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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El surgimiento y el uso de los sistemas complejos adaptativos suplieron la necesidad de contar con una nueva alternativa, recurriendo a los paradigmas existentes. En cuanto al sistema de salud y de enfermería, ambos pueden verse como sistemas complejos adaptativos al aplicar un modelo visual que debe ser explorado para potenciar la complejidad de la ciencia de enfermería y de cuidados de salud. Desde esta perspectiva, el/la enfermero/a es un sistema complejo adaptativo, dinámico que interactúa, pero también es agente de un sistema complejo adaptativo en una unidad de enfermería, que a la vez es un sistema complejo adaptativo en una organización de la salud. Hoy en día la/el profesional de enfermería busca actualizarse y cualificarse en diversas especialidades, que van desde enfermería neonatal hasta cuidados geriátricos, para ejecutar sus actividades y visualizar su ambiente laboral desde la perspectiva de un sistema complejo. En consecuencia, la organización del sistema de cuidados permite, mediante los sistemas complejos, apoyarse en el saber compartido de los diversos profesionales y en el trabajo en equipo para disfrutar la complicidad de la cadena cliente-usuario-profesionales.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The emergence and use of complex adaptive systems remedied the need for a new alternative by resorting to existing paradigms. Both the health care system and nursing can be regarded as complex adaptive systems by applying a visual model that should be explored to empower the complexity of the science of nursing and health care. Viewed from this perspective, a nurse is a complex adaptive system, one that is dynamic and interacts, but is also an agent of a complex adaptive system in a nursing unit, which in turn is a complex adaptive system in a health organization. Today, nursing professionals seek to be current in terms of training and skilled in a variety of special fields, ranging from neonatal nursing to geriatric care, in order to do their job and to envision a working environment from the perspective of a complex system. Consequently, through complex systems based on shared knowledge among various professional and teamwork, organization of the health-care system is able to enjoy the support of the client-user-professional chain.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">     <p align="center"><font size="4"><b>Um modelo de enfermagem como sistema complexo adaptativo</b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b><i>Modelo de enfermería como sistema adaptativo complejo</i></b></font></p>     <p align="center"><font size="3"><b><i>A Model of Nursing as a Complex Adaptive System</i></b></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><b><i>Mariana Vieira<sup>1</sup></i></b>    <br> <b><i>Patricia Klock<sup>2</sup></i></b>    <br> <b><i>Roberta Costa<sup>3</sup></i></b>    <br> <b><i>Alacoque Lorenzini-Erdmann<sup>4</sup></i></b></p>     <p>1 Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduagao em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. <a href="mailto:nanyufsc@ibest.com.br">nanyufsc@ibest.com.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2 Mestranda. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administragao em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Bolsista do CNPq. <a href="mailto:patynurse@hotmail.com">patynurse@hotmail.com</a></p>     <p>3 Doutoranda. Membro do Grupo de Estudos da Historia e Conhecimento em Enfermagem (GEHCE). <a href="mailto:robertanfr@hotmail.com">robertanfr@hotmail.com</a></p>     <p>4 Doutora em Filosofia da Enfermagem. Universidade Federal de Santa Catarina. <a href="mailto:alacoque@newsite.com.br">alacoque@newsite.com.br</a></p>     <p>Recibido: 28 de enero de 2009     <br> Aceptado: 4 de agosto de 2009</p> <hr>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O surgimento e a  utilizagao dos sistemas complexos adaptativos vieram ao encontr&oacute; da necessidade  de dispormos de uma nova alternativa baseada nos paradigmas j&aacute; existentes. No  que se refere ao sistema de sa&uacute;de e a Enfermagem, ambos podem verse como  sistemas complexos adaptativos que aplicam um modelo visual que necessita  explorar-se, avangando e potencializando assim a complexidade da ciencia de  enfermagem e de cuidados de sa&uacute;de. Com este enfoque, o enfermeiro se mostra  como um sistema complexo adaptativo, din&aacute;mico, que interage, e como um agente  de um sistema complexo adaptativo dentro de uma unidade de enfermagem. Esta,  por sua vez, &eacute; um sistema complexo adaptativo dentro de uma organizagao de  sa&uacute;de. Atualmente o profissional enfermeiro, na busca de se manter atualizado e  qualificado para a execugao de suas atividades, assim como para visualizar seu  ambiente de trabalho com as lentes de um sistema complexo, tem procurado  qualificar-se em diferentes especialidades, desde enfermagem neonatal at&eacute; os  cuidados geri&aacute;tricos. Portanto, a organizagao do sistema de cuidados  proporciona, atrav&eacute;s dos sistemas complexos, sustentagao no saber compartilhado  dos varios profissionais e, no trabalho em equipe, a expressao na cumplicidade  da teia entre usuarios-clientes e profissionais.