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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Investigação dos aspectos que sustentam a gestão do conhecimento nas organizações: relações entre o estilo e as ferramentas utilizadas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Abstract Knowledge management consists an emerging subject, relevant to the organizational context, especially those organizations that envision maintenance, growth, competitiveness and innovation The objective of this study was to determine which tools are used to support each step of the process of knowledge management in organizations relating as management style. The method of research used a multi-case study, a qualitative approach, where the data was collected through direct observation, document analysis and semi-structured interviews with eight respondents in four organizations working in software development. As a result the study finds that innovative tools to bring to light practices used by organizations, that allow the maximum possible utilization of knowledge relevant to the internal context of the organization.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão do conhecimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">     <p align="center"><font size="4"><b>Investiga&ccedil;&atilde;o dos aspectos que sustentam a gest&atilde;o do conhecimento nas organiza&ccedil;&otilde;es: rela&ccedil;&otilde;es entre o estilo e as ferramentas utilizadas</b></font></p>     <p align="center"><FONT size="3"><b>Research aspects that support knowledge management in organizations: relations between the style and tools used</b></FONT></p>     <p><b>Let&iacute;cia Wiedtheuper de Campos Peukert</b>    <br> <a href="mailto:leticia.w.c@ibest.com.br"><i>leticia.w.c@ibest.com.br</i></a></p>     <p>Mag&iacute;ster en Administraci&oacute;n, Universidad de Santa Mar&iacute;a, Asesora-miento a empresas del sector agroalimentario.    <br> <b>Correspondencia: </b>Rua Bar&atilde;o do Rio Branco, centro, 1053 - Ibirub&aacute; - RSCEP 98200-000 - Ibirub&aacute; (Brasil).</p>     <p><b>Breno Augusto Diniz Pereira</b>    <br> <a href="mailto:brenodpereira@gmail.com"><i>brenodpereira@gmail.com</i></a></p>     <p>Mag&iacute;ster en Administraci&oacute;n de Empresas, Universidad Federal de Santa Catarina (Brasil). Doctorado en Administraci&oacute;n de Empresas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil). Profesor Asociado de la Universidad Federal de Santa Mar&iacute;a y del Programa de Posgrado en Administraci&oacute;n (PPGA / CCSH / UFSM). <b>Correspondencia: </b>Pr&eacute;dio 74c - CCSH - Campus da UFSM CEP: 97105-900 - Santa Maria (Brasil).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Juliano Nunes Alves</b>    <br> <a href="mailto:admjuliano@yahoo.com.br"><i>admjuliano@yahoo.com.br</i></a></p>     <p>Mag&iacute;ster en Administraci&oacute;n de Empresas, Universidad Federal de Santa Catarina (Brasil). Licenciado en Administraci&oacute;n de Empresas de la Universidad de Cruz Alta (Brasil).    <br> <b>Correspondencia: </b>Rodovia Municipal Jacob Della M&eacute;a, Km 5.6 -Parada Benito - Cruz Alta (Brasil).</p>     <p><b>Fecha de recepci&oacute;n</b>: Diciembre de 2012    <br> <b>Fecha de aceptaci&oacute;n: Enero de 2013</b></p> <hr>      <p><b><font size="3">Resumen</font></b></p>     <p>A gest&atilde;o do conhecimento constitui-se num tema emergente e relevante &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es que vislumbram crescimento e inova&ccedil;&atilde;o. O objetivo deste estudo foi verificar quais ferramentas s&atilde;o utilizadas para sustentar cada etapa do processo de gest&atilde;o do conhecimento nas organiza&ccedil;&otilde;es, relacionando-as ao estilo de gest&atilde;o. Quanto ao m&eacute;todo da pesquisa utilizou-se o estudo explorat&oacute;rio, multicasos, de abordagem qualitativa, com entrevistas individuais semiestruturadas, com oito respondentes em quatro organiza&ccedil;&otilde;es desenvolvedoras de softwares. Como resultado constata-se que o estudo inova ao trazer ferramentas pr&aacute;ticas utilizadas pelas organiza&ccedil;&otilde;es, podendo servir de par&acirc;metro para organiza&ccedil;&otilde;es que necessitam gerir melhor o conhecimento em seu contexto.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b><i>Gest&atilde;o do conhecimento, ferramentas de gest&atilde;o do conhecimento, estilos de gest&atilde;o.</i></p> <hr>     <p><b><font size="3">Abstract</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Knowledge management consists an emerging subject, relevant to the organizational context, especially those organizations that envision maintenance, growth, competitiveness and innovation The objective of this study was to determine which tools are used to support each step of the process of knowledge management in organizations relating as management style. The method of research used a multi-case study, a qualitative approach, where the data was collected through direct observation, document analysis and semi-structured interviews with eight respondents in four organizations working in software development. As a result the study finds that innovative tools to bring to light practices used by organizations, that allow the maximum possible utilization of knowledge relevant to the internal context of the organization.</p>     <p><b>Keywords: </b><i>knowledge management, tools used, management styles</i>.</p>  <hr>       <p><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O conhecimento &eacute; um dos principais diferenciais para empresas que buscam desenvolvimento, inova&ccedil;&atilde;o e vantagem competitiva. Portanto, cada vez mais as empresas est&atilde;o investindo na gest&atilde;o do conhecimento como forma de obter o m&aacute;ximo de efic&aacute;cia nos processos de trabalho, esperando assim resultados expressivos em termos de produtos e servi&ccedil;os (Scharf, 2007).</p>     <p>Portanto, explorar teoricamente os temas gest&atilde;o do conhecimento e estilos de gest&atilde;o, ou acreditar na sua efic&aacute;cia n&atilde;o se constitui simplesmente em condi&ccedil;&otilde;es que assegurem o crescimento e a inova&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o. Desta forma, se fazem necess&aacute;rios entendimentos mais pr&aacute;ticos que tragam &agrave; luz ferramentas poss&iacute;veis para esta gest&atilde;o.</p>     <p>O conhecimento pode ser entendido como algo associado &agrave; experi&ecirc;ncias, informa&ccedil;&otilde;es, valores, contexto, cren&ccedil;as (Davenport; Prusak, 1998; No-naka, 1994; Quinn et al., 1996). Logo, a gest&atilde;o do conhecimento pode ser compreendida &quot;como o conjunto de processos para a cria&ccedil;&atilde;o, dissemina&ccedil;&atilde;o e uso do conhecimento dentro das empresas, com o objetivo de desenvolver vantagens competitivas sustent&aacute;veis atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de valor compartilhada com o mercado&quot; (Scharf, 2007, p. 93). J&aacute; o estilo de gest&atilde;o do conhecimento est&aacute; diretamente relacionado &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o particular da organiza&ccedil;&atilde;o, que pode ser mais voltado para fatores humanos ou sist&ecirc;micos, ou seja, a &ecirc;nfase dada &agrave;s a&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o pode preconizar uma orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; outra.