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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conceitos de comunicação popular, alternativa e comunitária revisitados. Reelaborações no setor]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Study about the theoretical aspects of popular, alternative and community communication, emphasizing the re-elaborations processed nowadays. The objective is to recover its concepts in the context of social movements and communities, observing their congruence and distinctions. This is a bibliographical research with a historical/dialectical approach. We come to the conclusión that new practices update the forms of communication of poor segments of society. While the community perspective stands out, alternative journalism takes on various facets made possible by the new information and communication technologies]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <font face="verdana" size="2">      <p align="center"><font face="verdana" size="4"><b>Conceitos de comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria revisitados. Reelabora&ccedil;&otilde;es no setor</b></font><sup>1</sup></p>  <font face="verdana" size="3">     <p align="center"><b>Concepts of popular, alternative and community communication revisited, and the re-elaborations in the sector</b></p></font>      <p>Cicilia M. Krohling Peruzzo<sup>2</sup></p>      <p align="justify"><sup>1</sup> Este texto aprofunda, reelabora conceitos e modifica a estrutura do paper <i>&quot;Revisitando os conceitos de comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria&quot;, </i>apresentado no N&uacute;cleo de Pesquisa &quot;Comunica&ccedil;&atilde;o para Cidadania&quot;, do XXIX Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, Bras&iacute;lia-DF, INTERCOM/UnB, 6 a 9 de setembro de 2006.</p>      <p align="justify"><sup>2</sup> Doutora em Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o. Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil, <a href="mailto:kperuzzo@uol.com.br">kperuzzo@uol.com.br</a>.</p>      <p><b>Recibido</b>: 06/06/08 <b>Aceptado</b>: 03/12/08</p>  <hr>  <font size="3">     <br>    <p><b>Resumo</b></p></font>      <p align="justify">Estudo sobre aspectos te&oacute;ricos da comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria enfatizando as reelabora&ccedil;&otilde;es processadas na atualidade. O objetivo &eacute; resgatar seus conceitos no contexto dos movimentos sociais e comunidades, observando suas congru&ecirc;ncias e distin&ccedil;&otilde;es.Trata-se de uma pesquisa bibliogr&aacute;fica de abordagem hist&oacute;rico-dial&eacute;tica. Conclui-se que novas pr&aacute;ticas atualizam as formas de comunica&ccedil;&atilde;o dos segmentos subalternos da sociedade. Enquanto a vertente comunit&aacute;ria sobressai, o jornalismo alternativo assume diversas fei&ccedil;&otilde;es possibilitadas pelas novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>comunica&ccedil;&atilde;o popular, comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, jornalismo alternativo.</p>  <hr>  <font size="3">     <br>    <p><b>Abstract</b></p></font>      <p align="justify">Study about the theoretical aspects of popular, alternative and community communication, emphasizing the re-elaborations processed nowadays. The objective is to recover its concepts in the context of social movements and communities, observing their congruence and distinctions. This is a bibliographical research with a historical/dialectical approach. We come to the conclusion that new practices update the forms of communication of poor segments of society. While the community perspective stands out, alternative journalism takes on various facets made possible by the new information and communication technologies.</p>      <p><b>Key </b><b>Words: </b>Popular communication, community communication, alternative Journalism.</p>  <hr>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p></font>      <p align="justify">T&ecirc;m surgido manifesta&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria que se diferenciam, em parte, daquelas constitu&iacute;das nos anos de 1970 aos de 1990, o que dificulta o seu reconhecimento pelos paradigmas te&oacute;ricos elaborados no referido per&iacute;odo. O ent&atilde;o contexto hist&oacute;rico era distinto e, embora esse per&iacute;odo n&atilde;o se encontre num passado t&atilde;o remoto, h&aacute; especificidades e reelabora&ccedil;&otilde;es que demandam novos estudos.</p>      <p align="justify">Este texto objetiva resgatar brevemente os principais conceitos de comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria, situando-os a partir dos movimentos sociais e comunidades e observando suas congru&ecirc;ncias e distin&ccedil;&otilde;es na atualidade, tendo por base a realidade brasileira. Enfatizam-se algumas das reelabora&ccedil;&otilde;es deste tipo de comunica&ccedil;&atilde;o na atualidade. Ao final se discute uma poss&iacute;vel classifica&ccedil;&atilde;o que permita identificar diferen&ccedil;as e agrup&aacute;-las em suas proximidades estruturantes.</p>      <p align="justify">Os procedimentos metodol&oacute;gicos s&atilde;o relativos &agrave; pesquisa bibliogr&aacute;fica e documental e a abordagem &eacute; hist&oacute;rico-dial&eacute;tica.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Como o termo &quot;comunit&aacute;rio&quot; vem sendo empregado para identificar diferentes processos comunicacionais, desde formas de comunica&ccedil;&atilde;o do &quot;povo&quot;<a name="no_3"></a><a href="#no3"><sup>3</sup></a> at&eacute; experi&ecirc;ncias desencadeadas no &acirc;mbito da m&iacute;dia comercial de grande porte, considera-se oportuno refletir sobre as especificidades e os princ&iacute;pios norteadores de processos de comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria.</p>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria: os conceitos e suas reelabora&ccedil;&otilde;es</b></p></font>      <p align="justify">A comunica&ccedil;&atilde;o popular representa uma forma alternativa de comunica&ccedil;&atilde;o e tem sua origem nos movimentos populares dos anos de 1970 e 1980, no Brasil<a name="no_4"></a><a href="#no4"><sup>4</sup></a> e na Am&eacute;rica Latina como um todo. Ela n&atilde;o se caracteriza como um tipo qualquer de m&iacute;dia, mas como um processo de comunica&ccedil;&atilde;o que emerge da a&ccedil;&atilde;o dos grupos populares. Essa a&ccedil;&atilde;o tem car&aacute;ter mobilizador coletivo na figura dos movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es populares, que perpassa e &eacute; perpassada por canais pr&oacute;prios de comunica&ccedil;&atilde;o. Joana Puntel (1994, p.133), referenciando-se a Robert White, ressaltou este aspecto referindo-se &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o nos movimentos populares vinculados &agrave; igreja cat&oacute;lica.</p>      <p align="justify">A comunica&ccedil;&atilde;o popular foi tamb&eacute;m denominada alternativa, participativa, participat&oacute;ria, horizontal, comunit&aacute;ria, dial&oacute;gica e radical, dependendo do lugar social, do tipo de pr&aacute;tica em quest&atilde;o e da percep&ccedil;&atilde;o dos estudiosos. Por&eacute;m, o sentido pol&iacute;tico &eacute; o mesmo: uma forma de express&atilde;o de segmentos empobrecidos da popula&ccedil;&atilde;o, mas em processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o visando suprir suas necessidades de sobreviv&ecirc;ncia e de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica com vistas a estabelecer a justi&ccedil;a social. No entanto, desde o final do s&eacute;culo passado passou-se a empregar mais sistematicamente, no Brasil, a express&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria para designar este mesmo tipo de comunica&ccedil;&atilde;o, ou seja, seu sentido menos politizado.