</p>     <p><b>PALAVRAS-CHAVE</b></p>     <p>Organizagao e administragao, saúde, modelos de enfermagem. (Fonte: DeCs, BIREME).</p> <hr>     <p><b>RESUMEN</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>El surgimiento y el uso de los sistemas complejos adaptativos  suplieron la necesidad de contar con una nueva alternativa, recurriendo a los  paradigmas existentes. En cuanto al sistema de salud y de enfermer&iacute;a, ambos  pueden verse como sistemas complejos adaptativos al aplicar un modelo visual  que debe ser explorado para potenciar la complejidad de la ciencia de  enfermer&iacute;a y de cuidados de salud. Desde esta perspectiva, el/la enfermero/a es  un sistema complejo adaptativo, din&aacute;mico que interact&uacute;a, pero tambi&eacute;n es agente  de un sistema complejo adaptativo en una unidad de enfermer&iacute;a, que a la vez es  un sistema complejo adaptativo en una organizaci&oacute;n de la salud. Hoy en d&iacute;a  la/el profesional de enfermer&iacute;a busca actualizarse y cualificarse en diversas  especialidades, que van desde enfermer&iacute;a neonatal hasta cuidados geri&aacute;tricos,  para ejecutar sus actividades y visualizar su ambiente laboral desde la  perspectiva de un sistema complejo. En consecuencia, la organizaci&oacute;n del  sistema de cuidados permite, mediante los sistemas complejos, apoyarse en el  saber compartido de los diversos profesionales y en el trabajo en equipo para  disfrutar la complicidad de la cadena cliente-usuario-profesionales.</p>     <p><b>PALABRAS CLAVE</b></p>     <p>Organizaci&oacute;n y administraci&oacute;n, salud, modelos de enfermer&iacute;a. (Fuente: DeCs, BIREME).</p> <hr>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The emergence and use of complex adaptive systems remedied the need for a new alternative by resorting to existing paradigms. Both the health care system and nursing can be regarded as complex adaptive systems by applying a visual model that should be explored to empower the complexity of the science of nursing and health care. Viewed from this perspective, a nurse is a complex adaptive system, one that is dynamic and interacts, but is also an agent of a complex adaptive system in a nursing unit, which in turn is a complex adaptive system in a health organization. Today, nursing professionals seek to be current in terms of training and skilled in a variety of special fields, ranging from neonatal nursing to geriatric care, in order to do their job and to envision a working environment from the perspective of a complex system. Consequently, through complex systems based on shared knowledge among various professional and teamwork, organization of the health-care system is able to enjoy the support of the client-user-professional chain.</p>     <p><b>KEY WORDS</b></p>     <p>Organization and management, health, nursing models. (Source: DeCs, BIREME).</p> <hr>     <p>O surgimento e  a utiliza&ccedil;&atilde;o dos sistemas  complexos adaptativos vieram ao encontro da necessidade de dispormos de uma  nova alternativa mediante os paradigmas j&aacute; conhecidos. Tal sistema possui como  caracter&iacute;sticas marcantes o enraizamento, a auto-organiza&ccedil;&atilde;o, a  n&atilde;o-linearidade, a imprevisibilidade. O objetivo deste estudo &eacute; refletir sobre  a enfermagem como um sistema complexo, tangenciado por alguns autores: Chaffee  e McNeill  (1), Morin (2) e Erdmann (3).  A complexidade, sob este  enfoque, incorpora em seu princ&iacute;pio uma forma dial&eacute;tica de compreender as  oposi&ccedil;&otilde;es entre ordem-desordem, unidade-diversidade, acaso-necessidade,  quantidade-qualidade, sujeito-objeto e por que n&atilde;o cuidado-descuidado e assim  por diante. Desse modo, essa nova forma de encarar a ci&ecirc;ncia, a sociedade e  suas intera&ccedil;&otilde;es humanas n&atilde;o prioriza nem o objeto nem o sujeito. Tamb&eacute;m n&atilde;o  deixa de promover a redu&ccedil;&atilde;o para buscar o todo, o que faria da complexidade  outra forma dicot&ocirc;mica de encarar a realidade. Busca, ao contr&aacute;rio, uma forma  de unidade complexa que compreende como interagem com o ambiente e como  respondem &agrave; intera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>  O sistema de sa&uacute;de e a Enfermagem s&atilde;o sistemas complexos adaptativos que  passam a ter novo enfoque, aplicando um modelo visual que necessita  explorar-se, e avan&ccedil;am, potencializando assim a complexidade da ci&ecirc;ncia de  enfermagem e de cuidados de sa&uacute;de.