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<journal-title><![CDATA[Revista Latinoamericana de Bioética]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entraves e potencialidades do funcionamento de Comitês de Ética em pesquisa (CEPs)]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[LIMITACIONES Y POTENCIALIDADES DEL FUNCIONAMIENTO DE LOS COMITÉS DE ÉTICA EN INVESTIGACIÓN (CEI)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Studies like this one, about the potentialities of the Ethics Committees in Research (IRB) and the restrictions at their running operability, have scientific and social relevance. This study aims to identify the operability of the CEPs of the State Universities of Bahia/Brasil through the view of the researchers and the people that take part of them, and is characterized as a quantitative and descriptive study, approved by the CEP/UESB under protocol 134/2009, realized with 95 informers and analyzed by Sphinx Software. According to the obtained data, about 39% of the research participants considered the demand of projects submitted to the CEP very high and 49,5% classified the analysis time of the project as reasonable. The physical space of the CEP was considered sufficient and small by 32,6% and 29,5% of the participants, respectively. The quantity of employees of the CEP was considered very small by 37,9% of the participants. These data indicate that the CEPs need more institutional support and higher awareness of the academic community about their importance.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Estudos como este, sobre as potencialidades dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e os entraves ao seu funcionamento, têm relevância científica e social.Este estudo teve como objetivoconhecer o funcionamento dos CEPs das universidades estaduais da Bahia (Brasil) na óptica dos pesquisadores e das pessoas que fazem parte dos mesmos. Caracterizou-se como umestudo quantitativo e descritivo, aprovado pelo CEP/UESB sob protocolo 134/2009, realizado com 95 informantes e analisado pelo Software Sphinx.De acordo com os dados obtidos, cerca de 39% dos participantes da pesquisa consideram a demanda de projetos submetidos ao CEP muito grande e 49,5% classificaram o tempo de análise do projeto como razoável. O espaço físico do CEP foi considerado suficiente e pequeno por 32,6% e 29,5% dos participantes, respectivamente. A quantidade de funcionários do CEP foi considerada muito pequena por 37,9% dos participantes. Estes dados indicam que os CEPs necessitam de mais apoio institucional e de maior conscientização da comunidade acadêmica sobre sua importância.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <font face="verdana" size=2>  <font size="4">     <p align="center"><b>Entraves e potencialidades do funcionamento de Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em pesquisa (CEPs)</b></p></font>  <font size=3>     <p align="center"><b>LIMITACIONES Y POTENCIALIDADES DEL FUNCIONAMIENTO DE LOS COMIT&Eacute;S DE &Eacute;TICA EN INVESTIGACI&Oacute;N (CEI)</b></p>     <p align="center"><b>RESTRICTIONS AND POTENTIALITIES OF THE OPERABILITY OF THE ETHICS COMMITTEES IN RESEARCH (IRB)</b></p> </font>      <p><b>Adriana Silva Barbosa</b><sup>*</sup></p>      <p><b>Rita Narriman Silva de Oliveira Boery</b><sup>**</sup></p>      <p><sup>*</sup> Graduada em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), especialista em Metodologia do Ensino Superior pelas Faculdades Integradas de Jequi&eacute; (FIJ), mestranda em Enfermagem e Sa&uacute;de pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e Sa&uacute;de da UESB. Analista Universit&aacute;ria da UESB. Secret&aacute;ria do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (CEP/UESB). Endere&ccedil;o: Rua Afr&acirc;nio Peixoto, n.&deg; 130, Bairro: Mandacaru, CEP: 45207-380, Jequi&eacute;- Bahia- Brasil. E-mail: <a href="mailto:drybarbosa@yahoo.com.br">drybarbosa@yahoo.com.br</a></p>      <p><sup>**</sup> Graduada em Enfermagem e Obstetr&iacute;cia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestre em Enfermagem em Sa&uacute;de P&uacute;blica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (UNIFESP). Professora titular do Departamento de Sa&uacute;de da UESB. Professora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e Sa&uacute;de da UESB. Endere&ccedil;o: Av. Jos&eacute; Moreira Sobrinho, S/N - Bairro: Jequiezinho, CEP: 45.206-510, Jequi&eacute;- Bahia- Brasil. E-mail: <a href="mailto:rboery@gmail.com">rboery@gmail.com</a>.</p>      <p><b>Fecha Recepci&oacute;n: Octubre 8 de 2010    <br> Concepto Evaluaci&oacute;n: Noviembre 10 de 2010    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Fecha Aceptaci&oacute;n: Diciembre 14 de 2010</b></p>  <hr>     <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Estudos como este, sobre as potencialidades dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) e os entraves ao seu funcionamento, t&ecirc;m relev&acirc;ncia cient&iacute;fica e social.Este estudo teve como objetivoconhecer o funcionamento dos CEPs das universidades estaduais da Bahia (Brasil) na &oacute;ptica dos pesquisadores e das pessoas que fazem parte dos mesmos. Caracterizou-se como umestudo quantitativo e descritivo, aprovado pelo CEP/UESB sob protocolo 134/2009, realizado com 95 informantes e analisado pelo <i>Software Sphinx</i>.De acordo com os dados obtidos, cerca de 39% dos participantes da pesquisa consideram a demanda de projetos submetidos ao CEP muito grande e 49,5% classificaram o tempo de an&aacute;lise do projeto como razo&aacute;vel. O espa&ccedil;o f&iacute;sico do CEP foi considerado suficiente e pequeno por 32,6% e 29,5% dos participantes, respectivamente. A quantidade de funcion&aacute;rios do CEP foi considerada muito pequena por 37,9% dos participantes. Estes dados indicam que os CEPs necessitam de mais apoio institucional e de maior conscientiza&ccedil;&atilde;o da comunidade acad&ecirc;mica sobre sua import&acirc;ncia.</p>      <p><b>Palavras Chave</b></p>      <p>&Eacute;tica em pesquisa, comiss&atilde;o de &eacute;tica, revis&atilde;o &eacute;tica, bio&eacute;tica, &eacute;tica.</p>  <hr>       <p><b>RESUMEN</b></p>      <p>Estudios como este, sobre las potencialidades de los Comit&eacute;s de &Eacute;tica en Investigaci&oacute;n (CEP) y las trabas a su funcionamiento, tienen relevancia cient&iacute;fica y social. Este estudio tuvo como objetivo conocer el funcionamiento de los CEP de las Universidades Estatales de Bahia/Brasil en la &oacute;ptica de los investigadores y de las personas que hacen parte de los mismos y se caracteriz&oacute; como un estudio cuantitativo y descriptivo, aprobado por el CEP/UESB bajo protocolo 134/2009, realizado con 95 informantes y analizado por el <i>Software Sphinx. </i>De acuerdo con los datos obtenidos, cerca de 39% de los participantes de la investigaci&oacute;n consideran la demanda de proyectos sometidos al CEP muy grande y 49,5% clasificaron el tiempo de an&aacute;lisis del proyecto como razonable. El espacio f&iacute;sico del CEP fue considerado suficiente y peque&ntilde;o por 32,6% y 29,5% de los participantes, respectivamente. La cantidad de funcionarios del CEP fue considerada muy peque&ntilde;a por 37,9% de los participantes. Estos datos indican que los CEP necesitan m&aacute;s apoyo institucional y de mayor concienciaci&oacute;n de la comunidad acad&eacute;mica sobre su importancia.</p>      <p><b>Palabras Clave</b></p>      <p>&Eacute;tica en Investigaci&oacute;n, Comit&eacute;s de &Eacute;tica, Revisi&oacute;n &Eacute;tica, Bio&eacute;tica, &eacute;tica.</p>  <hr>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Studies like this one, about the potentialities of the Ethics Committees in Research (IRB) and the restrictions at their running operability, have scientific and social relevance. This study aims to identify the operability of the CEPs of the State Universities of Bahia/Brasil through the view of the researchers and the people that take part of them, and is characterized as a quantitative and descriptive study, approved by the CEP/UESB under protocol 134/2009, realized with 95 informers and analyzed by Sphinx Software. According to the obtained data, about 39% of the research participants considered the demand of projects submitted to the CEP very high and 49,5% classified the analysis time of the project as reasonable. The physical space of the CEP was considered sufficient and small by 32,6% and 29,5% of the participants, respectively. The quantity of employees of the CEP was considered very small by 37,9% of the participants. These data indicate that the CEPs need more institutional support and higher awareness of the academic community about their importance.