías: médico obstetra, neonatólogo, enfermera obstétrica y auxiliares de enfermería. Los datos fueron analizados inductivamente e identificadas las semejanzas en las experiencias individuales. Resultados: Estas fueron las categorías descriptivas emergentes: La presencia del acompañante fue positiva en varios aspectos de la asistencia del parto. La implementación de proyectos de inclusión del acompañante en la asistencia del parto requirió preparación sistemática. La presencia del acompañante durante el parto partió de una propuesta amplia de asistencia. La presencia del acompañante durante el parto obligó a los profesionales a identificar nuevas demandas en la asistencia del parto. Conclusiones: Los profesionales y la estructura física deben estar preparados para incluir al acompañante en el parto, medida ésta que debe formar parte de una propuesta integral de humanización de la asistencia durante el parto.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The W.H.O. recommends the partner&#8217;s presence during childbirth. Objective: To describe professional staff experiences related to the partner&#8217;s presence during childbirth. Methodology: Research was carried in a hospital in the state of Sao Paulo, Brazil, between January and June 2001. Twenty four professionals (obstetricians, neonatologists, midwifery nurses and ancillary nurses) were interviewed. Findings: The presence of the partner provoked positive reflexes on several aspects of childbirth care. The partner&#8217;s inclusion in childbirth requires systematic preparation and should be framed in an integral project of care humanization. The professionals identified other demands following the partner&#8217;s involvement in childbirth care. Conclusions: The institution and the professionals require previous preparation when partners will take part in childbirth care as part of an integral childbirth care humanization proposal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Assist&ecirc;ncia ao parto com a presen&ccedil;a do   acompanhante: Experi&ecirc;ncias de profissionais<sup>a</sup>   </b> </p>     <p><b>Asistencia del parto con la   presencia del acompa&ntilde;ante: Experiencias de profesionales</b></p>     <p><b>The partner&#8217;s presence   in delivery care: The professionals&acute; experience</b></p>     <p>Luiza Akiko Komura Hoga<sup>b</sup>, Cleusa Maia de Souza Pinto <sup>c</sup></p>     <p>a Extra&iacute;do da dissertac&atilde;o de mestrado em enfermagem &#8220;Parto   com   acompanhante: a experi&ecirc;ncia dos profissionais&#8221;, iniciado em abril   de 2001 e finalizado em novembro de 2001.  </p>     <p>b Livre-docente em enfermagem. Professora Associada do Departamento   de Enfermagem Materno-Infantil e Psiqui&aacute;trica. Escola de   Enfermagem da Universidade de S&atilde;o Paulo, Brasil. Av. Dr. Eneas de   Carvalho Aguiar, 419, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil. CEP: 05403-000. email:   <a href="mailto:kikatuca@usp.br">kikatuca@usp.br</a></p>     <p>c Mestre em enfermagem. Hospital Geral de Itapecerica da Serra, SP,   Brasil. email: <a href="mailto:cleusamawi@ig.com.br">cleusamawi@ig.com.br</a>.</p>     <p><b>C&oacute;mo citar este art&iacute;culo</b>:   Komura LA, De Souza CM. Assist&ecirc;ncia ao parto com a   presen&ccedil;a do acompanhante: Experi&ecirc;ncias de profissionais. Invest Educ Enferm. 2007; (25)1: 74-81.</p>     <p><b>Recibido</b>: 12 de diciembre de 2005.  <b>Env&iacute;o para correcciones</b>: 29 de noviembre de 2006.  <b>Aprobado</b>: 6 de febrero de 2007</p> <hr>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de recomenda a   participa&ccedil;&atilde;o de um acompanhante de escolha   da gestante no parto. <b>Objetivo</b>: descrever a   experi&ecirc;ncia dos membros da equipe profissional   relativa &agrave; presen&ccedil;a do acompanhante no parto.   <b>Metodologia</b>: A pesquisa foi realizada em um   hospital p&uacute;blico do Estado de S&atilde;o Paulo&#8211;Brasil,   entre Janeiro e Junho de 2001 e entrevistados 24   profissionais das seguintes categorias: m&eacute;dico   obstetra e neonatogista, enfermeira obst&eacute;trica e   auxiliar de enfermagem. <b>Resultados</b>: a presen&ccedil;a   do acompanhante provocou reflexos positivos em   v&aacute;rios aspectos da assist&ecirc;ncia ao parto; A implementa&ccedil;&atilde;o   de projetos de inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante   no parto requer prepara&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica; A   inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante deve ser parte de uma   proposta ampla de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia;   A presen&ccedil;a do acompanhante fez com que os   profissionais identificassem novas demandas na   assist&ecirc;ncia ao parto. <b>Conclus&otilde;es</b>: Os profissionais   e a estrutura f&iacute;sica devem estar preparados   para inserir o acompanhante no parto e esta deve   ser uma medida que integre uma proposta ampla   de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia ao parto.  </p>     <p><b>Palavras chave</b>:   Parto humanizado, fam&iacute;lia,   acompanhante, enfermagem obst&eacute;trica.</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p> La Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud recomienda   la participaci&oacute;n de un acompa&ntilde;ante en el parto.   <b>Objetivo</b>: Describir la experiencia de los miembros   del equipo profesional frente a la presencia del acompa&ntilde;ante   en el parto. <b>Metodolog&iacute;a</b>: La investigaci&oacute;n   fue realizada en un hospital p&uacute;blico del Estado de   S&atilde;o Paulo, Brasil, entre enero y junio del 2001, y   para ello fueron entrevistados 24 profesionales de las   siguientes categor&iacute;as: m&eacute;dico obstetra, neonat&oacute;logo,   enfermera obst&eacute;trica y auxiliares de enfermer&iacute;a. Los   datos fueron analizados inductivamente e identificadas   las semejanzas en las experiencias individuales.   <b>Resultados</b>: Estas fueron las categor&iacute;as descriptivas   emergentes: La presencia del acompa&ntilde;ante   fue positiva en varios aspectos de la asistencia del   parto. La implementaci&oacute;n de proyectos de inclusi&oacute;n   del acompa&ntilde;ante en la asistencia del parto requiri&oacute;  preparaci&oacute;n sistem&aacute;tica. La presencia del acompa&ntilde;ante   durante el parto parti&oacute; de una propuesta amplia   de asistencia. La presencia del acompa&ntilde;ante durante   el parto oblig&oacute; a los profesionales a identificar nuevas   demandas en la asistencia del parto. <b>Conclusiones</b>:   Los profesionales y la estructura f&iacute;sica deben estar   preparados para incluir al acompa&ntilde;ante en el parto,   medida &eacute;sta que debe formar parte de una propuesta   integral de humanizaci&oacute;n de la asistencia durante   el parto.  </p>     <p><b>Palabras clave</b>:   Parto humanizado, familia,   acompa&ntilde;ante, enfermer&iacute;a obst&eacute;trica.</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p> The W.H.O. recommends the partner&#8217;s presence   during childbirth. <b>Objective</b>: To describe professional   staff experiences related to the partner&#8217;s presence during   childbirth. <b>Methodology</b>: Research was carried   in a hospital in the state of Sao Paulo, Brazil, between   January and June 2001. Twenty four professionals   (obstetricians, neonatologists, midwifery nurses and   ancillary nurses) were interviewed. <b>Findings</b>: The   presence of the partner provoked positive reflexes   on several aspects of childbirth care. The partner&#8217;s   inclusion in childbirth requires systematic preparation   and should be framed in an integral project   of care humanization. The professionals identified   other demands following the partner&#8217;s involvement   in childbirth care. <b>Conclusions</b>: The institution and   the professionals require previous preparation when   partners will take part in childbirth care as part of an   integral childbirth care humanization proposal.  </p>     <p><b>Key words</b>: Humanizing delivery,     family, partner, Obstetrical nursing.</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p> A humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia ao parto &eacute; alvo   da aten&ccedil;&atilde;o de profissionais e dos respons&aacute;veis   pela proposi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, em &aacute;mbito   internacional. Ela inclui a inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante de   escolha da parturiente, que em geral se encontra excluido   do processo de nascimento e parto em muitas institui&ccedil;&otilde;es   hospitalares brasileiras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Respeitar a liberdade da gestante para escolher o   acompanhante de sua prefer&ecirc;ncia e o monitoramento adequado   do bem-estar f&iacute;sico e emocional da gestante no parto   constituem medidas comprovadamente &uacute;teis que devem ser   estimuladas<sup>1</sup>. Mulheres que puderam contar com o apoio de   um acompanhante tiveram trabalho de parto mais breve,   necessitaram de analgesia com menor freq&uuml;&ecirc;ncia e seus   rec&eacute;m-nascidos apresentaram menor freq&uuml;&ecirc;ncia de pontua&ccedil;&atilde;o   baixa de Apgar e a preval&ecirc;ncia de partos operat&oacute;rios foi menor<sup>2-6</sup>.</p>     <p>O Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de do Brasil<sup>7</sup> estabeleceu um   protocolo assistencial indicando a necessidade da parturiente   dispor de um acompanhante de sua escolha. Esta   recomenda&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o est&aacute; incorporada na pr&aacute;tica   cotidiana de muitas institui&ccedil;&otilde;es brasileiras.</p>     <p>Foi promulgada em 1999 a Lein. 10.241 do &acirc;mbito do   Estado de S&atilde;o Paulo que asegura o direito da gestante ser acompanhada no parto por uma pessoa de sua prefer&ecirc;ncia<sup>8</sup>.</p>     <p>Esta Lei est&aacute; em vig&ecirc;ncia h&aacute; alguns anos, todav&iacute;a   n&atilde;o&eacute;  devidamente obedecida pelas institui&ccedil;&otilde;es. &Eacute; poss&iacute;vel   que   esta realidade seja conseq&uuml;&ecirc;ncia da exist&ecirc;ncia de cren&ccedil;as   e valores que j&aacute; est&atilde;o arraigadas entre os profissionais que   os levam a rejeitar a id&eacute;ia da presen&ccedil;a do acompanhante.</p>     <p>Ainda que os profissionais demonstrem certa abertura   para aceitar a presen&ccedil;a do acompanhante no parto, esta   pr&aacute;tica ainda est&aacute; envolta por sentimentos de apreens&atilde;o.   Aqueles que passaram por este tipo de experi&ecirc;ncia se   sentiram vigiados e ansiosos durante o desenvolvimento   da assist&ecirc;ncia. Estes fatores contribu&iacute;ram para que os   acompanhantes permanecessem afastados do processo de nascimento e parto em muitas institui&ccedil;&otilde;es<sup>9</sup>.</p>     <p>Relatos de pesquisas sobre experi&ecirc;ncias de profissionais   relacionados &agrave; presen&ccedil;a do acompanhante no processo   de parto e nascimento n&atilde;o foram encontrados na literatura Latino-Americana e do Caribe. Acredita-se que a compre ens&atilde;o de tais viv&ecirc;ncias seja vital para diminuir resist&ecirc;ncias e favorecer o processo de implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante no processo de parto e nascimento. Tendo em vista que se trata de uma medida comprovadamente ben&eacute;fica para a parturiente e sua familia e constituir recomenda&ccedil;&atilde;o internacional1, foi realizada esta investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O objetivo desta pesquisa foi descrever a experi&ecirc;ncia dos membros   da equipe profissional relativa &agrave; presen&ccedil;a do acompanhante na assist&ecirc;ncia   ao parto.</p>     <p> <b>METODOLOGIA </b> </p>     <p><b>Tipo de estudo</b>: a investiga&ccedil;&atilde;o foi realizada no paradigma qualitativo,   que   permite compreender os valores e as representa&ccedil;&otilde;es dos componentes   de   determinado grupo a respeito de quest&otilde;es espec&iacute;ficas<sup>10</sup>. No desenvolvimento   de pesquisas qualitativas n&atilde;o se parte de id&eacute;ias pr&eacute;-concebidas   o que   permite a observa&ccedil;&atilde;o de aspectos mais amplos do fen&oacute;meno   estudado<sup>11</sup>.