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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[NÍSIA FLORESTA: O CONHECIMENTO COMO FONTE DE EMANCIPAÇÃO E A FORMAÇÃO DA CIDADANIA FEMININA]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents Nísia Floresta's life and work, her influence on the educational practice in the nineteenth century and the impact of her proposals today. She represents the female emancipation through knowledge and denounced the injustices imposed on women at that time. Her debates articulated dialogue between European ideas and the Brazilian context. Her critical verve allowed to examine the world, not as something given but as a place of disclosures, review the education practice and resent about it, showing the place assigned to women, and consequently she stated her viewpoint about how that would be possible to be transformed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <font size="2" face="verdana"> </font>     <p align="center"><font size="4" face="verdana"><b>N&Iacute;SIA FLORESTA: O CONHECIMENTO COMO FONTE DE  EMANCIPA&Ccedil;&Atilde;O    <br> E A FORMA&Ccedil;&Atilde;O DA CIDADANIA FEMININA</b><a href="#pie1" name="spie1"><sup>1</sup></a> </font></p>     <p align="center"><font size="4" face="verdana"><b>N&Iacute;SIA FLORESTA: KNOWLEDGE AS A SOURCE OF EMANCIPATION    <br>  IN THE FEMALE  CITIZENSHIP TRAINING</b></font></p>      <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>Dra. Cleide Rita Silv&eacute;rio de Almeida</b><a href="#pie2" name="spie2"><sup>2</sup></a>     <br>   <i>Universidade  Nove de Julho &ndash; UNINOVE, S&atilde;o Paulo, Brasil</i>    <br>     <a href="mailto:calmeida@uninove.br"><i>calmeida@uninove.br</i></a></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>Dra. Elaine Teresinha Dal Mas Dias</b><a href="#pie3" name="spie3"><sup>3</sup></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>Universidade Nove de Julho &ndash; UNINOVE, S&atilde;o Paulo, Brasil </i>    <br>     <a href="mailto:elaine.mas@uninove.br"><i>elaine.mas@uninove.br</i></a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recepci&oacute;n: 26/07/2009     <br>   Evaluaci&oacute;n: 29/09/2009     <br>   Aceptaci&oacute;n: 08/10/2009     <br>   Articulo de Reflexi&oacute;n</font></p> <hr size="1">     <blockquote>       <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO </b></font></p>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Este artigo apresenta vida e obra  de N&iacute;sia Floresta, a influ&ecirc;ncia de sua pr&aacute;tica educativa no s&eacute;culo XIX e a  repercuss&atilde;o de suas proposi&ccedil;&otilde;es na atualidade. Resgatar sua mem&oacute;ria e divulg&aacute;  la &eacute; uma tarefa pol&iacute;tica, pois traz &agrave; luz uma identidade caleisdosc&oacute;pica que  interferiu, educacionalmente, em sua &eacute;poca. Consci&ecirc;ncia antecipadora delineou a  emancipa&ccedil;&atilde;o feminina pela via do conhecimento e denunciou as injusti&ccedil;as  impostas &agrave;s mulheres. Educada e de grande erudi&ccedil;&atilde;o, captou os debates tecidos  em seu tempo e articulou di&aacute;logos entre as id&eacute;ias europ&eacute;ias e o contexto  brasileiro. Sua verve cr&iacute;tica permitiu analisar o mundo, n&atilde;o como algo dado,  mas como um lugar de desvelamentos, analisar a educa&ccedil;&atilde;o e indignar-se com ela,  ver o lugar destinado &agrave; mulher e escrever sobre como seria poss&iacute;vel  transform&aacute;-lo. </font></p>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b>Palabras clave</b>: <i>Educa&ccedil;&atilde;o;  Conhecimento; Emancipa&ccedil;&atilde;o; Inclus&atilde;o.</i></font></p> </blockquote> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p align="center"> <font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT </b></font></p>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana">This article presents N&iacute;sia Floresta&#39;s life and work, her influence on  the educational practice in the nineteenth century and the impact of her  proposals today. She represents the female emancipation through knowledge and  denounced the injustices imposed on women at that time. Her debates articulated  dialogue between European ideas and the Brazilian context. Her critical verve  allowed to examine the world, not as something given but as a place of  disclosures, review the education practice and resent about it, showing the  place assigned to women, and consequently she stated her viewpoint about how  that would be possible to be transformed. </font></p>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b><i>Education,  Knowledge, Emancipation, Inclusion</i>.</font></p> </blockquote> <hr size="1">     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Apresentar N&iacute;sia Floresta Brasileira Augusta ou Dion&iacute;sia Gon&ccedil;alves Pinto  ou, simplesmente, N&iacute;sia Floresta significa lembrar a import&acirc;ncia e o  significado de uma mulher que se destacou pela consci&ecirc;ncia antecipadora,  influenciou a pr&aacute;tica educacional no final do s&eacute;culo XIX, impulsionou a  emancipa&ccedil;&atilde;o feminina pela via do conhecimento e denunciou as injusti&ccedil;as a que  eram submetidos escravos e &iacute;ndios em territ&oacute;rio brasileiro. Iluminar sua  mem&oacute;ria e sua obra, seus projetos e suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tarefas de cunho pol&iacute;tico,  pois evidencia uma personalidade que influenciou sua &eacute;poca e construiu uma  identidade caleidosc&oacute;pica no desempenho das fun&ccedil;&otilde;es de filha, m&atilde;e, esposa,  escritora, educadora, poetisa, tradutora e jornalista, ao longo de 75 anos de  exist&ecirc;ncia. Viveu nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio Grande do  Sul e Rio de Janeiro, e visitou Portugal, It&aacute;lia, Alemanha, Gr&eacute;cia, Inglaterra  e Fran&ccedil;a, onde passou a maior parte de sua vida. O deslocamento por uma  pluralidade de lugares ajudou a construir uma pessoa aberta e arrojada que  rompeu os limites do lugar social e educacional destinado &agrave; mulher, ultrapassou  o anonimato, desenvolveu uma ampla cultura, exp&ocirc;s suas id&eacute;ias e clamou por  respeito. Educada e de grande erudi&ccedil;&atilde;o captou os debates tecidos em seu tempo,  mostrando sua capacidade de articular e estabelecer di&aacute;logos entre as id&eacute;ias  europ&eacute;ias e o contexto brasileiro, tanto em sua produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria quanto em  sua vida. Expressou sua forma de pensar e sua experi&ecirc;ncia em uma obra  consistente traduzida e publicada em diversas l&iacute;nguas. Movimentou seu nome e  seus pseud&ocirc;nimos em uma complexa trama de rela&ccedil;&otilde;es sociais, hist&oacute;ricas,  familiares e afetivas, que revelavam uma individualidade marcante envolvida por  uma multiplicidade de eus. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Para entendermos o sentido das den&uacute;ncias e reivindica&ccedil;&otilde;es de N&iacute;sia  Floresta &eacute; importante relembrar as condi&ccedil;&otilde;es em que viviam as mulheres no  s&eacute;culo XIX: fundamentalmente num contexto de reclus&atilde;o, em que a casa era o  espa&ccedil;o de viv&ecirc;ncia e conviv&ecirc;ncia. Eram educadas para o casamento, a maternidade  e o respeito e aquiesc&ecirc;ncia aos pais e maridos. As janelas das resid&ecirc;ncias  abriam perspectivas ao mundo exterior, desde que usadas com discri&ccedil;&atilde;o,  evitando-se grande exposi&ccedil;&atilde;o. Nessa cultura de submiss&atilde;o, as uni&otilde;es matrimoniais  eram acordadas entre os pais dos futuros noivos e, muitas vezes, baseadas em  crit&eacute;rios de conveni&ecirc;ncia. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f01.jpg" width="168" height="219">    <br> N&iacute;sia Floresta </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Ao caminhar a contrapelo N&iacute;sia Floresta deu voz aos vencidos e ao narrar  suas experi&ecirc;ncias, id&eacute;ias e viagens, deixou seu registro &quot;como &agrave; tigela de  barro a marca das m&atilde;os do oleiro.