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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A condição de saúde e satisfação com a vida do cuidador familiar de idoso com Alzheimer]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The health status of caregivers is associated with satisfaction with life and so in the way of delivering care to the elderly with Alzheimer&rsquo;s. Objective: To evaluate the health status and life satisfaction of family caregivers of elderly with Alzheimer&rsquo;s, users of a Reference Center for Care in Alzheimer&rsquo;s disease in Curitiba, Paraná, Brazil. Materials and methods: This is a cross-sectional quantitative study. The convenience sample consisted of 208 family caregivers and selected during the period December 2009 to February 2010, through the inclusion and exclusion criteria. The study was conducted in the Reference Center. Data were collected through semi-structured interviews and application of the scales: Zarit caregiver burden interview, Subjective Well-Being and Functional Staging. For statistical analysis, we applied the Chi-square, Mann-Whitney and Kruskal-Wallis test, using Epi-Info 6.04. Results were considered statistically significant if their level was less than 5% (p<0.05). Results: For the level of caregiver burden prevailed moderate (46.2%), with a mean of 33.29 (4-85, ±15.33). The mean score (percentage) related to life satisfaction was 63% (1.7%- 100%). Variables statistically associable to overload level were gender (p=0.040), age p=0.016), disease (p=0.003) and life satisfaction (p<0.001). Caregivers patients are significantly associated with lower mean percentage of EBE (p=0.032). Conclusions: The burden of family caregivers is a situation that needs to be faced by nurses with support and protection measures (protective measures). The geriatric care is a privileged field of protection policies, which must be planned, considering the caregiver in their vulnerability and helplessness.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">   <font size="4">    <p align="center"><b>A condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida do cuidador familiar de idoso com Alzheimer</b></p></font> <font size="3">    <p align="center"><b>The health status and life satisfaction of caregivers of elderly with Alzheimer’s</b></p></font>                   <p align="center"><b>Maria Helena Lenardt, PhD<sup>1</sup>, Mariluci Hautsch Willig, MSc<sup>2</sup>, M&aacute;rcia Daniele Seima, Enf<sup>3</sup>, Letice de Freitas Pereira, Acad<sup>4</sup></b>      <p><sup>1</sup>Professora S&ecirc;nior, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. <a href="mailto:curitiba.helena@gmail.com"> curitiba.helena@gmail.com</a>    <br> <sup>2</sup>Doutoranda em Enfermagem, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:familiawillig@terra.com.br">familiawillig@terra.com.br</a>    <br> <sup>3</sup>Mestranda em Enfermagem, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Bolsista da Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:marciaseima@gmail.com">marciaseima@gmail.com</a>    <br> <sup>4</sup>Acad&ecirc;mica de Enfermagem, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:letice_freitas@hotmail.com">letice_freitas@hotmail.com</a></p> Recebido para publica&ccedil;&atilde;o Novembro 23, 2010 Aceito para publica&ccedil;&atilde;o Abril 29, 2011</p><hr>      <p align="center"><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b> A condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do cuidador familiar est&aacute; associada &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e consequentemente com o modo de prestar o cuidado ao idoso com Alzheimer.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <b>Objetivo:</b> Avaliar a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida dos cuidadores familiares de idosos com Alzheimer, usu&aacute;rios de um Centro de Refer&ecirc;ncia em Atendimento em Doen&ccedil;a de Alzheimer (DA). conveni&ecirc;ncia foi composta de 208 cuidadores familiares e selecionada no per&iacute;odo de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, por meio de crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o. O estudo foi realizado no pr&oacute;prio Centro de Refer&ecirc;ncia. Os dados foram coletados por entrevistas semi-estruturadas e aplica&ccedil;&atilde;o das escalas: Invent&aacute;rio de Sobrecarga de Zarit, Bem-Estar Subjetivo e Estadiamento Funcional. Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica, aplicaram-se os testes Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, utilizando-se o programa Epi Info 6.04. Os resultados foram considerados estatisticamente significativos quando o n&iacute;vel descritivo foi menor que 5% (p&lt;0,05).    <br> <b>Resultados:</b> Para o n&iacute;vel de sobrecarga dos cuidadores prevaleceu o grau moderado (46.2%), com m&eacute;dia de 33.29 (4-85, +15.33). A m&eacute;dia do escore (percentual) relacionada &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida foi de 63% (1.7%-100%). As vari&aacute;veis estatisticamente associ&aacute;veis ao n&iacute;vel de sobrecarga foram: sexo (p=0.040), idade (p=0.016), doen&ccedil;a (p=0.003) e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (p&lt;0.001). Os cuidadores doentes est&atilde;o significativamente associados a menores m&eacute;dias percentuais de EBES (p=0.032).    <br> <b>Conclus&otilde;es:</b> A sobrecarga do cuidador familiar &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que precisa ser encarada pela enfermagem com medidas de suporte e amparo (medidas protetoras). O cuidado gerontol&oacute;gico constitui um &acirc;mbito privilegiado de pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o, que devem ser planejadas, contemplando o cuidador na sua vulnerabilidade e desamparo.</p>     <p align="center"><b><i>Palavras chaves:</i></b> Idoso; Cuidadores; Doen&ccedil;a de Alzheimer.</p>   <hr>      <p align="center"><b>SUMMARY</b></p>     <p><b>Introduction:</b> The health status of caregivers is associated with satisfaction with life and so in the way of delivering care to the elderly with Alzheimer&rsquo;s.    <br> <b>Objective:</b> To evaluate the health status and life satisfaction of family caregivers of elderly with Alzheimer&rsquo;s, users of a Reference Center for Care in Alzheimer&rsquo;s disease in Curitiba, Paran&aacute;, Brazil.    <br> <b>Materials and methods:</b> This is a cross-sectional quantitative study. The convenience sample consisted of 208 family caregivers and selected during the period December 2009 to February 2010, through the inclusion and exclusion criteria. The study was conducted in the Reference Center. Data were collected through semi-structured interviews and application of the scales: Zarit caregiver burden interview, Subjective Well-Being and Functional Staging. For statistical analysis, we applied the Chi-square, Mann-Whitney and Kruskal-Wallis test, using Epi-Info 6.04. Results were considered statistically significant if their level was less than 5% (p&lt;0.05).    <br> <b>Results:</b> For the level of caregiver burden prevailed moderate (46.2%), with a mean of 33.29 (4-85, &plusmn;15.33). The mean score (percentage) related to life satisfaction was 63% (1.7%- 100%). Variables statistically associable to overload level were gender (p=0.040), age p=0.016), disease (p=0.003) and life satisfaction (p&lt;0.001). Caregivers patients are significantly associated with lower mean percentage of EBE (p=0.032).    <br> <b>Conclusions:</b> The burden of family caregivers is a situation that needs to be faced by nurses with support and protection measures (protective measures). The geriatric care is a privileged field of protection policies, which must be planned, considering the caregiver in their vulnerability and helplessness.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i><b>Keywords:</b></i> Aged; Caregivers; Alzheimer&rsquo;s disease.</p>  <hr>     <p align="left">Com o aumento da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o, observa-se tamb&eacute;m o aumento expressivo de doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas relacionadas &agrave; idade. Dentre estas se destacam as dem&ecirc;ncias, sendo a  mais comum a Doen&ccedil;a de Alzheimer (DA). No Brasil, atualmente, estima-se que exista cerca de 500 mil a um milh&atilde;o de pessoas portadoras de DA<sup><a href="#1">1</a></sup> e em proje ccedil;&otilde;es tem-se dados de que oito milh&otilde;es de pessoas ser&atilde;o acometidas por esta doen&ccedil;a no ano de 2040<sup><a href="#2">2</a></sup>. No Estado do Paran&aacute;, entre os anos de 2008 a 2011, foram registrados 32.190,40 casos de DA sendo 8.198,29 apenas na cidade de Curitiba<sup><a href="#3">3</a></sup>.</p>     <p>A DA &eacute; caracterizada como doen&ccedil;a degenerativa de in&iacute;cio insidioso e que se desenvolve continuamente durante um per&iacute;odo de v&aacute;rios anos. &laquo;Os pacientes com DA mostram atrofia encef&aacute;lica progressiva, perda do volume cortical&raquo; e surgimento de neurofibrilas e placas neur&iacute;ticas<sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>     <p>Estas altera&ccedil;&otilde;es cerebrais s&atilde;o respons&aacute;veis pelo desenvolvimento da incapacidade funcional nos idosos e consequentemente a necessidade do cuidador, papel desempenhado, principalmente, pelos familiares do portador.