<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0120-6346</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Semestre Económico]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Semest. Econ.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0120-6346</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidad de Medellín]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0120-63462009000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A atuação das elites políticas regionais e sua repercussão no desenvolvimento do Planalto Médio Gaùcho no Brasil, 1930-1945<A HREF="#a">*</A><A NAME="a1"></A>]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The action of regional political elites and its impact in the development of la Meseta Media Gaucha in Brasil, 1930-1945]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La acción de las elites políticas regionales y su repercusión en el desarrollo de la Meseta Media Gaucha en el Brasil, 1930-1945]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Eloisa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>23</numero>
<fpage>97</fpage>
<lpage>118</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0120-63462009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0120-63462009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0120-63462009000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este artigo procurou demonstrar como as elites políticas regionais gaúchas atuaram no cenário da é poca abrangendo um recorte temporal entre os anos de 1930 a 1945. Efetuou-se uma abordagem referente aos fatores sociais, políticos e econômicos que possibilitaram o desenvolvimento e ou crescimento dessa região, preenchendo as lacunas deixadas pela história nacional com documentos, notícias, notas e inserções que demonstram as particularidades e a identidade local. Ainda analisamos através dos coeficientes locacionais as potencialidades dos municípios de Passo Fundo e Carazinho, e com base no Censo de 1940 elencamos os fatores de especialização em nível regional e local. Concluiu-se que as elites políticas faziam parte do contexto institucional de modo direto ou indireto, e davam suporte ao governo, especialmente ao federal, ao passo que as elites econômicas atuavam nos diversos segmentos da sociedade, destacando-se em diferentes ocupações e profissões.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article intends to demonstrate how "gaucho" regional political elites had an incidence in the arena of the epoch between 1930 and 1945. Social, political and economic factors which made the development and growth of the region possible were tackled. They filled the gap left throughout national history with documents, news, and notes, which demonstrate particular events and local identity. At the same time, through location coefficients, the potentiality of Passo Fundo, and Carazinho municipalities was analyzed, and based on 1940 census, specialization factors at regional and domestic level are related. It was concluded that political elites belonged to the institutional context in a direct and indirect way, and supported the government, specially the federal one, while economic elites acted in different segments of society, outstanding in several occupations and professions.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo intenta demostrar como las elites políticas regionales gauchas incidieron en el escenario de la época entre 1930 y 1945. Se efectuó un abordaje referente a los factores sociales, políticos y económicos que posibilitaron el desarrollo y el crecimiento de esta región, llenando los vacios dejados por la historia nacional con documentos, noticias, notas e inclusiones que demuestran las particularidades y la identidad local. Al mismo tiempo, se analizó, a través de los coeficientes de localización las potencialidades de los municipios de Passo Fundo y Carazinho, y en base al censo de 1940 se relacionan los factores de especialización a nivel regional y local. Se concluyo que las elites políticas hicieron parte del contexto institucional de manera directa o indirecta, y daban soporte al gobierno, especialmente al federal, al mismo tiempo que las elites económicas actuaban en los diversos segmentos de la sociedad, destacándose en diferentes ocupaciones y profesiones.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Economia do Setor Público]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[regional desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[historia do regional desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[análises do regional desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Public sector economy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[regional development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[history of regional development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[analysis of regional development]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Economía del sector público]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[desarrollo regional]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[historia del desarrollo regional]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[análisis del desarrollo regional]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  <font size="2" face="Verdana">      <P ALIGN="CENTER"><B><FONT SIZE="4">A atua&ccedil;&atilde;o das elites pol&iacute;ticas       regionais e sua repercuss&atilde;o no desenvolvimento do Planalto M&eacute;dio Ga&ugrave;cho no Brasil, 1930-1945<sup><a href="#a">*</a></sup><A NAME="a1"></A></FONT></B></P>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;</P>     <P ALIGN="CENTER"><B><FONT SIZE="3">The action of regional political elites       and its impact in the development of la Meseta Media Gaucha in Brasil, 1930-1945</FONT></B>     <P ALIGN="CENTER">&nbsp;     <P ALIGN="CENTER"><B><FONT SIZE="3">La acci&oacute;n de las elites pol&iacute;ticas regionales   y su repercusi&oacute;n en el desarrollo de la Meseta Media Gaucha en el Brasil, 1930-1945 </FONT></B></font>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P> <font size="2" face="Verdana">     <P> Maria Eloisa Cavalheiro**</P>     <P><FONT SIZE="2" FACE="Verdana">** Graduada em Administra&ccedil;&atilde;o de     Empresas; Especialista em Mercosul e Desenvolvimento Regional; Mestra em     Hist&oacute;ria Regional, Universidade de Passo Fundo (UPF) e Doutora em     Desenvolvimento Regional, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Docente     e Pesquisadora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Grupo de     pesquisa Agroneg&oacute;cio. Rua Jo&atilde;o Rosa G&oacute;es, n&#176; 835, apto. 1104, Cep: 79804020, e-mail: mecavalheiro@yahoo.com.br; <A HREF="mailtio:mariacavalheiro@ufgd.edu.br">mariacavalheiro@ufgd.edu.br</A>.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp; </P>     <P>&nbsp; </P> </font> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana">     <P><B>Resumo</B></P>     <P> Este artigo procurou demonstrar como as elites pol&iacute;ticas regionais ga&uacute;chas   atuaram no cen&aacute;rio da &eacute; poca abrangendo um recorte temporal entre os anos de 1930 a 1945. Efetuou-se   uma abordagem   referente aos fatores sociais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos que possibilitaram   o desenvolvimento   e ou crescimento dessa regi&atilde;o, preenchendo as lacunas deixadas pela hist&oacute;ria   nacional com   documentos, not&iacute;cias, notas e inser&ccedil;&otilde;es que demonstram as   particularidades e a identidade local.   Ainda analisamos atrav&eacute;s dos coeficientes locacionais as potencialidades   dos munic&iacute;pios de Passo   Fundo e Carazinho, e com base no Censo de 1940 elencamos os fatores de especializa&ccedil;&atilde;o   em   n&iacute;vel regional e local. Concluiu-se que as elites pol&iacute;ticas faziam   parte do contexto institucional de   modo direto ou indireto, e davam suporte ao governo, especialmente ao federal,   ao passo que as   elites econ&ocirc;micas atuavam nos diversos segmentos da sociedade, destacando-se   em diferentes   ocupa&ccedil;&otilde;es e profiss&otilde;es.</P>     <P> <B>Palavras-Chave</B></P>     <P> Economia do Setor P&uacute;blico; regional desenvolvimento; historia do regional   desenvolvimento;   an&aacute;lises do regional desenvolvimento.   <B>Classifica&ccedil;&atilde;o JEL:</B>  H80; N96; O18; R11</P>     <P> <B>Conte&uacute;do</B></P>     <P> Introdu&ccedil;&atilde;o; 1. Aspectos metodol&oacute;gicos; 2. As decis&otilde;es   pol&iacute;ticas -nacional e estadual- e seu alcance   econ&ocirc;mico no estado do rio grande do sul; 3. As decis&otilde;es pol&iacute;ticas   e o alcance econ&ocirc;mico no   munic&iacute;pio de passo fundo; 4. As decis&otilde;es pol&iacute;ticas e o alcance   econ&ocirc;mico no munic&iacute;pio de carazinho;   5. Especializa&ccedil;&atilde;o: an&aacute;lise do desenvolvimento econ&ocirc;mico   no rio grande do sul, carazinho e passo   fundo com base no censo de 1940; 6. Conclus&atilde;o; bibliografia. </P> </font> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana">     <P><B>Abstract</B></P>     <P> This article intends to demonstrate how &#8220;gaucho&#8221; regional political   elites had an incidence in the   arena of the epoch between 1930 and 1945. Social, political and economic factors   which made the   development and growth of the region possible were tackled. They filled the   gap left throughout   national history with documents, news, and notes, which demonstrate particular   events and local   identity. At the same time, through location coefficients, the potentiality   of Passo Fundo, and Carazinho   municipalities was analyzed, and based on 1940 census, specialization factors   at regional and   domestic level are related. It was concluded that political elites belonged   to the institutional context   in a direct and indirect way, and supported the government, specially the federal   one, while economic   elites acted in different segments of society, outstanding in several occupations and professions.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B> Key Words</B></P>     <P> Public sector economy, regional development; history of regional development;   analysis of regional development. <B>JEL Classification: </B>H80; N96; O18; R11</P>     <P> <B>Content</B></P>     <P> Introduction 1. Methodological Aspects 2. National and State Political Decisions.   and their Economic   Scope in Rio Grande del Sur State. 3. Political Decisions and the Economic   Scope in Passo   Fundo Municipality. 4. Political Decision and the Economic Scope in Carazinho   Municipality; 5.   Specialization: Analysis of Economic Development in Rio Grande del Sur, Carazinho,   and Passo Fundo based on 1940 census; 6. Conclusion; Bibliography.</P> </font> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana">     <P><B> Resumen</B></P>     <P> Este art&iacute;culo intenta demostrar como las elites pol&iacute;ticas regionales   gauchas incidieron en el escenario   de la &eacute;poca entre 1930 y 1945. Se efectu&oacute; un abordaje referente   a los factores sociales, pol&iacute;ticos   y econ&oacute;micos que posibilitaron el desarrollo y el crecimiento de esta   regi&oacute;n, llenando los vacios   dejados por la historia nacional con documentos, noticias, notas e inclusiones   que demuestran las   particularidades y la identidad local. Al mismo tiempo, se analiz&oacute;,   a trav&eacute;s de los coeficientes de   localizaci&oacute;n las potencialidades de los municipios de Passo Fundo y   Carazinho, y en base al censo   de 1940 se relacionan los factores de especializaci&oacute;n a nivel regional   y local. Se concluyo que las   elites pol&iacute;ticas hicieron parte del contexto institucional de manera   directa o indirecta, y daban soporte   al gobierno, especialmente al federal, al mismo tiempo que las elites econ&oacute;micas   actuaban   en los diversos segmentos de la sociedad, destac&aacute;ndose en diferentes ocupaciones y profesiones.</P>     <P><B>  Palabras Clave</B></P>     <P> Econom&iacute;a del sector p&uacute;blico; desarrollo regional; historia del   desarrollo regional, an&aacute;lisis del desarrollo regional. <B>Clasificaci&oacute;n JEL:</B>  H80; N96; O18; R11</P>     <P> <B>Contenido</B></P>     <P> Introducci&oacute;n 1. Aspectos metodol&oacute;gicos 2. Las decisiones pol&iacute;ticas &#8211;nacionales   y estatales- y   su alcance econ&oacute;mico en el estado de rio grande del sur. 3. Las decisiones   pol&iacute;ticas y el alcance   econ&oacute;mico en el municipio de Passo Fundo 4. Las decisiones pol&iacute;ticas   y el alcance econ&oacute;mico en   el municipio de Carazinho; 5. Especializaci&oacute;n: an&aacute;lisis del desarrollo   econ&oacute;mico en rio grande del   sur, Carazinho y Passo Fundo en base al censo de 1940; 6. Conclusi&oacute;n; Bibliograf&iacute;a.</P> </font> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana">     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><B><FONT SIZE="3">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</FONT></B></P>     <P> Este trabalho tem a finalidade de demonstrar   como as elites pol&iacute;ticas regionais atuaram no   cen&aacute;rio da &eacute;poca abrangendo um recorte temporal   entre os anos de 1930 a 1945. Nesse sentido,   evidenciamos atrav&eacute;s da an&aacute;lise de dados com base   nos jornais e documentos por entendermos que se   constituem em fontes origin&aacute;rias na comprova&ccedil;&atilde;o   de como ocorriam e repercutiam &agrave;s decis&otilde;es   pol&iacute;ticas tomadas, na economia de Passo Fundo e   Carazinho, a partir da pr&aacute;tica pol&iacute;tica, bem como   a forma como o poder econ&ocirc;mico continuava a   influenciar a tomada de decis&atilde;o dos representantes   do poder pol&iacute;tico.