</p>      <p><b>Key Words</b></p>      <p>Ethics, Research, Ethics Committees, Ethical Review, Bioethics.</p>  <hr>      <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Estudo sobre as potencialidades dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) e os entraves ao seu funcionamento, visando a busca de subs&iacute;dios que possam instrumentalizar os interessados nas atividades desenvolvidas pelos CEPs.</p>      <p>Nos &uacute;ltimos anos, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia t&ecirc;m avan&ccedil;ado vertiginosamente, principalmente nas pesquisas envolvendo seres humanos, sejam elas experimentais ou n&atilde;o. Isso refor&ccedil;a ainda mais as implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas do envolvimento de seres vivos em pesquisas, notadamente seres humanos.</p>      <p>Em seres humanos, as implica&ccedil;&otilde;es da pesquisa n&atilde;o residem apenas no aspecto biol&oacute;gico, mas tamb&eacute;m no aspecto psicossocial, uma vez que alguns tipos de pesquisa podem trazer desconfortos ou riscos n&atilde;o s&oacute; ao bem estar f&iacute;sico, tamb&eacute;m psicossocial dos participantes da pesquisa. Portanto, &eacute; imprescind&iacute;vel que eles sejam informados, em linguagem acess&iacute;vel, sobre o teor da pesquisa e possam decidir livremente se desejam ou n&atilde;o participar nesta.</p>      <p>Para tanto, o Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) de Brasil publicou em 1996 a Resolu&ccedil;&atilde;o 196, que criou inst&acirc;ncias regionais, os Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) e a Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (CONEP), &oacute;rg&atilde;o nacional de controle de pesquisas envolvendo seres humanos (Freitas &amp; Lobo, 2006).</p>      <p>Em 2001, a CONEP criou o Sistema Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (SISNEP) com objetivo de constituir um sistema nacional de informa&ccedil;&atilde;o e acompanhamento dos aspectos &eacute;ticos das pesquisas realizadas em todo o territ&oacute;rio brasileiro. Este sistema &eacute; bastante &uacute;til para facilitar o controle social das pesquisas e para a an&aacute;lise de dados de interesse do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e de &oacute;rg&atilde;os relacionados &agrave;s pol&iacute;ticas de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Freitas, Lobo &amp; Gon&ccedil;alves, 2009). Todavia, apesar de j&aacute; passar nove anos, o SISNEP ainda n&atilde;o cobre a totalidade de CEPs existentes no Brasil.</p>      <p>Este fato e a exist&ecirc;ncia de limita&ccedil;&otilde;es do SISNEP para o acompanhamento das pesquisas com seres humanos demonstraram a necessidade de revis&atilde;o do SISNEP. Assim, em 2007, o Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) deliberou pela constru&ccedil;&atilde;o de um novo e mais completo sistema de acompanhamento de pesquisas, denominado Plataforma Brasil, que visa a integrar todos os CEPs e a CONEP e permitir a intera&ccedil;&atilde;o com ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias e de fomento &agrave; pesquisa, institui&ccedil;&otilde;es internacionais, editores cient&iacute;ficos, dentre outros, al&eacute;m de fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre os diversos est&aacute;gios das pesquisas: fase de projeto, fase de campo e relat&oacute;rios de pesquisas j&aacute; conclu&iacute;das (CONEP/CNS, 2009).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que o controle social em pesquisa realizado pelos CEPs seja efetivo, &eacute; imprescind&iacute;vel que os pesquisadores tenham conhecimento da import&acirc;ncia da &eacute;tica aplicada &agrave; vida (bio&eacute;tica) na pesquisa e submetam seus projetos &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o de um CEP, o que significa que &eacute; fundamental que os CEPs recebam suporte institucional adequado para que realizem seu papel com qualidade, rapidez e efici&ecirc;ncia, aprimorando suas potencialidades e minimizando os entraves ao seu funcionamento.</p>      <p>Neste contexto, &eacute; relevante realizar estudos sobre o desenvolvimento dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa, suas potencialidades e os entraves ao seu funcionamento, na &oacute;ptica dos pesquisadores envolvidos com a quest&atilde;o, dos (as) secret&aacute;rios (as), dos (as) presidentes/coordenadores (as) e dos membros pareceristas dos CEPs. Esses estudos podem servir de subs&iacute;dios para o estabelecimento de um melhor suporte institucional aos CEPs, com consequente melhoria de seus servi&ccedil;os, para incentivar outros pesquisadores a submeterem seus projetos a um CEP e tamb&eacute;m para divulgar a import&acirc;ncia da &eacute;tica em pesquisa atrav&eacute;s do incentivo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e eventos para sensibilizar os pesquisadores da relev&acirc;ncia cient&iacute;fica e social da &eacute;tica, enquanto item indispens&aacute;vel a todo e qualquer projeto de pesquisa, independente da &aacute;rea de conhecimento.</p>      <p>Neste contexto, elaboramos a seguinte quest&atilde;o norteadora: como se d&aacute; o funcionamento dos CEPs? Para responder a este questionamento, estabelecemos como objetivo: conhecer o funcionamento de quatro Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) do Estado da Bahia/Brasil, atrav&eacute;s da &oacute;ptica dos pesquisadores, dos (as) secret&aacute;rios (as), dos (as) presidentes/coordenadores (as) e dos membros dos CEPs.</p>      <p><b>METODOLOGIA</b></p>      <p>Este estudo constitui parte da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado &quot;Entraves e Potencialidades dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia,&quot; do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e Sa&uacute;de da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (PPGES/UESB), sustentada em 2010 e caracteriza-se como uma pesquisa quantitativa e descritiva, aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da UESB sob protocolo 134/2009 e realizada com quatro Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa do Estado da Bahia.</p>      <p>Os dados foram coletados atrav&eacute;s de quatro tipos de question&aacute;rios elaborados com essa finalidade, considerando o alcance do objetivo, respondidos eletronicamente por e-mail no per&iacute;odo de dezembro de 2009 a maio de 2010. A amostra do estudo &eacute; composta de 95 indiv&iacute;duos, sendo eles pessoas que fazem dos CEPs e pesquisadores que submetem ou submeteram projetos de pesquisa aos CEPs participantes do estudo, selecionados de acordo com os crit&eacute;rios descritos a seguir.</p>      <p>Os pareceristas de CEP participantes da pesquisa foram selecionados atrav&eacute;s de sorteio por &aacute;rea de conhecimento a partir da rela&ccedil;&atilde;o de pareceristas do CEP. Se uma &aacute;rea de conhecimento era representada por mais de uma pessoa, foi realizado o sorteio entre as pessoas da mesma &aacute;rea do conhecimento para selecionar o participante. Si a pessoa sorteada n&atilde;o aceitava, se realizava novo sorteio. Todos os (as) presidentes/coordenadores/as dos CEPs e secret&aacute;rios/as participantes do estudo foram convidados a participar do estudo, embora apenas metade deles (2 de cada grupo) aceitou participar. Um dos CEPs n&atilde;o forneceu a rela&ccedil;&atilde;o de pareceristas, impossibilitando que os mesmos fossem convidados a participar do estudo.</p>      <p>Os pesquisadores foram, em sua maioria, selecionados atrav&eacute;s dos Diret&oacute;rios dos Grupos de Pesquisa da Plataforma Lattes com o emprego dos crit&eacute;rios para identifica&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas envolvendo seres humanos estabelecidos por Barbosa (Barbosa, 2010). Alguns pesquisadores tamb&eacute;m foram contatados com o aux&iacute;lio de alguns dos CEPs participantes.