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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento dos Enfermeiros frente ao abuso sexual]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Objetivo: Este estudio indagó sobre la práctica profesional de los enfermeros en cinco Unidades Básicas de Salud de la familia en una ciudad del extremo sur de Brasil, con el abuso sexual con niños y adolescentes. Metodología: Se realizó un estudio cualitativo, desarrollado con siete enfermeras pertenecientes a las siete equipes de la Estrategia de Salud de la Familia, cuyos datos fueran recolectados entre los meses de marzo y abril de 2009, a través de entrevista semi-estructurada, centrado en el conocimiento acerca de la intervención frente a sospecha de abuso sexual en la infancia y en la adolescencia y la percepción de las enfermeras sobre la asistencia prestada a las víctimas de abuso sexual y a su familia. Resultados y discusión: Mediante el análisis temático de los datos, los resultados indican que los profesionales se sienten no preparados, desprotegidos y decepcionados en relación a las medidas tomadas para confirmar o refutar la sospecha de abuso sexual. Se resalta también que no hay un protocolo de atención a las víctimas que dé respaldo a los profesionales, lo que hace difícil atender a los usuarios. Conclusión: Se destaca la necesidad de cursos de formación que ofrezcan capacitación para el manejo del tema, involucrando a todos los profesionales que trabajan con esta realidad.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: This study examined professional practice of nurses from five Basic Health Units of the family from a city in southern Brazil in relation with sexual abuse of children and adolescents. Methodology: This is a qualitative study, developed with seven nurses belonging to the seven teams from the Family Health Strategy, whose data were collected between the months of March and April of 2009 through semi-structured interview, focusing on knowledge about intervention in case of suspected sexual abuse in childhood and adolescence, and the perception of nurses on the assistance provided to victims of sexual abuse and their family. Results and discussion: On the grounds of thematic analysis of data, results indicate that professionals feel unprepared, helpless and disappointed with respect to the measures implemented to confirm or refute the suspected sexual abuse. Another highlight is that there is no victim care protocol to support professionals, which makes user care difficult. Conclusion: This study makes emphasis on the need of training courses that provide clarification on how to handle the issue, involving all the professionals who work with this reality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font size="2" face="verdana">      <p>Art&iacute;culo de investigaci&oacute;n</p>      <p align="center"><font size="4"><b><i>Conhecimento dos Enfermeiros frente ao abuso sexual</i></b></font></p>      <p align="center"><font size="3"><b>Conocimiento de los enfermeros frente al abuso sexual</b></font></p>      <p align="center"><font size="3"><b>Knowledge of Nurses when Faced with Sexual Abuse</b></font></p>      <p align="center">Janaina Amorim de &Aacute;vila*, Adriane Maria Netto de Oliveira**, Priscila Arruda da Silva***</p>      <p>* Mestranda em Enfermagem do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio Grande (Brasil). Enfermeira do Hospital Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de Rio Grande e da Prefeitura Municipal de Rio Grande em uma casa-abrigo para menores. E-mail: <a href="mailto:janainaamorim23@hotmail.com">janainaamorim23@hotmail.com</a>, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.    <br> ** Doutora em Enfermagem. Docente do Programa de P&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio Grande (Brasil). Email: <a href="mailto:adrianenet@vetorial.net">adrianenet@vetorial.net</a>, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.    <br> *** Doutoranda em Enfermagem do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio Grande (Brasil). Bolsista Capes. E-mail: <a href="mailto:patitaarruda@yahoo.com.br">patitaarruda@yahoo.com.br</a>, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.</p>  <hr>      <p><b>Resumo</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo</b>: Este estudo objetivou conhecer a pr&aacute;tica profissional dos enfermeiros de cinco Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de da fam&iacute;lia de um munic&iacute;pio do extremo sul do Brasil, quanto ao abuso sexual com crian&ccedil;as e adolescentes.</p>      <p><b>Metodologia</b>: Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido com sete enfermeiras pertencentes &agrave;s sete equipes da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, cujos dados foram coletados entre os meses de mar&ccedil;o e abril de 2009, por meio de entrevista semiestruturada, enfocando o conhecimento acerca da interven&ccedil;&atilde;o ante a suspeita de abuso sexual na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia e a percep&ccedil;&atilde;o das enfermeiras sobre a assist&ecirc;ncia prestada &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual e a sua fam&iacute;lia.</p>      <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b>: Mediante a an&aacute;lise tem&aacute;tica dos dados, os resultados apontam que os profissionais se sentem despreparados, desprotegidos e decepcionados com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas tomadas para confirmar ou n&atilde;o os casos de suspeita de abuso sexual. Ressalta-se tamb&eacute;m que n&atilde;o h&aacute; um protocolo de atendimento &agrave;s v&iacute;timas que d&aacute; respaldo aos profissionais, o que dificulta o atendimento a essa clientela.</p>      <p><b>Conclus&atilde;o</b>: Destaca-se a necessidade de cursos de capacita&ccedil;&atilde;o que forne&ccedil;am esclarecimentos de como manejar a problem&aacute;tica, envolvendo todos os profissionais que trabalham com essa realidade.</p>      <p><b>Palavras chave</b>: viol&ecirc;ncia sexual, enfermagem, aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de (fonte: DeCs, BIREME)</p>  <hr>      <p><b>Resumen</b></p>      <p><b>Objetivo</b>: Este estudio indag&oacute; sobre la pr&aacute;ctica profesional de los enfermeros en cinco Unidades B&aacute;sicas de Salud de la familia en una ciudad del extremo sur de Brasil, con el abuso sexual con ni&ntilde;os y adolescentes.