</P>     <P> Durante a Era Vargas, a economia cresceu e se   transformou especialmente em rela&ccedil;&atilde;o aos setores   agr&iacute;cola, industrial e intervencionista do Estado,   demonstrando que essa &eacute;poca se caracterizou   pelo poder crescente de decis&atilde;o e influ&ecirc;ncia   do estadista, confundindo-se com o conte&uacute;do   pol&ecirc;mico das pol&iacute;ticas promovidas, que por sua   vez, encontravam-se insepar&aacute;veis da discuss&atilde;o   sobre o modelo de Estado que Vargas ajudou a   implantar (Camargo, 1999, p. 13-14). Os sucessivos   desdobramentos no recorte temporal apresentado   t&ecirc;m nas a&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e sociais   praticadas pelos detentores do poder, conota&ccedil;&otilde;es   reveladoras de a&ccedil;&otilde;es individuais que vinham ao   encontro das tend&ecirc;ncias da &eacute;poca, como tamb&eacute;m   revelam a forma como eram conduzidos os dilemas   da sociedade em que viviam.</P>     <P> N&atilde;o &eacute; sem motivo que Weber (1979, p. 10)   estabeleceu diferen&ccedil;as entre a domina&ccedil;&atilde;o carism&aacute;tica   e a rotineira, destacando nas primeiras formas   excepcionais de controle e de comando. O carisma,   na vis&atilde;o marxista, seria provocado por situa&ccedil;&otilde;es   socialmente inst&aacute;veis, perturbadoras, em momentos   de transi&ccedil;&atilde;o, de destrui&ccedil;&atilde;o ou decomposi&ccedil;&atilde;o   das institui&ccedil;&otilde;es, bem como de r&aacute;pidas mudan&ccedil;as   de estrutura. Nesse contexto, o l&iacute;der pessoal, tal   qual Vargas, atuou como uma for&ccedil;a de coes&atilde;o e   unidade, ao criar, por um processo de transfer&ecirc;ncia,   a identidade entre o indiv&iacute;duo e a sociedade, alian&ccedil;a   do l&iacute;der (Cutler, 1980). Diante da fragilidade social   que gerou um estado de inseguran&ccedil;a, devido &agrave;   perda dos v&iacute;nculos tradicionais, o l&iacute;der &eacute; &#8220;afastado   do homem comum e &eacute; tratado como se possu&iacute;sse qualidades   supernaturais, super-humanas, ou no m&iacute;nimo excepcionais&#8221;   (Camargo, 1999, p.14).</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"> <B>1. ASPECTOS METODOL&Oacute;GICOS</B></FONT></P>     <P> A &aacute;rea de estudo deste trabalho corresponde   aos munic&iacute;pios de Passo Fundo e Carazinho,   no Estado do Rio Grande do Sul do Brasil. Essa   regi&atilde;o do estudo pode ser considerada segundo   IBGE (2005) homog&ecirc;nea, j&aacute; que s&atilde;o &aacute;reas que   agrupam, dentro de um mesmo Estado, munic&iacute;pios   com caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, sociais e econ&ocirc;micas   aproximadas. O procedimento metodol&oacute;gico   adotado nesse estudo foi a pesquisa hist&oacute;rica.   O procedimento t&eacute;cnico utilizado se deu pela   pesquisa bibliogr&aacute;fica. Salientamos que a an&aacute;lise   foi efetuada em fontes de obras principais que   tratam direta e indiretamente do tema analisado,   as fontes prim&aacute;rias. O recorte temporal foi de 1930   a 1945. Os crit&eacute;rios estabelecidos para an&aacute;lise   dessa regi&atilde;o s&atilde;o: decis&otilde;es pol&iacute;ticas e alcance   econ&ocirc;mico em &acirc;mbito nacional, regional e local.   Tamb&eacute;m efetuamos pela an&aacute;lise dos quoeficientes   locacionais com base no Censo de 1940 os fatores   de especializa&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel regional e local.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"> <B>2. AS DECIS&Otilde;ES POL&Iacute;TICAS -NACIONAL E   ESTADUAL- E SEU ALCANCE ECON&Ocirc;MICO NO   ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL</B></FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> No plano econ&ocirc;mico, as elites, em seu conjunto,   caracterizam-se como aspectos mais significativos o   desenvolvimento industrial, comercial e agr&iacute;cola da   economia. Assim, embora tenha sa&iacute;do vencedora   da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, a Alian&ccedil;a Liberal n&atilde;o   apresentou altera&ccedil;&otilde;es significativas na estrutura econ&ocirc;mica   da sociedade brasileira, assim como   o controle do Poder pol&iacute;tico nacional n&atilde;o tenha   mudado de classe. Tal controle passou da fra&ccedil;&atilde;o   cafeicultora dos latifundi&aacute;rios para uma composi&ccedil;&atilde;o   diferente da mesma classe de latifundi&aacute;rios, na qual   predominavam os segmentos ligados ao mercado   interno, apresentado em 1930 (Gorender, 2004, p.   62-63).</P>     <P> No Rio Grande do Sul, se inventou as condi&ccedil;&otilde;es   para a elabora&ccedil;&atilde;o de um capitalismo tardio, mas   poss&iacute;vel de desenvolver-se em &aacute;reas originarias   de uma forma&ccedil;&atilde;o, basicamente, colonial e   historicamente dependentes e subordinadas.   Observando as especificidades das condi&ccedil;&otilde;es   das &aacute;reas coloniais que foram originadas e   arquitetadas com o intuito de proporcionar uma   sobra econ&ocirc;mica as &aacute;reas centrais, foram, portanto   as col&ocirc;nias as principais contribuintes para fazer   funcionar o processo de acumula&ccedil;&atilde;o primitiva que   a&iacute; se verificou.</P>     <P> No Brasil, pa&iacute;s perif&eacute;rico-dependente, o caf&eacute;   cumpriu um papel relevante nesse processo,   assim tanto a agricultura como o com&eacute;rcio   desempenharam a fun&ccedil;&atilde;o de proporcionar a   acumula&ccedil;&atilde;o de capital nessa fase, tamb&eacute;m a   ind&uacute;stria se mostrou como uma fun&ccedil;&atilde;o do setor   exportador, criada em seu interior (Silva, 1976).</P>     <P> O governo instaurado por Vargas<sup><A HREF="#1">1</A></sup><A NAME="1a"></A> demonstra   adotar um novo tipo de sociedade agr&aacute;ria, ao mesmo   tempo em que nos remete ao desmantelamento de   valores e de modos de vida. Institui a reciclagem   do sistema agroexportador, cuja crise cafeeira de   1929 apressou a tomada dos caminhos para a   industrializa&ccedil;&atilde;o. No entanto, passados os anos, a   hist&oacute;ria reconhece que as medidas adotadas para   minimizar os efeitos negativos da crise cafeeira   foram, na verdade, o caminho aberto para uma   reorienta&ccedil;&atilde;o de metas sociais e de valores pol&iacute;ticos,   num processo de transforma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica que   os tempos exigiam. Vargas promoveu, a um s&oacute;   tempo, pr&aacute;ticas temporalmente diversas, ajustando   aos seus m&eacute;todos de a&ccedil;&atilde;o onde os detentores do   poder conseguiam operacionalizar e manipular   de conformidade com seus interesses (Camargo,   1999, p. 15).</P>     <P> No Rio Grande do Sul a Rep&uacute;blica Nova   permaneceu com o mesmo modelo de   desenvolvimento, ou seja, baseado na agropecu&aacute;ria.   Dessa forma, os agropecuaristas continuaram no   poder e o principal desafio dessa nova fase foi   encontrar sa&iacute;das para a crise da agropecu&aacute;ria que   se instalara no Estado. O governo central, a partir de   1930 buscou solu&ccedil;&otilde;es para amenizar os problemas   dos estados, desde que estes mantivessem os   mesmos interesses do pa&iacute;s como um todo. Nesse   sentido, os objetivos eram basicamente dois: a)   a integra&ccedil;&atilde;o do mercado pela articula&ccedil;&atilde;o das   economias regionais e b) a diversifica&ccedil;&atilde;o da   estrutura produtiva da na&ccedil;&atilde;o. Os dois, na realidade,   podiam ser resumidos num &uacute;nico, que era a garantia   da continuidade do processo de acumula&ccedil;&atilde;o   capitalista no pa&iacute;s (Pesavento, 1994, p. 106).</P>     <P> Assim, pode-se dizer que no decorrer da   Rep&uacute;blica Nova a economia brasileira foi reorientada   quanto ao rumo do processo de desenvolvimento   capitalista em curso. Diante da configura&ccedil;&atilde;o da   crise da agroexporta&ccedil;&atilde;o, que era at&eacute; ent&atilde;o o eixo   ativo da acumula&ccedil;&atilde;o de capital no pa&iacute;s, foram   tomadas in&uacute;meras medidas no sentido de encontrar   uma sa&iacute;da para a situa&ccedil;&atilde;o que se apresentava. No   final do per&iacute;odo, o novo padr&atilde;o de acumula&ccedil;&atilde;o   j&aacute; apresentava seus contornos: a industrializa&ccedil;&atilde;o   passara a ser o novo modelo de desenvolvimento   capitalista no pa&iacute;s (Pesavento, 1983, p. 173).</P>     <P> A mudan&ccedil;a de uma base agr&iacute;cola para uma   base industrial &eacute; considerado o passo mais dif&iacute;cil, mas indispens&aacute;vel,   para o crescimento econ&ocirc;mico.   N&atilde;o h&aacute; nada que impe&ccedil;a que a popula&ccedil;&atilde;o e   a renda   per capita cres&ccedil;am em uma regi&atilde;o cuja base de   exporta&ccedil;&atilde;o seja agr&iacute;cola.</P>     <P> O envolvimento nas grandes economias de   mercado, apesar das vicissitudes decorrentes,   tem sido o caminho cl&aacute;ssico pelo qual   as economias regionais se expandiram. Isso   resultou na especializa&ccedil;&atilde;o, economias externas,   desenvolvimento das ind&uacute;strias locais, e o aumento   da &#8220;desintegra&ccedil;&atilde;o&#8221; vertical, como resultado da   expans&atilde;o do mercado. Apenas um com&eacute;rcio   de exporta&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, bem sucedido, pode   e realmente tem induzido a urbaniza&ccedil;&atilde;o, os   aperfei&ccedil;oamentos do mercado de fatores, e   uma aloca&ccedil;&atilde;o mais eficiente dos recursos para   investimento (North, 1959, p. 333).</P>     <P> O que se chamou de modelo hist&oacute;rico de   acumula&ccedil;&atilde;o de riqueza e de capital e de domina&ccedil;&atilde;o   pol&iacute;tica evidencia, nesta fase, o esplendor de sua   estrutura&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, no sentido econ&ocirc;mico,   pol&iacute;tico e ideol&oacute;gico. A esse respeito, tem-se   que a maneira como os fatores de produ&ccedil;&atilde;o se   desenvolveram no Rio Grande do Sul, guardam   semelhan&ccedil;as formais com esse modelo hist&oacute;rico,   sendo que o org&acirc;nico se refere &agrave; integra&ccedil;&atilde;o e   ao crescimento, atrav&eacute;s do desdobramento das   atividades agropecu&aacute;rias com as industriais,   comerciais e outras atividades de servi&ccedil;os ligadas &agrave;    agroind&uacute;stria.</P>     <P> Na verdade, a economia ga&uacute;cha da pecu&aacute;ria se   revelou impossibilitada de produzir uma acumula&ccedil;&atilde;o   que desse espa&ccedil;o para implementar uma empresa   capitalista absolutamente configurada e que   transformasse os meios de produ&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria com   recursos estritamente locais.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Na vis&atilde;o de Love (1975), no decorrer de toda   a Rep&uacute;blica Velha, a economia do Rio Grande   do Sul esteve voltada para o mercado interno.   Em oposi&ccedil;&atilde;o a S&atilde;o Paulo, que dependia dos   compradores de outros pa&iacute;ses. Os produtos   aliment&iacute;cios representavam cerca de dois ter&ccedil;os   do valor total das mercadorias enviadas para   fora do Estado entre os anos de 1920 a 1930, ou   seja, a pecu&aacute;ria e as ind&uacute;strias ligadas a ela se   sobrepunham.</P>     <P> De modo geral, a consolida&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria   n&atilde;o representou o abandono da pol&iacute;tica de   sustenta&ccedil;&atilde;o aos produtos agroexportadores, na   medida em que estes propiciavam a entrada de   divisas. O que se percebia era que a economia   nacional precisava ser diversificada, al&eacute;m do   que havia urg&ecirc;ncia na integra&ccedil;&atilde;o do mercado   interno, bem como &ecirc;nfase nas &#8220;ind&uacute;strias naturais&#8221;   (Pesavento, 1983, p. 173).</P>     <P> Em se tratando das &#8220;ind&uacute;strias naturais&#8221;, o   Rio Grande do Sul se destacava com a fabrica&ccedil;&atilde;o   da farinha, produto obtido pelo beneficiamento   simples, que valorizava a mat&eacute;ria-prima nacional,   enquanto 'ind&uacute;stria natural', possibilitando a   integra&ccedil;&atilde;o do mercado interno, na medida em que   se buscava a exporta&ccedil;&atilde;o para o centro do pa&iacute;s;   al&eacute;m de possibilitar a diversifica&ccedil;&atilde;o da economia   nacional e, no caso de limitar a importa&ccedil;&atilde;o de   artigos estrangeiros (caso do trigo), propiciava a   economia de divisas (Pesavento, 1983, p. 174).</P>     <P> O governo federal olhava para o Rio Grande do   Sul como um estado importante na complementa&ccedil;&atilde;o   da economia central, uma vez que o mesmo   fornecia ao resto do pa&iacute;s g&ecirc;neros de subsist&ecirc;ncia   para o consumo nacional. (Love, 1975, p. 119).   Nessa mesma concep&ccedil;&atilde;o, vale salientar que as   elites pol&iacute;ticas regionais que conduziram o curso   do desenvolvimento, estavam alijadas no poder   formal ou, informal, dessa maneira, suas a&ccedil;&otilde;es   eram conduzidas pela esfera econ&ocirc;mica dentro de   um processo produtivo capitalista. Estas rela&ccedil;&otilde;es   de poder se estabeleciam e funcionavam, em um   primeiro momento, no &acirc;mbito dos interesses   pol&iacute;ticos e, num segundo momento, econ&ocirc;micos   sempre com base na atua&ccedil;&atilde;o do Estado como   resultante de uma conflu&ecirc;ncia de fatores em que   l&oacute;gicas globais e processos de ordem regional, local e nacional se entrecruzavam,   em algumas vezes   se complementando e em outras se contrapondo.