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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tradução e validação portuguesa do revised life orientation test (LOT-R)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portuguese Translation and Validation of the Revised Life Orientation Test (LOT-R)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Saúde Jean Piaget  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No presente trabalho é descrita a adaptação para a língua portuguesa do Revised Life Orientation Test (LOT-R), que permite a avaliação do Otimismo Disposicional como característica estável. Após ter sido traduzido e retrovertido, com a ajuda de peritos, o LOT-R foi administrado a uma amostra de estudantes universitários (N=790), e foi avaliada a consistência interna, a validade de construto e a validade concorrente. As propriedades psicométricas encontradas atestam a qualidade do instrumento. A análise fatorial mostra que a estrutura de um fator é a mais ajustada, à semelhança da estrutura fatorial encontrada no modelo original. A correlação positiva entre o LOT-R e o Instrumental and Expressive Social Support Scale (IESSS) confirma a hipótese relativa à validade de critério.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">       <p align="center"><font size="4"><b>Tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o    portuguesa   do revised life orientation test (LOT-R)</b></font></p>     <p align="center">   <font size="3"><b>Portuguese Translation and Validation of   the Revised Life Orientation Test (LOT-R)</b></font> </p>     <p><b>CARLOS ANT&Oacute;NIO LARANJEIRA* </b></p>     <p>Escola Superior de Sa&uacute;de Jean Piaget, Portugal, Correo electr&oacute;nico:   <a href="mailto:carloslaranjeira@hotmail.com">carloslaranjeira@hotmail.com</a></p>     <p align="center">Recibido: septiembre 26 de 2007 Revisado: marzo 6 de 2008 Aceptado:    mayo 10 de 2008</p>       <p>&nbsp; </p> <hr size="1">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>   In this work we describe the adaptation for the European Portuguese language   of the Revised Life Orientation Test (LOT-R), which allows the evaluation   of Dispositional Optimism as a steady characteristic. After having   been translated both ways with the support and help of experts in the area,   LOT-R was applied to a sample of university students (N=790), and the   respective internal consistency, construct validation and concurrent validity   were properly assessed. The detected psychometric properties substantiate   the quality of such a tool. Factorial analysis shows that the structure of a   factor is the most suitable similarly to the factorial structure found in the   source model. The positive correlation between LOT-R and the Instrumental   and Expressive Social Support Scale (IESSS) confirms the hypothesis   about the criterion validity.</p>     <p>   <b>Key words authors</b>   Psychometrics, Well-Being, Optimism, Scale, Evaluation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <b>Key words plus</b>   Psychometrics, Sociom&eacute;tricas Scales, Self Concept.</p>    <p>&nbsp; </p> <hr size="1">     <p>   <b>RESUMO</b></p>     <p>   No presente trabalho &eacute; descrita a adapta&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua    portuguesa do   Revised Life Orientation Test (LOT-R), que permite a avalia&ccedil;&atilde;o    do Otimismo   Disposicional como caracter&iacute;stica est&aacute;vel. Ap&oacute;s ter sido    traduzido e retrovertido,   com a ajuda de peritos, o LOT-R foi administrado a uma amostra   de estudantes universit&aacute;rios (N=790), e foi avaliada a consist&ecirc;ncia    interna,   a validade de construto e a validade concorrente. As propriedades   psicom&eacute;tricas encontradas atestam a qualidade do instrumento. A an&aacute;lise   fatorial mostra que a estrutura de um fator &eacute; a mais ajustada, &agrave;    semelhan&ccedil;a   da estrutura fatorial encontrada no modelo original. A correla&ccedil;&atilde;o    positiva   entre o LOT-R e o Instrumental and Expressive Social Support Scale (IESSS)   confirma a hip&oacute;tese relativa &agrave; validade de crit&eacute;rio.</p>     <p>   <b>Palavras chaves</b>   Psicometria, bem-estar, otimismo, escalas, avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>   <b>Palabras claves o descriptores</b>   Psicometr&iacute;a, escalas sociom&eacute;tricas, autoimagen.