</p>      <p><b>Metodolog&iacute;a</b>: Se realiz&oacute; un estudio cualitativo, desarrollado con siete enfermeras pertenecientes a las siete equipes de la Estrategia de Salud de la Familia, cuyos datos fueran recolectados entre los meses de marzo y abril de 2009, a trav&eacute;s de entrevista semi-estructurada, centrado en el conocimiento acerca de la intervenci&oacute;n frente a sospecha de abuso sexual en la infancia y en la adolescencia y la percepci&oacute;n de las enfermeras sobre la asistencia prestada a las v&iacute;ctimas de abuso sexual y a su familia.</p>      <p><b>Resultados y discusi&oacute;n</b>: Mediante el an&aacute;lisis tem&aacute;tico de los datos, los resultados indican que los profesionales se sienten no preparados, desprotegidos y decepcionados en relaci&oacute;n a las medidas tomadas para confirmar o refutar la sospecha de abuso sexual. Se resalta tambi&eacute;n que no hay un protocolo de atenci&oacute;n a las v&iacute;ctimas que d&eacute; respaldo a los profesionales, lo que hace dif&iacute;cil atender a los usuarios.</p>      <p><b>Conclusi&oacute;n</b>: Se destaca la necesidad de cursos de formaci&oacute;n que ofrezcan capacitaci&oacute;n para el manejo del tema, involucrando a todos los profesionales que trabajan con esta realidad.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave</b>: violencia sexual, enfermer&iacute;a, atenci&oacute;n primaria a la salud (fuente: DeCs, BIREME)</p>  <hr>      <p><b>Abstract</b></p>      <p>Objective: This study examined professional practice of nurses from five Basic Health Units of the family from a city in southern Brazil in relation with sexual abuse of children and adolescents.</p>      <p><b>Methodology</b>: This is a qualitative study, developed with seven nurses belonging to the seven teams from the Family Health Strategy, whose data were collected between the months of March and April of 2009 through semi-structured interview, focusing on knowledge about intervention in case of suspected sexual abuse in childhood and adolescence, and the perception of nurses on the assistance provided to victims of sexual abuse and their family.</p>      <p><b>Results and discussion</b>: On the grounds of thematic analysis of data, results indicate that professionals feel unprepared, helpless and disappointed with respect to the measures implemented to confirm or refute the suspected sexual abuse. Another highlight is that there is no victim care protocol to support professionals, which makes user care difficult.</p>      <p><b>Conclusion</b>: This study makes emphasis on the need of training courses that provide clarification on how to handle the issue, involving all the professionals who work with this reality.</p>      <p><b>Key words</b>: Sexual violence, nursing, primary health care (Source: DeCs, BIREME)</p>  <hr>      <p><font size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>      <p>O abuso sexual &eacute; uma das formas de viol&ecirc;ncia intrafamiliar que atinge todas as classes sociais, etnias, religi&otilde;es e culturas. Este pode ser caracterizado, de acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, por abuso de poder no qual crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o usados para gratifica&ccedil;&atilde;o sexual do agressor sem seu consentimento, sendo induzidos ou for&ccedil;ados a pr&aacute;ticas sexuais com ou sem viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (1). Esta viol&ecirc;ncia pode ser exercida com o uso de for&ccedil;a, intimida&ccedil;&atilde;o, coer&ccedil;&atilde;o, chantagem, suborno, manipula&ccedil;&atilde;o, amea&ccedil;a ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal (1).</p>      <p>De acordo com dados estat&iacute;sticos, no Brasil, a cada oito minutos, uma crian&ccedil;a &eacute; v&iacute;tima de abuso sexual, enquanto por dia s&atilde;o 165 crian&ccedil;as e, por hora, a m&eacute;dia &eacute; de sete.   Destas, em 90 % dos casos, o molestador &eacute; algu&eacute;m que a v&iacute;tima convive, como o pai biol&oacute;gico, padrasto, tios, av&oacute;s e irm&atilde;os, o que dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o e a repress&atilde;o dos infratores, assim como o atendimento e a recupera&ccedil;&atilde;o psicossocial das pessoas afetadas por este problema (2).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Especificamente no munic&iacute;pio onde o estudo foi desenvolvido, estat&iacute;sticas revelam que somente de 2009 a agosto de 2010 foram notificados 144 casos de viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes, sendo 76 de abuso sexual/explora&ccedil;&atilde;o. O incesto continua sendo o crime de maior preval&ecirc;ncia. A idade mais atingida por esses atos &eacute; entre os seis e 14 anos. Ocorre com maior frequ&ecirc;ncia no sexo feminino, sendo o pai ou padrasto os agressores na maioria das vezes. Os casos que envolvem   meninos, a idade mais atingida &eacute; entre os seis e oito anos (3).</p>      <p>Estudos apontam que os efeitos que o abuso sexual ocasiona na crian&ccedil;a e no adolescente, ao longo de sua vida, geralmente s&atilde;o grav&iacute;ssimos e n&atilde;o envolvem apenas problemas f&iacute;sicos, mas tamb&eacute;m situa&ccedil;&otilde;es conflituosas, permeadas por diferentes sentimentos, entre eles, o medo, a raiva, o prazer, a culpa, o desamparo, enfim, sentimentos negativos que caracterizam um trauma, na maioria das vezes, permanente (4).</p>      <p>Tal situa&ccedil;&atilde;o parece ainda mais grave quando as fam&iacute;lias tentam negar essa realidade ou s&atilde;o desatentas diante dos sinais demonstrados pela crian&ccedil;a e/ou adolescente, talvez pela dificuldade em aceitar que esse tipo de viol&ecirc;ncia possa ocorrer no contexto familiar. Quando a fam&iacute;lia assume tal postura, o trauma tende a tornar-se cr&ocirc;nico, sendo ainda mais dif&iacute;cil proporcionar a ajuda necess&aacute;ria &agrave;s v&iacute;timas. A v&iacute;tima pode manifestar pensamentos e sensa&ccedil;&otilde;es de que o seu corpo est&aacute; sujo ou contaminado, agita&ccedil;&atilde;o psicomotora (hiperatividade), comportamento retra&iacute;do ou suicida, queixas f&iacute;sicas frequentes, fugas de casa e obesidade. Mais tarde, evidenciam-se problemas no relacionamento sexual com o companheiro, ou seja, o abuso sexual provoca sequelas que deixam marcas ao longo do ciclo vital do indiv&iacute;duo (4).