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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Resumo: Rawls tem uma justificação coerentista para a justiça como eqüidade quando afirma que o construtivismo procedimental pode ser usado para identificar os princípios da justiça através de cidadãos com várias doutrinas morais compreensivas fazendo recurso da posição original, do equilíbrio reflexivo e de uma razão pública.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Abstract: Rawls has a Coherentist justification for justice as equity when he states that the Procedural Constructivism can be used to identify the Principles of the Justice of Citizens with various comprehensive morals doctrines making use of the Original Position, of Reflective Equilibrium and of a Public Reason.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="4"><b>Rawls: construtivismo e justificação coerentista</b><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><b>*</b></a></font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>Rawls: constructivism and coherentist justification</b></font></p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="2">     <p><b>Por: Elnora Gondim</b></p>     <p>Departamento de Filosofia do Centro de Cienciâs Humanas e Letras</p>     <p>Universidade Federal do Piau&iacute;</p>     <p>Brasil</p>     <p><a href="mailto:estudiosdefilosofia@quimbaya.udea.edu.co">elnoragondim@yahoo.com.br</a></p>     <p>Fecha de recepci&oacute;n: 9 de junio de 2010</p>     <p>Fecha de aprobaci&oacute;n: 15 de julio de 2010</p> <hr size="1">     <p><b>Resumen</b><i>: Rawls tiene una justificaci&oacute;n coherentista de la justicia como equidad cuando afirma que el constructivismo procedimental puede ser utilizado para identificar los principios de la justicia de los ciudadanos con diversas doctrinas morales comprensivas haciendo uso de la posici&oacute;n original, del equilibrio reflexivo y de una raz&oacute;n p&uacute;blica.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave</b><i>: Rawls, justificaci&oacute;n, coherentista, posici&oacute;n original, equilibrio reflexivo, doctrinas.</i></p>     <p><b>Resumo</b><i>: Rawls tem uma justificação coerentista para a justiça como eqüidade quando afirma que o construtivismo procedimental pode ser usado para identificar os princ&iacute;pios da justiça atrav&eacute;s de cidadãos com v&aacute;rias doutrinas morais compreensivas fazendo recurso da posição original, do equil&iacute;brio reflexivo e de uma razão p&uacute;blica.</i></p>     <p><b>Palavras&#45;chave</b><i>: Rawls, justificação, coerentista, posição original, equil&iacute;brio reflexivo, doutrinas.</i></p>     <p><b>Abstract</b><i>: </i><i>Rawls has a Coherentist justification for justice as equity when he states that the Procedural Constructivism can be used to identify the Principles of the Justice of Citizens with various comprehensive morals doctrines making use of the Original Position, of Reflective Equilibrium and of a Public Reason.</i></p>     <p><b>Key&#45;words</b><i>: Rawls, </i><i>justification,</i><i> Coherentist, Original Position, Reflective Equilibrium, doctrines.</i></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>&nbsp;Considerações Iniciais</b></font></p>     <p>Neste trabalho, me proponho a descrever de que maneira John Rawls pretende alcançar uma justificação epistêmica para a ação moral. Em uma <i>Teoria da Justiça</i> (TJ), Rawls tem um projeto muito ambicioso em relação à sociedade, isto significa dizer que em TJ ele se propõe como tarefa a função de encontrar, dentro da multiplicidade da sociedade, um princ&iacute;pio &uacute;nico de justificação. N&oacute; s vimos que, nesta etapa de seu pensamento, o autor de TJ parece buscar uma verdade absoluta sobre a definição das normas que norteiam a sociedade democr&aacute;tica como tal. Em TJ h&aacute; uma ênfase muito grande em relação ao descobrimento dos dois princ&iacute;pios fundamentais de sua teoria que são eles: princ&iacute;pio da liberdade e princ&iacute;pio da igualdade e da diferença, os quais seriam aplicados a todos os sujeitos e a todas as formas de vida.