</p>     <p>Todavia, compete salientar que &quot;apesar de o conhecimento ter sido reconhecido como cr&iacute;tico para criar vantagens competitivas, a implanta&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do conhecimento continua a ser um desafio para as organiza&ccedil;&otilde;es&quot; (Camargo, 2005, p.10). Neste sentido, quanto mais espec&iacute;ficos forem os estudos neste campo, mais amplas s&atilde;o as oportunidades para as organiza&ccedil;&otilde;es aprimorarem a utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo.</p>     <p>Portanto, atrav&eacute;s do desenvolvimento deste estudo, busca-se obter a identifica&ccedil;&atilde;o e o entendimento de minuciosas ferramentas pr&aacute;ticas que sustentam o processo de gest&atilde;o do conhecimento em todas as suas etapas: identificar, obter, distribuir, utilizar, criar, compartilhar, sustentar e descartar, nas quatro empresas participantes. Do mesmo modo, pode-se estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre as ferramentas utilizadas por cada empresa e a sua orienta&ccedil;&atilde;o quanto ao estilo de gest&atilde;o. Importantes contribui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas, tanto ao meio acad&eacute;mico como profissional, ao expor fatores que podem auxiliar em um efetivo processo de gest&atilde;o do conhecimento, tendo em vista a orienta&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o quanto ao seu estilo.</p>     <p><b>2. REFERENCIAL TE&Oacute;RICO</b></p>     <p><b>2.1. Gest&atilde;o do conhecimento: conceitos, modelos e etapas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tornou-se dispens&aacute;vel discorrer ou colocar em quest&atilde;o a import&acirc;ncia da gest&atilde;o do conhecimento para as organiza&ccedil;&otilde;es. Conforme salienta Terra (2000, p. 225) &quot;n&atilde;o existe mais a necessidade de se debater o valor da gest&atilde;o do conhecimento&quot;, isso porque sua import&acirc;ncia j&aacute; &eacute; reconhecida pelas organiza&ccedil;&otilde;es. O que ainda se busca s&atilde;o estudos que tornem mais palp&aacute;veis e, de algum modo, facilitem e potencializem a utiliza&ccedil;&atilde;o desta ferramenta. Ademais compete salientar que &quot;&eacute; por meio da gest&atilde;o do conhecimento que as organiza&ccedil;&otilde;es passam a contar com um conjunto de sistemas que possibilitam a cria&ccedil;&atilde;o, dissemina&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos&quot; (Fialho et al., 2008, p. 73).</p>     <p>Sendo o conhecimento segundo Davenport e Prusak (1998), uma das maiores fontes de vantagens competitivas nas organiza&ccedil;&otilde;es, cada vez h&aacute; mais entusiasmo por parte das organiza&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o aos benef&iacute;cios gerados a partir de pr&aacute;ticas ligadas a gest&atilde;o do mesmo. Estes autores desenvolveram um modelo que considera quatro etapas para a gest&atilde;o do conhecimento: gera&ccedil;&atilde;o: acontece intencionalmente e conscientemente na organiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o que a mesma estabelece com seus ambientes; codifica&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o: conhecimento &eacute; passado de forma clara e de f&aacute;cil acesso &agrave;queles que necessitam dele; transfer&ecirc;ncia: consiste na aquisi&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o do conhecimento; utiliza&ccedil;&atilde;o: a &uacute;ltima etapa implica no uso do conhecimento adquirido, provocando mudan&ccedil;as nas a&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Por outro lado, os estudos desenvolvidos por Hansen et al. (1999) apontaram para duas estrat&eacute;gias de gest&atilde;o do conhecimento que s&atilde;o: codifica&ccedil;&atilde;o e personaliza&ccedil;&atilde;o. A estrat&eacute;gia de codifica&ccedil;&atilde;o &eacute; favor&aacute;vel ao uso de banco de dados eletr&ocirc;nicos, onde os conhecimentos adquiridos pela empresa s&atilde;o mantidos e codificados. A grande vantagem da codifica&ccedil;&atilde;o por meio dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; que posteriormente os dados armazenados poder&atilde;o ser reutilizados, gerando benef&iacute;cios e disponibilizando conhecimento a qualquer parte da organiza&ccedil;&atilde;o. De acordo com Camargo (2005, p. 35), &quot;a codifica&ccedil;&atilde;o do conhecimento &eacute; realizada a partir da extra&ccedil;&atilde;o do conhecimento da pessoa que o desenvolveu, tornando-o independente da mesma&quot;. Na personaliza&ccedil;&atilde;o o foco principal &eacute; o conhecimento individual que deve ser transmitido aos demais na organiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de contatos pessoais (Joia; Oliveira, 2007).</p>     <p>Os autores Probst, Raub e Romhardt (2002) desenvolveram um modelo de gest&atilde;o do conhecimento que define seis processos essenciais que s&atilde;o: identificar, adquirir, desenvolver, partilhar/distribuir, utilizar e reter. Uma das caracter&iacute;sticas desse modelo &eacute; o fato de que todos os seis processos possuem uma liga&ccedil;&atilde;o, o que acarreta uma vis&atilde;o geral das etapas. Quando houver alguma mudan&ccedil;a significativa em um dos processos, invariavelmente as consequ&ecirc;ncias atingir&atilde;o a todos os outros.</p>     <p>De Sordi (2008) criou um modelo de gest&atilde;o do conhecimento que contempla um ciclo com oito fases: identificar; obter; distribuir; utilizar; aprender; contribuir; descartar. Esse ciclo foi desenvolvido baseando-se em modelos j&aacute; apresentados e consagrados na literatura. Tal ciclo est&aacute; ilustrado na <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f1.jpg"></p>     <p>Atrav&eacute;s destas oito atividades propostas pelo autor, as compet&ecirc;ncias organizacionais poder&atilde;o ser definidas de acordo com as expectativas da organiza&ccedil;&atilde;o. Em cada uma das atividades encontram-se pontos relevantes que devem ser levados em conta dentro de uma organiza&ccedil;&atilde;o, como a pr&oacute;-atividade para a primeira atividade, que &eacute; de identificar e mapear conhecimentos; a comunica&ccedil;&atilde;o na obten&ccedil;&atilde;o do conhecimento e na distribui&ccedil;&atilde;o e partilha do mesmo; a pesquisa para a quarta atividade que &eacute; de utilizar/aplicar conhecimento; a criatividade na atividade de aprender, criar e desenvolver novo conhecimento; o compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es na etapa de contribuir com novos conhecimentos; o relacionamento e o trabalho em equipe para a atividade de construir e sustentar relacionamentos; como a compet&ecirc;ncia de abnega&ccedil;&atilde;o para descartar o conhecimento, na &uacute;ltima atividade do ciclo (De Sordi, 2008).