</p>      <p align="justify">Na pr&aacute;tica, a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria por vezes incorpora conceitos e reproduz pr&aacute;ticas tipicamente da comunica&ccedil;&atilde;o popular em sua fase original e, portanto, confunde-se com ela, mas ao mesmo tempo constr&oacute;i outros matizes. Por exemplo, &agrave;s vezes se desconecta de movimentos sociais e assume fei&ccedil;&otilde;es diversificadas quanto &agrave;s bandeiras defendidas e mensagens transmitidas. A grande m&iacute;dia tamb&eacute;m incorporou a palavra &quot;comunit&aacute;rio&quot; para designar algumas de suas produ&ccedil;&otilde;es. Percebe-se, dessa forma, que o termo &eacute; de uso problem&aacute;tico, j&aacute; que pode se referir a processos diferentes entre si. E prudente recorrer ao status original dessa modalidade comunicativa na Am&eacute;rica Latina, bem como aos conceitos de comunidade, para a caracteriza&ccedil;&atilde;o mais adequada do processo. Historicamente, o adjetivo popular denotou tratar-se de &quot;comunica&ccedil;&atilde;o do povo&quot;, feita por ele e para ele, por meio de suas organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos emancipat&oacute;rios visando &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o das estruturas opressivas e condi&ccedil;&otilde;es desumanas de sobreviv&ecirc;ncia<a name="no_5"></a><a href="#no5"><sup>5</sup></a>.</p>      <p align="justify">Muitos autores<a name="no_6"></a><a href="#no6"><sup>6</sup></a> latino-americanos dedicaram-se a estudos nessa linha de pesquisa. O que se buscava com os estudos sobre a comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa, segundo Fernando Reyes Matta (apud Festa, 1995, pp. 131-132), era compreender esse novo fen&ocirc;meno na vida dos latino-americanos e caminhar junto na busca comum das utopias libert&aacute;rias. Essencialmente, essa comunica&ccedil;&atilde;o a partir do social buscava alterar o injusto, alterar o opressor, alterar a in&eacute;rcia hist&oacute;rica que impunha dimens&otilde;es sufocantes, atrav&eacute;s de uma voca&ccedil;&atilde;o libertadora que se nutria por uma multiplicidade de experi&ecirc;ncias comunicativas.</p>      <p align="justify">Entre os v&aacute;rios estudiosos destaca-se M&aacute;rio Kapl&uacute;n (1985, p. 7), que, ao referir-se ao fen&ocirc;meno da comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa, afirma tratar-se de &quot;uma comunica&ccedil;&atilde;o libertadora, transformadora, que tem o povo como gerador e protagonista&quot;. Ressaltando os aspectos educativos desse tipo de processo de comunica&ccedil;&atilde;o, o autor (1985, p. 17) esclarece que as mensagens s&atilde;o produzidas &quot;para que o povo tome consci&ecirc;ncia de sua realidade&quot; ou &quot;para suscitar uma reflex&atilde;o&quot;, ou ainda &quot;para gerar uma discuss&atilde;o&quot;. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, nessa perspectiva, s&atilde;o concebidos como &quot;instrumentos para uma educa&ccedil;&atilde;o popular, como alimentadores de um processo educativo transformador&quot;.</p>      <p align="justify">No Brasil, entre as primeiras publica&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas sobre o tema, destacam-se as de Regina Festa, Gilberto Gimenez, Juan Diaz Bordenave, Luis Ramiro Beltran, entre outros, que trouxeram importantes contribui&ccedil;&otilde;es para o desencadeamento de estudos nessa linha de pesquisa. Para Festa (1986, p. 25; 1984, pp. 169-170), &quot;a comunica&ccedil;&atilde;o popular nasce efetivamente a partir dos movimentos sociais, mas sobretudo da emerg&ecirc;ncia do movimento oper&aacute;rio e sindical, tanto na cidade como no campo&quot;, e se refere &quot;ao modo de express&atilde;o das classes populares&quot;.</p>      <p align="justify">Outro conceito que circulou logo no in&iacute;cio da praxis comunicativa popular e, portanto, marcou pr&aacute;ticas e concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, merecendo ser lembrado, &eacute; o de Gilberto Gimenez. Ele (1979, p. 60) entende que a comunica&ccedil;&atilde;o popular &quot;implica a quebra da l&oacute;gica da domina&ccedil;&atilde;o e se d&aacute; n&atilde;o a partir de cima, mas a partir do povo, compartilhando dentro do poss&iacute;vel seus pr&oacute;prios c&oacute;digos&quot;.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Juan Diaz Bordenave, com seu livro <i>Al&eacute;m dos meios e das mensagens </i>(1983), palestras e outros escritos, trouxe &mdash;al&eacute;m de reflex&otilde;es&mdash; relatos de experi&ecirc;ncias de outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina que muito animaram a produ&ccedil;&atilde;o brasileira.</p>      <p align="justify">Luis Ramiro Beltran chegou explicitando a proposta de uma comunica&ccedil;&atilde;o horizontal, conforme ser&aacute; visto mais adiante.</p>      <p align="justify">Conv&eacute;m frisar, ainda, que essa linha de comunica&ccedil;&atilde;o (na pesquisa e na pr&aacute;tica) se inspirava em concep&ccedil;&otilde;es de Paulo Freire sobre a dialogicidade na educa&ccedil;&atilde;o e a defesa da posi&ccedil;&atilde;o transformadora do ser humano no mundo.</p>      <p align="justify">Outras publica&ccedil;&otilde;es em portugu&ecirc;s subsidiaram inicialmente essa praxis comunicacional no pa&iacute;s, desde livros at&eacute; cartilhas populares como as editadas pela ALER<a name="no_7"></a><a href="#no7"><sup>7</sup></a> Brasil em parceria com o Servi&ccedil;o &agrave; Pastoral da Comunica&ccedil;&atilde;o (SEPAC)-Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas e outras entidades. Exemplo destas publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o livros como <i>Comunica&ccedil;&atilde;o grupai e libertadora </i>(1988), de autoria de Jos&eacute; Martinez Terrerro, da Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas<a name="no_8"></a><a href="#no8"><sup>8</sup></a>; <i>A comunica&ccedil;&atilde;o alternativa na Am&eacute;rica Latina, </i>organizado por M&aacute;ximo Simpson Grinberg, publicado Editora Vozes em 1987; e <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e classes subalternas </i>(1980), colet&acirc;nea organizada por Jos&eacute; Marques de Melo, que re&uacute;ne textos apresentados no 2<sup>o</sup> Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o da INTERCOM<a name="no_9"></a><a href="#no9"><sup>9</sup></a>, realizado em 1979. Entre as cartilhas populares editadas pela ALER Brasil, IBASE/CETA<a name="no_10"></a><a href="#no10"><sup>10</sup></a>, FASE<a name="no_11"></a><a href="#no11"><sup>11</sup></a> e SEPAC-Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas<a name="no_12"></a><a href="#no12"><sup>12</sup></a> s&atilde;o: <i>A Noticia Popular, A entrevista, A entrevista coletiva, O riso na r&aacute;dio popular, R&aacute;dio revista de educa&ccedil;&atilde;o popular, Jornalismo popular<a name="no_13"></a><a href="#no13"><sup>13</sup></a>. </i>Outras entidades, como a Comiss&atilde;o Pastoral da Terra (CPT) e o Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o Popular de S&atilde;o Miguel Paulista (CEMI) tamb&eacute;m divulgaram muito material de apoio, como a cartilha <i>No ar... uma r&aacute;dio populan. </i>Trata-se de um per&iacute;odo de f&eacute;rtil produ&ccedil;&atilde;o sobre o tema. S&atilde;o publicados dezenas de outros t&iacute;tulos entre artigos, ensaios, relatos, manuais, teses, disserta&ccedil;&otilde;es e livros<a name="no_14"></a><a href="#no14"><sup>14</sup></a>, que ajudam a compor e a documentar o mosaico comunicacional de experi&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o dos movimentos populares e a sistematizar conceitos te&oacute;ricos e propostas de interven&ccedil;&atilde;o.