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<journal-title><![CDATA[Investigación y Educación en Enfermería]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trabalho do enfermeiro em uma empresa de Home Care de Belo Horizonte, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Trabajo del enfermero en una empresa de Home Care en Belo Horizonte, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Duties of a nurse of Home Care in Belo Horizonte, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Objetivo: Conocer el proceso de trabajo del enfermero en una empresa de Home Care de la ciudad de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil entre Junio y octubre de 2005. Metodología: Estudio cualitativo; sus sujetos fueron enfermeros que trabajan en la gestión y prestación de cuidados. Los datos fueron recolectados en entrevistas semiestructuradas y sometidos al análisis de discurso. Resultados: Los enfermeros asumen roles estratégicos en el trabajo interdisciplinario, en la relación con los pacientes y en la gestión de la empresa. El trabajo es dinámico y flexible; la familia ejerce un papel fundamental en la vigilancia de los cuidados brindados por el equipo y como aliada para su continuidad. La comunicación y la postura profesional en la relación con los pacientes son esenciales para la aceptación de los cuidadores. Conclusiones: Mayor autonomía del enfermero, quien se muestra hábil en las relaciones interpersonales y en el uso de tecnologías blandas, basadas en la subjetividad, para cuidar del paciente a pesar de varios factores que interfieren en su trabajo cotidiano.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To know the process of the nurse work in a service of Home Care in the city of Belo Horizonte- Minas Gerais, Brazil. Methodology: A study of qualitative nature was accomplished in a firm of Home Care, whose subjects were nurses which work in the management and in the implementation of cares. The data were collected through interviews and submitted to the speech analysis. Results: male nurses assume strategic duty / or activities in the interdisciplinary, work in the relationship with the clientele and in the management of the company. The work is dynamic and flexible, the family exercises a fundamental duty / or activities in the surveillance of the cares rendered by the team and as a partner in the continuity of the same ones. The communication and the professional posture in the relationship with the clientele are essential for the caretakers’ acceptance. Conclusion: The nurse larger autonomy is pointed out, which has shown skilful in the relationships and in the use of light technologies, based on people subjectivity, in the care to the customer in spite of the interference of several factors in the daily work.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Assistência domiciliar]]></kwd>
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<kwd lng="es"><![CDATA[Atención domiciliaria de salud]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Trabalho do enfermeiro em uma empresa   de Home Care de Belo Horizonte, Brasil<sup>a</sup> </b></p>     <p><b>Trabajo del enfermero   en una empresa de Home Care en Belo Horizonte, Brasil</b></p>     <p><b>Duties of a nurse   of Home Care in Belo Horizonte, Brazil</b></p>     <p>Mar&iacute;lia Alves<sup>b</sup>, Meiriele Tavares Ara&uacute;jo<sup>c</sup>,   Daniela Moreira Santana<sup>d</sup>, Denise Loureiro Vieira<sup>e</sup></p>     <p>a) Investiga&ccedil;&atilde;o de campo iniciada em junho de 2005 e finalizada   em outubro do mesmo ano. Bolsa para aluno de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica   da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais,   Brasil- FAPEMIG.</p>     <p>b) Doutora em Enfermagem. Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o   em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais   (EEUFMG). L&iacute;der do N&uacute;cleo de Pesquisa Administra&ccedil;&atilde;o   em Enfermagem (NUPAE). Email: <a href="mailto:marilix@enf.ufmg.br">marilix@enf.ufmg.br</a>.</p>     <p>c) Aluna de Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem na Escola de Enfermagem   da Universidade Federal de Minas Gerais (EEUEUFMG).Bolsista PROBIC/FAPEMIG.   Membro   do NUPAE. Email: <a href="mailto:meirieleta@yahoo.com.br">meirieleta@yahoo.com.br</a>.</p>     <p>d) Enfermeira. Membro do NUPAE. Email: <a href="mailto:ddannisantana@yahoo.com.br">ddannisantana@yahoo.com.br</a>.</p>     <p>e) Enfermeira Especialista em Terapia Intensiva. Professora Substituta do   Dep. Enfermagem B&aacute;sica. Email: <a href="mailto:denisereia@yahoo.com.br">denisereia@yahoo.com.br</a></p>     <p><b>C&oacute;mo citar este art&iacute;culo:</b>  Alves M, Tavares Ara&uacute;jo M, Moreira Santana D, Loureiro Vieira D. Trabalho   do enfermeiro em uma empresa de home care de Belo Horizonte. Invest Educ Enferm. 2007; 25(2): 96-106.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recibido</b>: 20 de junio de 2006.   <b>Env&iacute;o para correcciones</b>: 24 de julio de 2007. <b>Aprobado</b>: 4 de septiembre de 2007</p> <hr>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p> <b>Objetivo</b>: Conhecer o processo de trabalho do enfermeiro em um servi&ccedil;o   de Home Care na cidade de Belo Horizonte - Minas Gerais, Brasil, junho a outubro   2005. <b>Metodologia</b>: Estudo de natureza qualitativa cujos sujeitos foram enfermeiros   que trabalham na ger&ecirc;ncia e na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. Os   dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada e submetidos &agrave; an&aacute;lise   de discurso.   <b>Resultados</b>: Os enfermeiros assumem pap&eacute;is estrat&eacute;gicos no trabalho   interdisciplinar, na rela&ccedil;&atilde;o com a clientela e na ger&ecirc;ncia   da empresa. O trabalho&eacute;    din&acirc;mico e flex&iacute;vel, a fam&iacute;lia exerce papel fundamental   na vigil&acirc;ncia dos cuidados prestados pela equipe e como parceira na continuidade   dos mesmos. A comunica&ccedil;&atilde;o e a postura profissional na rela&ccedil;&atilde;o   com a clientela s&atilde;o essenciais para a aceita&ccedil;&atilde;o   dos cuidadores. <b>Conclus&atilde;o</b>: Maior autonomia do enfermeiro, o qual se   mostra h&aacute;bil nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e na utiliza&ccedil;&atilde;o   de tecnologias leves, baseadas na subjetividade das pessoas, para cuidar do   cliente, apesar da interfer&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores que interferem   no trabalho cotidiano.  </p>     <p><b>Descritores</b>: Assist&ecirc;ncia   domiciliar, Enfermagem.</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p> <b>Objetivo</b>: Conocer el proceso de trabajo del enfermero   en una empresa de Home Care de la ciudad de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil   entre Junio y octubre de 2005. <b>Metodolog&iacute;a</b>: Estudio cualitativo; sus   sujetos fueron enfermeros que trabajan en la gesti&oacute;n y prestaci&oacute;n   de cuidados. Los datos fueron recolectados en entrevistas semiestructuradas   y sometidos al an&aacute;lisis de discurso. <b>Resultados</b>: Los enfermeros asumen   roles estrat&eacute;gicos en el trabajo interdisciplinario, en la relaci&oacute;n   con los pacientes y en la gesti&oacute;n de la empresa. El trabajo es din&aacute;mico   y flexible; la familia ejerce un papel fundamental en la vigilancia de los   cuidados brindados por el equipo y como aliada para su continuidad. La comunicaci&oacute;n   y la postura profesional en la relaci&oacute;n con los pacientes son esenciales   para la aceptaci&oacute;n de los cuidadores. <b>Conclusiones</b>: Mayor autonom&iacute;a   del enfermero, quien se muestra h&aacute;bil en las relaciones interpersonales   y en el uso de tecnolog&iacute;as blandas, basadas en la subjetividad, para   cuidar del paciente a pesar de varios factores que interfieren en su trabajo   cotidiano.  </p>     <p><b>Palabras clave</b>:   Atenci&oacute;n domiciliaria   de salud, enfermer&iacute;a.