</p>     <p>  A ci&ecirc;ncia de sistemas adaptativos complexos, &eacute; caracterizada por  Anderson e McDaniel (4) como um conjunto de elementos que interagem  localmente numa din&acirc;mica ou maneira n&atilde;o-linear. Intera&ccedil;&otilde;es no sistema est&atilde;o  intr&iacute;nsecas: sistema de atividades &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o do que j&aacute; aconteceu  anteriormente e est&aacute; aberta a energia e as informa&ccedil;&otilde;es do ambiente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>A complexidade como ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>  Os sistemas adaptativos complexos distinguem-se da vis&atilde;o de  &quot;complicado&quot;. Um auto-m&oacute;vel, por exemplo, &eacute; composto de muitas  partes que, aparentemente complicadas, influenciam, como um todo, em diversas  &aacute;reas, quando pensamos na sua fun&ccedil;&atilde;o de transporte de pessoas: sua influ&ecirc;ncia  na sociedade, na sa&uacute;de, nos direitos, nas formas de comportamento, nas  seguradoras e em outros sistemas (5). Portanto, a teoria da complexidade busca  explicar o comportamento complexo que emerge da din&acirc;mica n&atilde;o-linear dos sistemas  (1).</p>     <p>  Como ci&ecirc;ncia, a complexidade baseia-se nos padr&otilde;es de relacionamento  entre si, bem como em que se sustentam, como se auto-organizam e nos resultados  que emergem destes relacionamentos. Caracteriza-se por englobar diferentes  disciplinas cient&iacute;ficas e por assumir um papel multi e interdisciplinar na  busca de respostas a algumas perguntas fundamentais sobre a vida.</p>     <p><font size="3">  <b>Descri&ccedil;&atilde;o, propriedades e caracter&iacute;sticas de um sistema adaptativo</b></font></p>     <p>  A complexidade oferece uma nova forma de olhar e vislumbrar os sistemas  que possuem comportamentos perplexos (os quais muitas vezes rotulam-se por  caos e desordem, por&eacute;m atrav&eacute;s do olhar complexo, assumem formas incertas que  remetem e convidam a adapta&ccedil;&otilde;es -por isso a n&atilde;o-linearidade— e  intera&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas, permitindo assumirem uma conota&ccedil;&atilde;o de incompletude).</p>     <p>  Para a compreens&atilde;o e a exist&ecirc;ncia dos sistemas complexos, os  relacionamentos tornam-se primordiais. Os elementos (ou agentes) que os  constituem s&atilde;o independentes, por&eacute;m interligados a outros agentes (por  exemplo, colm&eacute;ias de abelhas). Tais agentes podem ser uma pessoa, uma c&eacute;lula  ou uma organiza&ccedil;&atilde;o, onde suas rea&ccedil;&otilde;es, muitas vezes imprevis&iacute;veis e  subestimadas, influenciam todo o sistema, uma vez que a interliga&ccedil;&atilde;o se faz  presente. Desta forma, as interliga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais, pois permitem um vasto sistema de resposta adaptativa em um curso, proporcionando que as interconex&otilde;es  tornem o aprendizado e co-evolu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;veis(l) e criativos.</p>     <p>  Em um sistema complexo adaptativo regido por regras simples n&atilde;o existe a possibilidade  de controle por uma autoridade central, pois se caracteriza por  auto-organiza&ccedil;&atilde;o, assumindo um movimento n&atilde;o-linear e din&acirc;mico que  oportuniza a manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos emocionantes e inova&ccedil;&otilde;es, oferecendo  assim m&uacute;ltiplos caminhos criativos para a realiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>  Neste enfoque, o enfermeiro assume a forma de um sistema  complexo,adaptativo (1) e din&acirc;mico que interage, e de agente de um sistema  complexo e adaptativo em uma unidade de enfermagem que, por sua vez, &eacute; um  sistema complexo adaptativo dentro de uma organiza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Esta &eacute; tamb&eacute;m  um sistema complexo, adaptativo e um agente dentro do mais amplo sistema de  sa&uacute;de. Tais fronteiras entre estes elementos s&atilde;o porosas e encontram-se mal  definidas; portanto, permitem troca, intera&ccedil;&atilde;o (6).</p>     <p>  Neste comportamento, emergem fen&ocirc;menos imprevis&iacute;veis, resultantes das  intera&ccedil;&otilde;es e da auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos agentes que o constituem. Estas rela&ccedil;&otilde;es  estabelecem-se entre os agentes e entre suas intera&ccedil;&otilde;es com o ambiente.</p>     <p><font size="3"><b>A complexidade na sa&uacute;de e na enfermagem</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  O ser humano vive em um sistema complexo adaptativo ao visualizar a  vida com uma lente diferente das tradicionais. A maneira como o homem  visualiza a vida a caracteriza como um sistema complexo adaptativo, ou seja, um  ambiente que vai al&eacute;m do ciclo nascer, viver e morrer. A vida visualizada com  lentes de um sistema complexo &eacute; algo a mais, e os eventos da vida, como o p&ocirc;r  do sol, as ondas do mar, o sopro do vento, s&atilde;o vistos a como agentes complexos,  em constante movimento e intera&ccedil;&atilde;o com o homem, que fazem a vida evoluir.