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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A responsabilidade social da enfermagem frente à política da humanização em saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: new conceptions of the world have focused on restructuring health policies and designing a new healthcare model. Objective: to reflect on the humanization policy as part of health promotion with emphasis on nursing care. Content: The article mentions paradigm changes and refers to the biomedical model and the new condition of diversity in models of care practices for health promotion and co-responsibility of nursing in generating and sustaining the humanization of nursing care. It rethinks strategies and commitment to co-responsibility by nursing staff in promoting population health. Participation of nurses in promoting humanization care has shown signs of development in its acceptance, bonding healthcare service professionals and its users. An interview-conversation as a strategy for collecting information is highlighted, whether to care or to research based on a humanization framework. Conclusions: Sensitive listening, modality of dialogue, and the conversational interview method are relationship techniques and means to acquire skills for policy development in humanizing care in health promotion.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="4">    <p align="center"><b>A responsabilidade social da enfermagem frente &agrave; pol&iacute;tica da humaniza&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de</b></p></font> <font face="verdana" size="3">    <p align="center"><b>Social responsibility of nursing in policies of health humanization</b></p></font> <font face="Times new roman" size="3">    <p align="center"><b>Mercedes Trentini, PhD<sup>1</sup>, Lygia Paim, PhD<sup>2</sup>, Marta Luc&iacute;a V&aacute;squez, PhD<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Grupo de Pesquisa em Situa&ccedil;&otilde;es Cr&ocirc;nicas, Florian&oacute;polis,Brasil. e-mail: <a href="mailto:mertini@terra.com.br">mertini@terra.com.br</a>    <br> <sup>2</sup>Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Grupo de Pesquisa em Situa&ccedil;&otilde;es Cr&ocirc;nicas, Rio de Janeiro, Brasil. e-mail: <a href="mailto:lpaim9@gmail.com">lpaim9@gmail.com</a>    <br> <sup>3</sup>Professora Titular, Escuela de Enfermer&iacute;a, Facultad de Salud, Universidad de Valle, Cali, Colombia.e-mail: <a href="mailto:maluvasq@gmail.com">maluvasq@gmail.com</a></p>     <p>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o janeiro24, 2011Aceito para publica&ccedil;&atilde;o abril 29, 2011</p><hr>     <p align="center"><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Antecedentes: </b>As novas concep&ccedil;&otilde;es de mundo t&ecirc;m dado &ecirc;nfase &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de e ao delineamento de um novo modelo assist&ecirc;ncial &agrave; sa&uacute;de.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Objetivo: </b>Refletir sobre a pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o como parte da Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de com destaque no cuidado de enfermagem.    <br>   <b>Conte&uacute;do: </b>Evoca as mudan&ccedil;as paradigm&aacute;ticas e refere o modelo biom&eacute;dico e a nova condi&ccedil;&atilde;o de diversidade em modelos assistenciais nas pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a co-responsabilidade da enfermagem em gerar e sustentar a humaniza&ccedil;&atilde;o nos cuidados de enfermagem. Repensa estrat&eacute;gias e compromissos de co-responsabilidade do profissional de enfermagem na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o de enfermeiros na dinamiza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de humaniza&ccedil;&atilde;o do cuidado tem mostrado desdobramentos nas manifesta&ccedil;&otilde;es de acolhimento e v&iacute;nculos entre profissionais e usu&aacute;rios de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. Destaca-se a entrevista-conversa&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de coleta de informa&ccedil;&otilde;es do usu&aacute;rio seja para o cuidado ou para pesquisa que est&aacute; baseada em referencias de humaniza&ccedil;&atilde;o.     <br> <b>Conclus&otilde;es: </b>A escuta sens&iacute;vel, as modalidades de di&aacute;logos, o m&eacute;todo da entrevista-conversa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o tecnologias das rela&ccedil;&otilde;es e significa a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias &agrave; pol&iacute;tica da humaniza&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento do cuidado na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p align="center"><b><i>Palavras chave:</i></b> Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; Humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia; Cuidado de enfermagem.</p><hr>     <p align="center"><b>SUMMARY</b></p>     <p><b>Background: </b>new conceptions of the world have focused on restructuring health policies and designing a new healthcare model.    <br>   <b>Objective: </b>to reflect on the humanization policy as part of health promotion with emphasis on nursing care.    <br>   <b>Content: </b>The article mentions paradigm changes and refers to the biomedical model and the new condition of diversity in models of care practices for health promotion and co-responsibility of nursing in generating and sustaining the humanization of nursing care. It rethinks strategies and commitment to co-responsibility by nursing staff in promoting population health. Participation of nurses in promoting humanization care has shown signs of development in its acceptance, bonding healthcare service professionals and its users. An interview-conversation as a strategy for collecting information is highlighted, whether to care or to research based on a humanization framework.    <br> <b>Conclusions:</b> Sensitive listening, modality of dialogue, and the conversational interview method are relationship techniques and means to acquire skills for policy development in humanizing care in health promotion.