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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To identify the causes of relapse and search for treatment by drug users. Methodology: This was a qualitative exploratory research carried out in an Addiction Rehabilitation Unit at a psychiatric hospital in Paraná State, Brazil. Data were collected from May to June 2010 through a semistructured interview with 12 drug addicts. They were further analyzed and organized into thematic categories. Results: Five categories emerged from the analysis: Environment influences relapse; Non-recognition of the powerlessness facing addiction; Difficulty in coping with frustrations; Inaction fosters cravings for psychoactive substances; Losses, co-morbidities, and recognition of powerlessness lead to the search for treatment. Discussion: Among the motivations for relapse, external influences related to the social context, as well as internal ones such as difficulties with self-perception were pointed out. The subjects attributed to losses, several aspects of their lives and the recognition of the control deficit over the addiction as the ultimate factors to search for treatment. Conclusion: It can be concluded that those subjects&rsquo; recovery is favored by the conjunction of physical, emotional, and social factors. Thus, it is deemed necessary that health professionals continuously refine their knowledge on this theme to be qualified to deliver thorough care to these clients.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="4">    <p align="center"><b>Causas de reca&iacute;da e de busca por tratamento referidas por dependentes qu&iacute;micos em uma unidade de reabilita&ccedil;&atilde;o</b></p> </font> <font face="verdana" size="3">    <p align="center"><b>Causes of relapse and search for treatment reported by drug users in a rehabilitation unit</b></p></font>     <p align="center"><font size="3" face="Times new roman"><b>Fl&aacute;via Regina Mendes Carvalho, Acad<sup>1</sup>, Tatiana Brusamarello, MSc<sup>2</sup>, Andr&eacute;a Noeremberg Guimar&atilde;es, MSc<sup>3</sup>, Marcio Roberto Paes, MSc<sup>4</sup>, Mariluci Alves Maftum, PhD<sup>5</sup></b></font>     <p><sup>1</sup>. Membro do N&uacute;cleo de Estudos, Pesquisa e Extens&atilde;o em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:enfermeira.flavia@hotmail.com">enfermeira.flavia@hotmail.com</a>    <br>   <sup>2</sup>. Enfermeira. Membro do NEPECHE, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:tatiana_brusamarello@yahoo.com.br">tatiana_brusamarello@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>3</sup>. Enfermeira. Membro do NEPECHE, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:deia@ufpr.br">deia@ufpr.br</a>    <br>   <sup>4</sup>. Enfermeiro do Hospital de Cl&iacute;nicas, Membro do NEPECHE, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:marropa@pop.com.br">marropa@pop.com.br</a>    <br>   <sup>5</sup>. Docente Adjunto, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Vice-L&iacute;der do NEPECHE, Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, Brasil. e-mail: <a href="mailto:maftum@ufpr.br">maftum@ufpr.br</a></p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o janeiro20, 2011Aceito para publica&ccedil;&atilde;o abril 29, 2011</p><hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> Identificar as causas de reca&iacute;da e de busca por tratamento pelos dependentes qu&iacute;micos.    <br>   <b>Metodologia:</b> Pesquisa qualitativa, explorat&oacute;ria, realizada em Unidade de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Adictos de um hospital psiqui&aacute;trico do Paran&aacute;, Brasil. Os dados foram coletados nos meses de maio a junho de 2010, atrav&eacute;s de entrevista semiestruturada com 12 dependentes qu&iacute;micos. Posteriormente, foram analisados e organizados em categorias tem&aacute;ticas.    <br>   <b>Resultados:</b> Da an&aacute;lise, emergiram cinco categorias: o meio influencia a reca&iacute;da; o n&atilde;o reconhecimento da impot&ecirc;ncia perante o v&iacute;cio; dificuldade de lidar com frustra&ccedil;&otilde;es; a inatividade desperta o desejo pelo uso de subst&acirc;ncias psicoativas; perdas, comorbidades e o reconhecimento da impot&ecirc;ncia motivam a busca de tratamento.    <br>   <b>Discuss&atilde;o:</b> Evidenciou-se dentre as motiva&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das &agrave; reca&iacute;da, influ&ecirc;ncias externas relacionadas ao contexto social e internas, como a dificuldade de autopercep&ccedil;&atilde;o. Os sujeitos atribu&iacute;ram &agrave;s perdas, diversos aspectos da vida e o reconhecimento do d&eacute;ficit de controle perante o v&iacute;cio, como fatores decisivos para a busca por tratamento.    <br>   <b>Conclus&atilde;o:</b> Conclui-se que a recupera&ccedil;&atilde;o destes indiv&iacute;duos &eacute; favorecida pela uni&atilde;o dos fatores f&iacute;sicos, emocionais e sociais. Assim, &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais de sa&uacute;de busquem constantemente aprimorar seus conhecimentos acerca desta tem&aacute;tica, a fim de estarem capacitados para prestar cuidado integral a essa clientela.</p>     <p align="center"><b><i>Palavras chave:</i></b> Transtornos relacionados ao uso de subst&acirc;ncias; Recidiva; Sa&uacute;de mental; Pesquisa qualitativa; Enfermagem.</p><hr>     <p align="center"><b>SUMMARY</b> </p>     <p><b>Objectives: </b>To identify the causes of relapse and search for treatment by drug users.    <br>   <b>Methodology: </b>This was a qualitative exploratory research carried out in an Addiction Rehabilitation Unit at a psychiatric hospital in Paran&aacute; State, Brazil. Data were collected from May to June 2010 through a semistructured interview with 12 drug addicts. They were further analyzed and organized into thematic categories.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Results: </b>Five categories emerged from the analysis: Environment influences relapse; Non-recognition of the powerlessness facing addiction; Difficulty in coping with frustrations; Inaction fosters cravings for psychoactive substances; Losses, co-morbidities, and recognition of powerlessness lead to the search for treatment.    <br>   <b>Discussion:</b> Among the motivations for relapse, external influences related to the social context, as well as internal ones such as difficulties with self-perception were pointed out. The subjects attributed to losses, several aspects of their lives and the recognition of the control deficit over the addiction as the ultimate factors to search for treatment.    <br>   <b>Conclusion: </b>It can be concluded that those subjects&rsquo; recovery is favored by the conjunction of physical, emotional, and social factors. Thus, it is deemed necessary that health professionals continuously refine their knowledge on this theme to be qualified to deliver thorough care to these clients.</p>     <p align="center"><b><i>Keywords:</i></b>Substance-related disorders; Recurrence; Mental health; Qualitative research; Nursing.</p><hr>     <p>A depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica constitui problema social em todos os pa&iacute;ses e as consequ&ecirc;ncias do uso de subst&acirc;ncia psicoativas atingem o usu&aacute;rio, sua fam&iacute;lia, amigos e a sociedade em geral. Esse tema tem sido debatido em v&aacute;rios segmentos sociais e estudado por especialistas no mundo, porquanto se trata de fen&ocirc;meno complexo, din&acirc;mico e um problema de ordem legal, social e sanit&aacute;rio<sup><a href="#1">1</a></sup>.</p>     <p>A pr&aacute;tica do uso de subst&acirc;ncias psicoativas adv&eacute;m das mais variadas culturas, desde os tempos pr&eacute;-hist&oacute;ricos, utilizada como forma de aumentar o prazer e diminuir o sofrimento. Contudo, o uso da droga passou da forma ritual&iacute;stica, consumida em pequenas quantidades, para a da produ&ccedil;&atilde;o e, hoje, seu consumo e distribui&ccedil;&atilde;o ocorrem em grande escala, se tornando produto comercial, utilizado por pessoas de ambos os sexos, de todas as faixas et&aacute;rias, independentemente do n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o e do poder aquisitivo<sup><a href="#1">1</a>-<a href="#3">3</a></sup>. </p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) estima que cerca de 10% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, que vive nos grandes centros urbanos, utiliza, de forma abusiva, algum tipo de subst&acirc;ncia psicoativa. O quadro atual do Brasil<sup><a href="#3">3</a></sup> se assemelha a esse panorama.</p>     <p>A depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica &eacute; uma doen&ccedil;a multicausal, que necessita de tratamento cl&iacute;nico e farmacol&oacute;gico e de interven&ccedil;&otilde;es com abordagem psicossocial, que contemple as necessidades de sa&uacute;de do usu&aacute;rio e de sua fam&iacute;lia. Essas iniciativas s&atilde;o essenciais para estabelecer condi&ccedil;&otilde;es que viabilizem o tratamento a fim de estabilizar o quadro da depend&ecirc;ncia, garantir a remiss&atilde;o dos sintomas de abstin&ecirc;ncia e, evitar a reca&iacute;da<sup><a href="#4">4</a></sup>. Assim, o tratamento e o plano de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial do dependente qu&iacute;mico, devem ser desenvolvidos por equipe multiprofissional e, nesta os profissionais de enfermagem desempenham papel imprescind&iacute;vel no tratamento, reabilita&ccedil;&atilde;o, reintegra&ccedil;&atilde;o social e atendimento familiar, colaborando ativamente neste processo e oferecendo cuidado planejado, respeitando as especificidades de cada indiv&iacute;duo<sup><a href="mailto:tatiana_brusamarello@yahoo.com.br">1</a></sup>.