</P>     <P> Neste contexto, os atores que intervieram   nos processos pol&iacute;ticos, ora confluindo acerca   de um mesmo objetivo ainda que com interesses   divergentes, ou bem competindo por ganhar uma   determina&ccedil;&atilde;o de um maior sentido em suas a&ccedil;&otilde;es,   pretendendo articular a pol&iacute;tica com a abertura   de mercados de forma a integrar o movimento de   valoriza&ccedil;&atilde;o dos bens pelos capitalistas.</P>     <P> Os mecanismos de poder instituem o indiv&iacute;duo   como objeto de poder, visando gerir sua vida e,   portanto, controlar suas a&ccedil;&otilde;es, para assim torn&aacute;los   mais &uacute;teis pol&iacute;tica e economicamente. Nesse   sentido, estas rela&ccedil;&otilde;es de poder n&atilde;o podem ser   estabelecidas, nem funcionar sem uma produ&ccedil;&atilde;o,   circula&ccedil;&atilde;o e bom &ecirc;xito dos discursos que propagam   as normas pelas quais os indiv&iacute;duos s&atilde;o avaliados   e at&eacute; mesmo julgados. O poder se relaciona   pela maximiza&ccedil;&atilde;o da produtividade econ&ocirc;mica   e pela inten&ccedil;&atilde;o do controle que est&aacute; sempre   presente na obten&ccedil;&atilde;o de um lucro pol&iacute;tico pela   minimiza&ccedil;&atilde;o da capacidade de subleva&ccedil;&atilde;o, ou   resist&ecirc;ncia &agrave; for&ccedil;a opressora. Assim o discurso do   empresariado e do Estado era de concilia&ccedil;&atilde;o para   com os empregados: <I>&#8220;negociando, concedendo pequenas   reivindica&ccedil;&otilde;es, compensando com pr&aacute;ticas assistenciais   e tentando fazer passar, como senso comum, a ideologia   dominante da 'harmonia das classes' para os grupos   subalternos&#8221;</I> (Pesavento, 1988, p. 132).</P>     <P> O Rio Grande do Sul, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX,   apresentava um crescimento econ&ocirc;mico acelerado   que o tornara o centro comercial e industrial, sendo   eleita a Capital do Estado o lugar de escoamento   dos produtos provenientes da zona colonial, onde   se estabeleceram empresas comerciais que se   transformaram em empresas industriais se tornando   as maiores e mais importantes do Estado (Vargas,   1992, P. 22).</P>     <P> O dinamismo da economia ga&uacute;cha nessa &eacute;   poca se assentava nas exporta&ccedil;&otilde;es, requerendo           uma participa&ccedil;&atilde;o significativa do Estado, n&atilde;o           somente como prestador de servi&ccedil;os, mas tamb&eacute;m           como patrocinador de servi&ccedil;os produtivos. Se           nos anos de 1920 o Estado constru&iacute;a portos e           ferrovias, nos anos de 1930 e 1940 ele precisou           ampliar sua participa&ccedil;&atilde;o nesse sentido atrav&eacute;s           da implementa&ccedil;&atilde;o dos transportes rodovi&aacute;rios e           da energia el&eacute;trica, exig&ecirc;ncias provenientes das           necessidades de crescimento interno da estrutura   rio-grandense (M&uuml;ller, 1993, p. 370).</P>     <P> Para Fonseca, o norte do Rio Grande do   Sul aparecia no in&iacute;cio da Rep&uacute;blica Nova, como   um territ&oacute;rio altamente povoado, em que o   crescimento populacional acompanhou tamb&eacute;m   sua valoriza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de conformidade com   o fator expansionista n&atilde;o apenas regional, por&eacute;m   ao ponto de ter um significativo peso na economia   do Estado (Fonseca, 1983, p. 67).</P>     <P> No Rio Grande do Sul, o processo que se   verificou n&atilde;o foi isolado do que ocorreu no   restante do pa&iacute;s, j&aacute; que desde as &uacute;ltimas d&eacute;cadas   do s&eacute;culo XIX, por&eacute;m particularmente, nas   primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, fecundaramse   as condi&ccedil;&otilde;es especificas e hist&oacute;ricas para a   forma&ccedil;&atilde;o do capitalismo (Ianni, 1972). Para que o   capitalismo fosse concretizado, algumas condi&ccedil;&otilde;es   foram necess&aacute;rias, tais como a acumula&ccedil;&atilde;o de   capital, a disponibilidade de m&atilde;o-de-obra livre,   um consolidado mercado interno ou ainda em   constitui&ccedil;&atilde;o, a exist&ecirc;ncia de mat&eacute;ria-prima e de   escassos quesitos tecnol&oacute;gicos que deram lugar a   partida inicial.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> O charque era o principal produto sulino de   exporta&ccedil;&atilde;o, embora seu sindicato n&atilde;o conseguisse   impedir a oscila&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do produto no mercado   interno, que se mostrava extremamente competitivo.   Os frigor&iacute;ficos estrangeiros estabelecidos no Rio   Grande do Sul tamb&eacute;m haviam concentrado parte   de suas atividades no charque, ao passo que seus   cong&ecirc;neres estabelecidos no Prata, concentravam   suas atividades na frigorifica&ccedil;&atilde;o (Pesavento, 1980a,   p. 272-273).</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ind&uacute;stria de alimenta&ccedil;&atilde;o,   tanto   os pecuaristas como o governo conjugavam   esfor&ccedil;os para a frigorifica&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o   da   carne su&iacute;na e da produ&ccedil;&atilde;o de banha. Em 1937,   por exemplo, a firma Oderich inaugurava em   Canoas os 'Frigor&iacute;ficos Nacionais Sul-Brasileiro'.   Esse empreendimento demonstrava, tal como   o estabelecimento de Renner em Montenegro,   o maior poder de acumula&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea colonial   sobre a pecu&aacute;ria extensiva. Ou seja, o comerciante   da &aacute;rea colonial, atuando como intermedi&aacute;rio   na distribui&ccedil;&atilde;o dos g&ecirc;neros agropecu&aacute;rios no   mercado, fora capaz de capitalizar mais que o   pecuarista. Uma das maneiras de aplica&ccedil;&atilde;o deste   capital se deu exatamente na produ&ccedil;&atilde;o da banha e dois demais produtos su&iacute;nos (Pesavento, 1994).</P>     <P> Ressaltamos que os produtores e comerciantes   de banha, reunidos no Sindicato Sul-Rio-Grandense   da Banha, representavam um dos expressivos   setores de acumula&ccedil;&atilde;o de capital do estado do Rio   Grande do Sul, acumula&ccedil;&atilde;o esta que ocorria em   rela&ccedil;&atilde;o aos suinocultores coloniais. Igual processo   ocorria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de vinho,   onde   os grandes comerciantes e industriais, tamb&eacute;m   organizados em Sindicato, controlavam a produ&ccedil;&atilde;o   de uva no estado (Pesavento, 1980a).</P>     <P> As diverg&ecirc;ncias entre os interesses dos   pecuaristas do sul e os do governo central ficavam   cada vez mais evidentes. Podemos exemplificar   atrav&eacute;s da pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o dos charqueadores.   Embora houvesse diverg&ecirc;ncias ideol&oacute;gicas entre   os pecuaristas ga&uacute;chos e o governo central, este   apoiou a iniciativa dos criadores sulinos no que   se referem &agrave; id&eacute;ia de frigoriza&ccedil;&atilde;o das carnes.   Isso porque a id&eacute;ia tinha cunho nacionalista, na   propor&ccedil;&atilde;o em que se propunha a extinguir as   manobras sutis dos frigor&iacute;ficos estrangeiros que   se localizavam no Estado. Ademais, o frigor&iacute;fico   nacional era considerado tamb&eacute;m &#8220;uma ind&uacute;stria   natural&#8221;, tal qual a de produ&ccedil;&atilde;o de farinha, pois   utilizava mat&eacute;ria-prima local e por isso deveria ser   incentivada (Pesavento, 1994).</P>     <P>No principio dos anos de 1930, o Rio Grande   do Sul ocupava a posi&ccedil;&atilde;o-perif&eacute;rico dependente de   maior import&acirc;ncia do pa&iacute;s, visto que sua economia,   baseada fundamentalmente na agropecu&aacute;ria, era   considerada a fonte abastecedora do mercado   interno nacional e, em contra partida, em menor   valor, do com&eacute;rcio internacional. De acordo com   Pesavento, Flores da Cunha, interventor federal,   ligado &agrave; atividade agropecu&aacute;ria, pondera salientando   que n&atilde;o aconteceu, em &acirc;mbito regional, a relativa   autonomia do pol&iacute;tico com rela&ccedil;&atilde;o ao econ&ocirc;mico,   tal como acontecera no centro, pois, na medida   em que a mesma classe que ocupara a supremacia   pol&iacute;tica e a influ&ecirc;ncia econ&ocirc;mico-social conservara   seus postos, se manifestando apenas quanto &agrave;   ascens&atilde;o de novos nomes (Pesavento, 1980b).</P>     <P> Buscava-se oportunizar a exist&ecirc;ncia de uma   nova camada industrial inserida dentro do modelo   econ&ocirc;mico vigente, no entanto, submissa aos   agropecuaristas, que constitu&iacute;am o grupo dominante   no estado, tanto em &acirc;mbito central, quanto local do   pa&iacute;s, possibilitando e impulsionando ao capitalismo   rural (Singer, 1968).</P>     <P> Nesse sent ido, a presen&ccedil;a da for&ccedil;a   modernizadora do Estado se fazia perceber em   todos os &acirc;mbitos, j&aacute; que o desenvolvimento   da nova forma de organiza&ccedil;&atilde;o de Estado p&oacute;ss&eacute;culo   XIX, coincidiu em todos os setores com   o desenvolvimento e cont&iacute;nua expans&atilde;o do   capitalismo. Salientamos que no Estado do Rio   Grande do Sul, ex&eacute;rcito, partidos pol&iacute;ticos, empresas   econ&ocirc;micas, organiza&ccedil;&otilde;es de toda esp&eacute;cie,   associa&ccedil;&otilde;es particulares, clubes e muitas outras   se desenvolviam atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos   econ&ocirc;micos na produ&ccedil;&atilde;o ou transforma&ccedil;&atilde;o de   bens, o que se tornou indispens&aacute;vel que o sistema   econ&ocirc;mico fosse organizado em bases capitalistas.</P>     <P> Durante os anos compreendidos entre 1930   e 1945, a economia pol&iacute;tica ga&uacute;cha caracterizouse   por ter atingido o apogeu do modelo hist&oacute;rico   de desenvolvimento, constitu&iacute;do no transcurso   de um s&eacute;culo. A zona rural passou por tr&ecirc;s fases: a) a assinalada   pela produ&ccedil;&atilde;o da pecu&aacute;ria e de   seus produtos hist&oacute;ricos, o com&eacute;rcio, as cidades   e as charqueadas e os frigor&iacute;ficos; b) a zona rural   marcada pela pequena produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria   e seus produtos hist&oacute;ricos, com&eacute;rcio, cidades,   artesanatos e manufaturas e c) a zona rural marcada   pelas explora&ccedil;&otilde;es de arroz, trigo e gado e seus   produtos hist&oacute;ricos e da intermedia&ccedil;&atilde;o, conhecida   como <I>'mercado sul-rio-grandense'</I> (M&uuml;ller, 1993, p. 363).</P>     <P> Em 1930, o governo buscou criar uma economia   forte que pudesse alavancar o desenvolvimento do   Rio Grande do Sul e que o colocasse em lugar de   destaque entre os demais estados membros da   federa&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, o estado ga&uacute;cho se tornou   o condutor na batalha em defesa da economia   regional. Nesse per&iacute;odo, importava para Vargas   que o Rio Grande do Sul, abastecesse o mercado   interno com g&ecirc;neros aliment&iacute;cios a baixo valor/   valia. Tomava parte desta forma, na economia   brasileira, o estado ga&uacute;cho, que cada vez se   tornava mais dependente do centro do pa&iacute;s e,   conseq&uuml;entemente, a nova representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica   centralizadora que estava embasada na ind&uacute;stria.   A subservi&ecirc;ncia pol&iacute;tica ao governo central era   necess&aacute;rio como preceito para que a economia   brasileira fosse remida e reorientada.</P>     <P> Pode-se dizer que no plano econ&ocirc;mico, no   decorrer da d&eacute;cada de 1930, o Rio Grande do Sul   foi tomado pelo desenvolvimento do sindicalismo   cooperativista. A sindicaliza&ccedil;&atilde;o foi incentivada pelo   governo federal por representar uma forma eficiente   de encaminhamento dos problemas econ&ocirc;micos e   de mediatizar as rela&ccedil;&otilde;es entre as classes sociais e o   Estado. Os produtores sindicalizados, para retribuir   os favores recebidos, apoiavam politicamente o   governo. Esta era uma das formas encontradas   para coibir qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das   classes dominantes, que pudesse remeter &agrave;s   antigas pr&aacute;ticas olig&aacute;rquicas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s   classes   subalternas, a sindicaliza&ccedil;&atilde;o tinha por finalidade   anular as suas pretens&otilde;es pol&iacute;ticas, de modo a   mant&ecirc;-las submissas e controladas pelo governo   (Pesavento, 1994).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> O Rio Grande do Sul possu&iacute;a auto-sufici&ecirc;ncia   em gr&atilde;os, podemos citar como exemplo o arroz,   feij&atilde;o, lentilha, milho, aveia, centeio, cevada,   trigo<sup><A HREF="#2">2</A></sup><A NAME="2a"></A>, outros produtos agr&iacute;colas se destacaram no   Estado ga&uacute;cho, tais como a erva-mate, cebolas,   alho, alfafas, batatas, uvas, mandioca, fumo entre   outros. No norte do Estado, os produtos que mais   estiveram na pauta das exporta&ccedil;&otilde;es foram a ervamate,   o feij&atilde;o, o fumo, o milho, a batata e o trigo.</P>     <P> A esse respeito, Pesavento (1994, p. 108)   observa que no Rio Grande do Sul, no per&iacute;odo   denominado de Rep&uacute;blica Nova, foi tomando lugar a   id&eacute;ia de que o investimento na agricultura era mais   rendoso do que na pecu&aacute;ria. Assim &eacute; que, ao lado   do arroz, tamb&eacute;m se deu &ecirc;nfase &agrave; cultura do trigo,   da cebola, das frutas de sobremesa e do milho,   sendo que este &uacute;ltimo associado &agrave; suinocultura   como ra&ccedil;&atilde;o. Flores da Cunha, governador do Estado   do Rio Grande do Sul, concedeu empr&eacute;stimos   aos setores da agropecu&aacute;ria que foram atingidos   pela crise de 1930, que se estendeu &agrave; produ&ccedil;&atilde;o   de arroz e a todos os produtos da agropecu&aacute;ria,   como conseq&uuml;&ecirc;ncia da acentuada concorr&ecirc;ncia   no mercado. Quanto aos produtos industriais, a   ajuda foi oferecida &agrave;queles produtos tidos como &#8220;   naturais&#8221;, porque beneficiavam mat&eacute;ria-prima   local e por isso atingiu: vinho, banha, conservas   de frutas, &oacute;leos vegetais, produtos t&ecirc;xteis, farinha   de trigo, etc.