</p>     <p align="center"><b><i>Keywords: </i></b>Promotion of health; Humanization of assistence; Nursing care.</p><hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As mudan&ccedil;as no modo de ver o mundo no &acirc;mbito da tecnologia, ci&ecirc;ncia, cultura, economia, pol&iacute;tica nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, t&ecirc;m suscitado modifica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da sa&uacute;de e esta necessita responder &agrave;s necessidades das pessoas no seu processo de sa&uacute;de e doen&ccedil;a, pois neste processo tamb&eacute;m t&ecirc;m ocorrido significantes transforma&shy;&ccedil;&otilde;es exigindo amplia&ccedil;&atilde;o do modelo biom&eacute;dico. Deste modo, h&aacute; necessidade de uma pluralidade de a&ccedil;&otilde;es de alta complexidade tanto na dimens&atilde;o t&eacute;cnico-cient&iacute;fica quanto nas dimens&otilde;es: humana, cultural, est&eacute;tica e espiritual. A enfermagem tamb&eacute;m precisa responder a esta evolu&ccedil;&atilde;o pela reformula&ccedil;&atilde;o das concep&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;a bem como por uma nova pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de com enfoque na humaniza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O objetivo &eacute; conduzir uma reflex&atilde;o sobre a pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o como parte da Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de com destaque nas pr&aacute;ticas de enfermagem. Este texto traz a pol&iacute;tica da humaniza&ccedil;&atilde;o &agrave; luz da responsabilidade social da enfermagem como co-respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e, especificamente, no &acirc;mbito das suas pr&aacute;ticas: </p>     <p>A<i><b> enfermagem como co-respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. </b></i>As novas concep&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;a t&ecirc;m dado &ecirc;nfase &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de delineando novo modelo assistencial, destacado pela abordagem da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de que atualmente constitui o eixo central da assist&ecirc;ncia. </p>     <p>A nova promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de parte de uma concep&ccedil;&atilde;o diversificada do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a para transformar-se em a&ccedil;&otilde;es integradas de saberes profissionais e populares, nas institui&ccedil;&otilde;es: p&uacute;blicas, privadas e de organiza&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias<sup><a href="#1">1</a></sup>. </p>     <p>O atual conceito de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, bem como as estrat&eacute;gias de a&ccedil;&otilde;es inerentes, surgiu e se desenvolveu de forma mais consistente, a partir da Declara&ccedil;&atilde;o de Alma Ata-1977, evocada nas Confer&ecirc;ncias Internacio&shy;nais sobre Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de que ocorreram em: Ottawa, 1986, Adelaide, 1988, Sundsvall, 1991 e Santa Fe de Bogot&aacute; 1992<sup><a href="#2">2</a></sup>.     <p>A carta de inten&ccedil;&otilde;es de Ottawa sustenta a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no processo de capacita&ccedil;&atilde;o da comunidade para atuar na sua qualidade de vida e sa&uacute;de, e maior participa&ccedil;&atilde;o no controle deste processo<sup><a href="#2">2</a></sup>.</p>     <p>Al&eacute;m disso, engloba a combina&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias em defesa da sa&uacute;de: a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas saud&aacute;veis; a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes favor&aacute;veis; o refor&ccedil;o da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria; o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais; a reorienta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup><a href="#4">4</a></sup>.     <p>A declara&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Internacional em Santa Fe de Bogot&aacute;, coloca em destaque a necessidade de combater as iniq&uuml;idades em sa&uacute;de nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, haja vista a situa&ccedil;&atilde;o do panorama de doen&ccedil;as decorrentes da pobreza<sup><a href="#4">4</a></sup>. Segundo a Declara&ccedil;&atilde;o de Santa Fe de Bogot&aacute;, o desafio da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na Am&eacute;rica Latina consiste em trabalhar pela solidariedade e eq&uuml;idade social, indispens&aacute;veis &agrave; sa&uacute;de e ao desenvolvimento. A iniq&uuml;idade da sa&uacute;de nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina clama por a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica orientadas ao combate das enfermidades e da pobreza, pois as doen&ccedil;as acentuam a pobreza e esta, condiciona muitas doen&ccedil;as. Um elemento relevante para a pr&aacute;tica da eq&uuml;idade &eacute; o cuidado integral, condizente com o contexto s&oacute;cio-cultural das pessoas atendidas. Se o sujeito for considerado como parte de uma rede, o profissional de sa&uacute;de poderia constituir um interme&shy;di&aacute;rio de uma grande cadeia de cuidados e deste modo contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup><a href="#5">5</a></sup>. </p>     <p>O conceito e a pr&aacute;tica da integralidade se caracterizam por grande complexidade. No trabalho dos profissionais da sa&uacute;de a integralidade &eacute; entendida como trabalho multiprofissional exercido com base nas necessidades do usu&aacute;rio: esfera biol&oacute;gica, s&oacute;cio-cultural, pol&iacute;tica, espiritual e ambiental. A integralidade se opera pela mudan&ccedil;a de postura do profissional na sua pr&aacute;tica cotidiana, para seguir princ&iacute;pios norteadores das rela&ccedil;&otilde;es sociais entre usu&aacute;rios-profissionais da sa&uacute;de, evidenciando a inseparabilidade dos planos: individual e social e coletivo<sup><a href="#6">6</a></sup>. </p>     <p>A responsabilidade pelas condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; de todos os segimentos sociais incluindo, principalmente, as