</p>      <p>Todos os convidados a participar da pesquisa receberam um e-mail convite apresentando a pesquisadora e fornecendo esclarecimentos sobre a pesquisa e sua import&acirc;ncia. Anexos ao e-mail convite encontravam-se o question&aacute;rio espec&iacute;fico &agrave; categoria participante e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</p>      <p>Os dados obtidos com os question&aacute;rios constitu&iacute;ram um banco de dados no <i>Software Sphinx L&eacute;xica for Windows, </i>vers&atilde;o 5.0 em portugu&ecirc;s, foram analisados quantitativamente com o emprego da Estat&iacute;stica Descritiva e dispostos em quadros.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>      <p>Os dados obtidos por este estudo revelam que um dos CEPs participantes da pesquisa possui apenas sala de secretaria, outro possui sala de secretaria e sala de reuni&otilde;es e outro possui uma sala &uacute;nica que contempla ambos os ambientes (secretaria, sala de reuni&otilde;es e sala de arquivo).</p>      <p>Quando perguntados sobre o tamanho do espa&ccedil;o f&iacute;sico que o CEP possui 32,6% dos participantes do estudo afirmaram ser suficiente, enquanto 51,6% afirmaram estar entre pequeno e muito pequeno.</p>      <p>&Eacute; importante ressaltar que as op&ccedil;&otilde;es &quot;grande&quot; e &quot;muito grande&quot; n&atilde;o foram citadas por nenhum dos participantes da pesquisa e que a op&ccedil;&atilde;o &quot;outro&quot; foi citada por 15,8% dos participantes. Dentre as respostas agrupadas na categoria &quot;outro&quot; merecem destaque: &quot;acho que o CEP deveria ter um local pr&oacute;prio com espa&ccedil;o suficiente para funcionamento da secretaria, sala para a presid&ecirc;ncia e sala para reuni&otilde;es&quot;; &quot;n&atilde;o existe uma sala espec&iacute;fica para o CEP&quot;</p>      <p>Ao serem perguntados sobre a quantidade de equipamentos necess&aacute;rios para o funcionamento do CEP, 37,5% dos participantes da pesquisa que comp&otilde;em os CEPs estudados responderam ser suficiente, enquanto 41,7% afirmaram estar entre pequena e muito pequena, respectivamente. Cerca de 16,7% citou outro, 4,2% citou grande e a op&ccedil;&atilde;o muito grande n&atilde;o foi citada.</p>      <p>De acordo com os dados obtidos de tr&ecirc;s CEPs por este estudo e considerando como equipamentos o material permanente de inform&aacute;tica e telefonia e o mobili&aacute;rio existente no CEP, n&oacute;s pudemos notar que os CEPs participantes possuem m&eacute;dia de 2,25 computadores com internet, 2,25 impressoras, 0,75 scanner, 1,00 linha telef&ocirc;nica, 0,25 aparelho de fax, 2,50 mesas, 21,5 cadeiras, 3,50 arm&aacute;rios e 8,50 arquivos (<a href="#c1">quadro 1</a>).</p>      <p align="center"><a name="c1"></a><img src="img/revistas/rlb/v10n2/v10n2a08c01.jpg"></p>      <p>Esta quantidade de equipamentos existente nos CEPs (<a href="#c1">quadro 1</a>) condiz com as opini&otilde;es de 47,7% dos integrantes dos CEPs participantes deste estudo que consideram a quantidade de equipamentos do CEP pequena (29,2%) e muito pequena (12,5%). Todavia, os dados que encontramos diferem do relatado por Hardy, Hebling, Bento, Osis &amp; P&aacute;dua (2009)<sup>5</sup> ao estudarem quatro CEPs da regi&atilde;o Nordeste do Brasil. Desses, tr&ecirc;s CEPs informaram que a infra-estrutura estava adequada &agrave;s suas necessidades de trabalho e consideravam o espa&ccedil;o f&iacute;sico muito bom e os equipamentos adequados. Apenas um dos CEPs da regi&atilde;o Nordeste, estudado por Hardy et al. (2009, p. 30), relatou que &quot;a infra-estrutura n&atilde;o era adequada &agrave;s necessidades, porque havia pouco espa&ccedil;o&quot;.</p>      <p>Ao serem indagados sobre a quantidade de funcion&aacute;rios do CEP, 72,6% dos participantes da pesquisa afirmaram estar entre pequena e muito pequena. Sobre a quantidade de funcion&aacute;rios, 15,8% a considera suficiente, enquanto 11,6% dos participantes da pesquisa optaram pela alternativa &quot;outro&quot;, dentre as quais destacamos as seguintes respostas, que refor&ccedil;am a necessidade de mais funcion&aacute;rios para o CEP:</p>      <p>Insuficiente para o bom funcionamento do CEP. N&atilde;o sei se os funcion&aacute;rios s&atilde;o suficientes ou n&atilde;o. Mas chego no CEP e ele s&oacute; funciona um turno, ou o hor&aacute;rio de almo&ccedil;o &eacute; longo, ou um funcion&aacute;rio est&aacute; de f&eacute;rias e o CEP entra em f&eacute;rias tamb&eacute;m...</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando estive l&aacute; a respons&aacute;vel estava de licen&ccedil;a e a funcion&aacute;ria que estava substituindo n&atilde;o estava na sala. Depois meu contato foi via telefone.</p>      <p>Percebo tamb&eacute;m um entrave na entrega dos documentos apenas em um turno, isto dificulta no andamento das atividades tanto do CEP e ainda mais dos pesquisadores. &Eacute; hora de pensar em mudar para dois per&iacute;odos.</p>      <p>De acordo com dados obtidos por este estudo, referentes &agrave; quantidade de componentes, tr&ecirc;s dos quatro CEPs estudados possuem um (a) presidente/coordenador (a), um (a) vice-presidente/vice-coordenador (a), m&eacute;dia de 16,67 &plusmn; 5,13 membros pareceristas, m&eacute;dia de 4,00 &plusmn; 6,93 membros suplentes e m&eacute;dia de 1,67 &plusmn; 1,15 funcion&aacute;rios. Consideram-se funcion&aacute;rios o (a) secret&aacute;rio (a) do CEP e qualquer outra pessoa que exer&ccedil;a atividades administrativas no CEP, mesmo que seja um (a) estagi&aacute;rio (a). Os (as) secret&aacute;rios (as) t&ecirc;m m&eacute;dia de 37,5 &plusmn; 10,61 horas de trabalho semanal no CEP e m&eacute;dia de 3,50 &plusmn; 2,12 anos de exerc&iacute;cio desta fun&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Tr&ecirc;s dos quatro CEPs estudados informaram receber projetos de pesquisa de outras institui&ccedil;&otilde;es para revis&atilde;o &eacute;tica, enquanto um dos CEPs estudados n&atilde;o nos forneceu nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre este aspecto. A demanda de projetos de pesquisa submetidos ao CEP foi considerada entre muito grande e grande por 70,6% dos participantes da pesquisa. Na op&ccedil;&atilde;o &quot;outro&quot; (14,7%), merecem destaque as seguintes coloca&ccedil;&otilde;es: &quot;o CEP precisa atender aos projetos de todos os programas e n&iacute;veis de ensino e pesquisa&quot;; &quot;analisa todos os projetos da institui&ccedil;&atilde;o&quot;; &quot;&eacute; o &uacute;nico da regi&atilde;o&quot;.</p>      <p>Apesar da grande demanda de projetos submetidos aos CEPs estudados, o tempo que o CEP leva para realizar a revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos de pesquisa foi considerado razo&aacute;vel por 49,5% dos participantes da pesquisa, enquanto 33,7% consideram a revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos entre demorada e muito demorada, enquanto 12,6% consideraram-na r&aacute;pida. A op&ccedil;&atilde;o outro foi citada por 4,2% dos participantes e a op&ccedil;&atilde;o muito r&aacute;pida n&atilde;o foi citada.</p>      <p>Os participantes da pesquisa tamb&eacute;m foram questionados quanto &agrave; qualidade do atendimento prestado pelo CEP a todos que o procuram. Para 65,2% deles, a qualidade do atendimento do CEP encontra-se entre boa e muito boa, enquanto 16,8% consideram-na razo&aacute;vel. As op&ccedil;&otilde;es ruim (1,1%), muito ruim (8,4%) e outro ( 8,4%) tamb&eacute;m foram citadas.</p>      <p>A aceita&ccedil;&atilde;o dos pareceres pelos pesquisadores foi considerada relativa e boa por 33,3% e por 41,7% dos componentes do CEP que participaram da pesquisa, enquanto 20,8% optaram pela alternativa &quot;outro&quot; e 4,2% optaram pela alternativa &quot;nenhuma aceita&ccedil;&atilde;o&quot;. As alternativas &quot;aceita&ccedil;&atilde;o muito boa&quot; e &quot;pouca aceita&ccedil;&atilde;o&quot; n&atilde;o foram mencionadas.</p>      <p>O acompanhamento dos projetos de pesquisa aprovados pelo CEP foi considerado inexistente e suficiente por 34,7% e 16,8% dos participantes da pesquisa, respectivamente. Cerca de 8,4% dos participantes consideram-no pouco freq&uuml;ente e 1,1% consideram-no freq&uuml;ente. A op&ccedil;&atilde;o &quot;muito freq&uuml;ente&quot; n&atilde;o foi citada e a op&ccedil;&atilde;o &quot;outro&quot; foi citada por 17,9% dos participantes e 21,1% deles optaram por n&atilde;o responder a quest&atilde;o. Dentre as respostas agrupadas na op&ccedil;&atilde;o &quot;outro&quot;, deve ser destacada: &quot;acredito que h&aacute; acompanhamento atrav&eacute;s de relat&oacute;rios enviados ao CEP pelos pesquisadores, por&eacute;m n&atilde;o tenho conhecimento se h&aacute; acompanhamento caso o pesquisador n&atilde;o envie os relat&oacute;rios&quot;.