</p>     <p>Os estudos de De Sordi (2008) foram desenvolvidos com base em modelos j&aacute; existentes na literatura. No entanto, al&eacute;m de utilizar-se de modelos j&aacute; consagrados, leva em conta um momento mais atual, o que contempla mudan&ccedil;as da sociedade e das organiza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>2.2. Os estilos de gest&atilde;o do conhecimento</b></p>     <p>De acordo com Choi e Lee (2003) as empresas v&ecirc;m se esfor&ccedil;ando na implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas para gerir o conhecimento, no entanto, dependendo das particularidades da organiza&ccedil;&atilde;o h&aacute; estilos que podem n&atilde;o ser eficazes. Ainda de acordo com os autores, a gest&atilde;o do conhecimento exige uma intera&ccedil;&atilde;o entre o conhecimento t&aacute;cito e o conhecimento expl&iacute;cito para que os processos ocorram de forma mais organizada. Para identificar se na organiza&ccedil;&atilde;o se sobressai o conhecimento expl&iacute;cito ou t&aacute;cito ou ambos, os autores criaram categorias para os m&eacute;todos de gest&atilde;o dividindo-os em quatro estilos: orientado para sistemas, din&acirc;mico, passivo e orientado para pessoas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada um dos quatro estilos reserva caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas. O estilo orientado para sistemas: ocorre em organiza&ccedil;&otilde;es dispostas a utilizar conhecimentos inovados para a cria&ccedil;&atilde;o de codifica&ccedil;&atilde;o, visando minimizar a complexidade do uso e do acesso ao conhecimento; no estilo din&acirc;mico: conhecimentos t&aacute;cito e expl&iacute;cito s&atilde;o gerados de forma intensiva; no estilo passivo: n&atilde;o existe estrutura organizacional orientada para a absor&ccedil;&atilde;o do conhecimento; j&aacute; no estilo orientado para pessoas: h&aacute; focaliza&ccedil;&atilde;o nas pessoas, o que abrange conhecimentos t&aacute;citos, exigindo grande intera&ccedil;&atilde;o entre os envolvidos para a efic&aacute;cia dos resultados. Os quatro estilos e suas orienta&ccedil;&otilde;es podem ser melhor entendidos a partir da <a href="#f2">figura 2</a>:</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f2.jpg"></p>  </font>    <p><font size="2" face="verdana">Sendo assim, Choi e Lee (2003) trouxeram um aspecto importante no que tange &agrave; gest&atilde;o do conhecimento, pois muitos autores se preocuparam em criar etapas para o processo, por&eacute;m n&atilde;o se deram conta da import&acirc;ncia de considerar a orienta&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. Pavoni (2009) utilizou os estudos de Choi e Lee (2003) associados &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e coloca que estes &quot;consideram que a gest&atilde;o do conhecimento pode ser igualmente efetiva sem adequar-se a um s&oacute; padr&atilde;o, ou seja, diferentes estilos de gest&atilde;o do conhecimento podem estar associados a diferentes n&iacute;veis de inovatividade&quot; (Pavoni, 2009, p. 153).</font></p> <font face="verdana" size="2">    <p>Na mesma linha, Al-Hawari (2007) desenvolveu um modelo para identificar os estilos de gest&atilde;o do conhecimento nas organiza&ccedil;&otilde;es e afirma que esse estilo &eacute; um atributo particular, ou seja, cada organiza&ccedil;&atilde;o possui seu pr&oacute;prio. Desse modo, o estilo da gest&atilde;o do conhecimento pode variar considerando as influ&ecirc;ncias da cultura organizacional, bem como as diferen&ccedil;as de um gestor para outro. &quot;Alguns gestores podem reconhecer a gest&atilde;o do conhecimento como uma quest&atilde;o puramente de tecnologia, enquanto outros reconhecem isso como uma preocupa&ccedil;&atilde;o estritamente humana&quot; (Al-Hawari, 2007).</p>     <p>Os estilos dominantes apresentados a partir dos estudos de Al-Hawari s&atilde;o quatro: articula&ccedil;&atilde;o, ado&ccedil;&atilde;o, estandardiza&ccedil;&atilde;o e sistematiza&ccedil;&atilde;o. Os quatro estilos possuem caracter&iacute;sticas diferentes, enquanto a articula&ccedil;&atilde;o e a ado&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais voltadas para a intera&ccedil;&atilde;o humana e a articula&ccedil;&atilde;o do conhecimento t&aacute;cito, a estandardiza&ccedil;&atilde;o e a sistematiza&ccedil;&atilde;o apropriam-se mais do conhecimento expl&iacute;cito baseando-se na codifica&ccedil;&atilde;o e na utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas.</p>     <p><b>3. M&Eacute;TODO</b></p>     <p>A presente pesquisa caracteriza-se como sendo explorat&oacute;ria, uma vez que pretende identificar e descrever um fen&oacute;meno relacionado &agrave;s pr&aacute;ticas de gest&atilde;o do conhecimento na organiza&ccedil;&atilde;o. Vergara (2003, p. 47), enfatiza que a pesquisa explorat&oacute;ria &quot;&eacute; realizada em &aacute;rea na qual h&aacute; pouco conhecimento acumulado e sistematizado&quot;. Do mesmo modo, ainda &eacute; pertinente ressaltar que as pesquisas do tipo explorat&oacute;ria s&atilde;o comumente empregadas na forma de estudo de caso (Gil, 2002), - o que neste estudo foi utilizado como estrat&eacute;gia de pesquisa o estudo de casos m&uacute;ltiplos, - as quais Yin (2001, p.68) afirma que costumam ser mais convincentes.</p>     <p>A abordagem empregada no desenvolvimento deste trabalho &eacute; qualitativa, pois devido aos objetivos da pesquisa visa-se um maior aprofundamento do processo. Segundo Richardson (1989, p. 39) a pesquisa qualitativa visa &quot;descrever a complexidade de determinado problema, analisar a intera&ccedil;&atilde;o de certas vari&aacute;veis, compreender e classificar processos din&acirc;micos vividos por grupos sociais, contribuir no processo de mudan&ccedil;a de determinado grupo&quot;.</p>     <p>Para avaliar e validar o m&eacute;todo, bem como o instrumento de pesquisa elaborado para a entrevista semiestruturada e para estimar o tempo necess&aacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o das entrevistas, procedeu-se um teste piloto e uma valida&ccedil;&atilde;o de especialistas antes de efetivamente conduzir o processo de pesquisa.</p>     <p>O universo da pesquisa &eacute; composto por quatro empresas que atuam no desenvolvimento de softwares escolhidas por conveni&ecirc;ncia e acessibilidade, s&atilde;o elas: Alfa, Neogrid, Totvs e Datum. Procurou-se por organiza&ccedil;&otilde;es onde se pressup&otilde;em que o conhecimento e a gest&atilde;o do mesmo constituem-se em recursos necess&aacute;rios e vitais para sua manuten&ccedil;&atilde;o no mercado. Desse modo, o universo da pesquisa &eacute; composto por empresas que necessitam de inova&ccedil;&atilde;o constante, uma vez que trabalham expressamente com a tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o. Cabe observar que o nome da empresa Alfa &eacute; fict&iacute;cio, pois esta respondente n&atilde;o quis expor sua identidade na pesquisa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A seguir, no <a href="#c1">quadro 1</a>, s&atilde;o apresentadas de forma sint&eacute;tica as empresas participantes da pesquisa.