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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação e utilização de uma medida de avaliação da rede de apoio social - diagrama da escolta - para idosos brasileiros*]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo deste estudo foi adaptar uma medida de apoio social - Diagrama da Escolta - para a população idosa e apresentar resultados descritivos sobre a estrutura e a função das redes de apoio da presente amostra. Participaram 15 idosos selecionados de uma amostra maior (N = 81) com idade média de 69.6 anos (SD = 7.45). A aplicação do diagrama foi individual. O Diagrama da Escolta aplicado a idosos mostrou-se um instrumento de fácil aplicação e útil para avaliar a rede social. Destaca-se o fato de o instrumento contemplar aspectos estruturais e funcionais da rede buscando uma análise integrada. Sabe-se que se a estrutura da rede social fornece subsídios para a sua avaliação, é a percepção satisfatória quanto às relações de apoio mantidas, que promove sentimentos de bem-estar individual.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="verdana" size="2">       <p align="center"><font size="4"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o    de uma medida de   avalia&ccedil;&atilde;o da rede de apoio social &#8211; diagrama   da escolta &#8211; para idosos brasileiros<sup><a href="#*" name="s*">*</a></sup></b></font></p>     <p align="center">   <font size="3"><b>Adaptation and Use of a Social Support Network Measure   to a Sample of Brazilian Older Persons</b></font> </p>     <p><b>MARIA CLARA PINHEIRO   DE PAULA-COUTO**   S&Iacute;LVIA HELENA KOLLER    ROSA NOVO    PEDRO SANCHEZ-SOARES</b> </p>     <p>** Centro de Estudos Psicol&oacute;gicos sobre Meninos e   Meninas de Rua (CEP-Rua), Instituto de Psicologia,   Universidade Federal do Rio Grande do Sul.   Rua Ramiro Barcelos, 2600/104, 90035-003 Porto   Alegre RS, Brasil.   Correo-e: <a href="mailto:mariaclara.ppc@gmail.com">mariaclara.ppc@gmail.com</a></p>     <p>Cep-Rua, Instituto De Psicologia,</p>     <p>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</p>     <p>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade    de Lisboa</p>     <p align="center">Recibido: septiembre 11 de 2007 Revisado: abril 3 de 2008 Aceptado:    abril 13 de 2008</p>       <p>&nbsp; </p> <hr size="1">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>   This study aims to adapt a social support measure &#8211; The Convoy of Social   Support &#8211; to older persons in Brazil. Participants were 15 older persons   (10 women and five men) selected from a larger sample of older persons   (N = 81). The mean age of the participants was 69.6 years old (SD = 7.45).   The diagram was individually applied. The Convoy of Social Support approach   applied to older persons revealed itself as an easy and useful instrument   to assess their social support network. An important aspect of it is that both   structural and functional aspects of the social network are considered. Researchers   have been pointing to the fact that if the quantity of support is   an important feature of social support, it is the quality of it that promotes   individual well-being.</p>     <p>   <b>Key words authors</b>   Social Support Network; Older Persons; Convoy Model; Life-Span Development.</p>     <p>   <b>Key words plus</b>   Social Capital, Frail Elderly, State Aid.</p>       <p>&nbsp; </p> <hr size="1">      <p>   <b>RESUMO</b></p>     <p>   O objetivo deste estudo foi adaptar uma medida de apoio social &#8211; Diagrama   da Escolta &#8211; para a popula&ccedil;&atilde;o idosa e apresentar resultados    descritivos sobre   a estrutura e a fun&ccedil;&atilde;o das redes de apoio da presente amostra.    Participaram   15 idosos selecionados de uma amostra maior (N = 81) com idade m&eacute;dia    de   69.6 anos (SD = 7.45). A aplica&ccedil;&atilde;o do diagrama foi individual.    O Diagrama   da Escolta aplicado a idosos mostrou-se um instrumento de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o    e   &uacute;til para avaliar a rede social. Destaca-se o fato de o instrumento contemplar   aspectos estruturais e funcionais da rede buscando uma an&aacute;lise integrada.   Sabe-se que se a estrutura da rede social fornece subs&iacute;dios para a sua    avalia&ccedil;&atilde;o,   &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria quanto &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    de apoio mantidas, que   promove sentimentos de bem-estar individual.</p>     <p>   <b>Palavras chaves</b>   Rede de apoio social; idosos; modelo da escolta de apoio social; life-span.</p>     <p>   <b>Palabras claves o descriptores</b>   Capital social, anciano fr&aacute;gil, ayuda estatal.</p>       <p>&nbsp; </p> <hr size="1">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente, &eacute; aceita a id&eacute;ia de que o apoio social   desempenha uma forte influ&ecirc;ncia na sa&uacute;de e no   bem-estar dos indiv&iacute;duos. Brito e Koller (1999)   definem a rede social como uma interface entre o   indiv&iacute;duo e o sistema social que ele integra. Mencionam   que a rede de apoio social fornece subs&iacute;dios   para definir as formas como a pessoa percebe seu   mundo e se orienta nele, bem como suas estrat&eacute;gias   e compet&ecirc;ncias para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es   e enfrentar adversidades. A fam&iacute;lia, os amigos, o   sistema moral e de valores constituem esferas da   vida potencialmente capazes de fornecer apoio &agrave;   pessoa nas diversas rela&ccedil;&otilde;es sociais e diante dos   variados eventos que ela experiencia. Quanto mais   satisfat&oacute;ria for a percep&ccedil;&atilde;o da pessoa em rela&ccedil;&atilde;o   &agrave; sua rede de apoio social, mais fortes ser&atilde;o seus   sentimentos de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>     <p>   Uma importante perspectiva te&oacute;rica para o   entendimento da rede de apoio social &eacute; o modelo   da Escolta de Apoio Social, proposto por Kahn e   Antonucci nos anos 80 (Antonucci & Akiyama,   1987; Kahn e Antonucci, 1980; ver tamb&eacute;m revis&atilde;o   em Antonucci, Akiyama e Takahashi, 2004).   