</p>       <p>&nbsp; </p> <hr size="1">     <p><b><font size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p>   No ano de 1948 a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de   (OMS) define sa&uacute;de como um estado de completo   bem-estar f&iacute;sico, ps&iacute;quico e social e n&atilde;o apenas a   aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, colocando em causa o modelo   biom&eacute;dico vigente at&eacute; a essa altura (Mart&iacute;nez,   Carreras & Haro, 2000).</p>     <p>   A partir do Relat&oacute;rio Lalonde em 1974, a sa&uacute;de   foi finalmente reconhecida como um estado   distinto da doen&ccedil;a, que possibilitou abordagens   diferentes destes contextos, isto &eacute;, os dois estados   estariam colocados em extremos opostos de um   cont&iacute;nuo hipot&eacute;tico, onde as pessoas se podiam posicionar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   Nesta nova rela&ccedil;&atilde;o Sa&uacute;de &#8211; Doen&ccedil;a, est&aacute;    impl&iacute;cita   uma perspectiva de desenvolvimento, sugerindo   a possibilidade de uma interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel dos   indiv&iacute;duos e das comunidades, na dire&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.   Assim, os indiv&iacute;duos que n&atilde;o estavam doentes passam   a ser alvo de uma aten&ccedil;&atilde;o especial, fato que   n&atilde;o se verifica at&eacute; &agrave; Segunda Revolu&ccedil;&atilde;o de    Sa&uacute;de   (Bienert, Herrero & Rabad&aacute;n, 2003).</p>     <p>   Uns anos mais tarde a carta de Otawa em 1986   surge com um novo conceito de desenvolvimento   de sa&uacute;de, designado Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, que &eacute;    definido   como o processo de capacitar as pessoas para   aumentarem o controle sobre a sua sa&uacute;de e para a   melhorar (Ribeiro, 1996); logo, est&aacute; impl&iacute;cito que   a sa&uacute;de se pode desenvolver ao longo do ciclo de   vida. O curso da vida dos humanos encontra-se   ligado a uma conjuntura bio-psico-s&oacute;cio-cultural,   onde os fatores pessoais, f&iacute;sicos, educacionais,   s&oacute;cio-culturais, hist&oacute;ricos, ecol&oacute;gicos, tecnol&oacute;gicos   e espa&ccedil;o/temporais desempenham um papel   preponderante na condu&ccedil;&atilde;o das viv&ecirc;ncias de cada   personalidade em devir.</p>     <p>   No cotidiano, os indiv&iacute;duos s&atilde;o confrontados   com in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es problema que os obrigam a   tomadas de posi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de op&ccedil;&otilde;es   mais ou menos conscientes ou apoiadas, efetuadas   em fun&ccedil;&atilde;o das suas aptid&otilde;es, gostos e desejos, que   v&atilde;o determinar o rumo das suas vidas e a constru&ccedil;&atilde;o   do seu bem-estar.</p>     <p>   Em Psicologia, o estudo do poder positivo para   promover e manter o bem-estar tem ocupado o   tempo de muitos investigadores, destacando-se:   a obra de Peale (1956) The power of positive thinking;   o teste de Scheier e Carver (1985) o Life   Orientation Test (LOT) e sua posterior reavalia&ccedil;&atilde;o   por Scheier, Carver e Bridges (1994) surgindo o   LOT-R.</p>     <p>   No dom&iacute;nio da sa&uacute;de, os indiv&iacute;duos que t&ecirc;m   uma vis&atilde;o favor&aacute;vel da vida est&atilde;o em vantagem   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que esperam o aparecimento   de acontecimentos negativos; os primeiros s&atilde;o   capazes de fazer face ao estresse e &agrave; doen&ccedil;a, de   realizar esfor&ccedil;os para evitar problemas, enquanto   que os segundos n&atilde;o. Os estudos t&ecirc;m mostrado a   influ&ecirc;ncia positiva do otimismo disposicional nos   processos adaptativos suscitados pela doen&ccedil;a (Sultan   & Bureau, 1999).</p>     <p>   O otimismo tem sido definido como uma inclina&ccedil;&atilde;o   para esperar de modo favor&aacute;vel acontecimentos   de vida positivos relacionados com   o bem-estar psicol&oacute;gico, social e f&iacute;sico. Devido a   esta rela&ccedil;&atilde;o entre otimismo e bem-estar, os estudos   neste dom&iacute;nio proliferaram a partir da d&eacute;cada de   80, enquadrados no modelo comportamental de   Auto-Regula&ccedil;&atilde;o, muitos foram os que utilizaram   uma medida unidimensional de otimismo disposicional1,   isto &eacute;, o LOT (Scheier & Carver, 1985).   Este instrumento apresentava 12 itens dos quais 8   avaliavam o otimismo, e quatro eram distratores;   a nota m&iacute;nima era de 0 e a m&aacute;xima de 32.</p>     <p>   Marshall, Wortman, Kusulas, Hervig e Vickers   (1992) foram os primeiros a mostrarem a exist&ecirc;ncia   de dois fatores no LOT, apresentando o otimismo   e o pessimismo como construtos distintos que se   correlacionam de forma diferente com outros instrumentos.   