</p>     <p align="center"><a name="c1"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10c1.jpg"></p>      <p>Em cada das empresas estudadas solicitou-se que dois funcion&aacute;rios ou gestores respondessem &agrave; entrevista a partir de um roteiro semiestrutu-rado, onde foram priorizados respondentes que possu&iacute;ssem algum envolvimento nos setores de administra&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o de pessoas ou educa&ccedil;&atilde;o corporativa. De algum modo, buscaram-se pessoas que tivessem contato expl&iacute;cito ou impl&iacute;cito com o processo de gest&atilde;o do conhecimento na organiza&ccedil;&atilde;o, sendo este formalizado ou n&atilde;o.</p>     <p>As entrevistas especificamente foram gravadas com aux&iacute;lio de um aparelho celular para que n&atilde;o se perdessem os registros e considera&ccedil;&otilde;es feitas por cada respondente e do mesmo modo para fornecer mais credibilidade aos dados obtidos. Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dos dados, procedeu-se &agrave; transcri&ccedil;&atilde;o das entrevistas em sua &iacute;ntegra com o intuito de conservar fielmente o seu conte&uacute;do, para uma futura an&aacute;lise de conte&uacute;do. A an&aacute;lise de conte&uacute;do utilizada refere-se ao estudo tanto dos conte&uacute;dos nas figuras de linguagem, retic&ecirc;ncias, entrelinhas, quanto dos manifestos buscando n&atilde;o somente produzir suposi&ccedil;&otilde;es subliminares acerca de determinada mensagem, mas em embas&aacute;-las com pressupostos te&oacute;ricos de diversas concep&ccedil;&otilde;es de mundo e com as situa&ccedil;&otilde;es concretas de seus produtores ou receptores (Campos, 2004).</p>     <p>Ainda, para o desenvolvimento desta pesquisa foram considerados dois modelos em especial que serviram como base para a elabora&ccedil;&atilde;o do instrumento de pesquisa e tamb&eacute;m como guias na an&aacute;lise dos dados. Os dois modelos comentados s&atilde;o o de De Sordi (2008), que traz as oito etapas da gest&atilde;o do conhecimento (identificar, obter, distribuir, utilizar, criar, compartilhar, sustentar e descartar) e o modelo de Choi e Lee (2003), que discorre sobre a orienta&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o quanto ao seu estilo de gest&atilde;o do conhecimento (din&acirc;mico, passivo, orientado para sistemas e orientado para pessoas).</p>      <p><b>4. FERRAMENTAS ENCONTRADAS EM CADA ETAPA DA GEST&Atilde;O DO CONHECIMENTO E SUA RELA&Ccedil;&Atilde;O COM O ESTILO</b></p>     <p><b>4.1. A identifica&ccedil;&atilde;o/mapeamento do conhecimento</b></p>     <p>Ap&oacute;s analisar as ferramentas utilizadas para mapear e identificar o conhecimento por cada empresa integrante da pesquisa constatou-se que independentemente de ter ou n&atilde;o um processo estruturado de gest&atilde;o do conhecimento, as empresas encontram ferramentas para mapear os conhecimentos que possuem.</p>     <p>Nas empresas Neogrid, Totvs e Datum, nesta etapa, h&aacute; a tend&ecirc;ncia de mais formaliza&ccedil;&atilde;o nos processos. Quanto maior for a documenta&ccedil;&atilde;o, mais longo &eacute; o alcance do conhecimento. Neste sentido &eacute; pertinente que as empresas encontrem formas de identificar os conhecimentos que possuem, essa afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; corroborada por Miranda e Moresi (2010, p. 18) &quot;O conhecimento essencial deve ser institucionalizado e com isso tornar-se propriedade comum, evitando que fique restrito a algumas pessoas-chave e que se perca quando elas deixarem a organiza&ccedil;&atilde;o&quot;.</p>     <p>No caso da Alfa, existe uma formaliza&ccedil;&atilde;o para mapear os conhecimentos, e tamb&eacute;m um incentivo das trocas interpessoais. Mesmo possuindo unidade no exterior, a comunica&ccedil;&atilde;o entre os colaboradores ocorre de forma fluente e o mapeamento dos conhecimentos acompanha essa flu&ecirc;ncia. Nas organiza&ccedil;&otilde;es pesquisadas, nesta etapa foram encontradas quatro ferramentas principais que s&atilde;o: consulta ao sistema computacional; conversas com colegas e/ou superiores; contrata&ccedil;&atilde;o de especialistas para codificar o conhecimento e; matriz ou mapa do conhecimento. A <a href="#f3">figura 3</a> a seguir, traz uma s&iacute;ntese das ferramentas e dos estilos de gest&atilde;o utilizados pelas quatro empresas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f3.jpg"></p>      <p>Ao analisar-se a <a href="#f3">Figura 3</a> contata-se que das quatro ferramentas encontradas na etapa de identifica&ccedil;&atilde;o, tr&ecirc;s s&atilde;o compartilhadas por mais de uma empresa. A &uacute;nica ferramenta que &eacute; utilizada em exclusividade pela empresa Neogrid &eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o de especialistas para codificar o conhecimento, isso possivelmente ocorra pela preocupa&ccedil;&atilde;o que a empresa tem em transformar o conhecimento t&aacute;cito em expl&iacute;cito para que o mesmo possa ser utilizado por mais pessoas dentro da empresa.</p>     <p><b>4.2. A obten&ccedil;&atilde;o de conhecimento</b></p>     <p>Uma das etapas mais importantes do processo de gest&atilde;o do conhecimento est&aacute; na obten&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Obter conhecimento vai al&eacute;m de trazer informa&ccedil;&otilde;es para o espa&ccedil;o interno da organiza&ccedil;&atilde;o, consiste sim, em avali&aacute;-las, classific&aacute;-las e destin&aacute;-las de acordo com os objetivos e prop&oacute;sitos da empresa.</p>     <p>Na etapa de obten&ccedil;&atilde;o do conhecimento as quatro empresas estudadas desenvolvem processos semelhantes. Independentemente das ferramentas que utilizam, &eacute; usual que inicialmente se avaliem as op&ccedil;&otilde;es internas, ou seja, o que se possui nas formas t&aacute;citas e expl&iacute;citas. Do mesmo modo, quando n&atilde;o existe a possibilidade de se obter conhecimento no &acirc;mbito interno, o pr&oacute;ximo passo inclui a busca externa.</p>     <p>No caso da Neogrid e da Totvs, em especial, constata-se que h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas em adquirir o conhecimento momentaneamente, mas sim de forma cont&iacute;nua. Do mesmo modo, a Datum, atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o das palestras quinzenais demonstra o mesmo interesse. Na Alfa, embora n&atilde;o haja nada organizado no sentido de obter conhecimento constantemente, este acaba chegando sempre de acordo com as necessidades.</p>     <p>Nesta etapa foram identificadas nove ferramentas principais utilizadas pela empresa para viabilizar o seu processo de gest&atilde;o do conhecimento: consulta a clientes e fornecedores; uso de sistema computacional; treinamentos internos; universidade corporativa; conversas com colegas e/ ou superiores; busca de treinamentos externos; forma&ccedil;&atilde;o intelectual dos colaboradores; palestras quinzenais e; contrata&ccedil;&atilde;o de novos colaboradores.</p>     <p>A <a href="#f4">figura 4</a> traz de forma sintetizada os principais resultados identificados. A partir da an&aacute;lise da <a href="#f4">Figura 4</a> percebe-se que nenhuma das empresas utiliza-se apenas de ferramentas exclusivas, ou seja, em algum momento as ferramentas utilizadas por uma empresa tamb&eacute;m s&atilde;o empregadas por outra.