autoridades p&uacute;blicas, os pol&iacute;ticos, os movimentos sociais e os profissionais da sa&uacute;de. A reflex&atilde;o neste artigo, no entanto, focaliza as pr&aacute;ticas de enfermagem de acordo com o paradigma da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A raz&atilde;o da exist&ecirc;ncia da enfermagem &eacute; prover assist&ecirc;ncia/cuidado espec&iacute;fico a indiv&iacute;duos, grupos, fam&iacute;lias e comunidade no seu processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a. A pr&aacute;tica de cuidado &eacute; fomentada no gerenciamento, educa&ccedil;&atilde;o e pesquisa e fortalecida pelas entidades de classe e legisla&ccedil;&atilde;o. Esta estrutura &eacute; sustentada por v&aacute;rios pilares do conhecimento tais quais: cient&iacute;fico, t&eacute;cnico, tecnol&oacute;gico, human&iacute;stico, est&eacute;tico, &eacute;tico- pol&iacute;tico e hist&oacute;rico<sup><a href="#7">7</a></sup>.</p>     <p>No tradicional modelo de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, a enfermagem era vista em uma posi&ccedil;&atilde;o subordinada &agrave; medicina, isto porque muitas enfermeiras ainda mostravam a necessidade de seguir as ordens m&eacute;dicas para iniciar qualquer tipo de cuidado ao usu&aacute;rio. Os m&eacute;dicos, historicamente s&atilde;o considerados, por muitas culturas, como profissionais distinguidos na sociedade pela atribui&ccedil;&atilde;o de que det&ecirc;m o mais alto grau de conhecimento na &aacute;rea da sa&uacute;de e o conhecimento tamb&eacute;m &eacute; um reconhecido poder. Desta maneira, todos os procedimentos de outros profissionais da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, davam a impress&atilde;o de que funcionavam sob o poder m&eacute;dico. Embora o conhecimento da &aacute;rea de sa&uacute;de n&atilde;o se diferencie por classifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica tipol&oacute;gica de profiss&atilde;o, essa falsa situa&ccedil;&atilde;o, na pr&aacute;tica assistencial &eacute;, muitas vezes, ratificada com o uso do modelo biom&eacute;dico como &uacute;nico, a ponto de confundir as a&ccedil;&otilde;es de autonomia e iniciativa dos demais profissionais da sa&uacute;de, o que reproduz a manuten&ccedil;&atilde;o desse mito secular na pr&aacute;tica assistencial.</p>     <p>Nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas, muitas profiss&otilde;es e particularmente, a enfermagem, vem se colocando em maiores patamares acad&ecirc;micos e, conseq&uuml;entemente, conquistando correspond&ecirc;ncia em sua condi&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria &agrave;s demais profiss&otilde;es da sa&uacute;de, acrescentando visibilidade &agrave; sua autonomia na pr&aacute;tica profissional. A autonomia vem acompanhada de responsabilidade e portanto, a enfermagem &eacute; t&atilde;o respons&aacute;vel pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de quanto as demais profiss&otilde;es da sa&uacute;de. Cabe questionar: de que maneira a enfermagem poderia contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o por meio da pol&iacute;tica da humaniza&ccedil;&atilde;o? </p>     <p><i><b>A humaniza&ccedil;&atilde;o e o espa&ccedil;o do cuidado na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </b></i>As experi&ecirc;ncias dos profissionais de enfermagem v&ecirc;m se modificando pelo agir em cuidado no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas tornaram-se em pol&iacute;ticas de humaniza&ccedil;&atilde;o &agrave; medida em que o cuidado profissional, antes t&atilde;o formal e distante pelas separa&ccedil;&otilde;es de saberes t&eacute;cnicos e saberes populares, rendem-se &agrave; proximidade intencional entre esses saberes ora entendidos como poderes na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em abordagens cada vez mais compreensivas e humanizadas.</p>     <p>As pessoas geralmente enfrentam dilemas ao dar entrada no sistema de sa&uacute;de, pois elas eram as &uacute;nicas respons&aacute;veis para tomar suas pr&oacute;prias decis&otilde;es, prover suas necessidades e assumir responsabilidades e conseq&uuml;&ecirc;ncias em eventuais equ&iacute;vocos. Ao necessitar de cuidados no sistema de sa&uacute;de, essa situa&ccedil;&atilde;o muda; muito do que antes fazia por si, em sua casa, passa a ser um limite ou mesmo n&atilde;o lhe ser permitido; assim, a minimiza&ccedil;&atilde;o participativa no processo decis&oacute;rio sobre sua pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o, a imposi&ccedil;&atilde;o de regras que sonegam o direito do usu&aacute;rio examinar a prescri&ccedil;&atilde;o e anota&ccedil;&otilde;es no prontu&aacute;rio referentes &agrave; seu estado de sa&uacute;de, s&atilde;o limitantes que cercearam por, muito tempo, as pr&oacute;prias rela&ccedil;&otilde;es entre usu&aacute;rios e profissionais. A humaniza&ccedil;&atilde;o como pol&iacute;tica p&uacute;blica implica em criar espa&ccedil;os prop&iacute;cios para dinamizar essa comunica&ccedil;&atilde;o entre os usu&aacute;rios e os profissionais da sa&uacute;de, visando a troca de saberes com finalidade libertadora instrumentalizada pelo acolhimento das pessoas no sistema de sa&uacute;de. </p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o de &laquo;m&atilde;o dupla&raquo; (di&aacute;logo) entre profissionais e usu&aacute;rios baseia-se na cren&ccedil;a de que o usu&aacute;rio e o profissional s&atilde;o pessoas iguais na sua ess&ecirc;ncia humana, portanto n&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com uma rela&ccedil;&atilde;o autocr&aacute;tica de nenhuma das partes. A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de est&aacute; presente no cuidado de enfermagem, de modo inerente, seja no contexto hospitalar ou em quaisquer outros, dentre os demais espa&ccedil;os. Atualmente, a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de est&aacute; ainda mais requisitada, por se tratar de uma destacada estrat&eacute;gia para o desenvolvi&shy;mento de compet&ecirc;ncias pessoais, e ser um componente humanizador da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Os profissionais de enfermagem vinham