</p>      <p>Enfim, a viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a e o adolescente &eacute; uma realidade dif&iacute;cil de ser manejada pelas/os enfermeiras/ os em seu cotidiano de trabalho. No entanto, cabe a eles, quando desempenham suas pr&aacute;ticas de cuidado, educa&ccedil;&atilde;o e pesquisa, acreditarem que s&atilde;o agentes essenciais na transforma&ccedil;&atilde;o desse grave problema de sa&uacute;de/doen&ccedil;a coletiva (5).</p>      <p>A/o enfermeira/o deve ser membro efetivo da equipe multidisciplinar de Sa&uacute;de Escolar, dos Programas de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, das Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de, ou seja, precisa estar presente nos diferentes espa&ccedil;os nos quais pode realizar a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da crian&ccedil;a e do adolescente. Na pr&aacute;tica, &eacute; poss&iacute;vel analisar e reconhecer os sinais cl&iacute;nicos e os indicadores psicossociais de viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a ou adolescente a partir da realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista/anamnese e exame f&iacute;sico.</p>      <p>Durante a realiza&ccedil;&atilde;o da anamnese, os profissionais t&ecirc;m a oportunidade de detectar os casos de viol&ecirc;ncia em que n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias f&iacute;sicas por meio do di&aacute;logo que se estabelece entre o profissional e os pais/respons&aacute;veis da v&iacute;tima quando uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a entre eles &eacute; proporcionada. Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel identificar as discord&acirc;ncias presentes no discurso dos respons&aacute;veis com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es prestadas, no que se refere aos sinais e aos sintomas apresentados pela v&iacute;tima no per&iacute;odo do atendimento.</p>      <p>A presen&ccedil;a constante da/o enfermeira/o na institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e a abordagem utilizada por este profissional na presta&ccedil;&atilde;o do cuidado possibilitam formar um v&iacute;nculo mais profundo e duradouro com o paciente, o que proporciona uma intera&ccedil;&atilde;o interpessoal que facilita obter detalhes que, muitas vezes, outros profissionais n&atilde;o conseguem detectar por n&atilde;o estarem t&atilde;o pr&oacute;ximos e por um per&iacute;odo maior de tempo no ambiente de trabalho, como acontece com a/o enfermeira/o. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, a/o enfermeira/o acaba sendo o primeiro contato em uma rede de apoio que busca interromper o ciclo da viol&ecirc;ncia (6).</p>      <p>Trabalhar com situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia requer conhecimento te&oacute;rico, pois lidar com sentimentos, traumas, problemas sociais, sem que interfiram no julgamento do profissional &eacute; muito dif&iacute;cil. Em fun&ccedil;&atilde;o disso, os profissionais necessitam aprender a lidar com seus preconceitos, cren&ccedil;as e valores pessoais, de modo que estes n&atilde;o interfiram em sua postura &eacute;tica e nas decis&otilde;es a serem tomadas.</p>      <p>Por exemplo, atuar numa fam&iacute;lia na qual ocorre abuso sexual, mais precisamente o incesto entre o pai e a filha; assistir o sofrimento da v&iacute;tima; perceber quanto a viol&ecirc;ncia provoca reflexos e efeitos negativos no desenvolvimento da personalidade e, ao mesmo tempo, tentar ajudar e resgatar os valores morais de algu&eacute;m que busca exclusivamente sua satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal ou reafirma&ccedil;&atilde;o da sua identidade masculina; tudo isso, geralmente, constitui-se em um grave problema para a equipe de sa&uacute;de, uma vez que precisa conhecer a hist&oacute;ria de vida dos membros dessa fam&iacute;lia, bem como a din&acirc;mica e a cultura familiar, a fim de poder estabelecer as interven&ccedil;&otilde;es mais adequadas para cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Com o objetivo de romper o ciclo de viol&ecirc;ncia no contexto familiar, &eacute; preciso repensar o atendimento &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual, assim como implementar os cuidados necess&aacute;rios relativos a este problema, a partir de uma educa&ccedil;&atilde;o/capacita&ccedil;&atilde;o permanente da equipe. Para que as a&ccedil;&otilde;es dos profissionais promovam a sa&uacute;de da fam&iacute;lia, &eacute; preciso que o tratamento considere desde o micro at&eacute; o macrossistema, ou seja, a fam&iacute;lia, a escola, a comunidade, a rede de suporte social e as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas para os casos de viol&ecirc;ncia com crian&ccedil;as e adolescentes. A aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de precisa ser intersetorial e multiprofissional, com o enfoque interdisciplinar e, at&eacute; mesmo, transdisciplinar e que vise a a&ccedil;&otilde;es efetivas para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da fam&iacute;lia (6).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base nestas considera&ccedil;&otilde;es, este estudo teve como objetivo conhecer a pr&aacute;tica das/os enfermeiras/os em cinco Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, ante a viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes.</p>      <p><font size="3"><b>Metodologia</b></font></p>      <p>Trata-se de uma pesquisa explorat&oacute;ria, descritiva, de abordagem qualitativa, desenvolvida em cinco Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (UBSFs) com sete equipes, situadas nos bairros da periferia do Munic&iacute;pio do Rio Grande/RS. Participaram do estudo sete enfermeiras pertencentes &agrave;s sete equipes da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), selecionadas intencionalmente, levando em considera&ccedil;&atilde;o os seguintes crit&eacute;rios: a) ter experi&ecirc;ncia pr&eacute;via com o tema abordado, ou seja, j&aacute; ter tido sob seus cuidados crian&ccedil;as e adolescentes que sofreram viol&ecirc;ncia (presumida ou comprovada); b) tempo de experi&ecirc;ncia profissional de no m&iacute;nimo um   ano; c) concord&acirc;ncia da/o enfermeira/o em participar do estudo. O n&uacute;mero de participantes foi delimitado pela satura&ccedil;&atilde;o dos dados.