</p>     <p>Para que a equipe de enfermagem possa realizar o cuidado de qualidade a esta clientela &eacute; importante aprofundar o conhecimento sobre como ocorre o processo de reca&iacute;da do dependente qu&iacute;mico e o que o leva a buscar tratamento ou manuten&ccedil;&atilde;o deste. Assim, esta pesquisa teve como objetivo identificar as causas de reca&iacute;da e de busca por tratamento pelos dependentes qu&iacute;micos internados em uma Unidade de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Adictos (URA) que admite exclusivamente homens portadores de depend&ecirc;ncia do &aacute;lcool e outras drogas.</p><hr>     <p align="center"><b>METODOLOGIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pesquisa qualitativa explorat&oacute;ria, abordagem que tem a finalidade de revelar os diversos olhares poss&iacute;veis sobre como o fen&ocirc;meno complexo se comporta<sup><a href="#5">5</a></sup>.</p>     <p>Esta pesquisa foi realizada com 12 sujeitos em tratamento na URA de um hospital psiqui&aacute;trico do Paran&aacute;, Brasil. O convite para a participa&ccedil;&atilde;o ocorreu durante reuni&otilde;es coordenadas pela equipe multiprofissional da URA. Do total de 32 usu&aacute;rios internados durante o per&iacute;odo de coleta de dados, foram inclu&iacute;dos no estudo somente os maiores de 18 anos com hist&oacute;rico de epis&oacute;dio de reca&iacute;da e que aceitaram participar da pesquisa mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). </p>     <p>Este artigo integra o projeto de pesquisa aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do Setor de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal do Paran&aacute;, sob registro CEP/SD: 904.029.10.03; CAAE: 0825.0.000.091-10. Foram respeitados os aspectos &eacute;ticos, de acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinki. Os sujeitos foram inclu&iacute;dos no estudo ap&oacute;s a assinatura do TCLE, com garantia de direito &agrave; privacidade, ao anonimato, sigilo, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o dos participantes por c&oacute;digos. Eles foram esclarecidos quanto ao objetivo e metodologia do estudo e &agrave; liberdade de participar ou desistir, a qualquer momento, caso desejasse.</p>     <p>Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada, cujo roteiro continha quest&otilde;es relativas a identifica&ccedil;&atilde;o e quest&otilde;es abertas: Quais os motivos a que voc&ecirc; atribui a sua reca&iacute;da? Quais os motivos a que voc&ecirc; atribui a busca por tratamento? </p>     <p>Os dados foram analisados e organizados em categorias tem&aacute;ticas de acordo com a proposta de Minayo<sup><a href="#6">6</a></sup>. Primeiramente, foram ordenadas, transcritas e feitas releitura das entrevistas. Na seq&uuml;&ecirc;ncia, fez-se a classifica&ccedil;&atilde;o, pela leitura exaustiva e repetida dos dados coletados e buscou-se a rela&ccedil;&atilde;o dos questionamentos do pesquisador com base em fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. Na sequ&ecirc;ncia foi realizada a an&aacute;lise final estabelecendo articula&ccedil;&otilde;es entre os dados e a fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, as rela&ccedil;&otilde;es entre o concreto e o abstrato, o geral e o particular, a teoria e a pr&aacute;tica que resultaram em categorias tem&aacute;ticas.</p>     <p>Os sujeitos dessa investiga&ccedil;&atilde;o pertenciam a uma popula&ccedil;&atilde;o, identificados pelo fator comum da depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica e da reca&iacute;da, em situa&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o, o que p&ocirc;de resultar em categorias predeterminadas por esta condi&ccedil;&atilde;o, com a possibilidade de perda de outras categorias que pudessem ser informadas por sujeitos adictos em situa&ccedil;&atilde;o de reca&iacute;da que n&atilde;o estivessem institucionalizados.</p><hr>     <p align="center"><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Apresentam-se os dados que emergiram das entrevistas: o meio influencia a reca&iacute;da; o n&atilde;o reconhecimento da impot&ecirc;ncia perante o v&iacute;cio; dificuldade de lidar com frustra&ccedil;&otilde;es; a inatividade desperta o desejo pelo uso de subst&acirc;ncias psicoativas; perdas, comorbidades e o reconhecimento da impot&ecirc;ncia motivam a busca de tratamento.</p>     <p><i><b>O meio influencia a reca&iacute;da. </b></i>O contexto social em que vivem, mantendo a mesma rotina e conv&iacute;vio com as mesmas pessoas, favorece o retorno ao uso das drogas e, presenciar o uso de subst&acirc;ncias psicoativas pelos amigos torna-se um convite para a reca&iacute;da. </p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) eu estava separado, da&iacute; as mesmas amizades, a mesma vidinha, os mesmos lugares.