</p>     <p>Diferentemente da sua teoria em TJ, em <i>O Liberalismo Pol&iacute;tico</i> (LP), Rawls afirma que a razoabilidade &eacute; mais aceit&aacute;vel do que a verdade moral. É dentro deste prisma da razoabilidade, enquanto paradigma para um processo de discussão com a finalidade de encontrar um consenso, &eacute; que nossa an&aacute;lise sobre o coerentismo epistêmico&#45;moral de Rawls ser&aacute; feita. Tentaremos mostrar que no construtivismo rawlsiano, a id&eacute;ia de que nada, a rigor, est&aacute; pronto, acabado, e de que, especificamente, a crença não &eacute; dada, em nenhuma instância, como algo terminado. O construtivismo de Rawls se constitui pela interação do indiv&iacute;duo com outros, com o meio f&iacute;sico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação pr&eacute;via na bagagem heredit&aacute;ria ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não h&aacute; psiquismo nem consciência e muito menos id&eacute;ias b&aacute;sicas ou fundacionais. Cumpre aqui salientar que o construtivismo pol&iacute;tico de Rawls &eacute; um modelo de construção da sua teoria, onde o m&eacute;todo &eacute; o equil&iacute;brio reflexivo; neste  constatamos com maior rigor o coerentismo de sua teoria.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>I.    Justificação epistêmica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>1.	Noção Geral</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A caracter&iacute;stica distintiva da justificação epistêmica significa que se aceita todas, e apenas, aquelas crenças que se tem boa razão para pensar que são verdadeiras. Justificar &eacute;, em ampla medida, crê em uma crença tendo o direito de defendê&#45;la; onde isto significa que h&aacute; causas que a justifique; um justificador pode ser uma evidência ou outras crenças, outros estados mentais conscientes al&eacute;m das crenças, outros fatos sobre n&oacute; s e nosso ambiente aos quais não temos acesso. Uma justificação &eacute; uma autorização da qual o sujeito dispõe explicitamente.</p>     <p>Existem quatro possibilidades b&aacute;sicas de justificação epistêmica são elas: 1ª. estrutura linear finita &#8211; quando uma crença 1 &eacute; justificada por uma crença 2 que, por sua vez, &eacute; justificada por uma crença 3, onde esta permanece sem justificação; 2ª. estrutura linear infinita &#8211; quando uma crença 1 &eacute; justificada por uma crença 2, esta, por sua vez, &eacute; justificada por uma crença 3 e assim infinitamente; 3ª. estrutura circular &#8211; quando uma crença 1 &eacute; justificada por uma crença 2 e esta &eacute; justificada pela crença 1; 4ª. estrutura linear fundacional &#8211; quando uma crença 1 &eacute; justificada por uma crença 2 e esta se justifica a si mesma; 5ª. aquela que afirma que a justificação não possui estrutura e nada pode ser justificado.</p>     <p>Neste presente trabalho, n&oacute; s vamos levar em consideração somente o tipo de justificação epistêmica que aparece na alternativa 3ª e que &eacute; chamada de coerentismo.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>2.	Coerentismo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>2.1.                    Visão Panorâmica</b></font></p>     <p>Em geral, h&aacute; dois tipos de coerentismo, são eles: 1º. o linear, ou seja, aquele que afirma que uma crença 1 &eacute; justificada por uma crença 2 que, por sua vez, &eacute; justificada por uma crença 3, onde esta &eacute; justificada pela crença 1; 2º. o hol&iacute;stico, isto &eacute;, aquele que afirma que o status epistêmico de uma crença &eacute; dado pelo suporte sim&eacute;trico e rec&iacute;proco que o sistema de crenças d&aacute; a ela.</p>     <p>Somente o coerentismo hol&iacute;stico vai nos interessar neste presente trabalho. Nele &eacute; afirmado que as m&uacute;ltiplas crenças de um sistema colaboram para justificar cada crença pertencente a este mesmo sistema, onde cada uma &eacute; reforçada pela outra. Para tal sistema ser coerente, &eacute; necess&aacute;rio, tamb&eacute;m, haver uma consistência no conjunto de crenças. Aqui conv&eacute;m salientar que, para os coerentistas, h&aacute; um sistema total de crenças, onde este inclui v&aacute;rios outros subsistemas que são julgados pelo sistema geral. Assim, as teorias coerentistas consideram que uma crença &eacute; justificada porque e s&oacute;  porque ela &eacute; coerente com as outras crenças do sujeito.</p>     <p>Cumpre aqui enfatizar que existem duas importantes caracter&iacute;sticas fundamentais das teorias coerentistas, são elas: 1ª. as teorias coerentistas recusam que existam algumas crenças b&aacute;sicas ou fundacionistas; 2ª. a justificação de uma crença &eacute; em função de outras crenças.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>II.  O Construtivismo kantiano em Rawls</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>1. Construtivismo pol&iacute;tico</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em LP, os limites do construtivismo de Rawls são mais claros. Dentre eles, pode&#45;se citar: 1º. a concepção de razão pr&aacute;tica &eacute; especificamente uma concepção da razão p&uacute;blica; 2º. a teoria rawlsiana &eacute; limitada aos estados democr&aacute;ticos; 3º. a visão contida no livro &eacute; pol&iacute;tica; 4º. h&aacute; diferenças em relação aos comunitaristas (aqueles que propõem que o indiv&iacute;duo seja considerado membro inserido numa comunidade pol&iacute;tica de iguais.); 5º. a questão pol&iacute;tica &eacute; focalizada em detrimento das questões &eacute;ticas; 6º. a concepção da justificação &eacute;tica de Kant &eacute; um construtivismo mais radical do que o que Rawls propõe.