De acordo com os autores, o otimismo   reflete antecipa&ccedil;&atilde;o de acontecimentos positivos e   dever&aacute; estar associado predominantemente com   a extrovers&atilde;o e estados emocionais positivos. Por outro lado, o pessimismo    pode ser visto como a   disposi&ccedil;&atilde;o para esperar acontecimentos negativos,   pelo que constitui um pren&uacute;ncio de neuroticismo   ou de estados emocionais negativos (afetividade   negativa).</p>     <p>   Numa pesquisa, realizada com indiv&iacute;duos de   meia-idade e longevos revelou atrav&eacute;s de uma   an&aacute;lise fatorial, que o LOT apresenta igualmente   os dois fatores separados; e ainda, que s&atilde;o indicadores   de experi&ecirc;ncia de estresse e n&atilde;o estresse,   revelando-se o otimismo como um prospectivo   preditor de sa&uacute;de psicol&oacute;gica e f&iacute;sica, ap&oacute;s um    ano   passado (Robinson-Whelen, Kim, MacCallum &   Kiecolt-Glaser, 1997). Pelo facto de terem optado   pelo estudo separado dos dois construtos, os   autores puderam observar os efeitos do otimismo   como um resultado de um pensamento otimista   ou de evitar um pensamento pessimista, ou a combina&ccedil;&atilde;o   dos dois. Esta din&acirc;mica cognitiva pode   constituir um contributo pertinente para uma   melhor compreens&atilde;o dos indiv&iacute;duos na pr&aacute;tica   psicol&oacute;gica.</p>     <p>   Ao utilizarem o LOT, Scheier e Carver (1985)   preferiram considerar que o seu instrumento era   uma medida unidimensional, sugerindo dois fatores   que provavelmente refletiriam as diferen&ccedil;as   entre os itens e n&atilde;o no seu conte&uacute;do. Mais tarde,   Scheier, Carver e Bridges (1994) executaram uma   revis&atilde;o da escala original por considerarem que esta   n&atilde;o satisfazia os pressupostos te&oacute;ricos originais. A   vers&atilde;o reformulada, o Revised Life Orientation Test   (LOT-R), incluiu 10 itens em que 4 se mantiveram   como distratores e 6 avaliadores do otimismo. Dos   itens originais mantiveram-se 4: dos outros um foi   retirado e outro foi reformulado.</p>     <p>   Neste contexto &eacute; objetivo deste estudo adaptar   para a l&iacute;ngua portuguesa o Revised Life Orientation   Test (LOT-R). Justifica-se a adapta&ccedil;&atilde;o desta escala   para a l&iacute;ngua portuguesa, pelo fato de apresentar   qualidades espec&iacute;ficas permitindo avaliar o otimismo   disposicional como caracter&iacute;stica est&aacute;vel, por   ser uma vers&atilde;o curta de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o em ambiente   cl&iacute;nico e n&atilde;o cl&iacute;nico e por poder ser utilizada na   avalia&ccedil;&atilde;o de adolescentes e adultos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <font size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p>   A validade de um instrumento demonstra at&eacute; que   ponto um instrumento ou indicador emp&iacute;rico mede   o que deveria medir. Para a adapta&ccedil;&atilde;o transcultural   do LOT-R adotou-se metodologia visando testar   suas propriedades de medida e equival&ecirc;ncia no   novo contexto cultural.</p>     <p>   Para procedermos &agrave; valida&ccedil;&atilde;o cultural do   LOT-R para portugu&ecirc;s foi feita a tradu&ccedil;&atilde;o do instrumento,   de acordo com o sugerido por De Figueiredo   e Lemkau (1980) e mais tarde por Hill   e Hill (2002), o conhecido m&eacute;todo de tradu&ccedil;&atilde;o e   retrovers&atilde;o. Sumariamente o processo envolveu, a   tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio para portugu&ecirc;s executada,   por um psic&oacute;logo e por um professor de ingl&ecirc;s   bilingue obtendo-se a vers&atilde;o 1. As duas vers&otilde;es,   original e 1, foram enviadas via e-mail para uma   portuguesa bilingue residente no Reino Unido   obtendo-se a vers&atilde;o 2 do LOT-R. Foi realizada a   retrotradu&ccedil;&atilde;o, ou m&eacute;todo inverso, da vers&atilde;o 2 para   ingl&ecirc;s por outro psic&oacute;logo bilingue.</p>     <p>   Foi feita valida&ccedil;&atilde;o consensual (Fortin, 1999)   por quatro especialistas em avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica   fluentes na l&iacute;ngua inglesa, que avaliaram e compararam   as diversas vers&otilde;es, quanto &agrave; equival&ecirc;ncia   sem&acirc;ntica, idiom&aacute;tica e conceitual do conte&uacute;do   dos itens. Nos casos onde n&atilde;o houve consenso nas   sugest&otilde;es, optou-se pelo maior n&uacute;mero de acordos   entre os ju&iacute;zes. Obteve-se a vers&atilde;o definitiva.