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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consequências das Divergências entre os Estados no Desenvolvimento do "Espaço Schengen" da Europa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[European integration was conceived, from its beginning, as based on a politically democratic and economically open system, thus attributing to free-dom of movement a central place in the design of such international integration experiment. But it is also true that integration has been hampered, from a certain time on, by the growing divergences of interests, strategies and factual conditions among the participating States. Closely related to the European Union, the "Schengen Area" has also been conditioned by the aforesaid gaps among States, staying submitted to the inherent uncertain-ties, inefficiencies and debates. So, it divides Europeanists and Eurosceptics, given the plethora of problems in which it remains immersed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA["Espaço Schengen"]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">      <p align="center"><font size="4"><b>Consequ&ecirc;ncias das Diverg&ecirc;ncias entre os Estados no Desenvolvimento do "Espa&ccedil;o Schengen" da Europa</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b>Consequences of the Divergences among States on the Development of the European "Schengen Area"</b></font></p>     <p><b>Abel Laureano* Altina Rento**</b></p>     <p>Universidade do Porto (Portugal)</p>     <p>* Inspectora Superior Principal da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Portugal). Auditora de Defesa Nacional (Portugal). Master of Business Administration em Finan&ccedil;as, com Especializa&ccedil;&atilde;o em Gest&atilde;o Internacional pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (Portugal). Diploma de Estudos Avan&ccedil;ados (D.E.A.) pelo Instituto da Defesa Nacional (Portugal). P&oacute;s-Graduada em Gest&atilde;o Financeira Internacional pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (Portugal). Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa. Lisboa (Portugal). <a href="mailto:altinarento@gmail.com">altinarento@gmail.com</a></p>     <p>** Docente da Universidade do Porto (Portugal). Mestre em Direito (Integra&ccedil;&atilde;o Europeia) pela Universidade de Coimbra (Portugal). Diploma de Estudios Aprofundizados (D.E.A.) pela Universidad de Santiago de Compostela (Espanha). Diploma em Estudos Europeus (D.E.E.) pela Universidade de Lisboa (Portugal). P&oacute;s-Graduado em Estudos Europeus pela Universidade de Lisboa (Portugal). Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa. Lisboa (Portugal).  <a href="mailto:alaureano1@gmail.com">alaureano1@gmail.com</a></p>     <p><b>Fecha de recepci&oacute;n: </b>15 de agosto de 2013     <br> <b>Fecha de aceptaci&oacute;n: </b>29 de septiembre de 2013</p> <hr>     <p><b>Resumen</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>A integra&ccedil;&atilde;o europeia foi concebida, desde o in&iacute;cio, como assentando num sistema politicamente democr&aacute;tico e economicamente aberto, o que confere &agrave; liberdade de circula&ccedil;&atilde;o um lugar primacial no desenho desta experi&ecirc;ncia de integra&ccedil;&atilde;o. Mas tamb&eacute;m &eacute; certo que a integra&ccedil;&atilde;o se viu dificultada, a partir de determinada altura, pelas crescentes diverg&ecirc;ncias de interesses, de estrat&eacute;gias e de condi&ccedil;&otilde;es factuais entre os Estados envolvidos. Intimamente ligado &agrave; Uni&atilde;o Europeia, o "Espa&ccedil;o Schengen" tamb&eacute;m tem visto a sua edifica&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o sujeitas &agrave;s sobreditas disparidades estaduais, continuando a ressentir"se das inerentes indefini&ccedil;&otilde;es, inefici&ecirc;ncias e debates. Por isso, divide entre si os europe&iacute;stas e os euroc&eacute;pticos, face &agrave; pl&ecirc;iade de problemas em que se encontra imerso.</i></p>     <p><b>Palabras clave: </b>"Espa&ccedil;o Schengen". Circula&ccedil;&atilde;o na Europa. Diverg&ecirc;ncias entre os Estados.</p> <hr>     <p><b>Abstract</b></p>     <p><i>European integration was conceived, from its beginning, as based on a politically democratic and economically open system, thus attributing to free"dom of movement a central place in the design of such international integration experiment. But it is also true that integration has been hampered, from a certain time on, by the growing divergences of interests, strategies and factual conditions among the participating States. Closely related to the European Union, the "Schengen Area" has also been conditioned by the aforesaid gaps among States, staying submitted to the inherent uncertainties, inefficiencies and debates. So, it divides Europeanists and Eurosceptics, given the plethora of problems in which it remains immersed.</i></p>     <p><b>Keywords: </b>"Schengen Area". Circulation in Europe. Divergences among States.</p> <hr>     <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A integra&ccedil;&atilde;o europeia foi concebida como um modelo internacional assente nas magnas ideias de liberdade pol&iacute;tica e econ&oacute;mica, assim se explicando o lugar central nela detido pela liberdade de circula&ccedil;&atilde;o de pessoas e bens. &Agrave; inicial ideia da constru&ccedil;&atilde;o dum mercado comum (com fronteiras internas franqueadas aos nacionais e &agrave;s mercadorias dos Estados-Membros da &aacute;rea integrada), veio formalmente a suceder--se, dentro do mesmo rumo e numa fase j&aacute; algo avan&ccedil;ada do processo de integra&ccedil;&atilde;o, o projecto de edifica&ccedil;&atilde;o do mercado interno (um espa&ccedil;o sem fronteiras internas), consagrado formalmente no Tratado de Maastricht, assinado em 1992 e entrado em vigor em 1993.</p>     <p>Mas, j&aacute; em meados dos anos oitenta, alguns Estados-Membros da Comunidade Europeia haviam assumido um compromisso de avan&ccedil;ar mais rapidamente, na aboli&ccedil;&atilde;o de certos obst&aacute;culos &agrave; livre circula&ccedil;&atilde;o no interior do espa&ccedil;o integrado (o "Acordo entre os Governos dos Estados da Uni&atilde;o Econ&oacute;mica Benelux, da Rep&uacute;blica Federal da Alemanha e da Rep&uacute;blica Francesa Relativo &agrave; Supress&atilde;o Gradual dos Controlos nas Fronteiras Comuns", de 1985), tendo-se sucedido a tal compromisso a "Conven&ccedil;&atilde;o de Aplica&ccedil;&atilde;o do Acordo de Schengen de 14 de Junho de 1985 entre os Governos dos Estados da Uni&atilde;o Econ&oacute;mica Benelux, da Rep&uacute;blica Federal da Alemanha e da Rep&uacute;blica Francesa Relativo &agrave; Supress&atilde;o Gradual dos Controlos nas Fronteiras Comuns", de 1990.