</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p> <b>Objective</b>: To know the process of the nurse work in a service of Home Care     in the city of Belo Horizonte- Minas Gerais, Brazil. <b>Methodology</b>: A study     of qualitative   nature was accomplished in a firm of Home Care, whose subjects were nurses   which work in the management and in the implementation of cares. The data were   collected through interviews and submitted to the speech analysis. <b>Results</b>:   male nurses assume   strategic duty / or activities in the interdisciplinary, work in the relationship   with the clientele and in the management of the company. The work is dynamic   and flexible, the family exercises a fundamental duty / or activities in the   surveillance of the cares rendered by the team and as a partner in the continuity   of the same ones. The communication and the professional posture in the relationship   with the clientele are essential   for the caretakers&#8217; acceptance. <b>Conclusion</b>: The nurse larger autonomy   is pointed out, which has shown skilful in the relationships and in the use   of light technologies, based on people subjectivity, in the care to the customer   in spite of the interference of several factors in the daily work.  </p>     <p><b>Key works</b>:     Home Care Services, Nursing.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p> No Brasil, a consolida&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de   (SUS) tem privilegiado a organiza&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de   voltada para o cuidado centrado no usu&aacute;rio   e suas necessidades. Busca-se a supera&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial   centrado nos cuidados hospitalares, embora se reconhe&ccedil;a que os mesmos   s&atilde;o necess&aacute;rios em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas.   Pra tal, vem-se implementando estrat&eacute;gias de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de   n&atilde;o-tradicionais como o Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia,   visitas domicili&aacute;rias, assist&ecirc;ncia Domicili&aacute;ria   (Home Care) e centros de cuidados paliativos, que representam esfor&ccedil;os   de mudan&ccedil;a de modelo e de organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de.</p>     <p>O Home Care surgiu de forma organizada no pa&iacute;s no in&iacute;cio da d&eacute;cada   de 1990, seguindo uma tend&ecirc;ncia mundial de ado&ccedil;&atilde;o de um   modelo alternativo e complementar ao modelo hospitalar. Envolve profissionais   especializados que realizam, no domic&iacute;lio, o tratamento cl&iacute;nico   de agravos que n&atilde;o necessitam, obrigatoriamente, de assist&ecirc;ncia   hospitalar   para seu acompanhamento<sup>1</sup>. O seu surgimento na d&eacute;cada passada, nos EUA,   foi uma alternativa aos elevados custos da interna&ccedil;&atilde;o hospitalar   e revelou-se eficiente tanto para a redu&ccedil;&atilde;o dos custos, como das infec&ccedil;&otilde;es adquiridas em ambientes hospitalares<sup>2</sup>.</p>     <p>As empresas de Home Care trabalham com interna&ccedil;&atilde;o   domicili&aacute;ria fornecendo anteparo tecnol&oacute;gico, acompanhamento   multiprofissional, transporte externo, atendimento de emerg&ecirc;ncia, medicamentos   e demais recursos   hospitalares. Ainda realizam monitoriza&ccedil;&atilde;o constante do paciente   e familiares, propiciando a interven&ccedil;&atilde;o precoce em eventuais   intercorr&ecirc;ncias. H&aacute; empresas que fornecem apenas os materiais   m&eacute;dico-hospitalares e que por erro conceitual s&atilde;o denominadas   tamb&eacute;m de Home Care.</p>     <p>Al&eacute;m da interna&ccedil;&atilde;o domiciliar esta modalidade de cuidado,   no Brasil, oferece visita e assist&ecirc;ncia domiciliar de acordo com as necessidades   dos pacientes e familiares. Como parte da assist&ecirc;ncia domiciliar, existe   um programa de preven&ccedil;&atilde;o, conhecido como Gerenciamento ou Monitoramento   da Sa&uacute;de, visando atender &agrave; crescente clientela de portadores   de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis. Nos EUA   e em outros pa&iacute;ses h&aacute;, ainda, o Hospice, que tira o doente terminal do hospital e fornece cuidados paliativos em casa.</p>     <p>No home care s&atilde;o realizadas atividades nos diversos n&iacute;veis de   aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, a saber: prim&aacute;rio, secund&aacute;rio,   terci&aacute;rio e quatern&aacute;rio. De acordo com o n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o   os profissionais realizam a visita domiciliar e o gerenciamento de casos no   prim&aacute;rio; o seguimento pelo home care para os clientes com problemas   de pequena complexidade no secund&aacute;rio; a interna&ccedil;&atilde;o domiciliar   em si com cuidados semi-intensivos no terci&aacute;rio para os clientes est&aacute;veis   de m&eacute;dia complexidade. Al&eacute;m das atribui&ccedil;&otilde;es do   n&iacute;vel prim&aacute;rio e secund&aacute;rio, conforme a doen&ccedil;a   ou problema de sa&uacute;de no n&iacute;vel quatern&aacute;rio, as atribui&ccedil;&otilde;es   visam a limita&ccedil;&atilde;o do dano ou invalidez e a promo&ccedil;&atilde;o   da independ&ecirc;ncia, por meio do comprometimento da fam&iacute;lia e do   cliente nas atividades educativas, de autocuidado e de planejamento da alta, voltadas para uma adequada qualidade de vida no domic&iacute;lio e na comunidade<sup>3</sup>.</p>     <p>O home care &eacute; uma tarefa complexa. A equipe e a fam&iacute;lia devem   estar bem envolvidas e treinadas no processo, pois, muitas vezes, o enfoque   educativo &eacute; um pilar da aten&ccedil;&atilde;o domiciliar, sendo um momento   de est&iacute;mulo, apoio, desenvolvimento de habilidades e crescimento pessoal   do cuidador, uma pessoa que ser&aacute; respons&aacute;vel pelo cuidado no contexto familiar<sup>2</sup>.</p>     <p>O enfermeiro tem um papel fundamental na articula&ccedil;&atilde;o entre fam&iacute;lia   e equipe multiprofissional, cuidando do paciente para que este alcance sua   autonomia ou morra com dignidade. Para isso, o enfermeiro deve se pautar nos   seguintes pressupostos: dimens&atilde;o ampliada do cuidar, independ&ecirc;ncia   do ser como ess&ecirc;ncia do trabalho da enfermagem e o trabalho interprofissional   e de enfermagem como fator imprescind&iacute;vel<sup>2</sup>. Segundo a Resolu&ccedil;&atilde;o   do Conselho Federal de Enfermagem NO 267/2001<sup>4</sup>, a enfermagem em Home Care define-se   como a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os ao cliente, fam&iacute;lia   e grupos sociais em domic&iacute;lio. A Resolu&ccedil;&atilde;o NO 256/2001<sup>5</sup>,   do mesmo Conselho, afirma que esta modalidade assistencial exprime, significativamente,   a autonomia e o car&aacute;ter liberal do profissional enfermeiro, prevendo atividades nos n&iacute;veis de menor, m&eacute;dia e alta complexidade.</p>     <p>Esse estudo teve origem na experi&ecirc;ncia de trabalho de enfermeiros   em uma empresa de Home care. Assim, estudos sobre Home Care, podem contribuir   para elucidar as peculiaridades dessa nova frente de trabalho do enfermeiro,   espa&ccedil;os de autonomia no exerc&iacute;cio profissional, novas exig&ecirc;ncias   em termos de habilidades e atitudes frente ao doente e sua fam&iacute;lia e   para a forma&ccedil;&atilde;o de novos enfermeiros. Contribui, tamb&eacute;m,   para o desenvolvimento cient&iacute;fico e de metodologias de cuidar em sa&uacute;de   e enfermagem, mais humanizadas e menos onerosas.  </p>     <p>Nesse sentido, seu objetivo foi conhecer o processo de trabalho do enfermeiro   em uma empresa de Home Care na cidade de Belo Horizonte - Minas Gerais, Brasil,   de junho a outubro de 2005, focalizando a din&acirc;mica de trabalho do enfermeiro,   os instrumentos de trabalho utilizados e os fatores que influenciam essa modalidade   de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O HOME CARE NO BRASIL</b></p>     <p>O atendimento domiciliar se apresenta como um modelo de aten&ccedil;&atilde;o   consolidado   em alguns pa&iacute;ses desenvolvidos e em crescimento no Brasil. Sua pr&aacute;tica,   por&eacute;m, remonta &agrave; era a.C, quando a benevol&ecirc;ncia e a solidariedade   eram seu alicerce. A Inglaterra &eacute; respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o   do primeiro servi&ccedil;o de enfermagem de sa&uacute;de p&uacute;blica domiciliar,   resultado da sistematiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de enfermagem criados por Florence Nightingale.