</p>      <p>Os componentes do CEP participantes do estudo tamb&eacute;m foram indagados quanto ao encaminhamento de relat&oacute;rios e &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o do CEP com a CONEP. No que concerne ao encaminhamento de relat&oacute;rios &agrave; CONEP, a maioria dos participantes que s&atilde;o componentes de CEP (45,8%) afirmou que este &eacute; realizado no prazo, enquanto 8,3% afirmaram ser sempre no prazo e 4,2% ser sempre fora do prazo. Dentre as respostas agrupadas na op&ccedil;&atilde;o outro, escolhida por 41,7% dos participantes, todos afirmaram n&atilde;o ter conhecimento sobre este aspecto.</p>      <p>A comunica&ccedil;&atilde;o com a CONEP foi considerada entre suficiente e freq&uuml;ente por 58,4% dos componentes de CEP participantes da pesquisa, enquanto 8,3% consideraram-na pouco freq&uuml;ente e 4,2% consideraram-na muito freq&uuml;ente. A op&ccedil;&atilde;o inexistente n&atilde;o foi citada e, dentre as respostas agrupadas na op&ccedil;&atilde;o outro, escolhida por 29,2% dos componentes de CEP que participaram da pesquisa, destacamos: &quot;&Eacute; uma comunica&ccedil;&atilde;o natural dentro das atribui&ccedil;&otilde;es de cada &oacute;rg&atilde;o&quot;. &quot;N&atilde;o posso opinar sobre isto, pois n&atilde;o tenho conhecimento&quot;. &quot;Nunca foi necess&aacute;rio nas reuni&otilde;es que participei&quot;.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao serem indagados sobre o apoio oferecido ao CEP pela institui&ccedil;&atilde;o que o abriga, 41,7% dos componentes do CEP respondentes consideram-no entre pequeno e muito pequeno, enquanto 25% consideram-no suficiente e 12,5% consideram-no grande. A op&ccedil;&atilde;o muito grande n&atilde;o foi citada, enquanto a op&ccedil;&atilde;o outro foi citada por 20,8% dos componentes do CEP participantes da pesquisa. Dentre as respostas agrupadas como &quot;outro&quot;, merecem destaque: &quot;acredito que ainda falta uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o do papel e da import&acirc;ncia do CEP tanto por parte da Institui&ccedil;&atilde;o quanto dos pesquisadores&quot;; &quot;insuficiente. Quase nenhum diante da import&acirc;ncia do CEP&quot;.</p>      <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>      <p>A Resolu&ccedil;&atilde;o 370/2007 (Brasil, 2007) estabelece que as institui&ccedil;&otilde;es que abrigam os CEPs devem assumir o compromisso de assegurar as condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas para o seu funcionamento; todavia, conforme aponta Barbosa (2010), apenas um dos regimentos dos CEPs participantes deste estudo contempla essa observa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Al&eacute;m disso, deve-se lembrar que, embora especifique a exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas e que, dentre estas condi&ccedil;&otilde;es, encontrem-se aspectos relacionados aos equipamentos que devem disponibilizar-se, a Resolu&ccedil;&atilde;o 370/2007 (Brasil, 2007) n&atilde;o descreve o que considera &quot;espa&ccedil;o f&iacute;sico exclusivo adequado para manter o sigilo&quot; ou como deve ser este arquivo ou o que entende como &quot;equipamento de inform&aacute;tica&quot; ou do que deve ser composto o mobili&aacute;rio do CEP.</p>      <p>A aus&ecirc;ncia destes esclarecimentos na Resolu&ccedil;&atilde;o e lacunas em seus regimentos pode colocar os CEPs &agrave; merc&ecirc; do que a institui&ccedil;&atilde;o que os abriga considera adequado, podendo levar os CEPs a trabalharem com condi&ccedil;&otilde;es inadequadas de arquivo, mobili&aacute;rio e equipamentos de inform&aacute;tica prec&aacute;rios e/ou insuficientes, ocasionando problemas na realiza&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es e no sigilo, dentre outros aspectos. Algumas das falas dos participantes da pesquisa indicam que essas situa&ccedil;&otilde;es podem ocorrer em algum dos CEPs estudados, o que &eacute; preocupante; pois tal realidade pode vir a tornar mais dif&iacute;cil o trabalho dos CEPs, coloc&aacute;-los &agrave; merc&ecirc; da boa vontade de outros setores da institui&ccedil;&atilde;o ou comprometer a conserva&ccedil;&atilde;o e o sigilo de toda sua documenta&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Na &eacute;poca da coleta de dados, os tr&ecirc;s CEP funcionavam no per&iacute;odo matutino, apenas dois funcionavam tamb&eacute;m no per&iacute;odo vespertino e nenhum deles funcionava no per&iacute;odo noturno. A Resolu&ccedil;&atilde;o 370/2007 (Brasil, 2007) n&atilde;o estabelece quantos per&iacute;odos por dia deve funcionar o CEP, mas especifica que os CEPs devem ter local e hor&aacute;rios de funcionamento definidos para os pesquisadores e participantes das pesquisas possam estabelecer contato com os mesmos. Disto depreende-se que, embora seja interessante o funcionamento cont&iacute;nuo do CEP em todos os per&iacute;odos do dia (o que demandaria, pelo menos, tr&ecirc;s funcion&aacute;rios a disposi&ccedil;&atilde;o do CEP), o mais importante &eacute; se possa estabelecer contato com o CEP e que o atendimento dado a quem o procura se realize com qualidade e sem informa&ccedil;&otilde;es lacunosas.</p>      <p>A Resolu&ccedil;&atilde;o 370/2007 (Brasil, 2007: 1) estabelece que, para desempenhar suas fun&ccedil;&otilde;es, o CEP deve contar com um &quot;funcion&aacute;rio administrativo designado e exclusivo, especificamente para as atividades do CEP&quot;, enquanto o <i>Manual operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006) especifica fun&ccedil;&otilde;es como o atendimento a todos que procuram o CEP, o recebimento dos projetos de pesquisa, a exposi&ccedil;&atilde;o do <i>modus operandi </i>do CEP quando solicitado, a disponibiliza&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es e dos impressos necess&aacute;rios e a manuten&ccedil;&atilde;o da confidencialidade e o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Al&eacute;m de exercer essas tarefas e de ter o compromisso com o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es recebidas, o (a) secret&aacute;rio (a) do CEP geralmente toma parte em todas as atividades do mesmo: secretaria as reuni&otilde;es, redige as atas, recebe, confere e encaminha a documenta&ccedil;&atilde;o recebida, trabalha no arquivamento da documenta&ccedil;&atilde;o do CEP, digita a documenta&ccedil;&atilde;o expedida pelo CEP e providencia que elas sejam devidamente assinadas, trabalha na elabora&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios encaminhados &agrave; CONEP e no processo de renova&ccedil;&atilde;o de registro do CEP.</p>      <p>Diante da participa&ccedil;&atilde;o em todas essas tarefas, se o CEP possuir uma grande demanda de projetos como indicam os dados que encontramos, o (a) secret&aacute;rio (a) fica sobrecarregado (a), o que acaba refletindo, com a sobrecarga dos membros pareceristas, em uma perda da agilidade do CEP em dar respostas aos pesquisadores; indicando, assim, a necessidade de existir outros funcion&aacute;rios e que os mesmos sejam capazes de auxiliar o (a) secret&aacute;rio (a). De acordo com os resultados encontrados por Hardy et al. (2008), ao estudar todos os CEPs brasileiros, cerca de dois ter&ccedil;os destes declararam ter necessidade de pessoal de apoio, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da exist&ecirc;ncia de pelo menos dois funcion&aacute;rios exclusivos para o CEP.</p>      <p>&Eacute; importante ressaltar tamb&eacute;m que o (a) secret&aacute;rio (a) do CEP n&atilde;o deve ser um funcion&aacute;rio comum. Pelo menos, deve possuir o n&iacute;vel superior, aptid&atilde;o e comprometimento com a &eacute;tica em pesquisa, pois, como os membros do CEP, o(a) secret&aacute;rio (a) precisa conhecer e estudar continuamente sobre a &eacute;tica em pesquisa e os CEPs para que possa fornecer um bom atendimento a todos os que o buscam, sejam eles pesquisadores ou participantes das pesquisas. O (a) secret&aacute;rio (a) do CEP &eacute; a &quot;ponta&quot; deste &oacute;rg&atilde;o, &eacute; quem presta o primeiro atendimento. &Eacute; com ele (a) que as pessoas que procuram o CEP estabelecem o primeiro ou at&eacute; v&aacute;rios contatos e, se esses contatos forem lacunosos e n&atilde;o esclarecedores, essa pessoa, certamente, sentir-se-&aacute; frustrada e mal atendida em suas necessidades. Da&iacute; a import&acirc;ncia da qualifica&ccedil;&atilde;o desse profissional e de que o CEP tenha tamb&eacute;m outros funcion&aacute;rios para seu funcionamento aconte&ccedil;a a contento.