</p>     <p>Assim nasceu o chamado "Espa&ccedil;o Schengen", cuja actual configura&ccedil;&atilde;o resulta da ades&atilde;o de v&aacute;rios outros Estados. Mais precisamente, o "Espa&ccedil;o Schengen" compreende a vasta maioria dos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia, contando-se embora as excep&ccedil;&otilde;es do Reino Unido e da Irlanda (vinculados embora pelas normas do mercado interno da Uni&atilde;o), da Bulg&aacute;ria e da Rom&eacute;nia (cujo in&iacute;cio de participa&ccedil;&atilde;o se encontra ainda suspenso), da Cro&aacute;cia (muito recentemente entrada para a Uni&atilde;o e cuja participa&ccedil;&atilde;o no "Espa&ccedil;o Schengen" se prev&ecirc; num futuro relativamente pr&oacute;ximo), bem como de Chipre (devido &agrave; divis&atilde;o interna deste Estado), para al&eacute;m de a Dinamarca gozar dum regime pr&oacute;prio: Sendo embora Estado-Membro da Uni&atilde;o Europeia e integrante do "Espa&ccedil;o Schengen", a Dinamarca goza dum regime especial no contexto deste &uacute;ltimo Espa&ccedil;o (podendo ir procedendo a auto-exclu-s&otilde;es), nos termos do estatu&iacute;do no Protocolo (n&deg; 22) Relativo &agrave; Posi&ccedil;&atilde;o da Dinamarca anexo ao Tratado de Lisboa; em sentido oposto, pertencem todavia ao "Espa&ccedil;o Schengen" Estados terceiros, assim sucedendo com a Noruega, a Isl&acirc;ndia e a Su&iacute;&ccedil;a.</p>     <p>Sem embargo destas diferen&ccedil;as, h&aacute; pois uma tendencial identifica&ccedil;&atilde;o entre o "Espa&ccedil;o Schengen" e a Uni&atilde;o Europeia, o que acaba por resultar na transposi&ccedil;&atilde;o, para a arquitectura e evolu&ccedil;&atilde;o do "Espa&ccedil;o Schengen", de cont&iacute;nuas diverg&ecirc;ncias ou disparidades entre certos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia, com a inerente dificuldade de estabelecer uma estrat&eacute;gia comum quanto ao formato e &agrave; progress&atilde;o do "Espa&ccedil;o Schengen".</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na verdade, as mencionadas diferencia&ccedil;&otilde;es conduzem a posturas distintas dos Estados-Membros, relativamente a algumas tem&aacute;ticas essenciais para o delineamento dum espa&ccedil;o comum (vale dizer, semelhante ao espa&ccedil;o interno dum Estado), podendo, sem preocupa&ccedil;&otilde;es de exaust&atilde;o, referir-se o tema do debuxo e demarca&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas preferenciais ou idealizadas das estruturas populacionais nacionais (com implica&ccedil;&otilde;es, designadamente, nos campos da imigra&ccedil;&atilde;o e asilo); o tema dos estilos, filosofias ou prerrogativas da actividade policial (com consequ&ecirc;ncias na colabora&ccedil;&atilde;o entre for&ccedil;as policiais nacionais); o tema dos ideais, necessidades e n&iacute;veis de desenvolvimento s&oacute;cio-econ&oacute;mi-cos nacionais (com consequ&ecirc;ncias na configura&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos fluxos de pessoas e bens); o tema das prioridades e condicionantes nacionais de pol&iacute;tica externa (conducentes a diferentes vis&otilde;es quanto &agrave; import&acirc;ncia de determinados segmentos da fronteira externa da Uni&atilde;o); o tema do pr&oacute;prio alcance e dimens&atilde;o pr&aacute;tica atribu&iacute;dos ao princ&iacute;pio da solidariedade (sem esquecer a solidariedade financeira...); etc.</p>     <p>Foi, de resto, a constata&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as, disparidades e posturas dos Estados-Membros da Uni&atilde;o, que conduziu &agrave; idea&ccedil;&atilde;o e consagra&ccedil;&atilde;o, em termos gerais, da coopera&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada, como mecanismo para tentar fazer-lhes frente. Como j&aacute; tivemos ocasi&atilde;o de escrever, subjazeu &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada o imperativo de proporcionar "uma resposta cabal &agrave;s grandes diversidades existentes no seio da Uni&atilde;o, resultantes, nomeadamente, do aumento dos seus Estados-Membros e da concomitante amplia&ccedil;&atilde;o das respectivas heterogeneidades" (Laureano, 2010, p. 479). E o certo &eacute; que este mecanismo se tornou, pela sua simbologia, um referencial incontorn&aacute;vel no contexto do Sistema Jur&iacute;dico da Uni&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; f&aacute;cil de compreender que a consecu&ccedil;&atilde;o do chamado "espa&ccedil;o de liberdade, seguran&ccedil;a e justi&ccedil;a" (&uacute;ltima configura&ccedil;&atilde;o daquilo que se foi vulgarmente denominando como "Espa&ccedil;o Schengen") implica um elevado grau de <i>interdepend&ecirc;ncia </i>e <i>confian&ccedil;a </i>entre os Estados envolvidos, atentas &agrave;s variadas implica&ccedil;&otilde;es que acarreta. Ora, tendo em conta essa circunst&acirc;ncia e atentando nos considerandos anteriormente expostos, torna-se de significado capital a exist&ecirc;ncia dum ingrediente transversal de profunda <i>solidariedade, </i>como cimento estruturante de toda a constru&ccedil;&atilde;o; bem se entende, portanto, que o pr&oacute;prio Tratado sobre o Funcionamento da Uni&atilde;o Europeia haja tido a preocupa&ccedil;&atilde;o de preceituar que as iniciativas tomadas no &acirc;mbito destas mat&eacute;rias s&atilde;o regidas pelo princ&iacute;pio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, inclusive no plano financeiro (art. 80&deg; do TFUE).</p>     <p>Mas nem sempre as palavras, mesmo quando consubstanciam comandos de Direito, correspondem &agrave; realidade vivenciada, sobretudo quando os acontecimentos colidem, em casos concretos, com interesses espec&iacute;ficos de determinados Estados... Ora, a imprevisibilidade de comportamentos dos Estados, em inopinadas circunst&acirc;ncias, devido &agrave; preval&ecirc;ncia de interesses nacionais, representa um s&eacute;rio obst&aacute;culo &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o dum quadro de estabilidade, pelo consequente desconhecimento aprior&iacute;stico de poss&iacute;veis comportamentos futuros desses Estados; e desta maneira se afecta, inapelavelmente, o fundamental ingrediente da rec&iacute;proca confian&ccedil;a e depend&ecirc;ncia. Teremos ocasi&atilde;o de voltar a falar de tal circunst&acirc;ncia mais adiante, indicando como exemplo ilustrativo uma situa&ccedil;&atilde;o ainda recente, que consistiu no chamado "caso It&aacute;lia / Fran&ccedil;a", surgido em sequ&ecirc;ncia de efeitos colaterais da apelidada "Primavera &Aacute;rabe".</p>      <p><b>2.  A IMIGRA&Ccedil;&Atilde;O, QUEST&Atilde;O TRANSVERSAL E DE M&Uacute;LTIPLAS IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES</b></p>     <p>Come&ccedil;ando por <i>aspectos centrais da pol&iacute;tica de imigra&ccedil;&atilde;o </i>relevantes no &acirc;mbito do "Espa&ccedil;o Schengen", &eacute; de referir que, como <i>quadro jur&iacute;dico de refer&ecirc;ncia, </i>se determina liminarmente, em sede normativa, que a Uni&atilde;o Europeia desenvolve uma <i>pol&iacute;tica comum de imigra&ccedil;&atilde;o </i>destinada, nos termos legais, a garantir, em todas as fases, uma gest&atilde;o eficaz dos fluxos migrat&oacute;rios, um tratamento equitativo dos nacionais de pa&iacute;ses terceiros que residam legalmente nos Estados-Membros, bem como a preven&ccedil;&atilde;o da imigra&ccedil;&atilde;o ilegal e do tr&aacute;fico de seres humanos e o refor&ccedil;o do combate a estes fen&oacute;menos (art. 79&deg;, n&deg; 1 do TFUE). Mas esta pol&iacute;tica comum de imigra&ccedil;&atilde;o tem sido objecto de cr&iacute;ticas, havendo mesmo quem diga que o seu presente formato, com "a imigra&ccedil;&atilde;o legal abordada em jeito de remendos e a migra&ccedil;&atilde;o irregular muito desenvolvida", est&aacute; longe de merecer o r&oacute;tulo duma verdadeira "pol&iacute;tica comum de imigra&ccedil;&atilde;o" (Pascouau, 2013, p. 1); num tom igualmente cr&iacute;tico, h&aacute; mesmo quem rotule como uma "prioridade fundamental" da Uni&atilde;o Europeia "o desenvolvimento de uma pol&iacute;tica europeia sobre migra&ccedil;&atilde;o, destinada a completar as pol&iacute;ticas dos Estados-Membros" (Nicoleta e Camelia-Daniela, 2011, p. 587). Tamb&eacute;m s&atilde;o apontados os problemas da integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes nos Estados de destino (Machitidze, 2012, pp. 23-28).