&quot;<a href="#pie4" name="spie4"><sup>4</sup></a>&nbsp;Na tarefa de apresentar o percurso da  educadora, optamos por apresentar na primeira parte, o <i>Contexto de Inser&ccedil;&atilde;o</i>,  mostrando onde e de que modo viveu a autora, detalhando os movimentos sociais e  pol&iacute;ticos nacionais travados &agrave; &eacute;poca; na segunda, em a <i>Hist&oacute;ria de uma  brasileira</i>, descrevemos sua vida e obra; e na terceira, retratamos seus <i>Sonhos  educacionais</i>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f02.jpg" width="263" height="167">    <br> Fonte: IBGE, 2005. Munic&iacute;pio de N&iacute;sia  Floresta em destaque </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b>1. Contexto de  Inser&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia Floresta ou Dion&iacute;sia Gon&ccedil;alves Pinto, nome que consta do Assento  de Batismo da Igreja de Nossa Senhora do &Oacute;, nasceu em 12 de outubro de 1810, no  s&iacute;tio Floresta, localizado no munic&iacute;pio de Vila de Papary. Filha do advogado portugu&ecirc;s  Dioniso Gon&ccedil;alves Pinto, chegado ao Brasil no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, e da  brasileira Ant&ocirc;nia Clara Freire, descendente de uma das principais fam&iacute;lias da  regi&atilde;o. A comarca de Papary, elevada &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de cidade e sede municipal no  ano de 1890, dista 37 km de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte,  regi&atilde;o nordeste do Brasil, compreendendo uma &aacute;rea territorial de 306 km2. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A economia do  povoado &agrave; &eacute;poca era parcamente impulsionada pela pesca e pela agricultura,  determinando um atraso sociocultural gritante. A precariedade educacional se  mostrava pela aus&ecirc;ncia de escolas. A instru&ccedil;&atilde;o era oferecida a um n&uacute;mero  reduzido de crian&ccedil;as e exclusivamente pelas ordens religiosas instaladas na  regi&atilde;o. Aos meninos privilegiava-se o ensino da leitura, escrita e a realiza&ccedil;&atilde;o  das opera&ccedil;&otilde;es aritm&eacute;ticas b&aacute;sicas e &agrave;s meninas, os trabalhos manuais. Embora o  acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o fosse limitado, a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aceitava passiva os descasos  de Portugal e a insatisfa&ccedil;&atilde;o se revelava nos movimentos revolucion&aacute;rios e nas agita&ccedil;&otilde;es  populares. As insurrei&ccedil;&otilde;es foram frequentes durante a estada da fam&iacute;lia real  portuguesa no Brasil, entre os anos de 1808 &ndash; 1821, e o Segundo Imp&eacute;rio<a href="#pie5" name="spie5"><sup>5</sup></a>. O destaque de alguns desses movimentos &eacute;  importante por terem influenciado a vida de N&iacute;sia Floresta, como se ver&aacute;  adiante. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A Revolu&ccedil;&atilde;o Pernambucana ocorreu em 1817, como  resultado da insatisfa&ccedil;&atilde;o dos habitantes da regi&atilde;o nordeste que arcavam com o  &ocirc;nus de sustentar a Corte instalada no centro-sul do pa&iacute;s, na cidade do Rio de  Janeiro; e da pol&iacute;tica de favorecimento de D. Jo&atilde;o ao militares portugueses em  detrimento dos brasileiros, que se viam em desvantagem diante das novas tropas  trazidas de Portugal com a finalidade de fortificar as cidades fronteiri&ccedil;as do  norte. Esses oficiais recebiam os melhores postos e o soldo era maior, fato que  determinou aumento maior dos impostos, pois cabia &agrave; Col&ocirc;nia a manuten&ccedil;&atilde;o das  despesas e os gastos das campanhas. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"> <img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f03.jpg" width="265" height="160">    <br>Fonte:  <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/revo" target="_blank">www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/revo </a></font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f04.jpg" width="266" height="149"><font size="2" face="verdana">    <br>Fonte: <a href="http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/revo" target="_blank">www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/revo </a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">O sentimento de  contrariedade era forte na mais antiga &aacute;rea de coloniza&ccedil;&atilde;o brasileira,  especialmente por ter sido muito afetada pela crise das produ&ccedil;&otilde;es a&ccedil;ucareira e  algodoeira e pela seca de 1816. O desejo de independ&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o era  profundo e recorrente. Em Recife, capital da prov&iacute;ncia de Pernambuco e um dos  principais portos da regi&atilde;o, o desagrado era intenso e havia uma compreens&atilde;o  generalizada de que os portugueses exploravam e oprimiam os pernambucanos. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Em 1821, iniciou-se um novo movimento emancipacionista, quando foi  organizada a Junta Constitucionalista. Nessa &eacute;poca, era poss&iacute;vel encontrar na  regi&atilde;o uma s&eacute;rie de elementos ainda relacionados com a subleva&ccedil;&atilde;o de 1817. As  id&eacute;ias liberais foram introduzidas no Brasil por viajantes estrangeiros, por  livros e outras publica&ccedil;&otilde;es que chegavam e incendiavam o sentimento de revolta.  Em raz&atilde;o dos descontentamentos generalizados D. Pedro proclama a independ&ecirc;ncia,  em 1822, mas os movimentos insurgentes n&atilde;o cessaram. Destacaram-se a  Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador, a Cabanagem, a Balaiada, a Guerra dos Farrapos e a  Sabinada. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador, proclamada em 2 de junho de 1824, contou com  a participa&ccedil;&atilde;o de diversos segmentos sociais. O car&aacute;ter separatista do  movimento pretendia negar a centraliza&ccedil;&atilde;o e o autoritarismo que marcavam a  organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileira. As demais prov&iacute;ncias do nordeste viviam situa&ccedil;&atilde;o  semelhante. Cabanagem, nome dado ao movimento que ocorreu na prov&iacute;ncia do  Gr&atilde;o-Par&aacute;, entre 1835 e 1840, pode ser vista como um prosseguimento da Guerra  da Independ&ecirc;ncia na regi&atilde;o e considerado o mais not&aacute;vel movimento popular do  Brasil, por ter sido o &uacute;nico em que as camadas inferiores da popula&ccedil;&atilde;o  conseguiram ocupar o poder de toda uma prov&iacute;ncia com certa estabilidade. A  Independ&ecirc;ncia n&atilde;o provocara mudan&ccedil;as na estrutura econ&ocirc;mica nem modificara as  p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es em que vivia a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o. Dispersos  pelo interior e nos arredores de Bel&eacute;m, encontravam-se marginalizados e em  condi&ccedil;&otilde;es miser&aacute;veis, amontoados em cabanas &agrave; beira dos rios e igarap&eacute;s e nas  in&uacute;meras ilhas do estu&aacute;rio do rio Amazonas. Essa popula&ccedil;&atilde;o, conhecida como &quot;cabanos,&quot;  era usada como m&atilde;o-de-obra em regime de semi-escravid&atilde;o, pela economia  regional. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A Prov&iacute;ncia do Maranh&atilde;o, entre 1838 e 1841, foi abalada por in&uacute;meros  levantes que receberam o nome geral de Balaiada, porque um dos seus l&iacute;deres,  Manuel Francisco dos Anjos, fabricante e vendedor de balaios, era conhecido  pelo apelido de &quot;Balaio&quot;. Na &eacute;poca, a popula&ccedil;&atilde;o total maranhense contava  aproximadamente com 200 mil habitantes, dos quais 90 mil eram escravos. O  reconhecimento da Independ&ecirc;ncia, tanto no Maranh&atilde;o quanto no Gr&atilde;o-Par&aacute;, n&atilde;o se  fizera de modo pac&iacute;fico; ao contr&aacute;rio, provocara conflitos entre colonos e  portugueses, possibilitando que a massa de trabalhadores, formada pelas camadas  mais pobres da sociedade, pegasse em armas por continuar marginalizada. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A Independ&ecirc;ncia oficial sedimentou uma estrutura econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica  herdada da Col&ocirc;nia, adotando um centralismo autorit&aacute;rio que pressionava o  sistema pol&iacute;tico das prov&iacute;ncias e pouco alterando a situa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. A  inviabilidade de democratiza&ccedil;&atilde;o e a insist&ecirc;ncia na manuten&ccedil;&atilde;o da escravid&atilde;o  fizeram aflorar todo o anacronismo do Estado brasileiro, provocando v&aacute;rias  rea&ccedil;&otilde;es, especialmente no Rio Grande do Sul e na Bahia. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A Guerra dos Farrapos foi a mais duradoura, complexa, violenta e efetiva  guerra de todas as que abalaram a Reg&ecirc;ncia. Foi uma revolta econ&ocirc;mica provocada  pela centraliza&ccedil;&atilde;o do poder imperial. Iniciou-se no dia 20 de setembro de 1835  e terminou em 28 de fevereiro de 1845. Alguns historiadores dividem a guerra em  tr&ecirc;s fases: a primeira, de setembro de 1835 a setembro de 1836, a da separa&ccedil;&atilde;o;  a segunda, de 1836 a 1843, fase de rebeli&atilde;o, e a fase de reintegra&ccedil;&atilde;o do Rio  Grande do Sul. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A ren&uacute;ncia do Regente Feij&oacute; recrudesceu a insatisfa&ccedil;&atilde;o entre os  militares e ma&ccedil;ons da Prov&iacute;ncia baiana, em 1837. O processo de instabilidade  pelo qual passava a Bahia, culminou com o in&iacute;cio da Sabinada, revolta liderada  pelo m&eacute;dico Francisco Sabino &Aacute;lvares da Rocha Vieira. Ao contr&aacute;rio de outros  movimentos do Per&iacute;odo Regencial, n&atilde;o mobilizou as camadas menos favorecidas nem  conseguiu a ades&atilde;o das elites provincianas, sobretudo dos grandes propriet&aacute;rios  de escravos e de terras do Rec&ocirc;ncavo. Por fim, em 1842, eclode a Revolu&ccedil;&atilde;o  Liberal em S&atilde;o Paulo e Minas Gerais. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Todos esses movimentos influenciaram e forjaram, direta ou  indiretamente, o car&aacute;ter de uma das mulheres mais inteligentes e inovadoras do  s&eacute;culo XIX, como comprovam sua luta pela igualdade feminina, pela aboli&ccedil;&atilde;o da  escravatura, pela liberdade de cultos, as den&uacute;ncias contra o preconceito e  contra o autoritarismo, e por seu trabalho como educadora. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b>2. A Hist&oacute;ria de  Uma Brasileira </b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia Floresta foi uma mulher capaz de desmembrar-se em tantos quantos  foram seus pseud&ocirc;nimos, n&atilde;o apenas como nomes simb&oacute;licos, mas tamb&eacute;m como nomes  que representavam, denunciavam e lutavam contra as injusti&ccedil;as e,  principalmente, pela educa&ccedil;&atilde;o &agrave; &eacute;poca do imp&eacute;rio e depois dele. Dion&iacute;sia viveu  sua primeira inf&acirc;ncia no s&iacute;tio Floresta, extensa propriedade que,  aparentemente, ocupava o territ&oacute;rio onde hoje se situam duas cidades. Os  in&uacute;meros movimentos revolucion&aacute;rios espalhados pelo nordeste foram os  promotores de muitas das transfer&ecirc;ncias de resid&ecirc;ncia da fam&iacute;lia Gon&ccedil;alves  Pinto. A primeira delas ocorreu no ano de 1817, para a cidade de Goiana,  importante centro cultural no interior do estado de Pernambuco, onde as jovens  pertencentes a fam&iacute;lias pr&oacute;speras iniciavam seus estudos. Ap&oacute;s dois anos todos  retornam a Floresta. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">Como portugu&ecirc;s, o pai de Dion&iacute;sia foi por vezes perseguido porque os  brasileiros se sentiam desprestigiados e desvalorizados diante dos lusitanos.  Estas experi&ecirc;ncias deram a Dion&iacute;sia os primeiros vislumbres dos ideais liberais  e republicanos. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Aos treze anos de idade, em 1823, casa-se com Manuel Alexandre Seabra de  Melo, dono de grande extens&atilde;o de terras. O matrim&ocirc;nio ter&aacute; a dura&ccedil;&atilde;o de apenas  alguns meses; esse fato e o retorno &agrave; casa dos pais trar&atilde;o muitos  aborrecimentos &agrave; educadora, tanto pelo julgamento preconceituoso ao qual estar&aacute;  sujeita, quanto pela insist&ecirc;ncia do marido em faz&ecirc;-la retornar ao lar do casal. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Novos conflitos obrigam Dion&iacute;sio G. Pinto a se mudar com os parentes e  desta vez a retirada de Floresta &eacute; definitiva. Transfere-se para Olinda, onde  passa a exercer sua profiss&atilde;o, sobressaindo-se na defesa de causas que o punham  contra os poderosos da cidade. Tal fato foi determinante contra sua vida e, na  noite de 17 de agosto de 1828, &eacute; assassinado no retorno para casa. Dentre os  v&aacute;rios epis&oacute;dios significativos que auxiliaram a configura&ccedil;&atilde;o da personalidade  de Dion&iacute;sia, este &eacute; um dos mais marcantes. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f05.jpg" width="180" height="208">    <br>N&iacute;sia  Floresta </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Ainda em 1828,  enamora-se de Manuel Augusto de Faria Rocha - estudante de direito da Academia  de Olinda &ndash; com o qual passa a conviver maritalmente, desencadeando, no  primeiro companheiro, rea&ccedil;&otilde;es ainda mais adversas e profundas. O nascimento de  L&iacute;via Augusta de Faria Rocha, em 12 de janeiro de 1830, sedimenta a rela&ccedil;&atilde;o. O  encontro de Dion&iacute;sia com as letras data de 1831, ainda no estado de Pernambuco,  como colaboradora do jornal <i>Espelho das Brasileiras</i>, na produ&ccedil;&atilde;o de  artigos que tratavam da condi&ccedil;&atilde;o da mulher nas culturas antigas. Nesse mesmo  ano, nasce seu segundo filho, morto precocemente. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">No ano de 1831, despontam a escritora e a educadora N&iacute;sia Floresta  Brasileira Augusta, que lutar&aacute; durante toda a exist&ecirc;ncia contra as injusti&ccedil;as,  as discrimina&ccedil;&otilde;es, os desmandos e as barb&aacute;ries dirigidos aos menos favorecidos.  O lan&ccedil;amento da tradu&ccedil;&atilde;o livre do livro <i>Direitos das Mulheres e Injusti&ccedil;a  dos Homens</i>, de Mary Wollstoncraft, marca o in&iacute;cio da trajet&oacute;ria liter&aacute;ria.  A escolha dessa obra n&atilde;o foi aleat&oacute;ria, pois nele se encontram questionamentos  acerca da alegada incapacidade feminina para as ci&ecirc;ncias e a import&acirc;ncia da  educa&ccedil;&atilde;o, como se depreende de suas palavras: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Toda diferen&ccedil;a, pois, vem da educa&ccedil;&atilde;o, do exerc&iacute;cio e da impress&atilde;o dos  objetos externos, que nos cercam nas diversas circunst&acirc;ncias da vida. &#91;...&#93; O  pretexto que eles alegam &eacute; que o estudo e as ci&ecirc;ncias nos tornariam altivas e  viciosas; mas este pretexto &eacute; t&atilde;o desprez&iacute;vel e extravagante e bem digno do seu  modo de obrar </i><a href="#pie6" name="spie6"><sup>6</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, curiosamente estados que se  localizam nos extremos continentais do pa&iacute;s, marcam aspectos de vida e de morte  de N&iacute;sia. Porto Alegre ser&aacute;, em 1833, a nova morada do casal N&iacute;sia e Manuel, da  filha e do filho Augusto Am&eacute;rico, nascido na primeira quinzena de janeiro. Ap&oacute;s  oito meses da mudan&ccedil;a da fam&iacute;lia, repentinamente, morre Manuel Augusto no dia  29 de agosto. Nessa cidade, em que viver&aacute; por mais quatro anos com os filhos, a  m&atilde;e e as irm&atilde;s, surgem as primeiras descri&ccedil;&otilde;es formais da educadora e feminista,  como diretora de col&eacute;gio e defensora da emancipa&ccedil;&atilde;o da mulher. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">O movimento revolucion&aacute;rio ga&uacute;cho &eacute; respons&aacute;vel por nova transfer&ecirc;ncia  de cidade, agora para o Rio de Janeiro. Logo depois de se instalar, N&iacute;sia  comunica &agrave; sociedade carioca pelo Jornal do Com&eacute;rcio de 31 de janeiro de 1838,  a inaugura&ccedil;&atilde;o de seu estabelecimento de ensino nomeado Col&eacute;gio Augusto. Em suas  palavras: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>D. N&iacute;sia Floresta Brasileira Augusta tem a honra de participar ao  respeit&aacute;vel p&uacute;blico que ela pretende abrir no dia 15 de fevereiro pr&oacute;ximo, na  rua Direita n&uacute;mero 164, um col&eacute;gio de educa&ccedil;&atilde;o para meninas, no qual, al&eacute;m de  ler, escrever, contar, coser, bordar, marcar e tudo o mais que toca &agrave; educa&ccedil;&atilde;o  dom&eacute;stica de uma menina, ensinar-se-&aacute; a gram&aacute;tica da l&iacute;ngua nacional por um  m&eacute;todo f&aacute;cil, o franc&ecirc;s, o italiano, e os princ&iacute;pios mais gerais da geografia.  