mostrando descontentamento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; inefic&aacute;cia do esfor&ccedil;o empregado na educa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio para o auto-cuidado. O processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de quando conduzido de maneira autorit&aacute;ria, verticalizada, torna-se ineficiente. A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de tem sucesso quando atrelada &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o, de maneira a respeitar os valores, a cultura, o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o e modos de vida dos usu&aacute;rios e, principalmente, quando &eacute; respeitado o direito de participar das decis&otilde;es acerca do seu cuidado, este considerado base pol&iacute;tica de refer&ecirc;ncia nas a&ccedil;&otilde;es de cuidado na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </p>     <p>Os profissionais de enfermagem precisam fugir das formas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de convencionalmente institu&iacute;das e penetrar na maneira de pensar e agir dos usu&aacute;rios, a fim de construir um espa&ccedil;o dial&oacute;gico e de participa&ccedil;&atilde;o ativa dos usu&aacute;rios no processo educativo. A participa&ccedil;&atilde;o ativa dos usu&aacute;rios no processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de constitui o &laquo;eixo da h&eacute;lice&raquo; que movimenta e &laquo;tempera&raquo; a qualidade de vida dessas pessoas. A humaniza&ccedil;&atilde;o implica na utiliza&ccedil;&atilde;o de tecnologias leves no processo de cuidado. Entre as v&aacute;rias classifica&ccedil;&otilde;es de tecnologias existe a que as consideram como duras, leve-duras e leves<sup><a href="#8">8</a></sup>. As tecnologias duras s&atilde;o representadas pelos equipamentos tecnol&oacute;gicos, as leve-duras pelos saberes estruturados. As tecnologias leves consistem na produ&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es que se expressam atrav&eacute;s das pr&aacute;ticas humanizadas de acolhimento, v&iacute;nculo, e autonomia no sentido de desenvolver a capacidade da pessoa autogovernar-se<sup><a href="#8">8</a></sup>.</p>     <p>O acolhimento como um processo receptivo e dial&oacute;gico continuado entre os trabalhadores da sa&uacute;de e os usu&aacute;rios, por certo est&aacute; constituindo assim, uma rela&ccedil;&atilde;o humanizada. V&iacute;nculo significa liga&ccedil;&atilde;o moral, responsabilidade. Criar v&iacute;nculo &eacute; o mesmo que construir rela&ccedil;&otilde;es estreitas a ponto de se sensibilizar com os problemas do outro; &eacute; desenvolver um processo de transfer&ecirc;ncia entre o usu&aacute;rio e o trabalhador, de modo a facilitar a autonomia do usu&aacute;rio<sup><a href="#9">9</a></sup>. Chegar &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo pressup&otilde;e um convincente acolhimento. </p>     <p>A humaniza&ccedil;&atilde;o tem como diretriz o acolhimento que vem sendo pensado como arte de interagir, construir algo em comum, descobrir nossa humanidade mais profunda na rela&ccedil;&atilde;o com os outros e com o mundo natural, esse imenso &acirc;mbito que inclui os sentimentos, emo&ccedil;&otilde;es, intui&ccedil;&otilde;es e subjetividades. O acolhimento em sa&uacute;de &eacute; instrumento fundamental para <i>&laquo;o nascer bem&raquo;, &laquo;o viver saud&aacute;vel&raquo;, &laquo;o bem-estar&raquo;</i>, pois a condi&ccedil;&atilde;o humana saud&aacute;vel &eacute; fruto de seu relacionamento com o mundo.</p>     <p>Autonomia implica em propiciar condi&ccedil;&otilde;es ao usu&aacute;rio para se tornar, o quanto poss&iacute;vel, independente para enfrentar seus problemas. No entanto, a autonomia n&atilde;o pode ser igual para todos os usu&aacute;rios; h&aacute; quem possa alcan&ccedil;ar maior compet&ecirc;ncia para se cuidar, do que outros<sup><a href="#8">8</a></sup>. Lidar com a compet&ecirc;ncia para cuidar das rela&ccedil;&otilde;es consigo mesmo e com os outros na qualidade de tecnologias leves, &eacute; um dos meios para um cuidado humanizado. Para isso, os profissionais precisam ter levezas tecnol&oacute;gicas para favorecer uma boa comunica&ccedil;&atilde;o com o usu&aacute;rio e tamb&eacute;m construir estrat&eacute;gias para o di&aacute;logo. A entrevista conversa&ccedil;&atilde;o &eacute; um desses meios para que o profissional consiga informa&ccedil;&otilde;es fidedignas do usu&aacute;rio, pela condu&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es dialogais na pr&oacute;pria entrevista, como tecnologia de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Geralmente os profissionais da sa&uacute;de v&ecirc;em o usu&aacute;rio de um modo peculiar; eles s&atilde;o aptos para obter informa&ccedil;&otilde;es sobre aspectos relacionados diretamente &agrave; patologia do sistema biol&oacute;gico. Eles n&atilde;o est&atilde;o suficientemente preparados para obter informa&ccedil;&otilde;es de modo integral da vida dos usu&aacute;rios. Humanizar a rela&ccedil;&atilde;o com o usu&aacute;rio sup&otilde;e compreende-lo em todas as suas dimens&otilde;es e inter-rela&ccedil;&otilde;es de modo a valorizar tamb&eacute;m a afetividade e sensibilidade<sup><a href="#10">10</a></sup>. </p>     <p>Nesse aspecto, &eacute; fator humanizante, o uso da entrevista-conversa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#11">11</a></sup> se mostra como uma conversa continuada, ou seja, pode ser interrompida e ter continuidade em diferentes espa&ccedil;os f&iacute;sicos e temporais. Repetidos encontros favorecem a coleta de informa&ccedil;&otilde;es mais fidedignas, porque algu&eacute;m pode n&atilde;o estar disposto a falar num determinado momento. Desta forma, o usu&aacute;rio n&atilde;o precisa <i>&laquo;ser for&ccedil;ado&raquo;</i> a falar, pois ter&aacute; oportunidade nos pr&oacute;ximos encontros. A entrevista-conversa&ccedil;&atilde;o continuada tende a ser profunda porque, tanto o profissional quanto o usu&aacute;rio, se sentem livres para se expressar, pelo fato de que a continuidade oportuniza uma rela&ccedil;&atilde;o de aprofundamento da confian&ccedil;a m&uacute;tua.