Este modelo considera as rela&ccedil;&otilde;es sociais ao longo   da vida e, no plano te&oacute;rico, pode ser compreendido   a partir dos modelos life-span, designadamente do   proposto por Paul Baltes o qual prop&otilde;e que o desenvolvimento   &eacute; um processo que acontece desde   a concep&ccedil;&atilde;o at&eacute; a morte e que envolve a intera&ccedil;&atilde;o   de processos biol&oacute;gicos, socioculturais e psicol&oacute;gicos   (Diehl, 1999). Desta forma, o modelo da   Escolta Social oferece uma abordagem te&oacute;rica das   rela&ccedil;&otilde;es sociais ao longo do tempo (Antonucci e   Akiyama, 1987). O surgimento do modelo foi tamb&eacute;m   uma forma de buscar um modo mais preciso   de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito &#39;apoio social&#39; e,   consequentemente, de o medir. Assim, seguindo   este prop&oacute;sito, Kahn e Antonucci (1980) definiram   o apoio social como trocas interpessoais que incluem   um ou mais dos seguintes elementos: afeto,   afirma&ccedil;&atilde;o e ajuda. Nesta perspectiva, o modelo da   Escolta de Apoio Social foi idealizado e fundamentado   considerando que: as trocas afetivas implicam   o gostar, a admira&ccedil;&atilde;o, o respeito e/ou o amor, as   trocas de afirma&ccedil;&atilde;o dizem respeito &agrave; concord&acirc;ncia   ou ao reconhecimento que uma pessoa tem de que   determinado ato ou afirma&ccedil;&atilde;o de uma outra est&aacute;   correto, ou seja, estas trocas implicam o reconhecimento   do outro e a legitima&ccedil;&atilde;o de suas a&ccedil;&otilde;es, e   por fim, as trocas de ajuda s&atilde;o aquelas relacionadas   com a assist&ecirc;ncia ou ajuda provida quanto a recursos,   dinheiro, informa&ccedil;&otilde;es, cuidados, etc.</p>     <p>   O termo Escolta, por sua vez, tem uma conota&ccedil;&atilde;o   temporal a partir da qual se entende que   cada pessoa pode ser compreendida, ao longo   do curso de vida, como cercada por uma s&eacute;rie de   outras pessoas a quem ela est&aacute; ligada por rela&ccedil;&otilde;es   que envolvem o dar e receber apoio social (Kahn   e Antonucci, 1980). Estas rela&ccedil;&otilde;es, geralmente   com familiares e amigos que est&atilde;o emocionalmente   pr&oacute;ximos do indiv&iacute;duo e s&atilde;o considerados   importantes para ele, auxiliam-no a negociar de   forma bem sucedida com os desafios da vida. Uma   caracter&iacute;stica da escolta de apoio social &eacute; que ela   tem uma conota&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica e constante, ou seja,   acompanha o indiv&iacute;duo ao longo da vida, ajudando-   o a lidar com os desafios, mas sofre mudan&ccedil;as   decorrentes das transforma&ccedil;&otilde;es dos pap&eacute;is sociais   dos seus membros (Antonucci e Akiyama, 1987;   Antonucci et al., 2004). As rela&ccedil;&otilde;es da escolta   podem ser uma fonte de prote&ccedil;&atilde;o, uma vez que possibilitam   que o indiv&iacute;duo compartilhe experi&ecirc;ncias   de vida, desafios, decep&ccedil;&otilde;es e sucessos. Entretanto,   estas rela&ccedil;&otilde;es podem tamb&eacute;m ser prejudiciais   despotencializando esfor&ccedil;os do indiv&iacute;duo e enfraquecendo   suas aspira&ccedil;&otilde;es (Antonucci et al., 2004;   Kahn e Antonucci, 1980).</p>     <p>   Kahn e Antonucci (1980) propuseram uma   representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do modelo de Escolta Social   composta por um c&iacute;rculo, onde est&aacute; posicionada a   pessoa foco, e que est&aacute; inserido em uma estrutura   maior de tr&ecirc;s outros c&iacute;rculos conc&ecirc;ntricos e hier&aacute;rquicos   (ver modelo na se&ccedil;&atilde;o do M&eacute;todo), que   representam a escolta ou rede de apoio social da   pessoa foco. A perten&ccedil;a de um indiv&iacute;duo na rede   de apoio social desta est&aacute; condicionada ao qu&atilde;o importante,   em termos afetivos e de apoio social, ele   ou ela &eacute;. Assim, cada um dos c&iacute;rculos corresponde   a distintos graus de proximidade afetiva e de apoio   social (dar e receber) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa em foco   (Antonucci e Akyiama, 1987; Kahn e Antonucci,   1980). No c&iacute;rculo mais interno, est&atilde;o as pessoas mais pr&oacute;ximas    e mais importantes em termos afetivos   e de troca de apoio social. As rela&ccedil;&otilde;es deste   c&iacute;rculo s&atilde;o caracterizadas como est&aacute;veis ao longo   da vida e n&atilde;o dependentes de exig&ecirc;ncias de pap&eacute;is   sociais. No c&iacute;rculo intermedi&aacute;rio, est&atilde;o as pessoas   n&atilde;o t&atilde;o importantes, mas com quem se mant&eacute;m   uma rela&ccedil;&atilde;o ainda pr&oacute;xima (familiares, amigos,   colegas de trabalho, etc). Estas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o   totalmente independentes de pap&eacute;is sociais e por   isso t&ecirc;m um certo grau de instabilidade ao longo   do tempo, podendo n&atilde;o ser mantidas caso uma das   partes perca o papel que ocupava. O c&iacute;rculo mais   externo &eacute; ocupado pelos indiv&iacute;duos com menor   grau de proximidade, mas que todavia s&atilde;o identificados   como fontes de suporte (e.g., supervisores,   chefes, colegas de trabalho ou vizinhos). Estas   rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dependentes e limitadas pelos pap&eacute;is   sociais dos indiv&iacute;duos, sendo portanto inst&aacute;veis e   vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as destes pap&eacute;is. Kahn e   Antonucci (1980) d&atilde;o o exemplo de rela&ccedil;&otilde;es com   colegas de trabalho com que se t&ecirc;m em comum   metas e objetivos e cujas intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de suporte   no &acirc;mbito de trabalho, mas n&atilde;o fora dele.</p>     <p>   Duas dimens&otilde;es da rede de apoio social devem   ser consideradas: as relativas &agrave; estrutura e as relativas   &agrave; fun&ccedil;&atilde;o. Por isso, instrumentos que tenham   o objetivo de avaliar a rede de apoio social devem   analis&aacute;-los de forma integrada e din&acirc;mica. A estrutura   refere-se &agrave; multiplicidade das rela&ccedil;&otilde;es identificadas,   isto &eacute;, ao n&uacute;mero de pessoas com as quais   o indiv&iacute;duo pode realmente contar em sua rede. &Eacute;   identificada pela quantidade e multiplicidade das   rela&ccedil;&otilde;es. A fun&ccedil;&atilde;o refere-se &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    e &agrave; aus&ecirc;ncia   de conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es, ou seja, &agrave; qualidade   das mesmas. A estrutura e a fun&ccedil;&atilde;o podem caracterizar-   se tanto como fatores de prote&ccedil;&atilde;o quanto   como risco para o desenvolvimento e qualidade de   vida das pessoas. No caso do Diagrama da Escolta,   os aspectos estruturais e funcionais s&atilde;o avaliados   fornecendo dados capazes de descrever de modo   integrado as redes sociais.</p>     <p>   A adapta&ccedil;&atilde;o deste modelo para a popula&ccedil;&atilde;o   infantil e juvenil brasileira foi realizada por Brito   (1999). A autora utilizou a medida de apoio social   deste modelo &#8211; o Diagrama da Escolta &#8211; em um   estudo que buscou investigar a rede de apoio social   de meninos e meninas em situa&ccedil;&atilde;o de rua que faziam   uso de drogas (Brito, 1999). Procurou-se no   presente estudo dar continuidade &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o de   Brito para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, mas desta vez,   considerando a popula&ccedil;&atilde;o idosa.