</p>     <p>   Com o objetivo de proceder &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o das instru&ccedil;&otilde;es   e de continuar o refinamento da tradu&ccedil;&atilde;o,   foi feito um pr&eacute;-teste a 2 grupos de 12 estudantes   universit&aacute;rios, que n&atilde;o revelaram dificuldade na   compreens&atilde;o do conte&uacute;do dos enunciados.</p>     <p>   Foi avaliada a confiabilidade, a validade de crit&eacute;rio   e a validade de construto (Polit & Hungler,   1995; Streiner & Norman, 2003). A confiabilidade   corresponde ao grau de congru&ecirc;ncia com o qual   mede o atributo. Assim, analisou-se a consist&ecirc;ncia   interna atrav&eacute;s da correla&ccedil;&atilde;o do item com o total   da escala a que teoricamente pertence e do valor   do alfa de Cronbach. De acordo com Murphy e   Davidshofer (1998) considera-se que os valores   para o alfa de Cronbach, que mede a vari&acirc;ncia   devida &agrave; heterogeneidade, devem situar-se acima de 0.70. A validade de    crit&eacute;rio foi executada avaliando   a correla&ccedil;&atilde;o do LOT-R com outra medida de   avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (IESSS &#8211; Instrumental and   Expressive Social Support Scale), ou seja, validade   convergente. &Eacute; esperada uma correla&ccedil;&atilde;o positiva   entre o otimismo e o suporte social, segundo Nunnally   e Bernstien (1994) considera-se satisfat&oacute;ria   uma correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (r) igual ou superior   a 0.40. A validade de construto foi feita atrav&eacute;s   de an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria de componentes   principais com rota&ccedil;&atilde;o ortogonal varimax (Polit   & Hungler, 1995; Streiner & Norman, 2003). Esta   an&aacute;lise serve como um bom argumento de validade   estrutural, indicador de que o item mede o construto   da escala a que pertence e n&atilde;o outro, uma   vez que uma boa validade do item mostrar&aacute; que a   correla&ccedil;&atilde;o do mesmo com a escala a que pertence &eacute;   substancialmente mais elevada do que a correla&ccedil;&atilde;o   do item com a escala a que n&atilde;o pertence (Streiner   & Norman, 2003).</p>     <p>   <b>Instrumentos</b></p>     <p>   Os sujeitos completaram um question&aacute;rio que   inclu&iacute;a a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica   (e.g., idade, g&eacute;nero, estado civil) e as duas escalas,   abaixo descritas.</p>     <p>   a) O Revised Life Orientation Test (Scheier, Carver   & Bridges, 1994), &eacute; constitu&iacute;do por 10 itens,   dos quais 6 itens s&atilde;o indicadores de otimismo   (itens 1, 3, 4, 7, 9 e 10), tr&ecirc;s v&atilde;o numa dire&ccedil;&atilde;o   positiva e tr&ecirc;s numa negativa. Os itens 3, 7 e 9   s&atilde;o reversos e quatro itens (2, 5, 6 e 8) n&atilde;o s&atilde;o   cotados na vers&atilde;o revista, funcionando como   distratores. Trata-se de uma escala de tipo   Likert em que os indiv&iacute;duos s&atilde;o convidados a   manifestar a extens&atilde;o do acordo com as quest&otilde;es   a partir de 5 posi&ccedil;&otilde;es (0=discordo bastante;   1=discordo; 2=neutro; 3=concordo e   4=concordo bastante). A nota m&iacute;nima &eacute; de 0   e a m&aacute;xima de 24. Uma an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia   interna mostrou alfa de Cronbach de .78.   A an&aacute;lise fatorial efetuada revelou um s&oacute; fator   que explicava 48.1% do total da vari&acirc;ncia.</p>     <p>   b) A IESSS (Instrumental and Expressive Social   Support Scale &#8211; Ensel & Woefel, 1986) avalia   a percep&ccedil;&atilde;o de apoio social instrumental   e expressivo do indiv&iacute;duo. Os itens fazem a   cobertura de uma variedade de assuntos, incluindo   os problemas financeiros, solicita&ccedil;&otilde;es   em fun&ccedil;&atilde;o do tempo e esfor&ccedil;o, presen&ccedil;a ou   sorte de companhia adequada, comunica&ccedil;&atilde;o,   depend&ecirc;ncia, fam&iacute;lia e problemas familiares   cotidianos. Consiste numa escala de tipo Likert,   em que cada item se classifica em cinco categorias   diferentes (1=muito ou a maior parte do   tempo; 2=ocasionalmente; 3=algumas vezes;   4=raramente; e 5=nunca); vai no sentido de   que quanto maior for o score obtido, melhor ou   mais eficaz ser&aacute; o apoio social instrumental e   expressivo demonstrado pelo indiv&iacute;duo. S&atilde;o   conhecidos estudos de valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento   para portugu&ecirc;s (Paix&atilde;o & Oliveira,   1996). Os itens s&atilde;o apresentados com uma breve   introdu&ccedil;&atilde;o estimulando o indiv&iacute;duo a rever   os &uacute;ltimos seis meses da sua vida e a identificar   a freq&uuml;&ecirc;ncia com que foi incomodado pelos   problemas apresentados. Apresenta uma nota   global m&iacute;nima de 28 e m&aacute;xima de 140.