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A quantidade de membros pareceristas &eacute; importante para que o CEP consiga suprir sua demanda mensal de revis&atilde;o &eacute;tica de projetos, uma vez que o trabalho do CEP &eacute; volunt&aacute;rio e necessita que os pareceristas destinem algumas horas de seu tempo &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o dos projetos de pesquisa, ao estudo da &eacute;tica em pesquisa e da bio&eacute;tica e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nas reuni&otilde;es. As institui&ccedil;&otilde;es nas quais eles trabalham nem sempre consideram isso, principalmente no que concerne ao representante dos usu&aacute;rios e outros representantes da comunidade, que n&atilde;o possuem v&iacute;nculo empregat&iacute;cio com a institui&ccedil;&atilde;o que abriga o CEP como parte da jornada de trabalho. Isso dificulta a aprecia&ccedil;&atilde;o de projetos e a freq&uuml;&ecirc;ncia &agrave;s reuni&otilde;es. Neste contexto, aumentar a quantidade de membros nem sempre resultaria em conseq&uuml;ente aumento da capacidade de aprecia&ccedil;&atilde;o do CEP. Ao contr&aacute;rio, pode aumentar a quantidade de pessoas com os mesmos problemas e dificultar o <i>quorum </i>nas reuni&otilde;es.</p>      <p>Deve-se lembrar, contudo, que a grande demanda de projetos tem se tornado um grande problema para muitos CEPs, uma vez que ocasiona uma sobrecarga de trabalho para todos os componentes do CEP, principalmente para os membros pareceristas, comprometendo a agilidade do trabalho do CEP e a sua capacidade de cumprir os prazos junto aos pesquisadores e &agrave; pr&oacute;pria CONEP. Freitas &amp; Novaes (2010: 185-200) relatam que a sobrecarga de trabalho desestimula os membros a continuar no CEP, contribui para a perda da qualidade das revis&otilde;es &eacute;ticas dos projetos e ocasiona recusas dos profissionais em participar do CEP.</p>      <p>A Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 (Brasil, 1996, p. 6) reafirma a import&acirc;ncia da revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos de pesquisa, reconhece o direito do pesquisador &agrave; submiss&atilde;o de seu protocolo de pesquisa a um CEP e especifica que &quot;na impossibilidade de se constituir CEP, a institui&ccedil;&atilde;o ou o pesquisador respons&aacute;vel dever&aacute; submeter o projeto &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o do CEP de outra institui&ccedil;&atilde;o&quot;. Todavia n&atilde;o esclarece quais os aspectos que levam uma institui&ccedil;&atilde;o a ser considerada impossibilitada de constituir CEP e quem deve fazer tal avalia&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>A n&atilde;o cria&ccedil;&atilde;o de CEP pelas institui&ccedil;&otilde;es &eacute; preocupante, pois muitas institui&ccedil;&otilde;es com demanda de projetos de pesquisa suficiente para a constitui&ccedil;&atilde;o de CEP e com profissionais que o poderiam compor, retardam a implanta&ccedil;&atilde;o, provavelmente para n&atilde;o assumir os custos desta nem a manuten&ccedil;&atilde;o do CEP e a capacita&ccedil;&atilde;o de seus componentes. Desse modo, continuam a encaminhar seus projetos de pesquisa para outras institui&ccedil;&otilde;es, dificultando o trabalho do CEP, pela demanda superior &agrave; sua capacidade de an&aacute;lise, e dos pesquisadores que, muitas vezes, tem que se deslocar para outra cidade para submeter seus projetos ou envi&aacute;-los pelos Correios, privando-se de um contato mais direto e, consequentemente, impedindo o papel educativo do CEP.</p>      <p>Os dados referentes ao tempo de revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos e &agrave; qualidade do atendimento prestado pelos CEPs mostram que, apesar de possu&iacute;rem uma grande demanda de projetos para aprecia&ccedil;&atilde;o, o que pode resultar em sobrecarga de trabalho do CEP, estes tem se esfor&ccedil;ado para suprir a demanda da comunidade acad&ecirc;mica que necessita de seus servi&ccedil;os. Apesar disso, &eacute; importante ressaltar que a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 (Brasil, 1996) estabelece que o prazo para emiss&atilde;o de parecer &eacute; 30 dias. O <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006) especifica que este prazo inclui a an&aacute;lise cuidadosa do parecerista e a aprecia&ccedil;&atilde;o da plen&aacute;ria do CEP na reuni&atilde;o. Contudo, para que ele seja cumprido &eacute; necess&aacute;rio que a demanda do CEP esteja adequada &agrave; sua capacidade, conforme especifica Garbin, Garbin &amp; Diniz (2008: 197-203). Outros fatores que podem comprometer este prazo s&atilde;o a falta de experi&ecirc;ncia em apreciar os projetos ou a elei&ccedil;&atilde;o de outras prioridades por parte dos membros do CEP (Hardy, Bento, Osis &amp; Hebling, 2004).</p>      <p>O n&atilde;o cumprimento dos prazos estabelecidos representa problemas para o CEP e para os pesquisadores, j&aacute; que o CEP fica constrangido e &eacute; obrigado a dar satisfa&ccedil;&otilde;es, as quais nem sempre s&atilde;o aceitas pelos pesquisadores. Estes, por sua vez, s&atilde;o obrigados a atrasar o in&iacute;cio de seus estudos, o que resulta em quebra de outros prazos, principalmente com &oacute;rg&atilde;os de fomento &agrave; pesquisa, desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos recursos obtidos ou at&eacute; a perda de validade de materiais de consumo; os quais, na maioria das vezes, custam caro (Hardy, Bento, Osis &amp; Hebling, 2004).</p>      <p>No que concerne ao atendimento prestado pelo CEP, o <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006, p. 25) especifica que a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida pelo CEP com os pesquisadores deve ser &quot;transparente, objetiva e acolhedora&quot; e que cabe ao CEP dar-lhes orienta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apenas para a apresenta&ccedil;&atilde;o do protocolo, mas tamb&eacute;m no delineamento do estudo e no processo de obten&ccedil;&atilde;o do consentimento.</p>      <p>Devemos lembrar que, embora todos os contatos sejam importantes, o primeiro contato do pesquisador com o CEP &eacute; marcante e decisivo para a manuten&ccedil;&atilde;o de um bom relacionamento entre o CEP e o pesquisador. O acolhimento, embora seja muito estudado quanto &agrave; sua aplicabilidade aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, &eacute; uma ferramenta que deve aplicar-se em todos os setores onde se realiza atendimento, inclusive no CEP. Ao procurar o CEP para saber o que &eacute; necess&aacute;rio para submeter um projeto, o pesquisador muitas vezes se encontra inseguro, pois desconhece quais s&atilde;o os aspectos &eacute;ticos da pesquisa que avaliar&aacute; o CEP, posto que sua forma&ccedil;&atilde;o nem sempre contempla alguma abordagem sobre &eacute;tica em pesquisa. Em uma situa&ccedil;&atilde;o como esta, o pesquisador teme a submiss&atilde;o do projeto e o parecer emitido pelo CEP, considerando este processo burocr&aacute;tico e desnecess&aacute;rio.</p>      <p>Independente da experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de submiss&atilde;o de projetos de pesquisa ao CEP, o pesquisador deve ser atendido com aten&ccedil;&atilde;o, ter respondidas suas d&uacute;vidas quanto &agrave; submiss&atilde;o e &agrave; tramita&ccedil;&atilde;o do projeto, ser orientado quanto &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o do CEP de forma que esta seja transparente, devendo tamb&eacute;m receber orienta&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto no que concerne ao acompanhamento cont&iacute;nuo da pesquisa e &agrave; emiss&atilde;o de relat&oacute;rios parciais e finais ao CEP.</p>      <p>&Eacute; importante ressaltar tamb&eacute;m que os participantes das pesquisas, ao procurarem o CEP para fazer alguma den&uacute;ncia, tamb&eacute;m devem ser acolhidos e tratados com aten&ccedil;&atilde;o, de modo que sejam tomadas provid&ecirc;ncias imediatas para a averigua&ccedil;&atilde;o dos fatos e a abertura de sindic&acirc;ncia.