</p>     <p>A experi&ecirc;ncia de assumir a responsabilidade por idosos dependentes tem sido referida por cuidadores familiares como uma tarefa exaustiva e estressante, pelo envolvimento afetivo e por ocorrer uma transforma&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o anterior de reciprocidade para uma rela&ccedil;&atilde;o de depen &ecirc;ncia, em que o cuidador, ao desempenhar atividades relacionadas ao bem-estar f&iacute;sico e psicossocial do idoso, passa a ter restri&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&oacute;pria vida<sup><a href="#5">5</a></sup>.</p>     <p>Os efeitos psicossociais da doen&ccedil;a fazem do cuidador alvo de investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas acerca da DA e da consequente sobrecarga, termo traduzido da l&iacute;ngua inglesa e conhecido internacionalmente como burden: &laquo;sentimento de sobrecarga experimentado pelo cuidador ao realizar uma gama de atividades potencialmente geradoras de estresse e efeitos negativos&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup>.</p>     <p>Os cuidadores ao se percebem sobrecarregados, tendem a sentir maiores n&iacute;veis de tens&atilde;o e, consequentemente, a desempenharem suas fun&ccedil;&otilde;es aqu&eacute;m de suas capacidades, o que resulta numa situa&ccedil;&atilde;o de cuidado desequilibrada, normalmente acompanhada por resultados insatisfat&oacute;rios<sup><a href="#5">5</a></sup>.</p>     <p>Deste modo torna-se essencial identificar o cuidador como sujeito que tamb&eacute;m necessita de olhar atento no planejamento e nas a&ccedil;&otilde;es de enfermagem, na perspectiva de que &eacute; preciso o cuidador estar bem para conseguir prover um cuidado digno ao idoso com Alzheimer. A enfermagem, com seu conhecimento e compet&ecirc;ncias profissionais, pode contribuir na constru&ccedil;&atilde;o de novos modelos de cuidado na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de dos idosos com Alzheimer.</p>     <p>A relev&acirc;ncia deste estudo consiste em avaliar a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida do cuidador familiar, identificando vari&aacute;veis e fatores que interferem neste processo e como estas se relacionam. A obten&ccedil;&atilde;o desses dados e suas an&aacute;lises dar&atilde;o subs&iacute;dios para o desenvolvimento de novas pesquisas e o planejamento de interven&ccedil;&otilde;es junto aos cuidadores que se mostrarem mais vulner&aacute;veis na presta&ccedil;&atilde;o do cuidado ao idoso com Alzheimer.</p>       <p align="center"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de estudo quantitativo descritivo de corte transversal realizado com os cuidadores familiares de idosos com Alzheimer, usu&aacute;rios de um Centro de Refer&ecirc;ncia em Atendimento aos Idosos, na cidade de Curitiba, Paran&aacute;. Foram crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para sele&ccedil;&atilde;o do cuidador familiar: ser o cuidador familiar do idoso com idade superior a 60 anos, com diagn&oacute;stico de DA e que faz uso de medica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica; possuir idade igual ou superior a 18 anos, completos at&eacute; o dia do in&iacute;cio da coleta de dados; ter prestado cuidado h&aacute; pelo menos seis meses; aceitar, preencher e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram exclu&iacute;dos da pesquisa os seguintes cuidadores familiares: cuidador com dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o que impossibilitasse a entrevista; voluntariamente expressaram o desejo de interromper sua participa&ccedil;&atilde;o no estudo. A amostra de conveni&ecirc;ncia foi composta de 208 cuidadores familiares, selecionados de acordo com os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o acima citados, no per&iacute;odo de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010.</p>     <p>A coleta dos dados ocorreu no Centro de Refer&ecirc;ncia em Atendimento em Doen&ccedil;a de Alzheimer, por meio de quatro momentos.</p>      <p><b>1&ordm; Momento:</b> para a identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas dos cuidadores utilizou-se um question&aacute;rio semi-estruturado.    <br> <b>2&ordm; Momento:</b> a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do cuidador familiar foi avaliada por meio da escala do Invent&aacute;rio de Sobrecarga de Zarit, traduzida por Scazufca<sup><a href="7">7</a></sup>.    <br> <b>3&ordm; Momento:</b> para avaliar a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida do cuidador utilizou-se a segunda parte da Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES)<sup><a href="8">8</a></sup>, a qual trata especificamente dos julgamentos relativos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o ou insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.    <br> <b>4&deg; Momento:</b> a gravidade da dem&ecirc;ncia do idoso foi avaliada segundo a Escala de Estadiamento Funcional (FAST)<sup><a href="9">9</a></sup>, referenciado pelo cuidador familiar.</p>      <p>Os dados coletados foram transcritos por digita&ccedil;&atilde;o, nos programas Excel e Epi Info vers&atilde;o 6.04. Ap&oacute;s digitados foram confirmados duas vezes para garantir a confiabilidade dos resultados, submetidos &agrave; consist&ecirc;ncia e &agrave; compatibiliza&ccedil;&atilde;o para, quando necess&aacute;ria, a defini&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica das vari&aacute;veis e an&aacute;lise das categorias de estudo pr&oacute;prias dos programas.</p>     <p>Os resultados obtidos no estudo foram expressos por frequ&ecirc;ncias, percentuais, m&eacute;dias e desvios padr&otilde;es. Avaliou-se a associa&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis quantitativas por meio do teste de Qui-quadrado. Para a compara&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de sobrecarga e a vari&aacute;vel doen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao EBES, empregaram-se os testes n&atilde;o-param&eacute;tricos de Mann-Whitney e de Kruskal-Wallis. Valores de p&lt;0.05 indicaram signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</p>     <p>Foram respeitados os preceitos &eacute;ticos de participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e consentida segundo Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96<sup><a href="10">10</a></sup>, por meio do preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido, obtido de todos os cuidadores familiares informantes, antes do in&iacute;cio de sua participa&ccedil;&atilde;o no estudo. O projeto foi aprovado no dia 30 de julho de 2009 pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal do Paran&aacute; sob registro CEP/SD: 725.060.09.06 e CAAE: 0018.0.085.091-09.</p>      <p align="center"><b>RESULTADOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dos 208 cuidadores familiares entrevistados, 178 (85.6%) s&atilde;o do sexo feminino e 30 (14.4%) do sexo masculino. Em rela&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;nculo familiar com o idoso, 132 (63.5%) s&atilde;o filhas, 6 (2.9%) irm&atilde;s, 29 (13.9%) esposas/companheiras, 8 (3.8%) esposos/companheiros e 33 15.9%) outros, como noras, filhos e netas. A idade dos cuidadores variou entre 22 a 83 anos com m&eacute;dia de 53.5 anos. Cento e sessenta e nove (81.2%) cuidadores residem no mesmo lar que o idoso. Quanto ao tempo que prestam o cuidado aos idosos, 28 (13.5%) cuidadores alegaram cuidar at&eacute; um ano, 56 (26%) de 1 a 3 anos e 126 (60.6%) cuidam h&aacute; mais de 3 anos; 135 (64.9%) relataram compartilhar os cuidados aos idosos com uma ou mais pessoas e 73 (35.1%) n&atilde;o dividem. As pessoas que auxiliam os cuidadores principais s&atilde;o na maioria irm&atilde;os (51%), filhos (16.6%), seguido de cunhadas (6.2%) e m&atilde;es (5.5%).</p>     <p>Realizavam uma ou mais atividades al&eacute;m do cuidado 191 (91.8%) cuidadores e 17 (8.2%) somente o cuidado ao idoso. O <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a> possibilita constatar que as atividades de maior preval&ecirc;ncia foram os afazeres dom&eacute;sticos (45%) e trabalho fora de casa 28.2%).</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3g1.jpg"><a name="g1"></a></p>     <p>Quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e os h&aacute;bitos de vida dos cuidadores verifica-se que dos 208 cuidadores, 53 (25.5%) referiram n&atilde;o realizar atividades de lazer e 155 (74.5%) possuem um ou mais tipos de lazer. As atividades de lazer mais citadas foram: exerc&iacute;cios f&iacute;sicos (20.2%), trabalhos manuais (18.5%) e passear (11.9%).</p>     <p>A maioria dos cuidadores, 175 (84.1%) relatou n&atilde;o pertencer a nenhum grupo de suporte social, e 33 (15.9%) participam, sendo que quatro deles frequentam grupos terap&ecirc;uticos e 29 de grupos de conviv&ecirc;ncia.</p>     <p>Referente &agrave; vari&aacute;vel tabagismo, constata-se que 168 (80.8%) cuidadores relataram n&atilde;o fumar e 40 (19.2) fumam, sendo que 12 (30%) fumam h&aacute; menos de 20 anos e 28 (70%) fumam h&aacute; mais ou igual h&aacute; 20 anos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; bebida alc&oacute;olica, 166 (79.8%) cuidadores n&atilde;o ingerem e 42 (20.2%) referem ingerir bebida alco&oacute;lica.</p>     <p>Dos 208 cuidadores familiares, 19 (9.1%) consideram a sua sa&uacute;de excelente, 97 (46.7%) boa e 92 (44.2%) razo&aacute;vel. Quanto a presen&ccedil;a de doen&ccedil;as, 78 (37.5%) cuidadores referiram n&atilde;o ter qualquer tipo de doen&ccedil;a e 130 (62.5%) alegaram possuir uma ou mais doen&ccedil;as, sendo relatadas at&eacute; seis comorbidades.