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <b>Amostra e coleta de dados</b></p>     <p>   Antes do in&iacute;cio da coleta de dados, o projeto de   pesquisa foi aprovado pelos &Oacute;rg&atilde;os de Dire&ccedil;&atilde;o e   Gest&atilde;o de uma Escola do Ensino Superior Privado   e Cooperativo do Distrito de Viseu, Portugal.</p>     <p>   O LOT-R e a IESSS foram aplicados a uma   amostra (N) inicial de 802 estudantes universit&aacute;rios,   oriundos da referida Escola, entre Novembro   de 2005 e Janeiro de 2006.</p>     <p>   Aos indiv&iacute;duos que aceitaram participar na   pesquisa solicitou-se a assinatura do termo de   consentimento livre e esclarecido. Foram proporcionadas   as condi&ccedil;&otilde;es para que cada elemento   respondesse com a ajuda necess&aacute;ria do investigador   ou de outro colaborador, com o objetivo   de esclarecer quaisquer d&uacute;vidas que pudessem   ocorrer. A sua administra&ccedil;&atilde;o foi feita no contexto   da sala de aula, cada sujeito demorou entre 15 a   25 minutos a responder aos instrumentos. Para   controlar poss&iacute;veis contamina&ccedil;&otilde;es nas respostas   dos participantes de uns question&aacute;rios para outros, a ordem de preenchimento    dos question&aacute;rios foi   balanceada.</p>     <p>   Crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o: Foram exclu&iacute;dos todos os   indiv&iacute;duos que recusassem participar no estudo.   Assumiu-se ainda como crit&eacute;rio que os enunciados   deveriam estar respondidos na totalidade.   Utilizando os crit&eacute;rios definidos foram exclu&iacute;dos   12 indiv&iacute;duos por n&atilde;o cumprirem os crit&eacute;rios referidos,   ficando a amostra final composta por 790   respondentes.</p>     <p>   <b><font size="3">Resultados</font></b></p>     <p>   <b>Caracter&iacute;sticas da amostra estudada</b></p>     <p>   Assim, o estudo foi realizado com 790 estudantes   universit&aacute;rios seleccionados aleatoriamente, sendo   a idade m&iacute;nima de 17 e a m&aacute;xima de 47 anos, com   m&eacute;dia de 23,41 anos e desvio padr&atilde;o de 9,57 anos.   &Eacute; maioritariamente, 60,76%, constitu&iacute;da por elementos   do sexo feminino. Relativamente ao estado   civil, 89,11% s&atilde;o solteiros, 6,84% casados, 2,41%   divorciados e 0,63 % vi&uacute;vos.</p>     <p>   <b>Estudo da confiabilidade</b></p>     <p>   No que diz respeito &agrave; consist&ecirc;ncia interna os resultados   revelaram um coeficiente alfa de Cronbach   (0.71) para o total do LOT-R, sendo portanto um   dado abonat&oacute;rio da adequada homogeneidade do   question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o de otimismo. As m&eacute;dias   (M), desvios-padr&atilde;o (DP) e correla&ccedil;&otilde;es item &#8211;   nota global quando esta inclui e exclui o item em   avalia&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>        <center>     <a name="#t1"><img src="img/revistas/rups/v7n2/v7n2a13t1.gif"></a>    </center> </p>     <p>   De acordo com Vaz Serra (1994) quando a   nota global cont&eacute;m o pr&oacute;prio item, a correla&ccedil;&atilde;o    &eacute;   inflacionada; logo, as correla&ccedil;&otilde;es mais relevantes   s&atilde;o aquelas que dizem respeito &agrave; correla&ccedil;&atilde;o do   item com a nota global quando esta n&atilde;o cont&eacute;m   esse item espec&iacute;fico.</p>     <p>   Ao observarmos as correla&ccedil;&otilde;es obtidas entre   cada item e a nota global do question&aacute;rio, quando   esta cont&eacute;m o pr&oacute;prio item e quando este &eacute; exclu&iacute;do,   verificamos que estas variam entre 0.65 e 0.70,   no primeiro caso, e 0.40 e 0.50, no &uacute;ltimo. Refira-se   ainda que todos os itens apresentaram correla&ccedil;&otilde;es   positivas e significativas com o total da escala.</p>     <p>   Ao observar o otimismo demonstrado em fun&ccedil;&atilde;o   da vari&aacute;vel sexo, verificou-se que na amostra (N=790)   o grupo Homens (N=310, M=15.27, DP=3.75)   e o grupo das Mulheres (N=480, M= 13.45,   DP=3.78) n&atilde;o se revelaram equivalentes na sua distribui&ccedil;&atilde;o,   situa&ccedil;&atilde;o demonstrada pelo teste T de student   (t=4.48, p=0.001), revelando uma tend&ecirc;ncia   para os indiv&iacute;duos do sexo masculino se apresentarem   mais otimistas do que os do sexo feminino.