</p>     <p>Em desenvolvimento das linhas b&aacute;sicas acima expressas, merecem ainda especial destaque dois outros preceitos. Um deles diz respeito aos usualmente chamados <i>acordos de readmiss&atilde;o, </i>prevendo-se que a Uni&atilde;o Europeia pode celebrar com pa&iacute;ses terceiros acordos destinados &agrave; readmiss&atilde;o, nos pa&iacute;ses de origem ou de proveni&ecirc;ncia, de nacionais de pa&iacute;ses terceiros que n&atilde;o preencham ou tenham deixado de preencher as condi&ccedil;&otilde;es de entrada, de presen&ccedil;a ou de resid&ecirc;ncia no territ&oacute;rio de um dos Estados-Membros (art. 79&deg;, n&deg; 3 do TFUE)<a name="n1"></a><a href="#n_1"><sup>1</sup></a>. Por outro lado, deixa-se claro que a <i>gest&atilde;o quantitativa dos n&iacute;veis de imigra&ccedil;&atilde;o extra-comunit&aacute;ria </i>continua a ser mat&eacute;ria reservada &agrave;s <i>compet&ecirc;ncias nacionais,</i> ao consignar-se que a Ordem Jur&iacute;dica da Uni&atilde;o Europeia n&atilde;o afecta o direito de os Estados-Membros determinarem os volumes de admiss&atilde;o de nacionais de pa&iacute;ses terceiros, provenientes de pa&iacute;ses terceiros, no respectivo territ&oacute;rio, para a&iacute; procurarem trabalho, assalariado ou n&atilde;o assalariado (art. 79&deg;, n&deg; 5 do TFUE).</p>     <p>Mas importa ir mais longe. Como &eacute; teoricamente sabido, a <i>emigra&ccedil;&atilde;o </i>e o <i>asilo </i>configuram realidades distintas: enquanto a imigra&ccedil;&atilde;o se funda em raz&otilde;es de natureza econ&oacute;mica, o asilo baseia-se em motivos de cariz pol&iacute;tico. O <i>imigrante </i>&eacute; tipicamente uma pessoa que busca instalar-se no territ&oacute;rio de outro Estado para melhorar o seu padr&atilde;o econ&oacute;mico de vida, mediante a obten&ccedil;&atilde;o dum emprego ou o exerc&iacute;cio de outros objectivos ligados ou decorrentes daquele, incluindo a reunifica&ccedil;&atilde;o com a sua fam&iacute;lia<a name="n2"></a><a href="#n_2"><sup>2</sup></a>. O candidato a <i>asilo </i>&eacute; algu&eacute;m que se n&atilde;o move por considerandos econ&oacute;micos, buscando ao inv&eacute;s uma protec&ccedil;&atilde;o contra uma amea&ccedil;a de que se sente v&iacute;tima, causada por persegui&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas ou de cariz an&aacute;logo, atentat&oacute;rias dos seus direitos; da&iacute;, a defini&ccedil;&atilde;o de pedido de asilo, logo constante do art. 1&deg; da Conven&ccedil;&atilde;o de Aplica&ccedil;&atilde;o do Acordo de Schengen, como consistindo em qualquer pedido apresentado por escrito, oralmente ou de qualquer outro modo, por um estrangeiro na fronteira externa ou no territ&oacute;rio de uma parte contratante, com vista a obter o reconhecimento da sua qualidade de refugiado, ao abrigo da Conven&ccedil;&atilde;o de Genebra, de 28 de Julho de 1951, relativa ao estatuto dos refugiados, tal como alterada pelo Protocolo de Nova Iorque de 31 de Janeiro de 1967, bem como a beneficiar nesta qualidade de um direito de resid&ecirc;ncia. Est&aacute; bem de ver contudo que, em termos pr&aacute;ticos, podem surgir dificuldades de apuramento da real condi&ccedil;&atilde;o de quem se apresenta para atravessar uma fronteira externa do "Espa&ccedil;o Schengen"; imp&otilde;e-se, por isso, um escrut&iacute;nio acurado da condi&ccedil;&atilde;o de quem se perfile como candidato a asilo, em ordem a "separar adequadamente as &aacute;guas", pois o tratamento jur&iacute;dico de ambas as situa&ccedil;&otilde;es &eacute; naturalmente diverso; e, como tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil de adivinhar, o problema que tipicamente se coloca, perante os Estados pertencentes ao "Espa&ccedil;o Schengen", &eacute; o da eventualidade de situa&ccedil;&otilde;es de mascaramento de pretens&otilde;es migrat&oacute;rias, sob a capa de pedidos de asilo<a name="n3"></a><a href="#n_3"><sup>3</sup></a>. Quanto &agrave; postura actual da Uni&atilde;o Europeia, disp&otilde;e-se que esta desenvolve uma pol&iacute;tica comum em mat&eacute;ria de asilo, de protec&ccedil;&atilde;o subsidi&aacute;ria e de protec&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, destinada a conceder um estatuto adequado a qualquer nacional de um pa&iacute;s terceiro que necessite de protec&ccedil;&atilde;o internacional e a garantir a observ&acirc;ncia do princ&iacute;pio da n&atilde;o repuls&atilde;o (art. 78&deg;, n&deg; 1 do TFUE), embora haja quem fa&ccedil;a a acusa&ccedil;&atilde;o de que, no "Espa&ccedil;o Schengen", as medidas de controlo da migra&ccedil;&atilde;o irregular "s&atilde;o dirigidas indiscriminadamente contra imigrantes ilegais e requerentes de asilo" (Atak, 2012, p. 135); prev&ecirc;-se ainda que, caso um ou mais Estados-Membros se vejam confrontados com uma situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, caracterizada por um s&uacute;bito fluxo de nacionais de pa&iacute;ses terceiros, o Conselho, sob proposta da Comiss&atilde;o, pode adoptar medidas provis&oacute;rias a favor desse ou desses Estados-Membros (art. 78&deg;, n&deg; 3 do TFUE).</p>     <p>Em todo este contexto, importa salientar por fim uma crise recente do &laquo;Espa&ccedil;o Schengen&raquo;, surgida por indefini&ccedil;&otilde;es e aus&ecirc;ncia de unidade: referimo-nos &agrave;s <i>sequelas da chamada "Primavera &Aacute;rabe". </i>Na verdade, talvez tenha tido foros de emblem&aacute;tica a situa&ccedil;&atilde;o ocorrida entre a It&aacute;lia e a Fran&ccedil;a no ano de 2011, resum&iacute;vel nos seguintes t&oacute;picos factuais b&aacute;sicos: como consequ&ecirc;ncia colateral dos acontecimentos da "Primavera &Aacute;rabe", v&aacute;rios milhares de pessoas (cerca de 25.000)<a name="n4"></a><a href="#n_4"><sup>4</sup></a>, fugidas dos horrores da situa&ccedil;&atilde;o explosiva vivida no Norte de &Aacute;frica, partiram essencialmente da Tun&iacute;sia rumo &agrave; It&aacute;lia; perante essa trag&eacute;dia, a It&aacute;lia decretou o estado de emerg&ecirc;ncia humanit&aacute;rio, tendo insistido na solicita&ccedil;&atilde;o de ajuda &agrave; Uni&atilde;o Europeia para lidar com tais afluxos de pessoas indocumentadas; tardando ajuda da Uni&atilde;o Europeia, a It&aacute;lia decidiu, por aquelas raz&otilde;es humanit&aacute;rias, conceder uma autoriza&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de resid&ecirc;ncia dessas pessoas no seu territ&oacute;rio, atribuindo-lhes assim documentos, que supostamente lhes permitiriam circular livremente no "Espa&ccedil;o Schengen"; verdade &eacute; que bastantes pessoas o fizeram, efectivamente, assim entrando em Fran&ccedil;a at&eacute; este Estado Membro anunciar, pouco depois, a reintrodu&ccedil;&atilde;o de controlos na sua fronteira com a It&aacute;lia.