</p>     <p>Verifica-se na <a href="#t1">Tabela 1</a> que prevalece a hipertens&atilde;o (21.6%) seguida da depress&atilde;o (10.6%) e consequentemente a utiliza&ccedil;&atilde;o dos anti-hipertensivos (21.1%) e antidepressivos (15.6%).</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t1.jpg"><a name="t1"></a></p>      <p>No que tange a realiza&ccedil;&atilde;o de consultas m&eacute;dicas, 46 (22.1%) referiram n&atilde;o fazer acompanhamento m&eacute;dico e 162 (77.9%) realizam. Destes, 26 alegaram fazer acompanhamento mensalmente, 16 bimestralmente, 42 trimestralmente, 3 quadrimestralmente, 28 v&atilde;o ao m&eacute;dico semestralmente, 37 realizam anualmente e 10 cuidadores referiram fazer acompanhamento m&eacute;dico de rotina.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do grau de sobrecarga, observa-se na <a href="#t2">Tabela 2</a> que prevalece o grau moderado (n=96; 46.2%) com m&eacute;dia de 33.29&plusmn;15.33, com o m&iacute;nimo de 4 e m&aacute;ximo de 85 pontos.</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t2.jpg"><a name="t2"></a></p>      <p>De acordo com a gravidade da dem&ecirc;ncia dos idosos referida pelos cuidadores, observa-se na <a href="#t3">Tabela 3</a> que a maioria (n=72; 34.6%) presta cuidado ao idoso com DA na fase moderada.</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t3.jpg"><a name="t3"></a></p>      <p>Verifica-se na <a href="#t4">Tabela 4</a> que a m&eacute;dia do n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida dos cuidadores familiares foi de 63%. Considera-se neste estudo os escores de 0 a 50% para insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e de 51 a 100% para satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Deste modo, 51 (24.5%) cuidadores familiares foram classificados como insatisfeitos e 157 (75.5%) como satisfeitos com a vida.</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t4.jpg"><a name="t4"></a></p>      <p>Evidencia-se na <a href="#t5">Tabela 5</a> a associa&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de sobrecarga com as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, cl&iacute;nicas e estadiamento funcional da doen&ccedil;a de Alzheimer. Optou-se por agrupar os n&iacute;veis de sobrecarga em pequena, moderada e severa e agrupando-se tamb&eacute;m o estadiamento da doen&ccedil;a do idoso em leve, moderada e grave para a realiza&ccedil;&atilde;o do teste Qui-quadrado e o p valor.</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t5.jpg"><a name="t5"></a></p>      <p>Aponta-se na <a href="#t6">Tabela 6</a> a associa&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de sobrecarga dos cuidadores com os escores (percentual) obtidos na Escala de Bem-Estar Subjetivo (p&lt;0.001), em que 65 cuidadores que apresentam sobrecarga severa tiveram a menor m&eacute;dia de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (48.2%) e consequentemente menores escores (1.7-80). Outra vari&aacute;vel que obteve rela&ccedil;&atilde;o significativa com escores (percentual) da Escala de Bem-Estar Subjetivo foi o fato dos cuidadores possu&iacute;rem doen&ccedil;as, verificando que estes apresentaram menor m&eacute;dia de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (60.2%) e menor escore (1.7%) em compara&ccedil;&atilde;o aos cuidadores que relataram n&atilde;o possuir doen&ccedil;as.</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cm/v42n2s1/pr_v42n2s1a3t6.jpg"><a name="t6"></a></p><hr>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>DISCUSS&Otilde;ES</b></p>       <p>No grupo estudado, prevaleceu o grau moderado de sobrecarga (n=96; 46.2%) (<a href="#t2">Tabela 2</a>),por&eacute;m procedido pelo grau moderado a severo (n=54; 26%), o que indica fortes possibilidades dos 96 cuidadores evolu&iacute;rem para grau mais severo. Os resultados deste estudo se assemelham com a pesquisa desenvolvida em um Servi&ccedil;o de Neurogeriatria de Porto Alegre (RS)6, com 36 cuidadores familiares de idosos, no qual cinco (13.9%) apresentaram uma pequena sobrecarga, 20 (55.6%) sobrecarga moderada, nove (25%) sobrecarga moderada a severa e dois (5.6%) sobrecarga severa. Outro estudo realizado na localidade de Buenaventura(Valle del Cauca, Col&ocirc;mbia)<sup><a href="11">11</a></sup> envolvendo 35 idosos dependentes e seus cuidadores, apontou dados discordantes aos estudos op cit, pois 54.2% dos cuidadores n&atilde;o apresentavam sobrecarga, 40% uma sobrecarga leve, coincidindo apenas nos dados de sobrecarga intensa.