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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims, firstly, at discussing the concept of praxis in Aristotelian philosophy as action. Secondly, the text tries to prove the hypothesis that it is in Heidegger&#39;s philosophy that this concept establishes a link with the subject. Heidegger studies Ethics in praxis&#39;s environment, and looks for a contraposition between the concept of Ethics and the concepts of technique and theory, and moves away from Aristotle when defending that theoretical procedure derives from poiethical subordination.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <center><font face="verdana" size="3"><b>Sujeito e pr&aacute;xis social    <br>    <br> <i>Subject and social pr&aacute;xis</i></b></font></center> <font face="verdana" size="2">     <p>     <center>Neiva Afonso Oliveira    <br> Universidade Federal de Pelotas. <a href="mailto:neiva.afonso.oliveira@gmail.com">neiva.afonso.oliveira@gmail.com</a></center> </p>     <p>     <center>Kelin Valeir&atilde;o    <br> Universidade Federal de Pelotas. <a href="mailto:kpaliosa@hotmail.com">kpaliosa@hotmail.com</a></center> </p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<center>Recibido el 28 de octubre de 2013 y aprobado el 06 de diciembre de 2013</center> </p> <hr>    <br> <b>Resumo</b>     <p> O presente artigo objetiva, em primeiro lugar, tratar do conceito de <i>pr&aacute;xis</i> na filosofia aristot&eacute;lica enquanto a&ccedil;&atilde;o. Em um segundo momento, o texto tenta comprovar a hip&oacute;tese de que &eacute; na filosofia heideggeriana que o conceito de <i>pr&aacute;xis</i> assume uma vincula&ccedil;&atilde;o com o sujeito. Heidegger tematiza a &eacute;tica no &acirc;mbito da <i>pr&aacute;xis</i>, buscando uma contraposi&ccedil;&atilde;o entre o conceito de <i>pr&aacute;xis</i> e os conceitos de t&eacute;cnica e teoria e distancia-se de Arist&oacute;teles por defender que o procedimento teor&eacute;tico deriva da subordina&ccedil;&atilde;o poi&eacute;tica. </p> <b>Palavras-chave</b>     <p> Arist&oacute;teles, Heidegger, <i>Pr&aacute;xis</i>, t&eacute;cnica. </p> <b>Abstract</b>     <p> This paper aims, firstly, at discussing the concept of <i>praxis</i> in Aristotelian philosophy as <i>action</i>. Secondly, the text tries to prove the hypothesis that it is in Heidegger&#39;s philosophy that this concept establishes a link with the subject. Heidegger studies Ethics in praxis&#39;s environment, and looks for a contraposition between the concept of Ethics and the concepts of technique and theory, and moves away from Aristotle when defending that theoretical procedure derives from poiethical subordination. </p> <b>Key words</b>     <p> Aristotle, Heidegger, Praxis, Technique. </p> <hr>    <br> </font>     <center><font face="verdana" size="3"><b>Sujeito e pr&aacute;xis social</b></font></center> <font face="verdana" size="2">     <p> A <i>pr&aacute;xis</i> enquanto atividade humana na sociedade e na natureza passa a ser uma reflex&atilde;o central na discuss&atilde;o acerca do processo de humaniza&ccedil;&atilde;o. Aqui, propomos analisar o conceito de <i>pr&aacute;xis</i> no pensamento de Arist&oacute;teles, principalmente do livro I ao VI da sua obra <i>Ética a Nic&ocirc;maco</i> e relacionar, dentro do poss&iacute;vel, com os estudos de Martin Heidegger e, consequentemente, de seus seguidores: Hannah Arendt e Hans-Georg Gadamer. Cabe salientar que, na obra de Arist&oacute;teles, a &eacute;tica &eacute; vista enquanto <i>pr&aacute;xis</i>, contudo, opta-se por trabalhar, de forma sint&eacute;tica, somente os seis primeiros livros. </p>     <p> Com rela&ccedil;&atilde;o ao conceito, Abbagnano aponta que &quot;com este termo (que &eacute; a transcri&ccedil;&atilde;o da palavra grega que significa a&ccedil;&atilde;o) designa-se especialmente na express&atilde;o &#39;filosofia da pr&aacute;xis&#39; o mundo da hist&oacute;ria como &ecirc;le &eacute; interpretado pelo materialismo dial&eacute;tico&quot; (755). Aqui, pretende-se demonstrar que, grosso modo, o conceito de <i>pr&aacute;xis</i> &eacute; sin&ocirc;nimo de a&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Arist&oacute;teles defende que h&aacute; a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias, involunt&aacute;rias e mistas. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; primeira, afirmamos que a responsabilidade moral est&aacute; no indiv&iacute;duo, no agente que exerce a a&ccedil;&atilde;o, consistindo n&atilde;o somente no agir corretamente, mas, tamb&eacute;m, no querer agir corretamente. Uma a&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o moral do &acirc;mbito da <i>pr&aacute;xis</i>, ou seja, representa uma a&ccedil;&atilde;o em que entra o julgamento como, por exemplo, bem e mal, grande e pequeno, etc. Arist&oacute;teles afirma que &quot;a virtude se relaciona com paix&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es, e &eacute; &agrave;s paix&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias que se dispensa louvor e censura, enquanto as involunt&aacute;rias merecem perd&atilde;o e &agrave;s vezes piedade&quot; (41 III 1 1109b). Um exemplo para melhor elucidar esta a&ccedil;&atilde;o, est&aacute; em um homem que, estando atrasado para chegar ao trabalho, prefere seguir o seu caminho a prestar socorro a uma velhinha que est&aacute; tendo um mal s&uacute;bito. </p>     <p> As a&ccedil;&otilde;es involunt&aacute;rias se caracterizam pelo princ&iacute;pio motor ser exterior ao agente, gerando culpa e arrependimento. Tais a&ccedil;&otilde;es ocorrem, segundo Arist&oacute;teles, por compuls&atilde;o ?sendo for&ccedil;ado a realizar uma devida a&ccedil;&atilde;o, ou por ignor&acirc;ncia? quando n&atilde;o se tem conhecimento de todas as circunst&acirc;ncias que implicam o ato. Aqui, cabe o exemplo de Édipo que, por ignor&acirc;ncia, casou-se com sua m&atilde;e e matou o pai. Arist&oacute;teles destaca que &quot;&eacute; de se presumir que os atos praticados sob o impulso da c&oacute;lera ou do apetite n&atilde;o mere&ccedil;am a qualifica&ccedil;&atilde;o de involunt&aacute;rias&quot; (43 III 1 1111a) e, portanto, n&atilde;o devem ser perdoadas. </p>     <p> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es mistas, Arist&oacute;teles afirma que s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es praticadas para se evitar um mal maior, representando a&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas ou realizadas por ignor&acirc;ncia. Contudo, acrescenta que s&atilde;o estas a&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas das volunt&aacute;rias, porque o princ&iacute;pio moral est&aacute; no agente e a ele cabe a escolha de agir de tal forma. Um exemplo, bastante sugestivo, ocorre &quot;quando se lan&ccedil;am cargas ao mar durante uma tempestade; porque, em teoria, ningu&eacute;m voluntariamente joga bens valiosos, mas somente quando assim o exige a seguran&ccedil;a pr&oacute;pria e a da tripula&ccedil;&atilde;o de um navio, o que qualquer homem sensato o far&aacute;&quot; (41 III 1 1110a). Logo, o indiv&iacute;duo preferiu lan&ccedil;ar os bens ao mar a arriscar a seguran&ccedil;a da tripula&ccedil;&atilde;o. Ou ainda &quot;se um tirano ordenasse a algu&eacute;m um ato vil e esse algu&eacute;m, tendo os pais e os filhos em poder daquele, praticasse o ato para salv&aacute;-los de serem mortos&quot; (41 III 1 1110a). Tais a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mistas, justamente, por serem compostas por a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias e involunt&aacute;rias. </p>     <p> Arist&oacute;teles afirma que &quot;depende de n&oacute;s praticar atos nobres e vis, e se &eacute; isso que se entende por ser bom ou mau, ent&atilde;o depende de n&oacute;s sermos virtuosos ou viciosos&quot; e acrescenta: &quot;ningu&eacute;m &eacute; involuntariamente feliz, mas a maldade &eacute; volunt&aacute;ria&quot; (47 III 5 1113b). Nesta perspectiva, as virtudes (a&ccedil;&otilde;es corretas) s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias realizadas atrav&eacute;s da escolha e da delibera&ccedil;&atilde;o do agente sobre os meios a serem seguidos. De acordo com o Estagirita, &quot;a virtude &eacute;, pois, uma disposi&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter relacionada com uma escolha e consiste numa mediania&quot; (33 II 6 1107a). Desta cita&ccedil;&atilde;o, entende-se que a virtude (<i>aret&ecirc;</i>) envolve uma disposi&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter, uma escolha deliberada, o meio-termo, a reta raz&atilde;o e a prud&ecirc;ncia. Nos par&aacute;grafos abaixo, tentar-se-&aacute; realizar uma breve s&iacute;ntese sobre o que v&ecirc;m a ser cada um destes elementos que comp&otilde;em o conceito de virtude. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter, entende-se que as virtudes s&atilde;o adquiridas por pr&aacute;ticas de boas a&ccedil;&otilde;es, tornando-se bons h&aacute;bitos. Assim, a virtude &eacute; o produto final da educa&ccedil;&atilde;o e do cultivo destes h&aacute;bitos. Um homem virtuoso seria aquele que apresenta um desempenho cont&iacute;nuo de bons h&aacute;bitos. Para Arist&oacute;teles, a virtude n&atilde;o &eacute; uma simples disposi&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, mas, sim, um estado do car&aacute;ter do agente, ou seja, um modo de ser. </p>     <p> A virtude como escolha deliberada &eacute; o que defende a filosofia aristot&eacute;lica acrescentando o Estagirita que &quot;a escolha envolve um princ&iacute;pio racional e o pensamento. Seu pr&oacute;prio nome parece sugerir que ela &eacute; aquilo que colocamos diante de outras coisas&quot; (45 III 2 1112a). Nesse sentido, a escolha &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria que pressup&otilde;e a delibera&ccedil;&atilde;o, a investiga&ccedil;&atilde;o dos meios necess&aacute;rios a atingir um fim buscado pelo agente. Aqui, cabe salientar que se deve deliberar sobre as coisas que est&atilde;o ao nosso alcance e podem ser realizadas (a&ccedil;&otilde;es particulares), pois n&atilde;o se pode deliberar sobre o que &eacute; exato como, por exemplo, a matem&aacute;tica. Portanto, se &eacute; verdade que a vontade estabelece os fins da a&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m &eacute; verdade que ela n&atilde;o pode ser confundida com apetite ou desejo, pois a escolha n&atilde;o &eacute; passional, mas, sim, racional. </p>     <p> Ainda sobre a escolha deliberada, demarca-se que somente na Teoria das Virtudes o indiv&iacute;duo escolhe e delibera, dependendo da <i>pr&aacute;xis</i>, pois nesta teoria preocupa-se com o bem particularizado, envolvendo apenas o indiv&iacute;duo; enquanto na Teoria da Justi&ccedil;a trabalha-se com o &acirc;mbito p&uacute;blico, havendo uma rela&ccedil;&atilde;o com os outros e, conseq&uuml;entemente, com o bem alheio. Logo, h&aacute; um crit&eacute;rio mais r&iacute;gido (objetivo) para alcan&ccedil;ar o bem p&uacute;blico. Cabe salientar que, segundo Arist&oacute;teles: </p>     <blockquote> a justi&ccedil;a &#91;...&#93; n&atilde;o &eacute; uma parte da virtude, mas a virtude inteira; nem &eacute; seu contr&aacute;rio, a injusti&ccedil;a, uma parte do v&iacute;cio, mas o v&iacute;cio inteiro. O que dissemos p&otilde;e a descoberto a diferen&ccedil;a entre a virtude e a justi&ccedil;a neste sentido: s&atilde;o elas a mesma coisa, mas n&atilde;o o &eacute; a sua ess&ecirc;ncia. Aquilo que, em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso pr&oacute;ximo, &eacute; justi&ccedil;a, como uma determinada disposi&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter e em si mesmo, &eacute; virtude. (83 V 1 1130a) </blockquote>     <p> Na Teoria da Justi&ccedil;a n&atilde;o h&aacute; nem escolha deliberada, nem mediedade, no sentido da Teoria das Virtudes, enquanto um modo correto de agir, mas, sim, enquanto o ponto m&eacute;dio igual entre dois extremos, havendo a imparcialidade. Assim, a justi&ccedil;a &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de possibilidade da felicidade (<i>eudaimonia</i>), sendo o bem a igualdade da justi&ccedil;a nas rela&ccedil;&otilde;es particulares. </p>     <p> Sobre o conceito de mediedade, afirma-se que a virtude &eacute; o meio-termo entre dois v&iacute;cios. A palavra &quot;meio&quot; tem dois significados. Um diz respeito ao intermedi&aacute;rio de um objeto que &eacute; o ponto eq&uuml;idistante de dois extremos. J&aacute;, o outro sentido do conceito, &eacute; definido como o meio-termo com rela&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo, n&atilde;o sendo o mesmo para todos. Nesta perspectiva, se sete bananas &eacute; muito para um indiv&iacute;duo comer e uma &eacute; pouco, ent&atilde;o, n&atilde;o se pode dizer necessariamente que o meio-termo (em rela&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo) seria quatro bananas, apesar de ser a m&eacute;dia aritm&eacute;tica entre os extremos. Inicialmente, deve-se conhecer distintamente o que &eacute; o correto para posteriormente determinar os extremos. Aqui, a m&eacute;dia correta poderia ser tr&ecirc;s bananas e partindo desta informa&ccedil;&atilde;o, estipular-se-ia os extremos, i. &eacute;., os excessos. Quando Arist&oacute;teles define a virtude, emprega este segundo sentido de &quot;meio&quot; que &eacute; o modo correto de agir, sendo os extremos os atos viciosos. </p>     <p> Para Arist&oacute;teles, as virtudes n&atilde;o s&atilde;o formas de raz&atilde;o, mas apenas envolvem a raz&atilde;o. O homem virtuoso deve agir de acordo com a regra correta que expressa a reta raz&atilde;o e n&atilde;o as paix&otilde;es impulsivas. Desta forma, ser virtuoso significa agir de acordo com a racionalidade, praticar atos virtuosos (morais), sendo que o princ&iacute;pio racional &eacute; a regra universal da a&ccedil;&atilde;o. Em algumas situa&ccedil;&otilde;es, o meio-termo &eacute; o mesmo para todos como, por exemplo, na distribui&ccedil;&atilde;o de um bem material (um terreno). Nem todas as a&ccedil;&otilde;es virtuosas, entretanto, admitem o meio-termo da mesma forma, uma vez que h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que as regras universais s&atilde;o necess&aacute;rias e devem guiar a conduta de todos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> S&oacute;crates tinha raz&atilde;o a certo respeito, mas a outro respeito andava errado: errado em pensar que todas as virtudes fossem formas de sabedoria pr&aacute;tica, mas certo em dizer que elas implicam tal modalidade de sabedoria. Temos uma confirma&ccedil;&atilde;o disto no fato de que ainda hoje todos os homens, quando definem a virtude, ap&oacute;s indicar a disposi&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter e os seus objetos, acrescentam: &quot;aquilo (isto &eacute;, aquela disposi&ccedil;&atilde;o) que est&aacute; de acordo com a reta raz&atilde;o&quot;. Ora, a reta raz&atilde;o &eacute; o que est&aacute; de acordo com a sabedoria pr&aacute;tica. (Arist&oacute;teles 113 VI 13 1144b) </blockquote>     <p> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sabedoria pr&aacute;tica ou prud&ecirc;ncia (<i>phr&oacute;n&ecirc;sis</i>), afirma-se que &eacute; um estado verdadeiro e racional de agir de acordo com as coisas que s&atilde;o boas ou m&aacute;s para o homem. Ademais, o homem prudente tem a habilidade de deliberar, cumprindo duas condi&ccedil;&otilde;es: investigar os meios para a boa vida em geral e proceder da mesma forma em rela&ccedil;&atilde;o a todas as pessoas. A sabedoria pr&aacute;tica &eacute; essencialmente o conhecimento de como aplicar princ&iacute;pios universais em circunst&acirc;ncias particulares. </p>     <p> As virtudes n&atilde;o s&atilde;o h&aacute;bitos do intelecto como queriam S&oacute;crates e Plat&atilde;o, mas, sim, da vontade. Para Arist&oacute;teles, n&atilde;o h&aacute; virtudes inatas porque todas as virtudes se adquirem pela repeti&ccedil;&atilde;o dos atos virtuosos que geram o costume de onde surgiu o nome virtude moral. Os atos, para gerarem as virtudes, n&atilde;o devem desviar-se nem por defeito, nem por excesso, pois a virtude consiste no meio­ termo, estando longe dos dois extremos. De acordo com Arist&oacute;teles, &agrave; prud&ecirc;ncia cabe o papel, este fundamental, de determinar a eticidade da <i>pr&aacute;xis</i>, pois consiste na capacidade de discernimento amadurecida pela experi&ecirc;ncia. Assim, para o homem ser prudente precisa possuir esta mediedade advinda da virtude. Afirma Arist&oacute;teles: </p>     <blockquote> tampouco a sabedoria pr&aacute;tica se ocupa apenas dos universais. Deve tamb&eacute;m reconhecer os particulares, pois ela &eacute; pr&aacute;tica, e a a&ccedil;&atilde;o versa sobre os particulares. É por isso que alguns que n&atilde;o sabem, e especialmente os que possuem experi&ecirc;ncia, s&atilde;o mais pr&aacute;ticos do que outros que sabem; porque, se um homem soubesse que as carnes leves s&atilde;o digest&iacute;veis