</p>     <p>Os profissionais da sa&uacute;de precisam desenvolver compet&ecirc;ncias para produzir informa&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de dos usu&aacute;rios, pois, &eacute; com base nessas informa&ccedil;&otilde;es que se d&aacute; a maneira humanizada do cuidado e ou o tratamento efetivo, planejado e praticado. A entrevista-conversa&ccedil;&atilde;o favorece o di&aacute;logo entre o profissional e o usu&aacute;rio e ambos passam a se conhecer melhor, o que ajudar&aacute; a criar crescente respeito m&uacute;tuo, e, principalmente, constituir&aacute; uma oportunidade pedag&oacute;gica valorosa ao compartilhamento de saberes profissionais e populares sendo esta uma diretriz entre as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es obtidas pela entrevista- conversa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o &uacute;teis para qualifica&ccedil;&atilde;o do cuidado e podem, tamb&eacute;m, se constituir em dados de investiga&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica profissional. Para tanto, a linguagem do profissional precisa estar em sintonia com a cultura do usu&aacute;rio, a fim de que eles possam entender cada discurso um do outro; s&oacute; deste modo, poder&aacute; emergir e se estabelecer o di&aacute;logo e com ele, um cuidado a humanizado<sup><a href="#12">12</a></sup>.</p>     <p>A<b><i> humaniza&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o/administra&ccedil;&atilde;o de enfermagem no cen&aacute;rio da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </i></b>Os profissionais de enfermagem atuantes na gest&atilde;o/administra&ccedil;&atilde;o do cuidado, na sua maiorias&atilde;o educados, a partir de um modelo gerencial autorit&aacute;rio que valoriza o controle do trabalho de sua equipe em detrimento de uma pr&aacute;tica centrada na eq&uuml;idade e na busca da participa&ccedil;&atilde;o de seus pares na tomada de decis&otilde;es. Atualmente, institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de est&atilde;o aderindo a novos modelos de gest&atilde;o/administra&ccedil;&atilde;o baseados no referencial da humaniza&ccedil;&atilde;o e garantindo a valoriza&ccedil;&atilde;o da equipe do cuidado que inevitavelmente, refletir&aacute; no cuidado o de enfermagem ao usu&aacute;rio. </p>     <p>Dentro deste novo modelo, o gestor/administrador &eacute; respons&aacute;vel pela implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es em favor dos direitos dos usu&aacute;rios que inclui o bom relacionamento entre estes, os funcion&aacute;rios e os profissionais, pois, estas a&ccedil;&otilde;es se refletem no cuidado aos usu&aacute;rios; deste modo, o gestor prioriza a &eacute;tica que valoriza a harmoniza&ccedil;&atilde;o da excel&ecirc;ncia do cuidado com a da gest&atilde;o pelo di&aacute;logo e pela honestidade, autenticidade, integridade, coer&ecirc;ncia, justi&ccedil;a e equidade<sup><a href="#13">13</a></sup>. A humaniza&ccedil;&atilde;o representa um conjunto de iniciativas; todas visam a produ&ccedil;&atilde;o de cuidado em sa&uacute;de capaz de conciliar a melhor tecnologia dispon&iacute;vel com promo&ccedil;&atilde;o de acolhimento, respeito &eacute;tico e cultural ao paciente, espa&ccedil;os de trabalho favor&aacute;veis ao bom exerc&iacute;cio t&eacute;cnico e a satisfa&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de e usu&aacute;rios<sup><a href="#14">14</a></sup>. A gest&atilde;o humanizada abrange uma pol&iacute;tica de co-participa&ccedil;&atilde;o na decis&atilde;o, o que se expressa pela valoriza&ccedil;&atilde;o da tecnologia da escuta de maneira a levar em conta a opini&atilde;o dos trabalhadores nas decis&otilde;es, seja qual for sua posi&ccedil;&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o, o que facilitar&aacute; o trabalho humanizado de cuidar.</p>     <p>Assim, a humaniza&ccedil;&atilde;o em gest&atilde;o da enfermagem, no cen&aacute;rio da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, redunda em qualifica&ccedil;&atilde;o das suas pr&aacute;ticas, o que engloba: providenciar ambi&ecirc;ncia favor&aacute;vel ao desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es humanizadas pela valoriza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e usu&aacute;rios; planejar o cuidado integral e equ&acirc;nime com responsabiliza&ccedil;&atilde;o, acolhimento e v&iacute;nculo; fomentar o trabalho em equipe multiprofissional; incentivar a forma&ccedil;&atilde;o de grupos de estudos envolvendo os profissionais de enfermagem e de outras &aacute;reas; estimular a educa&ccedil;&atilde;o permanente dos profissionais de enfermagem, n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parte t&eacute;cnica, mas tamb&eacute;m no que se refere &agrave; dimens&atilde;o subjetiva dos profissionais face aos sentimentos e autoconhecimento individual e coletivo.</p>     <p>Para estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o humanizada, os profissionais precisam estar capacitados a identificar e responder &agrave;s pr&oacute;prias necessidades e, reconhecer que o autoconhecimento &eacute; fundamental para desenvolvimento de cuidado humanizado<sup><a href="#15">15</a></sup>.</p>     <p><b><i>A humaniza&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o formal de enfer&shy;magemna promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</i></b> O tipo de compet&ecirc;ncia profissional que a enfermagem tem se esfor&ccedil;ado em construir, se remete a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais com capacidade de compreender e materializar um conjunto de conhecimentos para a produ&ccedil;&atilde;o do cuidado em sa&uacute;de. Contudo, nas pr&aacute;ticas, o cuidado, ainda est&aacute;, na sua maioria, referenciado pelo modelo centrado na vis&atilde;o fragmentada da realidade e este modelo difere da pol&iacute;tica de cuidado na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Compet&ecirc;ncia &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de <i>&laquo;saber fazer&raquo; e de &laquo;refazer&raquo;</i> permanentemente a rela&ccedil;&atilde;o do profissional com a sociedade<sup><a href="#16">16</a></sup>. Este processo requer conhecimento inovador que se caracteriza pela cr&iacute;tica di&aacute;ria seguida pela reconstru&ccedil;&atilde;o do <i>&laquo;saber fazer&raquo; </i>voltado &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de cuidado.