</P>     <P> A banha foi &agrave; propulsora para que o norte do   Rio Grande do Sul se incorporasse na economia   estadual. A diversidade na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, bem   como as vantagens comparativas da economia, se transformou, na mais intensa   e forte subsidi&aacute;ria   do centro do pa&iacute;s. Outros produtos derivados da   agricultura e merecedores de relevo s&atilde;o a farinha   de mandioca e o vinho, sendo que a primeira   obteve o lugar primeiro em grau de import&acirc;ncia de   produto exportado desligado da cria&ccedil;&atilde;o. O Planalto,   come&ccedil;a a se distinguir frente as exporta&ccedil;&otilde;es   atrav&eacute;s da madeira (pinho e cedro notavelmente),   movimentando o tr&aacute;fego ferrovi&aacute;rio no Rio Grande   do Sul (Fonseca, 1983).</P>     <P> A partir de 1930, a economia brasileira passou   a ser regida por um novo modelo, ou seja, o de   substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es em oposi&ccedil;&atilde;o   ao   modelo agroexportador. De Mello (1982, p. 110)   denominou &#8220;a industrializa&ccedil;&atilde;o restringida&#8221; essa nova   fase da economia brasileira. Vargas primava pela   internaliza&ccedil;&atilde;o dos bens de produ&ccedil;&atilde;o. Com o   processo de substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es fortemente   intensificado, originou-se no Brasil um novo rumo   na economia nacional, impulsionada pelo setor   industrial. Esse novel modelo de economia adotado   pelo governo central, fez com que o empresariado   industrial se mobilizasse atrav&eacute;s da constitui&ccedil;&atilde;o   de grupos de interesses, onde se fizeram ouvir   por Vargas bem como, influenciaram o modelo   econ&ocirc;mico em vig&ecirc;ncia.</P>     <P> A organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos grupos industriais na   d&eacute;cada de 1930 se caracterizou pela necessidade   de tradu&ccedil;&atilde;o de um poder socialmente definido   em poder politicamente definido, materializada na   redefini&ccedil;&atilde;o das alian&ccedil;as em 1930, acompanhando   o in&iacute;cio da industrializa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s como um   grupo de interesses claramente diferenciados   em rela&ccedil;&atilde;o aos das elites rurais tradicionais, que   comandaram o processo pol&iacute;tico na Rep&uacute;blica   Velha. Dessa forma, o quadro que se delineia a   partir de 1930 &eacute; o do novo grupo social surgido, o   dos industri&aacute;rios, tentarem consolidar os espa&ccedil;os   pol&iacute;ticos que haviam conquistado recentemente.   Nos anos subseq&uuml;entes, o conte&uacute;do e a natureza   da pr&aacute;tica pol&iacute;tica dos industriais iriam se modificar,   evoluindo para a especifica&ccedil;&atilde;o, na propor&ccedil;&atilde;o em   que os interesses se mostravam mais complexos e   diferenciados ao longo do tempo.</P>     <P> A consolida&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o pol&iacute;tico do grupo   dos industri&aacute;rios foi sendo conquistada atrav&eacute;s da   amplia&ccedil;&atilde;o de sua representa&ccedil;&atilde;o em associa&ccedil;&otilde;es   de classe, sem muita preocupa&ccedil;&atilde;o com a qualidade   dos interesses representados e, sim, com a   quantidade de membros que poderiam dar suporte   a essa nova classe. Ao inv&eacute;s de se orientarem no   sentido de associa&ccedil;&otilde;es com interesses espec&iacute;ficos   e definidos, a tend&ecirc;ncia &agrave; visibilidade condicionou   a cria&ccedil;&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o de base nacional.   Como resultado, essa organiza&ccedil;&atilde;o se transformaria   num foro de demandas amplamente definidas, mas   que na realidade n&atilde;o eram especificadas claramente   sob forma de pol&iacute;ticas ou de meios para sua   implementa&ccedil;&atilde;o (Boschi, 1979).</P>     <P> No Rio Grande do Sul, na d&eacute;cada de 1930,   salienta-se o Centro da Ind&uacute;stria Fabril do Rio   Grande do Sul. Esse Centro tinha como fim   impulsionar a industrializa&ccedil;&atilde;o no Estado, aliando   esfor&ccedil;os com o intuito de obter condi&ccedil;&otilde;es melhores   para que as empresas j&aacute; existentes fossem   incentivadas e conseq&uuml;entemente se gerassem   novos investimentos.</P>     <P> Assim, as ind&uacute;strias ga&uacute;chas se organizaram   no Centro da Ind&uacute;stria Fabril do Rio Grande do   Sul, que reunia as maiores empresas do estado e   objetivava tanto possibilitar um maior crescimento   industrial quanto harmonizar as rela&ccedil;&otilde;es entre   patr&otilde;es e empregados. Ademais, esse Centro   buscava entrosar mais a classe empresarial com os   poderes p&uacute;blicos, ampliando a sua participa&ccedil;&atilde;o no   governo (Pesavento, 1994).</P>     <P> Mais tarde, em 1933, o Centro Industrial do   Brasil se transformou na Confedera&ccedil;&atilde;o Industrial do   Brasil (CIB), numa tentativa de unificar as federa&ccedil;&otilde;es   existentes nas diversas regi&otilde;es brasileiras. A iniciativa   dessa cria&ccedil;&atilde;o teve origem nas quatro maiores   associa&ccedil;&otilde;es existentes na &eacute;poca, localizadas nos   estados de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais   e Rio Grande do Sul. O CIB seria mais tarde a base da estrutura corporativa   criada no ano de 1943 e   que persiste at&eacute; os dias de hoje como Confedera&ccedil;&atilde;o   Nacional da Ind&uacute;stria.</P>     <P> Sal ientamos que, embora houves s e   concord&acirc;ncia entre o governo federal e o   estadual quanto &agrave; necessidade de integra&ccedil;&atilde;o   do Rio Grande do Sul no mercado nacional,   parte da classe dominante n&atilde;o aceitava que   as medidas centralizadoras postas em pr&aacute;tica   pelo governo federal no p&oacute;s-30, a exemplo da   isen&ccedil;&atilde;o do pagamento de impostos de muitos   produtos industriais, que beneficiavam o setor,   prosseguissem. Na verdade, o atendimento aos   problemas econ&ocirc;micos das regi&otilde;es perif&eacute;ricas por   parte do governo central tinha como contrapartida   a submiss&atilde;o pol&iacute;tica das oligarquias regionais. No   entanto, alguns pecuaristas ga&uacute;chos pretendiam &agrave;   hegemonia pol&iacute;tica do pa&iacute;s ou queriam resguardar   a independ&ecirc;ncia do poder da oligarquia regional   diante do Centro (Pesavento, 1994, p. 108).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> No Rio Grande do Sul, o desenvolvimento da   economia industrial era dependente, em parte, do   mercado institu&iacute;do por produtos provenientes dos   munic&iacute;pios e col&ocirc;nias. Assim, surgiu uma economia   de subsist&ecirc;ncia, sendo no in&iacute;cio deficiente, por&eacute;m   mais tarde, capaz de proporcionar excedentes   comerci&aacute;veis e um desenvolvimento na agricultura   comercial, que possu&iacute;a na produ&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros   aliment&iacute;cios sua especializa&ccedil;&atilde;o o que tornou   poss&iacute;vel sua inser&ccedil;&atilde;o no mercado nacional. O   desenvolvimento desse modelo de agricultura   comercial possibilitou aos propriet&aacute;rios produtores   das col&ocirc;nias, possuir uma capacidade maior na   aquisi&ccedil;&atilde;o externa, ou seja, na forma de recursos   monet&aacute;rios. A ind&uacute;stria ga&uacute;cha participa embora   em escassa quantidade, da forma&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria   de base no Brasil (Singer, 1968).</P>     <P> Nesse contexto a partir da d&eacute;cada de 1930 e   entrando na d&eacute;cada de 1940, o Brasil passou a se   organizar na constru&ccedil;&atilde;o do capitalismo industrial,   entrando na fase desenvolvimentista, na medida   em que as interven&ccedil;&otilde;es estatais ocorriam para   impulsionar a industrializa&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s que se   encontrava em desvantagem aos que j&aacute; haviam   aderido ao capitalismo. O reflexo dessas id&eacute;ias se   concretizou no reconhecimento da necessidade   de que deveria existir um elo entre o progresso   e crescimento do Estado e das regi&otilde;es, de modo   que Passo fundo e Carazinho, considerados p&oacute;los   de desenvolvimento, salientavam-se na regi&atilde;o   Norte como pr&oacute;speros e impulsionalizadores do   desenvolvimento e crescimento econ&ocirc;mico do   estado do Rio Grande do Sul, corroborando com   as id&eacute;ias de Vargas.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"> <B>3. AS DECIS&Otilde;ES POL&Iacute;TICAS E O ALCANCE   ECON&Ocirc;MICO NO MUNIC&Iacute;PIO DE PASSO FUNDO</B></FONT></P>     <P> O grande incremento dado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de trigo   na &eacute;poca em Passo Fundo (1930-1950), bem como   o surgimento de cooperativas e de granjas, o que   oportunizaram o aumento de novos propriet&aacute;rios   de terra e de arrendat&aacute;rios, redefinindo, em parte,   a estrutura pecuarista da regi&atilde;o, al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o   mercantil de parte do latif&uacute;ndio pecuarista de trigo   (Tedesco, 2005).</P>     <P> Nesse sentido, no setor da pecu&aacute;ria, parte   dos criadores passou a formar cooperativas para   beneficiar, eles mesmos, seus rebanhos, eliminando   a figura dos charqueadores tradicionais. Por   outro lado, outros pecuaristas lan&ccedil;avam as bases   para a forma&ccedil;&atilde;o de frigor&iacute;ficos pr&oacute;prios. Id&eacute;ia   que contava com apoio do governo ga&uacute;cho, que   amparou e incentivou tanto um como outro grupo   de pecuaristas. Apesar das diverg&ecirc;ncias pol&iacute;ticas,   situa&ccedil;&atilde;o e oposi&ccedil;&atilde;o se mostravam favor&aacute;veis &agrave;    id&eacute;ia m&aacute;xima que catalisava as aten&ccedil;&otilde;es dos   pecuaristas ga&uacute;chos: a constru&ccedil;&atilde;o de um frigor&iacute;fico   nacional. O Instituto Sul-Rio-Grandense de Carnes,   criado em julho de 1934, buscava, entre outros   objetivos, tornar realidade no estado o projeto da   frigorifica&ccedil;&atilde;o (Pesavento, 1994).</P>     <P> O governo do estado concedeu empr&eacute;stimo   para a concretiza&ccedil;&atilde;o do frigor&iacute;fico, assim como construiu   um matodouro-modelo na Serraria e um   entreposto frigor&iacute;fico no cais do porto da capital.   Al&eacute;m do que encomendou vapores-frigor&iacute;ficos,   resolvendo dessa maneira o problema de transporte   adequado para as carnes. Coincidentemente,   os charqueadores tamb&eacute;m viam vantagem na   frigorifica&ccedil;&atilde;o e por isso o sindicato dessa categoria   optou pela sua transforma&ccedil;&atilde;o paralela, embora   n&atilde;o integrada ao Instituto de Carnes (Pesavento,   1980a, p. 274).</P>     <P> Em n&iacute;vel local, havia a urgente necessidade da   amplia&ccedil;&atilde;o de esta&ccedil;&otilde;es da Via&ccedil;&atilde;o F&eacute;rrea,   a libera&ccedil;&atilde;o   de um maior n&uacute;mero de vag&otilde;es para escoamento   da produ&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o de   novas   estradas. Os l&iacute;deres pol&iacute;ticos passofundenses   defendiam melhorias nos transportes. Em Passo   Fundo as cooperativas, associa&ccedil;&otilde;es, sindicatos,   centros, sociedades, clubes e gr&ecirc;mios ocupavam   um espa&ccedil;o importante e corroboravam para o   desenvolvimento e crescimento desses munic&iacute;pios   e tamb&eacute;m eram os condutores da economia da   regi&atilde;o.</P>     <P> No processo de industrializa&ccedil;&atilde;o regional,   destacamos a import&acirc;ncia ocupada pelas   madeireiras, devido &agrave; sua relev&acirc;ncia na economia   dos munic&iacute;pios da regi&atilde;o norte do Estado.   Iniciaram-se pela instala&ccedil;&atilde;o de serrarias no   interior dos munic&iacute;pios, bem como das empresas   exportadoras. Isso demonstra a abrang&ecirc;ncia das   formas de relacionamento dos madeireiros com os   mecanismos do poder, possibilitando uma melhor   compreens&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es sociais ocorridas. &Eacute;    a partir do estudo da produ&ccedil;&atilde;o madeireira   nos seus diferentes ramos &#8211;extra&ccedil;&atilde;o, serragem,   exporta&ccedil;&atilde;o&#8211; que se pode compreender a atua&ccedil;&atilde;o   e os interesses dos grupos sociais envolvidos, bem   como a forma como se posicionavam em rela&ccedil;&atilde;o ao   poder institu&iacute;do e como se organizavam segundo   as conveni&ecirc;ncias espec&iacute;ficas (Wentz, 2004, p.12).</P>     <P> Os madeireiros formaram na &eacute;poca uma 'elite   madeireira' que, conforme Pesavento (1988, p.   106): <I>&#8220;sob uma capa de aparente neutralidade &#91;...&#93; sempre   correspondeu aos interesses dos detentores do capital&#8221;.   </I>  Para tanto, basta acompanhar a trajet&oacute;ria do   industrial madeireiro na sociedade civil, atrav&eacute;s   das notas jornal&iacute;sticas dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o   da &eacute;poca, para constatar que ele tra&ccedil;ava alian&ccedil;as   e composi&ccedil;&otilde;es no sistema do poder, de modo a   conseguir viabilizar seus interesses espec&iacute;ficos. Para   Gramsci (1979, p. 4), <I>&#8220;a elite dos empres&aacute;rios deve possuir   a capacidade de organizar a sociedade em geral, em todo o   seu complexo organismo de servi&ccedil;os, inclusive no organismo   estatal, em vista de criar as condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis &agrave;   expans&atilde;o da pr&oacute;pria classe&#8221;.