</p>     <p>Seguiram-se acusa&ccedil;&otilde;es directas rec&iacute;procas, entre a It&aacute;lia e a Fran&ccedil;a, de desrespeito pelas leis do "Espa&ccedil;o Schengen": basicamente, a It&aacute;lia acusava os demais Estados do "Espa&ccedil;o Schengen" de lhe n&atilde;o terem prestado assist&ecirc;ncia para lidar com a anormal situa&ccedil;&atilde;o que a atingira, ao mesmo tempo que acusava especificamente a Fran&ccedil;a de viola&ccedil;&atilde;o da norma proibitiva do encerramento das fronteiras nacionais nas circunst&acirc;ncias vertentes; a Fran&ccedil;a retorquia que a It&aacute;lia somente poderia, naquele tipo de caso e no exerc&iacute;cio da sua soberania nacional, autorizar a entrada no respectivo territ&oacute;rio, por motivo humanit&aacute;rio e sob condi&ccedil;&atilde;o de os estrangeiros assim entrados ficarem confinados ao dito territ&oacute;rio italiano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O incidente assim desencadeado veio posteriormente a suscitar uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica comum franco-italiana, na qual se considerava sanado o acontecimento e se apelava aos &oacute;rg&atilde;os da Uni&atilde;o Europeia no sentido duma revis&atilde;o legal que conferisse, aos Estados-Membros, maior autonomia na gest&atilde;o das respectivas fronteiras (contrariamente, ali&aacute;s, &agrave; filosofia que presidira &agrave; delinea&ccedil;&atilde;o do "Espa&ccedil;o Schengen"); mas a resposta da Comiss&atilde;o foi no sentido da "rejei&ccedil;&atilde;o das tentativas, da It&aacute;lia e da Fran&ccedil;a, de 'renacionalizar' algumas partes do sistema de Schengen" (Pascouau, 2011b, p. 1).</p>     <p>Vieram igualmente tomar posi&ccedil;&otilde;es, nesta contenda, outros Estados componentes do "Espa&ccedil;o Schengen": foi assim que a &Aacute;ustria, a Alemanha, a B&eacute;lgica, a Finl&acirc;ndia, os Pa&iacute;ses Baixos e a Eslov&aacute;quia tomaram partido pela Fran&ccedil;a, clamando que a It&aacute;lia dera um golpe de miseric&oacute;rdia no esp&iacute;rito do "Espa&ccedil;o Schengen" (Atak, 2012, p. 123). Ora, e independentemente da an&aacute;lise dos argumentos esgrimidos pelos Estados contendores, e pelos restantes, parece ter ficado espelhada neste &laquo;folhetim&raquo;<a name="n5"></a><a href="#n_5"><sup>5</sup></a> uma n&iacute;tida <i>falta de solidariedade, </i>uma car&ecirc;ncia de confian&ccedil;a rec&iacute;proca e uma <i>defici&ecirc;ncia de actua&ccedil;&atilde;o empenhada e coordenada, </i>no conspecto dos grandes protagonistas do "Espa&ccedil;o Schengen". Como oportunamente algu&eacute;m comentou, n&atilde;o nos escusaremos por&eacute;m a acrescentar que toda esta "saga" veio consubstanciar "uma perspectiva preocupante e merecedora de debate e monitora&ccedil;&atilde;o" (Pascouau, 2011a, p. 2).</p>     <p><b>3.  DIFICULDADES DA COOPERA&Ccedil;&Atilde;O ENTRE AS ENTIDADES POLICIAIS DOS ESTADOS</b></p>     <p>Ao analisar os tra&ccedil;os gerais do "Espa&ccedil;o Schengen", um ponto essencial a reter &eacute; o da <i>import&acirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o policial: </i>num dom&iacute;nio onde a preven&ccedil;&atilde;o das infrac&ccedil;&otilde;es &agrave; lei tem especial relev&acirc;ncia, compreende-se bem o lugar destacado que &eacute; atribu&iacute;do &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o policial entre os Estados constitutivos do "Espa&ccedil;o Schengen". De resto estabelece-se, nesse sentido, que a Uni&atilde;o Europeia desenvolve uma coopera&ccedil;&atilde;o policial que associa todas as autoridades competentes dos Estados-Mem-bros, incluindo os servi&ccedil;os de pol&iacute;cia, das alf&acirc;ndegas e outros servi&ccedil;os respons&aacute;veis pela aplica&ccedil;&atilde;o da lei especializados nos dom&iacute;nios da preven&ccedil;&atilde;o ou detec&ccedil;&atilde;o de infrac&ccedil;&otilde;es penais e das investiga&ccedil;&otilde;es nessa mat&eacute;ria (art. 87&deg;, n&deg; 1 do TFUE).</p>     <p>A <i>coopera&ccedil;&atilde;o policial </i>&eacute; decompon&iacute;vel em diferentes <i>vectores: </i>desdobra-se naturalmente em variados tipos de ac&ccedil;&otilde;es concretas, que passam nomeadamente por uma vertente informativa (conhecimento de factos) e por uma vertente de interven&ccedil;&atilde;o (actua&ccedil;&atilde;o para prevenir infrac&ccedil;&otilde;es legais). Prev&ecirc;-se, em conson&acirc;ncia, que a coopera&ccedil;&atilde;o policial se cifre designadamente numa componente de interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es, mais exactamente de recolha, armazenamento, tratamento, an&aacute;lise e interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es pertinentes (art. 87&deg;, n&deg; 2, al. <i>a) </i>do TFUE) e em mat&eacute;ria de coopera&ccedil;&atilde;o operacional (art. 87&deg;, n&deg; 3 do TFUE). Merece desde logo uma alus&atilde;o especial o <i>"Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Schengen" </i>(SIS), grande base de dados de informa&ccedil;&otilde;es consideradas relevantes para o "Espa&ccedil;o Schengen" e aut&ecirc;ntica pe&ccedil;a fundamental de toda a sua arquitectura e estrat&eacute;gia de actua&ccedil;&atilde;o (sucedeu-se &agrave; primeira vers&atilde;o do "SIS" a feitura dum "SIS II", o qual, tendo deparado com variadas quest&otilde;es financeiras e atrasos de execu&ccedil;&atilde;o, entrou finalmente em funcionamento no corrente ano de 2013)<a name="n6"></a><a href="#n_6"><sup>6</sup></a>. E &eacute; igualmente merecedora de apontamento destacado a <i>EUROPOL, </i>entidade &agrave; qual cabe apoiar e refor&ccedil;ar a ac&ccedil;&atilde;o das autoridades policiais e dos outros servi&ccedil;os respons&aacute;veis pela aplica&ccedil;&atilde;o da lei dos Estados-Membros, bem como a coopera&ccedil;&atilde;o entre essas autoridades na preven&ccedil;&atilde;o das formas graves de criminalidade que afectem dois ou mais Estados-Membros, do terrorismo e das formas de criminalidade lesivas de um interesse comum que seja objecto de uma pol&iacute;tica da Uni&atilde;o, bem como no combate contra esses fen&oacute;menos (art. 88&deg;, n&deg; 1 do TFUE). H&aacute; quem aponte, contudo, que a EUROPOL "se encontra cada vez mais envolvida no controlo dos movimentos migrat&oacute;rios" (Atak, 2012, p. 131).</p>     <p>O "Espa&ccedil;o Schengen" tem se enfermado, por&eacute;m, de <i>disfuncionamentos </i>da <i>coopera&ccedil;&atilde;o policial. </i>Com efeito, a coopera&ccedil;&atilde;o policial entre os Estados pertencentes ao "Espa&ccedil;o Schengen" n&atilde;o se tem pautado, em termos pr&aacute;ticos, pela desej&aacute;vel solidariedade; tal fen&oacute;meno fica a dever-se ao esp&iacute;rito de "quintinhas" de cada Pol&iacute;cia Nacional, o qual conduz, <i>inter alia </i>e quase por natural instinto corporativo preservador duma protec&ccedil;&atilde;o profissional e supostamente nacional, quer a limita&ccedil;&otilde;es de v&aacute;ria ordem em opera&ccedil;&otilde;es conjuntas, quer (em sentido "contr&aacute;rio") a conten&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas relativamente a avalia&ccedil;&otilde;es de actividades dos colegas de outros Estados<a name="n7"></a><a href="#n_7"><sup>7</sup></a>. Escusado ser&aacute; acentuar que tais anomalias s&atilde;o indesej&aacute;veis, constituindo entraves ao saud&aacute;vel rolamento do sistema jur&iacute;dico institu&iacute;do, para al&eacute;m de se traduzirem, objectivamente, num pernicioso alheamento ou falta de solidariedade relativamente aos problemas com que se defrontam as for&ccedil;as policiais dos restantes Estados; como repercuss&atilde;o ou reflexo de tais atitudes, certos mecanismos (pr&aacute;ticos ou at&eacute; essencialmente jur&iacute;dicos) s&atilde;o suscept&iacute;veis de poderem deixar de funcionar correctamente, para al&eacute;m do risco de se tornarem alvo duma desconfian&ccedil;a que lhes mine a credibilidade e (consequentemente) o seu potencial de aplica&ccedil;&atilde;o ou mesmo a sua pr&oacute;pria efic&aacute;cia<a name="n8"></a><a href="#n_8"><sup>8</sup></a>.