</p>     <p> <b>Local</b>: a pesquisa foi desenvolvida com profissionais que trabalham   no Centro de Parto Normal (CPN) de uma Institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica   vinculada&agrave;    Secretar&iacute;a de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caracter&iacute;sticas da assist&ecirc;ncia prestada na institui&ccedil;&atilde;o</b>:   A   assist&ecirc;ncia ao parto &eacute; realizada no Centro de Parto Normal (CPN)   situado   fora da &aacute;rea cir&uacute;rgica. Este &eacute; um modelo de assist&ecirc;ncia   pioneiro no   contexto brasileiro e segue as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o   Mundial   da Sa&uacute;de<sup>1</sup>.  </p>     <p>A planta f&iacute;sica do CPN conta com uma sala de parto com mesa   ginecol&oacute;gica e quatro su&iacute;tes denominadas Sistema Pr&eacute;-Parto/Parto/   Puerp&eacute;rio (PPP). Os princ&iacute;pios de humaniza&ccedil;&atilde;o norteiam   a assist&ecirc;ncia   ao parto nesta Institui&ccedil;&atilde;o e a presen&ccedil;a do acompanhante   de escolha da   parturiente est&aacute; implementada. Quanto &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o   dos profissionais,   cabe ao m&eacute;dico obst&eacute;tra realizar a consulta da gestante e fazer   a   sua interna&ccedil;&atilde;o hospitalar se estiver em trabalho de parto, atender &agrave;s   solicita&ccedil;&otilde;es da enfermeira obst&eacute;trica e fazer os partos   operat&oacute;rios. O   m&eacute;dico neonatologista recepciona o rec&eacute;m-nascido e faz a reanima&ccedil;&atilde;o   neonatal; a enfermeia obst&eacute;trica faz a prescri&ccedil;&atilde;o de enfermagem   e todas   as orienta&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s possibilidades de al&iacute;vio   dos desconfortos do   trabalho de parto e parto e realiza os partos normais. O t&eacute;cnico e o auxiliar   de enfermagem mostram a planta f&iacute;sica e recepcionam a gestante e seu   acompanhante e auxilia a enfermeira no momento do parto.  </p>     <p><b>Participantes da investiga&ccedil;&atilde;o</b>: foram solicitados a colaborar na   investiga&ccedil;&atilde;o   os profissionais que atuavam diretamente na assist&ecirc;ncia ao parto   e tinham pelo menos um ano de experi&ecirc;ncia na Institui&ccedil;&atilde;o.   Participaram 24   membros da equipe multiprofissional que demostraram inter&ecirc;sse, o que foi   importante pois facilitou a obten&ccedil;&atilde;o dos dados<sup>12</sup>. Foram entrevistados   seis   m&eacute;dicos obst&eacute;tras (GEO), seis m&eacute;dicos neonatogistas (NEO),   seis enfermeiras   obst&eacute;tricas (EO), tr&ecirc;s t&eacute;cnicas de enfermagem (TE) e tr&ecirc;s   auxiliares   de enfermagem (AE).  </p>     <p>Coleta dos dados: os dados foram obtidos mediante entrevistas n&atilde;o   estruturadas e consulta &agrave;s normas, rotinas e demais documentos existentes   na Institui&ccedil;&atilde;o.  </p>     <p>As entrevistas foram marcadas em   hor&aacute;rio e local de prefer&ecirc;ncia de cada   colaborador, e realizadas entre janeiro e   junho de 2001 e tiveram dura&ccedil;&atilde;o entre 30   a 60 minutos. Foi mantida uma atitude de   escuta ativa e isto favoreceu a abertura de   horizontes no pensamento dos entrevistados<sup>13</sup>.   A pergunta introdut&oacute;ria utilizada   na realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas foi: Como   t&ecirc;m sido a sua experi&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o&agrave;presen&ccedil;a   do acompanhante no processo de   parto e nascimento? As entrevistas foram   integralmente transcritas imediatamente   depois de encerradas e validadas posteriormente   por cada colaborador.  </p>     <p>An&aacute;lise dos dados: foi realizada uma   leitura reiterada de cada entrevista, os   principais aspectos das viv&ecirc;ncias foram   sublinhadas em um processo indutivo de   an&aacute;lise. As similaridades entre as singularidades   de cada experi&ecirc;ncia foram codificadas   e seguidas pelo estabelecimento de   categor&iacute;as descritivas da experi&ecirc;ncia<sup>14</sup>.  </p>     <p><b>Aspectos &eacute;ticos da investiga&ccedil;&atilde;o</b>: o   projeto de investiga&ccedil;&atilde;o foi aprovado pelo   Comit&eacute; de &Eacute;tica em Pesquisa da Institui&ccedil;&atilde;o e   foram obedecidos os crit&eacute;rios da Resolu&ccedil;&atilde;o   que trata sobre as Diretrizes &Eacute;ticas de   Investiga&ccedil;&atilde;o em Seres Humanos<sup>15</sup>.</p>     <p><b>RESULTADOS </b> </p>     <p>S&atilde;o apresentadas as principias caracter&iacute;sticas   da assist&ecirc;ncia prestada na Institui&ccedil;&atilde;o   e as categor&iacute;as descritivas da experi&ecirc;ncia,   segundo a viv&ecirc;ncia dos profissionais.Os   aspectos relevantes s&atilde;o exemplificados   por meio de trechos extra&iacute;dos das narrativas   representativas da experi&ecirc;ncia e   ressaltados no transcurso de sua leitura. Os   autores s&atilde;o identificados de acordo com a   categor&iacute;a profissional.  </p>     <p><b>As categorias descritivas da experi&ecirc;ncia </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A presen&ccedil;a do acompanhante provocou   reflexos positivos em v&aacute;rios aspectos   da assist&ecirc;ncia ao parto </b></p>     <p>Os profissionais avaliaram positivamente   a presen&ccedil;a dos acompanhantes no parto em raz&atilde;o da disponibilidade   demonstrada para desempenhar adeq&uuml;adamente   seus pap&eacute;is. Valorizaram a   participa&ccedil;&atilde;o ativa no processo de cuidar   e a pronta aceita&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es que   lhes foram dadas.  </p>     <p>Existiu certa unanimidade na opini&atilde;o   dos profissionais a respeido dos beneficios   da atua&ccedil;&atilde;o dos acompanhantes sobre o   binomio m&atilde;e-filho. Esta participa&ccedil;&atilde;o   proporcionou envolvimento profundo   entre os membros da familia, refletindo   positivamente no &acirc;mbito emocional de   seus protagonistas e fazendo com que todos   atribu&iacute;ssem significados mais profundos  &agrave;    experi&ecirc;ncia do parto. A sensa&ccedil;&atilde;o de   seguran&ccedil;a que foi proporcionado &agrave;s   parturientes ofereceu condi&ccedil;&otilde;es para o   pleno fluir da fisiologia do parto. Este   conjunto de fatores contribuiu para o alivio   dos inc&ocirc;modos do parto e melhorou a   qualidade da assist&ecirc;ncia.