</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Para um melhor entendimento da import&acirc;ncia   das madeireiras no contexto local, reproduzimos   os dados do censo econ&ocirc;mico do ano de 1940,   onde consta que de um total de 1060 madeireiras   instaladas no estado, empregando 3614 oper&aacute;rios,   296 estavam, operando na regi&atilde;o, o que significava   aproximadamente 30% do total de serrarias do Rio   Grande do Sul. Assim ao lado da comercializa&ccedil;&atilde;o   da banha e dos produtos agr&iacute;colas como o milho e   o trigo, plantados pelos nativos (negros e caboclos),   surgiram as atividades ligadas ao preparo de t&aacute;buas,   barrotes e demais tipos de madeiras, assim como a   ind&uacute;stria de m&oacute;veis e de transforma&ccedil;&atilde;o da madeira,   introduzidas pelos imigrantes europeus que   come&ccedil;avam a se instalar no estado (Tedesco, 2000).</P>     <P>  Com rela&ccedil;&atilde;o a Passo Fundo sabe-se que a   ferrovia tamb&eacute;m representou um grande impulso   para o seu crescimento econ&ocirc;mico, sendo a mesma   respons&aacute;vel pela fixa&ccedil;&atilde;o de muitos imigrantes no   munic&iacute;pio. Tanto &eacute; que a cidade se consolidou   como p&oacute;lo regional norte e teve um aumento   expressivo de estabelecimentos comerciais e   industriais. Conforme Topik (1987) as ferrovias   pertenciam &agrave; Uni&atilde;o e por isso mesmo serviam   como incentivadoras do poder pol&iacute;tico, desde a   escolha dos locais onde deveriam ser constru&iacute;das   como da designa&ccedil;&atilde;o das pessoas que deveriam   ocupar os postos de destaque na administra&ccedil;&atilde;o   das mesmas. Era ao lado do interesse econ&ocirc;mico uma incentivadora do crescimento   e centraliza&ccedil;&atilde;o   das rela&ccedil;&otilde;es capitalistas.</P>     <P> O contexto acima citado evidencia a import&acirc;ncia   dos munic&iacute;pios da regi&atilde;o, pois com a estagna&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mica da Campanha, ocorreu a eleva&ccedil;&atilde;o   do Planalto e Serra. Importante destacar que os   produtos do norte, tais como a banha e a maior parte   da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, pouca relev&acirc;ncia tinham nas   exporta&ccedil;&otilde;es. No decorrer do s&eacute;culo XIX, os produtos   que anteriormente n&atilde;o possu&iacute;am destaque algum,   come&ccedil;aram gradativamente a alcan&ccedil;ar valor numa   cultura de subsist&ecirc;ncia local. Para Fonseca (1983,   p. 57), <I>&#8220;o trigo que se constituiu em uma poss&iacute;vel exce&ccedil;&atilde;o,   no   in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, haja vista que a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o   agr&iacute;cola n&atilde;o se destinava a exporta&ccedil;&otilde;es&#8221;.</I></P>     <P> Em Passo Fundo, no p&oacute;s 1930, a banha,   carne verde, couros su&iacute;nos, vinho, batatas, mel,   madeira, farinha de mandioca, milho, trigo e outros   cereais foram os produtos alavancadores do   desenvolvimento e crescimento desses munic&iacute;pios.   O Norte do Rio Grande do Sul, pelo seu valor   econ&ocirc;mico se tornou um fator de crescimento,   tanto econ&ocirc;mico quanto populacional, n&atilde;o apenas   regional, mas com capacidade de ter expressiva   for&ccedil;a na economia do Estado.</P>     <P> Na d&eacute;cada de 1930 foi dado in&iacute;cio ao incremento &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o do trigo. A partir disso foram surgindo           cooperativas e granjeiro, arrendat&aacute;rios e novos           propriet&aacute;rios de terra, bem como a redefini&ccedil;&atilde;o,           em parte, da estrutura pecuarista da regi&atilde;o. Data           de 1938 o surgimento da Esta&ccedil;&atilde;o Experimental           Engenheiro Luiz Englert (Esta&ccedil;&atilde;o Experimental           Passo Fundo, posterior Embrapa) cuja finalidade           foi a de desenvolver a cultura do trigo, atrav&eacute;s da           participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na pesquisa agropecu&aacute;ria           brasileira e o incentivo da produ&ccedil;&atilde;o de trigo. Para           Tedesco (2005, p.142 ),<I> &#8220;foi a instala&ccedil;&atilde;o dessa esta&ccedil;&atilde;o           de trigo que fez com que proliferassem na cidade e regi&atilde;o           moinhos de todo o calibre, destacando-se os moinhos S&atilde;o           Luiz e Rio-Grandense, que depois passou a chamar-se Passo-   Fundense, e o Moinho da Vi&uacute;va Della Mea&#8221;.</I></P>     <P> Para North (1959), a organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica   existente opera melhor dentro ou perto do centro   de uma determinada matriz de desenvolvimento   econ&ocirc;mico ou tamb&eacute;m, naquelas partes agr&iacute;colas   favoravelmente situadas em rela&ccedil;&atilde;o a tal centro;   e opera menos satisfatoriamente naquelas partes   de agricultura que est&atilde;o situadas na periferia da   matriz. Por causa do crescimento da popula&ccedil;&atilde;o   e dos rendimentos decrescentes da agricultura   e das outras ind&uacute;strias extrativas, a regi&atilde;o &eacute;,   for&ccedil;ada a se industrializar. Os primeiros est&aacute;gios   de industrializa&ccedil;&atilde;o baseiam-se, tipicamente, em   produtos agr&iacute;colas e florestais e incluem atividades   como processamento de alimentos, artefatos de   madeira e prepara&ccedil;&atilde;o de fibras t&ecirc;xteis.</P>     <P> Observando a situa&ccedil;&atilde;o industrial em Passo   Fundo, podemos concluir que o setor se caracterizava   por um grande n&uacute;mero de pequenas empresas, ao   lado de outras que mais tarde se tornaram grandes.   Os &iacute;ndices de crescimento industrial dessa &eacute;poca   demonstram n&uacute;meros significativos, especialmente   entre os anos de 1933 e 1939 que foi ao redor de   8,4% ao ano, enquanto que a agricultura crescia   cerca de 2,2% ao ano (Boschi, 1979).</P>     <P> A import&acirc;ncia agr&iacute;cola do munic&iacute;pio de Passo   Fundo foi devidamente relatada por ocasi&atilde;o da   primeira exposi&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria industrial e feira,   no qual foi salientada a excel&ecirc;ncia das terras do   munic&iacute;pio, bem como a imensa &aacute;rea apropriada   para o cultivo agr&iacute;cola, o que assegurava a Passo   Fundo uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada dentre as demais   comunas do estado do Rio Grande do Sul, figurando   no certame agr&iacute;cola riograndense como o munic&iacute;pio   l&iacute;der na cultura do trigo. Al&eacute;m do trigo, Passo Fundo   se coloca em relevante posi&ccedil;&atilde;o na cultura de outros   cereais, indicativo seguro de um futuro promissor   (MPF, 1939, s.p.).</P>     <P> Eram cultivados em grande quantidade em   todos os lugares do munic&iacute;pio de Passo Fundo,   o milho, arroz, batata-inglesa, mandioca, soja,   girassol, alfafa, amendoim e feij&atilde;o. A produ&ccedil;&atilde;o de   cereais para o ano de 1938 foi a seguinte em sacos: trigo, 350.000; milho,   850.000; feij&atilde;o, 150.000;   arroz, 20.000; cevada, 100.000; linho, 3.000 e   batata, 10.000 (MPF, 1939, s.p.).</P>     <P> A pecu&aacute;ria tamb&eacute;m era bastante desenvolvida,   principalmente, em dois distritos de Passo Fundo,   Sarandi e Campo do Meio, nos quais existiam   importantes estabelecimentos pastoris, em que   os fazendeiros pecuaristas, buscavam cruzar seus   rebanhos, importando ra&ccedil;as de touros e efetuando   melhorias nas pastagens em seus campos (MPF,   1939, s.p.).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Com refer&ecirc;ncia a ind&uacute;stria e com&eacute;rcio, Passo   Fundo exercia preponder&acirc;ncia entre os demais   munic&iacute;pios do Estado, visto que existiam in&uacute;meros   estabelecimentos industriais e tamb&eacute;m era centro   de trabalho e de empreendimentos, dentre eles   os agrupamentos fabris. Como exemplo, podemos   citar Marau, onde se encontravam instalados um   moderno frigor&iacute;fico, uma f&aacute;brica de camas e fog&otilde;es   de ferro, f&aacute;bricas de m&oacute;veis, oficinas mec&acirc;nicas,   f&aacute;bricas de queijo, manteiga e, etc. Em Sarandi, um   frigor&iacute;fico para matan&ccedil;a de su&iacute;nos, e um moinho   para a fabrica&ccedil;&atilde;o de farinha de trigo. J&aacute; em Vila   Teixeira, existiam duas oficinas mec&acirc;nicas e f&aacute;bricas   de trilhadeiras. Coxilha contava com um elevado   n&uacute;mero de serrarias, por&eacute;m em todos os demais   distritos de Passo Fundo se podia contar com v&aacute;rias   e m&uacute;ltiplas ind&uacute;strias (MPF, 1939, s.p.).</P>     <P> O com&eacute;rcio, tanto em Passo fundo quanto nos   seus distritos, ocupava lugar de destaque, j&aacute; que se   encontravam casas de diversos ramos de atividades   os quais trabalhavam com um avultado capital em   que outorgavam largos cr&eacute;ditos aos colonos, os quais   podiam esperar, tranq&uuml;ilamente, pelo resultado das   diversas colheitas para saldar suas d&iacute;vidas contra&iacute;das   durante os meses em que se dedicaram a colheita   dos campos e a explora&ccedil;&atilde;o de outras ind&uacute;strias.</P>     <P> O munic&iacute;pio de Passo Fundo era atravessado   pela via -f&eacute;rrea S&atilde;o Paulo- Rio Grande e estavam   situadas dentro do territ&oacute;rio as seguintes esta&ccedil;&otilde;es   ferrovi&aacute;rias; Passo Fundo, Pulador, Coxilha, Engenho   Luiz Englert e Sert&atilde;o, vale lembrar que todas   eram grandes centros de atividades comerciais   e industriais. Nessas esta&ccedil;&otilde;es, os produtores   exportavam consider&aacute;vel volume de cargas que   eram representados por diversas qualidades   e tipos de produtos, tais como o trigo, feij&atilde;o,   arroz, banha, erva-mate dentre outros. Com   refer&ecirc;ncia as rodovias, Passo fundo contava com   in&uacute;meras estradas, com excelentes condi&ccedil;&otilde;es de   trafegabilidade ligando todos os distritos a sua   sede e tamb&eacute;m, servindo de acesso f&aacute;cil e seguro   aos munic&iacute;pios vizinhos.</P>     <P> O n&uacute;mero de estabelecimentos comerciais   em Passo fundo no ano de 1939, de acordo com o   relat&oacute;rio, era de 578, empregando 2.853 oper&aacute;rios,   sendo que o capital que era empregado na ind&uacute;stria   perfazia um total de 18.445:342$000 (Dezoito   mil e quatrocentos e quarenta e cinco contos de   r&eacute;is)<sup><A HREF="#3">3</A></sup><A NAME="3a"></A> e o valor da produ&ccedil;&atilde;o industrial foram de   25.612:734$820 (Vinte e cinco mil e seiscentos e doze   contos de r&eacute;is). Chamava aten&ccedil;&atilde;o para a inova&ccedil;&atilde;o   na   agricultura que iniciaria o plantio de linho, girassol,   mamona dentre outras oleaginosas. Ainda com   refer&ecirc;ncia apo com&eacute;rcio de Passo Fundo, se somados   os distritos do mesmo como Marau, Vila Teixeira e   Sert&atilde;o, o n&uacute;mero crescia para 645 estabelecimentos   empregando 1651 oper&aacute;rios e perfazendo um capital   de 16.231:000$000 (Dezesseis mil e duzentos e trinta   e um contos de r&eacute;is)<sup><A HREF="#4">4</A></sup><A NAME="4a"></A>.</P>     <P> Pelo descrito no texto, entre os anos de 1930   e 1945, Passo Fundo ocupou uma esp&eacute;cie de &#8220;entreposto comercial e pol&iacute;tico&#8221;, na regi&atilde;o do   Planalto M&eacute;dio, convivendo com a precariedade das estradas para o escoamento   da produ&ccedil;&atilde;o   agro-industrial. Mas, ao mesmo tempo evidenciou   o progresso resultante do centro mais din&acirc;mico da   Regi&atilde;o Norte ga&uacute;cha.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"> <B>4. AS DECIS&Otilde;ES POL&Iacute;TICAS E O ALCANCE   ECON&Ocirc;MICO NO MUNIC&Iacute;PIO DE CARAZINHO</B></FONT></P>     <P> O ano de 1931 assinalou a eleva&ccedil;&atilde;o do 4&#176; distrito   de Passo Fundo, Carazinho, &agrave; categoria de munic&iacute;pio.   No entanto ele j&aacute; se encontrava em plena fase de   desenvolvimento, pois as serrarias se multiplicavam,   a agricultura prosperava, as ind&uacute;strias se instalavam,   o sistema ferrovi&aacute;rio recebia incentivos e, as rodovias   estavam sendo constru&iacute;das. Em Carazinho a madeira,   a erva-mate e a banha tamb&eacute;m se constitu&iacute;am   nos produtos industriais de grande for&ccedil;a para o   setor exportador, colaborando para o crescimento   econ&ocirc;mico estadual.</P>     <P> Diante desse quadro de desenvolvimento, cabe   destacar que no ano de 1934 Carazinho instituiu   a 1&#170; exposi&ccedil;&atilde;o Agropastoril e Industrial, que foi   realizada em 10 de maio. Documentos posteriores   d&atilde;o conta que essa exposi&ccedil;&atilde;o continuou existindo   at&eacute; o ano de 1937.</P>     <P> Percebe-se a significa&ccedil;&atilde;o da feira para   Carazinho, de modo que a uni&atilde;o dos interesses   pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos do munic&iacute;pio, congregava   a prefeitura e as associa&ccedil;&otilde;es representativas dos   diversos segmentos agropecu&aacute;rio e industrial.   Consoante com Pesavento (1983, p. 173), o novo   padr&atilde;o adotado pela Rep&uacute;blica Nova, enfatizava   a necessidade da diversifica&ccedil;&atilde;o da economia   nacional, a integra&ccedil;&atilde;o do mercado interno e a &ecirc;   nfase nas ind&uacute;strias &#8220;naturais&#8221;. Dessa forma, era   poss&iacute;vel conciliar a estrutura agr&aacute;ria predominante   com o esfor&ccedil;o industrial substitutivo, promovendo   as empresas que beneficiassem a mat&eacute;ria prima   nacional, sobretudo as que se utilizavam dos   g&ecirc;neros agropecu&aacute;rios.