e saud&aacute;veis, mas ignorasse que esp&eacute;cies de carnes s&atilde;o leves, esse homem n&atilde;o seria capaz de produzir a sa&uacute;de; poderia, pelo contr&aacute;rio, produzi-la o que sabe ser saud&aacute;vel a carne de galinha. (116-17 VI 7 1141b) </blockquote>     <p> Ademais, o homem virtuoso pode comer uma boa pizza de calabresa e degustar um bom vinho, desde que fa&ccedil;a uso da modera&ccedil;&atilde;o que &eacute; pr&oacute;pria do agente moral. Disto segue que, delibera-se sobre os meios, pois a prud&ecirc;ncia &eacute; a boa delibera&ccedil;&atilde;o, acontecendo em cada ato particular e conduzindo &agrave; finalidade. O conhecimento dos particulares &eacute; aquilo que possibilita ao indiv&iacute;duo deliberar bem. </p>     <p> H&aacute; algumas d&eacute;cadas, Arist&oacute;teles n&atilde;o era considerado um fil&oacute;sofo importante para a maioria dos estudiosos de filosofia pol&iacute;tica; por&eacute;m, &eacute; claro, aqueles que quisessem dedicar-se ao pensamento filos&oacute;fico deveriam conhecer, ao menos, algumas obras deste importante fil&oacute;sofo, contudo, acabava sendo &quot;casi exclusivamente un tema para aristot&eacute;licos o para historiadores del pensamiento&quot; (Silveira 41). </p>     <p> Na filosofia contempor&acirc;nea, a retomada da filosofia pr&aacute;tica aristot&eacute;lica surge em dois movimentos paralelos. Aqui, analisar-se-&aacute; somente a retomada do conceito de <i>pr&aacute;xis</i> do pensamento aristot&eacute;lico por Martin Heidegger, fil&oacute;sofo alem&atilde;o bastante conhecido por sua obra Ser e Tempo, que, durante os cursos sobre Arist&oacute;teles, ministrados em Freiburg (1919-1923) e em Marburg (1923-1928), acabou influenciando dois de seus educandos: Arendt e Gadamer. </p>     <p> Para Berti, Heidegger se distancia de Arist&oacute;teles porque defende que o procedimento teor&eacute;tico deriva da subordina&ccedil;&atilde;o poi&eacute;tica, sendo &quot;no sentido de que a ci&ecirc;ncia nasce sempre de uma tend&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das coisas&quot; (117). J&aacute; o Estagirita defende a supremacia da atitude teor&eacute;tica &agrave; poi&eacute;tica e, tamb&eacute;m, a <i>pr&aacute;xis</i> &mdash; por consider&aacute;-la um fim em si. </p>     <p> É importante ressaltar que Heidegger analisa a &eacute;tica no &acirc;mbito da <i>pr&aacute;xis</i>, buscando uma contraposi&ccedil;&atilde;o entre este e os conceitos de t&eacute;cnica e teoria. No entanto, Cremaschi defende que &quot;o paradoxo da posi&ccedil;&atilde;o heideggeriana consistia em repropor como postura &#39;aut&ecirc;ntica&#39; um retorno &agrave; teoria-pr&aacute;xis do ind&iacute;viduo isolado, deixado a enfrentar seu destino mediante a decis&atilde;o&quot; (9-10). </p>     <p> Para Heidegger, a t&eacute;cnica n&atilde;o &eacute; um instrumento neutro nas m&atilde;os do homem porque pode ser utilizada para se fazer o bem ou para se fazer o mal, e, principalmente, n&atilde;o deve ser encarada como um acontecimento acidental no mundo ocidental. Ela consiste no resultado l&oacute;gico e demonstra o esquecimento do Ser, representando a possibilidade de dom&iacute;nio sobre todas as coisas. Seguindo esta l&oacute;gica, o esquecimento do Ser n&atilde;o &eacute; um fato que atinge somente o pensamento, mas determina todo o modo de ser do homem no mundo contempor&acirc;neo. Nas palavras de Heidegger: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> permanece, portanto, correto: tamb&eacute;m a t&eacute;cnica moderna &eacute; meio para um fim. É por isso que a concep&ccedil;&atilde;o instrumental da t&eacute;cnica guia todo o esfor&ccedil;o para colocar o homem num relacionamento direto com a t&eacute;cnica. Tudo depende de se manipular a t&eacute;cnica, enquanto meio e instrumento, da maneira devida. Pretende-se, como se costuma dizer, &quot;manusear com esp&iacute;rito a t&eacute;cnica&quot;. Pretende-se dominar a t&eacute;cnica. Este querer dominar toma-se tanto mais urgente quanto mais a t&eacute;cnica amea&ccedil;a escapar ao controle do homem. (12) </blockquote> Com refer&ecirc;ncia &agrave; modernidade e suas t&eacute;cnicas, desde os meios de comunica&ccedil;&atilde;o (r&aacute;dio, televis&atilde;o, internet, etc.) &agrave;s