</p>     <p>   O estudo da rede de apoio social no envelhecimento   tem sido foco de diversas pesquisas na   &aacute;rea da gerontologia (Antonucci e Jackson, 1987;   Antonucci e Akiyama, 1987; Antonucci et al.,   2004; Bourque, Pushkar, Bonneville e B&eacute;land,   2005; Carstensen, Pasupathi, Mayr e Nesselroade,   2000; Garc&iacute;a, Banegas, P&eacute;rez-Regadera, Cabrera &   Rodrigu&eacute;z-Artalejo, 2004; Neri, 2005). Em parte   este interesse pode estar vinculado aos cuidados   provenientes do apoio social que s&atilde;o potencialmente   capazes de manter a sa&uacute;de, o bem-estar e a   independ&ecirc;ncia de idosos. Em comum estas pesquisas   t&ecirc;m o fato de todas concordarem que a rede de   apoio social desempenha um papel importante na   velhice atuando como moderadora na rela&ccedil;&atilde;o entre   o estresse e o bem estar e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em   diferentes etapas do ciclo vital, inclusive durante o   envelhecimento (Kahn & Antonucci, 1980).</p>     <p>   Como visto, a rede de apoio social v&ecirc;m sendo   identificada como um fator de prote&ccedil;&atilde;o para a manuten&ccedil;&atilde;o   da sa&uacute;de e do bem-estar em idosos. Assim,   investiga&ccedil;&otilde;es sobre os processos relacionados   &agrave; rede social devem ser realizadas para subsidiar interven&ccedil;&otilde;es   mais eficazes que possam gerar melhores   condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento e de qualidade   de vida para as pessoas. Neste sentido, a adapta&ccedil;&atilde;o   do Diagrama da Escolta para idosos constitui-se em   uma contribui&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica importante para o   desenvolvimento de pesquisas na &aacute;rea do apoio e   das rela&ccedil;&otilde;es sociais no envelhecimento.</p>     <p>   Em s&iacute;ntese, a relev&acirc;ncia da esfera interpessoal   na popula&ccedil;&atilde;o de idade avan&ccedil;ada justifica aten&ccedil;&atilde;o   dos investigadores. Nesse sentido, esta investiga&ccedil;&atilde;o   procurou adaptar uma metodologia adequada &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o   da rede social em idosos, metodologia j&aacute;   anteriormente testada no Brasil por Brito (1999).   Buscou-se ainda apresentar resultados descritivos   sobre a estrutura e fun&ccedil;&atilde;o das redes de apoio   social dos idosos em estudo fundamentando-os   no modelo de Escolta de Apoio Social de Kahn e   Antonucci (1980).</p>     <p><font size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   <b>Participantes</b></p>     <p>   A amostra de participantes que respondeu ao   Diagrama da Escolta foi composta por 15 idosos   selecionados aleatoriamente a partir da amostra   total de Porto Alegre (n = 81). Destes 15 respondentes,   dez eram mulheres e cinco homens com   idades entre 60 e 85 anos (M = 69.6, SD = 7.45).   Esta amostra insere-se em um estudo maior no   qual participaram 111 indiv&iacute;duos com idades entre   56 e 85 anos (M = 68.63 anos; SD = 6.57), do   sexo feminino e masculino, provenientes de Porto   Alegre (n = 81) e de Rio Grande (n = 30). Todos   os participantes tinham condi&ccedil;&otilde;es gerais de sa&uacute;de   f&iacute;sica e mental satisfat&oacute;rias e possu&iacute;am autonomia   e mobilidade para executar as tarefas cotidianas.   Embora estes crit&eacute;rios n&atilde;o tenham sido avaliados   diretamente, considerou-se que a inser&ccedil;&atilde;o dos   participantes em grupos de conviv&ecirc;ncia para idosos   era um bom preditor de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental,   bem como de autonomia. Desta forma, todos os   participantes deste estudo estavam integrados em   grupos de atividades para idosos.</p>     <p>   <b>Instrumento e Procedimentos</b></p>     <p>   De acordo com os padr&otilde;es &eacute;ticos, este projeto de   pesquisa foi previamente aprovado pelo comit&ecirc; de   &eacute;tica da Universidad Federal do Rio Grande do   Sul-UFRGS (N&ordm; do Protocolo: 2006538). Antes   do in&iacute;cio da coleta de dados, os coordenadores dos   grupos de idosos que integraram este estudo foram   contatados e esclarecidos sobre os objetivos   e condi&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e, uma vez   tendo aceitado participar, assinaram o Termo de   Consentimento Livre e Esclarecido, vers&atilde;o para   os coordenadores. Da mesma forma, todos os participantes   que aceitaram colaborar com a pesquisa   assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,   vers&atilde;o para os participantes.</p>     <p>   A coleta de dados foi realizada por uma equipe   de pesquisa composta por uma pesquisadora e   mais tr&ecirc;s integrantes (dois alunos de Psicologia da   UFRGS e uma estudante de interc&acirc;mbio finlandesa,   com bom dom&iacute;nio da l&iacute;ngua portuguesa).   Antes do in&iacute;cio do trabalho de campo, a equipe   foi treinada atrav&eacute;s de semin&aacute;rios te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos   que tinham como objetivo capacitar   os integrantes para a compreens&atilde;o de quest&otilde;es   te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e &eacute;ticas. As reuni&otilde;es da   equipe aconteceram antes e durante a coleta de   dados, tendo sido um elemento importante para o   planejamento e a solu&ccedil;&atilde;o das dificuldades encontradas   durante o trabalho.</p>     <p>   Os instrumentos foram aplicados individualmente   aos participantes por um dos membros da   equipe de pesquisa. Na primeira entrevista feita,   os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o acompanharam a pesquisadora   a fim de observarem o procedimento de   aplica&ccedil;&atilde;o do Diagrama da Escolta. As entrevistas   foram agendadas com anteced&ecirc;ncia e a aplica&ccedil;&atilde;o   de cada diagrama durou em m&eacute;dia uma hora e foi   realizada ou na sede dos grupos ou na resid&ecirc;ncia   dos participantes. O pr&oacute;prio participante foi   quem definiu o local de prefer&ecirc;ncia. O in&iacute;cio de   cada entrevista foi gravado, tendo sido solicitada   a autoriza&ccedil;&atilde;o dos participantes para faz&ecirc;-lo. O   intervalo gravado referia-se a algumas quest&otilde;es   abertas relativas &agrave; rotina de atividades di&aacute;rias dos   participantes. Finalmente, a coleta de dados decorreu   durante tr&ecirc;s meses.</p>     <p>   <b>Diagrama da Escolta</b></p>     <p>   A forma de apresenta&ccedil;&atilde;o do diagrama &eacute; em tr&ecirc;s   c&iacute;rculos conc&ecirc;ntricos e hier&aacute;rquicos, com o participante   representado no meio, nos quais devem   ser colocadas as pessoas que s&atilde;o pr&oacute;ximas e importantes   para ele.</p>     <p>   A aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento deve ser feita individualmente.   O diagrama &eacute; apresentado em um   quadro de feltro (100cm x 60cm) no qual ele &eacute;   desenhado em uma cor que possibilite a sua boa   visualiza&ccedil;&atilde;o. Junto com o diagrama s&atilde;o apresentados   uma s&eacute;rie de bonecos de diferentes tamanhos,   formas e cores (azul para masculino e rosa para   feminino - <a href="#f2">Figura 2</a>). No verso dos bonecos deve   ser colado um peda&ccedil;o de velcro para que ele possa   ser afixado no quadro de feltro.