Haver&atilde;o igualmente neste col&eacute;gio mestres de m&uacute;sica e dan&ccedil;a. Recebem-se alunas  internas e externas. A diretora, que h&aacute; quatro anos se emprega nesta ocupa&ccedil;&atilde;o,  dispensa-se de entreter o respeit&aacute;vel p&uacute;blico com promessas no desempenho dos  seus deveres, aguardando ocasi&atilde;o em que possa praticamente mostrar aos pais de  fam&iacute;lia que a honrarem com a sua confian&ccedil;a, pelos prontos progressos de suas  filhas, que ela n&atilde;o &eacute; indigna da &aacute;rdua tarefa que sobre si toma. &#91;...&#93; </i><a href="#pie7" name="spie7"><sup>7</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O texto de N&iacute;sia Floresta detalha com min&uacute;cias as atividades  educacionais que seriam desenvolvidas no futuro Col&eacute;gio. Esses argumentos  talvez fossem necess&aacute;rios para o convencimento das fam&iacute;lias sobre a import&acirc;ncia  da educa&ccedil;&atilde;o das meninas. Competindo com escolas dirigidas por estrangeiros,  propunha-se a alavancar o conhecimento oferecido &agrave;s jovens. &quot;A pedagogia  nisiana partia do pressuposto de que a mulher merecia um ensino mais profundo,  com o conhecimento de mat&eacute;rias at&eacute; ent&atilde;o reservadas aos homens, como o latim,  por exemplo.&quot;<a href="#pie8" name="spie8"><sup>8</sup></a> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Considerado pol&ecirc;mico, o Col&eacute;gio inovava ao introduzir o estudo de  l&iacute;nguas vivas e conhecimentos gerais, pois at&eacute; ent&atilde;o, na grande maioria dos  institutos de educa&ccedil;&atilde;o femininos, predominava a <i>educa&ccedil;&atilde;o da agulha</i> voltada para o ensino de prendas dom&eacute;sticas, no&ccedil;&otilde;es rudimentares de matem&aacute;tica  e o ensino superficial do portugu&ecirc;s. E incentivar a pr&aacute;tica de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica,  condenar o uso do espartilho e limitar o n&uacute;mero de alunas por turma, como forma  de garantir a qualidade do ensino. Nota-se neste item a preocupa&ccedil;&atilde;o e a vis&atilde;o precursora  de N&iacute;sia. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O segundo livro da autora &ndash; <i>Conselhos &agrave; minha filha</i> &ndash;, presente a  L&iacute;via em seu 12&ordm; anivers&aacute;rio, &eacute; publicado em 1842. Em 1847, mais tr&ecirc;s  publica&ccedil;&otilde;es ocorrem: <i>Daciz </i>ou <i>A jovem Completa</i> que dirigiu a  alunas de suas escolas;<i> Fany</i> ou <i>O Modelo das Donzelas</i>, cujo  conte&uacute;do reunia as qualidades desejadas em uma jovem; <i>Discurso que &agrave;s suas  educandas dirigiu N&iacute;sia Floresta Brasileira Augusta</i>. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">&Eacute; significativa a rela&ccedil;&atilde;o de trabalhos em prosa e em verso produzidos  por N&iacute;sia e publicados no Brasil e na Europa, mas, conforme seus bi&oacute;grafos, s&atilde;o  dif&iacute;ceis de serem localizados, seja porque se perderam, porque a autora  assinava por interm&eacute;dio de pseud&ocirc;nimos ou porque simplesmente n&atilde;o os assinava. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia empreende viagem para Europa, em 184<a href="#pie9" name="spie9"><sup>9</sup></a>, com o intuito de cuidar da  sa&uacute;de da filha que sofrera um acidente, caindo do cavalo. Este fato, para  muitos, serviu de pretexto para a aus&ecirc;ncia prolongada no exterior, dada &agrave;  influ&ecirc;ncia considerada desabonadora de uma educadora abolicionista, republicana  e feminista, que pregava a independ&ecirc;ncia da mulher. Era quase geral a opini&atilde;o  de &quot;que a instru&ccedil;&atilde;o intelectual era in&uacute;til, quando n&atilde;o prejudicial, &agrave;s  meninas.&quot; 9 A estada na Europa  serviu tamb&eacute;m para que N&iacute;sia aumentasse sua cultura e seu conhecimento. Ao  entrar em contato com as teorias positivistas, inicia sua participa&ccedil;&atilde;o no curso  de Hist&oacute;ria Geral da Humanidade, ministrada por Augusto Comte. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">No retorno ao Brasil em 1852, permite a publica&ccedil;&atilde;o do <i>Op&uacute;sculo  Humanit&aacute;rio</i>, no ano seguinte, livro que trata especialmente da educa&ccedil;&atilde;o  feminina e condena os enganos cometidos nesta condu&ccedil;&atilde;o; desenvolve tamb&eacute;m  conceitos e pensamentos doutrin&aacute;rios, reafirmando sua luta contra a  discrimina&ccedil;&atilde;o. Na mesma esteira edita <i>A mulher</i> (1857), denunciando a  forma&ccedil;&atilde;o educacional dispensada &agrave;s meninas. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s dezessete anos de funcionamento, o Col&eacute;gio Augusto &eacute; fechado, data  que coincide com a nova partida de N&iacute;sia para Europa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">Em seu novo regresso ao Brasil, e passados muitos anos, alguns fatos  importantes que fizeram parte de suas reivindica&ccedil;&otilde;es aguardavam-na: a campanha  abolicionista, o movimento republicano, o primeiro recenseamento. Contudo,  estes n&atilde;o foram suficientes para mant&ecirc;-la em territ&oacute;rio brasileiro. Depois de  dois anos, parte definitivamente, fixando resid&ecirc;ncia em Rouen, na Fran&ccedil;a. Em  1878, publica seu &uacute;ltimo trabalho &ndash; <i>Fragments d&#39;um ouvrage in&egrave;dit: notes  biographiques</i> - dedicado &agrave; irm&atilde; Clara. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Em 24 de abril de 1885, idosa e doente, N&iacute;sia Floresta Brasileira  Augusta morre acometida por uma pneumonia. Em 23 de dezembro de 1948, o  munic&iacute;pio de Papari tem seu nome trocado por N&iacute;sia Floresta. O translado de seu  corpo s&oacute; ocorrer&aacute; em 1954. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><b>3. Os Sonhos  Educacionais de uma Brasileira </b> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O panorama educacional brasileiro come&ccedil;a a sofrer modifica&ccedil;&otilde;es com a  instala&ccedil;&atilde;o da Corte Real no Brasil e passam a residir aqui professoras  portuguesas e francesas que iniciam a escolariza&ccedil;&atilde;o das brasileiras abastadas.  O ensino prim&aacute;rio gratuito e para todos s&oacute; ser&aacute; estabelecido ap&oacute;s a  Independ&ecirc;ncia. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A educa&ccedil;&atilde;o das meninas sustentava-se na religi&atilde;o e na moral, valorizando  o papel e a fun&ccedil;&atilde;o de esposa e m&atilde;e, firmando a imagem de docilidade, fraqueza,  meiguice e, fundamentalmente, de dependente. As ci&ecirc;ncias eram vistas como  in&uacute;teis &agrave;s mulheres. N&iacute;sia considerava que, </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Se cada homem, em particular, fosse obrigado a declarar o que sente a  respeito de nosso sexo, encontrar&iacute;amos todos de acordo em dizer que n&oacute;s  nascemos para seu uso, que n&atilde;o somos pr&oacute;prias sen&atilde;o para procriar e nutrir  nossos filhos na inf&acirc;ncia, reger uma casa, servir, obedecer e aprazer aos  nossos amos, isto &eacute;, a eles homens.</i><a href="#pie10" name="spie10"><sup>10</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Era consenso que o  letramento proporcionaria &agrave; inf&acirc;ncia feminina entretenimento inadequado. N&iacute;sia  Floresta acreditava, contudo, que a &quot;virtude e a felicidade s&atilde;o t&atilde;o  indispens&aacute;veis na vida privada como na p&uacute;blica, e a ci&ecirc;ncia &eacute; um meio  necess&aacute;rio para se alcan&ccedil;ar uma e outra&quot;<a href="#pie11" name="spie11"><sup>11</sup></a>, n&atilde;o sendo, apenas, os  trabalhos dom&eacute;sticos e manuais as &uacute;nicas ocupa&ccedil;&otilde;es aos quais as mulheres  deveriam dedicar-se. Para a autora, a sustenta&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas tinha o aval  de educadores do cunho de J. J. Rousseau, que aconselhavam o gosto pelo adorno  e o embelezamento do corpo para obterem a subjuga&ccedil;&atilde;o masculina. &quot;Todos os que  t&ecirc;m escrito sobre a educa&ccedil;&atilde;o da mulher, pregando t&atilde;o err&ocirc;neas doutrinas e  considerando-a debaixo do ponto de vista puramente material, n&atilde;o t&ecirc;m feito mais  do que tirar-lhe toda a dignidade de sua natureza&quot;<a href="#pie12" name="spie12"><sup>12</sup></a>. As seguidoras de  tais proposi&ccedil;&otilde;es eram veementemente criticadas pela educadora, que as  considerava mais entregues ao imp&eacute;rio dos sentidos do que ao da raz&atilde;o. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O propalado <i>sexo fr&aacute;gil</i> servia de justificativa para afastar as  meninas do conhecimento. Discutindo e contrapondo-se a essa id&eacute;ia, N&iacute;sia  argumenta que o fato de a mulher apresentar um corpo menos robusto que o homem  necessitava mais do intelecto para o cumprimento de suas fun&ccedil;&otilde;es maternas e  matrimoniais. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">No s&eacute;culo XIX, individualidade e a mobilidade social apresentam-se como  um dos marcos da sociedade ocidental; todavia, para a mulher, constitu&iacute;am-se  apenas em um princ&iacute;pio. A maternagem e o cuidado da casa davam contorno &agrave;  educa&ccedil;&atilde;o e a lei as impedia de ascender aos cursos de ensino m&eacute;dio e superior,  institucionalizados, aproximadamente em 1880. Para a educadora isso se  configurava como &quot;uma inveja baixa e indigna, que os induz &#91;aos homens&#93; a  privar-nos das vantagens a que temos de um direito t&atilde;o natural, como eles.&quot;<a href="#pie13" name="spie13"><sup>13</sup></a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia tinha uma  meta: formar e modificar consci&ecirc;ncias<a href="#pie14" name="spie14"><sup>14</sup></a>. Os conte&uacute;dos de seus livros  buscavam a altera&ccedil;&atilde;o do quadro ideol&oacute;gico social, vigente &agrave; &eacute;poca das suas  publica&ccedil;&otilde;es, ao denunciarem o cen&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o nacional e em sua milit&acirc;ncia  procurava sedimentar e solidificar a pr&aacute;xis educativa. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A funda&ccedil;&atilde;o do  Col&eacute;gio Augusto vem contemplar parte desse projeto. Dizia a autora: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>As escolas prim&aacute;rias tinham antes o aspecto de casas penitenci&aacute;rias do  que de casas de educa&ccedil;&atilde;o. &#91;...&#93; A palmat&oacute;ria era o castigo menos afrontoso  reservado &agrave;s meninas por mulheres, em grande parte, grosseiras, que faziam uso  das disc&iacute;pulas onde ousavam imprimir alguma vez a m&atilde;o, sem nenhum respeito para  com a dec&ecirc;ncia nem o menor acatamento ao importante magist&eacute;rio que, sem  compreender, exerciam.</i><a href="#pie15" name="spie15"><sup>15</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Em <i>Op&uacute;sculo Humanit&aacute;rio</i> &eacute; poss&iacute;vel identificar a tese nisiana  sobre o condicionamento do progresso social fincado na instru&ccedil;&atilde;o e no  conhecimento. Esse trabalho se det&eacute;m, primeiramente, no lugar feminino ocupado  na hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o para depois analisar e discutir o ensino brasileiro.  Logo nos primeiros momentos do livro, a autora expressa sua insatisfa&ccedil;&atilde;o,  dizendo: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Temos testemunhado pensadores das na&ccedil;&otilde;es cultas em harmonizar a educa&ccedil;&atilde;o  da mulher com o grandioso porvir que se prepara &agrave; humanidade. Nada, por&eacute;m, ou  quase nada temos visto fazer-se para remover os obst&aacute;culos que retardam os  progressos da educa&ccedil;&atilde;o das nossas mulheres, a fim de que elas possam vencer as  trevas que lhes obscurecem a intelig&ecirc;ncia, e conhecer as do&ccedil;uras infinitas da  vida intelectual, a que t&ecirc;m direito as mulheres de uma na&ccedil;&atilde;o livre e  civilizada.</i><a href="#pie16" name="spie16"><sup>16</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia Floresta atribui a Portugal a situa&ccedil;&atilde;o educacional do Brasil no  s&eacute;culo XIX principalmente devido ao envio de uma classe de colonizadores que, conforme  sua avalia&ccedil;&atilde;o, em nada contribu&iacute;a para o desenvolvimento nacional. Dizia:  &quot;Quanto mais ignorante o povo tanto mais f&aacute;cil &eacute; a um governo absoluto exercer  sobre ele o seu ilimitado poder.&quot;<a href="#pie17" name="spie17"><sup>17</sup></a>&nbsp;Entendia que os interesses eram  prioritariamente econ&ocirc;micos. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia escancarou os descaminhos da educa&ccedil;&atilde;o,  que exigiam uma profunda reforma do sistema e significativa mudan&ccedil;a das  mentalidades, em especial no que concerne &agrave; diferencia&ccedil;&atilde;o entre instru&ccedil;&atilde;o e  educa&ccedil;&atilde;o, pois se constatava com facilidade que qualquer homem ou mulher que  soubesse ler e escrever e tivesse meios de montar uma escola, julgava-se  habilitado para intitular-se diretor de col&eacute;gio. N&iacute;sia advertia: </font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Uma casa de educa&ccedil;&atilde;o entre n&oacute;s &eacute;, em geral, uma especula&ccedil;&atilde;o como qualquer  outra. Calcula-se de antem&atilde;o o n&uacute;mero de alunos prometidos ou em perspectiva,  as vantagens que podem resultar de uma rigorosa economia, em que por vezes a  manuten&ccedil;&atilde;o daqueles &eacute; comprometida.</i><a href="#pie18" name="spie18"><sup>18</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Respaldada pelos dados estat&iacute;sticos oficiais promulgados pelo <i>Quadro  Demonstrativo do Estado da Instru&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria e Secund&aacute;ria das Prov&iacute;ncias do  Imp&eacute;rio e do Munic&iacute;pio da Corte</i>, em 1852, N&iacute;sia descortinou a realidade  educativa brasileira ao mostrar o reduzido n&uacute;mero de alunos freq&uuml;entando  escolas p&uacute;blicas: 55.500 alunos, do quais apenas 8.443 eram do sexo feminino. A  an&aacute;lise regional evidenciou um panorama mais sombrio, pois, nas prov&iacute;ncias  avan&ccedil;adas como Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, a porcentagem entre  escolas dirigidas ao sexo masculino era, aproximadamente, 85% maior do que as  dirigidas ao sexo feminino. Paulatinamente, mudan&ccedil;as ocorreram alterando o  quadro geral. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O <i>Op&uacute;sculo</i>, al&eacute;m de revelar uma mulher interessante e avan&ccedil;ada  para sua &eacute;poca, exp&otilde;e as influ&ecirc;ncias &agrave;s quais sua autora estava exposta e  submetida. O pensamento liberal progressista e o pensamento positivista que  norteavam sua orienta&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; qualidade do ensino, a igualdade de g&ecirc;nero, o  n&uacute;mero de escolas, o acesso ao ensino secund&aacute;rio pelas meninas e as id&eacute;ias  higienistas se contrap&otilde;em a um exacerbado moralismo religioso, que impregnaram  muitas das suas orienta&ccedil;&otilde;es e propostas, como &eacute; poss&iacute;vel depreender de trechos  como o que segue: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Entretanto, grande parte deste v&ecirc; ainda sem repugn&acirc;ncia seus filhos nos  bra&ccedil;os de desmoralizadas escravas ou, por elas acompanhadas, irem de uma a  outra parte na habita&ccedil;&atilde;o e fora dela. Quanta vez temos tido ocasi&atilde;o de ver e  lamentar essas criaturazinhas, impregnadas j&aacute; do h&aacute;bito contagioso das m&aacute;s  companhias, inutilizarem as prof&iacute;cuas li&ccedil;&otilde;es de uma moral pura e f&aacute;cil de  seguir. Para essa desgra&ccedil;a muito concorrem &agrave;s m&atilde;es que se achando no caso de  moralizar suas filhas, em vez de ret&ecirc;-las, como devem, junto a si,  habituando-as aos bons costumes, instruindo-as com a&ccedil;&otilde;es e palavras  edificantes, folgam de poder desembara&ccedil;ar-se do aborrecimento causado pelo  choro ou motim das crian&ccedil;as, encarregando &agrave;s pretas de acalent&aacute;-las ou  distra&iacute;-las.