</p>     <p>No <i>Construtivismo kantiano na teoria moral</i>, 1980, Rawls fala de um procedimento razo&aacute;vel de construção. Neste sentido, o construtivismo, como modelo metodol&oacute; gico na teoria moral no texto rawlsiano de 1980, coloca os elementos dispersos em uma sistematicidade, respeitando a autonomia e a razoabilidade, onde Rawls com os primeiros princ&iacute;pios de justiça pretende alcanç&aacute;&#45;los conforme uma fundamentação racional que vai resultar em uma objetividade moral que implica em princ&iacute;pios razo&aacute;veis para os indiv&iacute;duos, dadas as suas concepções de pessoa como livre e igual e membro cooperante de uma sociedade democr&aacute;tica. Isto ocorre baseado na aceitação dessas pessoas e na coerência interna desses princ&iacute;pios, não levando na noção de verdade como estrutura da realidade e afirmando que a objetividade das proposições morais ocorre quando um conjunto de proposições coerentes entre si, atrav&eacute;s do equil&iacute;brio reflexivo, &eacute; aceito pelos participantes em <i>Posição Original</i> (recurso heur&iacute;stica procedimental). Desta forma, a objetividade &eacute; o resultado da soma coerência dos princ&iacute;pios com a aceitação. Neste caso, um acordo hipot&eacute;tico prova uma justificação categ&oacute; rica.</p>     <p>Rawls a optar como fundamento de sua teoria o fato de que a caracter&iacute;stica b&aacute;sica das sociedades modernas &eacute; o pluralismo, constatação vista em LP, &eacute; conduzido à seguinte questão: como uma sociedade est&aacute;vel e justa de cidadãos livres e iguais pode viver em harmonia quando est&aacute; profundamente dividida por doutrinas abrangentes? Rawls responde a isto com uma redefinição de contrato e de sociedade bem ordenada.</p>     <p>Portanto, ele explica que uma sociedade bem ordenada tem uma concepção de justiça advinda de um consenso justaposto de doutrinas razo&aacute;veis e gerais onde os cidadãos se unem para afirmar uma mesma concepção pol&iacute;tica, baseada em suas pr&oacute; prias doutrinas que, embora distintas, convergem para um mesmo ponto.</p>     <p>Desta maneira, Rawls, em LP, tem como procedimento um tipo diferente de construtivismo onde as faculdades da reflexão e do julgamento se desenvolvem no quadro de uma cultura comum que as forma. Dentro deste contexto, ele afirma que os princ&iacute;pios de justiça al&eacute;m de serem pol&iacute;ticos, são, tamb&eacute;m, o resultado de um procedimento de construção. Os princ&iacute;pios de justiça, neste caso, utilizam certas concepções puramente pol&iacute;ticas da pessoa e da sociedade para elaborarem uma concepção de um regime constitucional justo que possa ser admitido por quem det&eacute;m diferentes concepções abrangentes. Sendo assim, a id&eacute;ia de sociedade consiste em um sistema eqüitativo de cooperação que se estende ao longo do tempo de geração a geração. A concepção de pessoa &eacute; a do cidadão livre e igual que tenha a capacidade de elaborar, revisar e perseguir racionalmente concepções do Bem.</p>     <p>Para Rawls as concepções de pessoa e sociedade são id&eacute;ias fundamentais que os cidadãos compartilham na cultura pol&iacute;tica, ainda quando eles têm doutrinas abrangentes diferentes. O Rawls do LP &eacute; mais restrito quanto à aplicação de sua teoria da justiça, isto &eacute;, ele delimita o seu campo às sociedades democr&aacute;ticas modernas. Nelas ele enfatiza a sua legislação e evidencia a caracter&iacute;stica que elas devem ter como um padrão de correção que &eacute; a razoabilidade conforme situações concretas onde a justiça &eacute; exigida.</p>     <p>Em TJ, Rawls tem um projeto muito ambicioso em relação à sociedade, isto &eacute;, n&oacute; s notamos que ele se propõe como tarefa a função de encontrar, dentro da multiplicidade da sociedade, um princ&iacute;pio &uacute;nico de justificação. N&oacute; s vimos que, nesta etapa de seu pensamento, o autor de TJ parece buscar uma verdade absoluta sobre a definição das normas que norteiam a sociedade democr&aacute;tica como tal. Em TJ h&aacute; uma ênfase muito grande em relação ao descobrimento dos dois princ&iacute;pios fundamentais de sua teoria que são eles: princ&iacute;pio da liberdade e princ&iacute;pio da igualdade e da diferença, os quais seriam aplicados a todos os sujeitos e a todas as formas de vida. Diferentemente da sua teoria em TJ, em LP, Rawls afirma que a razoabilidade &eacute; mais aceit&aacute;vel do que a verdade moral.