</p>       <p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<center>     <img src="img/revistas/rups/v7n2/v7n2a15f1.gif">    </center> </p>     <p>        <center>     <a name="#f2"><img src="img/revistas/rups/v7n2/v7n2a15f2.gif"></a>    </center> </p>     <p>O primeiro passo para a aplica&ccedil;&atilde;o do Diagrama   da Escolta &eacute; coloc&aacute;-lo em uma mesa junto com   os bonecos. Em seguida, os pesquisadores devem   explicar ao participante que a aplica&ccedil;&atilde;o ter&aacute; dura&ccedil;&atilde;o   aproximada de uma hora e que antes de   come&ccedil;&aacute;-la, ser&atilde;o feitas algumas quest&otilde;es sobre a   sua rotina (&quot;Como &eacute; o seu dia-a-dia?&quot;; e &quot;E o seu   final de semana?&quot;). Recomenda-se que esta etapa   seja gravada para que estes dados possam servir   como uma forma de contextualizar as informa&ccedil;&otilde;es   coletadas atrav&eacute;s do diagrama. A forma de apresenta&ccedil;&atilde;o   do diagrama bem como esta etapa da suaaplica&ccedil;&atilde;o foi sugerida na    adapta&ccedil;&atilde;o do Diagrama   da Escolta para crian&ccedil;as e adolescentes feita por   Brito (1999). Julga-se que esta forma de apresentar   o instrumento seja l&uacute;dica e interativa, aspectos que   facilitam a sua aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>   Uma vez terminada a etapa anterior, inicia-se a   aplica&ccedil;&atilde;o do diagrama solicitando ao participante   que ele pense nas pessoas que s&atilde;o importantes em   sua vida neste momento, mas com as quais ele   mant&eacute;m diferentes n&iacute;veis de proximidade (Antonucci   e Akiyama, 1987; Brito, 1999). Deve-se   ent&atilde;o solicitar aos respondentes que pensem &quot;naquelas   pessoas de quem voc&ecirc; se sente t&atilde;o pr&oacute;ximo   que seria dif&iacute;cil imaginar a vida sem elas&quot;. Estas   pessoas devem ser posicionadas no c&iacute;rculo mais   interno do diagrama. O mesmo procedimento &eacute; feito   para o preenchimento do c&iacute;rculo intermedi&aacute;rio,   descrito como incluindo &quot;aquelas pessoas de quem   voc&ecirc; n&atilde;o se sente t&atilde;o pr&oacute;ximo, mas que ainda assim   s&atilde;o muito importantes para voc&ecirc;&quot;. Por fim, para o   c&iacute;rculo externo, instrui-se o participante que pense   &quot;naquelas pessoas que voc&ecirc; ainda n&atilde;o mencionou,   mas de quem voc&ecirc; se sente pr&oacute;ximo e que cr&ecirc; que   s&atilde;o importantes o suficiente de modo que deveriam   ser colocadas na sua rede&quot;. Em uma folha separada   os aplicadores devem anotar, no diagrama ilustrado,   o nome e o local onde foi inserida cada pessoa   nomeada pelo participante em sua rede. Este procedimento   deve ser feito conforme o participante   inclui novos membros no seu diagrama sendo um   passo fundamental para que as quest&otilde;es sobre a estrutura   e a fun&ccedil;&atilde;o da rede possam ser corretamente   completadas. Esta primeira etapa de aplica&ccedil;&atilde;o do   diagrama tem o objetivo de coletar informa&ccedil;&otilde;es   relativas &agrave;s caracter&iacute;sticas estruturais da rede de   apoio social do respondente.</p>     <p>   A segunda etapa de aplica&ccedil;&atilde;o do diagrama visa   &agrave; obten&ccedil;&atilde;o dos aspectos estruturais bem como dos   funcionais da rede de apoio. Esta etapa inicia com   uma s&eacute;rie de quest&otilde;es ao participante sobre as dez   primeiras pessoas listadas por ele em sua rede. As   quest&otilde;es sobre a estrutura da rede incluem os seguintes   pontos: nome das pessoas inseridas na rede,   idade, sexo, c&iacute;rculo no qual a pessoa mencionada   foi posicionada, tipo de rela&ccedil;&atilde;o com o participante   (i.e., c&ocirc;njuge, filho, neto, irm&atilde;o, outros familiares,   ou amigo), tempo decorrido desde que a rela&ccedil;&atilde;o   teve in&iacute;cio, frequ&ecirc;ncia de contato, e dist&acirc;ncia entre   as resid&ecirc;ncias do respondente e da pessoa colocada   em sua rede. A freq&uuml;&ecirc;ncia de contato &eacute; avaliada de   acordo com a seguinte escala: 1- irregularmente,   2- anualmente, 3- mensalmente, 4- semanalmente   e 5- diariamente ou vivem juntos. Essa escala deve   ser apresentada verbalmente ao participante e ele,   ent&atilde;o, indica qual a melhor op&ccedil;&atilde;o. A dist&acirc;ncia entre   resid&ecirc;ncias (proximidade) &eacute; avaliada em horas   de deslocamento de carro entre elas. Assim, partese   de uma hora (60 minutos) podendo ser o tempo   de deslocamento inferior (ex.: 30 minutos).</p>     <p>   As caracter&iacute;sticas funcionais da rede de apoio   s&atilde;o avaliadas a partir de seis tipos de rela&ccedil;&atilde;o de   suporte providos e recebidos pela pessoa em foco,   ou seja, o respondente. Essas rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: (1) confidenciar   coisas que s&atilde;o importantes; (2) ser tranq&uuml;ilizado   e estimulado em momentos de incerteza;   (3) ser respeitado; (4) ser cuidado em situa&ccedil;&atilde;o de   doen&ccedil;a; (5) conversar quando est&aacute; triste, nervoso   ou deprimido; e (6) conversar sobre a pr&oacute;pria sa&uacute;de.   Para estas quest&otilde;es funcionais, solicita-se ao   participante que olhe para o seu diagrama e indique   nele aquelas pessoas de quem ele recebe cada um   dos tipos de suporte e para quem ele d&aacute; cada um   deles (Antonucci e Akiyama, 1987). Estas informa&ccedil;&otilde;es   devem ser anotadas no espa&ccedil;o indicado na   folha de aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>   <font size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p>   Os dados foram analisados atrav&eacute;s de estat&iacute;stica   descritiva. Buscou-se assim caracterizar descritivamente   os aspectos estruturais e funcionais das redes   de apoio destes idosos. A seguir, os resultados   s&atilde;o apresentados em duas sess&otilde;es separadas: uma   que contempla os aspectos estruturais, e outra, os   aspectos funcionais.</p>     <p>   <b>Rede de Apoio Social: Caracter&iacute;sticas   Estruturais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   1. Tamanho: Os 15 respondentes nomearam um   total de 147 integrantes de rede, criando redes com uma m&eacute;dia de 10 integrantes.    No primeiro   c&iacute;rculo do diagrama (o mais interno), foi   colocado o maior n&uacute;mero de integrantes, 110   (76%), criando uma m&eacute;dia de 7 integrantes   de rede neste c&iacute;rculo. O segundo c&iacute;rculo foi   composto por 32 integrantes de rede (22%),   com uma m&eacute;dia de 2 integrantes, e o terceiro,   por apenas 2 membros de rede (1%).</p>     <p>   2. Idade dos Integrantes da Rede: A idade dos   integrantes de rede variou de 2 a 92 anos   (M = 46.16, SD = 21). Em geral, os integrantes   do primeiro c&iacute;rculo (M = 42.3, SD = 20.7)   eram mais jovens do que os do segundo   (M = 59.2, DP = 16.6) e do terceiro (M =   63.5, SD = 12) c&iacute;rculos.