</p>     <p>&#8220;A evolu&ccedil;&atilde;o do parto normal e os v&iacute;nculos   que se formam s&atilde;o melhores com   a presen&ccedil;a do acompanhante&#8221; (NEO 1);  &#8220;   A presen&ccedil;a do acompanhante aumenta   os n&iacute;veis de endorfina, reduzindo a dor e o estresse&#8221; (EO 3); </p>     <p>&#8220;O acompanhante   supre necessidades que o profissional   n&atilde;o consegue suprir&#8221; (EO 3)   A aten&ccedil;&atilde;o constante dos acompanhantes   e a vigil&acirc;ncia mantida quando aos   diversos &acirc;mbitos do trabalho de parto e parto,   que n&atilde;o se restringiram &agrave; esfera cl&iacute;nica   e obst&eacute;trica da assist&ecirc;ncia, proporcionaram   vantagens e permitiram um cuidado mais   abrangente. A presen&ccedil;a cont&iacute;nua junto&agrave;  parturiente, poss&iacute;vel   apenas para o acompanhante, possibilitou a detec&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida   de problemas e o atendimento das demandas   por cuidados com prontid&atilde;o e min&uacute;cia,   proporcionando seguran&ccedil;a, tanto &agrave;s parturientes como aos pr&oacute;prios profissionais.  </p>     <p>&#8220;   Os acompanhantes representam uma   assist&ecirc;ncia cont&iacute;nua&#8221; (TE 3); &#8220;A assist&ecirc;ncia   se torna mais hol&iacute;stica.&#8221; (EO 2);  &#8220;   A paciente toma a responsabilidade   para si mesma&#8221; (NEO 1)</p>     <p>O v&iacute;nculo familiar foi destacado como fator importante e necess&aacute;rio   do processo de parto e nascimento pois contribuiu inclusive para a boa vitalidade dos rec&eacute;m-nascidos. </p>     <p> &#8220;   Com o acompanhante o beb&eacute; fica melhor assistido&#8221; (NEO 3); &#8220;Os   partos   com presen&ccedil;a do acompanhante apresentan um n&uacute;mero menor de crian&ccedil;as   graves&#8221; (NEO 2)</p>     <p>A experi&ecirc;ncia de acompanhar o parto proporciona a aquisi&ccedil;&atilde;o   de   conhecimentos mais precisos sobre a natureza do parto. A dissemina&ccedil;&atilde;o   deste saber torna poss&iacute;vel que um maior contingente de pessoas passem   a   ter conci&ecirc;ncia dos riscos dos partos cir&uacute;rgicos. O comportamento   dos pais   melhora depois do acompanhamento de um parto porque ele se tornam mais comprometidos com as quest&otilde;es familiares.</p>     <p> &#8220;   Quando o marido assiste o parto, ajuda no planejamento familiar&#8221;  (NEO 2) </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presen&ccedil;a do acompanhante no cen&aacute;rio do parto provoca mudan&ccedil;as   na postura dos profissionais frente &agrave; parturiente e a assist&ecirc;ncia.   Considerase   que a proximidade da conviv&ecirc;ncia proporciona uma rela&ccedil;&atilde;o   mais afetuosa.  </p>     <p>&#8220;   Aquela postura do m&eacute;dico, de n&atilde;o conversar muito, de mandar fazer isto e aquilo tem que se romper&#8221; (GEO 2)</p>     <p> <b>A implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante   na assist&ecirc;ncia ao parto requer prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via</b></p>     <p>A prepara&ccedil;&atilde;o adeq&uuml;ada em momento pr&eacute;vio &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o   de   um projeto de inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante na assist&ecirc;ncia ao   parto foi considerado esencial. As medidas devem ser tomadas no sentido de discutir profundamente   algunas quest&otilde;es referentes &agrave; assist&ecirc;ncia ao parto, sobretudo seus fundamentos filos&oacute;ficos.</p>     <p>&#8220;   O que facilitou foi o treinamento inicial dado aos profissionais&#8221; (GEO   2);&#8220;   A formula&ccedil;&atilde;o de protocolos e a constitui&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o   de humaniza&ccedil;&atilde;o   foi importante&#8221; (EO 3)  </p>     <p>Todos os membros da equipe de assist&ecirc;ncia ao parto e os demais   profissionais que entram em contato com as gestantes e seus familiares   devem ser igualmente preparados previamente &agrave; implemeta&ccedil;&atilde;o   desta   modalidade de projeto. A dissemina&ccedil;&atilde;o da filosofia de assist&ecirc;ncia   foi   importante no sentido de reverter a postura receosa que alguns profissionais   tinham em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante   no parto.</p>     <p>&#8220;   A filosof&iacute;a da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; a base para implantar   a presen&ccedil;a do acompanhante&#8221;(EO 3); &#8220;Em todos os n&iacute;veis de assist&ecirc;ncia se debe fornecer   est&iacute;mulo   ao acompanhante&#8221; (GEO 2)  </p>     <p>Foi atribu&iacute;do primordial import&acirc;ncia aos membros da equipe de   enfermagem na implementa&ccedil;&atilde;o deste tipo de projeto. O trabalho que   desenvolve, dirigindo e incentivando os acompanhantes para que sejam   colaboradores ativos no processo, foi avaliado como fundamental. A   caracter&iacute;stica da assist&ecirc;ncia prestada pelas enfermeiras obst&eacute;tricas,   de   acompanhar e considerar a fisiolog&iacute;a do parto, foi considerado importante   no &ecirc;xito do projeto.</p>     <p>&#8220;   A enfermeira sensibiliza e dirige a a&ccedil;&atilde;o do acompanhante&#8221; (GEO   2)  </p>     <p>A adeq&uuml;a&ccedil;&atilde;o da estrutura f&iacute;sica foi considerada imprescind&iacute;vel,   sobretudo no que se refere &agrave; acomoda&ccedil;&atilde;o do acompanhante.   Este cuidado   proporcionou condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao acompanhante para o   desempenho   pleno de seus pap&eacute;is.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8220;   O espa&ccedil;o f&iacute;sico pode dificultar se n&atilde;o forem realizadas   algunas   adapta&ccedil;&otilde;es&#8221; (GEO 3)</p>     <p> Todos os fatores que dificultam o processo de inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante   no parto, relacionados ou n&atilde;o aos &iacute;tems aqu&iacute; mencionados,   precisam ser adequadamente avaliados previamente &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o   da inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante no parto. Sobretudo as cren&ccedil;as,   valores   que os profissionais possuem, inclusive suas d&uacute;vidas relativas &agrave; efetividade   da presen&ccedil;a do acompanhante no parto, devem primeiramente ser   trabalhadas e superadas, porque elas podem colocar em risco o &ecirc;xito do   empreendimento.