</p>      <p align="justify">Em s&iacute;ntese, a comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria<a name="no_15"></a><a href="#no15"><sup>15</sup></a> &eacute; express&atilde;o das lutas populares por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida, a partir dos movimentos populares, e representam um espa&ccedil;o para participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica do &quot;povo&quot;. Possui conte&uacute;do cr&iacute;tico-emancipador e reivindicativo e tem o &quot;povo&quot; como protagonista principal, o que a torna um processo democr&aacute;tico e educativo. E um instrumento pol&iacute;tico das classes subalternas para externar sua concep&ccedil;&atilde;o de mundo, seu anseio e compromisso na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade igualit&aacute;ria e socialmente justa. Estes s&atilde;o conceitos da comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa das &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, assim como do in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI.</p>      <p align="justify">Neste per&iacute;odo, ao mesmo tempo em que o movimento popular continua a gerar pr&aacute;ticas semelhantes ou equivalentes &agrave;s que deram origem a centenas de estudos desse tipo de fen&ocirc;meno comunicacional na Am&eacute;rica Latina, surgem outras modalidades de formatos e de meios de comunica&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;sticos dos novos tempos e do jogo de interesses tanto no nivel midi&aacute;tico como nos n&iacute;veis econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico. S&atilde;o r&aacute;dios comunit&aacute;rias, fanzines, canais comunit&aacute;rios na televis&atilde;o a cabo, blogs, sites alternativos, etc.</p>      <p align="justify">A press&atilde;o social provocou um avan&ccedil;o na democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, o que pode ser identificado no aumento do n&uacute;mero de emissores, principalmente por meio dos canais de uso gratuito na TV a cabo, na &aacute;rea do r&aacute;dio de baixa pot&ecirc;ncia e com a presen&ccedil;a crescente de entidades populares na internet. Um bom exemplo s&atilde;o as r&aacute;dios comunit&aacute;rias. S&atilde;o cerca de 15 mil emissoras em funcionamento no pa&iacute;s, a maioria das quais opera no formato de r&aacute;dio livre, sem autoriza&ccedil;&atilde;o legal para operar, em grande parte em decorr&ecirc;ncia dos entraves de natureza pol&iacute;tica.</p>      <p align="justify">Nada mais natural do que ter havido mudan&ccedil;as desde o per&iacute;odo auge da comunica&ccedil;&atilde;o popular at&eacute; hoje. Oportuno considerar que, num ambiente democr&aacute;tico, caracterizado por elei&ccedil;&otilde;es diretas e mais liberdade de organiza&ccedil;&atilde;o e de express&atilde;o no conjunto da sociedade, as lutas por comunica&ccedil;&atilde;o, simbolizadas pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), obtiveram relevantes conquistas. Alterou-se tamb&eacute;m o processo de a&ccedil;&atilde;o e de concep&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no contexto dos movimentos populares proporcionando o surgimento de formas mais plurais, avan&ccedil;adas e &aacute;geis de comunica&ccedil;&atilde;o. De uma comunica&ccedil;&atilde;o dirigida a pequenos grupos e centrada nos aspectos combativos dos movimentos populares, passou-se &mdash;aos poucos&mdash; a ampliar seu alcance pela incorpora&ccedil;&atilde;o de meios massivos, principalmente de radiodifus&atilde;o e internet, e, portanto, de novos conte&uacute;dos e linguagens<a name="no_16"></a><a href="#no16"><sup>16</sup></a>. Tais altera&ccedil;&otilde;es provocaram a necessidade de desenvolver as atividades de comunica&ccedil;&atilde;o de forma mais profissional (que tamb&eacute;m tem suas implica&ccedil;&otilde;es), al&eacute;m de incorporar as novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (NTIC) com todo seu potencial e exig&ecirc;ncias.</p>      <p align="justify">H&aacute;, pois, importantes altera&ccedil;&otilde;es processadas no &acirc;mbito da comunica&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios movimentos populares e organiza&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;neres. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, das novas formula&ccedil;&otilde;es conceituais se requer a capta&ccedil;&atilde;o das nuances de uma comunica&ccedil;&atilde;o gerada num patamar em que a democracia prevaleceu sobre o centralismo autorit&aacute;rio t&iacute;pico do regime militar, favorecendo o rejuvenescimento de modos tradicionais &mdash;o alto-falante para a r&aacute;dio comunit&aacute;ria FM, da seq&ecirc;ncia de slides para o v&iacute;deo popular (que produzia document&aacute;rios e v&iacute;deos educativos) e deste para a TV de rua (como a TV Tagarela &mdash;Rio de Janeiro, TV Mocoronga - Santar&eacute;m/PA), e depois para o Canal Comunit&aacute;rio, e, ainda, a ebuli&ccedil;&atilde;o de formas alternativas <i>(Revista Vira&ccedil;&atilde;o </i>&mdash;S&atilde;o Paulo, <i>Jornal Becos e Vielas Z/S </i>&mdash;S&atilde;o Paulo, Centro de M&iacute;dia Independente-CMI &mdash;internacional e CMI Brasil&mdash;, r&aacute;dio escola-comunidade) e p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o (canais comunit&aacute;rios na TV a cabo e as r&aacute;dios comunit&aacute;rias). Sem eliminar os formatos mais tradicionais, como o alto-falante e bicicleta ou carro de som. Trata-se da comunica&ccedil;&atilde;o do povo que sabe modific&aacute;la segundo a conjuntura pol&iacute;tica e tecnol&oacute;gica, com sabedoria e conhecimentos acumulados.</p>      <p align="justify">Se nos anos de 1970,1980 e parte dos 90 a contra-comunica&ccedil;&atilde;o<a name="no_17"></a><a href="#no17"><sup>17</sup></a> aparecia preponderantemente no &acirc;mbito dos movimentos populares, das organiza&ccedil;&otilde;es de base, da imprensa alternativa, da oposi&ccedil;&atilde;o sindical metal&uacute;rgica, de ONGs, de setores progressistas da igreja cat&oacute;lica<a name="no_18"></a><a href="#no18"><sup>18</sup></a>, ou realizada por militantes articulados em n&uacute;cleos de produ&ccedil;&atilde;o audiovisual, a partir dos &uacute;ltimos anos pipocam experi&ecirc;ncias comunicacionais as mais diversas, incluindo as do tipo popular tradicional (hoje mais conhecidas como comunit&aacute;rias e se baseiam em premissas de cunho coletivo), al&eacute;m daquelas realizadas por associa&ccedil;&otilde;es, ONGs, grupos ou at&eacute; por pessoas autonomamente. Os exemplos podem ser encontrados em jornais e r&aacute;dios comunit&aacute;rios, nas associa&ccedil;&otilde;es de usu&aacute;rios dos canais comunit&aacute;rios na televis&atilde;o a cabo<a name="no_19"></a><a href="#no19"><sup>19</sup></a>, em Organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-Governamentais que desenvolvem projetos coletivos de desenvolvimento social por meio da comunica&ccedil;&atilde;o &mdash;muitos dos quais com prop&oacute;sitos similares &agrave;queles antes encabe&ccedil;ados por movimentos populares&mdash;. Esses projetos em geral envolvem bairros, entidades sem fins lucrativos, e &agrave;s vezes se destinam especificamente a adolescentes e jovens. Podem assumir um misto de m&iacute;dia comunit&aacute;ria e alternativa<a name="no_20"></a><a href="#no20"><sup>20</sup></a>, numa din&acirc;mica em que se descobre que a confec&ccedil;&atilde;o de meios de comunica&ccedil;&atilde;o pode mediar favoravelmente a melhoria da auto-estima, despertar uma perspectiva profissional e a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania em &aacute;reas carentes.