</p>     <p>Vale questionar, como capacitar o profissional de enfermagem para compreender e assumir a responsa&shy;bilidade de uma pr&aacute;tica humanizada. O aprendizado da humaniza&ccedil;&atilde;o do cuidado de enfermagem inicia-se no curso de gradua&ccedil;&atilde;o, que necessariamente deve incluir al&eacute;m do conhecimento cient&iacute;fico e t&eacute;cnico, o conhecimento no campo das rela&ccedil;&otilde;es sociais e humanas abrangendo o &acirc;mbito &eacute;tico, est&eacute;tico, pol&iacute;tico hist&oacute;rico e human&iacute;stico. Al&eacute;m desse embasamento, o enfermeiro precisa aprender a pensar, ser criativo e construir estrat&eacute;gias para materialidade dessa teoriza&ccedil;&atilde;o em suas pr&aacute;ticas profissionais cotidianas. Em toda a apren&shy;dizagem dos enfermeiros, o destaque para a humaniza&ccedil;&atilde;o passa a ser a valoriza&ccedil;&atilde;o do encontro entre os saberes populares e os saberes t&eacute;cnicos como uma refer&ecirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A humaniza&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o implica tamb&eacute;m na capacita&ccedil;&atilde;o dos docentes cujo ensino h&aacute; de se fazer de forma a n&atilde;o transmitir receitas prontas, mas criar modos pr&oacute;prios de teorizar a pr&aacute;tica profissional e modos de concretiz&aacute;-la, sobretudo, investindo na capacidade cr&iacute;tica e inventiva para a constante renova&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica profissional. A capacita&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o inclui estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas baseadas na democracia de maneira a incentivar a participa&ccedil;&atilde;o ativa do estudante no processo educativo, propiciar um ambiente que facilite a comunica&ccedil;&atilde;o, e com isso, faz&ecirc;-lo empreender a humaniza&ccedil;&atilde;o nas suas futuras a&ccedil;&otilde;es de cuidar. O processo de educa&ccedil;&atilde;o al&eacute;m de instru&ccedil;&atilde;o e treinamento, inclui a forma&ccedil;&atilde;o de sujeitos com autonomia cr&iacute;tica e criativa<sup><a href="#16">16</a></sup>.</p>     <p>Possivelmente nos curr&iacute;culos de forma&ccedil;&atilde;o profissional, a nuance da educa&ccedil;&atilde;o formal de enfermeiros esteja situada no conceito e pr&aacute;tica da integralidade do cuidado em cuja pr&aacute;tica reside a qualidade &eacute;tica imprescind&iacute;vel &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o. Este &eacute; um sentido de constru&ccedil;&atilde;o de um movimento emancipat&oacute;rio do cuidado de forma a cobrir as necessidades do usu&aacute;rio. </p>     <p><b><i>A humaniza&ccedil;&atilde;o pela pesquisa de enfermagem na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. </i></b>A responsabilidade da enfermagem na pol&iacute;tica da humaniza&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica da pesquisa inclui a considera&ccedil;&atilde;o aos c&oacute;digos de &eacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; elei&ccedil;&atilde;o dos enfoques e a finalidade da pesquisa face aos sujeitos dos estudos. </p>     <p>A finalidade da pesquisa de enfermagem &eacute; desenvolver uma base de conhecimento para orientar as suas pr&aacute;ticas e conseq&uuml;entemente a melhoria da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, portanto n&atilde;o seria &eacute;tico pesquisar apenas pelo prazer de pesquisar sem oferecer contribui&ccedil;&atilde;o para inova&ccedil;&otilde;es na pr&aacute;tica profissional. </p>     <p>Muitos estudos de enfermagem sobre o tema da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a conduta mais vis&iacute;vel diz respeito a busca de informa&ccedil;&otilde;es sobre atitudes dos usu&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o a eles pr&oacute;prios e sua sa&uacute;de. De algum modo, o campo da pr&aacute;tica da pesquisa na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, apresenta-se coerente com a aproxima&ccedil;&atilde;o entre saberes de profissionais e de usu&aacute;rios. Mesmo nesse tema h&aacute; um retorno previs&iacute;vel quanto &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o de tecnologias leves de abordagens humanizadoras neste campo de trabalho.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos sujeitos da pesquisa a &eacute;tica inclui: a garantia da integridade do participante evitando sofrimento f&iacute;sico psicol&oacute;gico ou moral; o respeito pela dignidade humana, entendido como o direito da pessoa decidir de maneira consciente e volunt&aacute;ria sobre a participa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o no estudo de pesquisa, direito a autodetermina&ccedil;&atilde;o que inclui a liberdade dos participantes de agir de modo aut&ocirc;nomo controlando sua pr&oacute;pria atividade dentro do projeto de pesquisa<sup><a href="#17">17</a></sup>.</p>     <p>Nos campos de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de a pesquisa que envolve contato presencial do pesquisador com os sujeitos, alguns destes, necessitam expressar fatos e sentimentos sobre sua vida pregressa que, na sua maioria, dispersam o tema da pesquisa. O pesquisador dever&aacute; escutar e responder as perguntas dos sujeitos da pesquisa, pois o enfermeiro investiga sem deixar de ser um profissional do cuidado durante o processo de pesquisa e, deste modo, deve estar consciente de sua responsabilidade com a humaniza&ccedil;&atilde;o durante a investiga&ccedil;&atilde;o. A escuta sens&iacute;vel &eacute; um componente do acolhimento e um instrumento estrat&eacute;gico para estabelecer v&iacute;nculos entre profissionais e usu&aacute;rios. </p>     <p><i><b>A humaniza&ccedil;&atilde;o nas entidades profissionais de enfermagem. </b></i>As entidades profissionais da enfermagem mostram visibilidade de suas marcas hist&oacute;ricas e organizacionais, firmes por ser uma profiss&atilde;o definida em sua