</p>      <p>Todos os enfermeiros contatados participaram do estudo, n&atilde;o havendo recusa ou desist&ecirc;ncia por parte dos sujeitos do estudo. O referencial te&oacute;rico de investiga&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise foi realizado por meio da an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tico proposta por Minayo, a qual propiciou uma melhor compreens&atilde;o dos discursos dos sujeitos, a partir da investiga&ccedil;&atilde;o que transcorreu in l&oacute;cus, da sua pr&aacute;tica (7). A ESF &eacute; um importante ve&iacute;culo para compreens&atilde;o in locus desse fen&ocirc;meno e parte integrada de uma rede social de apoio. A an&aacute;lise dos dados foi realizada sem aux&iacute;lio de software.</p>      <p>Foram seguidas as recomenda&ccedil;&otilde;es da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/1996 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, e o projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal do Rio Grande (Processo 23116.006046/2008-04). Para a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foi explicado aos sujeitos o objetivo da pesquisa e garantido o direito de n&atilde;o participarem ou de interromperem sua participa&ccedil;&atilde;o a qualquer momento. Foi esclarecida, ainda, a maneira como   seriam identificados no trabalho: pela letra E e o n&uacute;mero de sequ&ecirc;ncia das entrevistas (E1, E2...), o que preserva seu anonimato. Os sujeitos foram orientados tamb&eacute;m quanto aos benef&iacute;cios da pesquisa no sentido de provocar a reflex&atilde;o sobre a tem&aacute;tica e sobre poss&iacute;veis formas de enfrentamento, podendo, assim, induzir a mudan&ccedil;as na realidade.</p>      <p>A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, no per&iacute;odo de mar&ccedil;o a abril de 2009, as quais foram previamente agendadas no local de trabalho dos profissionais, realizadas apenas uma vez, considerando que as informa&ccedil;&otilde;es coletadas foram suficientes para a satura&ccedil;&atilde;o dos dados. Cada entrevista teve dur &ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de uma hora e meia. A entrevista foi composta de duas partes. A primeira buscou coletar dados gerais dos entrevistados como idade, sexo, n&uacute;mero de fam&iacute;lias que assiste. J&aacute; a segunda parte aborda a quest&atilde;o do conhecimento e da interven&ccedil;&atilde;o que os sujeitos da pesquisa se subsidiam no atendimento dos casos de abuso sexual na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia da comunidade.</p>      <p>Os depoimentos foram gravados e, posteriormente, transcritos. Na an&aacute;lise de dados, utilizou-se a t&eacute;cnica de an&aacute;lise tem&aacute;tica, sendo os dados inicialmente organizados, depois analisados e categorizados com vistas a responder ao objetivo deste estudo (7). Os conte&uacute;dos te&oacute;ricos foram retomados e novos foram buscados, com o objetivo de estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre os achados nas entrevistas,   os conte&uacute;dos te&oacute;ricos e a constru&ccedil;&atilde;o subjetiva. Atrav&eacute;s do processo de an&aacute;lise, emergiu a seguinte categoria: a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pelos profissionais ante a suspeita de abuso sexual na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.</p>      <p><font size="3"><b>Resultados E Discuss&atilde;o</b></font></p>      <p>No processo de an&aacute;lise de dados emergiram duas categorias desenvolvidas a seguir: Conhecimento acerca da interven&ccedil;&atilde;o ante a suspeita de abuso sexual na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia; percep&ccedil;&atilde;o das enfermeiras sobre a assist&ecirc;ncia prestada &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual e a sua fam&iacute;lia.</p>      <p><b>Conhecimento acerca da interven&ccedil;&atilde;o ante a suspeit a de abuso sexual na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A viol&ecirc;ncia intrafamiliar &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o complexa, cujo enfrentamento envolve profissionais de diferentes &aacute;reas do conhecimento, o que requer uma efetiva mobiliza&ccedil;&atilde;o de diversos setores do governo e da sociedade civil. Tal situa&ccedil;&atilde;o visa, em especial, fortalecer e potencializar as a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os na busca de uma nova atitude e compromisso a respeito doproblema.</p>      <p>As UBSFs, ao atenderem as v&iacute;timas de abuso sexual, devem fazer o acolhimento &agrave; v&iacute;tima e ao respons&aacute;vel de maneira adequada; expor o menos poss&iacute;vel a v&iacute;tima e a fam&iacute;lia; proporcionar o acolhimento sem julgar e preocupar-se com os aspectos &eacute;ticos e com a qualidade da interven&ccedil;&atilde;o (8).</p>      <p>No entanto, as falas destacadas a seguir evidenciam que o atendimento prestado pelas enfermeiras das UBSFs que fizeram parte desta pesquisa &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual demonstra que todas se sentem despreparadas, desprotegidas e decepcionadas no que se refere &agrave;s medidas tomadas para confirmar ou n&atilde;o os casos de suspeita de abuso sexual, o que parece se constituir em um desest&iacute;mulo para elas, como profissionais comprometidas com a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e que zelam pela vida das pessoas que cuidam, o que vai totalmente contra os princ&iacute;pios &eacute;ticos que norteiam sua pr&aacute;tica. Dos atendimentos que prestei, gostaria de relatar um caso de molesta&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a por um vizinho. A partir da den&uacute;ncia, descobriram que o agressor havia molestado outras meninas da mesma rua, inclusive h&aacute; suspeita de ter abusado das pr&oacute;prias filhas e est&aacute; correndo processo criminal, mas continua morando em casa, n&atilde;o foi afastado da fam&iacute;lia (E1).