<sup>4</sup></p>     <p>Nos EUA, o sistema de Home Care surgiu por iniciativa dos hospitais por sofrerem   forte press&atilde;o dos pacientes, seguros de sa&uacute;de e do governo para   a diminui&ccedil;&atilde;o dos gastos com interna&ccedil;&otilde;es e uma maior   oferta de leitos hospitalares. Mas a partir de 1982, houve novo impulso nessa   modalidade   devido o incentivo do Congresso Americano e a &#8220;Helf Care Financing Administration&#8221;  (HCFA), que estenderam o reembolso do &#8220;Medicare&#8221; (iniciativa de   assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de), aos idosos e camadas sociais mais   baixas, com &ecirc;nfase no setor da assist&ecirc;ncia domiciliar, tornando-a   com fins lucrativos. Desde ent&atilde;o, as empresas de Home Care como extens&atilde;o   de hospitais cresceram tornando-as organiza&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas e puramente empresariais<sup>6</sup>.</p>     <p>No Canad&aacute;, a assist&ecirc;ncia domiciliar surgiu devido aos esfor&ccedil;os   das freiras e grupos religiosos, que mais tarde se tornaram   a ag&ecirc;ncia de enfermagem domiciliar, volunt&aacute;ria e filantr&oacute;pica, &#8220;Victorian   Order of Nurse&#8221; (VON). Atualmente, o Canad&aacute; oferece dois tipos   de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de em domicilio: O servi&ccedil;o   p&uacute;blico conhecido como &#8220;Home Visiting Program&#8221;, e os servi&ccedil;os   de cuidados cont&iacute;nuos, o &#8220;Home Care&#8221; ou &#8220;Continuing   Care&#8221; organizados, administrados e financiados por institui&ccedil;&otilde;es   que contam com recursos particulares   ou doa&ccedil;&otilde;es. Uma particularidade da assist&ecirc;ncia domiciliar   canadense &eacute; que os servi&ccedil;os utilizam, principalmente, o trabalho de enfermeiras, sendo pouco comum a atua&ccedil;&atilde;o multiprofissional<sup>7</sup>.</p>     <p>No Brasil, com a implanta&ccedil;&atilde;o do SUS, na d&eacute;cada de 1980   e a proposta de um novo modelo assistencial com base na estrat&eacute;gia do   Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, prop&ocirc;s-se a organiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de voltadas para a aten&ccedil;&atilde;o familiar<sup>8</sup>. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de incluiu entre as atividades das equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, a visita domiciliar semelhante ao programa canadense de &#8220;Home Visiting Program&#8221;.</p>     <p>Apesar da forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de, no Brasil,   ser pautada no modelo   americano h&aacute; diferen&ccedil;as na origem da assist&ecirc;ncia domiciliar   no Brasil e nos USA, pelo fato do Estado brasileiro estar presente na indu&ccedil;&atilde;o   original das atividades de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, ao contr&aacute;rio   da origem comunit&aacute;ria americana. Outra diferen&ccedil;a &eacute; a presen&ccedil;a   da enfermagem, descrita como fundamental na hist&oacute;ria americana, enquanto   no Brasil o trabalho das enfermeiras visitadoras n&atilde;o visava o individuo,   mas o controle da cadeia de transmiss&atilde;o das doen&ccedil;as infecto-contagiosas,   sob coordena&ccedil;&atilde;o   do servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de.  </p>     <p>Alguns fatores contribu&iacute;ram para o incremento do home care brasileiro,   tais como o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, as mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas,   a escassez de recursos na &aacute;rea de sa&uacute;de, o interesse dos profissionais   e a demanda. Por&eacute;m, para sua consolida&ccedil;&atilde;o, faz-se necess&aacute;rio   a abertura de novos postos de trabalho, discuss&otilde;es mercadol&oacute;gicas,   comerciais, o &aacute;rduo caminho   da regulamenta&ccedil;&atilde;o e uma integra&ccedil;&atilde;o maior das universidades   ao processo de aten&ccedil;&atilde;o domiciliar<sup>9</sup>. No entanto, com a falta de   regulamenta&ccedil;&atilde;o os usu&aacute;rios da aten&ccedil;&atilde;o domicili&aacute;ria,   sentiam-se desamparados e, muitas vezes, lesados. Muitos pacientes manifestavam   o desejo de participar de seus cuidados e exigiam o direito de compreender a   evolu&ccedil;&atilde;o do seu processo de cura.  </p>     <p>Assim, surgiu a necessidade do conhecimento de seus direitos e deveres   envolvidos com os planos de sa&uacute;de e prestadores de servi&ccedil;os. Desta   discuss&atilde;o entre clientes e planos de sa&uacute;de sobre os direitos e   deveres do consumidor no &acirc;mbito dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o   PROCON (Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o   ao Consumidor) criou algumas orienta&ccedil;&otilde;es, com o intuito de auxiliar   o usu&aacute;rio na solicita&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia domiciliar   a seu plano de sa&uacute;de. <sup>1</sup>  </p>     <p>Tamb&eacute;m a favor da consolida&ccedil;&atilde;o do Home Care, no Brasil,   foi sancionada a lei n&ordm; 10.424, que cria e define responsabilidades no &acirc;mbito   do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) &agrave; modalidade de home care.   <sup>10</sup> Pela legisla&ccedil;&atilde;o, na modalidade incluem-se, principalmente, os   procedimentos m&eacute;dicos, de enfermagem, fisioterap&ecirc;uticos, psicol&oacute;gicos   e de assist&ecirc;ncia social, entre outros necess&aacute;rios ao cuidado integral   dos doentes em domic&iacute;lio.   Os atendimentos na interna&ccedil;&atilde;o domiciliar s&atilde;o realizados   por equipe multidisciplinar que atua nos n&iacute;veis preventivo, terap&ecirc;utico   e reabilitador que s&oacute; poder&aacute; ocorrer por indica&ccedil;&atilde;o   m&eacute;dica, com expressa concord&acirc;ncia do paciente e da fam&iacute;lia<sup>10</sup>.  </p>     <p>O financiamento do home care se diferencia entre o p&uacute;blico, o privado   e o particular. No Brasil, de acordo com a Lei n&ordm; 10.424, <sup>10</sup> o SUS prev&ecirc; atendimento   e interna&ccedil;&atilde;o domiciliar sendo os procedimentos realizados por equipes   multidisciplinares, visando o cuidado integral dos pacientes em domic&iacute;lio,   financiado pelo Estado, desde que sejam realizados por indica&ccedil;&atilde;o   m&eacute;dica, com concord&acirc;ncia do paciente e fam&iacute;lia. Mas o que   se encontra no setor p&uacute;blico s&atilde;o as visitas domiciliares na aten&ccedil;&atilde;o   b&aacute;sica e nos hospitais p&uacute;blicos e filantr&oacute;picos. Essa assist&ecirc;ncia   fica vinculada &agrave;s despesas da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o.   No setor privado de sa&uacute;de o Home Care, sem v&iacute;nculos com hospitais, &eacute; financiado   por conv&ecirc;nios de sa&uacute;de, empresas e pagamentos por particulares<sup>10</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CAMINHO METODOL&Oacute;GICO</b></p>     <p> Foi realizado um estudo descritivo de natureza qualitativa, com enfermeiros   de uma empresa de Home Care de Belo Horizonte. A pesquisa descritiva   tem como objetivo a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de determinada   popula&ccedil;&atilde;o ou fen&ocirc;meno ou das caracter&iacute;sticas de   um grupo, sua rela&ccedil;&atilde;o e conex&atilde;o com outros, sua natureza e caracter&iacute;sticas<sup>11</sup>.</p>     <p>Optou-se por uma abordagem qualitativa, considerando que a mesma privilegia   os sujeitos sociais que det&eacute;m os atributos que o investigador pretende   conhecer e considera-os em n&uacute;mero suficiente para permitir uma certa   reincid&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es. A pesquisa qualitativa tem   o ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador como instrumento-chave.   Tendo por meio da an&aacute;lise indutiva dos dados a valoriza&ccedil;&atilde;o do processo e n&atilde;o simplesmente os resultados e os produtos<sup>12</sup>.