</p>     <p>  Ainda neste contexto, outro agente que faz parte da vida e que &eacute;  caracterizado como um sistema complexo adaptativo &eacute; a sa&uacute;de, a qual se  encontra em constante evolu&ccedil;&atilde;o. Em tempos passados, os cuidados &agrave; sa&uacute;de eram  bastante simples, as estrat&eacute;gias para lidar com a diversidade das doen&ccedil;as e  traumas eram poucas. Mas atrav&eacute;s de in&uacute;meros estudos e descoberta de  microorganismos nocivos &agrave; sa&uacute;de, inova&ccedil;&otilde;es e desenvolvimento de t&eacute;cnicas  anest&eacute;sicas e procedimentos cir&uacute;rgicos, a transi&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico generalista para  o especialista, assim como a qualifica&ccedil;&atilde;o dos profissionais de enfermagem  fizeram com que os cuidados &agrave; sa&uacute;de se tornassem mais completos e complexos (1).  Al&eacute;m destes, v&aacute;rios s&atilde;o os  eventos que caracterizam a sa&uacute;de como um sistema complexo,  desde atividades de aten&ccedil;&atilde;o  prim&aacute;ria com a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para e em sa&uacute;de, a exemplo da introdu&ccedil;&atilde;o da vacina&ccedil;&atilde;o, dos  programas e medidas de sa&uacute;de  p&uacute;blica, das visitas domiciliares pela equipe  multidisciplinar de sa&uacute;de,  at&eacute; as atividades de cunho secund&aacute;rio e terciario. Estas evoluem em grandes propor&ccedil;&otilde;es desde o nascimento e crescimento dos  hospitais, constitu&iacute;dos por sofisticadas tecnologias, assim como por  profissionais qualificados para a reabilita&ccedil;&atilde;o e tratamento dos pacientes.</p>     <p>  H&aacute; de  se ressaltar ainda a presen&ccedil;a das  pol&iacute;ticas do Estado em  sa&uacute;de, com suas leis federais e estaduais para o fortalecimento desta &aacute;rea  como um sistema complexo, mediante o financiamento da assist&ecirc;ncia ao paciente,  dos custos em investiga&ccedil;&atilde;o, ensino e pesquisas que perpassam os diversos  locais da sa&uacute;de, como os centros ambulatoriais, de di&aacute;lise, obst&eacute;tricos e  institutos de sa&uacute;de mental. Enfim, com todo este processo de evolu&ccedil;&atilde;o podemos  afirmar que a sa&uacute;de &eacute; um enorme sistema complexo adaptativo que fornece hoje  subs&iacute;dios para a pr&aacute;tica do cuidado, conseq&uuml;entemente para o servi&ccedil;o de  enfermagem.</p>     <p>  Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; enfermagem, esta &eacute; caracterizada tamb&eacute;m como um sistema  complexo, s&oacute; que em menor tamanho, uma vez que tal servi&ccedil;o encontra-se inserido  em um sistema complexo maior: a sa&uacute;de. Assim como a sa&uacute;de com sua evolu&ccedil;&atilde;o, a  enfermagem hoje &eacute; vista como um sistema complexo em constante intera&ccedil;&atilde;o com os  outros sistemas, ou seja, com os servi&ccedil;os m&eacute;dicos, odontol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos,  entre outros. Tais intera&ccedil;&otilde;es, interc&acirc;mbios de id&eacute;ias e flexibilidade entre o  servi&ccedil;o de enfermagem com os demais servi&ccedil;os fazem hoje a enfermagem crescer e  evoluir t&eacute;cnica-cientificamente e se caracterizar como um sistema complexo adaptativo.</p>     <p>  Atualmente, o profissional enfermeiro busca manter-se atualizado e  qualificado para a execu&ccedil;&atilde;o de suas atividades, assim como para visualizar seu  ambiente de trabalho com as lentes de um sistema complexo; portanto tem  procurado qualificar-se em diferentes especialidades, desde enfermagem neonatal  at&eacute; os cuidados geri&aacute;tricos. Ainda nesta linha de pensamento, h&aacute; de se  ressaltar que a enfermagem como um sistema complexo pode encontrar-se em  diferentes locais e com diversos pap&eacute;is, como nos ambulat&oacute;rios-hospitais com a  presta&ccedil;&atilde;o do cuidado ao paciente; nas empresas mediante atividades de promo&ccedil;&atilde;o  &agrave; sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalhador; at&eacute; nos meios acad&ecirc;micos, a partir das  atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o.</p>     <p><font size="3">  <b>A enfermagem como sistema complexo adaptativo</b></font></p>     <p>  A enfermagem assume-se como um sistema complexo adaptativo, uma vez que  a profiss&atilde;o apresenta uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas identific&aacute;veis a este tipo  de sistema. Dentre as caracter&iacute;sticas citamos o relacionamento ou as  intera&ccedil;&otilde;es entre os agentes, a exemplo dos profissionais de enfermagem de um  mesmo sistema, assim como com os demais sistemas. Pois, apesar destes  profissionais serem independentes com diferentes pensamentos, eles interage e  intercambiam experi&ecirc;ncias entre si. Estas interconex&otilde;es s&atilde;o fundamentais para o  aprendizado e a expans&atilde;o dos variados sistemas que os comp&otilde;e e conseq&uuml;entemente  para a evolu&ccedil;&atilde;o de um sistema complexo maior: a sa&uacute;de, onde se encontra  inserido o servi&ccedil;o de enfermagem.