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Ao mesmo tempo, ocorre a presen&ccedil;a cada vez mais substantiva dos setores populares na m&iacute;dia convencional (comercial e educativa), que abriu mais espa&ccedil;o para assuntos antes restritos aos canais alternativos e populares, com destaque para a programa&ccedil;&atilde;o local e regional, o que, em tese, tamb&eacute;m favorece a abordagem de temas ligados ao desenvolvimento social e &agrave; cultura local. Nessa din&acirc;mica, o movimento popular passa a marcar sua presen&ccedil;a tanto de forma individual (dando depoimentos e contando hist&oacute;rias de projetos sociais bem sucedidos), como grupai, quando suas propostas passam a sensibilizar e a permear a programa&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, embora nem sempre de forma favor&aacute;vel ao mesmo<a name="no_21"></a><a href="#no21"><sup>21</sup></a>. Acrescentando, ainda, a conquista de espa&ccedil;os (principalmente no r&aacute;dio local/regional) para difus&atilde;o de programas pr&oacute;prios produzidos por organiza&ccedil;&otilde;es populares ou entidades aliadas, como a Obor&eacute; &mdash;Projetos Especiais em Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes. Surgiram tamb&eacute;m novos meios alternativos de comunica&ccedil;&atilde;o, como a Aditai &mdash;Ag&ecirc;ncia de Informa&ccedil;&atilde;o Frei Tito para a Am&eacute;rica Latina, <i>Jornal Brasil de Fato, </i>o Centro de M&iacute;dia Independente e o Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o, entre outros, com liberdade para canalizar abordagens cr&iacute;ticas sobre a m&iacute;dia e a sociedade.</p>      <p align="justify">No espectro televisivo, h&aacute; uma s&eacute;rie de novas iniciativas com finalidade de promover a educa&ccedil;&atilde;o informal, a cultura e o desenvolvimento social<a name="no_22"></a><a href="#no22"><sup>22</sup></a>.  o caso dos canais p&uacute;blicos de televis&atilde;o de uso gratuito no sistema a cabo, como o universit&aacute;rio, o comunit&aacute;rio (ambos espalhados pelos munic&iacute;pios brasileiros), o canal do Poder Judici&aacute;rio, os canais legislativos (TV C&acirc;mara, TV Assembl&eacute;ia - nos estados e munic&iacute;pios e TV Senado) e os educativo-culturais. H&aacute; ainda canais privados de conte&uacute;do educativo na televis&atilde;o por assinatura, como o STV (do SESC-SENAI<a name="no_23"></a><a href="#no23"><sup>23</sup></a>) e o Canal Futura (da Globo), os quais evidenciam o interesse de aproxima&ccedil;&atilde;o das classes dominantes &agrave;s demandas da sociedade civil para passar uma imagem de socialmente respons&aacute;veis.</p>      <p align="justify">Com o passar do tempo, o car&aacute;ter mais combativo das comunica&ccedil;&otilde;es populares &mdash;no sentido pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico de contesta&ccedil;&atilde;o e projeto de sociedade&mdash; foi cedendo espa&ccedil;o a discursos e experi&ecirc;ncias mais realistas e plurais (quanto a tratamento da informa&ccedil;&atilde;o, abertura &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o) e incorporando o l&uacute;dico, a cultura e o divertimento com mais desenvoltura, o que n&atilde;o significa dizer que a combatividade tenha desaparecido. Houve tamb&eacute;m a apropria&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias da comunica&ccedil;&atilde;o e incorpora&ccedil;&atilde;o com mais clareza da no&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como direito humano.</p>      <p align="justify">Refere-se a pontos de passagem e de converg&ecirc;ncia entre a comunica&ccedil;&atilde;o popular, a alternativa e a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Esta &uacute;ltima extrapola dos movimentos populares, embora continue em muitos casos a se configurar como tal ou a representar um canal de comunica&ccedil;&atilde;o destes movimentos, ou ainda, no m&iacute;nimo, a ter v&iacute;nculos org&acirc;nicos com os mesmos. Portanto, se &eacute; f&aacute;cil distinguir entre comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e m&iacute;dia local, o mesmo n&atilde;o ocorre entre ela e a popular e alternativa.</p>      <p align="justify">Do ponto de vista conceituai, as manifesta&ccedil;&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o alternativa se diferenciam mais nitidamente na sua vertente jornal&iacute;stica, como pode ser visto a seguir, a partir de um breve resgate de aspectos hist&oacute;ricos.</p>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Imprensa alternativa</b></p></font>      <p align="justify">A express&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o alternativa, t&iacute;pica dos anos 1960 aos 1980, vem sendo retomada. Ela surgiu para designar a comunica&ccedil;&atilde;o popular, como foi explicitada, e caracterizar o tipo de imprensa n&atilde;o alinhada &agrave;s posturas da m&iacute;dia tradicional, ent&atilde;o sob a batuta da censura do regime militar no Brasil. Neste caso, denomina-se imprensa alternativa. Era uma &eacute;poca em que a maioria dos grandes jornais se alinhava &agrave; vis&atilde;o oficial do governo, por op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica ou pela coer&ccedil;&atilde;o, sob a for&ccedil;a da censura. A imprensa alternativa representada pelos pequenos jornais, em geral com formato tabl&oacute;ide, ousava analisar criticamente a realidade e contestar um tipo de desenvolvimento. S&atilde;o exemplos, o <i>PIF-PAF, </i>lan&ccedil;ado em 1964; <i>Pasquim </i>(1969); <i>Posi&ccedil;&atilde;o </i>(1969); <i>Opini&atilde;o </i>(1972); <i>Movimento </i>(1975); <i>Coo-jornal </i>(1975); <i>Versus </i>(1974); <i>De Fato </i>(1975); <i>Extra </i>(1984), entre outros<a name="no_24"></a><a href="#no24"><sup>24</sup></a>. Eram jornais dirigidos e elaborados por jornalistas de esquerda, alguns ligados &agrave; pequena burguesia, que, cansados do autoritarismo, aspiravam um novo projeto social e preocupavam-se em informar a popula&ccedil;&atilde;o sobre temas de interesse nacional numa abordagem cr&iacute;tica.</p>      <p align="justify">Como afirma Raimundo Rodrigues Pereira (1986, pp. 55-56), &quot;a imprensa alternativa foi express&atilde;o da m&eacute;dia burguesia, dos trabalhadores e da pequena burguesia, defendeu interesses nacionais e populares, portanto, condenava o regime militar&quot;.</p>      <p align="justify">Para Bernardo Kucinski (1991, p. XVI), a imprensa alternativa surgiu da articula&ccedil;&atilde;o de duas for&ccedil;as igualmente compulsivas: o desejo das esquerdas de protagonizar as transforma&ccedil;&otilde;es institucionais que propunham e a busca, por jornalistas e intelectuais, de espa&ccedil;os alternativos &agrave; grande imprensa e &agrave; universidade. E na dupla oposi&ccedil;&atilde;o ao sistema representado pelo regime militar e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es &agrave; produ&ccedil;&atilde;o intelectual-jornal&iacute;stica sob o autoritarismo, que se encontra o nexo dessa articula&ccedil;&atilde;o entre jornalistas, intelectuais e ativistas pol&iacute;ticos.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Eram jornais que se apresentavam como alternativa de leitura aos grandes jornais ent&atilde;o existentes. Tratavam de temas comumente enfocados pela imprensa e circulavam no mesmo circuito: eram vendidos em bancas, por assinaturas ou em locais de p&uacute;blico flutuante (universidades, centros de conven&ccedil;&otilde;es, etc).</p>      <p align="justify">No conjunto, a imprensa alternativa comportava, al&eacute;m de jornais com caracter&iacute;sticas de peri&oacute;dicos de circula&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria e os boletins populares, outros segmentos como o da imprensa popular ligados aos movimentos populares. Na imprensa, ent&atilde;o dita popular, destacavam-se o <i>Mulherio, </i>produzido por um grupo de mulheres e que tratava da situa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico feminino na sociedade; o <i>Porantin, </i>do Conselho Indigenista Mission&aacute;rio (CIMI), que abordava a quest&atilde;o do &iacute;ndio; e o <i>Jornallivro, </i>produzido por entidades e grupos voltados ao trabalho de educa&ccedil;&atilde;o de base. Entre os segmentos atentos &agrave; imprensa pol&iacute;tico-partid&aacute;ria devem ser citados os jornais <i>Voz da Unidade, Tribuna da Luta Oper&aacute;ria, Companheiros </i>e <i>Em Tempo. </i>A imprensa sindical, por seu lado, editou jornais importantes como a <i>Tribuna Metal&uacute;rgica </i>e <i>Folha Banc&aacute;ria<a name="no_25"></a><a href="#no25"><sup>25</sup></a>, </i>ainda existentes.