</p>     <p>   <b>Valida&ccedil;&atilde;o de construto</b></p>     <p>   No sentido de conhecer as dimens&otilde;es subjacentes,   a validade de construto foi determinada atrav&eacute;s da an&aacute;lise fatorial    de componentes principais,   seguida de uma rota&ccedil;&atilde;o ortogonal de tipo varimax   (Fortin, 1999; Polit & Hungler, 1995). Utilizando   o crit&eacute;rio para a reten&ccedil;&atilde;o dos fatores com valores   m&iacute;nimos de 0.40, verificou-se uma identidade   conceitual correspondente &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o original   (Scheier, Carver & Bridges, 1994). Obtivemos um   fator (Quadro 2) explicando um total de 45.87%   da vari&acirc;ncia explicada. Os itens 9, 4, 7, 10, 3 e 1   saturam entre 0.58 e 0.70 no FATOR 1 o qual   faz refer&ecirc;ncia &agrave; poss&iacute;vel contribui&ccedil;&atilde;o de    uma disposi&ccedil;&atilde;o   otimista para a constru&ccedil;&atilde;o do bem-estar   (f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social) de uma personalidade.   Ao longo da vida, os indiv&iacute;duos otimistas tendem   a apresentar expectativas positivas relativamente   ao seu futuro. Numa adversidade estes indiv&iacute;duos   n&atilde;o desmoralizam e tendem a utilizar estrat&eacute;gias   de coping focadas na resolu&ccedil;&atilde;o do problema.</p>     <p>   Todos os itens ficaram representados no fator, o   que sugere uma dimens&atilde;o aut&ecirc;ntica sem suspeita   de outra, &agrave; semelhan&ccedil;a da estrutura fatorial encontrada   no modelo original.</p>     <p>   <b>Valida&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rio concorrente</b></p>     <p>   Como crit&eacute;rio de valida&ccedil;&atilde;o concorrente, utilizouse   o IESSS, que revelou boa consist&ecirc;ncia interna   com um valor alfa de Cronbach de 0.84, para o   total da escala. Relativamente &agrave; correla&ccedil;&atilde;o entre   o LOT-R e a IESSS, tal como o esperado emergiu   um correla&ccedil;&atilde;o positiva significativa (r=0.48,   p&lt;0.001), capaz de indiciar que os indiv&iacute;duos   mais otimistas s&atilde;o aqueles que apresentam maior   suporte social. Como se pode observar pelos dados,   verificam-se valores de uma correla&ccedil;&atilde;o moderada   entre os dois conceitos em an&aacute;lise. Estes resultados   evidenciam algum grau de converg&ecirc;ncia/diverg&ecirc;ncia   entre conceitos teoricamente equivalentes/   divergentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <b><font size="3">Discuss&atilde;o</font></b></p>     <p>   A interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados deve ir no sentido   de que quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, maior o otimismo   disposicional apresentado pelo indiv&iacute;duo.   Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise dos itens, foram mantidas   as quest&otilde;es originais, pelo que o indicador de   otimismo disposicional na vers&atilde;o portuguesa, se   assemelha em termos de propriedades psicom&eacute;tricas   com a escala original. Neste estudo, o valor do   alfa de Cronbach revelado atesta a confiabilidade   da escala e &eacute; compar&aacute;vel ao encontrado pelos   autores originais, cujos valores respectivos foram   (0.71 e 0.78)</p>     <p>   Considerando que o t-student revelou que os   Homens parecem ser mais optimistas do que as   Mulheres dever-se-&aacute; ter em considera&ccedil;&atilde;o as m&eacute;dias   obtidas, na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, para cada   sexo: (Homens &#8211; M=15.27, DP=3.75 e Mulheres   &#8211; M=13.45, DP=3.78). Foram encontrados   dois estudos, um portugu&ecirc;s (Barros, 1998) e um   norte-americano (Schweizer & Schneider, 1997),   que equacionam da mesma forma as diferen&ccedil;as   entre g&ecirc;neros, explicando esta tend&ecirc;ncia atrav&eacute;s   da idiossincrasia individual. Outros estudiosos como (Martin & Kirkcaldy,    1998) v&atilde;o mais longe   atribuindo estas diferen&ccedil;as &agrave; maior taxa de incid&ecirc;ncia   de sintomas neur&oacute;ticos e depressivos nas   mulheres.</p>     <p>   A extrac&ccedil;&atilde;o de vari&acirc;ncias entre 40% e 50% reflete   uma estrutura de fator do impacto substancial   de escalas de auto-resposta (Snyder et al., 1996).   O total da vari&acirc;ncia (45.87%) obtida na vers&atilde;o   portuguesa do LOT-R considerando um fator &uacute;nico   (fator 1 &#8211; Otimismo) est&aacute; dentro do intervalo, logo   dever-se-&atilde;o considerar importantes as informa&ccedil;&otilde;es   recolhidas pelo question&aacute;rio.