</p>     <p>  A n&atilde;o-linearidade,  poss&iacute;vel de visualiz&aacute;la  na enfermagem, &eacute; outra caracter&iacute;stica relevante em um sistema  complexo, &eacute;, porque  os efeitos de uma a&ccedil;&atilde;o,  al&eacute;m dos resultados esperados, propagam-se em diferentes ambientes e contextos. Por  exemplo, uma a&ccedil;&atilde;o simples de enfermagem, como os procedimentos de higieniza&ccedil;&atilde;o  e conforto ao paciente, muitas das vezes at&eacute; menosprezada pelos profissionais,  causa uma variedade de a&ccedil;&otilde;es sub-seq&uuml;entes.</p>     <p>  H&aacute; de se ressaltar tamb&eacute;m que a enfermagem como sistema complexo n&atilde;o  apresenta um &uacute;nico e autorit&aacute;rio l&iacute;der, com normas e um comp&ecirc;ndio de diretrizes  a serem seguidas, sen&atilde;o que aprende e, como um todo, oferece aos agentes do  sistema, ou seja, aos profissionais de enfermagem, m&uacute;ltiplos caminhos  criativos para a&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o do sistema. Ainda neste contexto, para  visualizarmos a enfermagem como um sistema complexo adaptativo &eacute; necess&aacute;rio  vermos atrav&eacute;s das lentes de um sistema complexo. Pois somente assim ser&aacute;  poss&iacute;vel conhecermos os pontos-chave e as rela&ccedil;&otilde;es-intera&ccedil;&otilde;es que se  estabelecem dentro de um sistema e desenvolver novas abordagens de enfermagem,  no campo da pr&aacute;tica, pesquisa e ensino (1).</p>     <p><font size="3"><b>O modelo conceituai e o seu valor. Um modelo de enfermagem como sistema  complexo adaptativo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  Cabe neste momento descrever que o modelo conceitual &eacute; uma ferramenta poderosa  para organizar, moldar e orientar o pensamento. Assim como um microsc&oacute;pio oferece uma vista de micr&oacute;bios,  um modelo conceitual fornece uma lente atrav&eacute;s da qual entram em foco (1)  id&eacute;ias e relacionamentos. Fawcett (7) define modelo conceitual como um conjunto de  conceitos, relativamente abstratos e gerais, que abordam os fen&ocirc;menos de  interesse central, as proposi&ccedil;&otilde;es que descrevem os conceitos e as proposi&ccedil;&otilde;es  de estado, relativamente abstratos e gerais, das rela&ccedil;&otilde;es entre dois ou mais  dos conceitos.</p>     <p>  Quanto ao sistema complexo adaptativo como modelo aplicado &agrave; enfermagem,  este &eacute; elaborado pelo New England Complex Systems Institute  (NECSI), uma institui&ccedil;&atilde;o  educacional independente e de pesquisa dedicada a promover o estudo de sistemas  complexos. Uma das iniciativas da NECSI &eacute; promover a compreens&atilde;o, a divulga&ccedil;&atilde;o  e a promo&ccedil;&atilde;o de sistemas complexos, apresentando os conceitos-chave, a partir  de um modelo visual, o qual ilustra eficazmente as propriedades presentes em um  sistema complexo adaptativo na enfermagem (8).</p>     <p>  Embora seja de relevante import&acirc;ncia a exist&ecirc;ncia de um sistema  complexo adaptativo como modelo conceitual para se pensar em sa&uacute;de e  enfermagem, h&aacute; muito ainda que se avan&ccedil;ar, uma vez que o aparecimento da  tem&aacute;tica complexidade nas literaturas de cuidados e enfermagem aparece ainda  de maneira t&iacute;mida e espor&aacute;dica. Este epis&oacute;dio &eacute; preocupante, pois a  complexidade, principalmente en-quanto modelo conceitual, poder&aacute; ser um  adequado enquadramento te&oacute;rico para pesquisa, assim como para a pr&aacute;tica em enfermagem. A  utiliza&ccedil;&atilde;o de um Sistema Complexo Adaptativo como modelo conceitual na pr&aacute;tica de enfermagem permite que o enfermeiro  enquanto respons&aacute;vel pela unidade a qual gerencia, olhe sua equipe, assim como,  o comportamento organizacional das atividades, atrav&eacute;s de lentes da  complexidade, j&aacute; que a utiliza&ccedil;&atilde;o de tal modelo contribu&iacute;ra para tomada de decis&otilde;es e para compreender melhor o ambiente em que trabalha.</p>     <p>  Contudo enfatizamos que o Sistema Complexo Adaptativo (SCA) como modelo  conceitual para a enfermagem &eacute; de grande valia, pois os Sistemas adaptativos complexos  est&atilde;o embutidos em outros   SCAs (9). E quando agente e sistema est&atilde;o unidos dentro  de outros sistemas, todos evoluem e interage uma &uacute;nica entidade que n&atilde;o pode  compreender-se sem considerar as outras. &Eacute; preciso interagir, inter-cambiar informa&ccedil;&otilde;es, mat&eacute;ria e energia.</p>     <p><font size="3"><b>Visualizando a enfermagem como um sistema complexo adaptativo</b></font></p>     <p>  Usando a teoria da complexidade, percebemos claramente a enfermagem  como um sistema que cont&eacute;m subsistemas e que cada um, por sua vez, cont&eacute;m  outros sub-sistemas.  