</p>      <p align="justify">Ent&atilde;o, o que caracteriza o jornalismo como alternativo &eacute; o fato de representar uma op&ccedil;&atilde;o enquanto fonte de informa&ccedil;&atilde;o, pelo conte&uacute;do que oferece e pelo tipo de abordagem. Mas, como j&aacute; ressaltado, tamb&eacute;m os pequenos jornais, boletins informativos e outras formas de comunica&ccedil;&atilde;o (como panfletos, alto-falantes, carro de som, literatura de cordel, slides etc. -do circuito dos movimentos populares) eram chamados alternativos pela for&ccedil;a do sentido do seu conte&uacute;do, por&eacute;m, sem dispensar a leitura de jornais convencionais. Em suma, h&aacute; uma comunica&ccedil;&atilde;o alternativa no &acirc;mbito dos movimentos populares que extrapola jornais e o jornalismo.</p>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria: diversidade e converg&ecirc;ncia</b></p></font>      <p align="justify">H&aacute; que se recordar que comunica&ccedil;&atilde;o popular deriva da palavra povo, de uso n&atilde;o un&iacute;ssono. Como enfatiza Wanderley (1979, p. 64), o termo povo pode significar o conjunto dos cidad&atilde;os (o povo brasileiro); os nacionalistas que lutam contra um colonizador estrangeiro; os pobres ou empobrecidos, sempre lembrados como &quot;pov&atilde;o&quot; ou &quot;povinho&quot;; as classes subalternas situadas em oposi&ccedil;&atilde;o das classes dominantes na sociedade. Pode-se ainda tomar &quot;povo&quot; como um conceito sempre em transforma&ccedil;&atilde;o que cont&eacute;m rica negatividade e est&aacute; sempre em oposi&ccedil;&atilde;o aos que se apresentam como anti-povo, os opressores ou aqueles que contradizem as necessidades e interesses da maioria.</p>      <p align="justify">Da perspectiva de povo como conceito din&acirc;mico, deriva-se a id&eacute;ia do popular-alternativo.</p>      <p align="justify">Situa-se no universo dos movimentos sociais populares no processo de lutas por direitos de cidadania. Mas h&aacute; outras dimens&otilde;es do popular, como popular-folcl&oacute;rico, abarcando as manifesta&ccedil;&otilde;es culturais tradicionais e genu&iacute;nas do povo presentes em manifesta&ccedil;&otilde;es de folkcomunica&ccedil;&atilde;o (literatura de cordel etc.); e como popular-massivo, quando permeia a grande m&iacute;dia privada. Esta &uacute;ltima dimens&atilde;o se manifesta em tr&ecirc;s perspectivas: culturalista (trabalha dimens&otilde;es da cultura do povo), popularesca (programa midi&aacute;tico que se diz popular por usar o linguajar ou desfrutar de altos &iacute;ndices de audi&ecirc;ncia, em geral, por explorar o assistencialismo sensacionalista explorando/atendendo interesses/necessidades de pessoas) e de utilidade p&uacute;blica (conte&uacute;do informativo ou motivacional com a finalidade de esclarecer sobre problem&aacute;ticas de bairros e demais assuntos de interesse local ou de mobilizar socialmente)<a name="no_26"></a><a href="#no26"><sup>26</sup></a>.</p>      <p align="justify">Assim, h&aacute; mais o que diferenciar entre as formas de comunica&ccedil;&atilde;o ditas populares ou comunit&aacute;rias que s&atilde;o dirigidas ao &quot;povo&quot; por interm&eacute;dio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais &mdash;ditas populares&mdash; e aquelas protagonizadas por cidad&atilde;os ou movimentos e entidades associativas de interesse p&uacute;blico, do que entre comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria. As primeiras, apesar de desenvolverem dimens&otilde;es que podem ser comunit&aacute;rias ou populares, nem sempre visam a emancipa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, nem modificam a l&oacute;gica de manipula&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica da grande m&iacute;dia comercial, ressalvando algumas exce&ccedil;&otilde;es.</p>      <p align="justify">A comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria pode ser entendida de v&aacute;rias maneiras, mas sempre denota uma comunica&ccedil;&atilde;o que tem o &quot;povo&quot; (as iniciativas coletivas ou os movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es populares) como protagonista principal e como destinat&aacute;rio, desde a literatura de cordel at&eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">Comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, na forma como vem se desenvolvendo nos &uacute;ltimos tempos significa: o canal de express&atilde;o de uma comunidade (independente do seu n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e territ&oacute;rio), por meio do qual os pr&oacute;prios indiv&iacute;duos possam manifestar seus interesses comuns e suas necessidades mais urgentes. Deve ser um instrumento de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e forma&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o, sempre com a preocupa&ccedil;&atilde;o de estar em sintonia com os temas da realidade local&quot; (Deliberador; Vieira, 2005, p. 8).</p>      <p align="justify">Portanto, do ponto de vista te&oacute;rico e das pr&aacute;ticas sociais recentes, a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria recorre princ&iacute;pios da comunica&ccedil;&atilde;o popular, podendo haver certa distin&ccedil;&atilde;o entre uma experi&ecirc;ncia e outra, segundo as caracter&iacute;sticas de cada situa&ccedil;&atilde;o. E comum, por exemplo, existirem casos em que o comunit&aacute;rio se torna mais plural ao atuar num bairro, numa cidade ou regi&atilde;o onde h&aacute; diversidade de atores sociais, e em cuja realidade certas caracter&iacute;sticas comunitaristas (a&ccedil;&atilde;o conjunta, participa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o, propriedade coletiva) se diluem, mas outras permanecem, como o sentido org&acirc;nico do v&iacute;nculo local, participa&ccedil;&atilde;o na programa&ccedil;&atilde;o e a transmiss&atilde;o de conte&uacute;dos de interesse p&uacute;blico.</p>      <p align="justify">Por tudo o analisado, a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria &mdash;que por vezes &eacute; denominada popular, alternativa ou participativa&mdash; se caracteriza por processos de comunica&ccedil;&atilde;o baseados em princ&iacute;pios p&uacute;blicos, como n&atilde;o ter fins lucrativos, propiciar a participa&ccedil;&atilde;o ativa da popula&ccedil;&atilde;o, ter &mdash;preferencialmente&mdash; propriedade coletiva e difundir conte&uacute;dos com a finalidade de desenvolver a educa&ccedil;&atilde;o, a cultura e ampliar a cidadania. Engloba os meios tecnol&oacute;gicos e outras modalidades de canais de express&atilde;o sob controle de associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es sociais sem fins lucrativos. Por meio dela, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, realiza-se o direito de comunicar<a name="no_27"></a><a href="#no27"><sup>27</sup></a> ao garantir o acesso aos canais de comunica&ccedil;&atilde;o. Trata-se n&atilde;o apenas do direito do cidad&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, enquanto receptor - t&atilde;o presente quando se fala em grande m&iacute;dia -, mas do direito ao acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o na condi&ccedil;&atilde;o de produtor e difusor de conte&uacute;dos.</p>      <p align="justify">Luis Ramiro Beltran (1981, pp. 30-32), ressaltando as contribui&ccedil;&otilde;es de precursores como Fernando Reyes Matta, Miguel Azcueta, Juan Diaz Bordenave, Josiane Josuet e Jo&atilde;o Bosco Pinto, al&eacute;m do informe final da Reuni&oacute;n sobre la Autogesti&oacute;n, el acesso y la Participaci&oacute;n en Material de Comunicaci&oacute;n, da Unesco, realizada em Belgrado (1977), na explicita&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o horizontal, j&aacute; falava em direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como: acesso (direito de receber mensagens); di&aacute;logo (direito de receber e emitir mensagens); e participa&ccedil;&atilde;o (direito de participar efetivamente dos processos de comunica&ccedil;&atilde;o).