</p>          <p><b>4.  PROBLEMAS PARTICULARMENTE PERSISTENTES E DELICADOS, AO N&Iacute;VEL INDIVIDUALIZADO DE CERTOS ESTADOS COMPONENTES OU EXTERIORES AO "ESPA&Ccedil;O SCHENGEN"</b></p>     <p>De entre os obst&aacute;culos que tendem a dificultar persistentemente o funcionamento do "Espa&ccedil;o Schengen", encontram-se alguns problemas mais directamente relacionados com determinados Estados e portadores de contornos inconfund&iacute;veis. Podem elencar-se desde logo, numa breve listagem daqueles, os <i>problemas de identidade nacional, </i>contexto em que avultam Estados b&aacute;lticos. De facto, a <i>Est&oacute;nia </i>e a <i>Let&oacute;nia </i>apresentam quest&otilde;es espec&iacute;ficas, derivadas da circunst&acirc;ncia de uma consider&aacute;vel percentagem dos respectivos habitantes ser de origem russa. Tal &eacute; fruto duma pol&iacute;tica seguida em tempos pela Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, que, por raz&otilde;es estrat&eacute;gicas, estimulou a desloca&ccedil;&atilde;o de muitos cidad&atilde;os para aqueles Estados, ent&atilde;o incorporados no territ&oacute;rio sovi&eacute;tico. A presen&ccedil;a de habitantes russos (as leis de nacionalidade est&oacute;nias e le-t&atilde;s seguem o princ&iacute;pio do <i>jus sanguinis) </i>n&atilde;o &eacute; vista com bons olhos pelos nacionais daqueles dois Estados, assim avessos ao multicultu-ralismo e, por extens&atilde;o, receosos duma eventual "invas&atilde;o" adicional dos respectivos territ&oacute;rios por fornecedores de m&atilde;o-de-obra oriundos de outros Estados (sendo a imigra&ccedil;&atilde;o vista deste modo com particulares retic&ecirc;ncias nesses Estados, tementes duma ainda maior dilui&ccedil;&atilde;o das respectivas identidades nacionais). Diferente &eacute;, todavia, o caso da <i>Litu&acirc;nia, </i>que optou por uma senda multiculturalista relativamente &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es de origem russa existentes no seu territ&oacute;rio (com as leis de nacionalidade lituanas pautadas pelo princ&iacute;pio do <i>jus soli), </i>vendo com olhos bastante menos apreensivos, consonantemente, novos eventuais fluxos migrat&oacute;rios.<a name="n9"></a><a href="#n_9"><sup>9</sup></a></p>     <p>Existem tamb&eacute;m <i>problemas de incapacidade de controlo da fronteira externa do "Espa&ccedil;o Schengen", </i>estando agora em causa a Gr&eacute;cia, a Bulg&aacute;ria e a Rom&eacute;nia. Assim, a permeabilidade ou "porosidade" das fronteiras da <i>Gr&eacute;cia </i>tem sido vista como uma severa defici&ecirc;ncia de controlo da fronteira externa do "Espa&ccedil;o Schengen". As fronteiras da Gr&eacute;cia s&atilde;o, designadamente pelo que toca &agrave; Turquia, bastante "porosas": dum ponto de vista geogr&aacute;fico, a exist&ecirc;ncia duma apreci&aacute;vel quantidade de ilhas, situadas pr&oacute;ximo do territ&oacute;rio da Turquia, torna o controlo dos respectivos tro&ccedil;os de fronteira extremamente dif&iacute;cil, requerendo meios humanos e materiais dispendiosos. Ora se, nomeadamente devido &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, a Gr&eacute;cia sempre teve dificuldades em levar a cabo eficientes controlos das suas fronteiras, tais dificuldades t&ecirc;m-se visto recentemente muito agravadas, em sequ&ecirc;ncia das grav&iacute;ssimas restri&ccedil;&otilde;es financeiras p&uacute;blicas a que se encontra sujeita, sendo pelas fronteiras gregas (com passagem pela Turquia) que entra o maior fluxo de imigra&ccedil;&atilde;o ilegal de Leste para o "Espa&ccedil;o Schengen". E, para tornar mais negro o panorama, importa frisar que uma eficaz vigil&acirc;ncia de fronteiras implica, actualmente, a posse e utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos tecnol&oacute;gicos cada vez mais sofisticados, cujo elevado pre&ccedil;o origina, em termos pr&aacute;ticos, uma quase impossibilidade do respectivo custea-mento por banda da Gr&eacute;cia, atentos os mencionados estrangulamentos financeiros p&uacute;blicos. H&aacute; mesmo quem entenda que, relativamente ao euro e ao "Espa&ccedil;o Schengen", a Gr&eacute;cia "suscita quest&otilde;es fundamentais sobre a sustentabilidade de ambos" (Brady, 2012, pp. 1 e 18-22).</p>     <p>Por outro lado, as posi&ccedil;&otilde;es da <i>Bulg&aacute;ria </i>e da <i>Rom&eacute;nia, </i>no concernente ao "Espa&ccedil;o Schengen", s&atilde;o semelhantes entre si, e ambas t&ecirc;m tido como resultado as mesmas consequ&ecirc;ncias. Tratando-se embora de Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia, e por conseguinte naturais titulares dum direito (ou, mais rigorosamente, dum poder-dever) de perten&ccedil;a ao "Espa&ccedil;o Schengen", t&ecirc;m visto o dito poder-dever ainda n&atilde;o executado. Isto porque tem carecido de aprova&ccedil;&atilde;o uma decis&atilde;o, da competente autoridade, no sentido da aprova&ccedil;&atilde;o do efectivo ingresso (que se encontra assim suspenso) daqueles Estados-Membros no "Espa&ccedil;o Schen-gen". Como raz&atilde;o aponta-se, basicamente, que nenhum dos aludidos Estados-Membros da Uni&atilde;o se encontra em condi&ccedil;&otilde;es de assegurar adequadamente o controlo das respectivas por&ccedil;&otilde;es da fronteira externa do "Espa&ccedil;o Schengen", sendo tal circunst&acirc;ncia devida a generalizados fen&oacute;menos de corrup&ccedil;&atilde;o nas suas fronteiras, para al&eacute;m duma forte influ&ecirc;ncia pol&iacute;tica do crime organizado. Assim foi dito pela Fran&ccedil;a e pela Alemanha, secundados nas suas posi&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas pela &Aacute;ustria, Dinamarca, Su&eacute;cia e Su&iacute;&ccedil;a; embora outros Estados (Pol&oacute;nia, Rep&uacute;blica Checa, Gr&eacute;cia, Let&oacute;nia e Eslov&eacute;nia) tenham contraposto que a Bulg&aacute;ria e a Rom&eacute;nia "tinham seguido fielmente os crit&eacute;rios de ades&atilde;o e n&atilde;o deveriam ser sujeitos depois a novas regras" (Parkes, 2011b, p. 2)<a name="n10"></a><a href="#n_10"><sup>10</sup></a>. Seja como for, e sem necessidade de aprofundar mais, parece poder subscrever-se como certa a afirma&ccedil;&atilde;o de que o alargamento do "Espa&ccedil;o Schengen", afinal, "s&oacute; pode realmente considerar-se um sucesso, caso os Estados que adiram cumpram as suas obriga&ccedil;&otilde;es", o que poder&aacute; parecer um tru&iacute;smo, mas foi em nossa opini&atilde;o bem salientado por Parkes, 2011a, p. 5.