</p>     <p>O cen&aacute;rio do estudo foi uma empresa de Home Care de Belo Horizonte   - MG, Brasil, que presta assist&ecirc;ncia domiciliar no setor sa&uacute;de,   conforme a determina&ccedil;&otilde;es do Conselho Federal de Medicina (CFM)   e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA).   O trabalho &eacute; desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, em regime   de interna&ccedil;&atilde;o domiciliar e gerenciamento de casos em Belo Horizonte   e Regi&atilde;o Metropolitana.</p>     <p>Os sujeitos do estudo foram os sete enfermeiros que trabalhavam na empresa   realizando atividades diversas e estrat&eacute;gicas como Diretor de Pessoas,   Gerente de Assist&ecirc;ncia Domiciliar e Enfermeira Assistencial em Interna&ccedil;&atilde;o   e em Gerenciamento de Sa&uacute;de para grupos espec&iacute;ficos, de acordo   com as demandas.</p>     <p>A coleta de dados foi realizada no per&iacute;odo compreendido entre junho   e outubro de 2005, por meio de entrevistas semi-estruturadas com as enfermeiras,   agendadas previamente, de acordo com a disponibilidade dos mesmos e que inclu&iacute;ram   dados s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos para identificar o perfil dos enfermeiros   e quest&otilde;es abertas sobre o trabalho realizado. Os entrevistados assinaram   um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,   atendendo &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.   As entrevistas foram gravadas e transcritas na &iacute;ntegra. Os enfermeiros   foram identificados como E1, E2,....E7, como forma de garantir o anonimato.</p>     <p>Os dados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise de discurso visando compreender   o modo de funcionamento, os princ&iacute;pios de organiza&ccedil;&atilde;o   e as formas de produ&ccedil;&atilde;o social do sentido<sup>13</sup>. Foram realizadas   leituras flutuantes   para apreens&atilde;o geral do sentido do texto e posteriormente leituras exaustivas   para extra&ccedil;&atilde;o dos temas que foram agrupados por afinidade nas   seguintes categorias: Din&acirc;mica de trabalho em Home Care, fatores que   influenciam o trabalho na modalidade Home care e Instrumentos de trabalho do enfermeiro.</p>     <p>Para analise dos dados foram utilizados os seguintes passos: ordena&ccedil;&atilde;o,   classifica&ccedil;&atilde;o e analise final dos dados. A ordena&ccedil;&atilde;o   incluiu transcri&ccedil;&atilde;o das fitas, releitura do material e organiza&ccedil;&atilde;o   dos relatos. A classifica&ccedil;&atilde;o foi realizada por meio de leitura   exaustiva dos textos, que permite apreender as estruturas de relev&acirc;ncia   e os temas centrais que s&atilde;o organizados em &#8220;Corpus&#8221; de comunica&ccedil;&otilde;es.   A an&aacute;lise final constitui a interpreta&ccedil;&atilde;o dos relatos   pelo movimento entre o te&oacute;rico e o emp&iacute;rico e vice-versa<sup>13</sup>.</p>     <p><b>O TRABALHO   DO ENFERMEIRO   NA MODALIDADE HOME CARE</b></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil dos entrevistados identificou-se que os   enfermeiros t&ecirc;m idade m&eacute;dia de 32 anos, tempo m&eacute;dio de   formado de sete anos e meio e dois anos e meio de atividade na modalidade Home   Care. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de trabalho foram encontrados   28,50% enfermeiros na ger&ecirc;ncia,   28,50 % na Assist&ecirc;ncia, encarregados do Gerenciamento de Casos e 43,00   % na Assist&ecirc;ncia com Interna&ccedil;&atilde;o Domiciliar. Somente   43,00% dos enfermeiros participaram de cursos antes de come&ccedil;ar a trabalhar   na assist&ecirc;ncia domiciliar. O trabalho, no Home Care, caracteriza-se pela   flexibilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de   tarefas, mais din&acirc;mico,   n&atilde;o-burocr&aacute;tico e mais adapt&aacute;vel &agrave;s mudan&ccedil;as   nas demandas da clientela. A Flexibilidade leva &agrave; descentraliza&ccedil;&atilde;o   de poder e a uma gest&atilde;o participativa. A organiza&ccedil;&atilde;o necessita   ser flex&iacute;vel para responder   em tempo real &agrave; imprevisibilidade a que est&aacute; submetida<sup>14</sup>. A modalidade   Home Care necessita de um sistema de atividades coordenado, sendo a coopera&ccedil;&atilde;o   essencial para sua exist&ecirc;ncia. H&aacute; a necessidade das pessoas se comunicarem, trabalharem em equipe com objetivo comum.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A produ&ccedil;&atilde;o &eacute; conduzida pela demanda,   variada, diversificada e pronta para suprir o consumo, que determina a produ&ccedil;&atilde;o;   sustenta-se na exist&ecirc;ncia de um estoque m&iacute;nimo e do melhor aproveitamento   poss&iacute;vel do tempo de produ&ccedil;&atilde;o e num processo produtivo   flex&iacute;vel, no qual o trabalhador &eacute; polivalente<sup>14</sup>. A categoria a seguir discute a din&acirc;mica de trabalho do enfermeiro em Home Care.</p>     <p><b>Din&acirc;mica de trabalho em uma empresa de home care</b></p>     <p>Uma empresa de Home Care, organizada para prestar cuidados, necessita suprir     demandas   complexas de crian&ccedil;as, mulheres, homens e idosos, em situa&ccedil;&otilde;es   de risco de adoecer ou doentes, de diversas classes sociais,   n&iacute;veis de representa&ccedil;&atilde;o do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a   e outras caracter&iacute;sticas. As demandas particularizadas exigem respostas   espec&iacute;ficas para cada caso. Assim, h&aacute; necessidade de constantes   ajustamentos dos servi&ccedil;os ofertados e uma din&acirc;mica pr&oacute;pria   de trabalho dos profissionais, conforme   relato a seguir:</p>     <p>....ent&atilde;o a gente faz, vai, programa, escreve o processo, depois vai   checar os resultados desses processos, corrigir as anomalias e depois checar   de novo pra ver se d&aacute; um resultado melhor (E2).</p>     <p>A novidade desta modalidade de cuidado traz, muitas vezes, a dificuldade de   reconhecimento do domic&iacute;lio como ambiente terap&ecirc;utico e de trabalho   dos profissionais de sa&uacute;de. Esse espa&ccedil;o exige dos profissionais   conhecimentos al&eacute;m do t&eacute;cnico-cient&iacute;fico uma vez que a   trama de rela&ccedil;&otilde;es, nas quais est&aacute; inserido requer habilidades   de intera&ccedil;&atilde;o e capacidade de negociar.</p>     <p>...tem profissional da sa&uacute;de que n&atilde;o sabe o que &eacute; Home   Care e tem aquela resist&ecirc;ncia...quando falo que estou trabalhando numa   empresa de Home Care, eles perguntam mas que &eacute; isso? Ningu&eacute;m   sabe... eu j&aacute; vi familiares   n&atilde;o querendo, pelo fato de n&atilde;o quererem ficar com a pessoa em   casa, por n&atilde;o aceitarem   ficar com aquele tanto de material em casa e pessoas diferentes. (E3)</p>     <p>O relato mostra que o trabalho de enfermagem nessa modalidade exige atua&ccedil;&atilde;o   tanto gerencial quanto na assist&ecirc;ncia. No processo de trabalho gerencial,   os objetos de trabalho do enfermeiro s&atilde;o a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e os profissionais de enfermagem<sup>14</sup>.</p>     <p>Na empresa estudada os enfermeiros atuam nas esferas gerencial e assistencial.</p>     <p>A primeira refere-se adequa&ccedil;&atilde;o da proposta terap&ecirc;utica &agrave; fonte   pagadora e &agrave; fam&iacute;lia que seria a cargo da Gerencia externa, a   organiza&ccedil;&atilde;o e disponibiliza&ccedil;&atilde;o   dos recursos Humanos e materiais compete &agrave; Ger&ecirc;ncia interna para que os cuidados possam ser disponibilizados.</p>     <p> ...chega para mim um pedido de avalia&ccedil;&atilde;o... vou onde o paciente...   est&aacute; depois do plano terap&ecirc;utico aprovado por quem vai pagar a   conta. ... quando esse paciente vai pra casa eu passo essa assist&ecirc;ncia &agrave; ger&ecirc;ncia   de enfermagem. (E2)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A minha rotina consiste no atendimento ao usu&aacute;rio, esse cliente pode   ser tanto um cliente interno aqui da empresa referente a algum processo do   meu trabalho quanto os clientes externos que seriam os fornecedores. (E1)</p>     <p>A enfermagem assistencial &eacute; respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o   do plano de cuidados na resid&ecirc;ncia do paciente e tem sob sua responsabilidade   o cliente, a fam&iacute;lia e os demais profissionais envolvidos naquele plano.   