</p>      <p align="justify">H&aacute; muito tempo se sabe que a participa&ccedil;&atilde;o ativa do cidad&atilde;o em todas as fases da comunica&ccedil;&atilde;o, como protagonista, propicia a constitui&ccedil;&atilde;o de processos educomunicativos favor&aacute;veis ao desenvolvimento mais &aacute;gil do exerc&iacute;cio da cidadania. Desse modo, apesar da validade de meios comunit&aacute;rios que prezam apenas a difus&atilde;o de conte&uacute;dos de interesse p&uacute;blico e aderentes &agrave;s localidades ao inv&eacute;s de provocar a participa&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada das pessoas no que fazer comunicativo, o ideal &eacute; possibilitar a oportunidade de aprendizado n&atilde;o s&oacute; pelas mensagens divulgadas mas tamb&eacute;m pelo envolvimento direto na sua produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o. N&atilde;o se discute a import&acirc;ncia da difus&atilde;o de conte&uacute;dos educativos, mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; por meio deles que se conscientiza.</p>      <p align="justify">Os processos de comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria t&ecirc;m maior visibilidade, especialmente em duas situa&ccedil;&otilde;es: quando os desafios est&atilde;o, por exemplo, na apropria&ccedil;&atilde;o de instrumentos de comunica&ccedil;&atilde;o dirigida, como pequenos jornais, panfletos, cartazes, faixas, tro&ccedil;as carnavalescas, pe&ccedil;as de teatro, slides, alto-falantes, TV de rua etc. Oportuno lembrar que os meios artesanais foram os que se mostraram vi&aacute;veis no per&iacute;odo inicial da a&ccedil;&atilde;o dos movimentos populares. J&aacute; em outra situa&ccedil;&atilde;o, quando h&aacute; o empoderamento social das tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o, que passa pelo videocassete, alto-falante, r&aacute;dio em freq&ecirc;ncia modulada, televis&atilde;o comunit&aacute;ria no sistema cabo, e mais adiante, sites, blogs, fotologs e listas de discuss&atilde;o na internet. Empoderamento, de <i>empowerment, </i>em ingl&ecirc;s, quer dizer participa&ccedil;&atilde;o popular ativa com poder de controle e de decis&atilde;o nos processos sociais (pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relacionadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, Comunica&ccedil;&atilde;o, transporte, quest&otilde;es de g&ecirc;nero, gera&ccedil;&atilde;o de renda), e como tal, tamb&eacute;m, a apropria&ccedil;&atilde;o de meios de comunica&ccedil;&atilde;o. O desafio atual &eacute; justamente avan&ccedil;ar no empoderamento qualitativo e amplo das novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo em que as antigas modalidades comunicativas continuam tendo seu lugar.</p>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e comunidade: aproxima&ccedil;&otilde;es conceituais</b></p></font>      <p align="justify">Assim como o adjetivo popular &eacute; constitutivo da express&atilde;o &quot;comunica&ccedil;&atilde;o popular&quot; e deriva da palavra povo, a express&atilde;o &quot;comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria&quot; tem liga&ccedil;&atilde;o com os conceitos de comunidade. Estes s&atilde;o complexos e est&atilde;o em transforma&ccedil;&atilde;o. Originalmente enfatizam-na como urna unidade em que os la&ccedil;os entre os seus membros s&atilde;o org&acirc;nicos e espont&acirc;neos - sejam eles baseados na vizinhan&ccedil;a, la&ccedil;os de sangue ou espiritual (T&ouml;nnies, 1973,1995), pressup&otilde;em uma base geogr&aacute;fica espec&iacute;fica &#91;sic&#93; e a exist&ecirc;ncia de coes&atilde;o social (Maciver; Page 1973, p. 122), ou ainda se vislumbra a forma&ccedil;&atilde;o de uma organicidade capaz de constituir uma &quot;comunidade universal&quot;, a partir de uma sintonia de interesse pela vida (Buber, 1987), ou seja, a forma&ccedil;&atilde;o de uma &quot;comunidade de ideias&quot;, entre outros aspectos.</p>      <p align="justify">Em meio a cr&iacute;ticas no que se refere ao car&aacute;ter ut&oacute;pico de comunidade, como concebida pelos cl&aacute;ssicos, desde as &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, quando lhe foi atribu&iacute;do um sentido extempor&acirc;neo e se decretou sua poss&iacute;vel morte enquanto fen&ocirc;meno social. Por&eacute;m, ao que tudo indica, a comunidade nunca deixou de existir, apesar das altera&ccedil;&otilde;es em suas configura&ccedil;&otilde;es e dos (des)entendimentos te&oacute;ricos, e continua fazendo parte do debate na atualidade.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">H&aacute; mudan&ccedil;as substanciais nas concep&ccedil;&otilde;es de comunidade, ao mesmo tempo em que alguns de seus princ&iacute;pios ainda se verificam. O sentimento de perten&ccedil;a, a participa&ccedil;&atilde;o, a conjun&ccedil;&atilde;o de interesses e a intera&ccedil;&atilde;o, por exemplo, s&atilde;o caracter&iacute;sticas que persistem ao longo da hist&oacute;ria, enquanto a no&ccedil;&atilde;o de l&oacute;cus territorial espec&iacute;fico como elemento estruturante de comunidade est&aacute; superada pelas altera&ccedil;&otilde;es provocadas pela incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. Sem menosprezar que a quest&atilde;o do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico continua sendo um importante fator de agrega&ccedil;&atilde;o social em determinados contextos e circunst&acirc;ncias.</p>      <p align="justify">Enfim, a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia de uma praxis que vai al&eacute;m do simples estar pr&oacute;ximo ou compartilhar das mesmas situa&ccedil;&otilde;es. Pertencer a uma mesma etnia ou morar num mesmo bairro ou usar o mesmo transporte coletivo, n&atilde;o quer dizer que existam rela&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias. A comunidade se funda em identidades, a&ccedil;&atilde;o conjugada, reciprocidade de interesses, coopera&ccedil;&atilde;o, sentimento de perten&ccedil;a, v&iacute;nculos duradouros e rela&ccedil;&otilde;es estreitas entre seus membros.</p>      <p align="justify">Portanto, nem todo meio de comunica&ccedil;&atilde;o local &eacute; comunit&aacute;rio, apenas por se dirigir a uma audi&ecirc;ncia pr&oacute;xima, usar a mesma linguagem ou falar das coisas do lugar. Este pode simplesmente reproduzir os padr&otilde;es da m&iacute;dia comercial privada em termos de interesses econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos, al&eacute;m de se basear na mesma l&oacute;gica de gest&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o, distanciando-se da perspectiva comunitarista.</p>      <p align="justify">Assim, &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria s&atilde;o reservadas exig&ecirc;ncias de v&iacute;nculos identit&aacute;rios: n&atilde;o possuir finalidades lucrativas, e estabelecer rela&ccedil;&otilde;es horizontais entre emissores e receptores com vistas ao empoderamento social progressivo da m&iacute;dia e amplia&ccedil;&atilde;o da cidadania.