&raquo;.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i>&laquo;(...) fiquei sem usar 20 dias, s&oacute; que comecei a beber e frequentar lugar errado (...). Dei carona para um cara no meu carro para ir at&eacute; a favela comprar droga, isso foi &agrave;s oito horas da noite e, quando cheguei l&aacute;, peguei e segurei a droga na m&atilde;o e senti o cheiro. Meia noite eu estava l&aacute; comprando droga para usar. (...) fui morar na favela, com uns caras que fumam crack e eu tava fumando todo dia. Com dinheiro ou n&atilde;o eu fumava direto&raquo;.</i></p>     <p><i><b>O n&atilde;o reconhecimento da impot&ecirc;ncia perante o v&iacute;cio. </b></i>A ideia de que j&aacute; est&aacute; curado e que consegue resistir, ou at&eacute; mesmo usar alguma droga e parar quando desejar &eacute; motivo que os levou &agrave; reca&iacute;da.</p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) sa&iacute; para ir ao hospital cl&iacute;nico, mas j&aacute; estava com bastante fissura, tinha sonhado &agrave; noite que estava bebendo (...) decidi que ia chegar no bar e tomar um refrigerante (...), pensei, vou tomar s&oacute; uma latinha de cerveja (...), acabei tomando uma garrafa de cerveja (...) e conhaque junto (...) &eacute; esse o erro, a gente pensa que uma cerveja n&atilde;o vai &lsquo;dar&rsquo; nada. Fazia oito meses que eu tava abstinente. Tomei uma cerveja (...) da&iacute; aquela cerveja puxa a outra e a&iacute; d&aacute; mais &lsquo;sede&rsquo; (...) e a&iacute; a reca&iacute;da&raquo;. </i></p>     <p align="center"><i>&laquo;Quis fazer um teste comigo mesmo, (...) porque n&atilde;o me conformo de n&atilde;o poder ser uma pessoa normal, como os outros, que v&atilde;o a qualquer lugar, podem beber, ir a festas, (...) bebi s&oacute; para ver o que acontecia comigo (...) fiquei mais ou menos um m&ecirc;s sem beber, mas depois comecei devagarzinho de volta (...) aquilo me tomou, ia embalando e quando vi, j&aacute; estava feito tudo de volta o que eu tinha feito para ser internado&raquo;.</i></p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) fui jogar sinuca (...), a&iacute; &lsquo;do nada&rsquo; eu peguei no copo e virei um gole de conhaque. (...) n&atilde;ofoi imediato, mas &lsquo;abriu&rsquo; a vontade&rsquo;, tomei um copo de cerveja e fui embora. Almocei, mas de tarde come&ccedil;ou um &lsquo;batimento&rsquo;, uma fissura e eu olhava na geladeira e olhava para a porta (...). Da&iacute; fui ao mercado e comprei um litro de cacha&ccedil;a e escondi dentro do guarda-roupa. Comecei a tomar de novo. (...) tenho mania de falar que tenho autocontrole, mas n&atilde;o tenho, esse &eacute; o problema (...)&raquo;.</i></p>     <p><i><b>Dificuldade de lidar com frustra&ccedil;&otilde;es. </b></i>As frustra&ccedil;&otilde;es decorrentes dos problemas vivenciados no dia a dia como a perda do emprego e conflitos familiares foram atribu&iacute;das como motivos para o retorno ao uso de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas.</p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) porque me decepcionei muito com a sa&iacute;da do trabalho, desacreditei em tudo, parece que nada mais faz sentido, que tudo que vou fazer n&atilde;o d&aacute; certo mais (...) peguei o dinheiro e fui direto para a boca fumar, para esquecer tudo o que passei (...)&raquo;. </i></p>     <p align="center"><i>&laquo;Essa reca&iacute;da foi por causa de uma discuss&atilde;o que eu tive com o meu filho e a minha ex-mulher, (...) arrumei servi&ccedil;o e no primeiro m&ecirc;s ela j&aacute; queria que eu pagasse os atrasos da pens&atilde;o, ou ela iria me colocar na justi&ccedil;a. (...) A&iacute; meu filho veio falar comigo, j&aacute; &lsquo;me estourei&rsquo;! Sa&iacute; da casa do meu filho, passei pela lanchonete e estavam tomando l&aacute;. J&aacute; n&atilde;o fui pra casa, briguei com a minha atual mulher, foi aquela confus&atilde;o, bebi 15 dias direto, at&eacute; eu voltar a procurar ajuda&raquo;.</i></p>     <p><i><b>A inatividade desperta o desejo pelo uso de subst&acirc;ncias psicoativas.</b></i> A falta de trabalho, compromisso ou alguma atividade programada contribuem para a reca&iacute;da. Tamb&eacute;m a sensa&ccedil;&atilde;o de &laquo;vazio&raquo; para o qual acabam buscando o preenchimento com a droga. </p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) quando tenho alguma coisa para fazer (...), quando estou trabalhando, eu continuo bebendo, nunca parei, mas n&atilde;o me afundo, (...), porque tenho a responsabilidade de dizer que amanh&atilde; tenho um servi&ccedil;o para fazer, sei que n&atilde;o posso beber porque tenho outra coisa para fazer. (...) quando fiquei desempregado, n&atilde;o tinha hora, n&atilde;o tinha atividade nenhuma, compromisso nenhum, ent&atilde;o eu bebia&raquo;. </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><i>&laquo;Eu ficava sem ter o que fazer porque n&atilde;o estava usando droga, n&atilde;o estava fazendo nada (...) algo estranho que dava um vazio, (...) descren&ccedil;a nas coisas&raquo;.