</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f4.jpg"></p>      <p>Das nove ferramentas encontradas apenas quatro s&atilde;o compartilhadas por mais de uma empresa, permanecendo cinco em car&aacute;ter de exclusividade. Do mesmo modo cabe salientar que no caso da empresa Neogrid, n&atilde;o h&aacute; nenhuma ferramenta exclusiva para esta etapa, as tr&ecirc;s ferramentas utilizadas pela empresa s&atilde;o tamb&eacute;m aplicadas por outras empresas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.3. A distribui&ccedil;&atilde;o/partilha do conhecimento</b></p>     <p>Ter formas de mapear o conhecimento presente na organiza&ccedil;&atilde;o, tanto na parte documental quanto nas pessoas integrantes da empresa, &eacute; fundamental. Do mesmo modo, utilizar-se de fontes variadas para obter conhecimento &eacute; uma pr&aacute;tica interessante para que a organiza&ccedil;&atilde;o se mantenha atualizada. Todavia, esses processos s&atilde;o reduzidos caso n&atilde;o haja uma difus&atilde;o destes conhecimentos dentro da organiza&ccedil;&atilde;o. Assim, al&eacute;m de identificar e adquirir conhecimento, &eacute; interessante que este seja distribu&iacute;do na organiza&ccedil;&atilde;o. A s&iacute;ntese das principais ferramentas encontradas por cada empresa para gerir a distribui&ccedil;&atilde;o do conhecimento na empresa pode ser observada na <a href="#f5">figura 5</a>.</p>     <p align="center"><a name="f5"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f5.jpg"></p>      <p>Conforme ilustrado na <a href="#f5">figura 5</a> percebe-se que as quatro empresas encontraram meios para garantir a partilha dos conhecimentos entre todos na organiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de ferramentas variadas: caf&eacute; da manh&atilde; trimestral; uso de sistema computacional ou email; mural f&iacute;sico; treinamentos <i>e-learning; </i>reuni&otilde;es; treinamentos presenciais e; treinamentos via videoconfer&ecirc;ncia.</p>     <p>Constata-se no caso da Alfa, Neogrid e Totvs, que &eacute; predominante o uso das m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas como ferramentas para auxiliar nesta partilha. J&aacute; no caso da Datum h&aacute; uma prioriza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de conhecimento com a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas que preconizam a intera&ccedil;&atilde;o presencial entre os integrantes. Assim, deve-se considerar que embora haja diferen&ccedil;as, cada empresa encontrou um ou mais modos para distribuir todo o conhecimento gerado ou obtido, visando o nivelamento de acesso a todos os interessados na organiza&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Criar meios para mensurar a utiliza&ccedil;&atilde;o de todo conhecimento que &eacute; obtido e disponibilizado na organiza&ccedil;&atilde;o constitui-se em uma tarefa desafiadora que exige observa&ccedil;&atilde;o e consist&ecirc;ncia. As quatro empresas pesquisadas possuem formas de identificar, obter e distribuir o conhecimento, no entanto, perceber se estes est&atilde;o sendo utilizados e aplicados no desenvolvimento das atividades cotidianas, n&atilde;o &eacute; algo estruturado por todas as empresas pesquisadas.</p>     <p>Na <a href="#f6">Figura 6</a> podem ser constatadas as principais ferramentas utilizadas pelas empresas na etapa de utiliza&ccedil;&atilde;o do conhecimento: desempenho do colaborador no dia-a-dia; avalia&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia ap&oacute;s treinamento ou curso e; certifica&ccedil;&otilde;es de qualidade. De antem&atilde;o conclui-se que embora as empresas possuam formas de avaliar ou garantir o uso dos conhecimentos obtidos e disponibilizados, o n&uacute;mero de ferramentas empregadas para esta etapa &eacute; reduzido, sendo apenas tr&ecirc;s conforme ilustrado na <a href="#f6">figura 6</a>.</p>     <p align="center"><a name="f6"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f6.jpg"></p>     <p>A partir da observa&ccedil;&atilde;o da <a href="#f6">Figura 6</a> e considerando as a&ccedil;&otilde;es das quatro empresas estudadas contata-se que em todas h&aacute; uma caracter&iacute;stica comum, o uso do conhecimento &eacute; verificado atrav&eacute;s das a&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia dos colaboradores. No entanto, enquanto a Alfa e a Datum utilizam-se basicamente apenas desta ferramenta, a Neogrid e a Totvs j&aacute; possuem formas de avaliar o uso dos conhecimentos obtidos principalmente atrav&eacute;s dos treinamentos ofertados ou custeados pela empresa.</p>     <p><b>4.5. A aprendizagem/cria&ccedil;&atilde;o/desenvolvimento de conhecimento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a grande respons&aacute;vel pelo ciclo que mant&eacute;m o conhecimento atualizado e dispon&iacute;vel nos processos internos. S&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es voltadas para a identifica&ccedil;&atilde;o, a obten&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o do conhecimento que proporcionar&atilde;o o acesso e a utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo no ambiente interno. Entretanto, muitas ideias e contribui&ccedil;&otilde;es podem ser geradas e obtidas atrav&eacute;s dos colaboradores que est&atilde;o em contato com as fontes de conhecimento disponibilizadas pela empresa. A <a href="#f7">figura 7</a> traz os resultados encontrados nesta etapa.</p>     <p align="center"><a name="f7"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f7.jpg"></p>     <p>A <a href="#f7">figura 7</a> traz a s&iacute;ntese dos resultados obtidos na etapa aprender/criar, bem como as principais ferramentas encontradas nesta etapa da gest&atilde;o do conhecimento: pesquisa de satisfa&ccedil;&atilde;o interna; incentivo financeiro &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e/ou cursos; aceita&ccedil;&atilde;o de ideias dos colaboradores; incentivo a cursos de idiomas; plano de carreira; setor de pesquisa e desenvolvimento interno; incentivo a forma&ccedil;&atilde;o continuada e; palestras quinzenais.</p>     <p>Dentre as quatro empresas, tr&ecirc;s: Alfa, Totvs e Datum, t&ecirc;m em comum a preocupa&ccedil;&atilde;o de estar captando as sugest&otilde;es de seus colaboradores e expuseram este fato de forma contundente. Mesmo que as ferramentas sejam diferenciadas em cada caso o objetivo &eacute; o mesmo, criar conhecimento a partir da perspectiva de seus colaboradores. J&aacute; no caso da Neogrid, n&atilde;o h&aacute; uma a&ccedil;&atilde;o estruturada que objetive especificamente a capta&ccedil;&atilde;o de ideias dos colaboradores, no entanto, h&aacute; um investimento mais efetivo na forma&ccedil;&atilde;o dos colaboradores o que automaticamente acaba fazendo com que o conhecimento novo adentre no desenvolvimento dos processos de trabalho.