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> No entanto, o problema com o desenvolvimento   do munic&iacute;pio de Carazinho esbarrava na quest&atilde;o   da luz e for&ccedil;a. O transporte ferrovi&aacute;rio representava   a espinha dorsal da economia exportadora, tanto   para o Brasil como para os estados da federa&ccedil;&atilde;o. O   governo investia muito nas ferrovias por ser o meio   de transporte indicado para o com&eacute;rcio e tamb&eacute;m   para que a coloniza&ccedil;&atilde;o pudesse avan&ccedil;ar para as &aacute;   reas mais afastadas dos cursos naveg&aacute;veis. As   col&ocirc;nias que se localizavam pr&oacute;ximas &agrave;s ferrovias   eram as que mais se destacavam, pois em seu   entorno logo surgiam a bodega, a igreja, as casas, a   escola, etc. Exemplo disso &eacute; a cidade de Carazinho.   No entanto com o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o,   as ferrovias foram perdendo espa&ccedil;o para um novo   meio de transporte alternativo, mais r&aacute;pido para o   escoamento da produ&ccedil;&atilde;o. O foco se voltou para   a constru&ccedil;&atilde;o de estradas e rodovias, por&eacute;m sem   desconsiderar o transporte ferrovi&aacute;rio (Corr&ecirc;io do   Povo, 1931).</P>     <P> Assim como o problema da luz e for&ccedil;a,   Carazinho tamb&eacute;m sofria com as p&eacute;ssimas   condi&ccedil;&otilde;es de trafegabilidade das estradas para   escoamento da produ&ccedil;&atilde;o. Com a chegada dos   novos ve&iacute;culos automotores, que a ind&uacute;stria   lan&ccedil;ava na atividade dos transportes, as estradas   necessitavam ser reconstru&iacute;das tendo em vista a   lenta substitui&ccedil;&atilde;o das carro&ccedil;as no transporte de   pessoas e de cargas. A cria&ccedil;&atilde;o do Departamento   Nacional de Estradas de Rodagem (DAER) veio   auxiliar essa defici&ecirc;ncia do estado e foi criada a   mentalidade rodovi&aacute;ria. Com isso, pode-se dizer   que foi no ano de 1938 que se inaugurou a era   rodovi&aacute;ria do Rio Grande do Sul, antes concentrada   na ferrovia e na navega&ccedil;&atilde;o (Ferreira, 1978).</P>     <P> Carazinho apresentou v&aacute;rios exemplos de   cooperativas e assemelhados respons&aacute;veis pela   condu&ccedil;&atilde;o da economia local. O surto cooperativista   foi uma rea&ccedil;&atilde;o dos sindicatos que contavam com   a prote&ccedil;&atilde;o do governo e gozavam de isen&ccedil;&atilde;o no   pagamento de impostos, especialmente entre a   popula&ccedil;&atilde;o colonial. Dessa forma, as cooperativas   de pequenos produtores buscavam encontrar   meios de dissolver o monop&oacute;lio da produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o   dos produtos estabelecidos pelos   Sindicatos. Com isso queriam beneficiar a mat&eacute;riaprima   por eles produzida e comercializar o produto   acabado. Eles acreditavam que mesmo sendo   pequenos propriet&aacute;rios conseguiriam somente com   a conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os competir com os grandes   sindicatos (Pesavento, 1994).</P>     <P> Cabe aqui referendar a import&acirc;ncia de   Carazinho no quesito exporta&ccedil;&otilde;es, visto que   era considerada no estado do Rio Grande do   Sul como a mais importante cidade em n&iacute;vel   de exporta&ccedil;&otilde;es. O desenvolvimento comercial   acentuou-se extraordinariamente nos primeiros seis   meses de 1938 em Carazinho, quando a exporta&ccedil;&atilde;o   do primeiro semestre superou grandemente a de   igual per&iacute;odo em 1937.</P>     <P> Conforme North (1959), o desenvolvimento   de um artigo de exporta&ccedil;&atilde;o refletia uma vantagem   comparativa nos custos relativos da produ&ccedil;&atilde;o,   incluindo custos de transfer&ecirc;ncia. Os custos de   transfer&ecirc;ncia de distribui&ccedil;&atilde;o serviram para limitar a   extens&atilde;o do mercado exportador. Do ponto de vista   da regi&atilde;o, a demanda pelo artigo de exporta&ccedil;&atilde;o   era um fator ex&oacute;geno, mas tanto o processamento   como os custos de transfer&ecirc;ncia n&atilde;o o eram.   Historicamente, as regi&otilde;es novas procuraram   reduzir esses custos, num esfor&ccedil;o combinado para   promover o seu bem-estar econ&ocirc;mico.</P>     <P> A medida que as regi&otilde;es cresciam em torno   de uma base de exporta&ccedil;&atilde;o, desenvolviam-se as   economias externas, o que melhorava a posi&ccedil;&atilde;o do   custo competitivo de seus artigos de exporta&ccedil;&atilde;o.   Assim, at&eacute; que se desenvolva renda suficiente para   suprir uma parte substancial de seu pr&oacute;prio capital   de investimento, uma regi&atilde;o tem de contar com   fontes externas (North, 1959).</P>     <P> A sensibilidade da regi&atilde;o &agrave;s flutua&ccedil;&otilde;es depende   das elasticidades-renda dos produtos prim&aacute;rios   de exporta&ccedil;&atilde;o. O car&aacute;ter da for&ccedil;a de trabalho ser&aacute;   fundamentalmente influenciado pelas ind&uacute;strias de   exporta&ccedil;&atilde;o. Os tipos de especializa&ccedil;&atilde;o exigidas,   a periodicidade e estabilidade do emprego e as   condi&ccedil;&otilde;es de trabalho moldar&atilde;o as atitudes sociais   da for&ccedil;a de trabalho.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"> <B>5. ESPECIALIZA&Ccedil;&Atilde;O: AN&Aacute;LISE DO   DESENVOLVIMENTO ECON&Ocirc;MICO NO RIO   GRANDE DO SUL, CARAZINHO E PASSO FUNDO   COM BASE NO CENSO DE 1940</B></FONT></P>     <P> A especializa&ccedil;&atilde;o, em sentido amplo, &eacute; um   ind&iacute;cio importante do potencial de uma regi&atilde;o.   Supondo que os agentes econ&ocirc;micos s&atilde;o racionais,   a aloca&ccedil;&atilde;o social e economicamente consolidada   de recursos, pode ser entendida como o resultado   da identifica&ccedil;&atilde;o, por parte dos agentes econ&ocirc;micos   regionais, de nichos economicamente competitivos.   Dessa forma, ela representa um fator significativo   da presen&ccedil;a de vantagens regionais, diante da   disponibilidade relativa de recursos e fatores, al&eacute;m   da emerg&ecirc;ncia de economias de aglomera&ccedil;&atilde;o   (Paiva, 2004, p. 19).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Em sentido restrito, o ponto de partida para   o c&aacute;lculo das medidas de especializa&ccedil;&atilde;o &eacute; a   organiza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es em uma matriz que   leva em conta a distribui&ccedil;&atilde;o setorial-espacial de uma   vari&aacute;vel-base (Haddad, 1989). Se considerarmos as   atividades e a percentagem das pessoas ocupadas,   num determinado tempo, conforme a tabela 7, o &iacute;   ndice de especializa&ccedil;&atilde;o refletir&aacute; a predomin&acirc;ncia   das pessoas que se ocupavam das atividades   relacionadas.</P>     <P> O Censo de 1940 apresentou os dados do   Rio Grande do Sul no que se referia ao tipo de   atividade exercida pelas pessoas, por ramos, nos   setores agropecu&aacute;rio, silv&iacute;cola, servi&ccedil;os e industrial,   bem como particularizou os munic&iacute;pios da &eacute;poca,   dentre os quais salientaremos Passo Fundo e   Carazinho, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise comparativa da   especializa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P> No ano de 1940 a distribui&ccedil;&atilde;o das pessoas   ocupadas por ramos de atividades no Rio Grande   do Sul era da seguinte forma:</P>     <P><B>Tabela 1. </B>Pessoas ocupadas por ramos de atividades, no Rio Grande do Sul, 1940</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t1.JPG"><A NAME="t1"></A></P>     <P>Conforme mostra <A HREF="#t1">Tabela 1</A> a maior parte das   pessoas ocupadas estava distribu&iacute;da entre o setor da   agropecu&aacute;ria e dos servi&ccedil;os. Aproximadamente 49%   estavam ocupadas nos setores dos servi&ccedil;os, sendo   que as atividades dom&eacute;sticas, escolares, as atividades   sociais e o com&eacute;rcio de mercadorias eram os que mais   ocupavam. Em seguida vinha a agropecu&aacute;ria com   quase 35% de ocupa&ccedil;&atilde;o. J&aacute;, a popula&ccedil;&atilde;o total   do   Estado e dos munic&iacute;pios de Carazinho e Passo Fundo pode ser visualizada na <A HREF="#t2">Tabela 2</A>.</P>     <P> <B>Tabela 2. </B>Popula&ccedil;&atilde;o por situa&ccedil;&atilde;o do domic&iacute;lio,   de Carazinho, Passo Fundo e RS, 1940</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t2.JPG"><A NAME="t2"></A></P>     <P>Tanto nos munic&iacute;pios em an&aacute;lise como no   Estado a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o residia no meio   rural, no ano de 1940, conforme apresenta <A HREF="#t2">Tabela 2</A>. Com uma   popula&ccedil;&atilde;o superior de 80.138, Passo   Fundo apresentava maior parte das pessoas no   meio rural (74,31%), mas comparativamente com   Carazinho, tinha mais pessoas residindo no meio urbano (25,69%). Carazinho contava com 50.866 pessoas sendo destas 79,36% no meio rural e 20,64% no meio urbano. Sendo a popula&ccedil;&atilde;o rural superior em ambos os munic&iacute;pios, questiona-se: como era a distribui&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria nesses munic&iacute;pios? Era constitu&iacute;da por pequenos estabelecimentos? A <A HREF="#t3">Tabela 3</A>   responde a esse questionamento.</P>     <P> <B>Tabela 3.</B> N&uacute;mero de estabelecimentos por grupo de &aacute;rea total, em   ha, em Carazinho e Passo Fundo, 1940</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t3.JPG"><A NAME="t3"></A></P>     <P>Conforme mostra <A HREF="#t3">Tabela 3</A>  a maior parte dos   estabelecimentos estava no grupo de com menos   de 50 ha, cerca de 80,98% dos estabelecimentos   de Carazinho tinham menos de 50 ha, enquanto em   Passo Fundo esse n&uacute;mero era de 74,56%. Assim,   o munic&iacute;pio que apresentava maior percentual de   estabelecimentos no grupo com maior &aacute;rea total   era Passo Fundo. Nesse munic&iacute;pio 25,44% dos   estabelecimentos tinham mais de 50 ha, sendo em   Carazinho 19,02% se enquadravam nesse grupo.   J&aacute;, em se tratando da distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o   ocupada entre os setores urbanos e rural, verificase   que nos munic&iacute;pios de Carazinho e Passo Fundo   a distribui&ccedil;&atilde;o era relativamente similar &agrave; Estadual,   sendo Passo Fundo o mais semelhante com o RS, conforme apresenta <A HREF="#t4">Tabela 4</A>.</P>     <P> Passo Fundo possu&iacute;a um total de 75.292 pessoas   ocupadas, enquanto em Carazinho esse n&uacute;mero era   de 49.992. Ambos os munic&iacute;pios tinham no setor   de servi&ccedil;os a maior parte das pessoas ocupadas.   Da mesma forma que no Estado, as atividades   dom&eacute;sticas, escolares, com&eacute;rcio de mercadorias   e atividades, eram as mais representativas na   agrega&ccedil;&atilde;o de pessoas. No caso de Passo Fundo, as   atividades de transporte e comunica&ccedil;&otilde;es e defesa   nacional tamb&eacute;m se destacavam. Comparando   com Carazinho essas duas atividades eram bem   mais representativas nesse munic&iacute;pio. J&aacute;, o setor   industrial tinha em Carazinho o maior percentual,   sendo que Passo Fundo era superior em valores   absolutos. A ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o tinha o   maior percentual na agrega&ccedil;&atilde;o de pessoas em   ambos os munic&iacute;pios. Carazinho tinha a maior   parcela relativa no setor agropecu&aacute;rio.</P>     <P> Quando se analisa o Produto Interno Bruto &#8211;    o PIB, municipal, ou seja, o volume de riquezas           produzidas no ano de 1939 verifica-se que havia           em Carazinho uma participa&ccedil;&atilde;o maior do setor           agropecu&aacute;rio no PIB total (60,73%) se comparado           com Passo Fundo (36,69%) e o RS (44,31%). No           setor de servi&ccedil;os Passo Fundo possu&iacute;a quase o           dobro de participa&ccedil;&atilde;o que Carazinho. Enquanto no           primeiro munic&iacute;pio essa participa&ccedil;&atilde;o era de 41,84%,           no segundo esse percentual era de 22,03%. Esses           dados parecem apontar Passo Fundo como um maior           centro de servi&ccedil;os se comparado com Carazinho. J&aacute;,           no setor industrial a participa&ccedil;&atilde;o no total municipal   de ambos os munic&iacute;pios n&atilde;o era t&atilde;o discrepante.</P>     <P><B>Tabela 4. </B>Pessoas ocupadas por ramos de atividades, em Carazinho e Passo Fundo, 1940</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t4.JPG"><A NAME="t4"></A></P>     <P><B>Tabela 5.</B> Produto Interno Bruto, setorial, de Carazinho, Passo Fundo e RS, 1939</P>     <P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t5.JPG"><A NAME="t5"></A></P>     <P>A representatividade desses setores na   distribui&ccedil;&atilde;o setorial das pessoas ocupadas se   refletia nas especializa&ccedil;&otilde;es municipais, conforme   mostra <A HREF="#t6">Tabela 6</A>. Ressalta-se que as especializa&ccedil;&otilde;es   s&atilde;o definidas a partir do Quociente Locacional (QL),   um dos indicadores mais difundidos pela literatura,   e mostra, a partir da compara&ccedil;&atilde;o com uma regi&atilde;o   de refer&ecirc;ncia, no nosso caso com o Estado do RS,   a representatividade de cada setor em cada um dos munic&iacute;pios. O QL sempre ser&aacute; positivo se igual ou maior que zero, e quando for superior a unidade, indicar&aacute; que tal atividade &eacute; mais especializada (uma potencialidade) no munic&iacute;pio em compara&ccedil;&atilde;o com o Estado<sup><a href="#5">5</a></sup><A NAME="5a"></A>.</P>     <P><B>Tabela 6. </B>Quocientes locacionais, por atividade, de Carazinho e Passo Fundo, 1940</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="/img/revistas/seec/v12n23/v12n23a6t6.JPG"><A NAME="t6"></A></P>     <P>Conforme dados demonstrados na <A HREF="#t6">Tabela 6</A>  Carazinho possu&iacute;a especializa&ccedil;&otilde;es nos setores   da agropecu&aacute;ria e ind&uacute;stria. Neste &uacute;ltimo eram   as ind&uacute;strias de transforma&ccedil;&atilde;o as que mais se   destacavam. Passo Fundo possu&iacute;a o setor industrial   e, em especial, as ind&uacute;strias de transforma&ccedil;&atilde;o como   representativas no rol de suas especializa&ccedil;&otilde;es.   