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados obtidos quanto &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o do parecer do CEP pelos pesquisadores mostram que, embora &agrave;s vezes diante das pend&ecirc;ncias, o pesquisador tenha d&uacute;vidas sobre o que deve ser feito para esclarec&ecirc;-las e adequar o projeto, os mesmos geralmente demonstram aceita&ccedil;&atilde;o ao parecer.</p>      <p>Neste contexto, devemos lembrar que a submiss&atilde;o do projeto n&atilde;o &eacute; um processo burocr&aacute;tico a cumprir e que o parecer do CEP n&atilde;o possui apenas a fun&ccedil;&atilde;o de aprovar ou reprovar uma pesquisa; mas tem, antes de tudo, uma fun&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, com vistas a contribuir para o aprimoramento &eacute;tico-cient&iacute;fico do projeto de pesquisa em apre&ccedil;o, constituindo-se assim como um valioso aprendizado que deve iniciar-se ainda na gradua&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&Eacute; importante ressaltar tamb&eacute;m que muitos pesquisadores que n&atilde;o tiveram a oportunidade de obter esse aprendizado t&ecirc;m dificuldades em compreender o papel do CEP, encarando-o como um censor, quando na realidade ele &eacute; um &oacute;rg&atilde;o de controle social em pesquisa, que visa a proteger os participantes da pesquisa e atua tamb&eacute;m como um parceiro constante do pesquisador, orientando-o e conduzindo-o &agrave; reflex&atilde;o dos aspectos &eacute;ticos em todas as fases da pesquisa; uma vez que o CEP assume a co-responsabilidade &eacute;tica pelos projetos aprovados, conforme disp&otilde;e o <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006).</p>      <p>Os dados obtidos por nosso estudo podem indicar que los CEPs estudados n&atilde;o acompanham os projetos a contento ou que a maioria dos participantes da pesquisa n&atilde;o tem conhecimento da exist&ecirc;ncia e import&acirc;ncia desse processo. Isso &eacute; um fato preocupante, pois como afirma o <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006), a responsabilidade do CEP n&atilde;o se exaure com a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto pelo CEP, o que significa que sua co-responsabilidade &eacute;tica pelo projeto permanece em todas as etapas at&eacute; a sua conclus&atilde;o.</p>      <p>Assim, embora seja preconizado que o projeto se execute como foi aprovado pelo CEP, n&atilde;o se pode negar que, ao iniciar a coleta de dados, muitas vezes o pesquisador v&ecirc;-se obrigado a realizar emendas/altera&ccedil;&otilde;es no projeto para que este se torne exeq&uuml;&iacute;vel. Essas, contudo, precisam ser comunicadas ao CEP para fins de acompanhamento de projeto, conforme especifica o <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006: 45), ao afirmar que &quot;o acompanhamento da pesquisa tamb&eacute;m &eacute; feito atrav&eacute;s da aprecia&ccedil;&atilde;o de eventuais emendas ao protocolo e das notifica&ccedil;&otilde;es de eventos adversos graves ocorridos&quot;</p>      <p>&Eacute; importante lembrar tamb&eacute;m que, conforme questionado por um dos participantes deste estudo, caso o pesquisador n&atilde;o encaminhe os relat&oacute;rios do projeto de pesquisa at&eacute; o prazo final para sua entrega, o CEP pode entrar em contato com o pesquisador e solicitar-lhe a entrega, apesar de o <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa </i>(Brasil, 2006) e a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 (Brasil, 1996) n&atilde;o especificarem quais as medidas a serem tomadas nesta situa&ccedil;&atilde;o, o que pensamos que ser&aacute; mudado com o advento da Plataforma Brasil.</p>      <p>Neste contexto, Lorenzo (2007: 268-282) alerta para a necessidade de desenvolvimento de mecanismos mais eficazes de acompanhamento dos projetos de pesquisa aprovados e para o fato de que ainda n&atilde;o existem a&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas no intuito de verificar como os estudos t&ecirc;m sido realizados. Al&eacute;m disso, esta verifica&ccedil;&atilde;o deve abranger n&atilde;o apenas o consentimento para participa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m qualquer aspecto envolvido com o estatuto &eacute;tico das pesquisas.</p>      <p>O encaminhamento de relat&oacute;rios semestrais dos CEPs &agrave; CONEP, conforme especificado na Resolu&ccedil;&atilde;o 370/2007 (Brasil, 2007), &eacute; fundamental para a regula&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do sistema de controle social em pesquisa brasileiro, uma vez que este relat&oacute;rio, al&eacute;m de transmitir &agrave; CONEP informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero de reuni&otilde;es, a quantidade e o tipo de parecer dos projetos apreciados, caracteriza-se tamb&eacute;m como uma forma de comunica&ccedil;&atilde;o entre o CEP e a CONEP. Neste documento, &eacute; poss&iacute;vel ao CEP fazer coment&aacute;rios sobre as suas atividades no semestre, como demanda, dificuldades, delibera&ccedil;&otilde;es da plen&aacute;ria, apoio recebido pelos membros, dentre outros aspectos que permitem &agrave; CONEP ter uma vis&atilde;o geral do sistema, diagnosticar aspectos positivos e negativos nas atividades dos CEPs e propiciar a&ccedil;&otilde;es que visem o cont&iacute;nuo aprimoramento deste sistema. Esses aspectos, e o fato do cumprimento dos prazos de encaminhamento de relat&oacute;rio ser um dos pontos considerados pela CONEP para a renova&ccedil;&atilde;o de registro do CEP, demonstram a necessidade e a import&acirc;ncia de que o envio do relat&oacute;rio semestral seja sempre realizado no prazo.</p>      <p>Neste contexto, depreende-se que a comunica&ccedil;&atilde;o entre a CONEP e os CEPs deve ser cont&iacute;nua para propiciar &agrave; CONEP o conhecimento da realidade dos CEPs e, consequentemente, do sistema nacional de &eacute;tica em pesquisa em toda a sua extens&atilde;o. Al&eacute;m disso, &eacute; atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o que os CEPs podem consultar a CONEP e beneficiar-se da experi&ecirc;ncia deste &oacute;rg&atilde;o para tomar decis&otilde;es; uma vez que, em seu trabalho, o CEP pode deparar-se com d&uacute;vidas sobre a revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos e/ ou dilemas &eacute;ticos que persistem ap&oacute;s a aus&ecirc;ncia de consenso em discuss&otilde;es realizadas pela plen&aacute;ria da reuni&atilde;o do CEP ou diante de lacunas nas resolu&ccedil;&otilde;es existentes.</p>      <p>N&atilde;o obstante, a Norma de Procedimentos 006/2009 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS, 2009: 1) relata que muitos CEPs n&atilde;o se encontram dentro do padr&atilde;o esperado para fortalecimento do Sistema CEP/CONEP. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio ampliar a &quot;compreens&atilde;o dos comit&ecirc;s de &eacute;tica sobre a necessidade de se adequarem a um padr&atilde;o organizacional, qualitativo e de relacionamento com o Sistema CEP/CONEP, para permanecerem credenciados ou n&atilde;o, pelo CNS&quot;.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Freitas &amp; Novais (2010: 185-200), em pesquisa de doutorado realizada em 2007 com lideran&ccedil;as de CEPs, identificaram a necessidade de melhoria da comunica&ccedil;&atilde;o entre CEP e CONEP, inclusive com a necessidade de aprimoramento da via eletr&ocirc;nica. Isso parece divergir dos dados encontrados por nosso estudo, no qual a maioria dos participantes componentes de CEPs considera suficiente a comunica&ccedil;&atilde;o existente entre o CEP de que fazem parte e a CONEP.</p>      <p>A experi&ecirc;ncia de uma das autoras deste artigo como secret&aacute;ria de um CEP h&aacute; quase quatro anos corrobora com o encontrado (Barbosa, 2010) e indica que, de 2007 a 2010, houve uma melhora sens&iacute;vel da comunica&ccedil;&atilde;o entre o CEP em que ela trabalha e a CONEP. Se em 2007, a CONEP demorava mais de uma semana para responder a um e-mail do CEP, na atualidade a resposta chega no mesmo dia. Contudo, notamos que a CONEP deixou de encaminhar c&oacute;pia <i>on line </i>de suas correspond&ecirc;ncias ao CEP. A nosso ver, &eacute; um retrocesso, pois mais de uma vez j&aacute; recebemos correspond&ecirc;ncias da CONEP cujo prazo para resposta havia vencido, embora a data de envio da correspond&ecirc;ncia indicasse o seu encaminhamento com anteced&ecirc;ncia.