Todos estes exibem as  propriedades do sistema complexo adaptativo. Um sistema maior &eacute; composto por sistemas menores  que est&atilde;o sempre em prol da totalidade (10). Ao visualizar a enfermagem como um sistema  complexo adaptativo, t&ecirc;m-se os conceitos que formam o meta-paradigma de  enfermagem:</p>     <p>&bull; Ser humano: A maioria dos modelos de enfermagem aponta o indiv&iacute;duo como  o principal foco da profiss&atilde;o (11). O cuidado, exercido por meio dos processos  de rela&ccedil;&atilde;o, interativos e associativos, est&aacute; presente na vida humana, em seu  processo vital, nas condi&ccedil;&otilde;es naturais e sociais desde a concep&ccedil;&atilde;o, nascimento,  crescimento, envelhecimento, morte e transcend&ecirc;ncia (12).  Compreender o ser humano  como um ser de cuidado, cognoscente, construtor do futuro, que aprende a estabelecer  estruturas sociais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas mais org&acirc;nicas e flex&iacute;veis, implica  avan&ccedil;ar nas concep&ccedil;&otilde;es de novas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de na perspectiva do cuidado  complexo: auto-organizador,  dial&oacute;gico, plural,  interconectivo e potencializador de a&ccedil;&otilde;es de cuidado.</p>     <p>&bull; Enfermagem: Muitas defini&ccedil;&otilde;es de enfermagem t&ecirc;m evolu&iacute;do desde a primeira  posta por Florence Nightingale em 1859, e muito debate tenha ocorrido. Thorne et al  (12) prop&ocirc;s uma defini&ccedil;&atilde;o unificadora que reflete um meio termo filos&oacute;fico.  Enfermagem &eacute; o estudo da sa&uacute;de humana e dos processos de doen&ccedil;a (1).  Enfermagem pr&aacute;tica &eacute; facilitar,  apoiar e ajudar os indiv&iacute;duos, fam&iacute;lias, comunidades ou sociedades para  promover, manter e recuperar sa&uacute;de, e para reduzir e melhorar os efeitos da  doen&ccedil;a. Enfermagem da pr&aacute;tica relacional e ci&ecirc;ncia s&atilde;o voltadas para o resultado  expl&iacute;cito de sa&uacute;de relacionado com a qualidade de vida no ambiente imediato e  maiores contextos.</p>     <p>&bull; Sa&uacute;de: A defini&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de tem sido a fonte de um debate importante e  evoluiu como um conceito dentro da literatura de enfermagem (1).  A sa&uacute;de tem sido um  fen&ocirc;meno de interesse central para enfermagem. Em seu metaparadigma de  enfermagem, Fawcett amplamente define sa&uacute;de como os processos da vida e morte  humana (7).</p>     <p>&bull; Ambiente: Inicialmente identificado como &quot;sociedade&quot;,  &quot;ambiente&quot;, foi o sentido que melhor descreve fen&ocirc;menos relevantes  para o &quot;ser humano&quot; (7). Duas vis&otilde;es do conceito de ambiente podem  existir no metaparadigma da enfermagem. A primeira &eacute; uma vis&atilde;o estreita do  ambiente como as imedia&ccedil;&otilde;es ou circunst&acirc;ncias de  um indiv&iacute;duo. A segunda &eacute; uma vis&atilde;o mais ampla que apresenta a pessoa e o meio ambiente  como cont&iacute;nuos (11).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  O desafio da complexidade em sa&uacute;de requer um novo olhar &agrave; academia, servi&ccedil;os, usu&aacute;rios e  gestores como forma de possibilitar um campo transdisciplinar que esteja sempre  interagindo e trocando saberes, numa din&acirc;mica construtiva e criativa (13).</p>     <p>  Um sistema &eacute; visto como uma entidade social, na qual o comportamento  num sistema adaptativo complexo ocorre devido &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es entre os agentes do  sistema. Desta forma, ao pensarmos na enfermagem e no cuidado, devemos v&ecirc;los  como um processo de rela&ccedil;&otilde;es, intera&ccedil;&otilde;es, associa&ccedil;&otilde;es, retroa&ccedil;&otilde;es entre os  seres, em v&aacute;rios planos. &Eacute; auto-organizador e organizador do sistema de sa&uacute;de a que pertence, por meio das pr&aacute;ticas  e atitudes. Ademais, se co-organiza em simbiose com outros sistemas sociais (3).  A qualidade das rela&ccedil;&otilde;es  entre os agentes necessita de mais aten&ccedil;&atilde;o do que a qualidade dos agentes no  sistema (14). Os l&iacute;deres que adotam a complexidade pen-sam em criar e fortalecer as  rela&ccedil;&otilde;es com os seus colegas (15).</p>     <p>  As fronteiras de um sistema adaptativo complexo s&atilde;o porosas. Intercambio de pessoas, de energia, dos recursos e doutros  elementos que comp&otilde;em os elementos de um sistema adaptativo complexo v&atilde;o acontecer,  qualquer que seja o elemento que ter&aacute; repercuss&otilde;es noutros locais do sistema -e  isso vai acontecer de forma n&atilde;o-linear. Por exemplo, alterar a rotina de  medica&ccedil;&atilde;o numa unidade ter&aacute; &oacute;bvio impacto sobre a farm&aacute;cia. Ela pode n&atilde;o ser  t&atilde;o evidente que o calend&aacute;rio dos exames laboratoriais pode ter de ser  ajustado, o que ter&aacute; um impacto na programa&ccedil;&atilde;o doutro departamento, o que poderia causar descontentamento, diminui&ccedil;&atilde;o de  reten&ccedil;&atilde;o, bem como aumentar os custos (1).    <br>   Quest&otilde;es como interdepend&ecirc;ncia, auto-organiza&ccedil;&atilde;o, autopoiese (a  complementaridade fundamental entre estrutura e fun&ccedil;&atilde;o), caos, dentre outras,  come&ccedil;am a ser debatidas em diversos meios e a configurar novas concep&ccedil;&otilde;es,  buscando embasar diferentemente a forma como o ser humano relaciona-se consigo  mesmo e com o mundo, e como percebe e analisa os fen&ocirc;menos que o cercam (10).