Por&eacute;m, diferentemente que Carazinho, tinha   um setor de servi&ccedil;os em destaque, com v&aacute;rias   atividades especializadas. Os destaques desse   setor eram: o setor de transporte e comunica&ccedil;&atilde;o,   defesa nacional e seguran&ccedil;a p&uacute;blica, profiss&otilde;es   liberais e as atividades dom&eacute;sticas e escolares.   Essas informa&ccedil;&otilde;es apontam para a caracteriza&ccedil;&atilde;o   de Passo Fundo como um centro de servi&ccedil;os na   regi&atilde;o, comprovando os dados da <A HREF="#t5">Tabela 5</A>. O   setor da agropecu&aacute;ria n&atilde;o se apresentava como especializado nesse munic&iacute;pio.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P> <B><FONT SIZE="3">6. CONCLUS&Atilde;O</FONT></B></P>     <P> Nesse estudo, procuramos evidenciar alguns   fatores que consideramos de grande relev&acirc;ncia   no desenvolvimento do Rio Grande do Sul,   mas tamb&eacute;m dos munic&iacute;pios de Passo Fundo e   Carazinho, munic&iacute;pios esses que fazem parte do   Planalto M&eacute;dio Ga&uacute;cho. Ressaltamos como fator   que contribuiu para o desenvolvimento do estado o incentivo dado ao cooperativismo   e associativismo.   Vargas desde o Governo Provis&oacute;rio estabeleceu que   as classes produtoras deveriam organizar-se sob a   forma de &#8220;cons&oacute;rcios profissionais cooperativos&#8221;,   com o objetivo de defender os interesses dos   associados. No Rio Grande do Sul a forma que   predominou foram as cooperativas e os sindicatos,   apesar de Flores n&atilde;o simpatizar com o sistema das   cooperativas.</P>     <P> Passo Fundo figurou no cen&aacute;rio da regi&atilde;o como   um centro econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico que coordenava   a regi&atilde;o do Planalto M&eacute;dio, da mesma forma que   a madeira, a erva-mate e a banha tamb&eacute;m se   constitu&iacute;am nos produtos industriais de grande for&ccedil;a   para o setor exportador de Carazinho, colaborando   para o crescimento econ&ocirc;mico estadual.</P>     <P> Nessa mesma concep&ccedil;&atilde;o, vale efetuar um   adendo para salientar que as elites pol&iacute;ticas regionais   que conduziram o curso do desenvolvimento,   estavam alijadas no poder formal ou, informal,   dessa maneira, suas a&ccedil;&otilde;es eram conduzidas   pela esfera econ&ocirc;mica dentro de um processo   produtivo capitalista. Estas rela&ccedil;&otilde;es de poder   se estabeleciam e funcionavam, em um primeiro   momento, no &acirc;mbito dos interesses pol&iacute;ticos   e, num segundo momento, econ&ocirc;micos sempre   com base na atua&ccedil;&atilde;o do Estado como resultante   de uma conflu&ecirc;ncia de fatores em que l&oacute;gicas   globais e processos de ordem regional, local e   nacional se entrecruzavam, em algumas vezes se   complementando e em outras se contrapondo.</P>     <P> A participa&ccedil;&atilde;o das elites econ&ocirc;micas na   condu&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios p&uacute;blicos atrav&eacute;s da   cria&ccedil;&atilde;o   de &oacute;rg&atilde;os ou conselhos t&eacute;cnicos tinha a finalidade   de favorecer a expans&atilde;o do capitalismo. Nesse   sentido, era dada prefer&ecirc;ncia &agrave;s elites industriais em   detrimento das elites rurais, por serem consideradas   politicamente mais capazes.</P>     <P> Abordamos, tamb&eacute;m, a ascens&atilde;o da ind&uacute;stria   at&eacute; 1941, quando diante da Guerra ela se sobrep&otilde;e &agrave;   s atividades agr&iacute;colas e se torna mais abrangente   e complexa. Nesse cen&aacute;rio surgem novos l&iacute;deres   industriais e a interven&ccedil;&atilde;o do Estado nessa   atividade repercutiram nos munic&iacute;pios elencados,   atrav&eacute;s da chegada do progresso e da diversidade   de empresas e associa&ccedil;&otilde;es e sindicatos, figuras   decisivas para a manuten&ccedil;&atilde;o do poder econ&ocirc;mico   e pol&iacute;tico locais.</P>     <P> O modelo de desenvolvimento da Era Vargas   se pautava no desenvolvimento aut&aacute;rquico e   intervencionista, que na sua &eacute;poca assegurou o   progresso e permitiu a industrializa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.   Em Passo Fundo e Carazinho, as elites econ&ocirc;micas   ligadas ao com&eacute;rcio e ind&uacute;stria, especialmente da   madeira e do trigo, tamb&eacute;m se fizeram representar   no cen&aacute;rio pol&iacute;tico, pois para investir na ind&uacute;stria   era preciso abrir novas estradas, aumentar as linhas   ferrovi&aacute;rias, melhorar as comunica&ccedil;&otilde;es. Tudo isso   para que as mat&eacute;rias-primas pudessem chegar at&eacute;   as f&aacute;bricas. E, depois, para que os produtos das   f&aacute;bricas pudessem chegar at&eacute; os consumidores   finais de todo o pa&iacute;s. Afinal o Planalto M&eacute;dio era   o celeiro do Rio Grande o que lhe garantia certos   privil&eacute;gios condizentes com a sua import&acirc;ncia   econ&ocirc;mica diante do abastecimento interno e   externo do pa&iacute;s. Nesse sentido, para Vargas, o Rio   Grande do Sul era importante porque assegurava o   abastecimento do mercado interno nacional.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE="3"><B>BIBLIOGRAFIA</B></FONT></P>     <!-- ref --><P> 1. BOSCHI, Renato Raul (1979). Elites industriais e democracia: hegemonia   burguesa e mudan&ccedil;a pol&iacute;tica e social no Brasil. Rio de Janeiro: Edi&ccedil;&otilde;es Graal, 249p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0120-6346200900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>2.  CAMARGO, Asp&aacute;sia (1999). Carisma e personalidade pol&iacute;tica:   Vargas, da concilia&ccedil;&atilde;o ao maquiavelismo. In: D'ARA&Uacute;JO,   Maria Celina (Org.).   As institui&ccedil;&otilde;es brasileiras da era Vargas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 206p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0120-6346200900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3.  CORREIO DO POVO (1980). Porto Alegre, n. 97, ano. XXXVIII, de 26 de abril de 1931.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0120-6346200900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. CUTLER, Antony (org.) (1980). O Capital de Marx: e o capitalismo de hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 302p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0120-6346200900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5.  DE MELLO, Jo&atilde;o Manoel Cardoso (1982). O capitalismo Tardio. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 182p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0120-6346200900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. FERREIRA FILHO, Arthur (1978). Hist&oacute;ria geral   do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Globo, 286p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0120-6346200900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7.  FONSECA, Pedro Dutra (1983). RS: Economia &amp; conflitos pol&iacute;ticos   na Rep&uacute;blica Velha. Porto Alegre: Mercado Aberto, 143p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0120-6346200900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8.  GORENDER, Jacob (1979). A burguesia brasileira. S&atilde;o Paulo: Brasiliense,   2004. 117p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0120-6346200900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9.  GRAMSCI, Ant&ocirc;nio (1979). Os intelectuais e a organiza&ccedil;&atilde;o   da cultura. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira S.A., 244p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0120-6346200900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10.  MPS -Munic&iacute;pio de Passo Fundo- (1939). Guia ilustrado comercial,   industrial e profissional do munic&iacute;pio de Passo Fundo. Comemorativo &agrave;    primeira exposi&ccedil;&atilde;o Agro-Pecu&aacute;ria, industrial e feira,   s.p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0120-6346200900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11.  HADDAD, Paulo Roberto (1989). Medidas de localiza&ccedil;&atilde;o e   de especializa&ccedil;&atilde;o.     In: HADDAD, Paulo Roberto; FERREIRA, Carlos Maur&iacute;cio de   Carvalho; BOISER, S&eacute;rgio. Economia Regional: teorias e m&eacute;todos   de an&aacute;lise. Banco do Nordeste, &#91;S.l&#93;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0120-6346200900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12.  IANNI, Oct&aacute;vio (1972). O progresso econ&ocirc;mico e o trabalhador   livre. In: HOLANDA, S&eacute;rgio Buarque de. (org.) (1972). O Brasil Mon&aacute;rquico   II. S&atilde;o Paulo: DIFEL, vol. 5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0120-6346200900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13.  IBGE &#8211;Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica- (1950a).     Censo demogr&aacute;fico: popula&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o.     Rio de Janeiro: IBGE (Recenseamento   Geral do Brasil, 1&#176; de setembro de 1940, S&eacute;rie Regional &#8211; Parte   XX &#8211; Rio Grande do Sul, Tomo 1).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0120-6346200900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>14.  IBGE &#8211;Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica- (1950b)..     Censos econ&ocirc;micos: agr&iacute;cola, industrial, comercial e dos servi&ccedil;os.   Rio de Janeiro: IBGE, 1950b. (Recenseamento Geral do Brasil, 1&#176; de setembro   de 1940, S&eacute;rie   Regional &#8211; Parte XX &#8211; Rio Grande do Sul, Tomo 2).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0120-6346200900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>15. IPEADATA (2007). Dados macroecon&ocirc;micos e regionais. Dispon&iacute;vel   em: &lt;<A HREF="http://www.ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?171145062" TARGET="_blank">http://www.ipeadata.gov.br</A>&gt; Acesso em: 5 dez.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0120-6346200900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. LOVE, Joseph L. (1975). O regionalismo ga&uacute;cho. S&atilde;o Paulo:   Perspectiva, 282p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0120-6346200900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17.  M&Uuml;LLER, Geraldo (1993). A economia ga&uacute;cha dos anos 30 aos   60. In: DACANAL, Jos&eacute; Hildebrando; GONZAGA, Sergius (Orgs.). RS: economia &amp;    pol&iacute;tica. 2.ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 424p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0120-6346200900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18.  NORTH, Douglass C. (1959). Location theory and regional economic growth.     Journal of Farm Economics, Lancaster, Pa., US: American   Farm Economic Association, v. 4, n. 5, dec., &#91;S.P.&#93;.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0120-6346200900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19.  PAIVA, Carlos &Aacute;guedo Nagel (2004). Como identificar e mobilizar   o potencial de desenvolvimento end&oacute;geno de uma regi&atilde;o? Porto   Alegre: FEE, (Documentos   FEE; n. 59), 142p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0120-6346200900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20.  PESAVENTO, Sandra Jatahy (1988). A burguesia ga&uacute;cha &#8211; domina&ccedil;&atilde;o     do capital e disciplina do trabalho &#8211; RS: 1889-1930. Porto Alegre:   Mercado Aberto, 266p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0120-6346200900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21.  PESAVENTO, Sandra Jatahy (1994). Hist&oacute;ria do Rio Grande do Sul.   Porto Alegre: Mercado Aberto, 141p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0120-6346200900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22.  PESAVENTO, Sandra Jatahy (1980a). Rep&uacute;blica velha ga&uacute;cha:   charqueadas, frigor&iacute;ficos, criadores. Porto Alegre: Movimento IEL, 304p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0120-6346200900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23.  PESAVENTO, Sandra Jatahy (1980b). RS: a economia e o poder nos anos 30.   Porto Alegre: Mercado Aberto, 190p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0120-6346200900010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>24.  PESAVENTO, Sandra Jatahy (1983). RS: agropecu&aacute;ria colonial &amp; industrializa&ccedil;&atilde;o.   Porto Alegre: Mercado Aberto, 216p.</P>     <P>25. Relat&oacute;rio apresentado ao cel. Oswaldo Cordeiro de Farias ,Interventor     do Estado do Rio Grande do Sul, pelo prefeito de Passo Fundo,   Arthur Ferreira Filho, n. 0118, em 1939. &#91;S.P.&#93;</P>     <!-- ref --><P>26.  SILVA, S&eacute;rgio (1976). Expans&atilde;o cafeeira e origem da ind&uacute;stria   no Brasil. S&atilde;o Paulo, Alfa-Omega, 114p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0120-6346200900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27.  SINGER, Paul (1968). Desenvolvimento econ&ocirc;mico e evolu&ccedil;&atilde;o   urbana. S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional, 377p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0120-6346200900010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28.  TEDESCO, Jo&atilde;o Carlos e SANDER, Roberto (2005). Madeireiros, comerciantes     e granjeiros: l&oacute;gicas e contradi&ccedil;&otilde;es no processo de     desenvolvimento   socioecon&ocirc;mico de Passo Fundo (1900-1960). 