</p>     <p>   3. Sexo dos Integrantes da Rede: Relativamente   ao sexo, todos os respondentes indicaram um   n&uacute;mero maior de mulheres do que de homens   entre os primeiros dez integrantes de rede por   eles mencionados. Do total de 147 integrantes   de rede, 87 eram mulheres (59%) e 60 homens   (41%). Esta superioridade do sexo feminino   manifestou-se tamb&eacute;m nos dois primeiros c&iacute;rculos   do diagrama. O primeiro c&iacute;rculo (mais   interno) foi composto de 66 mulheres (60%)   e 44 homens (40%). O segundo (intermedi&aacute;rio)   foi composto por 18 mulheres (56%) e   14 homens (44%). O terceiro c&iacute;rculo (mais   externo) foi composto apenas por homens, 2   (100%).</p>     <p>   4. Anos de Conhecimento: Devido ao fato de a   maioria dos integrantes de rede ser de familiares   j&aacute; conhecidos h&aacute; bastante tempo pelo   respondente, o tempo de conhecimento entre   respondentes e integrantes da rede foi elevado,   uma m&eacute;dia de 37 anos de conhecimento   (SD = 20). Quanto ao primeiro c&iacute;rculo, a m&eacute;dia   do tempo de conhecimento foi de 35.8 anos   (SD = 18.7). Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo, a m&eacute;dia   deste foi um pouco mais elevada, 39.45 anos   (SD = 25.5), e ao terceiro, foi superior, 32.5   anos (SD = 10.6). O fato de o tempo de conhecimento   no segundo c&iacute;rculo ter sido superior   ao do primeiro pode ser explicado pelo elevado   n&uacute;mero de netos que foram posicionados no   primeiro c&iacute;rculo.</p>     <p>   5. Proximidade: Dos 147 integrantes de rede   mencionados, 96 (65%) vivem a menos de   uma hora do respondente. No primeiro c&iacute;rculo   (o mais pr&oacute;ximo), 58% dos integrantes est&atilde;o   a menos de uma hora dos respondentes e no   segundo, 75%. Estes resultados v&atilde;o, de certo   modo, ao contr&aacute;rio do esperado, ou seja, que   os integrantes de rede do primeiro c&iacute;rculo   estivessem a menos tempo de deslocamento   (ou seja, mais pr&oacute;ximos) dos respondentes.   Este resultado pode indicar que, embora os   integrantes do segundo c&iacute;rculo estejam mais   pr&oacute;ximos fisicamente, a proximidade afetiva   n&atilde;o se expressa somente por esta.</p>     <p>   6. Frequ&ecirc;ncia de Contato: As respostas para o   item frequ&ecirc;ncia de contato estavam dispostas   de acordo com uma escala likert em que: 1: irregularmente;   2: anualmente; 3: mensalmente;   4: semanalmente; e 5: diariamente ou vivem   juntos. A frequ&ecirc;ncia de contato para os 147   integrantes de rede foi de 3.32. Desta forma a   frequ&ecirc;ncia de contato entre os respondentes e   os integrantes de suas redes &eacute;, de modo geral,   ou mensalmente ou semanalmente, com maior   tend&ecirc;ncia para ser mensal. Esta tend&ecirc;ncia   replicou-se no primeiro (3.43) e no segundo   c&iacute;rculos (3), sendo que os respondentes t&ecirc;m   contato mais frequente com os integrantes do   primeiro do que do segundo c&iacute;rculo. Curiosamente,   a frequ&ecirc;ncia de contato entre os   respondentes e os integrantes de rede foi superior   no terceiro (5). Este resultado pode   indicar que, embora se vejam diariamente, a   proximidade afetiva n&atilde;o se expressa somente   pela frequ&ecirc;ncia de contato, como tamb&eacute;m   foi o caso da vari&aacute;vel proximidade.</p>     <p>   7. Tipo de Rela&ccedil;&atilde;o com o Respondente: De modo   geral, os integrantes de rede foram, em sua   maioria, familiares, tais como c&ocirc;njuge, filhos,   netos e irm&atilde;os. Na verdade, os familiares corresponderam   a 88% dos integrantes de rede e   os amigos a 12%. No primeiro c&iacute;rculo, predominaram   os c&ocirc;njuges, filhos, netos e irm&atilde;os   (70%). No segundo c&iacute;rculo, predominaram os   amigos, irm&atilde;os e outros familiares, tais como,   cunhados, primos, sobrinhos (84%). No terceiro c&iacute;rculo, os dois integrantes    indicados eram   amigos.</p>     <p>   <b>Rede de Apoio Social: Fun&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>   A vari&aacute;vel fun&ccedil;&atilde;o da rede de apoio social foi analisada   de acordo com seis tipos de apoio (confidenciar   coisas que s&atilde;o importantes; tranquilizar   e estimular em momentos de incerteza; respeitar;   cuidar em situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a; conversar quando   est&aacute; triste; nervoso ou deprimido e conversar   sobre a pr&oacute;pria sa&uacute;de) e duas categorias (receber   e dar). Os resultados desta vari&aacute;vel s&atilde;o apresentados   separadamente para os seis tipos de apoio   em an&aacute;lise.</p>     <p>   1. Confidenciar coisas que s&atilde;o importantes   Receber Apoio: dos 15 respondentes do Diagrama   da Escolta, 14 (93%) informaram receber   este tipo de apoio e apenas um (7%) afirmou   n&atilde;o o receber. Do total de 147 integrantes de   rede indicados pelos respondentes, 28 (19%)   s&atilde;o os que d&atilde;o este apoio aos 14 respondentes   que afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 28 integrantes   de rede predominam c&ocirc;njuges, filhos   e irm&atilde;os. Al&eacute;m disso, 93% deles pertencem   ao primeiro c&iacute;rculo (mais interno) e 7%, ao   segundo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto do   fornecimento deste tipo de apoio, 11 (73%)   dos 15 respondentes afirmaram d&aacute;-lo, sendo   que, do total de 147 integrantes de rede indicados,   43 (29%) s&atilde;o aqueles para quem os   respondentes d&atilde;o o apoio. Entre estes 43 integrantes   predominam c&ocirc;njuges, filhos, irm&atilde;os,   netos e amigos. Al&eacute;m disso, 91% deles pertencem   ao primeiro c&iacute;rculo e 9%, ao segundo.</p>     <p>   2. Tranquilizar e estimular em momentos de incerteza</p>     <p>   Receber Apoio: dos 15 respondentes do Diagrama   da Escolta, nove (60%) informaram receber   este tipo de apoio e seis (40%) afirmaram n&atilde;o   o receber. Do total de 147 integrantes de rede   indicados pelos respondentes, 20 (14%) s&atilde;o os   que d&atilde;o este apoio aos nove respondentes que   afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 20 integrantes   de rede predominam c&ocirc;njuges, filhos e irm&atilde;os   e 95% deles pertence ao primeiro c&iacute;rculo (mais   interno) e 5%, ao segundo.</p>     <p>   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto do   fornecimento deste tipo de apoio, 13 (87%)   dos respondentes afirmaram d&aacute;-lo e apenas   2 (13%), n&atilde;o o fornecer. Dos 147 integrantes   de rede, 52 (35%) s&atilde;o aqueles para quem os   respondentes d&atilde;o o apoio. Entre estes 52 integrantes   de rede, predominam filhos, netos,   amigos e irm&atilde;os. Al&eacute;m disso, 90% deles pertence   ao primeiro c&iacute;rculo e 10%, ao segundo.