</p>     <p>Os escores de n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida dos cuidadores familiares variou entre 1.7% a 100%. Considera-se que, quanto menor o escore menor o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e o inverso com escores elevados. A m&eacute;dia do n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida foi de 63%, significando que esses cuidadores apresentam-se satisfeitos com a vida. Estudo desenvolvido na cidade de Porto, Portugal<sup><a href="13">13</a></sup>, aponta que 45% dos cuidadores apresentam-se satisfeitos com a vida, 42% regular e 13% insatisfeitos<sup><a href="12">12</a></sup>.</p>     <p>O estudo realizado com familiares de idosos portadores de dem&ecirc;ncia, em Institui&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica Universit&aacute;ria, em n&iacute;vel ambulatorial, no Rio de Janeiro, Brasil confronta esses dados quando afirma que os cuidadores por apresentarem v&aacute;rios sintomas de estresse, geralmente t&ecirc;m um balan&ccedil;o afetivo negativo e, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral, apresentam menor n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o de viver.</p>     <p>A vari&aacute;vel sexo se associou estatisticamente com o n&iacute;vel de sobrecarga do cuidador (p=0.040) (<a href="#t5">Tabela 5</a>).    <br>  As mulheres apresentaram maior sobrecarga, apesar da pequena amostra do g&ecirc;nero masculino. As mulheres cuidadores costumam sofrer impacto  maior, possivelmente pelas diferen&ccedil;as de tarefas desempenhadas pelo cuidador do sexo feminino e do masculino. As mulheres assumem, com mais freq&uuml;&ecirc;ncia, tarefas desgastantes, como a higiene do paciente, al&eacute;m de terem que gerenciar as tarefas dom&eacute;sticas<sup><a href="14">14</a></sup>.</p>     <p>A idade foi outro fator que apresentou associa&ccedil;&atilde;o significante com o n&iacute;vel de sobrecarga (p=0.016). Os cuidadores entre a faixa et&aacute;ria de 51 a 60 anos apresentaram maiores n&iacute;veis de sobrecarga (<a href="#t5">Tabela 5</a>). Atualmente esta faixa et&aacute;ria &eacute; produtiva e s&atilde;o respons&aacute;veis pela administra&ccedil;&atilde;o domiciliar, familiar e ainda agregam o trabalho fora do lar. Estes dados apresentam significativa diferen&ccedil;a na margem da faixa et&aacute;ria, quando relacionados ao estudo transversal<sup><a href="15">15</a></sup> com 29 cuidadores familiares de idoso com DA em S&atilde;o Paulo, Brasil, o qual determinou que cuidadores com idade entre 20 a 40 anos sofreram maior impacto por cuidar.</p>     <p>O v&iacute;nculo familiar com o idoso (<a href="#t5">Tabela 5</a>), n&atilde;o mostrou rela&ccedil;&atilde;o significativa com o n&iacute;vel de sobrecarga (p=0.108). Ao contr&aacute;rio do achado na pesquisa de revis&atilde;o de literatura desenvolvida em 2008<sup><a href="14">14</a></sup>, na qual foi identificado que os c&ocirc;njuges sofrem o maior impacto por cuidar, possivelmente pela sua idade mais avan&ccedil;ada e estar mais suscet&iacute;vel a problemas de sa&uacute;de, fator relacionado a um maior impacto.</p>     <p>O fato do cuidador co-residir ou n&atilde;o com o idoso (<a href="#t5">Tabela 5</a>), n&atilde;o apresentou rela&ccedil;&atilde;o significativa com o n&iacute;vel de sobrecarga (p=0.683). O estudo realizado em Santa Catarina, Brasil<sup><a href="16">16</a></sup>, com 30 cuidadores familiares, aponta o oposto do encontrado. Refere que h&aacute; risco de inconveni&ecirc;ncias quando o cuidador e o idoso convivem em um mesmo teto, pois a depend&ecirc;ncia do portador modifica significativamente a rotina, a din&acirc;mica, a estrutura familiar e a rela&ccedil;&atilde;o de troca entre seus membros quando convivem no mesmo ambiente.</p>     <p>Outra vari&aacute;vel que n&atilde;o se associou significativamente com o n&iacute;vel de sobrecarga foi a partilha do cuidado ao idoso com familiares (p=0.803). Entretanto, em disserta&ccedil;&atilde;o desenvolvida em 2006 na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil<sup><a href="17">17</a></sup>, verificou-se que &eacute; importante que o cuidador possa receber apoio de outras pessoas da fam&iacute;lia, pois a exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a uma situa&ccedil;&atilde;o potencialmente geradora de estresse contribui fortemente para o esgotamento geral do indiv&iacute;duo.