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contam-se ademais <i>problemas de ordem financeira, </i>com destaque para as <i>complica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas experimentadas pelos Estados-Membros do "Eu-rogrupo". </i>Com efeito, apesar de n&atilde;o existir total coincid&ecirc;ncia entre os Estados constitutivos do "Espa&ccedil;o Schengen" e os Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia componentes da chamada "Eurozona" (ou "Euro-grupo"), verdade &eacute; que v&aacute;rios Estados Europeus integram simultaneamente uma e outra das referidas realidades. Ora, quase ocioso se torna, atenta a p&uacute;blica e not&oacute;ria "crise da Zona Euro", salientar que alguns Estados-Membros desta Zona, devido &agrave;s severas restri&ccedil;&otilde;es financeiras de que t&ecirc;m sido alvo nos &uacute;ltimos tempos, deparam com acrescidos embara&ccedil;os para poderem canalizar, para o cumprimento das suas obriga&ccedil;&otilde;es decorrentes da perten&ccedil;a ao "Espa&ccedil;o Schengen" (nomeadamente a vigil&acirc;ncia das respectivas por&ccedil;&otilde;es da fronteira externa desse Espa&ccedil;o), os desej&aacute;veis montantes financeiros. Pode dizer-se que, desta perspectiva, o caso da Gr&eacute;cia acaba por aproximar-se do que sucede com outros Estados-Membros financeiramente debilitados, neste momento, pela chamada "crise do Euro", como acontece com Portugal, a Espanha ou a It&aacute;lia.</p>     <p>Um problema complexivo consiste nas <i>perenes quest&otilde;es (ou "eterno" enigma) da Turquia. </i>Colocando-nos num plano mais lato do que a tem&aacute;tica do "Espa&ccedil;o Schengen", conv&eacute;m come&ccedil;ar por salientar que a Turquia apresentou, j&aacute; h&aacute; longo tempo, uma candidatura de ades&atilde;o &agrave; Uni&atilde;o Europeia, que desde ent&atilde;o se manteve, assim demonstrando uma permanente vontade de acesso &agrave; Uni&atilde;o; existe ademais uma vasta comunidade turca num dos principais Estados-Membros da Uni&atilde;o (a Alemanha), o que naturalmente representa um poderoso factor de press&atilde;o sobre este Estado-Membro; por outro lado, a Turquia tem sido um aliado fiel dos Estados Europeus (e portanto tamb&eacute;m da Uni&atilde;o Europeia), como importante pilar da NATO na conturbada regi&atilde;o geogr&aacute;fica onde se insere; ora, todas estas circunst&acirc;ncias apontam num sentido positivo, relativamente &agrave;quela pretens&atilde;o da Turquia; e, caso viesse a consumar-se a ades&atilde;o, a Turquia entraria <i>ipso jure </i>na via do "Espa&ccedil;o Schengen" - j&aacute; que, para efeitos das negocia&ccedil;&otilde;es de ades&atilde;o de novos Estados-Membros &agrave; Uni&atilde;o Europeia, o acervo de Schengen e as demais medidas adoptadas pelas institui&ccedil;&otilde;es no seu &acirc;mbito de aplica&ccedil;&atilde;o entendem-se como sendo um acervo que deve ser aceite na totalidade por todos os Estados candidatos &agrave; ades&atilde;o, por for&ccedil;a do art. 7&deg; do Protocolo (n&deg; 19) Relativo ao Acervo de Schengen Integrado no Âmbito da Uni&atilde;o Europeia. Mas, ainda no respeitante &agrave; tem&aacute;tica duma eventual ades&atilde;o da Turquia &agrave; Uni&atilde;o Europeia, s&eacute;rios obst&aacute;culos ou dificuldades se t&ecirc;m levantado: sem querer hierarquizar ou ordenar, bastar&aacute; referir que a Turquia tem um n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico muito baixo, quando comparado com a m&eacute;dia da Uni&atilde;o; por outro lado, tem uma grande dimens&atilde;o territorial, o que lhe conferiria um forte peso decis&oacute;rio, no seio da Uni&atilde;o (facto que, naturalmente, preocupa sobremaneira os actuais Estados-Membros "grandes" da Uni&atilde;o); e contam-se tamb&eacute;m, como grandes condicionantes, diversidades de cariz religioso, j&aacute; que a maioria populacional da Turquia &eacute; mu&ccedil;ulmana. As negocia&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se assim arrastado por anos, desconhecendo-se ainda qual o seu desfecho: h&aacute; quem qualifique a actual situa&ccedil;&atilde;o da Turquia, face &agrave; respectiva candidatura de ades&atilde;o &agrave; Uni&atilde;o Europeia, como constituindo uma situa&ccedil;&atilde;o de "limbo" (Knaus e Altfuldisch, 2013, p. 2).</p>     <p>No que em particular concerne ao "Espa&ccedil;o Schengen", temem-se essencialmente duas situa&ccedil;&otilde;es, uma respeitante &agrave;s fronteiras e outra &agrave; emigra&ccedil;&atilde;o. De um lado, receia-se uma debilidade de protec&ccedil;&atilde;o das fronteiras da Turquia, se tornadas fronteiras externas da Uni&atilde;o, o que desperta s&eacute;rias apreens&otilde;es, pois a Turquia tem fronteiras terrestres com zonas de enorme instabilidade pol&iacute;tica (S&iacute;ria, Iraque, Ir&atilde;o). De outro lado, receia-se a ocorr&ecirc;ncia de eventuais emigra&ccedil;&otilde;es maci&ccedil;as para o Ocidente Europeu, com todas as inerentes consequ&ecirc;ncias e prov&aacute;veis desequil&iacute;brios; embora haja quem afirme que, no seu desejo de se alinhar pelos padr&otilde;es jur&iacute;dicos de emigra&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o, a Turquia ter&aacute; introduzido, na &uacute;ltima d&eacute;cada, variadas leis e orienta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas conformes &agrave;queles, pesem embora os pontos ainda carentes de reforma em mat&eacute;rias de emigra&ccedil;&atilde;o<a name="n11"></a><a href="#n_11"><sup>11</sup></a>. Certo &eacute; que, seja como for, a import&acirc;ncia do papel da Turquia requer uma aturada pondera&ccedil;&atilde;o por banda das autoridades do "Espa&ccedil;o Schengen"<a name="n12"></a><a href="#n_12"><sup>12</sup></a>.</p>     <p>Terminamos esta curta an&aacute;lise com uma refer&ecirc;ncia a <i>problemas com uma forte componente geogr&aacute;fica: a R&uacute;ssia (pela dimens&atilde;o), </i>bem como <i>Marrocos e Arg&eacute;lia (pela proximidade). </i>Por um lado, e apesar de o tro&ccedil;o de fronteira externa do "Espa&ccedil;o Schengen" com a <i>R&uacute;ssia </i>n&atilde;o ser muito extenso, per-cebe-se com facilidade, caso se tenha em conta a extensa &aacute;rea territorial deste &uacute;ltimo Estado, que as suas rela&ccedil;&otilde;es com o "Espa&ccedil;o Schengen" reclamam particulares aten&ccedil;&otilde;es: em causa encontram-se temas como o pr&oacute;prio passado ainda n&atilde;o muito afastado da R&uacute;ssia, o seu modo tradicional de governa&ccedil;&atilde;o, as diversidades de v&aacute;ria ordem existentes no seu seio, causadoras dum permanente risco de instabilidade pol&iacute;tica, o seu insuficiente desenvolvimento econ&oacute;mico (com o inerente potencial de migra&ccedil;&otilde;es), etc. Para lidar, de modo espec&iacute;fico, com este Estado, a Uni&atilde;o Europeia tem optado por uma pol&iacute;tica de negocia&ccedil;&atilde;o reiterada, materializada em acordos internacionais tendentes a lograr uma certa estabiliza&ccedil;&atilde;o, baseada em vantagens rec&iacute;procas que permitam a mino-ra&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o de tens&otilde;es. H&aacute; quem sublinhe, sem embargo, que tal coopera&ccedil;&atilde;o internacional se tem centrado preferencialmente em aspectos securit&aacute;rios, com alguma secundariza&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es mais directamente concernentes &agrave; liberdade (como a promo&ccedil;&atilde;o da democracia participativa ou da pr&oacute;pria ideia geral de Estado de Direito)<a name="n13"></a><a href="#n_13"><sup>13</sup></a>.</p>     <p>Relativamente a <i>Marrocos, </i>&eacute; motivo de particular preocupa&ccedil;&atilde;o a sua caracterizada proximidade e facilidade de acesso ao "Espa&ccedil;o Schen-gen" (atrav&eacute;s da Espanha), sem esquecer ali&aacute;s a sua fort&iacute;ssima press&atilde;o migrat&oacute;ria rumo a esse Espa&ccedil;o<a name="n14"></a><a href="#n_14"><sup>14</sup></a>; no respeitante &agrave; <i>Arg&eacute;lia, </i>e sem embargo duma menor proximidade (apesar de tudo relevante), verifica-se outrossim um elevado e semelhante tipo de press&atilde;o migrat&oacute;ria<a name="n15"></a><a href="#n_15"><sup>15</sup></a>.