aproxima&ccedil;&atilde;o com cuidado humano. Neste aspecto, vale lembrar que a produ&ccedil;&atilde;o do cuidado traz novos sentidos com o que se pode chamar de m&atilde;o-dupla ou seja, n&atilde;o apenas humaniza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, mas a contribui&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os para a humaniza&ccedil;&atilde;o dos produtores do cuidado<sup><a href="#18">18</a></sup>. </p>     <p>Uma das mais fortes tend&ecirc;ncias na conjuntura pol&iacute;tico-social &eacute; a exig&ecirc;ncia de novas pr&aacute;ticas &eacute;ticas, carregadas de construtos em desdobramento de conceitos atinentes &agrave;s mudan&ccedil;as, principalmente as de inclina&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade democr&aacute;tica mundial com responsabiliza&ccedil;&atilde;o coletiva, e busca continuada de um ethos mundial<sup><a href="#19">19</a></sup>. Atualmente, com a compreens&atilde;o da liberdade de manifesta&ccedil;&atilde;o de diversas concep&ccedil;&otilde;es de mundo, tem sido poss&iacute;vel a ado&ccedil;&atilde;o de diferentes paradigmas e a busca de referenciais mais cr&iacute;ticos e mais humanizados no atendimento &agrave; sa&uacute;de, onde reside, o cuidado de enfermagem. </p>     <p>As entidades representativas de organiza&ccedil;&atilde;o profissional da enfermagem, apesar da sua caracter&iacute;stica formal convencional, v&ecirc;m procurando mudan&ccedil;as e buscando o ritmo dos novos tempos pol&iacute;ticos e sociais. Uma delas &eacute; a valoriza&ccedil;&atilde;o profissional e a pr&aacute;tica do trabalho coletivo, bem como o avan&ccedil;ar na compreens&atilde;o do trabalho em rede.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora cada entidade de enfermagem tenha seus fins espec&iacute;ficos, todas, em nome da natureza profissional do cuidado de enfermagem, t&ecirc;m lutas em comum, pelas quais se fortalecem em a&ccedil;&otilde;es conjuntas e separadas al&eacute;m de variadas frentes. Assim, enquanto o Sindicato envolve-se com os direitos dos trabalhadores nos seus processos de trabalho, as Associa&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;fico-culturais mais se dedicam a debates de temas do conhecimento e encaminhamentos de valoriza&ccedil;&atilde;o profissional orientando e recomendando o que lhe &eacute; devido diante das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; por seu turno, o Sistema de Conselhos de Enfermagem &eacute; aquele que representa o disciplinamento do exerc&iacute;cio profissional, e suas caracter&iacute;sticas pol&iacute;tico-sociais em todo o territ&oacute;rio de um determinado pa&iacute;s. Essas responsabilidades dos diversos &oacute;rg&atilde;os encontram-se justamente por uma pol&iacute;tica social da profiss&atilde;o e responde ou mesmo antecede dificuldades com suas normas interpretadas com base nas leis refletindo assim os posicionamentos da enfermagem como profiss&atilde;o e conectando-se aos temas que interessam a toda a sociedade<sup><a href="#20">20</a></sup>.</p>     <p>A humaniza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de enfermagem depende de mudan&ccedil;as no modo de pensar e agir dos profissionais de maneira a valorizar a defesa da vida e, portanto, facilitem a materializa&ccedil;&atilde;o do funcionamento do sistema de sa&uacute;de, especificamente da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como um todo. Parece simples, mas o processo de mudan&ccedil;as de atitudes &eacute; complexo e muito mais moroso do que as mudan&ccedil;as estruturais no ambiente f&iacute;sico das institui&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o &eacute; por outra raz&atilde;o que a exist&ecirc;ncia de entidades na profiss&atilde;o traz consigo a co-respon&shy;sabilidade tanto do exerc&iacute;cio pol&iacute;tico dos profissionais quanto do exerc&iacute;cio profissional digno e justo &agrave; sociedade a que pertence.</p>      <p align="center"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A responsabilidade s&oacute;cio-pol&iacute;tica da enfermagem frente a gest&atilde;o da sa&uacute;de humana corresponde &agrave; tarefa profissional de busca crescente de modos concretos para expressar novas estrat&eacute;gias de humaniza&ccedil;&atilde;o nas pr&aacute;ticas do cuidado.</p>     <p>A materializa&ccedil;&atilde;o das mais recentes pol&iacute;ticas de sa&uacute;de na enfermagem cresce em meio &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es paradigm&aacute;ticas fazendo emergir conceitos que s&atilde;o referidos para caracterizar as diferen&ccedil;as qualitativas requeridas ao viver humano no s&eacute;culo atual. Para tanto, sua materialidade se sobrep&otilde;e a uma vigorosa rede das entidades de enfermagem, respeitadas duas finalidades espec&iacute;ficas e articuladas em seus prop&oacute;sitos: fideliza&ccedil;&atilde;o qualitativa da enfermagem em sua express&atilde;o de cuidar e, ao lado disso, a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica por uma sociedade mais humana, mais saud&aacute;vel, e mais protagonista da justi&ccedil;a e paz mundial.</p>     <p>Consubstanciar a humaniza&ccedil;&atilde;o nos espa&ccedil;os da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de implica no respeito &agrave; visibilidade da humaniza&ccedil;&atilde;o em todos os espa&ccedil;os: cuidado, gest&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, pesquisa e entidades profissionais de enfermagem, configurando assim um n&uacute;cleo formado pela comunica&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica, responsabiliza&ccedil;&atilde;o, integralidade, capacita&ccedil;&atilde;o, acolhimento, v&iacute;nculo, eq&uuml;idade, cidadania, democracia e &eacute;tica. Todas estas modalidades de humaniza&ccedil;&atilde;o s&oacute; se materializam pela mudan&ccedil;a de postura do profissional para o trabalho multiprofissional exercido com base nas necessidades do usu&aacute;rio:biol&oacute;gicas, s&oacute;cio-culturais, pol&iacute;ticas, espirituais e ambientais.