</i></p>     <p><i><b>Perdas, comorbidades e o reconhecimento da impot&ecirc;ncia motivam a busca de tratamento. </b></i>O desejo de recuperar a fam&iacute;lia que se distanciou por causa de sua depend&ecirc;ncia, o medo de perder o amor da esposa, dos filhos e demais familiares, a perda de bens materiais e do emprego contribui para o desejo de tratamento.</p>     <p align="center"><i>&laquo;Primeiro porque tenho um filho de 8 anos de idade que me ama, (...) para ele se espelhar num homem de verdade, n&atilde;o em um drogado. Para recuperar a minha fam&iacute;lia, porque se eu n&atilde;o melhorar, se n&atilde;o for um homem de verdade, n&atilde;o vou conseguir ter minha esposa ao meu lado. (...) Eu decidi por conta pr&oacute;pria me internar para recuperar minha fam&iacute;lia que amo&raquo;.</i></p>     <p align="center"><i>    <br>&laquo;Pela fam&iacute;lia e por mim tamb&eacute;m, (...) eu n&atilde;o quero continuar usando droga, vendendo as minhas coisas. (...) Um cara com 30 anos, trabalhador, tem carro, tem casa, como sempre tive, fazia faculdade e, depois ver como estou, sem casa, com o carro todo quebrado. Da&iacute; </i></p>     <p align="center"><i>os familiares falam &lsquo;procura uma ajuda&rsquo; (...)&raquo;.</i></p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) eu n&atilde;o queria vir, mas (...) foi a primeira vez que apaguei (...) nunca tinha acontecido de desmaiar e tamb&eacute;m um dia antes tinha me dado uma coisa estranha, amorteceu todo um lado do corpo, entortou tudo (...) parecido com um derrame (...) estava s&oacute; vomitando. (...) eu vim porque vi que estava doente mesmo (...) e s&oacute; venho quando eu estou &lsquo;morrendo&rsquo;, eu aguento at&eacute; o &uacute;ltimo (...)&raquo;. </i></p>     <p align="center"><i>O reconhecimento da impot&ecirc;ncia perante o v&iacute;cio pelos entrevistados tamb&eacute;m &eacute; explicitado como fator que os impulsiona a buscar e/ou aceitar a indica&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, ou equipe de sa&uacute;de, para o tratamento. Referiram que se sentem impotentes para enfrentar sozinhos a atra&ccedil;&atilde;o e o impulso para o consumo e que o reconhecimento pr&oacute;prio ou o est&iacute;mulo da equipe para que ele perceba a situa&ccedil;&atilde;o em que se encontra, ajuda-o a optar pela busca de tratamento e, mesmo para aqueles que j&aacute; est&atilde;o frequentando um Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS), &agrave;s vezes, a alternativa mais vi&aacute;vel que se mostra naquele momento &eacute; a interna&ccedil;&atilde;o.</i></p>     <p align="center"><i>&laquo;Minha reinterna&ccedil;&atilde;o aconteceu porque n&atilde;o conseguia me controlar. Minha mulher me dava medicamentos e eu tomava &aacute;lcool logo em seguida. Ent&atilde;o, o psic&oacute;logo me disse que eu tinha que ser internado para poder me controlar, porque sozinho n&atilde;o ia parar e concordei com ele&raquo;.</i></p>     <p align="center"><i>&laquo;(...) chega uma hora que voc&ecirc; se sente um lixo, n&atilde;o consegue mais, (...) a sua autoestima vai para o ch&atilde;o. Essa &eacute; a primeira coisa. Voc&ecirc; n&atilde;o sente mais vontade de trabalhar, de fazer a barba, de tomar banho, se alimentar (...) voc&ecirc; v&ecirc; que est&aacute; se acabando, est&aacute; no fundo do po&ccedil;o e o tratamento &eacute; uma m&atilde;o que est&aacute; sendo estendida para voc&ecirc;&raquo;. </i></p><hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>A faixa et&aacute;ria dos sujeitos variou entre 23 e 45 anos, idade considerada produtiva, pois s&atilde;o indiv&iacute;duos nessa faixa et&aacute;ria os respons&aacute;veis pela maior for&ccedil;a de trabalho de nosso pa&iacute;s. Por outro lado, pelo uso de drogas, com frequ&ecirc;ncia, perdem seus empregos, s&atilde;o destitu&iacute;dos de fun&ccedil;&otilde;es sociais e familiares, caracterizando perda social por restringir a pessoa na capacidade de produzir benef&iacute;cios para si e para a sociedade<sup><a href="#4">4</a>,<a href="#5">7</a></sup>. </p>     <p>Um estudo<sup><a href="#7">8</a></sup> desenvolvido com 25 dependentes de &aacute;lcool evidenciou que os principais fatores para as reca&iacute;das foram a press&atilde;o social e a influ&ecirc;ncia de amigos dependentes qu&iacute;micos (40%); outros fatores atribu&iacute;dos foram a solid&atilde;o e distanciamento da fam&iacute;lia (24%), conflitos com a parceira (16%), depend&ecirc;ncia (10%) e depress&atilde;o (8%).