</p>     <p>&#8220;   O profissional de sa&uacute;de tem receio de que o acompanhante venha   a ser um obst&aacute;culo (EO 4)  </p>     <p>Atitudes isoladas de resist&ecirc;ncia &agrave; id&eacute;ia do acompanhante   no   parto necessitam ser trabalhadas e revertidas, visto que o conjunto   de profissionais debe estar convencido de seu benef&iacute;cio. As medidas   autorit&aacute;rias ou impositivas, que n&atilde;o levem em conta a necessidade   de   prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos profissionais, podem contribuir para   o fracasso   deste tipo de projeto.</p>     <p>&#8220;   N&atilde;o adiantaria impor o acompanhante   ao profissional&#8221; (GEO 1)  </p>     <p><b>A inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante   na assist&ecirc;ncia ao parto deve   ser uma proposta ampla   de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia </b> </p>     <p>A inser&ccedil;&atilde;o do acompanhante na assist&ecirc;ncia   ao parto deve ser uma proposta mais ampla,   de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia ao parto.</p>     <p>&#8220;   O direito do acompanhante est&aacute; dentro   do programa que orienta o trabalho da   maternidade, que &eacute; a humaniza&ccedil;&atilde;o do   nascimento&#8221; (GEO 5)  </p>     <p>As medidas tomadas pelas autoridades   governamentais, de legitimar a   presen&ccedil;a do acompanhante na assist&ecirc;ncia   ao parto, por meio de leis que tragam   consigo a necessidade de obedec&ecirc;-las,   constituem medidas &uacute;teis e necess&aacute;rias na   atualidade.</p>     <p>&#8220;   O acompanhante previsto em lei &eacute; uma   das medidas mais louv&aacute;veis das autoridades   (GEO 3); &#8220;Exigir a execu&ccedil;&atilde;o da   Lei do Acompanhante &eacute; um caminho&#8221;(NEO 2; GEO1);  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A presen&ccedil;a do acompanhante fez com   que os profissionais identificassem novas   demandas na assist&ecirc;ncia ao parto </b> </p>     <p>Experi&ecirc;ncias vividas com os acompanhantes   levavam &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de novas demandas   na assist&ecirc;ncia ao parto. O processo de acompanhamento   deve iniciar-se no pr&eacute;-natal   pois esta medida proporciona familiaridade   dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os com o ambiente   de assist&ecirc;ncia e a equipe profissional. Seu   produto &eacute; um resultado mais positivo para   todo o processo reprodutivo.</p>     <p>&#8220;   Temos que pensar em suprir suas   necesidades com estruturas m&iacute;nimas para   a acolhida do acompanhante&#8221; (EO 3)  </p>     <p>Satisfa&ccedil;&atilde;o e orgulho por fazer parte   de uma Institui&ccedil;&atilde;o que oferece assist&ecirc;ncia   diferenciada, baseado em filosof&iacute;a   inovadora, alinhada &agrave;s atuais tend&ecirc;ncias do campo da assist&ecirc;ncia   ao parto, foram   t&ocirc;nicas observadas nas narrativas. Realizar   um trabalho baseado nesta filosof&iacute;a   de assist&ecirc;ncia, que inclui a presen&ccedil;a do   acompanhante na assist&ecirc;ncia ao parto,   foi considerado qualitativamente superior   se comparado ao modelo que impede tal participa&ccedil;&atilde;o.  </p>     <p>&#8220;   Eu me sinto orgulloso de fazer parte   de uma equipe que desenvolve este modelo   de assist&ecirc;ncia ao parto&#8221; (GEO 5)</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p> A implementa&ccedil;&atilde;o de novos modelos assistenciais   requer uma determina&ccedil;&atilde;o clara   das estrat&eacute;gias a serem adotadas e sua integra&ccedil;&atilde;o   ao contexto organizacional. Estes   constituem factores essenciais para a conquista   dos resultados pretendidos. Trata-se   de um aspecto intrinsicamente relacionado  &agrave;    necessidade de trabalho interdisciplinar   e multiprofissional dos membros que comp&otilde;em a equipe de assist&ecirc;ncia ao parto.</p>     <p> Houve reiteradas men&ccedil;&otilde;es de que a   presen&ccedil;a do acompanhante deve integrar   um projeto que inclua a assist&ecirc;ncia humanizada   ao parto, em conformidade com   as propostas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da   Sa&uacute;de1 e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil<sup>7</sup>,   com vistas a um panorama amplo que considere a sa&uacute;de e a vida.</p>     <p>O direito ao acompanhamento no   trabalho de parto e parto &eacute; reconhecido   em v&aacute;rias inst&acirc;ncias, incluindo o Governo   Federal brasileiro. Por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; praticado   de forma regular e sistem&aacute;tica em todas   as institui&ccedil;&otilde;es nacionais. Pelo contr&aacute;rio,   poucos servi&ccedil;os aderiram a esta pr&aacute;tica   e continuam n&atilde;o respeitando a lei e as   diretrizes governamentais relacionadas  &agrave;  presen&ccedil;a do acompanhante<sup>7</sup>.</p>     <p>Os profissionais que integram as   equipes respons&aacute;veis pela aten&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher   devem revisar seus conceitos e livrar-se   de seus preconceptos, para que ocorra um   acolhimento da mulher. As institui&ccedil;&otilde;es devem   estar administrativa e estruturalmente   preparadas para o processo e amparadas e suportadas em normas apropriadas.   O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil t&ecirc;m estimulado a introdu&ccedil;&atilde;o destas novas pr&aacute;ticas nas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de<sup>16</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Procura-se prestar uma aten&ccedil;&atilde;o &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o   e ao parto como   experi&ecirc;ncias humanas completas e, ao mesmo tempo, consider&aacute;-las   como um evento individual e social que extrapola a dimens&atilde;o biol&oacute;gica.   Isto demanda a incorpora&ccedil;&atilde;o, aos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos,   dos aspectos   do cuidado que valorizem os sentimentos e significados que envolvem   o nascimento e as pr&aacute;ticas que aproximen as pessoas, tornando-as mais   humanas<sup>17</sup>. O desenvolvimento de um tipo de assist&ecirc;ncia que requer   aptid&atilde;o do profissional no aprofundamento do conhecimento pr&oacute;prio   e de   seus aspectos subjetivos. Al&eacute;m disso, &eacute; necess&aacute;rio que   ele esteja aberto para perceber, sentir, ouvir e viver com o outro<sup>18</sup>.