</p>     <p>Na seara da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o do cuidado requer um continuo exerc&iacute;cio de inaugura&ccedil;&otilde;es de modos de abordagens voltadas &aacute; compet&ecirc;ncias na produ&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais de todos os envolvidos nas situa&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de, sejam usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os ou trabalhadores da sa&uacute;de.</p><hr>     <p>Conflito de interesse. Declaramos que n&atilde;o existe conflitode nenhuma institui&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao conte&uacute;do deste artigo. O conte&uacute;do do presente texto consiste de uma reflex&atilde;o com base na literatura e portanto, n&atilde;o houve procedimentos investigativos em locais que evolvem pr&aacute;ticas eminstitui&ccedil;&otilde;es. </p><hr>     <p align="center"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p><a name="1"></a>1. Buss PM. Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e qualidade de vida. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2000; 5: 163-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1657-9534201100050001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="2"></a>2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata, Carta de Otawa, Declara&ccedil;&atilde;o de Adelaide, Declara&ccedil;&atilde;o de Sundsvall, Declara&ccedil;&atilde;o de Santa Fe de Bogot&aacute;. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1657-9534201100050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="3"></a>3. Buss PM. Uma introdu&ccedil;&atilde;o ao conceito de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. In: Czeresnia D, Freitas CM (eds.). Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: conceitos, reflex&otilde;es, tend&ecirc;ncias. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003. p. 15-38.     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1657-9534201100050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="4"></a>4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Projeto Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. As Cartas da Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1657-9534201100050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="5"></a>5.Silva CM. Eq&uuml;idade e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia: desafios a serem enfrentados. Ver APS. 2008; 11: 451-8.     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1657-9534201100050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="6"></a>6. Ayres JRCM. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de. Saude Soc. 2004; 13: 16-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1657-9534201100050001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="7"></a>7. Trentini M, Paim L. Conflitos na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento na enfermagem: uma controv&eacute;rsia persistente. Texto Contexto-Enferm. 1997; 6: 193-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1657-9534201100050001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="8"></a>8. Merhy EE. O ato de cuidar: alma dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. In: Merhy EE (ed.). Sa&uacute;de: a cartografia do trabalho vivo em ato. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2002. p. 115-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1657-9534201100050001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="9"></a>9. Merhy EE. A micro pol&iacute;tica do trabalho vivo em ato: uma quest&atilde;o institucional e territ&oacute;rio de tecnolog&iacute;as leves. In: Merhy EE (ed.). Sa&uacute;de: a cartografia do trabalho vivo em ato. 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Avalia&ccedil;&atilde;o: subs&iacute;dios te&oacute;rico-pr&aacute;ticos para a gest&atilde;o em sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo: &Iacute;cone editora; 2006. P. 93- 111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1657-9534201100050001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="12"></a>12. Bergold LB. 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S&atilde;o Paulo: Loyola, Centro Universit&aacute;rio S&atilde;o Camilo; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1657-9534201100050001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="14"></a>14. Deslandes FS. An&aacute;lise do discurso oficial sobre humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia hospitalar. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2004; 9: 7-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1657-9534201100050001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="15"></a>15. Hoga LAK. A dimens&atilde;o subjetiva do profissional na humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de: uma reflex&atilde;o. Rev Esc Enferm. 2004; 38: 13-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1657-9534201100050001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="16"></a>16. Demo P. Educar pela pesquisa. 7&ordf; ed. Campinas: Autores Associados; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1657-9534201100050001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="17"></a>17. Polit DF, Beck CT, Hungler BP. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: m&eacute;todos, avalia&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o. Porto Alegre: Artmed; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1657-9534201100050001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="18"></a>18. Teixeira RR. Humaniza&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Ci&ecirc;nc. Sa&uacute;de Coletiva. 2005; 10: 585-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1657-9534201100050001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="19"></a>19.Boff L. O Ethos mundial. Rio de Janeiro: Sextante; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1657-9534201100050001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br> <a name="20"></a>20. Leal DCM, Monteiro EM, Barbosa MA. Os horizontes da percep&ccedil;&atilde;o do enfermeiro do PSF sobre os limites de sua legisla&ccedil;&atilde;o. Revista da UFG. &#91;em l&iacute;nea&#93; 2004 &#91;data de acesso 8 out 2010&#93;; 6(especial). 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