</p>     <p>Pode-se dizer que todo dependente qu&iacute;mico que busca a abstin&ecirc;ncia necessita modificar o c&iacute;rculo social de amizades com o qual compartilhava o uso da droga, como maneira preventiva de reca&iacute;das, apesar de a pr&aacute;tica evidenciar que esta &eacute; uma das maiores dificuldades enfrentadas por estes indiv&iacute;duos<sup><a href="#9">9</a></sup>.</p>     <p>Os depoimentos dos sujeitos refor&ccedil;am o lema da irmandade Alco&oacute;licos An&ocirc;nimos (AA) de evitar o primeiro gole, pois &eacute; a iniciativa que leva, imediatamente ou mais tarde, ao controle da compuls&atilde;o para beber<sup><a href="#9">10</a></sup>. </p>     <p>Ante a presen&ccedil;a da droga, o sujeito se depara com a impot&ecirc;ncia de raciocinar e reage compulsivamente na tentativa de diminuir uma tens&atilde;o que lhe parece imposs&iacute;vel controlar por outros meios. O indiv&iacute;duo se sente comandado pelo objeto e, assim, fracassa, principalmente, na maneira de utilizar a linguagem e o pensamento como m&eacute;todos de pondera&ccedil;&atilde;o. Em decorr&ecirc;ncia disso, novamente usa a subst&acirc;ncia, mas, ap&oacute;s o al&iacute;vio da fissura, em resposta ao ato reaparece a falta de prazer<sup><a href="#9">11</a></sup>. </p>     <p>Uma pesquisa<sup><a href="#8">8</a></sup> realizada com 105 alcoolistas de cidades do interior de Minas Gerais, Brasil, obteve como principal fator atribu&iacute;do &agrave; reca&iacute;da, a depend&ecirc;ncia f&iacute;sica e psicol&oacute;gica especificamente associada &agrave; necessidade de beber e &agrave; falta de vontade de parar, respectivamente, presentes em 60% dos sujeitos. </p>     <p>Os relatos dos sujeitos deste estudo confirmam os resultados dos estudos<sup><a href="#11">11</a>,<a href="#12">12</a></sup> que revelaram que, para os sujeitos, a busca da satisfa&ccedil;&atilde;o parece estar relacionada diretamente &agrave; toler&acirc;ncia das frustra&ccedil;&otilde;es, fazendo com que recorram &agrave;s drogas como solu&ccedil;&atilde;o imediata, o que &eacute; ilus&oacute;rio diante de uma ang&uacute;stia vivenciada como inexplic&aacute;vel, associada aos mais diferentes impasses cotidianos. </p>     <p>A viv&ecirc;ncia num ambiente familiar inst&aacute;vel, intolerante, com falta de compreens&atilde;o e afetividade, ou at&eacute; mesmo com falta de imposi&ccedil;&atilde;o de limites e de disciplina, tamb&eacute;m favorece o comprometimento da autoestima, que, por sua vez, dificulta a supera&ccedil;&atilde;o das press&otilde;es do meio ambiente, podendo voltar &agrave;s drogas<sup><a href="#12">13</a></sup>. </p>     <p>A baixa autoestima, as expectativas negativas e a aus&ecirc;ncia de autopercep&ccedil;&atilde;o, levam indiv&iacute;duos com problemas associados ao consumo de subst&acirc;ncias persistirem em comportamentos adictivos, apesar dos preju&iacute;zos nas diversas &aacute;reas da vida<sup><a href="#14">14</a></sup>. Assim, o compromisso decorrente de uma ocupa&ccedil;&atilde;o ajuda os dependentes qu&iacute;micos a se manterem abst&ecirc;mios e o contr&aacute;rio contribui para a reca&iacute;da<sup><a href="#12">12</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com o desenvolvimento da depend&ecirc;ncia, se intensifica a redu&ccedil;&atilde;o de interesses do indiv&iacute;duo para os assuntos que n&atilde;o estejam relacionados &agrave; droga, passando a se dedicar totalmente &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da subst&acirc;ncia<sup><a href="#15">15</a></sup>. Esse comportamento passa a ser rotina na vida do usu&aacute;rio que, ap&oacute;s o tratamento, ao retornar para o conv&iacute;vio familiar, pode sentir-se em inatividade por n&atilde;o estar usando a droga.</p>     <p>Conquanto a abstin&ecirc;ncia seja a condi&ccedil;&atilde;o desejada para o dependente qu&iacute;mico, t&atilde;o indispens&aacute;vel quanto ela s&atilde;o os tratamentos que auxiliam no desenvolvimento de habilidades do usu&aacute;rio para enfrentar a vida sem a droga, a busca de novas formas de relacionamento com familiares e outras pessoas que n&atilde;o sejam usu&aacute;rias e a reinser&ccedil;&atilde;o social<sup><a href="#14">14</a>,<a href="#16">16</a></sup>.