</p>      <p align="justify">H&aacute; outro n&iacute;vel de mudan&ccedil;a que interfere no conceito de comunidade e que tem tudo a ver com a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, qual seja, a m&iacute;stica em torno da justi&ccedil;a social. Esta &eacute; constru&iacute;da na praxis dos movimentos populares, associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, sindicatos, setores progressistas de igrejas, ONGs de base social e demais organiza&ccedil;&otilde;es do terceiro setor. Mesmo n&atilde;o seja poss&iacute;vel identific&aacute;-los como comunidades espec&iacute;ficas, estes atores buscam a transforma&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de opress&atilde;o e sofrimento de segmentos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira com vistas a efetiva&ccedil;&atilde;o de um mundo em que todos possam ter dignidade e seus direitos de cidadania respeitados. T&ecirc;m algo em comum, a partir do qual se poderia vislumbrar a constitui&ccedil;&atilde;o de uma &quot;comunidade de id&eacute;ias&quot;. E neste n&iacute;vel que a comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria vai se cruzando com outras formas de express&atilde;o e com os pr&oacute;prios fazeres sociais, afinal ela n&atilde;o &eacute; algo que acontece &agrave; parte, mas, imbricada nos processos associativos mais amplos.</p>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es fin&aacute;is</b></p></font>      <p align="justify">As pr&aacute;ticas comunicacionais geraram conceitos que permitem tomar as express&otilde;es comunica&ccedil;&atilde;o popular, alternativa e comunit&aacute;ria como sin&ocirc;nimos, quando se referem &agrave;s lutas de segmentos subalternos por sua emancipa&ccedil;&atilde;o, mesmo havendo algumas caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias em cada um dos processos.</p>      <p align="justify">A comunica&ccedil;&atilde;o alternativa se recria continuamente. Sua vertente comunit&aacute;ria vem ganhando expressividade e distin&ccedil;&atilde;o no Brasil desde o final dos anos 1990. Recentemente, a comunica&ccedil;&atilde;o popular-alternativa e o jornalismo alternativo se atualizam e assumem diversas fei&ccedil;&otilde;es. As motiva&ccedil;&otilde;es para tanto possivelmente v&ecirc;m do interesse social presente nos cidad&atilde;os e nas organiza&ccedil;&otilde;es civis em interferir nos sistemas geradores e mantenedores da desigualdade, al&eacute;m das possibilidades inovadoras, como a efetiva interatividade, que as novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (NTIC) oferecem.</p>  <hr>  <font face="verdana" size="3">     <br>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Pie de P&aacute;gina</b></p></font>      <p align="justify"><a name="no3"></a><a href="#no_3"><sup>3</sup></a> Aquelas que t&ecirc;m segmentos da popula&ccedil;&atilde;o como protagonistas.</p>      <p align="justify"><a name="no4"></a><a href="#no_4"><sup>4</sup></a> Ver Peruzzo (2004a)</p>      <p align="justify"><a name="no5"></a><a href="#no_5"><sup>5</sup></a> Ver Perazzo (2004a) e Festa (1986).</p>      <p align="justify"><a name="no6"></a><a href="#no_6"><sup>6</sup></a> Fernando Reyes Matta, M&aacute;rio Kapl&uacute;n, Rafael Roncagliolo, Felipe Espinosa, Jorge Merino Utreras, Rosa Maria Alfaro, Eduardo Contreras, Alfonso Gumucio Drag&oacute;n, Fernando Ossandron, Aldfredo Paiva, M&aacute;ximo Simpson Grinberg, Josiane Jovet, Carlos Monsivais, Miguel Azcueta, Luis Ramiro Beltran, Juan Diaz Bordenave, Ana Maria Nethol, Maria Cristina Mata, Diego Portales, Daniel Prieto, Hector Schumcler, Jos&eacute; Ignacio Vigil, Jos&eacute; Martinez Terrerro, Esmeralda Villegas Uribe, Regina Dalva Festa, Luiz Fernando Santoro, Marco Morel, Pedro Gilberto Gomes, Joana Puntel, Denise Cogo, Cicilia M.Krohling Peruzzo e muitos outros.</p>      <p align="justify"><a name="no7"></a><a href="#no_7"><sup>7</sup></a> Asociaci&oacute;n Latinoamericana de Educaci&oacute;n Radiof&ocirc;nica, com sede em Quito, Equador.</p>      <p align="justify"><a name="no8"></a><a href="#no_8"><sup>8</sup></a> Traduzido do castelhano de publica&ccedil;&atilde;o editada pelas Edi&ccedil;&otilde;es Paulinas de Buenos Aires.</p>      <p align="justify"><a name="no9"></a><a href="#no_9"><sup>9</sup></a> Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o.</p>      <p align="justify"><a name="no10"></a><a href="#no_10"><sup>10</sup></a> Instituto Brasileiro de An&aacute;lises Sociais e Econ&ocirc;micas/Centro de Treinamento Audiovisual.</p>      <p align="justify"><a name="no11"></a><a href="#no_11"><sup>11</sup></a> Federa&ccedil;&atilde;o de &agrave;rg&atilde;os para Assist&ecirc;ncia Social e Educacional.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><a name="no12"></a><a href="#no_12"><sup>12</sup></a> Servi&ccedil;o &agrave; Pastoral da Comunica&ccedil;&atilde;o / Irm&atilde;s Paulinas.</p>      <p align="justify"><a name="no13"></a><a href="#no_13"><sup>13</sup></a> Todos traduzidos de textos originais em castelhano, de responsabilidade da ALER &mdash;Am&eacute;rica Latina&mdash;, com sede em Quito, e escritos por Jos&eacute; Ignacio L&oacute;pez Vigil ou Andr&eacute;a Geerts.</p>      <p align="justify"><a name="no14"></a><a href="#no_14"><sup>14</sup></a> Entre eles o livro da pr&oacute;pria autora, <i>Comunica&ccedil;&atilde;o nos movimentos populares: a participa&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da cidadania </i>(2004), originalmente uma tese de doutorado, defendida em 1991.</p>      <p align="justify"><a name="no15"></a><a href="#no_15"><sup>15</sup></a> Ver Peruzzo (2004a, pp. 124-126).</p>      <p align="justify"><a name="no16"></a><a href="#no_16"><sup>16</sup></a> Ver Peruzzo (1998).</p>      <p align="justify"><a name="no17"></a><a href="#no_17"><sup>17</sup></a> Comunica&ccedil;&atilde;o das classes subalternas e em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao <i>status c&#161;uo.</i></p>      <p align="justify"><a name="no18"></a><a href="#no_18"><sup>18</sup></a> Por exemplo, o Centro de Pastoral Vergueiro (CPV), que iniciou suas atividades em 1969 e se fortaleceu nos anos de 1970, tendo realizado um trabalho de cataloga&ccedil;&atilde;o, editora&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es populares, e do Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o Popular de S&atilde;o Miguel Paulista (CEMI), que teve um trabalho muito importante de comunica&ccedil;&atilde;o popular na Zona Leste. Segundo Festa (1986, pp.184-189), em 1979 o CPV divulgou 150 t&iacute;tulos de publica&ccedil;&otilde;es populares. Em 1980 foram mais de 280, em 1981, 418 e em 1982, 523 publica&ccedil;&otilde;es.</p>      <p align="justify"><a name="no19"></a><a href="#no_19"><sup>19</sup></a> Tal tipo de associa&ccedil;&atilde;o extrapola os par&acirc;metros da comunica&ccedil;&atilde;o popular-comunit&aacute;ria t&iacute;pica por configurar-se num processo que aglutina diferentes modalidades de entidades (sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es de moradores, igrejas, entidades culturais e filantr&oacute;picas etc.) e dirigir-se a uma audi&ecirc;ncia diversificada, embora seja de uma mesma cidade.</p>      <p><a name="no20"></a><a href="#no_20"><sup>20</sup></a> Exemplos: <i>Revista Vira&ccedil;&atilde;o </i>(S&atilde;o Paulo), <i>Jornal Becos e Vielas Z/S </i>(S&atilde;o Paulo), Joinha Filmes (S&atilde;o Paulo), Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias Raio X Comunica&ccedil;&atilde;o (S&atilde;o Paulo), Coletivo Metareciclagem (<a href="http://www.liganois.com.br" target="_blank">www.liganois.com.br</a>) (S&atilde;o Paulo), <i>Jornal Cidad&atilde;o </i>(Rio de Janeiro), etc.</p>      <p align="justify"><a name="no21"></a><a href="#no_21"><sup>21</sup></a> A m&iacute;dia massiva comercial passou a abrir mais espa&ccedil;o para assuntos antes restritos aos meios alternativos e comunit&aacute;rios, como tamb&eacute;m para programa&ccedil;&atilde;o regional, o que favorece a abordagem de temas ligados &agrave; cidadania, desenvolvimento social e cultura local.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><a name="no22"></a><a href="#no_22"><sup>22</sup></a> Se bem que essa finalidade caberia a qualquer meio de comunica&ccedil;&atilde;o. No entanto, a m&iacute;dia audiovisual comercial &eacute; dada fundamentalmente ao entretenimento, n&atilde;o importando se o seu teor agride &quot;minorias&quot; ou provoca repercuss&otilde;es destrutivas de valores humanos e culturais.