</p>     <p> Apesar de tudo o que foi visto acima, o Rawls de TJ não &eacute; mais kantiano do que em LP, embora n&oacute; s pud&eacute;ssemos pensar o contr&aacute;rio, porque em TJ ele busca um elevado grau de abstração em sua teoria pol&iacute;tica e, em contrapartida, em LP ele &eacute; mais delimitado no sentido de que os axiomas do pluralismo e das tolerâncias intentam derivar os interesses em comuns da participação e da constituição da unidade comum dos cidadãos, apesar disto, n&oacute; s vimos que em LP, dentre outros fatores, Rawls quando faz uma alusão à questão da razão p&uacute;blica: ele &eacute; fortemente influenciado pela distinção que Kant faz da razão p&uacute;blica e privada no seu artigo <i>O Que &eacute; O Iluminismo</i>.</p>     <p>Com todo o exposto, n&oacute; s acreditamos que em LP h&aacute; uma possibilidade de revolução rawlsiana no sentido kantiano, pois Rawls neste escrito fornece a real aplicabilidade na sociedade da teoria kantiana, isto &eacute;, fornece uma teoria que nela contem as condições para propor uma realização poss&iacute;vel, dentro de um procedimento que tem como unidade a razão p&uacute;blica esta fundamentando a ação e o conhecimento, ou seja, fundando tanto os ju&iacute;zos sint&eacute;ticos a priori quanto o imperativo categ&oacute; rico. Desta forma, n&oacute; s vimos que Rawls coloca a razão p&uacute;blica como referência de unidade para a superação dos dualismos kantianos entre fenômeno e liberdade, tudo isto decorrendo de uma concepção de pessoa, de sociedade e de uma representação satisfat&oacute; ria destas concepções, isto &eacute;, a razão te&oacute; rica, neste caso, formando as crenças e os ju&iacute;zos requeridos na formulação dos primeiros princ&iacute;pios de justiça e a aplicabilidade dos mesmos, ocorrendo atrav&eacute;s de uma forma similar ao imperativo categ&oacute; rico (mandamento da razão que diz que toda pessoa deve agir conforme os princ&iacute;pios que ela quer que todos os seres humanos sigam e que isso seja uma lei da natureza humana).</p>     <p>O problema b&aacute;sico da filosofia kantiana &eacute; o de fornecer uma unidade para a razão. Kant divide este problema em duas dimensões: uma dimensão te&oacute; rica ou epistemol&oacute; gica e outra pr&aacute;tica ou &eacute;tica. A parte epistemol&oacute; gica do problema kantiano est&aacute; presente na <i>Cr&iacute;tica da Razão Pura</i>. Esta parte te&oacute; rica, por sua vez, est&aacute; dividida em duas questões, a saber: a primeira diz respeito à possibilidade da metaf&iacute;sica como ciência e a segunda sobre como são poss&iacute;veis a f&iacute;sica e a matem&aacute;tica como ciência. A questão que Kant pretende &eacute; saber sobre a possibilidade do conhecimento a priori, ou seja, fundar uma necessidade sint&eacute;tica para o conhecimento e que, ao mesmo tempo, seja universal e necess&aacute;ria. As palavras&#45;chave para tal resposta são aquelas que Kant chamou de “revolução copernicana”, ou seja, a afirmação de que o sujeito &eacute; parte ativa na elaboração do objeto, efetuando, assim, a sua constituição. Desta maneira, o sujeito s&oacute;  pode conhecer aquilo que ele representa, ou seja, aquilo que ele percebe e sintetiza. Em outras palavras, isto significa que a razão s&oacute;  percebe aquilo que ela mesma produz segundo seu pr&oacute; prio projeto. Kant, desta maneira, detecta a existência de ju&iacute;zos sint&eacute;ticos a priori, isto &eacute;, ju&iacute;zos universais e necess&aacute;rios que podem ampliar os nossos conhecimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A parte &eacute;tica da filosofia kantiana &eacute; aquela em que Kant mostra que a razão pura &eacute; pr&aacute;tica por si mesma e que ela nos fornece a lei em que toda a moralidade &eacute; alicerçada. Ela pode ser vista nos livros: <i>Fundamentação da Metaf&iacute;sica dos Costumes, Cr&iacute;tica da Razão Pr&aacute;tica e Metaf&iacute;sica dos Costumes</i>. Neles Kant passa a ter como preocupação a fundamentação da &eacute;tica. Ele procura desvelar em que consiste a universalidade e a necessidade do dever. A consciência do dever &eacute; um Faktum da Razão. A Razão &eacute; autônoma e, por sua vez, dita a sua pr&oacute; pria lei que vem na forma de um imperativo, tendo em vista que os seres não são somente racionais, mas que, tamb&eacute;m, são dotados de razão e sensibilidade (impulsos, paixões etc.), a lei tem que adquirir um car&aacute;ter de imperativo. Neste sentido, n&oacute; s podemos constatar que h&aacute; uma tentativa por parte de Kant de fundamentar em uma &uacute;nica base tanto à moralidade quanto o conhecimento. Em ambos os casos, esta fundamentação não &eacute; metaf&iacute;sica, mas, sim, uma possibilidade de legitimidade da razão, colocando o sujeito como centro fundador de possibilidades, Kant operando, desta forma, uma esp&eacute;cie de revolução copernicana.