</p>     <p><b>4.6. O compartilhamento/contribui&ccedil;&atilde;o do conhecimento</b></p>     <p>H&aacute; uma diferen&ccedil;a entre partilhar e compartilhar o conhecimento, enquanto o primeiro pressup&otilde;e uma difus&atilde;o do conhecimento, o segundo preconiza a intera&ccedil;&atilde;o de fato, ou seja, a discuss&atilde;o a respeito daquele determinado conhecimento. A <a href="#f8">figura 8</a> a seguir traz as ferramentas utilizadas por cada uma das quatro empresas na etapa de compartilhamento do conhecimento relacionando-as &agrave;s empresas estudadas e tamb&eacute;m ao estilo de gest&atilde;o gerado a partir das ferramentas obtidas.</p>     <p align="center"><a name="f8"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f8.jpg"></p>     <p>Conforme ilustrado na <a href="#f8">Figura 8</a>, dentre as quatro empresas, embora na maior parte delas se busque o compartilhamento do conhecimento com o aux&iacute;lio de m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas, percebe-se que nada substitui o di&aacute;logo, a intera&ccedil;&atilde;o. Mesmo a Neogrid, que &eacute; a empresa com maior n&uacute;mero de funcion&aacute;rios e unidades espalhadas inclusive no exterior, tem momentos nos quais prioriza-se a intera&ccedil;&atilde;o entre seus colaboradores para que efeti-vamente haja o compartilhamento e a contribui&ccedil;&atilde;o com o conhecimento. Sendo assim, contata-se que o compartilhamento flui melhor quando se pode ter o contato direto entre os sujeitos envolvidos.</p>      <p>As mesmas ferramentas utilizadas pelas quatro empresas s&atilde;o destacadas por Santos Netto (2005, p. 226) como eficientes no processo de compartilhamento do conhecimento quando salienta que al&eacute;m do uso da <i>internet </i>ou da <i>intranet, </i>para o compartilhamento do conhecimento, &quot;reuni&otilde;es com gerentes e diretores, os grupos de discuss&atilde;o de problemas e de melhoria cont&iacute;nua, as comunidades de pr&aacute;tica, as capacita&ccedil;&otilde;es a cargo das universidades corporativas, propiciam os momentos de troca de experi&ecirc;ncias e conhecimentos&quot;.</p>     <p><b>4.7. Construir/Sustentar conhecimento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que as empresas efetivamente consigam estar atualizadas e portando os conhecimentos necess&aacute;rios para o desempenho de sua atividade, &eacute; crucial que encontrem meios n&atilde;o s&oacute; para obter, distribuir, criar conhecimento, mas sim, meios cont&iacute;nuos para isso. Os processos que envolvem a gest&atilde;o do conhecimento s&atilde;o c&iacute;clicos e cont&iacute;nuos, precisam estar ocorrendo constantemente.</p>     <p>A <a href="#f9">figura 9</a> ilustra que as a&ccedil;&otilde;es tomadas pelas quatro empresas n&atilde;o visam apenas &agrave; sustenta&ccedil;&atilde;o do ciclo de gest&atilde;o do conhecimento, muitas vezes os incentivos que promovem n&atilde;o s&atilde;o projetados com este intuito, mas indiretamente acabam por faz&ecirc;-lo.</p>     <p align="center"><a name="f9"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f9.jpg"></p>      <p>Nesta etapa as principais ferramentas obtidas s&atilde;o: pesquisa de satisfa&ccedil;&atilde;o interna; aux&iacute;lio/custeio de treinamentos ou cursos externos; incentivo a cursos de idiomas; treinamentos internos; universidade corporativa; incentivo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o; palestra quinzenal e; incentivo &agrave; certifica&ccedil;&atilde;o de qualidade - desenvolvimento <i>software. </i>Todas as medidas que colocam o colaborador em contato com o meio externo seja atrav&eacute;s de cursos, clientes, fornecedores, treinamentos, enfim, invariavelmente ir&atilde;o trazer reflex&otilde;es para o meio interno. Ent&atilde;o muitos projetos novos ou modifica&ccedil;&otilde;es em formas corriqueiras de trabalhar, acabam sendo alteradas impulsionadas pelos conhecimentos trazidos de fora.</p>     <p><b>4.8. O descarte/absten&ccedil;&atilde;o do conhecimento</b></p>     <p>A gest&atilde;o do conhecimento &eacute; um processo c&iacute;clico. Assim, como se trabalha muito na sua obten&ccedil;&atilde;o, dissemina&ccedil;&atilde;o, compartilhamento, chega um dado momento em que &eacute; preciso descartar esse conhecimento ou recicl&aacute;-lo para que se torne adequado ao uso. H&aacute; conhecimentos que embora ainda sejam v&aacute;lidos, tornam-se obsoletos e deixam de atender &agrave;s necessidades da empresa (Santos Netto, 2005).</p>     <p>A <a href="#f10">figura 10</a> traz as ferramentas utilizadas pelas empresas no processo de descarte do conhecimento.</p>     <p align="center"><a name="f10"></a><img src="img/revistas/pege/n34/n34a10f10.jpg"></p>     <p>Considerando-se que as empresas estudadas trabalham no desenvolvimento de <i>software, </i>atividade esta que exige atualiza&ccedil;&atilde;o constante, podese perceber que o processo de descarte de conhecimento &eacute; algo natural. Nenhuma das quatro empresas enfrenta dificuldades nesta quest&atilde;o. No entanto, no caso da Totvs existe uma particularidade, pois pelo fato de ser franquia, sua capacidade neste sentido &eacute; um pouco limitada uma vez que para muitos casos depende da franqueada para estas decis&otilde;es.</p>     <p><b>5. O ESTILO DE GEST&Atilde;O DO CONHECIMENTO PREDOMINANTE EM CADA UMA DAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>EMPRESAS ESTUDAS</b></p>     <p>No caso da Alfa, embora n&atilde;o se tenha um processo de gest&atilde;o do conhecimento estruturado, as a&ccedil;&otilde;es remetem a um estilo din&acirc;mico. O estilo din&acirc;mico &eacute; assim classificado, pois contempla a&ccedil;&otilde;es que geram conhecimento t&aacute;cito e expl&iacute;cito de forma intensa. Na Alfa h&aacute; uma facilidade de intera&ccedil;&atilde;o, obten&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o, compartilhamento, tanto por m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas como pela conviv&ecirc;ncia pessoal.</p>     <p>No entanto, a Neogrid possui uma particularidade espec&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o a sua orienta&ccedil;&atilde;o para o estilo de gest&atilde;o do conhecimento. Suas a&ccedil;&otilde;es deixam-na entre o estilo din&acirc;mico, ou seja, aquele que valoriza tanto a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento nas formas t&aacute;citas e expl&iacute;citas, como entre o estilo sist&ecirc;mico, aquele em que se busca formalizar e codificar o conhecimento. Assim, a Neogrid divide seu estilo entre din&acirc;mico e sist&ecirc;mico. No entanto, percebe-se que h&aacute; uma clara tend&ecirc;ncia da empresa tornar-se cada vez mais orientada para o estilo sist&ecirc;mico.</p>     <p>Na Totvs a orienta&ccedil;&atilde;o quanto ao estilo de gest&atilde;o do conhecimento &eacute; predominantemente sist&ecirc;mico. As a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela empresa tendem a uma codifica&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Os exemplos mais evidentes para a classifica&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o por sistemas s&atilde;o: o uso de uma matriz de conhecimento; os treinamentos e cursos oferecidos virtualmente pela universidade corporativa; a replica&ccedil;&atilde;o interna de conhecimentos obtidos fora; o uso de emails eletr&ocirc;nicos como principal forma de distribui&ccedil;&atilde;o e compartilhamento de conhecimento; os testes pr&aacute;ticos aplicados depois de treinamentos ou cursos; e a formaliza&ccedil;&atilde;o de um plano de carreira.