</p>      <p align="justify"><a name="no23"></a><a href="#no_23"><sup>23</sup></a> Servi&ccedil;o Social do Com&eacute;rcio e Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial.</p>      <p align="justify"><a name="no24"></a><a href="#no_24"><sup>24</sup></a> Ver Kucinski (1991) e Pereira (1986).</p>      <p align="justify"><a name="no25"></a><a href="#no_25"><sup>25</sup></a> Ver Festa (1986) e Kucinski (1991).</p>      <p align="justify"><a name="no26"></a><a href="#no_26"><sup>26</sup></a> Ver mais detalhes em Peruzzo (2004a, pp. 116-120).</p>      <p align="justify"><a name="no27"></a><a href="#no_27"><sup>27</sup></a> Ver Peruzzo (2004b).</p>  <hr>  <font face="verdana" size="3">     <br>    <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p></font>      <!-- ref --><p align="justify">Beltran, L. R. Adeus a Arist&oacute;teles.Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade: revista do Programa de Comunica&ccedil;&atilde;o. S.B.do Campo: UMESP, n. 6, p. 5-35. Set. 1981.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0122-8285200800020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Buber, Martin. <i>Sobre comunidade. </i>Sele&ccedil;&atilde;o e introdu&ccedil;&atilde;o de Marcelo Dascal e Oscar Zimmermann. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 1987.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0122-8285200800020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Deliberador, Luzia M. Y.; Vieira, Ana C. R. Comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania em uma Cooperativa de Assentamento do MST. Trabalho apresentado no NP Comunica&ccedil;&atilde;o para a Cidadania. XXVIII Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncias da Comunica&ccedil;&atilde;o, promovido pela INTERCOM e realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, de 5 a 9 de setembro 2005. &#91;CDRom&#93;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0122-8285200800020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Diaz Bordenave, Juan. Al&eacute;m os meios e das mensagens: introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como processo, tecnologia, sistema e ci&ecirc;ncia. Petr&oacute;polis: Vozes, 1983.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0122-8285200800020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Festa, Regina. Movimentos sociais, comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa. In: Festa, R. ; Silva, Carlos Eduardo Lins da (Orgs.). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa no Brasil. </i>S&atilde;o Paulo: Paulinas, 1986. p. 9-30.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0122-8285200800020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Festa, Regina. Comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa: realidade e utopias. S&atilde;o Bernardo do Campo: IMS, 1984. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado - Comunica&ccedil;&atilde;o).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0122-8285200800020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Festa, Regina. Elementos para uma an&aacute;lise da comunica&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina: perspectivas para os anos 90. In: Peruzzo, C.M.K. (Org). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o e culturas populares. </i>S&atilde;o Paulo: Intercom, 1995. p. 125-142.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0122-8285200800020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Gim&eacute;nez, Gilberto. Notas para uma teoria da comunica&ccedil;&atilde;o popular. Cadernos CEAS. Salvador: CEAS, n. 61, pp. 57-61, maio-jun.1979.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0122-8285200800020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Kapl&uacute;n, M&aacute;rio. <i>El comunicador popular. </i>Quito: CIESPAL, 1985.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0122-8285200800020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Kucinski, Bernardo. <i>Jornalistas e revolucion&aacute;rios: nos tempos da imprensa alternativa. </i>S&atilde;o Paulo: Scritta, 1991.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0122-8285200800020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Miranda, Orlando de (Org.). <i>Para ler Ferdinand T&ouml;nnies. </i>S&atilde;o Paulo: EDUSP, 1995.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0122-8285200800020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Pereira, Raimundo R. Viva a imprensa alternativa. In: Festa, R; Silva, Carlos Eduardo Lins da (Orgs.). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o popular e alternativa no Brasil. </i>S&atilde;o Paulo: Paulinas, 1986. p. 53-79.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0122-8285200800020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Peruzzo, Cicilia M.K. M&iacute;dia comunit&aacute;ria. Comunica&ccedil;&atilde;o e Sociedade: revista do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o Social. S&atilde;o Bernardo do Campo: UMEP, n. 30, p. 141-156,1998.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0122-8285200800020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peruzzo, Cicilia M.K. Comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania. <i>Revista PCLA </i>- Pensamento Comunicacional Latino Americano. S&atilde;o Bernardo do Campo: C&aacute;tedra Unesco-Umesp, v. 4, n. 1, p. 1-9, 2002a. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.metodista.br/unesco/pcla", target="_blank">www.metodista.br/unesco/pcla</a>&gt;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0122-8285200800020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Peruzzo, Cicilia M.K. Comunidades em tempo de redes. In: Peruzzo, Cicilia M.K; COGO, Denise; Kapl&uacute;n, Gabriel (Orgs.) <i>Comunicaci&oacute;n y movimientos populares: &#191;cuales redes? </i>S&atilde;o Leolpoldo: Unisinos, 2002b. p. 275-298.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0122-8285200800020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Peruzzo, Cicilia M.K. <i>Comunica&ccedil;&atilde;o nos movimentos populares: a participa&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da cidadania. </i>3a. ed. Petr&oacute;polis: Vozes, 2004a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0122-8285200800020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Peruzzo, Cicilia M.K. Direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, participa&ccedil;&atilde;o popular e cidadania. In: Oliveira. Maria Jos&eacute; da C. (Org.). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. </i>Campinas: Al&iacute;nea, 2004b. p. 49-79.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0122-8285200800020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Puntel, Joana T. <i>A Igreja e a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. </i>S&atilde;o Paulo: Paulinas, 1994.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0122-8285200800020001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">T&ouml;nnies, Ferdinand. Comunidade e sociedade como entidades t&iacute;pico-ideais. In: Fernandes, Florestan (Org.). <i>Comunidade e sociedade. </i>S&atilde;o Paulo: Nacional, 1973. v. 1. p. 96-116.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0122-8285200800020001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">T&ouml;nnies, Ferdinand. Determina&ccedil;&atilde;o geral dos conceitos principais. In: Miranda, Orlando de (Org.). <i>Para ler Ferdinand T&ouml;nnies. </i>S&atilde;o Paulo: EDUSP, 1995. p. 231-352.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0122-8285200800020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="justify">Wanderley, Luiz E. Apontamentos sobre educa&ccedil;&atilde;o popular. In: Valle, J. Ed&ecirc;nio; Queiroz, J. J. (Orgs.) <i>A cultura do povo. </i>S&atilde;o Paulo: Cortez, 1979. p. 58-79.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0122-8285200800020001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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