</p> Quanto &agrave; vari&aacute;vel tempo, medida em anos de cuidado prestado ao idoso (<a href="#t5">Tabela 5</a>, n&atilde;o se mostrou significativamente relacionado ao n&iacute;vel de sobrecarga (p=0.987). N&atilde;o h&aacute; consenso na literatura quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre impacto no cuidador e tempo de cuidado prestado, em que alguns estudos mostram que o impacto tende a melhorar ao longo do tempo e outros evidenciam que quanto maior o tempo de cuidado, maior &eacute; tamb&eacute;m o impacto no cuidador<sup><a href="#14">14</a>,<a href="#18">18</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizar outras tarefas al&eacute;m do cuidado ao idoso (<a href="#t5">Tabela 5</a>), n&atilde;o teve associa&ccedil;&atilde;o significativa com o n&iacute;vel de sobrecarga dos cuidadores (p=0.587). Esses resultados surgem em contraposi&ccedil;&atilde;o ao encontrado na literatura. De acordo com estudo prospectivo observacional<sup><a href="#19">19</a></sup>, realizado com 463 cuidadores familiares na Espanha, ter outras atividades familiares e manter o trabalho fora de casa s&atilde;o vari&aacute;veis que incidem de forma significativa na percep&ccedil;&atilde;o de sobrecarga do cuidador.</p>     <p>Outra vari&aacute;vel estatisticamente significante com o n&iacute;vel de sobrecarga foi a doen&ccedil;a (p=0.003). Os cuidadores que relataram possuir uma ou mais doen&ccedil;as obtiveram maiores n&iacute;veis de sobrecarga (<a href="#t5">Tabela 5</a>). Esses resultados confirmam os achados na pesquisa de corte transversal com 49 cuidadores familiares de idosos com DA, realizada em um servi&ccedil;o psicogeri&aacute;trico da cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil<sup><a href="#18">18</a></sup>, no qual os cuidadores com pior sa&uacute;de f&iacute;sica associaram-se a maiores n&iacute;veis de impacto. Segundo esses autores, as m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de f&iacute;sica do cuidador s&atilde;o fortes preditores de institucionaliza&ccedil;&atilde;o precoce do idoso com dem&ecirc;ncia.</p>     <p>O estadiamento funcional da doen&ccedil;a nos idosos (<a href="#t5">Tabela 5</a>), n&atilde;o demonstrou rela&ccedil;&atilde;o significante com o n&iacute;vel de sobrecarga (p=0.213). Os achados neste estudo divergem dos encontrados na pesquisa realizada em 2006, na cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil<sup><a href="#20">20</a></sup>, a qual refere que &agrave; medida que a doen&ccedil;a evolui, as demandas de cuidados contribuem para aumentar a sobrecarga do cuidado.</p>     <p>Os cuidadores com sobrecarga severa e que possuem doen&ccedil;a, obtiveram menores escores (percentual) e m&eacute;dia de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (<a href="#t6">Tabela 6</a>). O estudo realizado no Rio de Janeiro, Brasil<sup><a href="#21">21</a></sup>, com 24 cuidadores demonstrou que esses relataram cansa&ccedil;o, desgaste, revolta, depress&atilde;o e somatiza&ccedil;&otilde;es devido &agrave; elevada sobrecarga pelos cuidados prestados aos idosos com dem&ecirc;ncia.</p>     <p>Conclui-se que os cuidadores familiares de idosos com Alzheimer apresentam-se satisfeitos com a vida, embora se sintam sobrecarregados com a tarefa do cuidar. Deste modo, considerando que a enfermagem possui atribui&ccedil;&otilde;es e compet&ecirc;ncias para atuar junto aos cuidadores, torna-se priorit&aacute;ria a avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, visto que por meio destas identifica&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel encontrar as melhores estrat&eacute;gias de cuidado. As interven&ccedil;&otilde;es direcionadas as especificidades dos cuidadores poder&atilde;o contribuir para obten&ccedil;&atilde;o da melhoria da qualidade de vida de cuidadores e idosos.</p>     <p>A sobrecarga do cuidador familiar &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que precisa ser encarada pela enfermagem, incluindo-o na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do idoso com Alzheirmer com medidas de suporte e amparo (medidas protetoras), para que esta tarefa n&atilde;o atinja de modo negativo &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e emocional. O cuidado gerontol&oacute;gico constitui um &acirc;mbito privilegiado de pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o, que devem ser planejadas, contemplando o cuidador na sua vulnerabilidade e desamparo. </p><hr>     <p><b><i>Conflito de interesses.</i></b> Neste estudo n&atilde;o h&aacute; nenhum conflito de interesse relatado pelos autores.</p><hr>      <!-- ref --><p align="center"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1657-9534201100050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="2">2</a>. Kwentus JA. Del&iacute;rio, dem&ecirc;ncia e s&iacute;ndromes amn&eacute;sicas. En: Ebert MH, Loosen PT, Nurcombe B (eds.). Psiquiatria: diagn&oacute;sticos e tratamento. Porto Alegre (RS): Artmed; 2002. p. 197-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1657-9534201100050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="3">3</a>. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Morbidade Hospitalar do SUS por local de resid&ecirc;ncia, Paran&aacute;. Departamento de Inform&aacute;tica do SUS-DATASUS. &#91;Acessado em: 27 de mar&ccedil;o de 2011&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=01" target="_blank">http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=01</a>    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1657-9534201100050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="4">4</a>. King TC. Patologia. Rio de Janeiro: Elsevier; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1657-9534201100050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="5">5</a>. Fernandes MGM, Garcia TR. Determinantes da tens&atilde;o do cuidador familiar de idosos dependentes. Rev Bras Enferm. 2009; 2: 57-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1657-9534201100050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="6">6</a>. Luzardo AR, Gorini MIPC, Silva APSS. Caracter&iacute;sticas de idosos com doen&ccedil;a de Alzheimer e seus cuidadores: uma s&eacute;rie de casos em um servi&ccedil;o de neurogeriatria. Texto e Contexto Enferm. 2006; 15:587-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1657-9534201100050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="7">7</a>. Scazufca M. Brazilian version of the burden interview scale for the assessment of burden of care in carers of people with mental illnesses. Rev Bras Psiq. 2002; 24: 12-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1657-9534201100050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="8">8</a>. Albuquerque AS, Trocc&oacute;li BT. Desenvolvimento de uma escala de bem estar subjetivo. Psic Teor Pesq. 2004; 20: 153-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1657-9534201100050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="9">9</a>. Reisberg B. Dementia: A systematic approach to identifying reversible causes. Geriatrics. 1986; 41: 430-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1657-9534201100050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="10">10</a>. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 de 10 de outubro de 1996 sobre pesquisa envolvendo seres humanos. Boletim Oficial do Estado, N&deg; 196 de 10/10/1996). Brasilia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1657-9534201100050000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="11">11</a>. Ocampo JM, Herrera JA,  Torres P, Rodr&iacute;guez JA, Loboa L, Garc&iacute;a CA. Sobrecarga asociada con el cuidado de ancianos dependientes. Colomb Med. 2007; 38:40-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1657-9534201100050000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="12">12.</a> Pimenta GMF, Costa MASMD, Gon&ccedil;alves LHT, Alvarez AM. Perfil do familiar cuidador de idoso fragilizado em conv&iacute;vio dom&eacute;stico da grande regi&atilde;o de Porto, Portugal. Rev Esc Enf. 2009; 43: 609-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1657-9534201100050000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="13">13</a>. Caldas CP. Contribuindo para constru&ccedil;&atilde;o da rede de cuidados: trabalhando com a fam&iacute;lia do idoso portador de s&iacute;ndrome demencial. UNATI (revista na internet) 2002 &#91;data de acesso 30 de junho de 2010&#93;; 4 (8). 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Caracter&iacute;sticas de idosos com doen&ccedil;a de Alzheimer e seus cuidadores: uma s&eacute;rie de casos em um servi&ccedil;o de neurogeriatria. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Porto Alegre: Escola de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1657-9534201100050000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="18">18</a>. Garrido R, Menezes PR. Impacto em cuidadores de idosos com dem&ecirc;ncia atendidos em um servi&ccedil;o psicogeri&aacute;trico. Rev Saude Publica. 2004; 38:835-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1657-9534201100050000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="19">19</a>. Turr&oacute;-Guarriga O, Soler-Cors O, Garre-Olmo O, L&oacute;pez-Pousa S, Vilalta-Franch J, Monserrat-Vila S. Distribuci&oacute;n factorial de la carga en cuidadores de pacientes con enfermedad de Alzheimer. Rev Neurol Barcelona. 2008; 46: 582-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1657-9534201100050000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="20">20</a>. Grat&atilde;o ACM. Demanda do cuidador familiar com idoso demenciado. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1657-9534201100050000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="21">21</a>. Silveira TM, Caldas CP, Carneiro TF. Cuidando de idosos altamente dependentes na comunidade: um  estudo sobre cuidadores familiares principais. 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