</i><a href="#pie19" name="spie19"><sup>19</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Os trabalhos da autora, independentemente da  influ&ecirc;ncia ideol&oacute;gica, revelam sua preocupa&ccedil;&atilde;o com o desenvolvimento do brasileiro  e a forte influ&ecirc;ncia dos conhecimentos e das pr&aacute;ticas educativas e escolares  europ&eacute;ias. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Duarte, analisando o mesmo livro, mostra que a autora, apesar de  precursora, pouco avan&ccedil;ou no que se refere &agrave;s poss&iacute;veis mudan&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es  de vida de suas contempor&acirc;neas, pois, ao evocar uma forma&ccedil;&atilde;o cultural feminina  aprimorada, suas sugest&otilde;es enclausuravam a mulher nas mesmas fun&ccedil;&otilde;es  cotidianas, ou seja, o cuidado com a casa e a fam&iacute;lia, sem a chance de  satisfa&ccedil;&atilde;o ou prazer em outra atividade que n&atilde;o a maternidade. O feminismo de  &quot;N&iacute;sia Floresta parece se encaixar mais no &#39;bom feminismo&#39;, pois n&atilde;o pretendia  alterar substancialmente as rela&ccedil;&otilde;es sociais e conservava as mulheres nos  limites ideol&oacute;gicos do privado&quot;<a href="#pie20" name="spie20"><sup>20</sup></a>  .  E,  estudando<i> Conselhos &agrave; minha filha</i>, transcreve uma passagem que confirma  a exalta&ccedil;&atilde;o dada por N&iacute;sia &agrave; figura materna e o enaltecimento do t&iacute;tulo de  &quot;m&atilde;e&quot;: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Se h&aacute; no mundo um t&iacute;tulo que enobre&ccedil;a a mulher, &eacute; sem d&uacute;vida o de m&atilde;e; &eacute;  ele que lhe d&aacute; uma verdadeira import&acirc;ncia na sociedade. Feliz aquela que o sabe  dignamente preencher sentindo toda a sua grandeza, todas as suas obriga&ccedil;&otilde;es!  doces obriga&ccedil;&otilde;es, cujo exerc&iacute;cio tanto ameniza o fragoso caminho da vida e faz  suport&aacute;vel o peso seu &agrave; triste, que a desgra&ccedil;a oprime</i>.<a href="#pie21" name="spie21"><sup>21</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Sugerimos, entretanto, que as raz&otilde;es que a levaram a tais recomenda&ccedil;&otilde;es  ultrapassam as quest&otilde;es religiosas e moralizantes. Evidenciam a observa&ccedil;&atilde;o  apurada de alguns comportamentos da popula&ccedil;&atilde;o: aus&ecirc;ncia do cuidado materno,  ociosidade, indol&ecirc;ncia e escravid&atilde;o. Assim, se os estudos n&atilde;o figuravam como  emancipadores ou prazerosos, apresentavam-se de grande import&acirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o  dos filhos e na garantia e manuten&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, visando ao desenvolvimento e  crescimento do povo. As orienta&ccedil;&otilde;es dadas &agrave;s jovens vinculam se adequadamente a  esse modo de ser, mesmo que as sugest&otilde;es apresentem um cunho paternalista aos  moldes do comportamento crist&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia acreditava que as jovens n&atilde;o valorizavam o cuidado da crian&ccedil;a,  delegando essa tarefa &agrave;s escravas que viciavam os comportamentos e as atitudes  infantis. Por ser abolicionista, essa preocupa&ccedil;&atilde;o apresenta-se deslocada das  suas prega&ccedil;&otilde;es, mas o seu sentido est&aacute; na via do cativeiro e na educa&ccedil;&atilde;o do  chicote a que estavam submetidos os negros, implicando o colonizador, o senhor  de escravos e o comerciante como respons&aacute;veis pela degrada&ccedil;&atilde;o social.  Acreditando que nenhuma instru&ccedil;&atilde;o conseguiria apagar as marcas desse conv&iacute;vio,  visto que fazia parte do cotidiano e era repassada tradicional e  ininterruptamente, insistia na discri&ccedil;&atilde;o para a forma&ccedil;&atilde;o e os afazeres  femininos. Dizia em o <i>Op&uacute;sculo</i>: </font></p>     <blockquote>       <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>Enquanto o governo e os pais n&atilde;o reconhecerem o dano de tais pr&aacute;ticas e  se esfor&ccedil;arem por bani-las inteiramente, em v&atilde;o uma ou outra voz se levantar&aacute;  para indicar os meios de um melhoramento, considerado ainda por muita como  utopia. (...), mas, se na insufici&ecirc;ncia de en&eacute;rgicas medidas do governo para a  reforma da nossa educa&ccedil;&atilde;o, apelamos para os pais de fam&iacute;lia, &eacute; porque estamos  convencidos de que, em um pa&iacute;s onde a escravid&atilde;o &eacute; permitida, deles dependem  principalmente os meios de subtra&iacute;rem seus filhos a grande parte dos  inconvenientes que os prejudicam.</i><a href="#pie22" name="spie22"><sup>22</sup></a> </font></p> </blockquote>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A ociosidade e a  indol&ecirc;ncia dos filhos da burguesia, vistas como marca edificante e not&oacute;ria das  condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas familiares, determinaram, segundo sua an&aacute;lise, o  futuro e a identidade da sociedade nacional, observando que em geral os  brasileiros n&atilde;o conhecem a economia do tempo e &eacute; bem para lamentar que as  classes pobres, principalmente, n&atilde;o se compenetrem da necessidade dessa  economia e das vantagens que resultariam a seus filhos, se lhes apresentassem  sempre com nobreza a imagem do trabalho, que devia caracteriz&aacute;-las e  distingui-las na sociedade de seu pa&iacute;s. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Se o desprezo do trabalho produz nas classes abastadas funestas conseq&uuml;&ecirc;ncias,  o que ser&aacute; das pobres, m&aacute;xime daquelas que, n&atilde;o se resignando com o estado em  que &quot;Deus as colocou, querem mostrar-se aos olhos do mundo trajados acima da  sua condi&ccedil;&atilde;o&quot; <a href="#pie23" name="spie23"><sup>23</sup></a> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O trabalho, tanto intelectual quanto material, foi destacado, ent&atilde;o, como  aspecto educativo primordial. Esse alerta fundava-se tamb&eacute;m na observa&ccedil;&atilde;o de  meninas que, inspiradas mais na futilidade do que nos conhecimentos,  apresentavam exacerbada fraqueza de car&aacute;ter, demonstrada quando contrariadas ou  desobedecidas, fazendo-as crer que pertenciam a uma &quot;ra&ccedil;a privilegiada,  superior a todos os seus semelhantes sujeitos &agrave;s eventualidades da fortuna.&quot; <a href="#pie24" name="spie24"><sup>24</sup></a>&nbsp;N&iacute;sia indicava a execu&ccedil;&atilde;o de trabalhos que  fossem &uacute;teis e agrad&aacute;veis, com a finalidade de forjar uma mulher virtuosa e  s&aacute;bia, pronta para os compromissos de m&atilde;e, de educadora, de esposa e  companheira. Afirma em o <i>Op&uacute;sculo</i>: &quot;Quereis ver a m&atilde;e na sublime  simplicidade do amor materno? Contemplai as ind&iacute;genas em todas as correrias que  eram e s&atilde;o for&ccedil;adas a fazer, seguindo os maridos atrav&eacute;s dos bosques,  perseguido ou fugindo ao inimigo, sobrecarregadas dos filhinhos, al&eacute;m dos  objetos que s&atilde;o obrigadas a levar.&quot; <a href="#pie25" name="spie25"><sup>25</sup></a> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">N&iacute;sia queria a crian&ccedil;a como crian&ccedil;a. Surpreendia-se ao comparar as  meninas europ&eacute;ias com as brasileiras; umas, &quot;exprimindo com mais ou menos  esp&iacute;rito, por&eacute;m sempre naturalmente, a ingenuidade de sua alma refletida em sua  fisionomia infantil&quot;<a href="#pie26" name="spie26"><sup>26</sup></a>; outras, &quot;pequenas criaturas apertadas nas barbatanas de  um espartilho, penteadas e vestidas &agrave; guisa de mulher, afetando-lhe os meneios  e o tom, destitu&iacute;das muita vez de toda a simpleza e candura que constituem o  maior atrativo da inf&acirc;ncia.