t&eacute;cnicas de alimenta&ccedil;&atilde;o, afirmamos a impossibilidade de conter avan&ccedil;os e progressos e um dos tra&ccedil;os deste novo mundo tecnol&oacute;gico seria a r&aacute;pida dissemina&ccedil;&atilde;o com que os objetos s&atilde;o produzidos, conhecidos e descartados. No entanto, a quest&atilde;o crucial n&atilde;o est&aacute; no mundo tornar-se totalmente t&eacute;cnico, mas antes, no homem n&atilde;o estar preparado para essa transforma&ccedil;&atilde;o. Assim, ainda segundo Heidegger:     <blockquote> a vigil&acirc;ncia da t&eacute;cnica amea&ccedil;a o desencobrimento e o amea&ccedil;a com a possibilidade de todo des-encobrir desaparecer na dis-posi&ccedil;&atilde;o e tudo apresentar apenas no des-encobrimento da dis-ponibilidade. Nenhuma a&ccedil;&atilde;o humana jamais poder&aacute; fazer frente a esse perigo. Mas a considera&ccedil;&atilde;o do sentido pr&oacute;prio do homem pode pensar que toda a for&ccedil;a salvadora deve ser de ess&ecirc;ncia superior mas, ao mesmo tempo, aparentada com o que est&aacute; amea&ccedil;ado e em perigo. (36) </blockquote>     <p> Aqui, cabe salientar que Heidegger n&atilde;o nega a t&eacute;cnica, mas, sim, defende que os seres humanos n&atilde;o devem agir como escravos dela, caso contr&aacute;rio, o homem moderno tornar-se-&aacute; funcion&aacute;rio da mesma. Nesta perspectiva, deve-se utilizar os artefatos tecnol&oacute;gicos servindo-se deles e, ao mesmo tempo, procurando deles libertar-se, podendo fazer uso do aparato t&eacute;cnico, contudo, n&atilde;o se deixando por ele violentar. Deve-se pensar a t&eacute;cnica a partir da sua ess&ecirc;ncia, sublinhando que o grande perigo que amea&ccedil;a a humanidade &eacute; a total falta de pensamentos perante a robotiza&ccedil;&atilde;o humana. Desta forma, &eacute; necess&aacute;rio que o homem n&atilde;o rejeite aquilo que possui de mais pr&oacute;prio: o fato de ser pensante. Trata-se, ent&atilde;o, de salvar essa ess&ecirc;ncia do homem, mantendo acordado o pensamento. </p>     <p> Hodiernamente, acredita-se que o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; ligado diretamente ao avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, pois essa multiplica&ccedil;&atilde;o dos meios pelos quais os significados s&atilde;o produzidos tem a ver com a globaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica tamb&eacute;m em um plano cultural, modificando os fluxos de informa&ccedil;&otilde;es e mudando os fluxos das culturas. Desta forma, o homem moderno tende ao endividamento n&atilde;o somente no plano econ&ocirc;mico, mas, tamb&eacute;m, com rela&ccedil;&atilde;o ao tempo: o ser humano age mais, por&eacute;m acaba n&atilde;o dando conta de refletir sobre a sua pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> Hannah Arendt, disc&iacute;pula de Heidegger, apresenta em sua obra <i>A condi&ccedil;&atilde;o humana</i> (1958) alguns aspectos fundamentais do pensamento pol&iacute;tico aristot&eacute;lico. No cap&iacute;tulo primeiro intitulado &quot;A Vita Activa e a Condi&ccedil;&atilde;o Humana&quot; prop&otilde;e que a <i>vita activa</i> determina tr&ecirc;s atividades do ser humano: o labor, o trabalho e a a&ccedil;&atilde;o, sendo que a a&ccedil;&atilde;o &eacute; a &quot;&uacute;nica atividade que se exerce diretamente entre os homens sem a media&ccedil;&atilde;o das coisas ou da mat&eacute;ria, corresponde &agrave; condi&ccedil;&atilde;o humana da pluralidade&quot; (Arendt 15). </p>     <p> No cap&iacute;tulo quinto, intitulado &quot;A&ccedil;&atilde;o&quot;, Arendt fala sobre a pluralidade humana enquanto condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de dois fen&ocirc;menos: a a&ccedil;&atilde;o e o discurso, defendendo que a a&ccedil;&atilde;o &eacute; a atividade humana que mais necessita do discurso. E acrescenta Arendt: </p>     <blockquote> na a&ccedil;&atilde;o e no discurso, os homens mostram quem s&atilde;o, revelam ativamente suas identidades pessoais e singulares, e assim apresentam-se ao mundo humano, enquanto suas identidades f&iacute;sicas s&atilde;o reveladas, sem qualquer atividade pr&oacute;pria, na conforma&ccedil;&atilde;o singular do corpo e no som singular da voz. Esta revela&ccedil;&atilde;o de &quot;quem&quot;, em contraposi&ccedil;&atilde;o a &quot;o que&quot; algu&eacute;m &eacute; &#91;...