</p>      <p>Por n&atilde;o haver puni&ccedil;&atilde;o para os agressores, os profissionais se sentem impotentes com o atendimento realizado e n&atilde;o se consideram aptos para desempenhar tal a&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante salientar que a problem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o se constitui como uma tarefa f&aacute;cil e o atendimento muitas vezes ocorrem de forma isolada, e mobiliza diferentes sentimentos, como destacado nas falas dos sujeitos. N&atilde;o me considero apta para atender essas situa&ccedil;&otilde;es, mas eu fa&ccedil;o. Na verdade, eu uso muito o instinto materno, acho que &eacute; uma quest&atilde;o pessoal, tento conversar com a crian&ccedil;a/ adolescente, n&atilde;o tento intimid&aacute;-los, deixo &agrave; vontade (E2). &Eacute; uma quest&atilde;o muito complicada de trabalhar e precisa de uma equipe preparada. Ao mesmo tempo, &eacute; s&oacute; tu passando pela situa&ccedil;&atilde;o para conseguir entender o quanto &eacute; amplo e dif&iacute;cil, o quanto &eacute; chocante! Porque na realidade &eacute; totalmente diferente da tua forma de viver e s&atilde;o coisas que jamais passam na tua cabe&ccedil;a que possam existir. (E7)</p>      <p>De acordo com as falas dos sujeitos, o contato com situa&ccedil;&otilde;es que geram sofrimento, poss&iacute;veis riscos, inseguran&ccedil;a e sentimento de impot&ecirc;ncia ante a n&atilde;o-obten&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es imediatas, geram frustra&ccedil;&atilde;o e uma s&eacute;rie de questionamentos relativos &agrave; inexist&ecirc;ncia de resolu&ccedil;&otilde;es imediatas para o problema. Devido a esses motivos, os profissionais acreditam que &eacute; preciso criar oportunidades sistem&aacute;ticas de discuss&atilde;o, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o no trabalho que proporcionem um respaldo &agrave; equipe para expor e elaborar seus sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es diante do atendimento de v&iacute;timas de abuso sexual.</p>      <p>Al&eacute;m de buscar maior conhecimento sobre como lidar com a viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a e o adolescente, o profissional de sa&uacute;de sente a necessidade de ser devidamente instrumentalizado para registrar estes casos com precis&atilde;o e riqueza de detalhes, o que facilita o trabalho da rede de suporte social, apontando para maior resolutividade do problema e, principalmente, agilizando a retirada da v&iacute;tima da situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia rapidamente (9).</p>      <p>Geralmente, a concep&ccedil;&atilde;o de atendimento &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual se limita ao atendimento emergencial. Em algumas situa&ccedil;&otilde;es, a redu&ccedil;&atilde;o dos danos sofridos poderiam ser menos intensos, desde que fossem analisados os casos tamb&eacute;m com a perspectiva de prote&ccedil;&atilde;o, mobilizando a rede prim&aacute;ria e secund&aacute;ria de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de, no que diz respeito &agrave; interven&ccedil;&atilde;o nestas. O atendimento do abuso sexual infantil gera muita ansiedade nas equipes de sa&uacute;de devido &agrave;s d&uacute;vidas que surgem relativas &agrave; veracidade ou n&atilde;o da den&uacute;ncia, principalmente devido &agrave; resist&ecirc;ncia das fam&iacute;lias diante do atendimento, como refere a   fala de E7.Um caso que eu atendi envolvia a filha ca&ccedil;ula de uma fam&iacute;lia com cinco filhos, a qual chegou &#91;na&#93; unidade com sangramento vaginal, sintoma detectado em dois atendimentos prestados. Sendo que, na segunda vez, demonstrou que tinha lacera&ccedil;&atilde;o no bordo vaginal. Mesmo com todos esses ind&iacute;cios retratados, o perito n&atilde;o detectou abuso sexual (E7).</p>      <p>Na rede p&uacute;blica, com rela&ccedil;&atilde;o aos casos de abuso sexual, geralmente os profissionais e as institui&ccedil;&otilde;es se encontram imersos em um sistema estanque de atua&ccedil;&atilde;o, ou seja, parecendo n&atilde;o haver espa&ccedil;o para reflex&otilde;es, discuss&otilde;es e cria&ccedil;&atilde;o de novos projetos que modifiquem esse   cen&aacute;rio. Provavelmente, tal situa&ccedil;&atilde;o ocorre devido a v&aacute;rios fatores, entre eles, grande parte dos profissionais n&atilde;o recebeu o treinamento adequado para intervir nos casos de abuso sexual contra a crian&ccedil;a e o adolescente (10).</p>      <p>Outro fator se refere &agrave; aus&ecirc;ncia de recursos institucionais, entre eles, econ&ocirc;mico, jur&iacute;dico e social, no sentido de dar apoio &agrave;s v&iacute;timas, amparando-as de forma que n&atilde;o retornem ao local em que sofreram viol&ecirc;ncia. E aos profissionais para que n&atilde;o sofram riscos quando levam a den&uacute;ncia a inst&acirc;ncias jur&iacute;dicas. O terceiro diz respeito &agrave; quest&atilde;o de que, muitas vezes, a v&iacute;tima diante do dilema de denunciar e enfrentar as consequ&ecirc;ncias do seu ato prefere manter-se em sil&ecirc;ncio ou at&eacute; mesmo retirar a den&uacute;ncia, devido &agrave; press&atilde;o e &agrave; falta de apoio familiar, o que leva ao desapontamento dos profissionais envolvidos, reafirmando sua impot&ecirc;ncia, diante desse problema.</p>      <p>Alguns discursos evidenciam o despreparo das enfermeiras das UBSFs para intervirem nos casos de abuso sexual, preferindo ent&atilde;o encaminharem as situa&ccedil;&otilde;es suspeitas para o hospital, a fim de que, nessa institui&ccedil;&atilde;o, os profissionais tomem as medidas necess&aacute;rias, uma vez que n&atilde;o se sentem aptas a faz&ecirc;-lo: Muitas vezes, quando tive desconfian&ccedil;a acabei encaminhando para o hospital, para que l&aacute; fosse feita a investiga&ccedil;&atilde;o, mesmo sem saber como proceder!(E1). Geralmente, quando vem uma suspeita de abuso sexual, a gente encaminha para o m&eacute;dico para ver se tem alguma les&atilde;o, depois conduzimos para o pronto-socorro para fazer o exame de corpo de delito e, ap&oacute;s, para o Gaivota, que &eacute; o que faz o acompanhamento psicol&oacute;gico (E3).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em uma UBSF, diferentes profissionais atuam nestes casos, de acordo com o conhecimento em sa&uacute;de que possuem e com a experi&ecirc;ncia que adquirem ao longo dos anos de trabalho. A equipe deve criar estrat&eacute;gias que possibilitem compartilhar a experi&ecirc;ncia de cada profissional, bem como adotar pr&aacute;ticas comuns, que garantam maior qualidade ao atendimento (6).