</p>     <p> Dentro deste contexto, n&oacute; s vimos que a referência a Kant ocupa um papel expressivo textual na obra de Rawls. Muitas cr&iacute;ticas apareceram em virtude da analogia da teoria de Rawls com a concepção kantiana relativa ao sujeito moral.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a> Com isto, poder&#45;se&#45;ia pensar Rawls como um fundacionista (utiliza&#45;se de crenças b&aacute;sicas). No entanto, para rebater essas cr&iacute;ticas e outras que surgiram em relação à sua teoria da justiça, Rawls publica outros escritos. Por este motivo, n&oacute; s podemos falar em duas etapas não excludentes do pensamento rawlsiano: 1°&#45; &eacute; aquela onde Rawls escreve TJ; 2°&#45; &eacute; a fase seguinte a TJ onde o fil&oacute; sofo de Harvard tenta responder às criticas feitas a sua obra acima citada.</p>     <p> No artigo <i>O Construtivismo Kantiano</i>, a filosofia rawlsiana inicia um processo de aprofundamento dos conceitos origin&aacute;rios apresentados em TJ, tais como: 1°. a racionalidade agora significa uma teoria da escolha racional e ela est&aacute; subordinada ao conceito de razoabilidade. Logo, no escrito acima citado, o autor fala em ser humano razo&aacute;vel como elemento fundador de sua teoria e, não mais, como em TJ em ser humano racional; 2°. os Bens Prim&aacute;rios não são mais aquilo que satisfaz às necessidades vitais, como em TJ, mas são aquilo indispens&aacute;vel à realização pelo ser humano de sua personalidade moral no sentido kantiano.</p>     <p>Vale a pena aqui ressaltar que, apesar das reformulações que a teoria rawlsiana sofreu, ainda &eacute; clara a influência do pensamento kantiano quanto à questão da elaboração do conceito de justiça de Rawls. Neste sentido, n&oacute; s vimos um Rawls afirmando a questão da autonomia moral dos cidadãos em uma sociedade bem ordenada, mostrando a questão da natureza da pessoa no sentido kantiano que ele j&aacute; esboçou em TJ, comparando a sua Posição Original, o desinteresse que l&aacute; ocorre e o V&eacute;u de Ignorância ao imperativo categ&oacute; rico kantiano, dentre outras influências.</p>     <p>Contudo, no artigo O Construtivismo Kantiano, Rawls ainda permanece com algumas imprecisões vistas em TJ como àquelas sobre as crenças morais, defendendo que as concepções de pessoa e sociedade são constru&iacute;das. Da&iacute; decorre a necessidade de Rawls em explicar a sua teoria como pol&iacute;tica e não metaf&iacute;sica.</p>     <p>No escrito <i>A Teoria da Justiça como Eqüidade: uma teoria pol&iacute;tica e não metaf&iacute;sica</i>, o autor abandona completamente o conceito de racionalidade visto em TJ, como tamb&eacute;m a sua ambição universalista. Com isto exclui uma referência à Verdade, limitando o campo de aplicação da sua teoria da justiça às sociedades democr&aacute;ticas, afirmando que o objetivo da mesma &eacute; aquele pr&aacute;tico, baseado em uma razão p&uacute;blica e fazendo um diferencial entre a sua teoria da justiça como eqüidade em relação ao liberalismo kantiano. Neste sentido a teoria da justiça como eqüidade não pode ter a pretensão de ser a &uacute;nica base das instituições democr&aacute;ticas, nem a mais apropriada e nem a &uacute;nica correta.</p>     <p>Em contrapartida, a justiça como eqüidade tenta mostrar uma concepção que est&aacute; enraizada nas id&eacute;ias intuitivas b&aacute;sicas da cultura p&uacute;blica de uma democracia, onde nela o valor da autonomia completa est&aacute; concretizada em uma sociedade bem ordenada. Em LP Rawls reformula, em partes, o seu pensamento filos&oacute;fico pol&iacute;tico. Nele ele continua vendo a justiça como um problema de imparcialidade, tal como &eacute; apresentado em TJ, mas modifica alguns aspectos da sua teoria precedente quando constata que &eacute; pouco realista a concepção de uma sociedade bem ordenada, como, tamb&eacute;m, vê que as sociedades modernas são compostas por doutrinas abrangentes, muitas vezes incompat&iacute;veis entre si.