</p>     <p>   3. Respeitar</p>     <p>   Receber Apoio: todos os 15 respondentes do   Diagrama da Escolta informaram receber este   tipo de apoio. Do total de 147 integrantes de   rede indicados pelos respondentes, 146 (99%)   s&atilde;o os que d&atilde;o este apoio aos 15 respondentes   que afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 146 integrantes   de rede est&atilde;o c&ocirc;njuges, filhos, netos,   outros familiares, irm&atilde;os e amigos e 78% deles   pertence ao primeiro c&iacute;rculo (mais interno),   20.5%, ao segundo e 1.5%, ao terceiro.   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto   do fornecimento deste tipo de apoio, outra   vez todos os respondentes afirmaram d&aacute;-lo   para todos os 147 integrantes de rede, dentre   os quais predominam c&ocirc;njuges, filhos, netos,   outros familiares, irm&atilde;os e amigos. Al&eacute;m disso,   77.5% deles pertencem ao primeiro c&iacute;rculo,   21%, ao segundo e 1%, ao terceiro.</p>     <p>   4. Cuidar em situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a</p>     <p>   Receber Apoio: dos 15 respondentes do Diagrama   da Escolta, 11 (73%) informaram receber   este tipo de apoio e quatro (27%) afirmaram   n&atilde;o o receber. Do total de 147 integrantes de   rede indicados pelos respondentes, 26 (18%)   s&atilde;o os que d&atilde;o este apoio aos 11 respondentes   que afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 26 integrantes   de rede predominam c&ocirc;njuges e filhos   e 85% deles pertence ao primeiro c&iacute;rculo (mais   interno) e 15%, ao segundo.</p>     <p>   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto do   fornecimento deste tipo de apoio, 12 (80%)   dos respondentes afirmaram d&aacute;-lo e apenas tr&ecirc;s   (20%), n&atilde;o. Dos 147 integrantes de rede, 52 (35%) s&atilde;o aqueles    para quem os respondentes   d&atilde;o o apoio. Entre estes 52 integrantes de rede,   predominam c&ocirc;njuges, filhos, amigos, netos   e irm&atilde;os. Al&eacute;m disso, 73% deles pertence ao   primeiro c&iacute;rculo e 27%, ao segundo.</p>     <p>   5. Conversar quando est&aacute; triste, nervoso ou deprimido</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   Receber Apoio: dos 15 respondentes do Diagrama   da Escolta, oito (53%) informaram receber   este tipo de apoio e sete (47%) afirmaram n&atilde;o   o receber. Do total de 147 integrantes de rede   indicados pelos respondentes, 16 (12%) s&atilde;o os   que d&atilde;o este apoio aos oito respondentes que   afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 16 integrantes   de rede predominam c&ocirc;njuges, irm&atilde;os e amigos   e 69% deles pertence ao primeiro c&iacute;rculo   (mais interno), 19%, ao segundo e 12.5%, ao   terceiro.</p>     <p>   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto do   fornecimento deste tipo de apoio, 11 (73.3%)   dos respondentes afirmaram d&aacute;-lo e quatro   (26.7%), n&atilde;o. Dos 147 integrantes de rede, 19   (13%) s&atilde;o aqueles para quem os respondentes   d&atilde;o o apoio. Entre estes 19 integrantes de rede,   predominam c&ocirc;njuges, irm&atilde;os e filhos. Al&eacute;m   disso, 89.5% deles pertencem ao primeiro c&iacute;rculo   e 10.5%, ao segundo.</p>     <p>   6. Conversar sobre a pr&oacute;pria sa&uacute;de</p>     <p>   Receber Apoio: dos 15 respondentes do Diagrama   da Escolta, dez (66.6%) informaram receber   este tipo de apoio e cinco (33.4%) afirmaram   n&atilde;o o receber. Do total de 147 integrantes de   rede indicados pelos respondentes, 27 (18.4%)   s&atilde;o os que d&atilde;o este apoio aos dez respondentes   que afirmaram receb&ecirc;-lo. Entre estes 27 integrantes   de rede predominam c&ocirc;njuges, filhos   e irm&atilde;os e 70.4% deles pertencem ao primeiro   c&iacute;rculo (mais interno) e 29.6%, ao segundo.   Dar Apoio: Quando analisados sob o aspecto do   fornecimento deste tipo de apoio, dez (66.6%)   dos respondentes afirmaram d&aacute;-lo e cinco   (33.4%), n&atilde;o. Dos 147 integrantes de rede,   34 (23.2%) s&atilde;o aqueles para quem os respondentes   d&atilde;o o apoio. Entre estes 34 integrantes   de rede, predominam c&ocirc;njuges, filhos, amigos   e irm&atilde;os. Al&eacute;m disso, 67.6% deles pertencem   ao primeiro c&iacute;rculo, 26.4%, ao segundo, e 6%,   ao terceiro.</p>     <p>   Uma an&aacute;lise global dos seis tipos de apoio contemplados   no Diagrama da Escolta revela que em   todos os apoios, exceto os apoios &quot;Confidenciar   coisas importantes&quot; e &quot;Conversar sobre a pr&oacute;pria   sa&uacute;de&quot;, o n&uacute;mero de respondentes que d&aacute; o apoio   &eacute; superior ao que o recebe. Al&eacute;m disso, salienta-se   que o tipo de apoio mais recebido e fornecido &eacute; o   &quot;Respeitar&quot;. O apoio &quot;Confidenciar coisas importantes&quot;   tem destaque no grupo de apoios recebidos   e &quot;Tranquilizar e estimular em momentos de   incerteza&quot; e &quot;Cuidar em momentos de doen&ccedil;a&quot;, no   grupo dos apoios fornecidos. A <a href="#f3">Figura 3</a> apresenta   o n&uacute;mero de respondentes que recebe e fornece   cada um dos seis tipos de apoio analisados.</p>       <p>        <center>     <a name="#f3"><img src="img/revistas/rups/v7n2/v7n2a15f3.gif"></a>    </center> </p>     <p>   Quanto aos integrantes de rede, tanto os que   fornecem apoio aos respondentes quanto os que deles   recebem apoio, est&atilde;o, em sua maioria, situados   no primeiro c&iacute;rculo do diagrama, ou seja, o mais   interno e pr&oacute;ximo ao respondente. Entretanto,   salienta-se que quando comparados, os integrantes   de rede que fornecem apoio est&atilde;o em maior   n&uacute;mero no primeiro c&iacute;rculo do que os que recebem   o apoio dos respondentes. Em sua maioria, os respondentes   fornecem apoio a c&ocirc;njuges, filhos, netos   e irm&atilde;os e recebem apoio n&atilde;o s&oacute; de membros da   fam&iacute;lia, mas tamb&eacute;m de amigos. Finalmente, &eacute; interessante   notar que no apoio &quot;Conversar quando   est&aacute; triste, nervoso ou deprimido&quot;, os respondentes   buscam c&ocirc;njuges, irm&atilde;os e amigos, ou seja,   pessoas da mesma coorte, e s&atilde;o procurados por   c&ocirc;njuges, irm&atilde;os e, principalmente, pelos filhos   quando estes precisam deste apoio.</p>     <p>   <font size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p>   Este artigo buscou adaptar uma medida de apoio   social &#8211; Diagrama da Escolta &#8211; para idosos brasileiros.   Objetivou-se tamb&eacute;m apresentar resultados   descritivos sobre a estrutura e fun&ccedil;&atilde;o das redes de   apoio social da amostra de idosos estudada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>   Diversos autores t&ecirc;m assinalado a import&acirc;ncia   da rede de apoio social em variados &acirc;mbitos da vida dos idosos. Pin, Guilley,    Spini e Lalive d&#39;Epinay   (2005) realizaram um estudo na Su&iacute;&ccedil;a com octagen&aacute;rios   sobre a rede social e a manuten&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia.   