&quot;<a href="#pie27" name="spie27"><sup>27</sup></a> </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Calcada em sua pr&aacute;xis educativa e atenta ao desenvolvimento infantil, a  autora apontava para um modo de ser da inf&acirc;ncia necess&aacute;ria ao pleno  crescimento. Insistia nas mudan&ccedil;as da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, que negligenciava a  apreens&atilde;o suficiente e adequada do conhecimento, embutia uma exposi&ccedil;&atilde;o velada  da figura feminina sob a capa da sensibilidade das jovens e dividia os  brasileiros em duas classes distintas: rica e pobre. </font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/rhel/n13/n13a02f06.jpg" width="170" height="241"></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">Invitava, em suas postula&ccedil;&otilde;es, que se contemplasse a  classe menos favorecida com uma educa&ccedil;&atilde;o melhorada, colaborando para o  afastamento da mis&eacute;ria, dada a escassez de seus recursos e &quot;porquanto o seu abandono a  exp&otilde;e aos mais tristes extremos, n&atilde;o possuindo o prest&iacute;gio de um t&iacute;tulo nem as  galas da riqueza, que disfar&ccedil;am e fazem mesmo desculpar os v&iacute;cios abrigados nos  sal&otilde;es<a name="_GoBack">.&quot;</a><a href="#pie28" name="spie28"><sup>28</sup></a>&nbsp;Essa an&aacute;lise poderia ser compreendida como  express&atilde;o da viv&ecirc;ncia dos per&iacute;odos de acentuada convuls&atilde;o social que a autora  experimentou na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. N&iacute;sia Floresta encerra o <i>Op&uacute;sculo  Humanit&aacute;rio </i>incitando: &quot;Educai &#91;para isto&#93; a mulher e com ela marchai  avante, na imensa via do progresso, &agrave; gl&oacute;ria que leva o renome dos povos &agrave; mais  remota posteridade&quot;<a href="#pie29" name="spie29"><sup>29</sup></a> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b></font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">A vida e obra de  N&iacute;sia Floresta se entrela&ccedil;am como for&ccedil;a de conhecimento, dialogando com a  objetividade presente em suas proposi&ccedil;&otilde;es e a subjetividade de suas  contradi&ccedil;&otilde;es; suas obras revelam uma mulher erudita, surpreendentemente cr&iacute;tica  e paradigm&aacute;tica; sua erudi&ccedil;&atilde;o a lan&ccedil;a no futuro, vislumbrando a emancipa&ccedil;&atilde;o  feminina e o afrontamento da hegemonia masculina; sua verve cr&iacute;tica lhe  permitiu analisar o mundo, n&atilde;o como algo dado, mas como um lugar de  desvelamentos; analisar a educa&ccedil;&atilde;o brasileira e indignar-se com ela; ver o  lugar social ocupado pela mulher e escrever sobre como seria poss&iacute;vel  transform&aacute;-lo. Entretanto, erudi&ccedil;&atilde;o e criticidade n&atilde;o impediram que as  contradi&ccedil;&otilde;es de suas postula&ccedil;&otilde;es se fizessem presentes, levando-a a transitar  entre o conservadorismo e o vanguardismo. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O conservadorismo, em especial o religioso, impunha-lhe, aparentemente,  uma destina&ccedil;&atilde;o feminina pouco distante da apregoada e mantida at&eacute; ent&atilde;o: o  controle da mulher e o amor que deveria devotar ao marido e aos filhos. Em  v&aacute;rios momentos de sua obra, s&atilde;o oferecidas sugest&otilde;es e indica&ccedil;&otilde;es precisas de  como manter o lar e a fam&iacute;lia em harmonia, demonstrando a influ&ecirc;ncia feminina  &quot;sobre a moralidade e a civiliza&ccedil;&atilde;o dos povos&quot;. Contudo, para ela, a relev&acirc;ncia  do papel e da fun&ccedil;&atilde;o da mulher n&atilde;o se restringia ao cuidado da casa e dos  filhos. E a&iacute; est&aacute; o vanguardismo nisiano escancarando o devir. A mulher executa  hoje as mesmas atividades que suas antepassadas, mas o acesso &agrave; escola, ao  conhecimento, ao mundo fora do lar proporcionou sua emancipa&ccedil;&atilde;o. N&iacute;sia Floresta  insistia nisso, acreditando que a liberta&ccedil;&atilde;o s&oacute; ocorre quando o sujeito est&aacute;  livre da subjuga&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p align="justify"><font size="2" face="verdana">O conjunto de  conhecimentos transmitidos configura o indiv&iacute;duo, delineia sua identidade e  produz um tipo espec&iacute;fico de pessoa. A experi&ecirc;ncia adquirida numa mesma  dimens&atilde;o s&oacute;cio-hist&oacute;rica predisp&otilde;e as pessoas a comportamentos e atitudes  semelhantes, mas n&atilde;o impede que uma metamorfose ocorra e subverta a ordem  social, transformando o estabelecido pela via do conhecimento, como mostra N&iacute;sia  Floresta Brasileira Augusta, uma mulher adiante das imposi&ccedil;&otilde;es de seu tempo  hist&oacute;rico.</font></p> <hr size="1">     <p align="justify"><font size="2" face="verdana"><a href="#spie1" name="pie1"><sup>1</sup></a> Art&iacute;culo  presentado en el Simposio de Educadores Latinoamericanos, en el marco del VII  Congreso Internacional de la Sociedad de Historia de la Universidad Latinoamericana,  Sao Paulo (Brasil), agosto de 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie2" name="pie2"><sup>2</sup></a> Doutora em  Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade de S&atilde;o Paulo - USP, S&atilde;o Paulo, Brasil, 1997.  Universidade Nove de Julho &ndash; UNINOVE, S&atilde;o Paulo, Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie3" name="pie3"><sup>3</sup></a> Doutora em  Psicologia pela Universidade de S&atilde;o Paulo - USP, S&atilde;o Paulo, Brasil, 2001.  Universidade Nove de Julho &ndash; UNINOVE, S&atilde;o Paulo, Brasil. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie4" name="pie4"><sup>4</sup></a> BENJAMIN, Walter. (1983): <i>O narrador:  Observa&ccedil;&otilde;es sobre a obra de Nikolai Leskow, in Cole&ccedil;&atilde;o: Os Pensadores. Textos  escolhidos: Benjamin, Horkheimer, Adorno, Habermas, </i>2 ed, pp. 62-63. S&atilde;o  Paulo: Abril. (Trabalho original publicado em 1936). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie5" name="pie5"><sup>5</sup></a> FAUSTO, Boris.  (1994): <i>Hist&oacute;ria concisa do Brasil</i>, S&atilde;o Paulo, EDUSP, p 78. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie6" name="pie6"><sup>6</sup></a> AUGUSTA, N&iacute;sia Floresta  Brasileira. (1989): <i>Direito das mulheres e injusti&ccedil;a dos homens</i><b>. </b>S&atilde;o Paulo, Cortez,  pp.47-49. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie7" name="pie7"><sup>7</sup></a> DUARTE, Const&acirc;ncia Lima.  (1991): <i>N&iacute;sia Floresta: vida e obra. S&atilde;o Paulo,</i> Tese de Doutorado,  Universidade de S&atilde;o Paulo, FFLCH, p. <a href="#pie30" name="spie30"><sup>30</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie8" name="pie8"><sup>8</sup></a> Ibidem, p. 38. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie9" name="pie9"><sup>9</sup></a> AUGUSTA, N&iacute;sia Floresta  Brasileira. (1989): Op. Cit, p. 69. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie10" name="pie10"><sup>10</sup></a> Ibidem, p. 35. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie11" name="pie11"><sup>11</sup></a> Ibidem, p. 51. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie12" name="pie12"><sup>12</sup></a> FLORESTA, N&iacute;sia. (1989): <i>Op&uacute;sculo Humanit&aacute;rio</i>, S&atilde;o Paulo, Cortez,  p. 61. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie13" name="pie13"><sup>13</sup></a> AUGUSTA, N&iacute;sia Floresta  Brasileira. (1989): <i>Direito das mulheres e injusti&ccedil;a dos homens</i>, S&atilde;o Paulo, Cortez,  p. 49. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie14" name="pie14"><sup>14</sup></a> DUARTE, Const&acirc;ncia  Lima. (1991): <i>N&iacute;sia Floresta: vida e obra</i> S&atilde;o, Op. Cit, p. 38. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie15" name="pie15"><sup>15</sup></a> FLORESTA, N&iacute;sia.  (1989): <i>Op&uacute;sculo Humanit&aacute;rio</i>, Op. Cit, p. 61.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie16" name="pie16"><sup>16</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 44.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie17" name="pie17"><sup>17</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 60. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie18" name="pie18"><sup>18</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 78. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie19" name="pie19"><sup>19</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 96. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie20" name="pie20"><sup>20</sup></a> DUARTE, Const&acirc;ncia  Lima. (1991): <i>N&iacute;sia Floresta: vida e obra,</i> Op. Cit, p. 335. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie21" name="pie21"><sup>21</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 341. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie22" name="pie22"><sup>22</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 109. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie23" name="pie23"><sup>23</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 127. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie24" name="pie24"><sup>24</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 119. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie25" name="pie25"><sup>25</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 149. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie26" name="pie26"><sup>26</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 105. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie27" name="pie27"><sup>27</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 105. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie28" name="pie28"><sup>28</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 131. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#spie29" name="pie29"><sup>29</sup></a> Ib&iacute;dem, p. 160. </font></p> <hr size="1">     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>FUENTES </b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">BRASILEIRA AUGUST,  N&iacute;sia Floresta. (1832): <i>Os Direitos das mulheres e injusti&ccedil;a dos homens</i>,  por Mistriss Godwin. Tradu&ccedil;&atilde;o livre do franc&ecirc;s, Recife. Typographia, Fidedigma.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0122-7238200900010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1842): <i>Conselhos &agrave; minha  filha</i>, Rio de Janeiro, Typographia de J. E. S. Cabral.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0122-7238200900010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1847): <i>Fany ou o Modelo das donzelas</i>, Rio de  Janeiro, Col&eacute;gio Augusto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0122-7238200900010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1847): <i>Daciz ou a Jovem completa. Historieta  oferecida as suas educandas</i>, Rio de Janeiro, Typographia de F.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0122-7238200900010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1847): <i>Discurso que &agrave;s suas educandas dirigiu  N&iacute;sia Floresta</i>, em 18 de dezembro de 1847, Rio de Janeiro, Tpographia  Imparcial de F.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0122-7238200900010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1849): <i>A l&aacute;grima de um Caet&eacute;</i>, por Tellesila,  Rio de Janeiro, Typographia de L. A. F. Menezes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0122-7238200900010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1850): <i>Dedica&ccedil;&atilde;o de uma  amiga</i>, (Romance Hist&oacute;rico). Por B. A. 2 volumes. Niter&oacute;i: Typographia  Fluminense de Lopes &amp; Cia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0122-7238200900010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________ .</i>(1853): <i>Op&uacute;sculo Humanit&aacute;rio</i>,  Por B. A. Rio de Janeiro, Typographia de M. A. da Silva Lima.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0122-7238200900010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1854): <i>P&aacute;ginas de uma vida  obscura</i>;<i> Um passeio ao aqueduto da Carioca</i>;<i> O pranto filial</i>.  Rio de Janeiro. Typographia de N. Lobo Vianna.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0122-7238200900010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________.  Intineraire d&#39;un voyage en Allemagne</i>. Par Mme. Floresta A.  Brasileira. Paris: Firmin Diderot Fr&egrave;res et Cie.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0122-7238200900010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1859): <i>Scintille  d&#39;un&#39;Anima Brasiliana</i>, Firenze: Tipografia Barbera, Bianchi &amp; C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0122-7238200900010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1859): <i>Conseils  a ma fille</i>, traduit de l&#39;Italien par B. D. B, Florence, Impr, du Monnier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0122-7238200900010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1860): <i>Le lagrime d&#39;un  Caet&eacute;</i>, Tradotto da Ettore Marcucci, Firenze, Le Monnier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0122-7238200900010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1864): <i>Trois ans en Italie, Suivis  d&#39;un voyage en Gr&egrave;ce</i>. Par Une Br&eacute;sili&egrave;nne. Paris, Libraire E. Dentu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0122-7238200900010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________ .</i>(1867): <i>Woman</i>. By F.  Brasileira Augusta. Translated from the Italian, by Livia A. de Faria. London:  Printed by G. Parker, Little St. Andrew Street, Upper. St. Martin&#39;s Lane.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0122-7238200900010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1871): <i>Le Br&eacute;sil</i>. Par  Mme. Brasileira Augusta. Paris: Libraire Andr&eacute; Sagnier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0122-7238200900010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana"><i>_____________. </i>(1878): <i>Fragments d&#39;un  ouvrage in&eacute;dit: Notes biographiques</i>. Paris: A. Ch&eacute;ri&eacute;, Editeur.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0122-7238200900010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>SELECCI&Oacute;N BIBLIOGR&Aacute;FICA </b></font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">AUGUSTA, N&iacute;sia Floresta Brasileira. (1989): <i>Direito  das mulheres e injusti&ccedil;a dos homens</i>. S&atilde;o Paulo, Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0122-7238200900010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">BENJAMIN, Walter. (1983): <i>O narrador: Observa&ccedil;&otilde;es sobre a obra de  Nikolai Leskow, in Cole&ccedil;&atilde;o: Os Pensadores. Textos escolhidos</i>, <i>Benjamin</i>,  S&atilde;o Paulo Horkheimer, Adorno, Habermas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0122-7238200900010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">DUARTE, Const&acirc;ncia Lima. (1991): <i>N&iacute;sia Floresta: vida e obra</i>, S&atilde;o  Paulo, Tese de Doutorado, Universidade de S&atilde;o Paulo, FFLCH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0122-7238200900010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">____________. (2006): N&iacute;sia Floresta: uma mulher &agrave; frente do seu tempo.  Bras&iacute;lia: Mercado Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0122-7238200900010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">FAUSTO, Boris. (1994): <i>Hist&oacute;ria concisa do Brasil</i>, S&atilde;o Paulo,  EDUSP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0122-7238200900010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">FLORESTA, N&iacute;sia. (1989): <i>Op&uacute;sculo Humanit&aacute;rio</i>, S&atilde;o Paulo, Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0122-7238200900010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">FLORESTA, N&iacute;sia. (1998): <i>Itiner&aacute;rio de uma viagem &agrave; Alemanha</i>.  Santa Cruz do Sul: Mulheres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0122-7238200900010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p align="justify"><font size="2" face="verdana">FLORESTA, N&iacute;sia.  (2001): <i>Fragmentos de uma obra in&eacute;dita. Notas biogr&aacute;ficas</i>. Bras&iacute;lia,  Universidade de Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0122-7238200900010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>SILV&Eacute;RIO DE ALMEIDA, </b>Cleide Rita y <b>DAL MAS DIAS, </b>Elaine Teresinha<b>. </b>(2009):     <br>   &quot;N&iacute;sia Floresta: O Conhecimento Como Fonte de Emancipa&ccedil;&atilde;o e a  Forma&ccedil;&atilde;o da Cidadania Feminina&quot;     <br>   en <i>Revista Historia de la Educaci&oacute;n  Latinoamericana</i> Vol. 13,     <br>   Tunja, Universidad Pedag&oacute;gica y Tecnol&oacute;gica de  Colombia,     <br> RUDECOLOMBIA, pp. 11-27. </font></p>     ]]></body>
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