</p>     <p>   Peterson (2000), dissertando sobre o otimismo,   que considera uma das vari&aacute;veis mais importantes   do futuro, refere que mais importante do que evitar   o pessimismo, &eacute; educar-(se) para o otimismo, pois   os resultados ser&atilde;o mais eficientes e duradouros.   Uma das vantagens deste question&aacute;rio &eacute; que   ele possibilita que o indiv&iacute;duo se observe a si pr&oacute;prio   em termos de otimismo disposicional e n&atilde;o   como &eacute; visto por estranhos, permitindo que cada   pessoa possa expressar o que sente. Saliente-se   ainda que, para al&eacute;m de apresentar caracter&iacute;sticas   psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias, a sua administra&ccedil;&atilde;o    &eacute;   f&aacute;cil e r&aacute;pida.</p>     <p>   Recentemente foi tomado conhecimento de   uma adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do LOT-R numa popula&ccedil;&atilde;o   com esclerose m&uacute;ltipla em estados iniciais da   doen&ccedil;a, efectuada por Pais Ribeiro e Pedro (2006),   os quais encontraram valores de consist&ecirc;ncia interna   e validade de construto semelhantes aos   apresentados na presente pesquisa.</p>     <p>   O alfa de Cronbach (0.71) encontrado pode   ser utilizado em contextos de investiga&ccedil;&atilde;o, mas   n&atilde;o em dom&iacute;nios de tomada de decis&atilde;o na pr&aacute;tica   psicol&oacute;gica (Nunnally & Bernstien, 1994). Seria   de todo interesse que outros estudos se realizassem   neste dom&iacute;nio das emo&ccedil;&otilde;es positivas, e que   num futuro pr&oacute;ximo se esclarecesse por um lado o   problema da unidimensionalidade ou bidimensionalidade   deste question&aacute;rio; por outro, a quest&atilde;o   do otimismo enquanto vari&aacute;vel tra&ccedil;o e/ou estado,   e por &uacute;ltimo, as diferen&ccedil;as entre otimismo e pessimismo,   j&aacute; que os estudos n&atilde;o s&atilde;o conclusivos.</p>     <p>   O LOT-R para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa constitu&iacute;do   por 10 itens, em que s&oacute; 6 contam para o   indicador de otimismo disposicional, pode dar um   contributo vi&aacute;vel para o encontro de instrumentos   psicol&oacute;gicos capazes de avaliar otimismo na   pr&aacute;tica psicol&oacute;gica, auxiliando as din&acirc;micas de   promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. A vasta bibliografia que se lhe   refere e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o nos mais diversos campos   da investiga&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o disso ineg&aacute;vel testemunho e   confirma&ccedil;&atilde;o.</p>         <p>        <center>     <img src="img/revistas/rups/v7n2/v7n2a13t2.gif">    </center> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <font size="4"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p>   Os resultados obtidos permitem considerar a adapta&ccedil;&atilde;o   portuguesa do LOT-R possuidora de caracter&iacute;sticas   psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias na mensura&ccedil;&atilde;o   do otimismo disposicional.</p>     <p>   <font size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p>   Barros, L. (1996). Contribui&ccedil;&atilde;o do estudo das significa&ccedil;&otilde;es   sobre sa&uacute;de e doen&ccedil;a para as interven&ccedil;&otilde;es   em psicologia pedi&aacute;trica. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica,   2-3(XVI), 215-230.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1657-9267200800020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Bienert, M. F., Herrero, M. G. & Rabad&aacute;n, R. (2003). La   promoci&oacute;n de la salud en el &acirc;mbito hospitalario. In   La promoci&oacute;n de la salud una perspectiva pedag&oacute;gica   (pp. 9-21). Val&ecirc;ncia: Nau Libres.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1657-9267200800020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   De Figueiredo, J. M. & Lemkau, P. V. (1980). Psychiatric   interviewing across cultures: Same problems and   prospects. Social Psychiatry, 15, 117-121.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1657-9267200800020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Ensel, W. & Woefel, M. (1986). Measuring the Instrumental   and Expressive Functions of Social Support.   In N. Lin, A. Dean & W. M. Ensel (Eds.),   Social Support, life events, and depression (pp. 129-   152). Harcourt Brace: Jovanovich Publisher, Academic   Press Inc.