</p>     <p>Em linhas gerais, n&oacute; s podemos constatar que, embora Rawls cite outros fil&oacute; sofos e ele mesmo faça modificações no conte&uacute;do de suas obras, a teoria da justiça rawlsiana &eacute; kantiana em sua natureza como cita o autor da mesma, onde ele afirma a abdicação do car&aacute;ter de originalidade da sua teoria, procurando caracter&iacute;sticas estruturais que j&aacute; se encontram na teoria de Kant. Apesar da reformulação da teoria da justiça vista em LP, isto &eacute;, mesmo ele partindo de um sistema e de uma pr&aacute;tica de argumentação que tem como subs&iacute;dio a diversidade e se dirige a ela desde a perspectiva da imparcialidade, isto ainda não garante a superação de Rawls em relação ao sistema kantiano, pois, neste escrito, o pr&oacute; prio Rawls afirma que no argumento sobre a objetividade das concepções pol&iacute;ticas, ele &eacute; essencialmente kantiano.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>2.   O Coerentismo de Rawls</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>2.1. Visão Geral</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, embora Rawls seja um kantiano, e para muitos seria um fundacionista lidando com conceitos a priori, a justiça como eqüidade se utiliza de uma justificação do tipo coerentista, porquanto o coerentismo pode ser caracterizado segundo a concepção de que as crenças s&oacute;  podem ser justificadas em suas relações com outras crenças e, seguindo esta linha, a forma de coerentismo mais influente em relação às teorias morais &eacute; o m&eacute;todo rawlsiano intitulado de equil&iacute;brio reflexivo. Segundo Rawls, o m&eacute;todo adequado supõe começar por um conjunto de crenças ponderadas, formular princ&iacute;pios gerais e revisar tanto os princ&iacute;pios quanto às crenças at&eacute; alcançar um equil&iacute;brio. A base de justificação da teoria rawlsiana &eacute; aquilo que &eacute; publicamente aceit&aacute;vel, tomando como referência que existem id&eacute;ias impl&iacute;citas na cultura da democracia constitucional. Rawls invoca isto para mostrar como sua concepção pol&iacute;tica pode ser est&aacute;vel em face do pluralismo razo&aacute;vel, ou seja, como diferentes doutrinas compreensivas seriam capazes de aceitar uma concepção de justiça e de que maneira isso poderia ser justificado de acordo com as razões afirmadas no interior de cada visão compreensiva.</p>     <p>Neste sentido, o consenso sobreposto responde ao fato do pluralismo razo&aacute;vel. Ele define os parâmetros e o alcance da razão p&uacute;blica, justificando a concepção pol&iacute;tica em dois aspectos: 1. os cidadãos razo&aacute;veis podem entender e aceitar a justificação da concepção pol&iacute;tica em termos da razão p&uacute;blica, porque as razões e as id&eacute;ias estão impl&iacute;citas na cultura democr&aacute;tica pol&iacute;tica; 2. os cidadãos razo&aacute;veis teriam suas doutrinas compreensivas compat&iacute;veis com a concepção pol&iacute;tica.</p>     <p>Aqui &eacute; conveniente lembrar que este fato ocorre, porque Rawls apela para um procedimento de representação que tem uma postura abstrata, neutra e hipot&eacute;tica chamada de posição original. Ela &eacute; um recurso procedimental que garante um acordo eqüitativo em relação aos princ&iacute;pios de justiça.</p>     <p> Desta maneira, Rawls oferece uma justificação coerentista para a posição original afirmando que: 1º. o construtivismo procedimental pode ser usado para identificar os princ&iacute;pios da justiça; 2º. a fundamental justificação da posição original pode ser oferecida por indiv&iacute;duos com v&aacute;rias doutrinas morais compreensivas.</p>     <p>Sendo assim, a posição original pode ser justificada pelo equil&iacute;brio reflexivo entre os princ&iacute;pios de justiça gerados por ela e com os nossos julgamentos ponderados. Logo, desta forma, esta abordagem para a justificação &eacute; coerentista, pois os princ&iacute;pios de justiça são constru&iacute;dos, partindo da posição original em que as v&aacute;rias partes estabelecem um consenso m&iacute;nimo para que as diferentes doutrinas morais, filos&oacute; ficas e religiosas possam, atrav&eacute;s de um processo de discussão, coexistir em uma sociedade onde a razão p&uacute;blica &eacute; compartilhada por todos.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>Considerações Finais</b></font></p>     <p>Na teoria rawlsiana vale salientar que o seu procedimento consiste em um modelo construtivista que tem o equil&iacute;brio reflexivo como seu correspondente coerentismo epistêmico&#45;moral.</p>     <p>Dentro deste contexto, n&oacute; s podemos constatar que existe na filosofia rawlsiana uma teoria ideal e uma teoria não&#45;ideal que servem para explicar a relação existente entre construtivismo e equil&iacute;brio reflexivo em uma formulação de princ&iacute;pios de justiça que sejam internalistas e anti&#45;realistas.