</p>     <p>Na Datum as a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o bastante centradas no desenvolvimento de seus colaboradores. Assim, o estilo de gest&atilde;o do conhecimento da Datum &eacute; orientado para pessoas. Para obter, distribuir, criar, usar e compartilhar o conhecimento, n&atilde;o se pode simplesmente acessar um sistema ou uma documenta&ccedil;&atilde;o. As a&ccedil;&otilde;es da empresa preconizam o relacionamento interpessoal de seus integrantes.</p>      <p>Como j&aacute; salientado, as ferramentas que s&atilde;o utilizadas por cada empresa no processo de gest&atilde;o do conhecimento n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o distintas, por&eacute;m a intensidade de uso &eacute; bastante diferenciada. &Agrave;quelas empresas que possuem uma orienta&ccedil;&atilde;o mais sist&ecirc;mica tendem a utilizar-se mais do conhecimento codificado com o aux&iacute;lio de sistemas ou programas estruturados e tendem a ter &ecirc;xito neste sentido.</p>     <p>No caso das empresas com orienta&ccedil;&atilde;o para pessoas a tend&ecirc;ncia &eacute; que se utilizem muito mais o contato presencial, o di&aacute;logo e os momentos de encontro e discuss&atilde;o, o que tamb&eacute;m pode ser muito eficiente quando encontra o desenvolvimento de um trabalho colaborativo. J&aacute; no estilo din&acirc;mico h&aacute; uma mescla no uso destes dois tipos de conhecimento, t&aacute;cito e expl&iacute;cito, onde n&atilde;o se consegue precisar qual &eacute; o mais intenso, ou melhor, os dois s&atilde;o utilizados de forma intensa.</p>     <p><b>6. CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>As discuss&otilde;es relacionadas aos termos conhecimento e gest&atilde;o do conhecimento t&ecirc;m sido recorrentes nos &uacute;ltimos anos (davenport e Prusak, 1998; De Sordi, 2008). Estudos t&ecirc;m avan&ccedil;ado nesse campo mostrando o estrito interesse, tanto da academia quanto das organiza&ccedil;&otilde;es, em explorar a forma como estes podem ser &uacute;teis estrategicamente. O desenvolvimento do presente estudo teve a pretens&atilde;o de colaborar com estas discuss&otilde;es, e a seguir s&atilde;o apresentadas as principais contribui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Uma das primeiras conclus&otilde;es &eacute; de que as empresas empregam ferramentas, para viabilizar o seu processo de gest&atilde;o do conhecimento, com pouca distin&ccedil;&atilde;o. Muitas pr&aacute;ticas s&atilde;o comuns em algum dado momento, por&eacute;m cada empresa encontrou meios para gerir o seu conhecimento com ferramentas que v&atilde;o ao encontro dos objetivos e da forma particular de trabalhar. Pode-se dizer que as ferramentas n&atilde;o variam muito, o que talvez possa ser explicado pela atividade equivalente das empresas no desenvolvimento de <i>software</i>s. No entanto, embora as ferramentas sejam semelhantes, a intensidade de uso das mesmas &eacute; bem diferenciada e est&aacute; atrelada ao estilo de gest&atilde;o do conhecimento.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outra considera&ccedil;&atilde;o que deve ser feita &eacute; relacionada ao uso das ferramentas em cada etapa da gest&atilde;o do conhecimento. Percebe-se que as empresas maiores, com maior n&uacute;mero de colaboradores tendem a utilizar-se cada vez mais de ferramentas que priorizem o uso do conhecimento codificado, expl&iacute;cito. Isso ocorre no caso das empresas listadas na ordem estipulada, Totvs, Neogrid e Alfa. Talvez as barreiras f&iacute;sicas e as dificuldades de contato pessoal com pares de trabalho sejam condicionantes para esta tend&ecirc;ncia. Essa ideia &eacute; refor&ccedil;ada quando considerada a empresa Datum, que por ser a menor, com menor n&uacute;mero de colaboradores, utiliza-se de ferramentas mais simples que preveem o contato pessoal e a troca de conhecimento t&aacute;cito.</p>     <p>Ainda neste sentido, os resultados evidenciam uma preocupa&ccedil;&atilde;o que as empresas possuem em perder o conhecimento dos colaboradores, ou seja, todo aquele conhecimento que &eacute; apenas empregado na sua forma pr&aacute;tica, t&aacute;cita pode ser perdido quando o colaborador deixa a organiza&ccedil;&atilde;o. Isso talvez justifique as a&ccedil;&otilde;es das empresas em tentar codificar o maior volume de conhecimento poss&iacute;vel. Neste sentido, salienta Pavoni (2009, p. 15) &quot;se a empresa n&atilde;o coleta e registra informa&ccedil;&otilde;es importantes &#91;...&#93; que possui em seus bancos de dados ou na cabe&ccedil;a de algumas pessoas, perder&aacute; a oportunidade de fazer melhorias&quot;. Assim, constata-se que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia eminente de as empresas utilizarem suas ferramentas com o intuito de reter o conhecimento.</p>     <p>Uma considera&ccedil;&atilde;o a ser feita quanto aos resultados da pesquisa refere-se ao fato de que embora priorize a&ccedil;&otilde;es diferenciadas, cada estilo de gest&atilde;o do conhecimento pode ser igualmente eficiente. Essa assertiva &eacute; corroborada pelos autores Choi e Lee (2003) e Pavoni (2009, p.5) quando discorre que &quot;a gest&atilde;o do conhecimento pode ser igualmente efetiva sem adequar-se a um &uacute;nico padr&atilde;o, ou seja, existem v&aacute;rios estilos de gest&atilde;o do conhecimento&quot;. Contatou-se que o estilo serve para nortear as escolhas da organiza&ccedil;&atilde;o no seu processo de gest&atilde;o do conhecimento, no entanto n&atilde;o se pode dizer que um estilo &eacute; mais eficiente que outro.</p>     <p>As contribui&ccedil;&otilde;es desta pesquisa apontam para o entendimento dos pormenores que atuam como coadjuvantes na gest&atilde;o do conhecimento. Muitos autores como: Davenport e Prusak (1998), Hansen <i>et al </i>(1999), Probst, Raub e Romhardt (2002), De Sordi (2008), entre outros, trazem a defini&ccedil;&atilde;o das etapas da gest&atilde;o do conhecimento sem entrar nos detalhes que as sustentam, ou seja, o que &eacute; feito nas organiza&ccedil;&otilde;es para efetivamen-te gerir o conhecimento.</p>     <p>Assim, os resultados deste estudo clareiam as ferramentas utilizadas pelas empresas em cada etapa da gest&atilde;o do conhecimento, o que pode servir de exemplo para empresas que pretendam ter um maior controle sobre o seu processo de gest&atilde;o ou at&eacute; mesmo implant&aacute;-lo. A partir do entendimento de a&ccedil;&otilde;es citadas neste estudo, que garantem a obten&ccedil;&atilde;o, a distribui&ccedil;&atilde;o, o uso, o compartilhamento do conhecimento, tem-se uma rica fonte de informa&ccedil;&atilde;o que pode nortear e ajudar empresas que necessitam de conhecimento renovado e acess&iacute;vel a todos os seus integrantes.