2.ed.. Passo Fundo: UPF,   270p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0120-6346200900010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>29.  TEDESCO, Jo&atilde;o Carlos (2000). Colonos, carreteiros e comerciantes &#8211; a     regi&atilde;o do Alto Taquari no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Porto   Alegre: EST, 144p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0120-6346200900010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>30. TOPIK, Steven (1987). A presen&ccedil;a do estado na economia pol&iacute;tica do Brasil de 1889/1930. Rio de Janeiro: record.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0120-6346200900010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>31.  VARGAS, Anderson Zalewski (1992). Os subterr&acirc;neos de Porto Alegre:   imprensa, ideologia autorit&aacute;ria e reforma social (Porto Alegre- 1900-   1919). Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 357p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0120-6346200900010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>32. WEBER, Max (1979). O pol&iacute;tico e o cientista. Lisboa: Editorial   Presen&ccedil;a, 150p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0120-6346200900010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>33.  WENTZ, Liliane Irm&atilde; Mattje (2004). Os caminhos da madeira: regi&atilde;o   norte do Rio Grande do Sul 1902-1950. Passo Fundo, UPF, 2004. 187p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0120-6346200900010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>&nbsp;</P>     <P>Recibido: febrero 18 de 2009;   Aprobado: mayo 14 de 2009</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><sup><a href="#a1">*</a></sup><A NAME="a"></A> Este estudo &eacute; parte da Tese de Doutoramento. Trabalho investigativo   financiado pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de   Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES), com dura&ccedil;&atilde;o de 3 anos   e dois meses, insere-se na linha de pesquisa Sociedade, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e desenvolvimento regional.</P>     <P> <sup><A HREF="#1a">1</A></sup><A NAME="1"></A> Get&uacute;lio Dorneles Vargas foi um personagem   de grande relev&acirc;ncia na hist&oacute;ria do Rio Grande do Sul e do Brasil.   Ga&uacute;cho de S&atilde;o Borja foi membro atuante da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930 e presidente do Brasil de 1930 at&eacute; 1945, sendo reeleito em 1950 at&eacute; 1954 quando de sua morte.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><sup><A HREF="#2a">2</A></sup><A NAME="2"></A> Para Fonseca (1983, p. 63), o trigo, apesar de   ser uma cultura n&atilde;o regular, no entanto chegou a abastecer o mercado   estadual e tamb&eacute;m chegou ao ponto de ser exportado para outros estados brasileiros.</P>     <P> <sup><A HREF="#3a">3</A></sup><A NAME="3"></A> As cifras se referem a moeda brasileira em vigor   em 1930, ou seja, R&eacute;is. Importante destacar que se faz necess&aacute;rio   manter as cifras no original. Vale destacar que os valores ap&oacute;s os dois pontos n&atilde;o eram escritos, assim est&aacute; nos documentos originais.</P>     <P> <sup><A HREF="#4a">4</A></sup><A NAME="4"></A> Relat&oacute;rio apresentado ao cel. Oswaldo   Cordeiro de Farias ,Interventor do Estado do Rio Grande do Sul, pelo prefeito   de Passo   Fundo, Arthur Ferreira Filho, n. 0118, em 1939. p. 13.</P>     <P><sup><A HREF="#5a">5</A></sup><A NAME="5"></A> Para maiores detalhes sobre a forma de c&aacute;lculo   do QL ver PAIVA (2004).</P> </font>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BOSCHI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Renato Raul]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Elites industriais e democracia: hegemonia burguesa e mudança política e social no Brasil]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Graal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CAMARGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aspásia]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Carisma e personalidade política: Vargas, da conciliação ao maquiavelismo]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[D'ARAÚJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Celina]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As instituições brasileiras da era Vargas]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora FGV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<source><![CDATA[CORREIO DO POVO]]></source>
<year>1980</year>
<volume>XXXVIII</volume>
<numero>97</numero>
<issue>97</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CUTLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antony]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Capital de Marx: e o capitalismo de hoje]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Zahar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DE MELLO]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Manoel Cardoso]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O capitalismo Tardio]]></source>
<year>1982</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brasiliense,]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA FILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Arthur]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História geral do Rio Grande do Sul]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Globo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FONSECA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro Dutra]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[RS: Economia & conflitos políticos na República Velha]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado Aberto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GORENDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jacob]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A burguesia brasileira]]></source>
<year>1979</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brasiliense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GRAMSCI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antônio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os intelectuais e a organização da cultura]]></source>
<year>1979</year>
<page-range>244</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Civilização Brasileira S.A.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Município de Passo Fundo</collab>
<source><![CDATA[Guia ilustrado comercial, industrial e profissional do município de Passo Fundo]]></source>
<year>1939</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HADDAD]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Roberto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas de localização e de especialização]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[HADDAD]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Roberto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos Maurício de Carvalho]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BOISER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Economia Regional: teorias e métodos de análise]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[S.l ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Banco do Nordeste]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[IANNI]]></surname>
<given-names><![CDATA[Octávio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O progresso econômico e o trabalhador livre]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[HOLANDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio Buarque de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Brasil Monárquico II]]></source>
<year>1972</year>
<month>19</month>
<day>72</day>
<volume>5</volume>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DIFEL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Censo demográfico: população e habitação]]></source>
<year>1950</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IBGE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Censos econômicos: agrícola, industrial, comercial e dos serviços]]></source>
<year>1950</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IBGE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>IPEADATA</collab>
<source><![CDATA[Dados macroeconômicos e regionais]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOVE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joseph L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O regionalismo gaúcho]]></source>
<year>1975</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Perspectiva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MÜLLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Geraldo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A economia gaúcha dos anos 30 aos 60]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[DACANAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Hildebrando]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GONZAGA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sergius]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[RS: economia & política]]></source>
<year>1993</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado Aberto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NORTH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Douglass C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Location theory and regional economic growth]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Farm Economics]]></source>
<year>1959</year>
<month>de</month>
<day>c</day>
<volume>4</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Lancaster ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Farm Economic Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PAIVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos Águedo Nagel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Como identificar e mobilizar o potencial de desenvolvimento endógeno de uma região?]]></source>
<year>2004</year>
<volume>59</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FEE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESAVENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Jatahy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A burguesia gaúcha: dominação do capital e disciplina do trabalho - RS: 1889-1930]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado Aberto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESAVENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Jatahy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História do Rio Grande do Sul]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado Aberto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESAVENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Jatahy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[República velha gaúcha: charqueadas, frigoríficos, criadores]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Movimento IEL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PESAVENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra Jatahy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[RS: a economia e o poder nos anos 30]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado Aberto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Expansão cafeeira e origem da indústria no Brasil]]></source>
<year>1976</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alfa-Omega]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SINGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paul]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvimento econômico e evolução urbana]]></source>
<year>1968</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia Editora Nacional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TEDESCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Carlos]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SANDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Roberto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Madeireiros, comerciantes e granjeiros: lógicas e contradições no processo de desenvolvimento socioeconômico de Passo Fundo (1900-1960)]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Passo Fundo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UPF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TEDESCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Carlos]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Colonos, carreteiros e comerciantes - a região do Alto Taquari no início do século XX]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EST]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TOPIK]]></surname>
<given-names><![CDATA[Steven]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A presença do estado na economia política do Brasil de 1889/1930]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[record]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VARGAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anderson Zalewski]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os subterrâneos de Porto Alegre: imprensa, ideologia autoritária e reforma social (Porto Alegre- 1900- 1919)]]></source>
<year>1992</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WEBER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Max]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O político e o cientista]]></source>
<year>1979</year>
<page-range>150</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WENTZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliane Irmã Mattje]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os caminhos da madeira: região norte do Rio Grande do Sul 1902-1950]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Passo Fundo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UPF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