</p>     <p>Ficou evidente que a enfermeira obst&eacute;trica desempenha um   papel relevante na proposta e manuten&ccedil;&atilde;o de projetos de inser&ccedil;&atilde;o   do   acompanhante na assist&ecirc;ncia ao parto. Grande import&acirc;ncia foi atribu&iacute;da   ao fato deste professional preparar o acompanhante para uma participa&ccedil;&atilde;o   ativa no parto. Al&eacute;m do fato dele desempenhar um papel fundamental   como agente facilitador e promotor da compreens&atilde;o das necessidades   evidenciadas na assist&ecirc;ncia.</p>     <p>Poucas investiga&ccedil;&otilde;es evidenciaram a import&acirc;ncia que a enfermeira   obst&eacute;trica no favorecimento do envolvimento do acompanhante no   trabalho de parto. Entretanto, um evento recentemente realizado destacou   a eficiencia desta profissional na assist&ecirc;ncia ao parto normal, sendo   considerada como a que apresenta melhor rela&ccedil;&atilde;o custo-efetividade.   Tratase   de uma avalia&ccedil;&atilde;o divulgada na Assembl&eacute;ia Geral do XIII   Congresso   Mundial da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional das Sociedades de Ginecolog&iacute;a   e Obstetricia, ocorrido na Cidade de Singapura, em 1991<sup>19</sup>.</p>     <p> Percebe-se que o espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o escolar deve ser,   primordialmente,   um ambiente social exuberante em qualidades intr&iacute;nsicas. As viv&ecirc;ncias   concretas de uma situa&ccedil;&atilde;o real e as habilidades para sentir sua   atmosfera   s&atilde;o vitais para o educando, porque desta forma estar&aacute; capacitado   para atuar conforme as circunst&acirc;ncias que se apresentam<sup>20</sup>.</p>     <p>A unanimidade do pensamento dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o ao   acompanhante &eacute; importante porque os eventuais receios ou falta de   convic&ccedil;&atilde;o podem interferir negativamente sobre o processo. A   assist&ecirc;ncia   humanizada inclui a presen&ccedil;a do acompanhante e um m&iacute;nimo de   interven&ccedil;&otilde;es, para o qual &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais   respeitem seu   espa&ccedil;o e o alheio, a fim de tornar poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o   das potencialidades   de todas as pessoas envolvidas, um dos aspectos que mais importa no resultado final<sup>21</sup>.</p>     <p>A institui&ccedil;&atilde;o hospitalar deve oferecer espa&ccedil;o f&iacute;sico   e preparar os   profissionais para o favorecimento de melhor intera&ccedil;&atilde;o deles   com a familia   dos usu&aacute;rios. &Eacute; uma medida que fortalece a rela&ccedil;&atilde;o   da equipe profiessional   com os acompanhantes e permite mostrar aos futuros profissionais os benef&iacute;cios produzidos por esta rela&ccedil;&atilde;o<sup>22</sup>.</p>     <p> Em uma dimens&atilde;o ampla, a presen&ccedil;a do acompanhante no momento   do parto representa uma forma de promover a equidade de g&eacute;nero.</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o do homem em diferentes programas institucionais   e no   acompanhamento da mulher em todo o processo de reprodu&ccedil;&atilde;o, entre   eles   o parto, favorece o rompimento dos estere&oacute;tipos que refor&ccedil;am   o papel   da mulher como &uacute;nica responsable pela fun&ccedil;&atilde;o reprodutiva.   Durante o   acompanhamento do parto, o homem pode obter informa&ccedil;&otilde;es sobre   como se tornar mais capacitado para assumir as responsabilidades inerentes&agrave;  paternidade<sup>23</sup>.</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>As possibilidades, benef&iacute;cios e as dificultades relativas &agrave; presen&ccedil;a   do   acompanhante no parto devem ser amplamente divulgadas no &acirc;mbito   professional e tamb&eacute;m nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o pois os   dados desta   investiga&ccedil;&atilde;o confirmam a exist&ecirc;ncia de muitas cren&ccedil;as   em rela&ccedil;&atilde;o ao tema   que podem estar prejudicando ou retardando a inclus&atilde;o do acompanhante,   em muitos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica. A experi&ecirc;ncia   vivida pelos   profissionais permitiu constatar que as cren&ccedil;as que tinham a respeito   da   presen&ccedil;a do acompanhante no parto eram infundadas e este fato deve   ser do conhecimento de outros profissionais. No Brasil, a experi&ecirc;ncia   de   assist&ecirc;ncia ao parto com a presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o   do acompanhante n&atilde;o  &eacute;    ampla, fato que dificulta a divulga&ccedil;&atilde;o deste modelo assistencial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica na &aacute;rea da sa&uacute;de e a   pr&oacute;pria assist&ecirc;ncia devem   ocorrer com base em paradigma claramente definido. Neste sentido, o   servi&ccedil;o pioneiro em termos de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia   obst&eacute;trica,   tal como desenvolvido no local onde foi realizada a pesquisa, possui   import&acirc;ncia social no contexto da assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica   atual, pois presta   cuidado conforme o que preconiza a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<sup>1</sup>   aos   usu&aacute;rios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), o que demonstra   ser poss&iacute;vel   contemplar aspectos importantes da humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia   em um servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de.</p>     <p>Acredita-se que o fato deste servi&ccedil;o permitir a presen&ccedil;a de estudantes   pode facilitar a dissemina&ccedil;&atilde;o desta pr&aacute;tica com bases   mais s&oacute;lidas, devido   ao fato deles poderem vivenciar experi&ecirc;ncias concretas e constatar todos   os fatores envolvidos no processo.</p>     <p>Os profissionais que possuem rela&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o   e o ensino   s&atilde;o figuras preponderantes do processo pedag&oacute;gico. O HGIS pode   transformar-se, na atualidade, em um espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o   importante,   tendo em vista a grande demanda de profissionais de sa&uacute;de que desejam   incorporar a perspectiva human&iacute;stica na assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica.</p>     <p>Os servi&ccedil;os que pretendam implantar a presen&ccedil;a do acompanhante   no parto, devem preparar previamente seus profissionais. A inclus&atilde;o   deste   tipo de experi&ecirc;ncia na fase de forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes   de medicina,   enfermagem e profissionais afins, &eacute; uma forma de tornar poss&iacute;vel   a   incorpora&ccedil;&atilde;o do valor relacionado &agrave; relev&acirc;ncia de   um modelo assistencial   que inclua o acompanhante.</p>     <p>Um promejo de implementa&ccedil;&atilde;o do acompanhante deve ter origen   na dire&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e estar inserido em   um projeto amplo de assist&ecirc;ncia   humanizada do parto e do nascimento. As iniciativas isoladas de   profissionais de sa&uacute;de, no cumprimento das normas e rotinas institucionais,   podem dar como resultado um grande vazio, sobretudo se a preocupa&ccedil;&atilde;o   estiver restrita ao cumprimento dos requisitos   impostos pelos servi&ccedil;os. A transforma&ccedil;&atilde;o   real do quadro atual de assist&ecirc;ncia   obst&eacute;trica no contexto brasileiro requer a   incorpora&ccedil;&atilde;o de novos valores por parte do   conjunto de profissionais. As mudan&ccedil;as de   atitudes e uma reestructura organizacional   da filosof&iacute;a de assist&ecirc;ncia, que inclua todos   os profissionais e os m&uacute;ltiplos aspectos   relacionados, constituem demandas de   muitas institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Incluir o acompanhante no cen&aacute;rio de   parto e nascimento deve ser uma a&ccedil;&atilde;o derivada   da filosofia de assist&ecirc;ncia. Esta abarca   v&aacute;rias facetas e seu produto deve ser uma   assist&ecirc;ncia de qualidade, com efici&ecirc;ncia   profissional e satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades   na perspectiva das mulheres e respectivas   familias. Isto requer compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica,   habilidade, disponibilidade e dedica&ccedil;&atilde;o.   Sua meta &eacute; o ideal de contemplar os aspectos   t&eacute;cnicos e human&iacute;sticos no cuidado.</p>     <p> <b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Esta pesquisa permitiu chegar a algumas   conclus&otilde;es e estabelecer proposi&ccedil;&otilde;es. A   presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o ativa do acompanhante   produziu reflexos positivos em   v&aacute;rias esferas da assist&ecirc;ncia ao nascimento   e parto. Desse modo, este tipo de proposta   merece ser estimulada tendo em vista a   possibilidade de promo&ccedil;&atilde;o de viv&ecirc;ncias   enriquecedoras &agrave; mulher, seu filho e fam&iacute;lia   em um momento importante da vida familiar.   O preparo sistematizado da equipe   multiprofissional, assim como a adequa&ccedil;&atilde;o   da estrutura f&iacute;sica da Institui&ccedil;&atilde;o, devem   ser providenciados em momento pr&eacute;vio  &agrave;    implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de inser&ccedil;&atilde;o   do acompanhante no parto. Tratam-se de   medidas que devem ser parte integrante de   uma proposta institucional mais ampla, de   humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia ao nascimento   e parto. A presen&ccedil;a e participa&ccedil;&atilde;o ativa do   acompanhante fez com que os membros da   equipe profissional tivessem identificado   novas demandas na assist&ecirc;ncia o que certamente   promoveu a qualidade do cuidado prestado naquela Institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Limita&ccedil;&otilde;es da investiga&ccedil;&atilde;o e sugest&otilde;es para novas pesquisas</b></p>     <p> Os dados deste estudo, apesar de terem sido coletados   com membros da equipe multiprofissional e incluir todas   as categor&iacute;as profissionais diretamente envolvidas com a   assist&ecirc;ncia, n&atilde;o permiten generaliza&ccedil;&otilde;es. Os profissionais   entrevistados integram um grupo distinto e com prepara&ccedil;&atilde;o especializada,   cujos membros, queiram ou n&atilde;o, est&atilde;o inclinados   a seguir o modelo assistencial preconizado na Institui&ccedil;&atilde;o.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A conclus&atilde;o deste trabalho possibilitou sugerir   novos estudos, que abarquem outros aspectos da mesma   tem&aacute;tica. Um deles &eacute; relativo &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o   do mesmo estudo   em servi&ccedil;os onde a pr&aacute;tica do acompanhante n&atilde;o esteja   institucionalizada e ocorra espor&aacute;dicamente por iniciativas   individuais e realizada apenas por parte dos profissionais.   Outro estudo, comparando a experi&ecirc;ncia de acompanhantes   com la&ccedil;os de amizade ou familiares com as parturientes,   poderia resultar em dados interessantes em termos de   investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.  </p>     <p>Avaliamos ser interessante conhecer a perspectiva   de profissionais que n&atilde;o se adaptaram com a filosofia de   assist&ecirc;ncia e ao servi&ccedil;o com a presen&ccedil;a do acompanhante   e que, por esta raz&atilde;o, se desligaram ou foram exclu&iacute;dos   da equipe assistencial.  </p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS   </b></p>     <!-- ref --><p>1. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Assist&ecirc;ncia ao   Parto Normal:   um guia pr&aacute;tico. Genebra: OMS; 1996.p.53  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0120-5307200700010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Klaus MH, Kennel JH. The doula: an essential ingredient of   childbirth rediscovered. Acta Paediatr. 1997; 86(10): 1034-6.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0120-5307200700010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Anderson T. Support in labour. Mod Midwife. 1996; 6(1): 7-11.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0120-5307200700010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Enkin M, Keirse MJ, Crowther C, Nelison J, Hodnett E,   Hofmeyr J et al. A guide to effective care in pregnancy and   childbirth. Oxford: Oxford University Press; 1989. p.89.