</p>     <p><b>5. CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p><i>a)&nbsp;</i>A concep&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o europeia assentou ideologicamente, desde o seu in&iacute;cio, na consecu&ccedil;&atilde;o dum sistema democr&aacute;tico e aberto, significando isto que a <i>liberdade de circula&ccedil;&atilde;o no interior do espa&ccedil;o integrado </i>(nomeadamente a Uni&atilde;o Europeia) representa um eixo central da configura&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio espa&ccedil;o (na circunst&acirc;ncia, e sobretudo, da pr&oacute;pria Uni&atilde;o).</p>     <p><i>b)&nbsp;</i>Ora, a consagra&ccedil;&atilde;o dum espa&ccedil;o sem fronteiras internas, com concomitante asseguramento da livre circula&ccedil;&atilde;o no respectivo seio, implica a exist&ecirc;ncia duma <i>fronteira externa comum.</i></p>     <p><i>c)&nbsp;</i>O talhe dessa fronteira externa suscita particulares e melindrosas dificuldades, destacando-se entre elas a quest&atilde;o da garantia de asse-guramento dum adequado n&iacute;vel de <i>seguran&ccedil;a </i>no interior do espa&ccedil;o integrado.</p>     <p><i>d)&nbsp;</i>Para responder a este circunstancialismo, foi ideado o correntemente chamado <i>"Espa&ccedil;o Schengen", </i>inicialmente edificado entre poucos Estados e ademais razoavelmente homog&eacute;neos, quer do ponto de vista s&oacute;cio-econ&oacute;mico quer dos respectivos interesses na tem&aacute;tica em apre&ccedil;o (Alemanha, Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica, Pa&iacute;ses Baixos e Luxemburgo).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>e)&nbsp;</i>A este grupo inicial vieram juntar-se, com o tempo, variados outros Estados, alguns dos quais, ali&aacute;s, n&atilde;o s&atilde;o sequer membros da Uni&atilde;o Europeia: o conjunto dos Estados do "Espa&ccedil;o Schengen" n&atilde;o coincide inteiramente, por excesso e por defeito, com o conjunto dos Estados-Membros da Uni&atilde;o Europeia.</p>     <p><i>f)&nbsp;</i>O empreendimento do "Espa&ccedil;o Schengen" tem vindo, por&eacute;m, a re-velar-se duma assaz dif&iacute;cil materializa&ccedil;&atilde;o e funcionamento, essencialmente devido &agrave;s incessantes <i>diverg&ecirc;ncias ou disparidades entre Estados envolvidos, </i>por seu turno geradoras da dificuldade de encontrar e gerir uma estrat&eacute;gia comum relativamente &agrave; configura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento do dito Espa&ccedil;o.</p>     <p><i>g)&nbsp;</i>Os interesses, ambi&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias dos Estados envolvidos no "Espa&ccedil;o Schengen" s&atilde;o diversos, variando consoante factores como a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos diversos Estados, a distin&ccedil;&atilde;o entre Estados mais ricos e mais pobres, entre Estados "importadores" de m&atilde;o-de-obra e Estados tendencialmente "exportadores" de m&atilde;o-de-obra, entre Estados mais e menos "fechados" ao exterior, etc., o que se repercute nas respectivas concep&ccedil;&otilde;es profundas quanto ao modelo e sustenta&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio "Espa&ccedil;o Schengen".</p>     <p><i>h)&nbsp;</i>Deste modo, a evolu&ccedil;&atilde;o do "Espa&ccedil;o Schengen", sujeita &agrave;s ilustradas disparidades estaduais, continua a ressentir-se dos inerentes debates e de indefini&ccedil;&otilde;es e inefici&ecirc;ncias pr&aacute;ticas: face &agrave; pl&ecirc;iade de problemas em que se encontra imerso, o "Espa&ccedil;o Schengen" constitui um campo f&eacute;rtil para o combate de ideias e de vontades que entre si dividem os europe&iacute;stas e os euroc&eacute;pticos.</p>     <p><i>i)&nbsp;</i>No fundo, tais incertezas, ambiguidades e contradi&ccedil;&otilde;es nada mais representam, afinal, do que uma r&eacute;plica daquilo que sucede ao n&iacute;vel geral da Uni&atilde;o Europeia, a qual assenta em alicerces frouxos, assim gerando a inexist&ecirc;ncia dum aut&ecirc;ntico <i>animus societatis europensis, </i>capaz de conduzir aos necess&aacute;rios consensos de base geradores de institutos e iniciativas coerentes, abrangentes e s&oacute;lidas.</p>     <p><i>j) </i>Na aus&ecirc;ncia de tais iniciativas, aptas por seu turno a conferir efectiva aplica&ccedil;&atilde;o ao imprescind&iacute;vel princ&iacute;pio da <i>solidariedade, </i>a falta deste ingrediente reflectir-se-&aacute;, com alta probabilidade, numa persistente execu&ccedil;&atilde;o deficiente, quando n&atilde;o mesmo em inexecu&ccedil;&otilde;es mais ou menos grosseiras, do Direito do "Espa&ccedil;o Schengen".</p> <hr>     <p><a name="n_1"></a><a href="#n1"><sup>1</sup></a> Na doutrina, Atak, 2012, p. 132.</p>     <p><a name="n_2"></a><a href="#n2"><sup>2</sup></a> Por todos, Veljanovska, 2012, p. 90.</p>     <p><a name="n_3"></a><a href="#n3"><sup>3</sup></a>&nbsp;Por todos, Veljanovska, 2012, p. 91.</p>     <p><a name="n_4"></a><a href="#n4"><sup>4</sup></a>&nbsp;Por todos, Pascouau, 2011c, p. 1.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="n_5"></a><a href="#n5"><sup>5</sup></a> Sobre o curso detalhado dos mencionados acontecimentos, que suscitaram um intenso debate cuja an&aacute;lise pormenorizada exorbitaria dos nossos prop&oacute;sitos, por todos, Carrera, Guild, Merlino e Parkin, 2011.</p>     <p><a name="n_6"></a><a href="#n6"><sup>6</sup></a>&nbsp;Sobre o percurso do "Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Schengen", Parkin, 2011b e 2011a.</p>     <p><a name="n_7"></a><a href="#n7"><sup>7</sup></a>&nbsp;Por todos e em geral, Brady, 2012, p. 37.</p>     <p><a name="n_8"></a><a href="#n8"><sup>8</sup></a>&nbsp;Acerca do mandado de deten&ccedil;&atilde;o europeu, por exemplo, Carrera, Guild e Her-nanz, 2013.</p>     <p><a name="n_9"></a><a href="#n9"><sup>9</sup></a> Sobre os Estados b&aacute;lticos, neste contexto, Best, 2013, pp. 33-41.</p>     <p><a name="n_10"></a><a href="#n10"><sup>10</sup></a> De resto, h&aacute; quem conteste a aludida incapacidade de controlos fronteiri&ccedil;os, como Ivanoff, 2013, pp. 188-189; especificamente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Rom&eacute;nia, David, 2011, designadamente pp. 25-26.</p>     <p><a name="n_11"></a><a href="#n11"><sup>11</sup></a>&nbsp;Assim, Elitok, 2013, pp. 3 e 4.</p>     <p><a name="n_12"></a><a href="#n12"><sup>12</sup></a>&nbsp;Por todos, Brady, 2012.</p>     <p><a name="n_13"></a><a href="#n13"><sup>13</sup></a>&nbsp;Hern&aacute;ndez i Sagrera e Potemkina, 2013.</p>     <p><a name="n_14"></a><a href="#n14"><sup>14</sup></a>&nbsp;Pelo que especificamente tange a Marrocos, Figueiredo, 2012, pp. 153-175.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="n_15"></a><a href="#n15"><sup>15</sup></a>&nbsp;Sobre Marrocos e a Arg&eacute;lia, Santos, 2013, nomeadamente pp. 95 e 96.