</p>     <p>  A complexidade &eacute; uma ci&ecirc;ncia muito diferente no m&eacute;todo de an&aacute;lise de enfermagem  e em sua fun&ccedil;&atilde;o no sistema de sa&uacute;de. Oferece aos enfermeiros uma poderosa  oportunidade para projetar investiga&ccedil;&atilde;o, lideran&ccedil;a, decis&otilde;es, pol&iacute;tica e  pr&aacute;tica cl&iacute;nica de novas formas. Adotar a ci&ecirc;ncia da complexidade para pensar  em enfermagem pode ser vital para a sobreviv&ecirc;ncia da profiss&atilde;o, j&aacute; que  enfermagem &eacute; muitas vezes intransigente e realizada no local por for&ccedil;as  inerciais (1). Ainda que algumas profiss&otilde;es estejam abra&ccedil;ando os conceitos de  complexidade da ci&ecirc;ncia, eles s&atilde;o poucos. Enfermagem tem uma extraordin&aacute;ria  oportunidade de aprovar e alterar a sua complexidade pensamento do mundo (4),  (17), (18), (19), (20).</p>     <p><font size="3"><b>O cuidado ao rec&eacute;m-nascido como um sistema complexo adaptativo<sup><a href="#5" name="s5">5</a></sup></b></font></p>     <p>  Neste momento, procuramos representar o sistema de cuidado ao  rec&eacute;m-nascido. Entendendo este como uma unidade complexa que liga, transforma, mant&eacute;m ou produz acontecimentos, componentes  e indiv&iacute;duos. Remetenos ao plano din&acirc;mico da intera&ccedil;&atilde;o. Focalizar o sistema de  cuidado ao rec&eacute;m-nascido desta forma significa produzir um conhecimento complexo em sa&uacute;de neonatal e compreender o cuidado como  sistema vital  e din&acirc;mico que implica a constru&ccedil;&atilde;o de redes n&atilde;o-lineares. Neste sentido, o  sistema de cuidados &eacute; um coletivo constitu&iacute;do pela totalidade das  pr&aacute;ticas, das atitudes e do conhecimento dos v&aacute;rios profissionais que d&atilde;o  sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave; din&acirc;mica do cuidado, conforme mostra a <a href="#f1">figura 1</a>:</p>     <p align="center"><a name="f1"><img src="img/revistas/aqui/v9n3/v9n3a02i1.jpg"></a></p>     <p>Sendo assim, elaborar um sistema de cuidado ao rec&eacute;m-nascido a partir do  sistema adaptativo complexo pressup&otilde;e atribuir um novo significado &agrave;s pr&aacute;ticas  de sa&uacute;de, em um olhar que compreende a complexidade das rela&ccedil;&otilde;es, dos  interc&acirc;mbios e do pr&oacute;prio processo de cuidar, portanto n&atilde;o pode ser apreendido  como algo pronto, est&aacute;tico ou como fim em si mesmo. Por caracterizar um  movimento din&acirc;mico e interativo, o fen&ocirc;meno demanda um processo dial&oacute;gico e  reflexivo dos profissionais de sa&uacute;de, dos usu&aacute;rios, das institui&ccedil;&otilde;es e dos  pesquisadores. Determinar o cuidado a partir de um processo interativo e din&acirc;mico significa  produzir um conhecimento complexo em sa&uacute;de, a fim de alcan&ccedil;ar a compreens&atilde;o do cuidado da vida humana como um fen&ocirc;meno que transcende a dimens&atilde;o f&iacute;sica e o  enfoque assistencialista. Significa compreender o cuidado enquanto sistema que  implica a constru&ccedil;&atilde;o de redes n&atilde;o-lineares que atravessam as diversas &aacute;reas do  saber. Significa reconhecer a for&ccedil;a criativa, din&acirc;mica e transformadora do  cuidado, presente nas mais variadas formas, dimens&otilde;es e saberes do agir humano.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de cuidados deve, portanto, sustentar-se na  a&ccedil;&atilde;o e no saber compartilhado dos v&aacute;rios profissionais e no trabalho em equipe  que se expresse na cumplicidade da teia entre usu&aacute;rios-clientes e  profissionais.</p> <hr>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#s5" name="5">5</a> Esta etapa do estudo utilizou como texto de base o artigo Construindo um modelo de sistema de cuidados (Erd-mann,  Sousa, Backes, Mello) (21).</p> <hr>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p>1. Chaffee MW, McNeill MM. A model of nursing as a complex adaptive  system. Nursing Outlook 2007; 55 (5): 232-41.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1657-5997200900030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Morin E. Ci&ecirc;ncia com consci&ecirc;ncia. 7 edi&ccedil;&atilde;o. Rio  de Janeiro: Bertrand Brasil; 2003.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1657-5997200900030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Erdmann AL. Sistemas de cuidados em enfermagem. Pelotas (RS): Editora Universit&aacute;ria, UFPel; 1996.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1657-5997200900030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Anderson R, Issel L, McDaniel R. Nursing  homes as complex adaptive systems: relationship between management practice and  resident outcomes. Nurs Res 2003;  52 (1): 12-21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1657-5997200900030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Glouberman S, Gemar M, Campsie P, Miller G, Armstrong J, Newman C et &aacute;l. A framework for improving health in cities:  A discussion paper. J Urban Health 2006; 83 (2): 325-38.