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0120-5307200700010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Hemminki E, Virta AL, Koponen P, Malin M, Kojo-Austin   H, Tuimala RA. A trial on continuous human support during   labour: feasibility, interventions and mother&#8217;s satisfaction. J   Psychosom Obstet Gynaecol. 1990; 11(2): 239-250.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0120-5307200700010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Hoffmeryr GJ, Nikodem VC, Wolman WL, Chalmers BE,   Kramer Tl. Companionship to modify the clinical birth environment:   effects on Progress and perception of labour and   breast feeding. Br J Obstet Gynaecol. 1991; 98: 756-64.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0120-5307200700010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Parto, Aborto e Puerperio. Assist&ecirc;ncia   Humanizada &agrave; Mulher. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;   2001. p.39.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0120-5307200700010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Projeto de lei n. 10.241, de 17 de mar&ccedil;o de 1999. Disp&otilde;e sobre   os direitos dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os e das a&ccedil;&otilde;es   de sa&uacute;de no   Estado e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias: Di&aacute;rio Oficial do Estado,   no.   109, (1999).  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0120-5307200700010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Brown A. Fathers&#8217; in the labor ward: medical and lay accounts.   En: Mc Kee LO; Brien M. The father figure. New York: Tavistock   Publications; 1982. p.65.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0120-5307200700010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Minayo MCS. O Desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa   em sa&uacute;de. 8.&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2004. p.208.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0120-5307200700010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Polit DF, Beck CT, Hungler BP. Fundamentos de Pesquisa   em enfermagem: m&eacute;todos, avalia&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o.   5&ordf; ed. Porto   Alegre: Artes M&eacute;dicas; 2004. p.363.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0120-5307200700010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Morse JM. Designing funded qualitative research. En: Denzin   NK, Lincoln YS. Strategies of qualitative inquiry. Thousand   Oaks: Sage; 1998. p.56-85.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0120-5307200700010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Kvale S. Interviews: an introduction to qualitative research   interviewing. Thousand Oaks: Sage; 1996. p.325.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0120-5307200700010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Huberman M, Miles MB. Data management and analysis   methods. En: Denzin N, Lincoln Y. Handbook of qualitative   research. Thousand Oaks: Sage; 1994. p.428-44.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0120-5307200700010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Resolu&ccedil;&atilde;o n.196 de 10 de outubro de 1996: Diretrizes e normas   regulamentadoras de pesquisa em seres humanos. Mundo   Sa&uacute;de, no.1, (1996).  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0120-5307200700010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. Portaria n. 569, de 1&ordm; de junho 2.000. Cria o Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o   ao Pr&eacute;-natal e nascimento no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico   de sa&uacute;de. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Se&ccedil;&atilde;o   1, (08 jun. 2000).  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0120-5307200700010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. Zampieri MFM. Enfocando a concep&ccedil;&atilde;o e a gesta&ccedil;&atilde;o   em uma   perspectiva hist&oacute;rica e social. Nursing. 2001; 37(4): 5-9.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0120-5307200700010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Zagonel IPS. A forma&ccedil;&atilde;o do enfermeiro para a assist&ecirc;ncia   ao nascimento e parto. En: S&iacute;ntese do Semin&aacute;rio Estadual   Qualidade da Assist&ecirc;ncia ao Parto: Contribui&ccedil;&otilde;es da Enfermagem.   Curitiba: Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Enfermagem; 1998.   p.19-25.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0120-5307200700010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19. FIGO. Recommendations accepted by the General Assembly   at the XIII World Congress of Gynecology and Obstetrics. Int   J Gyneacol Obstet. 1992; 38 Supl: 579-580.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0120-5307200700010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>20. Evans R. The Pedagogic Principal. Edmonton: Qual Institute   Press; 1999. p.162.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0120-5307200700010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Fabre ZL. Humaniza&ccedil;&atilde;o em UTI pedi&aacute;trica a equipe e   a fam&iacute;lia.   Arq Bras Med. 1992; 21(2): 34-37.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0120-5307200700010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>22. Ortiz AC, Gaviria DL, Palacio ML, Mar&iacute;n A, Garc&iacute;a DP, Montoya   ME, et al. Participaci&oacute;n del acompa&ntilde;ante en el cuidado   del paciente hospitalizado. Instituciones de segundo nivel.&Aacute;   rea Metropolitana, 1999-2000. Invest Educ Enferm. 2002;   20(2): 12-29.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0120-5307200700010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>23. V&eacute;lez EJ, Jaramillo MU. La atenci&oacute;n integral a la mujer:   un   compromiso del personal de salud. Invest Educ Enferm. 1999;   17(1): 87-93.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0120-5307200700010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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