</p>     <p>Um dos motivos para busca por tratamento relatado nesta pesquisa &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o do modelo de pai que o dependente qu&iacute;mico representa para seu filho. Um estudo realizado na periferia da cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil com crian&ccedil;as e adolescentes filhos dependentes qu&iacute;micos confirmou a predisposi&ccedil;&atilde;o &agrave; depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica em crian&ccedil;as ou jovens que convivem com algu&eacute;m que utiliza, de maneira abusiva, algum tipo de subst&acirc;ncia psicoativa, tornando-se este um fator de risco para o in&iacute;cio da pr&aacute;tica abusiva. O padr&atilde;o inadequado dos cuidados paternos acaba por promover agressividade e comportamento antissocial nas crian&ccedil;as, aumentando o risco de alcoolismo nos descendentes, associado ao transtorno de personalidade<sup><a href="#17">17</a></sup>. </p>     <p>O estudo<sup><a href="#17">18</a></sup>, que externou contextos de abstin&ecirc;ncia e reca&iacute;da de alcoolistas, ratificou a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia e seus v&iacute;nculos como base para a reestrutura&ccedil;&atilde;o da vida dos dependentes, servindo como fator motivador na busca pela reabilita&ccedil;&atilde;o. Indiv&iacute;duos que mant&ecirc;m v&iacute;nculo familiar no momento da interna&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um maior aproveitamento do tratamento do que aqueles que n&atilde;o possuem fam&iacute;lia. Isso tamb&eacute;m &eacute; observado durante a manuten&ccedil;&atilde;o da abstin&ecirc;ncia, pois o potencial retorno ao uso de subst&acirc;ncias psicoativas est&aacute; fortemente relacionado &agrave; falta de apoio e de acompanhamento familiar<sup><a href="#18">19</a></sup>.</p>     <p>Um estudo realizado com dependentes qu&iacute;micos na cidade de Caxias do Sul, Brasil, evidenciou que &laquo;&eacute; na ruptura, na conscientiza&ccedil;&atilde;o do fracasso, no confronto entre o que se quer e o que n&atilde;o se quer parece emergir a compreens&atilde;o do poss&iacute;vel, do projeto construtivo vi&aacute;vel&raquo;<sup><a href="#12">12</a></sup>. Isso &eacute; confirmado por interm&eacute;dio das falas dos sujeitos, quando reconhecem o d&eacute;ficit de seu autocontrole como o fator principal para a busca por tratamento. </p><hr>     <p align="center"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>Os dados obtidos nesta pesquisa confirmam resultados e aspectos encontrados na literatura e apontam para a necessidade de aprimorar os processos de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; reca&iacute;da considerando-se que periodicamente est&atilde;o sendo revelados aspectos comuns como atribui&ccedil;&otilde;es ao retorno do uso das subst&acirc;ncias psicoativas, o que garantiria uma maior validade dos esfor&ccedil;os pol&iacute;ticos e governamentais na luta contra a depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica e incentivaria a melhoria dos tratamentos ofertados a esta clientela, hospitalar ou extra-hospitalar.</p>     <p>Os dados dessa pesquisa sobre a depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica, tratamento e processo de reca&iacute;da, fatores fundamentais no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a dos usu&aacute;rios de subst&acirc;ncias psicoativas podem subsidiar profissionais de sa&uacute;de na compreens&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es peculiares do cotidiano dos dependentes qu&iacute;micos e no planejamento do cuidado. Sugerem-se investiga&ccedil;&otilde;es futuras sobre a tem&aacute;tica abordada devido &agrave; sua alta complexidade e dinamismo.</p><hr>     <p><i><b>Conflito de interesses. </b></i>Os autores declaram que n&atilde;o houve conflito de interesse para este estudo. </p><hr>     <p align="center"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="1"></a>1. Silva LHP, Borba LO, Paes MR, Guimar&atilde;es AN, Mantovani MF, Maftum MA. Perfil dos dependentes qu&iacute;micos atendidos em uma unidade de reabilita&ccedil;&atilde;o de um hospital psiqui&aacute;trico. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2010; 14: 585-90.     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1657-9534201100050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>    <a name="2"></a>2. Brusamarello T, Sureki M, Borrile D, Roehrs H, Maftum MA. Consumo de drogas: concep&ccedil;&otilde;es de familiares de estudantes em idade escolar. SMAD. &#91;revista en Internet&#93; 2008 &#91;fecha de acceso 26 mayo 2010&#93;. Disponible en: <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-69762008000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-69762008000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a>    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1657-9534201100050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="3"></a>3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. A pol&iacute;tica do minist&eacute;rio da sa&uacute;de para a aten&ccedil;&atilde;o integral a usu&aacute;rios de &aacute;lcool e outras drogas. 2&ordf; ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1657-9534201100050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="4"></a>4.Louz&atilde; Neto MR, Elkis H. Psiquiatria b&aacute;sica. 2&ordf; ed. Porto Alegre: Artmed; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1657-9534201100050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="5"></a>5. Polit DF, Beck CT, Hungler BP. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: m&eacute;todos, avalia&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o. 5&ordf; ed. Porto Alegre: Artmed; 2004.     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1657-9534201100050000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="6"></a>6. Minayo MCS.O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de.8&ordf; ed.S&atilde;o Paulo: Hucitec;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1657-9534201100050000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="7"></a>7. Araujo RB, Oliveira MS, Piccoloto LB, Magrinelli M, Szupszynki K. A abordagem cognitivo-comportamental dos sonhos de alcoolistas. Rev Psiquiatr. 2004; 26: 70-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1657-9534201100050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="8"></a>8. &Aacute;lvarez AMA. Fatores de risco que favorecem a reca&iacute;da no alcoolismo. J Bras Psiquiatr. 2007; 56: 188-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1657-9534201100050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="9"></a>9. Souza J, Kantorski LP, Mielke FB. V&iacute;nculos e redes sociais de indiv&iacute;duos dependentes de subst&acirc;ncias psicoativas sob tratamento em CAPS AD. 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S&atilde;o Paulo: Junta de Servi&ccedil;os Gerais de Alco&oacute;licos An&ocirc;nimos; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1657-9534201100050000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="11"></a>11. Santos CE, Costa-Rosa A. A experi&ecirc;ncia da toxicomania e da reincid&ecirc;ncia a partir da fala dos toxic&ocirc;manos. Estud Psicol. (Campinas). 2007; 24: 487-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1657-9534201100050000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="12"></a>12. Rigoto SD, Gomes WB. Contextos de abstin&ecirc;ncia e de reca&iacute;da na recupera&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica. Psicol Teor Pesqui. 2002; 18: 95-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1657-9534201100050000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="13"></a>13. Tiba I. 123 Respostas sobre drogas. 3&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Scipione; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1657-9534201100050000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="14"></a>14. Figlie NB, Bordin S, Laranjeira R. Aconselhamento em depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica. S&atilde;o Paulo: Roca; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1657-9534201100050000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="15"></a>15. Dalgalarrondo P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2&ordf; ed. Porto Alegre: Artmed; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1657-9534201100050000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="16"></a>16. Hern&aacute;ndez J, Guevara C, Garc&iacute;a M, Tasc&oacute;n J. H&aacute;bito de fumar en los estudiantes de primeros semestres de la Facultad de Salud: caracter&iacute;sticas y percepciones. Universidad del Valle, 2003. Colomb Med. &#91;Revista en Internet&#93; 2006 &#91;fecha de acceso 22 septiembre 2010&#93;; 37: 31-8. Disponible: en: <a href="http://colombiamedica.univalle.edu.co/Vol37No1/Cm37n1%20html/PDF/Cm37n1a4.pdf" target="_blank">http://colombiamedica.univalle.edu.co/Vol37No1/Cm37n1%20html/PDF/Cm37n1a4.pdf</a>    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1657-9534201100050000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="17"></a>17. Figlie NB, Fontes A, Moraes E, Pay&aacute; R. Filhos de dependentes qu&iacute;micos com fatores de risco bio-psicossociais: necessitam de um olhar especial? Rev Psiquiatr Clin. 2004; 31: 53-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1657-9534201100050000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="18"></a>18. Heim J, Andrade AG. Efeitos do uso do &aacute;lcool e das drogas il&iacute;citas no comportamento Causas de reca&iacute;da e de busca por tratamento referidas por dependentes qu&iacute;micos em uma unidade de reabilita&ccedil;&atilde;ode adolescentes de risco: uma revis&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas entre 1997 e 2007. Rev Psiquiatr Clin. 2008; 35: 61-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1657-9534201100050000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="19"></a>19. Knapp P. Terapia cognitivo-comportamental na pr&aacute;tica psiqui&aacute;trica. Porto Alegre: Artmed; 2004.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1657-9534201100050000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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