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1657-5997200900030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Minas H. Leadership for change in complex systems. Australas Psychiatry 2005; 13 (1): 33-9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1657-5997200900030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Fawcett J. Contemporary nursing knowledge: Analysis and evaluation  of nursing models and theories. 2 ed., Philadelphia  (PA): F.A. Davis Co; 2005.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1657-5997200900030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. New England Complex Systems Institute, Interactive and Visual  Representations (2000) Available at: <a href="http://www.necsi.org/visual/index.html" target="_blank">http://www.necsi.org/visual/index.html</a> [Acesso em 27 de agosto de 2008].&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1657-5997200900030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Plsek PE, Greenhalgh T. Complexity science: The challenge of  complexity in health care. BMJ 2001; 323:625-8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1657-5997200900030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Terra MG, Camponogara S, Silva LC, Girondi JBR, Nascimento K,  Rad&uuml;nz V et &aacute;l. O significado de cuidar no  contexto do pensamento complexo: novas possibilidades para a enfermagem. Texto Contexto Enferm, Florian&oacute;polis, 2006;  15 (Esp): 164-9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1657-5997200900030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Thorne S, Canam C, Dahinton S, Hall W, Henderson A, Kirkham S,  Nursing's metaparadigm concepts: disimpacting the debates. J  Adv Nurs 1998; 27 (6): 1257-68.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1657-5997200900030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Erdmann AL, Bettinelli LA.  El ser humano y sus posibilidades  de construcci&oacute;n desde el cuidado. Aquichan 2003; 3: 48-51.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1657-5997200900030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Rowe A, Hogarth A. Use of complex adaptive systems metaphor to  achieve professional and organizational change. J Adv Nurs 2005; 51 (4):  396-405.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1657-5997200900030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Stroebel CK, McDaniel RRJ, Crabtree BF, Miller WL, Nutting PA,  Stange KC. How complexity science can inform a reflective process for  improvement in primary care practices. Jt Comm J Qual Patient Saf 2005; 31 (8): 438-46.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1657-5997200900030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Plexus Institute. The Plexus Story. Available at: <a href="http://www.plexusinstitute.com/about/index.cfm" target="_blank">www.plexusinstitute.com/about/index.cfm</a> (Aces-so em 27 de agosto de 2008].&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1657-5997200900030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. Begun JW, White KR. The profession of nursing as a complex adaptive  system: strategies for change. Res Sociol Health Care 1999; 16: 189-203.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1657-5997200900030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. McDaniel RRJ, Jordan ME, Fleeman BF. Surprise, Surprise, Surprise!  A complexity science view of the unexpected. Health Care Manage Rev 2003; 28  (3): 266-78.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1657-5997200900030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Brown C. The application of complex adaptive systems theory to  clinical practice in rehabilitation. Disabil Rehabil 2006; 28 (9): 587-93.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1657-5997200900030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19. Walls M, McDaniel RRJ. Mergers and acquisitions in professional  organizations: A complex adaptive systems approach. Semin Nurse Manag 1999; 7  (3): 117-24.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1657-5997200900030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>20. Sitterding M. Clinical nurse specialist integration of complex  adaptive systems theory to positively influence the achievement and  sustainability of surgical site infection prevention. Clin  Nurse Spec 2005; 19 (2): 82.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1657-5997200900030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Erdmann AL, Sousa FGM,  Backes DS, Mello  ALSF. Construyendo un modelo de sistema de cuidados. Acta Paul Enferm 2007; 20 (2): 180-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1657-5997200900030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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