</p>      <p>O atendimento deve ser orientado por um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am quantificar e qualificar o trabalho realizado com cada fam&iacute;lia que apresenta alguma vulnerabilidade para a ocorr&ecirc;ncia de abuso sexual. Essa quantifica&ccedil;&atilde;o se refere &agrave; necessidade de especificar, na produtividade realizada pelas UBSFs, o n&uacute;mero de visitas domiciliares realizadas, de consultas ou a&ccedil;&otilde;es efetivadas em cada situa&ccedil;&atilde;o de abuso sexual, a dura&ccedil;&atilde;o destas e o tempo de acompanhamento dos casos suspeitos e/ou confirmados. Tal modo de registro permitir&aacute; apontar a frequ&ecirc;ncia de intera&ccedil;&atilde;o com as fam&iacute;lias ap&oacute;s o primeiro atendimento e ter um controle mais efetivo dos casos e das interven&ccedil;&otilde;es realizadas, as quais provavelmente ser&atilde;o planejadas de acordo com as necessidades decorrentes de cada situa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Outro aspecto positivo do registro de suspeita ou confirma&ccedil;&atilde;o do abuso sexual e do acompanhamento sistem&aacute;tico a essas fam&iacute;lias &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos que identificam os problemas percebidos a cada visita domiciliar e, a partir dessa intera&ccedil;&atilde;o, poder confirmar ou n&atilde;o os casos. Ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o do problema, juntamente com a fam&iacute;lia, aumenta a possibilidade de incentivar suas compet&ecirc;ncias para agir em benef&iacute;cio da prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do seu familiar, bem como a capacidade dos profissionais de sa&uacute;de em poder ajud&aacute;-lo a ir em frente com a den&uacute;ncia,   por meio das a&ccedil;&otilde;es legais, garantindo-lhe tamb&eacute;m prote&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a.</p>      <p>A ESF encontra-se em um cen&aacute;rio em que os profissionais da sa&uacute;de, ao tomarem conhecimento sobre a suspeita, passam a ser correspons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ou pela manuten&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. No entanto, as falas mostram o contr&aacute;rio do que at&eacute; ent&atilde;o &eacute; preconizado.Geralmente,   quando vem uma suspeita... A gente manda para o hospital, porque n&atilde;o   temos preparo e nem condi&ccedil;&otilde;es de prestar um atendimento adequado (E3). Na realidade, eu n&atilde;o me considero apta, inclusive eu vejo esses casos com pouco de restri&ccedil;&atilde;o... (E4).</p>      <p>Em certos momentos, as falas das enfermeiras parecem revelar um sentimento de indiferen&ccedil;a aos casos de abuso sexual, uma vez que &eacute; mais f&aacute;cil encaminhar as v&iacute;timas a outra institui&ccedil;&atilde;o do que buscar solu&ccedil;&otilde;es para amenizarem o problema.</p>      <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o das enfermeiras sobre a assist&ecirc;ncia prestada &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual e a sua fam&iacute;lia</b></p>      <p>Os discursos dos sujeitos desse estudo revelaram que s&atilde;o necess&aacute;rias melhorias no atendimento &agrave;s v&iacute;timas de abuso sexual e sua fam&iacute;lia, principalmente no que diz respeito &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o, por meio da implementa&ccedil;&atilde;o de diretrizes mais eficazes, dos profissionais da sa&uacute;de para que ocorra a melhora da qualidade do servi&ccedil;o prestado. A segunda medida, considerada como imprescind&iacute;vel para a qualifica&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia, est&aacute; diretamente relacionada &agrave;s demais institui&ccedil;&otilde;es que tamb&eacute;m atendem a v&iacute;tima e sua fam&iacute;lia, sendo importante que todos adotem a mesma conduta.</p>      <p>A padroniza&ccedil;&atilde;o do atendimento prestado em diferentes institui&ccedil;&otilde;es e &oacute;rg&atilde;os competentes pela prote&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de das crian&ccedil;as e adolescentes diminuir&aacute; a probabilidade da ocorr&ecirc;ncia de lacunas em suas a&ccedil;&otilde;es. Esse modo de atua&ccedil;&atilde;o beneficiar&aacute; as v&iacute;timas, facilitar&aacute; a penaliza&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida do agressor, conforme estabelecido por lei, e possibilitar&aacute; o afastamento deste do ambiente familiar ou da comunidade na qual se encontra inserido.</p>      <p>Diante do questionamento das estrat&eacute;gias que poderiam ampliar a atua&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de no enfrentamento da viol&ecirc;ncia intrafamiliar, as participantes utilizaram as seguintes express&otilde;es: "apoio", "parceria", "articula&ccedil;&atilde;o", "melhoria e efic&aacute;cia do que j&aacute; existe", "autoestima" e "coragem". Tais express&otilde;es denotam que as a&ccedil;&otilde;es devem se dirigir em prol da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Mas, para que isso aconte&ccedil;a, faz-se necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios setores e,   principalmente, contar com o apoio dos cidad&atilde;os da comunidade e a&ccedil;&otilde;es que subsidiem a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia intrafamiliar, como: a detec&ccedil;&atilde;o precoce das fam&iacute;lias vulner&aacute;veis; aten&ccedil;&atilde;o integral aos casos de abuso sexual e a sistematiza&ccedil;&atilde;o do registro adequado.</p>      <p>No Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem elaborado manuais t&eacute;cnicos e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relativas ao assunto desde a d&eacute;cada de 1990, dentre os quais se destacam: Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias,   que institui, no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), os princ&iacute;pios e diretrizes para a estrutura&ccedil;&atilde;o e o refor&ccedil;o de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais de preven&ccedil;&atilde;o das viol&ecirc;ncias, de assist&ecirc;ncia &agrave;s v&iacute;timas de causas externas e de promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e comportamentos seguros e saud&aacute;veis, por meio da Portaria GM/MS 737, de 16/05/2001 (11).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, institu&iacute;da pela Portaria GM/MS 687, de 30/03/2006, contribui com a&ccedil;&otilde;es efetivas para a preven&ccedil;&atilde;o de acidentes e viol&ecirc;ncias, atuando sobre os fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o, promovendo ambientes seguros e h&aacute;bitos saud&aacute;veis por parte da popula&ccedil;&atilde;o (12). Quanto &agrave; Notifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias contra crian&ccedil;as e adolescentes na rede do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Portaria 1968/2001), preconiza a notifica&ccedil;&atilde;o, &agrave;s autoridades competentes, de casos de suspeita ou de confirma&ccedil;&atilde;o de maus-tratos contra crian&ccedil;as e adolescentes atendidos nas entidades do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (13).