</p>     <p>Sendo assim, a teoria rawlsiana &eacute; formulada em função de uma construção racional e relacional com o prop&oacute; sito de elaborar os princ&iacute;pios de justiça. Ela, tamb&eacute;m, tem uma fundamentação não&#45;fundacionalista que objetiva eliminar da sua doutrina todo e qualquer aspecto metafisicamente fundamentado que tenha como ponto de partida princ&iacute;pios absolutos.</p>     <p> Portanto, o crit&eacute;rio de construção dos princ&iacute;pios de justiça &eacute; a razoabilidade. Esta, por sua vez, se funda na razão pr&aacute;tica, onde o equil&iacute;brio reflexivo &eacute; tido como m&eacute;todo. Este tem como objetivo esclarecer uma m&uacute;tua elucidação das convicções ponderadas que exprimem um consenso justaposto sobre a noção de justiça que tem como caracter&iacute;sticas a coerência, a precisão e a consistência.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a justificação &eacute;tica de Rawls &eacute; poss&iacute;vel sem pressuposição antecedente de um acordo sobre normas sociais espec&iacute;ficas e esta concepção de justificação &eacute; alcançada somente atrav&eacute;s de um acordo sobre normas comunit&aacute;rias.</p>     <p> Logo, embora Rawls não mencione em nenhum de seus textos que ele tem uma posição coerentista, n&oacute; s constatamos este aspecto em sua teoria. Isto ocorreu, porque ele parece ter subjacente na construção da sua justiça como eqüidade as seguintes id&eacute;ias centrais: 1ª. somente crenças podem justificar outras crenças, nada al&eacute;m disto pode contribuir para uma justificação; 2ª. todas as crenças justificadas dependem de outras crenças para a sua justificação.</p>     <p>Desta maneira, a teoria rawlsiana &eacute; coerentista, pois a id&eacute;ia central da justificação do coerentismo &eacute; que toda crença justificada s&oacute;  pode ser assim em virtude das relações com outras crenças. Com isto, para eles, assim como para Rawls, não h&aacute; crença b&aacute;sica ou fundacional.</p>     <p> A teoria de Rawls, tamb&eacute;m, considera que as pessoas são seres racionais e razo&aacute;veis. Isto significa dizer que elas têm interesses pr&oacute; prios conforme a concepção de bem que formulam para as suas vidas.</p>     <p>Deste modo, elas orientam suas vidas em função do sentido da justiça que possuem e ponderam com as outras pessoas sobre quais termos justos de cooperação que devem nortear o conv&iacute;vio social e a distribuição de bens. Assim, elas chegam a um acordo sobre os princ&iacute;pios de justiça que serão escolhidos.</p>     <p>Para mostrar como isto pode ocorrer, Rawls desenvolve uma situação hipot&eacute;tica que ele chama de posição original, isto &eacute;, procedimento figurativo que permite representar os interesses de cada um de maneira eqüitativa. A partir da posição original são tomadas decisões. Neste sentido, as doutrinas compreensivas são deixadas de lado e as pessoas são motivadas pela concepção pol&iacute;tica de justiça, de modo que &eacute; constitu&iacute;do um consenso sobreposto.</p>     <p>As pessoas, neste estado, têm como prioridade a noção de justo sobre o bem, atrav&eacute;s da formulação dos princ&iacute;pios da justiça em equil&iacute;brio reflexivo, isto &eacute;, equil&iacute;brio atingido pela reflexão entre nossos julgamentos ponderados.</p>     <p>Rawls, assim como os coerentistas, tem explicações internalistas, onde uma crença, ou um sistema de crenças est&aacute; justificado sempre quando h&aacute; coerência, isto &eacute;, quando nenhuma de suas crenças entra em contradição com outras crenças do sistema.</p>     <p>Neste sentido, aqui cumpre lembrar que, segundo a teoria rawlsiana, para a pluralidade que existe em uma sociedade democr&aacute;tica, uma concepção de justiça s&oacute;  pode ocorrer se &eacute; renunciada toda pretensão de verdade, aspirando à defesa de id&eacute;ias que consigam conviver com qualquer doutrina compreensiva razo&aacute;vel.</p>     <p>Falando de um outro modo, a concepção de razoabilidade na teoria rawlsiana tem como objetivo separar toda a pretensão de uma razão pura pr&aacute;tica, no sentido de que s&oacute;  se pode falar com argumentos razo&aacute;veis, coerentes e publicamente defens&aacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, a crença justificada &eacute; concebida politicamente enquanto resultado de crit&eacute;rios p&uacute;blicos consensualmente conseguidos atrav&eacute;s de erros e acertos visando à escolha dos princ&iacute;pios que devem reger as relações e instituições sociais.</p>     <p>Portanto, a teoria rawlsiana &eacute; coerentista quando afirma que uma crença &eacute; justificada quando ela &eacute; coerente com outras e quando mostra que a exigência de consistência da justificação epistêmica &eacute; uma propriedade relacional global de um sistema de crenças e não uma relação inferencial de crenças.