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1657-9267200800020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Fortin M. F. (1999). O Processo de investiga&ccedil;&atilde;o: da concep&ccedil;&atilde;o   &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o. Loures: Lusoci&ecirc;ncia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1657-9267200800020001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Hill, M. & Hill, A. (2002). Investiga&ccedil;&atilde;o por Question&aacute;rio.   Lisboa: S&iacute;labo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1657-9267200800020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Marshall, G. N., Wortman, C. B., Kusulas, J. W., Hervig,   L. K. & Vickers, R. (1992). Distinguishing optimism   from pessimism: Relations to fundamental   dimensions of mood and personality. Journal of   Personality and Social Psychology, 62, 1067-1074.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1657-9267200800020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martin, T. & Kirkcaldy, B. (1998). Gender differences   on the EPQ-R and attitudes to work. Personality   and Individual Differences, 24(1), 1-5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1657-9267200800020001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Mart&iacute;nez, A. G., Carreras, J. S. & Halo, A. E. (2000).   Educaci&oacute;n para la salud: la apuesta en la calidad de   vida. Madrid: Ar&aacute;n.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1657-9267200800020001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Murphy, K. & Davidshofer, C. (1998). Psychological   testing: Principles and applications (4th ed.). New   Jersey: Prentice-Hall International, Inc.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1657-9267200800020001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Nunnally, J. & Bernstien, I. (1994). Psychometric Theory   (3rd ed.). New York: McGraw-Hill.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1657-9267200800020001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Pais Ribeiro, J. & Pedro, L. (2006). Contribui&ccedil;&atilde;o para a   an&aacute;lise psicom&eacute;trica e estrutural da escala revista   de avalia&ccedil;&atilde;o do optimismo (escala de orienta&ccedil;&atilde;o   para a vida &#8211; revista) em doentes com esclerose   m&uacute;ltipla. In I. Leal, J. Ribeiro & S. Jesus (Eds.),   Actas do 6&ordm; Congresso Nacional de Psicologia: Sa&uacute;de,   Bem-estar e Qualidade de Vida (pp. 133-139).   Lisboa: ISPA Edi&ccedil;&otilde;es.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1657-9267200800020001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Paix&atilde;o, R. & Oliveira, R. A. (1996). Escala Instrumental   e Expressiva do Suporte Social (Instrumental   and Expressive Social Support Scale). Psychologica,   16, 83-99.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1657-9267200800020001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Peale, S. (1956). The power of ositive thinking. New York:   Prentice Hall.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1657-9267200800020001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Peterson, N. (2000). The future of optimism. American   Psychologist, 55(1), 44-55.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1657-9267200800020001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Polit D. F. & Hungler B. P. (1995). Fundamentos de pesquisa   em enfermagem (3&ordf; ed.). Porto Alegre: Artes   M&eacute;dicas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1657-9267200800020001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Ribeiro, J. P. (1996). Sa&uacute;de e Desenvolvimento. An&aacute;lise   Psicol&oacute;gica, 2-3(XIV), 177-190.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1657-9267200800020001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Robinson-Whelen, S., Kim C., MacCallum R. C. &   Kiecolt-Glaser, K. (1997). Distinguishing optimism   from pessimism in older adults: Is it more   important to be optimistic or not to be pessimistic?   Journal of Personality and Social Psychology, 73(6),   1345-1353.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1657-9267200800020001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Scheier, M. F. & Carver, C. S. (1985). Optimism, coping,   and health: Assessment and implications of generalized   outcome expectancies. Health Psychology,   4, 219-247.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1657-9267200800020001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Scheier, M. F., Carver, C. S. & Bridges, M. W. (1994).   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