A atua&ccedil;&atilde;o da enfermagem assistencial pode ocorrer de duas maneiras   na interna&ccedil;&atilde;o domiciliar em si, com cuidados curativos e no gerenciamento   de sa&uacute;de, trabalhando com orienta&ccedil;&otilde;es e preven&ccedil;&atilde;o   de agravos &agrave; sa&uacute;de.</p>     <p>Na interna&ccedil;&atilde;o, a rotina &eacute; chegar &agrave; casa do paciente,   fazer exame f&iacute;sico, conversar com o paciente, a fam&iacute;lia, o auxiliar   de enfermagem, o cuidador, ver a quest&atilde;o de material, d&uacute;vida   que a fam&iacute;lia tenha, esclarecimentos com rela&ccedil;&atilde;o ao conv&ecirc;nio....   se tem procedimento a ser feito, comunica&ccedil;&atilde;o para m&eacute;dico   (E5). No gerenciamento os pacientes n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o complexos &eacute; basicamente   preven&ccedil;&atilde;o. Para a gente tentar intervir antes dele complicar   e ficar procurando Press&atilde;o Arterial (PA), ele vai receber visitas m&eacute;dicas   e da enfermeira, agendadas. (E7)   Essa assist&ecirc;ncia prestada em domic&iacute;lio pelo enfermeiro &eacute; um   fator inovador, pois esse n&atilde;o &eacute; o ambiente habitual de dom&iacute;nio   dos profissionais,   como acontece no hospital, modificando a din&acirc;mica de trabalho, como se   observa nas falas abaixo.</p>     <p>....no hospital se tem algum problema voc&ecirc; chama o m&eacute;dico, o fisioterapeuta,   tem todo mundo junto ali ... na casa n&atilde;o .... no Home Care &eacute; essa   transpar&ecirc;ncia e essa seguran&ccedil;a voc&ecirc; tem que manter a tranq&uuml;ilidade.   Isso ai para mim &eacute; tudo e para fam&iacute;lia tamb&eacute;m... no domic&iacute;lio   tem que se ter muito cuidado principalmente com a postura (E4)</p>     <p>O enfermeiro ao assumir o cuidado em domic&iacute;lio passa a fazer parte do   cotidiano das fam&iacute;lias com suas cren&ccedil;as e valores, sendo necess&aacute;rio   estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de empatia e desenvolver habilidades de   observa&ccedil;&atilde;o do contexto. A refer&ecirc;ncia cl&iacute;nica, o   treinamento de um cuidador familiar e a supervis&atilde;o de um t&eacute;cnico   ou auxiliar de enfermagem s&atilde;o tamb&eacute;m de sua responsabilidade,   al&eacute;m de identificar a demanda para outros profissionais como fisioterapeuta,   nutricionista, fonoaudi&oacute;logo, terapeuta ocupacional ou o m&eacute;dico.   O trabalho em equipe torna-se fundamental como fonte de seguran&ccedil;a para   o profissional que est&aacute; com o paciente naquele momento<sup>15</sup>. Se necessitar   de apoio, o mesmo tem que ser disponibilizado imediatamente como forma de assegurar a confian&ccedil;a da clientela.</p>     <p>A rotina s&atilde;o visitas programadas semanalmente, observa um todo do paciente   mesmo, uma avalia&ccedil;&atilde;o geral, quando a fam&iacute;lia est&aacute; presente ou quando solicitam a gente faz um acompanhamento familiar. A gente acaba virando   uma refer&ecirc;ncia, para a fam&iacute;lia ficar mais tranq&uuml;ila. Ali   a gente tenta estar verificando qual &eacute; a demanda da fam&iacute;lia e   do paciente, n&eacute;? (E4)</p>     <p>Fica expl&iacute;cito que a fam&iacute;lia &eacute; sujeito participante para   a qualidade do cuidado prestado, pois a todo o momento est&aacute; questionando   o profissional e suas habilidades para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es do   cotidiano. No entanto, por se tratar de situa&ccedil;&otilde;es novas para os   profissionais ele busca, por meio da interroga&ccedil;&atilde;o, a confirma&ccedil;&atilde;o   do entrevistador. Trata-se de um trabalho complexo que exige novas habilidades   diante da variedade das demandas apresentadas, o que exige um profissional polivalente<sup>14</sup>.</p>     <p> ...a fam&iacute;lia est&aacute; de olho no seu passo, na sua m&atilde;o, no seu   jeito de olhar. E todas as suas a&ccedil;&otilde;es, tudo que voc&ecirc; faz   a fam&iacute;lia est&aacute; observando, se ela perceber que voc&ecirc; ficou   inseguro, que voc&ecirc; n&atilde;o deu conta e que n&atilde;o sabe o que fazer,   voc&ecirc; corre um grande risco. ...voc&ecirc; tem que ter a compet&ecirc;ncia   para se manter calmo e a situa&ccedil;&atilde;o sob controle. (E2)  </p>     <p>Se a gente n&atilde;o estiver segura e tiver certeza de qual &eacute; o objetivo   mesmo, a gente   n&atilde;o consegue ir pra frente na proposta do atendimento domiciliar. (E4)  </p>     <p>No entanto, pelas entrevistas foi poss&iacute;vel perceber que a fam&iacute;lia   exerce um papel que vai al&eacute;m da fiscaliza&ccedil;&atilde;o, deve ser vista   como parceira que, al&eacute;m das dificuldades com a doen&ccedil;a do familiar,   n&atilde;o tem conhecimento   t&eacute;cnico sobre como cuidar melhor do seu ente querido. Necessita ser informada,   treinada e acompanhada at&eacute; ter seguran&ccedil;a para que a assist&ecirc;ncia   seja eficaz e eficiente, como dito na frase abaixo.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Voc&ecirc; tem seguran&ccedil;a e tranq&uuml;ilidade para estar colocando as   coisas para a fam&iacute;lia de uma forma correta, porque a gente trabalha numa   parceria, trabalha   junto do paciente com a fam&iacute;lia, e do outro lado, com a fonte pagadora   tem que formar um elo de liga&ccedil;&atilde;o para que tudo funcione bem.(E4)  </p>     <p>Para o trabalho no Home Care &eacute; fundamental o senso de trabalho em equipe.   N&atilde;o h&aacute; trabalhadores isolados, mas membros colaboradores de uma   mesma atividade; os profissionais e a fam&iacute;lia desempenhando diferentes   pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es, mas com um mesmo fim, que &eacute; o bem-estar   do paciente. O trabalho no campo da sa&uacute;de e da enfermagem, na medida em   que ocorreu um intenso processo de divis&atilde;o do trabalho e do produto final,   a assist&ecirc;ncia e o cuidado, s&atilde;o sempre resultados de m&uacute;ltiplas   interven&ccedil;&otilde;es   executados por diferentes agentes<sup>14</sup>.  </p>     <p>A gente tem uma equipe multidisciplinar, mas tem tamb&eacute;m a quest&atilde;o   da interdisciplinaridade!   Cada um tem seu conhecimento espec&iacute;fico, mas a gente trabalha em equipe,   na hora das decis&otilde;es s&atilde;o somados os conhecimentos de cada um. ...   tem at&eacute; reuni&atilde;o cl&iacute;nica que agente discute as interven&ccedil;&otilde;es   que v&atilde;o ser feitas na casa do paciente de acordo com a necessidade. (E1)  </p>     <p>O processo de trabalho no Home Care vai se caracterizar pelo trabalho coletivo...   Sempre vai Ter um l&iacute;der, mas o l&iacute;der tem que ser flex&iacute;vel   porque h&aacute; essa necessidade. N&atilde;o pode ser t&atilde;o hier&aacute;rquico   como no hospital. O chefe tem que ser um pouco mais flex&iacute;vel nessa quest&atilde;o   de trabalho, que &eacute; em equipe, n&eacute;? (E7)</p>     <p> Percebe-se nas entrevistas que est&aacute; presente a concep&ccedil;&atilde;o   e a vis&atilde;o de possibilidades   concretas do exerc&iacute;cio do trabalho em equipe, permeada pelas id&eacute;ias   de pap&eacute;is individuais, finalidades das a&ccedil;&otilde;es e dos potenciais   de troca, parceria e respeito nas rela&ccedil;&otilde;es entre os trabalhadores<sup>16</sup>.   A produ&ccedil;&atilde;o, nesse cen&aacute;rio est&aacute; intimamente associada   a uma rede de rela&ccedil;&otilde;es sociais, no seio do qual circulam informa&ccedil;&otilde;es   pela comunica&ccedil;&atilde;o verbal &#8211; a transmiss&atilde;o de relat&oacute;rio   intra e interequipes &#8211; e escrita &#8211; como registro documental e de   rotinas administrativas &#8211; visando assegurar a continuidade da a&ccedil;&atilde;o   terap&ecirc;utica.</p>     <p> ... &agrave;s vezes no hospital &eacute; bem mais f&aacute;cil,est&aacute; todo   mundo ali dentro, junto. Em casa n&atilde;o, &agrave;s vezes, voc&ecirc; tenta   ligar pra um n&atilde;o consegue   a&iacute; voc&ecirc; tem que ligar pra outro, &eacute; mais dif&iacute;cil, entendeu?   Voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; junto para poder explicar direito o que viu,   o que est&aacute; vendo, o que ele est&aacute; sentindo naquela hora. Ent&atilde;o &eacute; primordial   que a equipe esteja bem sintonizada pra gente conseguir fazer o melhor pelo paciente,   mas &eacute; dif&iacute;cil. (E4)  </p>     <p>O entrevistado revela a necessidade e import&acirc;ncia de um sistema de comunica&ccedil;&atilde;o   eficaz entre os membros da equipe para resolver os problemas que surgem diferentes   do hospital, onde &eacute; mais f&aacute;cil, tendo em vista que a conduta adotada   tem continuidade  </p>     <p>Assim, percebemos que o processo de cuidar no domic&iacute;lio possui passos   a serem seguidos e necessita de um controle do que foi realizado. Torna-se importante   o preparo dos profissionais para o cuidado, principalmente, focalizando as atitudes   e comportamentos para se estar no domic&iacute;lio   cuidando do doente sob a observa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. A assist&ecirc;ncia   individualizada, realizada no domicilio diminui, para o paciente,   o risco de iatrog&ecirc;nias, ansiedades e infec&ccedil;&otilde;es hospitalares   e para a fam&iacute;lia reduz os custos emocionais e financeiros, traduzindo-se   em melhora da qualidade da assist&ecirc;ncia prestada.</p>     <p><b>Fatores que influenciam no trabalho   em home care</b></p>     <p>O home care se diferencia inicialmente de outros atendimentos pelo pr&oacute;prio   local. Em um hospital, cl&iacute;nica, posto ou consult&oacute;rio existe a   institui&ccedil;&atilde;o agregada ao profissional.   No domic&iacute;lio, mesmo que o profissional   perten&ccedil;a a um grupo espec&iacute;fico de presta&ccedil;&atilde;o de   servi&ccedil;o, n&atilde;o h&aacute; caracteriza&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita   da institui&ccedil;&atilde;o, pois o ambiente pertence ao paciente e/ou sua fam&iacute;lia<sup>17</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> .... o hospital, ele foi constru&iacute;do para o paciente, o pr&oacute;prio   nome diz, e muitas vezes eles s&atilde;o subordinados ao nosso saber. Na casa &eacute; diferente.   Mudam as regras, o poder &eacute; muito bem determinado pela fam&iacute;lia,   que s&atilde;o os donos das necessidades deles.... quest&atilde;o de poder,   de querer a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas muito mais r&aacute;pido   que no hospital, n&eacute;?. &Eacute; a quest&atilde;o da facilidade de contato.   (E1)</p>     <p>A unidade hospitalar, diferente de um sistema de atendimento domiciliar, desenvolve   seus processos em uma mesma   estrutura f&iacute;sica, com rotinas pr&oacute;prias, estrutura de poder e   divis&atilde;o do trabalho entre os profissionais definidos. Em uma empresa   de Home Care, os servi&ccedil;os est&atilde;o descentralizados e se deslocam   em v&aacute;rias dire&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m contam com uma central   que d&aacute; suporte aos profissionais que v&atilde;o cuidar do paciente em   seu domic&iacute;lio. H&aacute; flexibilidade, menor divis&atilde;o e hierarquiza&ccedil;&atilde;o   e as rela&ccedil;&otilde;es de poder entre os profissionais s&atilde;o mais   t&ecirc;nues, mantendo-se, no entanto, as particularidades de cada profiss&atilde;o,   com a finalidade de atender &agrave; demanda do paciente e da fam&iacute;lia.</p>     <p>Desta forma muitas vari&aacute;veis passam a influenciar este novo modo de   assistir. Muda o local de atendimento, h&aacute; empoderamento   maior da fam&iacute;lia e do paciente, os recursos necess&aacute;rios devem   estar dispon&iacute;veis   sempre que forem demandados, o senso de equipe e a comunica&ccedil;&atilde;o   eficaz tornam-   se elementos essenciais. Al&eacute;m disso, novas habilidades de relacionamento   e observa&ccedil;&atilde;o do contexto tornam-se necess&aacute;rias, tendo   em vista que a fam&iacute;lia muitas vezes se sente invadida em sua intimidade   e deve ser esclarecida e respeitada em seu modo de viver, caso contr&aacute;rio   vai optar pelo tradicional cuidado hospitalar por n&atilde;o saber o suficiente   para decidir o que &eacute; melhor para seu familiar.</p>     <p>No trabalho coletivo em sa&uacute;de os m&eacute;dicos, geralmente, mant&ecirc;m   maior autonomia no exerc&iacute;cio profissional tanto em rela&ccedil;&atilde;o   aos demais profissionais de sa&uacute;de quanto &agrave; institui&ccedil;&atilde;o.   Estes avaliam o &#8220;paciente&#8221;, elaboram o diagn&oacute;stico e prescrevem   as medidas terap&ecirc;uticas a serem realizadas,   al&eacute;m de decidirem sobre a alta hospitalar<sup>18</sup>. No entanto, no ambiente   domiciliar o que acontece com o paciente &eacute; muitas vezes solucionado   por outro profissional como enfermeiros, fisioterapeutas ou nutricionistas   que se comunicam com o m&eacute;dico somente se necess&aacute;rio. Assim, para   o m&eacute;dico o home care n&atilde;o &eacute; bem visto, uma vez que em algumas   situa&ccedil;&otilde;es ele &eacute; referido como um mero prestador de servi&ccedil;os diferente da rever&ecirc;ncia com que est&aacute; acostumado no hospital<sup>19</sup>.</p>     <p>...a gente est&aacute; trabalhando a nossa autonomia enquanto enfermeiro, a   nossa subjetividade ... mais dif&iacute;cil no modelo que a gente vive da sa&uacute;de,   o modelo m&eacute;dico-hegem&ocirc;nico,... Existem algumas resist&ecirc;ncias,   principalmente   de alguns m&eacute;dicos que n&atilde;o demandam esse servi&ccedil;o por medo   de perder a referencia clinica,....s&atilde;o os donos dos pacientes. Tem a   quest&atilde;o do preconceito, n&eacute;? (E1)</p>     <p>Assim, na modalidade Home Care h&aacute; uma redefini&ccedil;&atilde;o dos   tradicionais   pap&eacute;is profissionais. No atendimento domiciliar, o enfermeiro pode desenvolver   sua autonomia e sua subjetividade, assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica   na empresa, uma vez que sua forma&ccedil;&atilde;o generalista lhe d&aacute; condi&ccedil;&otilde;es   de trabalhar em uma estrutura organizacional flex&iacute;vel diferente de outros   profissionais. O exerc&iacute;cio aut&ocirc;nomo da enfermagem &eacute; pouco   freq&uuml;ente, mas tem se verificado um crescimento do trabalho do enfermeiro   em home care.</p>     <p>Divulgar o modelo de assist&ecirc;ncia &eacute; um trabalho imenso para se   fazer com as fam&iacute;lias, muitas s&atilde;o as fam&iacute;lias que voc&ecirc; chega   e falam: nunca ouvi falar, nem sabia que existia! Muitas vezes, no meio m&eacute;dico,   eles n&atilde;o conhecem como &eacute; o processo, quem &eacute; que pede a   interna&ccedil;&atilde;o? Existe um trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o que   precisa ser feito, existe um trabalho de legitima&ccedil;&atilde;o para ser   estruturado (E2)</p>     <p>Outros profissionais, muitas vezes, passam a constituir barreiras para o crescimento   do atendimento domiciliar, como os m&eacute;dicos que sentem no referenciamento   de pacientes para esse tipo de atendimento uma perda da refer&ecirc;ncia cl&iacute;nica   e de status profissional frente ao seu saber/fazer hegem&ocirc;nico.   Por outro lado, geralmente a fam&iacute;lia depende da opini&atilde;o m&eacute;dica   porque, tamb&eacute;m, n&atilde;o tem conhecimento sobre o Home Care e pede   ao seu m&eacute;dico que lhe explique ou mesmo aceite a nova modalidade. Portanto,   percebe-se que a falta de informa&ccedil;&atilde;o e a cultura m&eacute;dico-dependente   e em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aten&ccedil;&atilde;o domiciliaria tem   se constitu&iacute;do um dos principais problemas, pois o m&eacute;dico continua   sendo refer&ecirc;ncia e suas opini&otilde;es s&atilde;o respeitadas e acatadas pelas fam&iacute;lias.</p>     <p>O prontu&aacute;rio ou ficha de registro do cliente &eacute; um documento   que identifica o mesmo na institui&ccedil;&atilde;o hospitalar de origem. No   domicilio h&aacute;, tamb&eacute;m, um prontu&aacute;rio com as informa&ccedil;&otilde;es   sobre o paciente, mas torna-se importante, tamb&eacute;m, que haja intera&ccedil;&atilde;o   e di&aacute;logo na reuni&atilde;o interdisciplinar.   