</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>Referencias</b></font></p>       <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">*</a> Este art&iacute;culo es resultado de investigaci&oacute;n del proyecto “Justificaci&oacute;n epist&eacute;mica en la teor&iacute;a del John Rawls” realizado en la Universidade Federal do Piau&iacute;.</p>      <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a>  Como por ex. as de Michael Sandel e as de Charles Taylor dentre outras.</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans&shy;serif" size="3"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p>1. Flores, I. (1985). El liberalismo igualitario de John Rawls. <i>Doxa</i> , 4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0121-3628201000020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Freeman, S. (2003). John Rawls. En S. Freeman (Ed.), <i>The Cambridge Companion to John Rawls</i>. Cambridge: Cambridge University Press.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0121-3628201000020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Gray, J. (1993). Can We Agree to Disagree. <i>The New York Times Books Review</i> (16).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0121-3628201000020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Guillarme, B. (1999).<i> Rawls et l'&eacute;galit&eacute; d&eacute;mocratique</i>. Paris: Presses Universitaires de France.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0121-3628201000020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Kant, I. (2005). <i>A Metafisica dos Costumes</i>. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0121-3628201000020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6.Kant, I. (1986). <i>Cr&iacute;tica da Razão Pr&aacute;ctica</i>. Lisboa: Edições 70.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0121-3628201000020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Kant, I. (1989). <i>Cr&iacute;tica da Razão Pura</i>. Lisboa: Fundação Calouste.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0121-3628201000020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Kukathas, C., &amp; Pettit, P. (1990). <i>Rawls: A Theory of Justice and its Critics</i>. Oxford: Polity.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0121-3628201000020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Oliveira, N. F. (2003). <i>Rawls</i>. Rio de Janeiro: Zahar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0121-3628201000020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. O’neil, O. (2003). Constructivism in Rawls and Kant. En S. Freeman (Ed.), <i>The Cambridge Companion to Rawls</i>. Cambridge: Cambridge University Press.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0121-3628201000020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Rawls, J. (2002). <i>Justiça como Eqüidade: uma reformulação</i>. São Paulo: Martins Fontes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0121-3628201000020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Rawls, J. (2002). <i>Justiça e Democracia</i>. São Paulo: Martins Fontes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0121-3628201000020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Rawls, J. (2000). <i>O Liberalismo Pol&iacute;tico</i>. São Paulo: Ática.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0121-3628201000020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Rawls, J. (2002). <i>Uma Teoria da Justiça</i>. São Paulo: Martins Fontes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0121-3628201000020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Roaunet, L. P. (2002). Justiça Como Eqüidade: uma proposta brasileira. Nit&eacute;roi: Universidade Federal Fluminense.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0121-3628201000020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>16. Schiavello, A. (2001). <i>Ética publica e pluralismo</i>. Palermo: Editrice II Messaggero.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0121-3628201000020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. Steup, M., &amp; Sosa, E. (2006). <i>Contemporary Debates in Epistemology</i>. Oxford: Blackwell Publishing.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0121-3628201000020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Thiebaut, C. (1997). Sujeito liberal y comunidad: Rawls y la uni&oacute;n social. <i>Enrahonar</i> (27).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0121-3628201000020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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