</p>      <p>Outro ponto que carece de discuss&atilde;o &eacute; a inclus&atilde;o dos CEPs no Sistema Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (SISNEP). A presen&ccedil;a do CEP no SISNEP tamb&eacute;m &eacute; uma forma de relacionamento/comunica&ccedil;&atilde;o muito importante entre o CEP, a CONEP, a comunidade acad&ecirc;mica e at&eacute; a pr&oacute;pria sociedade, posto que &eacute; poss&iacute;vel a qualquer pessoa acessar a lista de projetos cadastrados no SISNEP aprovados pelos CEPs por ano e por regi&atilde;o do pa&iacute;s.</p>      <p>Apesar disso, a Rela&ccedil;&atilde;o de CEPs Ativos (CONEP, 2010), em junho de 2010, informa a exist&ecirc;ncia de 592 CEPs cadastrados na CONEP e a situa&ccedil;&atilde;o em que estes se encontram (aviso de cancelamento, renova&ccedil;&atilde;o pendente, prazo vencendo em 2010, registro/renova&ccedil;&atilde;o em 2008-2011, registro/renova&ccedil;&atilde;o em 2009-2012 e registro/renova&ccedil;&atilde;o em 2010-2013). Enquanto que a rela&ccedil;&atilde;o de CEPs que utilizam o SISNEP, disposta na internet, consta que cerca de 400 CEPs est&atilde;o inclusos neste sistema. Isso significa que h&aacute; um d&eacute;ficit de cerca de 192 CEPs fora do SISNEP, muitos dos quais devidamente registrados e sem nenhuma pend&ecirc;ncia com a CONEP. Isso demonstra a necessidade de melhoras neste aspecto do relacionamento CEP/CONEP e a necessidade de que a Plataforma Brasil venha incluir, ao contr&aacute;rio do SISNEP, todos os CEPs com maior agilidade e facilidade, o que permitir&aacute; o melhor desenvolvimento das atividades do sistema CEP/CONEP e, consequentemente, do controle social em pesquisa no Brasil.</p>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos quatro CEPs participantes deste estudo, apenas um deles, na &eacute;poca em que foram aplicados os question&aacute;rios, encontrava-se na rela&ccedil;&atilde;o de CEPs que utilizam o SISNEP, e outro foi inclu&iacute;do neste sistema em 20 de agosto de 2010. Estes s&atilde;o os dois CEPs participantes de nosso estudo que se encontram em situa&ccedil;&atilde;o regular com a CONEP. Ambos t&ecirc;m obtido sua renova&ccedil;&atilde;o de registro para o per&iacute;odo 2008/2011. Os outros dois CEPs participantes deste estudo, de acordo com a rela&ccedil;&atilde;o de CEPs ativos na CONEP em junho de 2010, encontram-se sob aviso de cancelamento e n&atilde;o possu&iacute;mos informa&ccedil;&otilde;es se ser&atilde;o inclu&iacute;dos no SISNEP em 2010.</p>      <p>Embora a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 (Brasil, 1996) estabele&ccedil;a que as institui&ccedil;&otilde;es devem fornecer apoio e adequadas condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento ao CEP, as respostas obtidas neste estudo demonstram que a maior parte dos componentes do CEP acredita que o apoio recebido da institui&ccedil;&atilde;o que o abriga &eacute; insuficiente para que este realize suas atividades a contento. Al&eacute;m disso, como j&aacute; foi abordado, apenas um dos tr&ecirc;s regimentos dos tr&ecirc;s CEPs estudados faz men&ccedil;&atilde;o ao apoio institucional, o que torna esta realidade ainda mais preocupante.</p>      <p>&Eacute; importante lembrar que nossos dados diferem dos encontrados por Hardy et al. (2008), que ao estudar os CEPs brasileiros obtiveram informa&ccedil;&otilde;es de quase todos os respons&aacute;veis pelos CEPs e pelas institui&ccedil;&otilde;es de que era fornecido apoio institucional a contento. Esta diverg&ecirc;ncia pode explicar-se pela amplitude dos estudos, por terem sido realizados em anos diferentes ou por envolverem diferentes participantes, j&aacute; que nosso estudo envolve todos os componentes do CEP, mas n&atilde;o contempla as opini&otilde;es do dirigente institucional, enquanto aqueles contemplam apenas a vis&atilde;o dos dirigentes institucionais e dos presidentes/coordenadores de CEP.</p>      <p>O apoio institucional adequado &eacute; de vital import&acirc;ncia para a constitui&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do CEP, pois ele influencia na infra-estrutura e o espa&ccedil;o f&iacute;sico do CEP, na sua capacidade de suprir a demanda, na realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es, na qualifica&ccedil;&atilde;o de todos os seus componentes, na qualidade dos pareceres, no atendimento ao p&uacute;blico, no acompanhamento dos projetos aprovados, no cumprimento dos prazos, em seu relacionamento com a CONEP e, consequentemente, do desempenho de sua fun&ccedil;&atilde;o educativa, a qual deve abranger n&atilde;o apenas os componentes do CEP, mas tamb&eacute;m a comunidade, seja ela acad&ecirc;mica ou leiga.</p>      <p><b>CONSIDERA&Ccedil;ÕES FINAIS</b></p>      <p>Grande parte dos participantes considera insuficientes o espa&ccedil;o f&iacute;sico, a quantidade de equipamentos, o n&uacute;mero de funcion&aacute;rios dos CEPs estudados e o apoio institucional fornecido pela institui&ccedil;&atilde;o que os abrigam. Al&eacute;m disso, considera grande ou muito grande a demanda de projetos para a revis&atilde;o &eacute;tica, o que resulta em sobrecarga e em poucos recursos de trabalho para os CEPs. Isso pode comprometer sua capacidade, celeridade e qualidade do trabalho, resultando em entraves ao seu adequado funcionamento, inclusive no que concerne a atividades muito importantes para o car&aacute;ter de controle social em pesquisa dos CEPs, como a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades educativas e o acompanhamento dos projetos aprovados, a&ccedil;&otilde;es consideradas inexistentes por uma grande parte dos participantes desta pesquisa. Estas atividades ficam ainda mais prejudicadas no caso de CEPs muito abrangentes, que atendem sozinhos uma &uacute;nica regi&atilde;o do estado, como &eacute; o caso de dois dos CEPs participantes deste estudo.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo tamb&eacute;m demonstrou que os CEPs, notadamente aqueles que s&atilde;o os &uacute;nicos da regi&atilde;o na qual se encontram, parecem assumir uma grande carga de trabalho. Isso permite depreender que isto se constitui em entrave para o funcionamento dos mesmos e indica a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de mais CEPs na Bahia, inclusive nas regi&otilde;es em que eles se encontram. Al&eacute;m disso, os achados deste estudo indicam que muitas institui&ccedil;&otilde;es parecem ter dificuldades ou n&atilde;o ter interesse em criar seu pr&oacute;prio CEP, j&aacute; que esta demanda custos e seu retorno &agrave; institui&ccedil;&atilde;o que abriga o CEP, embora fundamental, n&atilde;o &eacute; direto, transparecendo no incremento &agrave; pesquisa, no aumento da qualidade da mesma, no crescimento da prote&ccedil;&atilde;o e respeito aos participantes da pesquisa e no desenvolvimento da consci&ecirc;ncia &eacute;tica em todos os n&iacute;veis de ensino da institui&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>Devemos ressaltar tamb&eacute;m as potencialidades dos CEPs estudados, como o recebimento de projetos de outras institui&ccedil;&otilde;es, o tempo que o CEP leva para realizar a revis&atilde;o &eacute;tica dos projetos a eles submetidos (considerado razo&aacute;vel pela maioria dos participantes da pesquisa), a qualidade do atendimento prestado a todos que os procuram (considerado bom ou muito bom pela maioria dos participantes deste estudo), o encaminhamento de relat&oacute;rios no prazo &agrave; CONEP e a comunica&ccedil;&atilde;o suficiente com esta.</p>      <p>Neste contexto, &eacute; importante salientar que o funcionamento dos CEPs consiste no desenvolvimento de uma s&eacute;rie de atividades, como aprecia&ccedil;&atilde;o de projetos de pesquisa das institui&ccedil;&otilde;es que os abrigam e de outras institui&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o possuem CEP (o que, muitas vezes, resulta em mais de uma reuni&atilde;o mensal), elabora&ccedil;&atilde;o de pareceres com qualidade e fundamentados nos preceitos &eacute;ticos da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, acompanhamento dos projetos aprovados, realiza&ccedil;&atilde;o de atividades educativas que abranjam os membros do CEP, a comunidade acad&ecirc;mica e a sociedade, fornecimento de suporte &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos CEPs, atendimento e orienta&ccedil;&atilde;o a todos que os procuram, recebimento de den&uacute;ncias e averigua&ccedil;&atilde;o de infra&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas no desenvolvimento das pesquisas, recebimento e emiss&atilde;o de correspond&ecirc;ncias referentes aos projetos submetidos, arquivamento de toda documenta&ccedil;&atilde;o referente ao seu funcionamento, elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios para encaminhamento &agrave; CONEP, dentre outras atividades essenciais.