&#93; est&aacute; impl&iacute;cita em tudo que se diz ou faz. (192) </blockquote>     <p> Cremaschi lembra que a postura de Hannah Arendt perante conceitos aristot&eacute;licos como, por exemplo, o de <i>pr&aacute;xis</i>, &eacute; fruto de seu estudo com Heidegger e acrescenta que &quot;a forma de racionalidade n&atilde;o puramente te&oacute;rica, e portanto tecnol&oacute;gica, buscada por Arendt, &eacute;, a um tempo, o <i>ju&iacute;zo</i> kantiano e a <i>phronesis</i> aristot&eacute;lica&quot; (15). </p>     <p> Hans-Georg Gadamer, fil&oacute;sofo alem&atilde;o, precursor do movimento hermen&ecirc;utico, apresenta em sua obra c&eacute;lebre <i>Verdade e M&eacute;todo</i> (1960) uma nova interpreta&ccedil;&atilde;o das palavras, defendendo que uma coisa &eacute; estabelecer uma <i>pr&aacute;xis</i> de interpreta&ccedil;&atilde;o como princ&iacute;pio enquanto a outra &eacute;, justamente, inserir a interpreta&ccedil;&atilde;o num contexto. Para Gadamer, &quot;o conceito de  <i>pr&aacute;xis</i> que se desenvolveu nos &uacute;ltimos dois s&eacute;culos &eacute; uma deforma&ccedil;&atilde;o horr&iacute;vel do que a pr&aacute;xis &eacute; em realidade&quot; (Cremaschi 11), ou seja, na modernidade o conceito vem sendo utilizado enquanto uma execu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica de uma teoria cient&iacute;fica aplicada a modalidades tecnol&oacute;gicas. </p>     <blockquote> A pr&aacute;xis ent&atilde;o n&atilde;o se funda numa norma abstrata a aplicar; ela &eacute; sempre motivada por exig&ecirc;ncias concretas e definitivamente marcada por pr&eacute;-ju&iacute;zos, mas &eacute; tamb&eacute;m chamada a critic&aacute;-los. Na realidade, em cada cultura, age uma s&eacute;rie de pressupostos n&atilde;o problematizados de que n&atilde;o temos consci&ecirc;ncia plena. (Ibid. 12) </blockquote> Quanto aos pensamentos apontados pelos seguidores de Heidegger, Arendt e Gadamer, cabe salientar que divergem em alguns aspectos devido &agrave; metodologia empregada, pois enquanto Arendt combina v&aacute;rios pensamentos chegando a um existencialismo revolucion&aacute;rio, Gadamer, por outro lado, relaciona Arist&oacute;teles com Hegel fundando um relativismo conservador e moderado. Para Cremaschi,     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> o que une os dois &eacute; o motivo da separa&ccedil;&atilde;o de Heidegger: o reconhecimento da pluralidade origin&aacute;ria dos indiv&iacute;duos &eacute; a base da recupera&ccedil;&atilde;o da &eacute;tica que Heidegger eliminava com seu amoralismo individualista a partir da recusa da separa&ccedil;&atilde;o entre teoria e pr&aacute;xis, que &eacute; o centro do ensino heideggeriano aceito por Arendt e Gadamer. (16) </blockquote>     <p> Por fim, aponta-se que um dos motivos da retomada da &eacute;tica das virtudes se d&aacute; enquanto contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; &eacute;tica dos princ&iacute;pios, apresentada pelo movimento utilitarista e tamb&eacute;m por Kant e defensora da ideia de que o homem deve agir conforme a norma moral universal, o imperativo categ&oacute;rico. Por seu turno, para a &eacute;tica das virtudes, um dos crit&eacute;rios do agente moral &eacute;, justamente, saber utilizar os princ&iacute;pios universais em situa&ccedil;&otilde;es particulares. </p>     <p> Com rela&ccedil;&atilde;o ao conceito de <i>pr&aacute;xis</i>, Heidegger difere de Arist&oacute;teles, pois o primeiro atribui &agrave; <i>pr&aacute;xis</i> a superioridade sobre todas as caracter&iacute;sticas do homem, enquanto aut&ecirc;nticas decis&otilde;es relativas ao <i>Dasein</i>.