No entanto, muitos profissionais acostumados ao ambiente hospitalar sentem   dificuldades para se comunicar trabalhando no domic&iacute;lio, pois os instrumentos   s&atilde;o outros como o celular, que influencia no trabalho a ser realizado,   como colocado na fala a seguir,</p>     <p><b>Instrumentos de trabalho do enfermeiro</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A facilidade de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o faz com que as pessoas   conhe&ccedil;am melhores seus direitos, passando a exigir mais dos servi&ccedil;os   que lhe s&atilde;o oferecidos, inclusive os de sa&uacute;de, uma vez que os   modelos de assist&ecirc;ncia atuais s&atilde;o centralizados na aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s   necessidades do cliente: &#8220;os usu&aacute;rios   de servi&ccedil;os de sa&uacute;de buscam rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a,   a certeza de que seu problema vai ser entendido e o compromisso de que tudo   que puder ser feito para defender e qualificar sua vida ser&atilde;o objeto das a&ccedil;&otilde;es dos profissionais e dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de&#8221; <sup>20</sup>.</p>     <p>No entanto, podem ser utilizadas diferentes tecnologias de abordagem   dos sujeitos de acordo com suas necessidades: tecnologias leves, duras leves   e duras<sup>20</sup>. Tecnologia &eacute; aqui entendida como um conjunto de conhecimentos   e agires aplicados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de algo<sup>20</sup> que no nosso caso &eacute; a   condi&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de do cliente. As tecnologias duras se referem   aos equipamentos e outros instrumentos utilizados na realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos.</p>     <p>... o carro, o telefone, at&eacute; o guia para chegar na casa do paciente.   A gente tamb&eacute;m usa aparelho de medir press&atilde;o arterial (PA). Ficha   de avalia&ccedil;&otilde;es, cada empresa tem a sua, ent&atilde;o acho que vai de acordo com o local de trabalho. (E7)</p>     <p> .... a&iacute; vem as coisas simples: canetas, pap&eacute;is e um caderninho   de check list pra ver o que foi feito nas visitas que n&oacute;s fizemos...   (E3)</p>     <p>Em decorr&ecirc;ncia das exig&ecirc;ncias dos clientes, os profissionais t&ecirc;m   percebido que as necessidades dos usu&aacute;rios que v&atilde;o al&eacute;m   da execu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas tradicionais, exigindo, por exemplo,   tecnologias dura-leve ou leve, em conjunto ou separadas, que se referem ao conhecimento e ao saber usar determinado instrumento com discernimento:</p>     <p> ... usamos tamb&eacute;m o glicos&iacute;metro. E o outro instrumento &eacute; a   maneira como a gente faz a visita. ... procuro saber como est&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es   de sa&uacute;de.... (E6)</p>     <p> ...E mesmo assim, tem a quest&atilde;o do meu conhecimento e tem tamb&eacute;m   quest&otilde;es materiais que tenho que estar trabalhando, entendeu? Informa&ccedil;&atilde;o,   relat&oacute;rio, tudo isso s&atilde;o instrumentos que s&atilde;o material   pro meu trabalho. (E1)</p>     <p>Torna-se importante ressaltar que n&atilde;o basta ter o equipamento, o importante &eacute; saber   como us&aacute;-lo da melhor maneira poss&iacute;vel e no momento   certo. A tecnologia leve se refere &agrave; responsabiliza&ccedil;&atilde;o   das pessoas envolvidas no sistema de sa&uacute;de em torno do problema enfrentado   pelo cliente, como nas falas abaixo:</p>     <p>A gente tem tamb&eacute;m a quest&atilde;o do v&iacute;nculo, do acolhimento,   da escuta, isso &eacute; um instrumento   que eu tenho que ter. A habilidade de estar negociando com a fam&iacute;lia... (E1)</p>     <p> ... o mais importante que uso &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o   do outro... uma habilidade de aten&ccedil;&atilde;o ao outro diferente. Porque   j&aacute; tem que ter uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a empatia desde o primeiro   momento... e estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a tal   que possa entrar dentro da casa do outro de forma a n&atilde;o incomod&aacute;-lo.(E2)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As tecnologias leves se tornam essenciais, pois o enfermeiro lida com o ser   humano, saud&aacute;vel ou doente, em condi&ccedil;&otilde;es diversas e atende   demandas personalizadas, necessitando entender as subjetividades das pessoas   e ter um olhar diferenciado para cada uma. No planejamento   e desenvolvimento da assist&ecirc;ncia, as a&ccedil;&otilde;es do enfermeiro   no domic&iacute;lio s&atilde;o destacadas na equipe multidisciplinar, tendo   em vista que o profissional tem maior perspic&aacute;cia para perceber as demandas   e os instrumentos de trabalho necess&aacute;rios. Assim, s&atilde;o utilizadas   tecnologias leves, dura-leves e leves, associadas ou com preval&ecirc;ncia   de uma ou outra de acordo com o contexto. O profissional ao realizar uma a&ccedil;&atilde;o,   mobiliza seus saberes e modos de agir, que &eacute; definido pela exist&ecirc;ncia   de um saber espec&iacute;fico sobre o problema que vai enfrentar e sobre o   qual se coloca em jogo um saber territorializado no seu campo profissional   de a&ccedil;&atilde;o, mas ambos envolvidos por um territ&oacute;rio que marca a dimens&atilde;o cuidadora sobre qualquer tipo de a&ccedil;&atilde;o profissional<sup>20</sup>.</p>     <p>O cuidado evoca significados alentadores:   de afeto, esmero, dedica&ccedil;&atilde;o, confian&ccedil;a,   prote&ccedil;&atilde;o, solidariedade entre outras. Igualmente a palavra cuidado evoca v&aacute;rias respostas. Cuidar, desconhecendo a cultura de quem &eacute; cuidado nos levaria a abolir o car&aacute;ter relacional do mesmo, indispens&aacute;vel para que exista sua valoriza&ccedil;&atilde;o<sup>21</sup>.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, o cuidado n&atilde;o &eacute; um assunto exclusivamente   profissional, est&aacute; se convertendo em um assunto familiar com cada vez   maior relev&acirc;ncia e peso e efetivamente,   a rela&ccedil;&atilde;o que os cuidadores estabelecem com os pacientes os humaniza,   porque se pode cuidar com afeto e de maneira continua<sup>22</sup>.</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b> </p>     <p>O cuidado na modalidade Home Care &eacute; uma tend&ecirc;ncia mundial de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de,   que visa redu&ccedil;&atilde;o dos custos hospitalares, dos riscos de infec&ccedil;&otilde;es   hospitalares e emocionais   para o cliente que passa a permanecer em seu ambiente,   recebendo assist&ecirc;ncia de equipes multiprofissionais. Tem se tornado um   novo espa&ccedil;o de trabalho em sa&uacute;de, de acordo com as necessidades   do cliente, principalmente para o enfermeiro, considerando suas habilidades de   cuidar do cliente em situa&ccedil;&otilde;es e idades diversas.  </p>     <p>O cuidado no Home Care proporciona maior autonomia   ao enfermeiro no trabalho cotidiano e, ao mesmo tempo, exige novas compet&ecirc;ncias,   habilidades e atitudes na rela&ccedil;&atilde;o com o cliente, a fam&iacute;lia   e as fontes financiadoras. Pode ser considerado um elemento facilitador do uso   de tecnologias leves na abordagem dos clientes e fam&iacute;lias e na compreens&atilde;o   das subjetividades destes.  </p>     <p>No Brasil, o home care vem sendo adotado pelo setor p&uacute;blico e privado,   principalmente pelos planos de sa&uacute;de, com v&aacute;rias denomina&ccedil;&otilde;es   como Home care, assist&ecirc;ncia domiciliar, interna&ccedil;&atilde;o domiciliar   e visitas domiciliares realizadas pelas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia,   presentes em quase todos os munic&iacute;pios brasileiros. As fontes de financiamento   t&ecirc;m sido o Estado, os planos de sa&uacute;de e particulares.  </p>     <p>Uma das dificuldades est&aacute; relacionada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o   e experi&ecirc;ncias profissionais em unidades de sa&uacute;de que possuem organiza&ccedil;&atilde;o   verticalizada e centrada na aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Portanto, os   grandes desafios para a consolida&ccedil;&atilde;o do Home care s&atilde;o treinamento   dos profissionais para trabalhar   em equipes interdisciplinares e o relacionamento com o cliente e a fam&iacute;lia   em seu contexto de vida, com suas cren&ccedil;as, valores e subjetividades, t&atilde;o   importantes quanto &agrave;s t&eacute;cnicas adotadas em outros ambientes terap&ecirc;uticos.  </p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </b> </p>     <!-- ref --><p>1 Braz, M.G.Indicadores de qualidade na Assist&ecirc;ncia Domiciliar: Uma proposta   de indicadores de qualidade e desempenho.Rio de Janeiro: Pronep, 2002. 14p  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0120-5307200700020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2 Duarte, y.A.O; Diogo, M.J.D.E e colaboradores. Atendimento Domiciliar: um   enfoque gerontol&oacute;gico. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2000. 630p.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0120-5307200700020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3 Cruz, I.C.F.; Barros, S.R.T.P.; Ferreira, H.C. Enfermagem   em Home Care e sua Inser&ccedil;&atilde;o nos N&iacute;veis de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.   Documento apresentado pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Home Care ao   Grupo de Trabalho em Assist&ecirc;ncia Domiciliar, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,   Bras&iacute;lia, 2001. Dispon&iacute;vel em: URL: <a href="http://www.uff.br/nepae/experienciahcsus.doc" target="_blank">http://www.uff.br/nepae/experienciahcsus.doc</a>.   Acessado em 12/12/05  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0120-5307200700020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4 Resolu&ccedil;&atilde;o-Cofen N&ordm; 267/2001. Dispon&iacute;vel em: Dispon&iacute;vel   em: URL: <a href="http://www.cofen.gov.br/%20legisla%E7%E3o.html" target="_blank">http://www.cofen.gov.br/   legisla&ccedil;&atilde;o.html</a>. Acessado em   27/04/05.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0120-5307200700020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5 Resolu&ccedil;&atilde;o-Cofen N&ordm; 256/2001. Dispon&iacute;vel em: URL:   <a href="http://www.portalcofen.gov.br/2007/materias.asp?ArticleID=7087&sectionID=34" target="_blank">http://www.portalcofen.gov.br/2007/materias.asp?ArticleID=7087&amp;sectionID=34</a>.   Acessado em 27/04/05.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0120-5307200700020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6 Giraldes, MJ. et al. Manual do Home Care para m&eacute;dicos   e enfermeiros. S&atilde;o Paulo: RIMED, 1999. 50p.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0120-5307200700020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7 Ribeiro, V.E.S. O domicilio como espa&ccedil;o de enfermagem:   a experi&ecirc;ncia da enfermagem canadense. In: Anais do 50&ordm; Congresso   Brasileiro de Enfermagem. Salvador: ABEn - Se&ccedil;&atilde;o Bahia, 1999. 121-32p.   446p.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0120-5307200700020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8 Araujo, M. N. R. et al. Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: cuidado no Domicilio.   Rev.Bras. Enf.2002;53(n.especial): 117-122.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0120-5307200700020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9 Auricchio Junior, J.A consolida&ccedil;&atilde;o do processo de assist&ecirc;ncia   m&eacute;dica domiciliar no Brasil. Rev. Bras. Home Care.2002; 2(85):22-27.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0120-5307200700020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10 Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Lei n&ordm; 10.424 de 15 de   abril de 2002. Dispon&iacute;vel em: URL:<a href="http://www.saude.gov.br/bvs/legislacaoassunto.htm" target="_blank">http://www.saude.gov.br/bvs/legislacaoassunto.htm</a>.   Acessado em 27/03/2005.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0120-5307200700020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11 Lakatos, Eva Maria ; Marconi, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia   cient&iacute;fica. 3&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Atlas, 1985. 315p.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0120-5307200700020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12 Matheus, M.C.C; Fugita, R.M.I, SA, A.C. Observa&ccedil;&atilde;o em Enfermagem.   In: Cianciarulho, T.I. Instrumentos B&aacute;sicos para o cuidar: um desafio   para a qualidade da assist&ecirc;ncia. S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2003. 5-24p.   p153. 150p  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0120-5307200700020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13 Minayo, M.C.S. O desafio do conhecimento. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2000.   269p&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0120-5307200700020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14 Felli, V.E.A.; Peduzzi, M. O trabalho Gerencial em Enfermagem.In: Kurcgant,   P.Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 2005. Cap 1, p.1-13.198p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0120-5307200700020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15 Alves, M..; Chaves, M.; Menezes, M.G.B.; Haussen, S.; Figueiredo, M. G.R.;Reflex&otilde;es   sobre a abordagem de time para o trabalho em equipe da enfermagem. REME 2004;8(1):246-250&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0120-5307200700020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16 Penna, C.M.M; Alves, M. Ramos, F.R.S. O trabalho interdisciplinar &#8211; aproxima&ccedil;&otilde;es   poss&iacute;veis na vis&atilde;o de enfermeiras de uma unidade de emerg&ecirc;ncia.   Revista Texto &amp; Contexto 2005;14(03):323-331.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0120-5307200700020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17 Viude, A. Aspectos &Eacute;ticos no contexto familiar. In: Duarte, Y.A.O;   Diogo, M.J.D.E e colaboradores. Atendimento Domiciliar: um enfoque gerontol&oacute;gico.   S&atilde;o Paulo: Atheneu, 2000. p.479-486.630p.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0120-5307200700020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18 Leopardi MT (Org.) et al.O Processo de Trabalho em Sa&uacute;de: Organiza&ccedil;&atilde;o   e Subjetividade. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem,   UFSC: Ed. Papa-Livros, p.16-18;39p, 1999.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0120-5307200700020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19 Mendes, W. Home Care: Uma modalidade de assist&ecirc;ncia   a Sa&uacute;de. Rio de Janeiro: Unati,2001.112p. Dispon&iacute;vel em: URL:   http://www.unati.uerj.br/ crde/textos/unati4.pdf. Acessado em 27/03/2005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0120-5307200700020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>20 Merhy, E.E. O SUS e um de seus dilemas: mudar a gest&atilde;o e a l&oacute;gica   do processo de trabalho em sa&uacute;de (um ensaio sobre a micropol&iacute;tica   do trabalho vivo) In: Fleury, S. org. Sa&uacute;de e democracia a luta do Cebes.   S&atilde;o Paulo: Lemos; 1997. p.125-42.324p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0120-5307200700020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. V&aacute;squez ML. Aproximaciones a la creaci&oacute;n de competencias   culturales para el cuidado de la vida. Invest. educ. enferm. 2006; (24)2: 136-142.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0120-5307200700020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>22 De la Cuesta C. El cuidado del otro: Desafios y posibilidades. Rev. Invest.   Educ.Enferm.2007; 25 (1):106-112.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0120-5307200700020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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