</p>  <hr>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Atak, I. (2012). La crise de l'Espace Schengen pendant le printemps arabe: impact sur les droits humains des migrants et des demandeurs d'asile. <i>Revue qu&eacute;b&eacute;coise de droit international, </i>Hors-s&eacute;rie (d&eacute;cembre), 123-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0121-8697201400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Best, M. (2013). The Ethnic Russian Minority: A Problematic Issue in the Baltic States. <i>Verges: Germanic &amp; Slavic Studies in Review, </i>Vol. 2, N. 1, 33-41. Consultado em 14 de Agosto de 2013, em: <a href="http://journals.uvic.ca/index.php/verges/article/download/11634/3698" target="_blank">http://journals.uvic.ca/index.php/verges/article/download/11634/3698</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0121-8697201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brady, H. (2012). Saving Schengen: How to protect passport-free travel in Europe. Centre for European Reform. Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.cer.org.uk/sites/default/files/publications/attachments/pdf/2012/rp_041_km-6422.pdf" target="_blank">http://www.cer.org.uk/sites/default/files/publications/attachments/pdf/2012/rp_041_km-6422.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0121-8697201400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carrera, S., Guild, E., e Hernanz, N. (2013). Europe's most wanted? Recalibrating Trust in the European Arrest Warrant System. <i>CEPS Papers in Liberty and Security in Europe, </i>N. 55. Consultado em 13 de Agosto de 2013, em: <a href="http://aei.pitt.edu/41143/1/No_55_SC%2C_EG_%26_NH_on_the_EAW_final_(revNH)%5b1%5d.pdf" target="_blank">http://aei.pitt.edu/41143/1/No_55_SC%2C_EG_%26_NH_on_the_EAW_final_(revNH)&#91;1&#93;.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0121-8697201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carrera, S., Guild, E., Merlino, M., e Parkin, J. (2011). A Race against Solidarity: The Schengen Regime and the Franco-Italian Affair. <i>CEPS Papers in Liberty and Security in Europe. </i>Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.ceps.be/book/race-against-solidarity-schengen-regime-and-franco-italian-affair" target="_blank">http://www.ceps.be/book/race-against-solidarity-schengen-regime-and-franco-italian-affair</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0121-8697201400020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>David, I. (2011). Freedom of Movement at European Level: Romania and the Schengen Area. <i>Journal of European Studies and International Relations, </i>Vol. 2, N. 1, 24-30. Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://rseri.srpsec.ro/wp-content/uploads/2011/04/FREEDOM-OF-MOVEMENT-ATEUROPEAN-LEVEL-24-30.pdf" target="_blank">http://rseri.srpsec.ro/wp-content/uploads/2011/04/FREEDOM-OF-MOVEMENT-ATEUROPEAN-LEVEL-24-30.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0121-8697201400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elitok, S. P. (2013). Turkey's Negotiations on Migration: One-on-One or One-on-Twenty Seven? <i>IPC: Mercator Policy Briefs. </i>Consultado em 13 de Agosto de 2013, em: <a href="http://ipc.sabanciuniv.edu/en/wp-content/uploads/2013/04/secilelitok_TR_EU_migration.pdf" target="_blank">http://ipc.sabanciuniv.edu/en/wp-content/uploads/2013/04/secilelitok_TR_EU_migration.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0121-8697201400020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, P. (2012). Muros do Mediterr&acirc;neo: Notas sobre a constru&ccedil;&atilde;o de barreiras nas fronteiras de Ceuta e Melilla. <i>Cadernos de Estudos Africanos, </i>N&deg; 22, 153-175. Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://cea.revues.org/pdf/465" target="_blank">http://cea.re-vues.org/pdf/465</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0121-8697201400020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hern&aacute;ndez i Sagrera, R., e Potemkina, O. (2013). Russia and the Common Space on Freedom, Security and Justice. <i>CEPS Papers in Liberty and Security in Europe, </i>N. 54. Consultado em 13 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.ceps.eu/ceps/dld/7768/pdf" target="_blank">http://www.ceps.eu/ceps/dld/7768/pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0121-8697201400020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ivanoff, I. V. (2013). Arbitrariness, Subcategory of the Abuse of Authority, as a Pathological Manifestation of Public Function. <i>Valahia University Law Study: Supplement, </i>Conference Paper Supplement of Valahia University Law Study. T&acirc;rgoviste, Bibliotheca, 188-193&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0121-8697201400020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Knaus, G., e Altfuldisch, C. (2013). The Pivotal Relationship. German Doubts and the Turkish-EU Accession Process. Stiftung Mercator, Istituto Af-fari Internazionali (IAI), Istanbul Policy Center (IPC), Commentary 07. Consultado em 14 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.iai.it/pdf/GTE/GTE_C_07.pdf" target="_blank">http://www.iai.it/pdf/GTE/GTE_C_07.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0121-8697201400020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laureano, A. (2010). Uma poss&iacute;vel 'Importa&ccedil;&atilde;o' da Figura europeia da Coopera&ccedil;&atilde;o Refor&ccedil;ada como Mola impulsionadora do Mercosul?. <i>Cadernos da Escola de Direito e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, </i>N&deg; 13, 468-495. Consultado em 16 de Agosto de 2013, em: <a href="http://apps.unibrasil.com.br/revista/index.php/direito/article/viewFile/440/361" target="_blank">http://apps.unibrasil.com.br/revista/index.php/direito/article/viewFile/440/361</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0121-8697201400020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Machitidze, I. (2012). &laquo;'Lost in Integration': Compromising Immigrant Inclusion for the Sake of Stable Society in the European Union Countries. <i>Journal of Social Sciences, </i>Vol. 1, N. 2, 23-28. Consultado em 14 de Agosto de 2013, em: <a href="http://journal.ibsu.edu.ge/index.php/jss/article/download/372/335" target="_blank">http://journal.ibsu.edu.ge/index.php/jss/article/download/372/335</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0121-8697201400020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicoleta, S., e Camelia-Daniela, H. (2011). The Freedoms of Movement of the Single Market. in Dodescu, A., e Pop, N. Al. (eds. cient.), Pop Cohut, I., e Zmole, C. (eds.): <i>Conference Proceedings "European Integration. New Chal-lenges. </i>Stientific papers to be presented at the 7th ed., Oradea (Romania), May 27-28, 583-587&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0121-8697201400020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parkes, R. (2011a). Germany, the Schengen Crisis and Frontex: A Funny Kind of Pro-Europeanism. ARI N&deg; 99/2011. Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.cidob.org/en/content/download/26790/324252/file/NOTES+ 30_PARKES.pdf" target="_blank">http://www.cidob.org/en/content/download/26790/324252/file/NOTES+ 30_PARKES.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0121-8697201400020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Parkes, R. (2011b). Punitive European Policy: A View from the North. <i>Notes internacionals CIDOB, </i>N&deg; 30. Consultado em 15 de Agosto de 2013, em: <a href="http://www.cidob.org/en/content/download/26790/324252/file/NOTES+30_PARKES.pdf" target="_blank">http://www.cidob.org/en/content/download/26790/324252/file/NO-TES+30_PARKES.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0121-8697201400020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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