<a href="p1" name="p1b"><sup>1</sup></a> J&aacute;, Arist&oacute;teles enxerga a <i>pr&aacute;xis</i> como uma simples disposi&ccedil;&atilde;o da alma ou de atividades, sendo a filosofia pr&aacute;tica somente uma parte, que, inclusive, n&atilde;o &eacute; considerada a mais importante, reconhecendo que a &eacute;tica &eacute; do &acirc;mbito da <i>pr&aacute;xis</i> (racionalidade humana e a&ccedil;&atilde;o humana) e, portanto, n&atilde;o &eacute; uma ci&ecirc;ncia exata como a matem&aacute;tica, uma vez que, como j&aacute; foi dito, cabe ao agente da a&ccedil;&atilde;o possuir o discernimento na aplica&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios generalizantes em suas a&ccedil;&otilde;es individuais. Contudo, a inexatid&atilde;o da &eacute;tica n&atilde;o pode ser vista nem como uma ren&uacute;ncia &agrave; universalidade, nem como uma defesa ao relativismo, pois &quot;a a&ccedil;&atilde;o moral, que &eacute; particular, &eacute; um caso particular da a&ccedil;&atilde;o humana em geral, isto &eacute;, da <i>pr&aacute;xis</i>&quot; (Silveira Denis 318). </p> <hr>    <br> <b>Notas de Rodap&eacute;</b>     <p> <a href="p1b" name="p1"><sup>1</sup></a> A an&aacute;lise do <i>Dasein &eacute;</i> concentrada na tarefa condutora &agrave; quest&atilde;o do ser. Heidegger traz um ente privilegiado (o <i>Dasein</i>), surgindo um novo n&iacute;vel de problematiza&ccedil;&atilde;o do ser. Assim, o ser n&atilde;o se d&aacute; isolado, fazendo parte da condi&ccedil;&atilde;o essencial do ser humano, mas a partir da compreens&atilde;o do <i>Dasein e</i> o <i>Dasein</i> se d&aacute; a partir da compreens&atilde;o do ser. Logo, o ser n&atilde;o funda o ente, nem qualquer ente funda o ser. A rec&iacute;proca rela&ccedil;&atilde;o entre ser e ente somente se d&aacute; porque existe o <i>Dasein</i>, ou seja, por haver a compreens&atilde;o. O ponto de partida da quest&atilde;o do ser &eacute; o <i>Dasein</i>, pois ele &eacute; o ser privilegiado, por ser o &uacute;nico com a compreens&atilde;o do ser. O acesso aos entes somente &eacute; poss&iacute;vel porque o <i>Dasein</i> compreende o ser e n&atilde;o porque temos outro fundamento para o conhecimento dos entes. Logo, o <i>Dasein</i>, pela compreens&atilde;o, inaugura uma circularidade hermen&ecirc;utica. </p> <hr>    <br> </font> <font face="verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font> <font face="verdana" size="2">     <!-- ref --><p> Abbagnano, Nicola. <i>Dicion&aacute;rio de Filosofia</i>. S&atilde;o Paulo: Mestre Jou, 1970. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0124-6127201300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Arendt, Hannah. <i>A condi&ccedil;&atilde;o humana</i>. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, 1997. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0124-6127201300020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Arist&oacute;teles. <i>Ética a Nic&ocirc;maco</i>. S&atilde;o Paulo: Nova Cultural, 1987. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0124-6127201300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Berti, Enrico. <i>Arist&oacute;teles no s&eacute;culo XX</i>. S&atilde;o Paulo: Loyola, 1997. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0124-6127201300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Cremaschi, Sergio. &quot;Tend&ecirc;ncias neo-aristot&eacute;licas na Ética Atual&quot;. Oliveira, Manfredo Araujo de. (org.). <i>Correntes Fundamentais da Ética Contempor&acirc;nea</i>. Petr&oacute;polis: Vozes, 2000. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0124-6127201300020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Gadamer, Hans-Georg. <i>Verdade e M&eacute;todo</i>. Petr&oacute;polis: Vozes, 1997. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0124-6127201300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Heidegger, Martin. <i>Ensaios e Confer&ecirc;ncias</i>. Petr&oacute;polis/RJ: Vozes, 2001. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0124-6127201300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Silveira, Denis Coitinho. &quot;A Ética Aristot&eacute;lica das Virtudes e a Educa&ccedil;&atilde;o: complementaridade entre o universalismo e o particularismo&quot;. <i>Filosofia e Educa&ccedil;&atilde;o</i>. 2005: 315-338. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0124-6127201300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Silveira, Pablo. &quot;Arist&oacute;teles y la filosofia pol&iacute;tica contempor&aacute;nea: cr&oacute;nica de un reencuentro&quot;. <i>Dissertatio</i>. 1998: 41-54. Impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0124-6127201300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> </font>      ]]></body><back>
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