</p>      <p>E, por &uacute;ltimo, a Rede Nacional de N&uacute;cleos de Preven&ccedil;&atilde;o das Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (Portaria GM/MS 936/2004), implantada nos estados e munic&iacute;pios, coordenada por n&uacute;cleos de Preven&ccedil;&atilde;o das Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, em &acirc;mbito local, &eacute; a respons&aacute;vel por articular e coordenar a&ccedil;&otilde;es intersetoriais promotoras de sa&uacute;de e da cultura da paz no &acirc;mbito local (14).</p>      <p>A abordagem deve ser multidisciplinar, sendo que a assist&ecirc;ncia ambulatorial ou hospitaliza&ccedil;&atilde;o precisa ser criteriosamente decidida pela equipe, particularizando cada caso. O trabalho junto &agrave; fam&iacute;lia &eacute; imprescind&iacute;vel e n&atilde;o deve ser apenas pontual. A fam&iacute;lia deve ser acompanhada durante um tempo em que se permita avaliar a possibilidade de retorno da crian&ccedil;a ou adolescente ao domic&iacute;lio, quando esta &eacute; afastada por medida de prote&ccedil;&atilde;o. &Eacute; indispens&aacute;vel um trabalho conjunto, em conson&acirc;ncia com as Coordenadorias da Inf&acirc;ncia e da Juventude, Conselhos Tutelares e outros &oacute;rg&atilde;os de prote&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e do adolescente, para que se possa determinar com maior profundidade a gravidade do caso, seu diagn&oacute;stico e progn&oacute;stico (15).</p>      <p>Reafirmando o pressuposto de que o trabalho deve ser concretizado em parcerias, a fim de que se alcance os resultados significativos na assist&ecirc;ncia das v&iacute;timas de abuso sexual; na pr&aacute;tica, visualiza-se outro contexto, ou seja, as enfermeiras, ao serem questionadas sobre como funciona o apoio do Conselho Tutelar, do Sistema Jur&iacute;dico e das redes sociais que prestam o atendimento psicol&oacute;gico e social, declararam que n&atilde;o s&atilde;o bem acolhidas, pelo contr&aacute;rio, muitas vezes s&atilde;o barradas e retiradas como informantes da den&uacute;ncia, dificultando a interven&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Os discursos dos profissionais revelam a insatisfa&ccedil;&atilde;o e a indigna&ccedil;&atilde;o a respeito da falta de apoio e sintonia dos servi&ccedil;os dessas entidades. Acho que deveriam ser trabalhadas melhor as redes, isso teria que estar bem mais interligado. Assim como os dispositivos que a gente disp&otilde;e para acionar quando h&aacute; esses epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia sexual... (E2). Eu acho que deveria existir uma sincronia entre todos os &oacute;rg&atilde;os, todos falando a mesma linguagem (E4). As dificuldades s&atilde;o in&uacute;meras, mas todos os dispositivos, inclusive os pol&iacute;ticos, devem criar programas que prestem informa&ccedil;&otilde;es do que fazer ao se deparar com uma situa&ccedil;&atilde;o de abuso e trazer &agrave; tona a incid&ecirc;ncia, seja por quest&atilde;o de abuso, neglig&ecirc;ncia, imper&iacute;cia ou agress&atilde;o, assim como prestar aux&iacute;lio a todas as v&iacute;timas, a fim de minimizar seus sofrimentos (E7).</p>      <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de modo geral e as espec&iacute;ficas de aten&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o dos acidentes e viol&ecirc;ncias dirigidas &agrave; crian&ccedil;a e ao adolescente e outros grupos vulner&aacute;veis enfatizam o importante papel da inser&ccedil;&atilde;o do tema, no &acirc;mbito do ensino, nos diversos n&iacute;veis, devido &agrave; sua magnitude e impacto na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. &Agrave;s pol&iacute;ticas agregam-se as leis, como o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, que destaca que a viol&ecirc;ncia precisa ser enfrentada e uma forma de faz&ecirc;-lo &eacute; sensibilizando, conscientizando, capacitando e formando pessoas dos mais diversos &acirc;mbitos da sociedade, sobretudo os acad&ecirc;micos e profissionais da sa&uacute;de, que recebem essas v&iacute;timas (9).</p>      <p>Assim como a maioria das enfermeiras das UBSFs entrevistadas considera-se que o abuso sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o se limita apenas ao cuidado dos ferimentos f&iacute;sicos, mas inclui um conhecimento espec&iacute;fico que permita manejar este problema de maneira mais segura e qualificada, o que vem ao encontro do que as profissionais relataram, ou seja, a necessidade de capacita&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o: prim&aacute;ria, secund&aacute;ria e terci&aacute;ria.</p>      <p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de vem investindo em a&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica de uma cultura de paz e n&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia, al&eacute;m da inser&ccedil;&atilde;o desta problem&aacute;tica na grade curricular dos futuros profissionais de sa&uacute;de, a fim de que estes comecem, desde a base inicial do ensino nas Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superiores (IESs), a se prepararem para o atendimento das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia intrafamiliar.</p>      <p><font size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>      <p>Buscou-se, com a pesquisa proposta, contribuir para a amplia&ccedil;&atilde;o da discuss&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes, apontando a necessidade de cursos de capacita&ccedil;&atilde;o que forne&ccedil;am esclarecimentos de como manejar a problem&aacute;tica, envolvendo todos os profissionais que trabalham com essa realidade. Tamb&eacute;m, apresentou-se sugest&otilde;es no sentido de otimizar a atua&ccedil;&atilde;o das equipes de ESF, bem como de todos os &oacute;rg&atilde;os que prestam atendimento a essas v&iacute;timas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; fundamental o olhar atento e cr&iacute;tico da equipe de sa&uacute;de ante os problemas identificados, sejam eles de ordem f&iacute;sica, sexual ou emocional, procurando sua correla&ccedil;&atilde;o com o relato da poss&iacute;vel v&iacute;tima, dos familiares ou pessoas de sua conviv&ecirc;ncia sobre o ocorrido. O despreparo profissional associado ao excesso de trabalho nas UBSFs se constitui em um fator agravante para promover a disponibilidade necess&aacute;ria ao atendimento e acompanhamento dessas fam&iacute;lias, o que provavelmente limita ainda mais a detec&ccedil;&atilde;o dos casos de abuso sexual na comunidade, os quais se mant&ecirc;m em sil&ecirc;ncio permanente.