Os autores conclu&iacute;ram que, de fato,   as rela&ccedil;&otilde;es sociais (especialmente contatos com   a fam&iacute;lia e amigos &iacute;ntimos) influenciam positivamente   a manuten&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia e da sa&uacute;de   funcional de idosos. Antonucci e Jackson (1987)   tamb&eacute;m estudaram a influ&ecirc;ncia da rede de apoio   social na sa&uacute;de de idosos e apontaram diferentes   investiga&ccedil;&otilde;es que demonstraram que rela&ccedil;&otilde;es de   suporte social t&ecirc;m impacto na sa&uacute;de f&iacute;sica (relacionam-   se inversamente com mortalidade, doen&ccedil;as   coron&aacute;rias, tempo de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, etc.) e mental   (relacionam-se positivamente com o bem-estar e   a satisfa&ccedil;&atilde;o de vida) de idosos.</p>     <p>   Os resultados do presente estudo revelaram   alguns aspectos estruturais e funcionais da rede   de apoio social da amostra de idosos analisada   que confirmam resultados anteriores de Kahn e   Antonucci (1980) e Antonucci e Akiyama (1987).   Estruturalmente, as redes investigadas s&atilde;o compostas   principalmente por familiares (c&ocirc;njuges, filhos,   netos) e amigos. No primeiro c&iacute;rculo, est&atilde;o em sua   maioria os familiares. Em geral, os membros da rede   residem pr&oacute;ximo ao idoso (65.3% dos membros   da rede residem a menos de uma hora do idoso).   Al&eacute;m disso, tratam-se de rela&ccedil;&otilde;es de longo prazo,   sendo que o tempo de conhecimento &eacute; em m&eacute;dia   de 37 anos. Um ponto a salientar &eacute; que todos os   respondentes reportaram ter mais mulheres do   que homens em suas redes de apoio. Neri (2005)   afirma que devido ao fato de as mulheres terem   mais compet&ecirc;ncias interpessoais (o que as permite   manterem rela&ccedil;&otilde;es mais calorosas e &iacute;ntimas), as   rela&ccedil;&otilde;es sociais entre elas s&atilde;o de maior qualidade   do que as rela&ccedil;&otilde;es entre os homens. Al&eacute;m disso,   a rede de apoio social de mulheres &eacute; composta   por um maior n&uacute;mero de pessoas do que a de   homens. Um aspecto particular tem origem no   &acirc;mbito familiar, as mulheres s&atilde;o apontadas como   as principais cuidadoras dos demais membros da   fam&iacute;lia ao longo de suas vidas, o que pode estar   associado &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o deste papel social ou &agrave;   possibilidade de receber o cuidado dos familiares   como retribui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>   Funcionalmente, as redes de apoio foram analisadas   a partir de seis tipos de apoio sobre os quais osidosos foram questionados,    quer quanto &agrave; efetividade   de prestarem esse tipo de apoio, quer quanto   &agrave; possibilidade de o receberem. De maneira geral,   os respondentes t&ecirc;m a percep&ccedil;&atilde;o de que d&atilde;o mais   suporte do que aquele que recebem. Al&eacute;m disso,   o suporte recebido e dado &eacute;, principalmente, relativo   aos membros do primeiro c&iacute;rculo. O suporte recebido   pelos respondentes provinha de um n&uacute;mero   restrito de membros de rede quando considerado o   seu n&uacute;mero total. Isto pode indicar, conforme salientam   Antonucci e Akiyama (1987), que embora   com a idade avan&ccedil;ada n&atilde;o haja necessariamente   redu&ccedil;&atilde;o significativa da rede, os membros que d&atilde;o   suporte aos idosos s&atilde;o seletivamente limitados.</p>     <p>   A respeito do impacto do dar e receber apoio   no bem-estar de idosos, Liang, Krause e Bennett   (2001) realizaram uma pesquisa na qual buscaram   analisar o que seria mais importante para a manuten&ccedil;&atilde;o   do bem-estar: o dar ou o receber. No &acirc;mbito   das rela&ccedil;&otilde;es de apoio (dar e receber), as autoras   investigaram a reciprocidade, as intera&ccedil;&otilde;es negativas   e a antecipa&ccedil;&atilde;o de suporte. As conclus&otilde;es   do estudo foram que o dar e o receber apoio est&atilde;o   correlacionados positivamente, ou seja, o dar e o   receber tendem a refor&ccedil;ar-se mutuamente.</p>     <p>   Quando analisadas as intera&ccedil;&otilde;es negativas,   Liang et al. (2001) conclu&iacute;ram que o dar suporte   (sentir que d&aacute; em demasia, mas n&atilde;o recebe suporte)   associa-se positivamente a estas intera&ccedil;&otilde;es,   mas o receber associa-se &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es   negativas. A antecipa&ccedil;&atilde;o do suporte, isto &eacute;, a   expectativa da sua disponibilidade em caso de necessidade,   correlacionou-se positivamente com o   suporte recebido e o dado. As intera&ccedil;&otilde;es negativas,   por sua vez, diminuem a antecipa&ccedil;&atilde;o de apoio. As   pesquisadoras ressaltaram ainda o fato de que o   dar apoio diminui a sua antecipa&ccedil;&atilde;o do suporte de   forma indireta atrav&eacute;s do efeito positivo que tem   nas intera&ccedil;&otilde;es negativas. Finalmente, a reciprocidade   nas rela&ccedil;&otilde;es de suporte foi avaliada como   aspecto importante pelo seu efeito significativo   no bem-estar.</p>     <p>   A respeito da import&acirc;ncia da reciprocidade,   Bronfenbrenner (1979, 1996) mencionou a sua presen&ccedil;a   nas rela&ccedil;&otilde;es, considerando que ela alcan&ccedil;a   todas as dire&ccedil;&otilde;es. Isto &eacute;, o que um indiv&iacute;duo faz    influencia   reciprocamente aqueles com quem se relaciona   e, tamb&eacute;m, a si pr&oacute;prio. Em qualquer rela&ccedil;&atilde;o   existem reflexos e feedbacks m&uacute;tuos entre as pessoas   que, conseq&uuml;entemente, produzem efeitos em seu   desenvolvimento e em seu ciclo vital. A reciprocidade   estimula as rela&ccedil;&otilde;es e mobiliza as pessoas a   se engajarem e a perseverarem em padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o   progressivamente mais complexos. Quanto   maior a reciprocidade na intera&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m maior   &eacute; a complexidade. Ou seja, a reciprocidade exerce   um papel fundamental na manuten&ccedil;&atilde;o e no aprofundamento   das rela&ccedil;&otilde;es humanas.</p>     <p>   Liang et al. (2001) destacam algumas implica&ccedil;&otilde;es   que a rede de apoio social pode ter na promo&ccedil;&atilde;o   de um envelhecimento bem sucedido, as   quais s&atilde;o compartilhadas tamb&eacute;m pelo presente   estudo. As investigadoras afirmam que motivar   os idosos a envolverem-se em pap&eacute;is de ajuda aos   outros pode ter um efeito positivo na redu&ccedil;&atilde;o do   sofrimento ps&iacute;quico, porque os fazem sentir-se   &uacute;teis e envolvidos na fam&iacute;lia e na comunidade.   