</p>     <p>Do mesmo modo, ao verificar a orienta&ccedil;&atilde;o da empresa quanto ao seu estilo de gest&atilde;o, observando se h&aacute; mais facilidade no contato da equipe da forma presencial ou virtual poder&aacute; auxiliar a organiza&ccedil;&atilde;o na estrutura&ccedil;&atilde;o do seu processo de gest&atilde;o. Neste quesito a empresa pode estar verificando se possui sistemas informatizados que v&atilde;o corresponder a um processo de gest&atilde;o do conhecimento mais sist&ecirc;mico, codificado, ou se possui maior estrutura&ccedil;&atilde;o para prover um processo mais interativo, presencial. Ademais, verificar a orienta&ccedil;&atilde;o quanto ao estilo de gest&atilde;o pode fazer com que a empresa economize tempo e recursos financeiros, por exemplo, de nada adianta investir em um <i>software </i>de gest&atilde;o do conhecimento, ou em uma <i>intranet, </i>se na empresa s&atilde;o preconizadas a&ccedil;&otilde;es que remetem ao contato presencial. Na mesma linha, pode ser desgastante e oneroso para a empresa tentar reunir ou fazer com que os colaboradores interajam presencialmente quando os mesmos tendem a utilizar-se mais de sistemas computacionais, <i>e-mails, </i>documentos, etc, para difundir e criar conhecimento.</p>     <p>Como limita&ccedil;&atilde;o deste estudo destaca-se principalmente a impossibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o das conclus&otilde;es uma vez que, foram analisados apenas quatro casos. N&atilde;o h&aacute; como generalizar os resultados obtidos para outras empresas mesmo que estas reservem semelhan&ccedil;as &agrave;s integrantes da pesquisa. Al&eacute;m disso, outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato de se ter apenas dois respondentes em cada empresa, o que pode n&atilde;o demonstrar necessariamente a opini&atilde;o dos demais integrantes da mesma. Ainda, o estudo teve seu foco centrado no processo de gest&atilde;o do conhecimento quase que exclusivamente, outros fatores que tamb&eacute;m poderiam estar influenciando neste processo n&atilde;o foram considerados como alinhamento estrat&eacute;gico, direcio-namentos da dire&ccedil;&atilde;o, elementos da cultura organizacional, entre outros.</p>     <p>A partir das conclus&otilde;es aqui expostas, v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es para estudos futuros s&atilde;o evidenciadas. Podem ser realizados estudos com um maior n&uacute;mero de empresas, ou at&eacute; mesmo com empresas que atuam em ramos diferentes. Do mesmo modo, seria interessante um estudo semelhante a este, comparativo, que verifique se as ferramentas obtidas se assemelham ou divergem com as encontradas nesta pesquisa. Ainda, estudos futuros que aprofundassem a rela&ccedil;&atilde;o entre o estilo de gest&atilde;o do conhecimento e as ferramentas utilizadas em cada etapa seriam pertinentes para elucidar &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es caminhos a serem percorridos em uma implanta&ccedil;&atilde;o do processo de gest&atilde;o do conhecimento.</p> <hr>      <p><b><font size="3">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     <!-- ref --><p>Al-hawari M. (2007, September). The importance of the four knowledge management styles to industry: Using the HSD post hoc test. <i>Journal of Knowledge Management Practice, 8 </i>(3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1657-6276201300010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barbosa, R.B; Sep&uacute;lveda, M. I. M &amp; Costa, M. U. P. (2009). Gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e do Conhecimento na era do Compartilhamento e da colabora&ccedil;&atilde;o. 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An empirical investigation of KM styles and their effect on corporate performance. <i>Information &amp; Management. </i>Seoul, South Korea; Graduate School of Management, Korea Advanced Institute of Science and Technology.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1657-6276201300010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davenport, T. H. &amp; Prusak, L. 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(2008). <i>Gest&atilde;o da sustentabilidade na era do conhecimento: O desenvolvimento sustent&aacute;vel e a nova realidade da sociedadep&oacute;s-industrial. </i>Visual Books: Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1657-6276201300010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gil, A. C. (2002). <i>Como elaborar projetos de pesquisa. </i>(4. ed). S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1657-6276201300010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hansen, M. T.; Nohria, N. &amp; Tierney, T. (1999). What's your strategy for managing knowledge? <i>Harvard Business Review, 77, </i>(2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1657-6276201300010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Joia, L. A. &amp; Oliveira, M. F. B. (2007). Personaliza&ccedil;&atilde;o ou Codifica&ccedil;&atilde;o? Avaliando Estrat&eacute;gias de Gest&atilde;o do Conhecimento. <i>Organiza&ccedil;&otilde;es &amp; Sociedade, 14, </i>(43), 13-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1657-6276201300010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miranda, M. M. 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Estilos de gest&atilde;o do conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o em empresas de m&eacute;dia e baixa tecnologia. &#91;Tese Doutorado em Administra&ccedil;&atilde;o&#93;, Escola de Administra&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1657-6276201300010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Probst, G.; Raub, S. &amp; Romhardt, K. (2002). <i>Gest&atilde;o do conhecimento: os elementos construtivos do sucesso. </i>Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1657-6276201300010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Richardson, R. (coord.) et al. (1989). <i>Pesquisa social: m&eacute;todos e t&eacute;cnicas. </i>S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1657-6276201300010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos Netto, J. P. (2005). Institucionaliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do conhecimento nas empresas: estudos de casos m&uacute;ltiplos. &#91;Tese de doutorado&#93;, Faculdade de Economia, Administra&ccedil;&atilde;o e Contabilidade da Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1657-6276201300010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scharf, E. R. 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S&atilde;o Paulo, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1657-6276201300010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Terra, J. C. C. (2000). <i>Gest&atilde;o do conhecimento: o grande desafio empresarial. </i>S&atilde;o Paulo: Neg&oacute;cio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1657-6276201300010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vergara, S. C. (2003). <i>Projetos e relat&oacute;rios de pesquisa em administra&ccedil;&atilde;o. </i>(4.ed). S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1657-6276201300010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yin, R. K. (2005). <i>Estudo de Caso: planejamento e m&eacute;todos. </i>(3 ed). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1657-6276201300010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>  </font>      ]]></body><back>
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