</p>      <p>Quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do estudo, destaca-se a realiza&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero reduzido de entrevistas nas UBSF e a participa&ccedil;&atilde;o somente do profissional enfermeiro(a) destas unidades. Assim, recomenda-se que pesquisas futuras sobre essa tem&aacute;tica acompanhem as 19 UBSF existentes no munic&iacute;pio por um per&iacute;odo maior, a fim de obter distintas percep&ccedil;&otilde;es acerca do conhecimento dos profissionais sobre o abuso sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes. Da mesma forma, a participa&ccedil;&atilde;o da equipe multiprofissional t&atilde;o importante quando se trata de um fen&ocirc;meno que exige a participa&ccedil;&atilde;o de todos os envolvidos.</p>    <hr>      <p><font size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>      <!-- ref --><p>(1) Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). Relat&oacute;rio mundial sobre a viol&ecirc;ncia e a sa&uacute;de. Genebra (SWZ): OMS; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0121-4500201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(2) Instituto de Psicologia (Lacri). Pesquisando a inf&acirc;ncia e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica no Brasil: perfil por unidade federada. 2007 &#91;acesso em: 12 mar&ccedil;o 2010&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ip.usp.br/laboratorios/lacri/index2.htm" target="_blank">http://www.ip.usp.br/laboratorios/lacri/index2.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0121-4500201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(3) Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e combate &agrave; Fome. Centro de Refer&ecirc;ncia Especializado de Assist&ecirc;ncia Social (CREAS). CENSO 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0121-4500201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(4) Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira Multiprofissional de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Inf&acirc;ncia e Adolesc&ecirc;ncia (Abrapia). Capacita&ccedil;&atilde;o na tem&aacute;tica de abuso sexual e explora&ccedil;&atilde;o sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes: instrumentalizando uma pr&aacute;tica. Rio de Janeiro: 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0121-4500201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(5) Algeri S, Almoarqueg SR, Borges RSS, Quaglia MC, Marques MF. Viol&ecirc;ncia intrafamiliar contra a crian&ccedil;a no contexto hospitalar e as possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o do enfermeiro. Rev. HCPA. 2007; 27(2):57-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0121-4500201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(6) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de - Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Viol&ecirc;ncia faz mal &agrave; sa&uacute;de. 1&ordf; ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006. Dispon&iacute;vel: <a href="http://sociedadeviva@saude.gov.br" target="_blank">http://sociedadeviva@saude.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0121-4500201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(7) Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em Sa&uacute;de. 2&ordf; ed. Rio de Janeiro: Hucitec: Abrasco; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0121-4500201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(8) Ramos MLC, Ortiz ALS. Estudo sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra a crian&ccedil;a em unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo - Brasil. Sa&uacute;de Soc.2011; 20(1):136-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0121-4500201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(9) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Viol&ecirc;ncia intrafamiliar: orienta&ccedil;&otilde;es para pr&aacute;tica em servi&ccedil;o. S&eacute;rie Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica; n.8. Bras&iacute;lia: 2002a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0121-4500201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(10) Silva PA, Lunardi VL, Silva MRS, Lunardi-filho WD. A notifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia intrafamiliar contra crian&ccedil;as e adolescentes na percep&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de. Revista Ci&ecirc;nc Cuid e Sa&uacute;de. 2009; 8(1): 56-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0121-4500201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(11) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica nacional de redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncia. Portaria GM/MS 737 de 16/05/2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0121-4500201200020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(12) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0121-4500201200020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(13) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Notifica&ccedil;&atilde;o de maus tratos contra crian&ccedil;as e adolescentes pelos profissionais de sa&uacute;de: um passo a mais na cidadania em sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0121-4500201200020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(14) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria GM/MS 936 de 2004. Disp&otilde;e sobre a estrutura&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o da Viol&ecirc;ncia e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e a Implanta&ccedil;&atilde;o de N&uacute;cleos de Preven&ccedil;&atilde;o &agrave; Viol&ecirc;ncia em Estados e Munic&iacute;pios. Bras&iacute;lia: MS; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0121-4500201200020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>(15) Santos MR. Atribui&ccedil;&otilde;es legais do enfermeiro no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: dificuldades e facilidades. Bol Sa&uacute;de. 2003; 17(2): 37-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0121-4500201200020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> </font>      ]]></body><back>
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