</p>      <p>Para que estas atividades sejam desenvolvidas a contento, apesar de seus m&eacute;ritos e esfor&ccedil;os, os CEPs devem contar com apoio institucional adequado, com uma boa infra-estrutura de funcionamento, com funcion&aacute;rios e pareceristas devidamente capacitados e em n&uacute;mero condizente com a sua demanda de trabalho, a qual n&atilde;o pode estar al&eacute;m da capacidade do CEP. Isso refor&ccedil;a a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de novos CEPs e do fornecimento de adequadas condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento para os existentes. Todavia, percebe-se que os CEPs est&atilde;o cada vez mais sobrecarregados com uma demanda muito grande de projetos para a revis&atilde;o &eacute;tica e t&ecirc;m insuficiente apoio institucional, infra-estrutura e recursos humanos, o que resulta na sobrecarga de todos os seus componentes e, consequentemente, de todas as atividades do CEP, comprometendo assim a realiza&ccedil;&atilde;o das mesmas com efic&aacute;cia, celeridade ou qualidade adequadas ao seu funcionamento, apesar dos esfor&ccedil;os de todos os seus componentes.</p>      <p>&Eacute; imprescind&iacute;vel ressaltar que a exist&ecirc;ncia e a realidade de funcionamento dos CEPs refletem o status de import&acirc;ncia e o n&iacute;vel de consolida&ccedil;&atilde;o das atividades de pesquisa das institui&ccedil;&otilde;es que os abrigam, bem como seu desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico e a sua preocupa&ccedil;&atilde;o em conferir &agrave; sociedade o direito de participar ativamente das decis&otilde;es de impacto &eacute;tico-cient&iacute;fico e social referentes &agrave; pesquisa nestas institui&ccedil;&otilde;es e dar-lhe algum retorno do desenvolvimento destas atividades.</p>      <p><b>REFERENCIAS</b></p>      <!-- ref --><p>&bull; BARBOSA, A.S. (2010). <i>Entraves e potencialidades dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Enfermagem e Sa&uacute;de), Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e Sa&uacute;de. Jequi&eacute;: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1657-4702201000020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; Brasil. (1996). <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 196, </i>de 10 de outubro de 1996. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Retirado de <a href="http://conselho.saude.gov.br/docs/Reso196.doc" target="_blank">conselho.saude.gov.br/docs/Reso196.doc</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1657-4702201000020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; Brasil. (2006). Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. <i>Manual Operacional para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesqui</i>sa. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1657-4702201000020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; Brasil. (2007). <i>Resolu&ccedil;&atilde;o CNS 370, </i>de 8 de mar&ccedil;o de 2007. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Retirado de <a href="http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_07.htm" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_07.htm</a>. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1657-4702201000020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; CNS - Conselho Nacional de Sa&uacute;de. (2009). <i>Norma de Procedimentos 006. </i>Avalia&ccedil;&atilde;o de Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa. Retirado de <a href="http://conselho.saude.gov.br/Web_comissoes/conep/aquivos/documentos/norma_procedimentos_006.pdf" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/Web_comissoes/conep/aquivos/documentos/norma_procedimentos_006.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1657-4702201000020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; CONEP - Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa. (2010, junho). <i>Rela&ccedil;&atilde;o dos CEPs Ativos na CONEP. </i>Retirado de <a href="http://conselho.saude.gov.br/%20web_comissoes/conep/aquivos/cep/documentos/CEPs_credenciados_jun_2010.pdf" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/aquivos/cep/documentos/CEPs_credenciados_jun_2010.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1657-4702201000020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; CONEP/CNS - Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa / Conselho Nacional de Sa&uacute;de. (2009). <i>Nota T&eacute;cnica: </i>Plataforma Brasil. Retirado de: <a href="http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2009/resumo_plataforma_brasil.pdf" target="_blank">http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2009/resumo_plataforma_brasil.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1657-4702201000020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; FREITAS, C.B.D. de &amp; LOBO, M. (2006). O Sistema CEP/ CONEP. <i>In: </i>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos. Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. <i>Capacita&ccedil;&atilde;o para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa. </i>CEPs/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos, Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. - Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 2 v. p. - (S&eacute;rie F. Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1657-4702201000020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; FREITAS, C.B.D., de LOBO, M. de O. &amp; GON&Ccedil;ALVES, G.B. (2009). A atua&ccedil;&atilde;o da CONEP. <i>In: </i>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos. Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. <i>Capacita&ccedil;&atilde;o para Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa. </i>CEPs/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos, Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. - Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 2 v. p. - (S&eacute;rie F. Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1657-4702201000020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; FREITAS, C.B.D. de &amp; NOVAES, H.M.D. (2010). Lideran&ccedil;as de comit&ecirc;s de &eacute;tica em pesquisa no Brasil: perfil e atua&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Bio&eacute;tica,18 </i>85-200.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1657-4702201000020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; GARBIN, C.A.S., GARBIN, A.J.I. &amp; DINIZ, D.G. (2008). Panorama atual dos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa nas faculdades de medicina e odontologia brasileiras. <i>Bioethikos - Centro Universit&aacute;rio S&atilde;o Camilo, 2</i>(2), 197-203.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1657-4702201000020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; HARDY, E.E., HEBLING, E.M., BENTO, S.F., OSIS, M.J.D. &amp; P&Aacute;DUA, K.S. de. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema CEP/CONEP. </i>Relat&oacute;rio Final. Etapa 2. Volume 1. CEMICAMP, UNICAMP. 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Retirado de <a href="http://www.cemicamp.org.br/materia/Microsoft%20Word%20%20Relatorio%20final%20completo.pdf" target="_blank">http://www.cemicamp.org.br/materia/Microsoft%20Word%20%20Relatorio%20final%20completo.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1657-4702201000020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; HARDY, E., BENTO, S. F., OSIS, M.J.D. &amp; HEBLING, E.M. (2004). Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa: Adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96. <i>Revista da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira, 50</i>(4), 457-462.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1657-4702201000020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>&bull; LORENZO, C. (2007). O consentimento livre e esclarecido e a realidade do analfabetismo funcional no Brasil: uma abordagem para a norma e para al&eacute;m da norma. <i>Revista Bio&eacute;tica, 15</i>(2), 268-282.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1657-4702201000020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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