Outra quest&atilde;o relevante enfatizada pelas autoras   &eacute; a de que a assist&ecirc;ncia dada a idosos n&atilde;o deve ser   excessiva, pois de outro modo, pode causar-lhes   sofrimento. Nestas situa&ccedil;&otilde;es, &eacute; importante dar aos   idosos a oportunidade de agir reciprocamente, a   fim de que n&atilde;o se sintam demasiado dependentes   ou como uma sobrecarga para os outros. Por fim,   &eacute; fundamental minimizar as intera&ccedil;&otilde;es negativas e   refor&ccedil;ar a antecipa&ccedil;&atilde;o do suporte dispon&iacute;vel, porque   estas vari&aacute;veis t&ecirc;m efeitos salientes no bemestar   de idosos.</p>     <p>   Quanto &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o do Diagrama da Escolta   para idosos de acordo com o modelo da escolta   de Kahn e Antonucci (1980) e com a adapta&ccedil;&atilde;o   de Brito (1999), este instrumento revelou-se de   f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o e &uacute;til para a avalia&ccedil;&atilde;o    da rede de   apoio social. Destaca-se no instrumento o fato   de ele poder contemplar a estrutura e a fun&ccedil;&atilde;o da   rede e permitir uma an&aacute;lise integrada e din&acirc;mica   destes dois aspectos. Sabe-se que se a estrutura   constitui uma importante dimens&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o   da rede social, a percep&ccedil;&atilde;o da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es   estabelecidas &eacute; igualmente fundamental &agrave;   considera&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o das pessoas quer, por   via direta, com as rela&ccedil;&otilde;es que estabelecem com os outros, quer,    por via indireta, com a satisfa&ccedil;&atilde;o   com a vida em geral.</p>     <p>   Por outro lado, numa perspectiva metodol&oacute;gica,   o car&aacute;ter l&uacute;dico do diagrama merece ser ressaltado   como uma via que facilita a aplica&ccedil;&atilde;o e a ades&atilde;o   dos participantes &agrave; tarefa. Poder-se-&aacute; dizer que a   atratividade mobiliza as pessoas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea   e porventura mais genu&iacute;na do que numa   situa&ccedil;&atilde;o tradicional de questionamento direto e   mais formal. De forma geral, os idosos da amostra   n&atilde;o tiveram dificuldades na compreens&atilde;o de como   deveriam trabalhar com o diagrama. Al&eacute;m disso,   o fato de a entrevista ser interativa e din&acirc;mica, isto   &eacute;, sem a necessidade de leitura e preenchimento   de escalas tamb&eacute;m foi um aspecto que tornou a   aplica&ccedil;&atilde;o do diagrama mais interessante mantendo   os participantes motivados para o completarem   at&eacute; o final.</p>     <p>   Algumas limita&ccedil;&otilde;es deste estudo devem ser   salientadas. A amostra reduzida de idosos n&atilde;o   permite que sejam feitas generaliza&ccedil;&otilde;es destes   resultados nem que se fa&ccedil;am compara&ccedil;&otilde;es entre   distintas faixas et&aacute;rias de idosos (por exemplo de   60 a 70 anos, de 70 a 80 anos, e de 80 a 90 anos).   Uma compara&ccedil;&atilde;o deste tipo seria interessante   para que se pudesse descrever padr&otilde;es que se alteram   ou se mant&eacute;m est&aacute;veis nas redes de apoio de   idosos conforme a sua idade avan&ccedil;a. Assim, os resultados   deste estudo n&atilde;o permitem saber se as   redes de apoio de idosos mais velhos se diferenciam   das de idosos mais jovens. Outra quest&atilde;o a ser mencionada   &eacute; o uso de um delineamento transversal.   Partindo do modelo da Escolta de Apoio Social,   seria mais interessante que se optasse por um delineamento   do tipo longitudinal que permitisse a   an&aacute;lise da rede de apoio social ao longo do tempo   e da trajet&oacute;ria de desenvolvimento individual.   Recomenda-se que futuras pesquisas na &aacute;rea do   suporte social considerem estes aspectos a fim de   obterem resultados mais conclusivos.</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a href="#s*" name="#*">*</a></sup> Apoio: Conselho nacional de Desenvolvimiento    Cientifico e Tecnol&oacute;gico-CNPq e Programa AlBan,    Programa de bolsas de alto n&iacute;vel da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia    para Am&eacute;rica Latina, bolsa N&ordm; E06M103402BR.    <br>   Os autores agradecem a colabora&ccedil;&atilde;o de D&eacute;bora    Verdi, Hanna Sainio e Ivalina Porto na etapa de    coleta de dados deste estudo.    <br>   Os autores agradecem aos locais de coleta de dados:    Centro de Esportes, Lazer e Recrea&ccedil;&atilde;o para o Idoso    (CELARI/UFRGS), Meninos da Bocha &ndash; Parque    Alim Pedro, Universidade do Adulto Maior (UAM/IPA), N&uacute;cleo de Atendimento &agrave; Terceira Idade    (NATIEx/Policl&iacute;nica Militar de Porto Alegre), Projeto    QualiVida e N&uacute;cleo Universit&aacute;rio da Terceira  Idade (NUTI/FURG).</p> <hr size="1">     <p>   <font size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p>   Antonucci, T. C. & Akiyama, H. (1987). Social networks   in adult life and a preliminary examination of   the convoy model. Journal of Gerontology, 42(5),   519-527.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1657-9267200800020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Antonucci, T. C. & Jackson, J. S. (1987). Social support,   interpersonal efficacy, and health: A life course   perspective. In L. L. Carstensen & B. A. Edelstein   (Eds.), Handbook of Clinical Gerontology (pp. 291-   311). New York: Pergamon Press.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1657-9267200800020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Antonucci, T. C., Akiyama, H. & Takahashi, K. (2004).   Attachment and close relationships across the life   span. Attachment & Human Development, 6(4),   353-370.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1657-9267200800020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Carstensen, L. L., Pasupathi, M., Mayr, U. & Nesselroade,   J. R. (2000). Emotional experience in   everyday life across the adult life span. Journal of   Personality and Social Psychology, 79(4), 644-655.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1657-9267200800020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Bourque, P., Pushkar, D., Bonneville, L. & B&eacute;land, F.   (2005). Contextual effects on life satisfaction of   older men and women. Canadian Journal on Aging,   24(1), 31-44.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1657-9267200800020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Brito, R. C. (1999). Uso de drogas entre meninos e meninas   em situa&ccedil;&atilde;o de rua: subs&iacute;dios para uma interven&ccedil;&atilde;o   comunit&aacute;ria. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado N&atilde;o-Publicada,   Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia do   Desenvolvimento, Universidade Federal do Rio   Grande do Sul, Porto Alegre, RS.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1657-9267200800020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>   Brito, R. C. & Koller, S. (1979/1999). Desenvolvimento   humano e redes de apoio social e afetivo. In A.M.   Carvalho (Ed.), O mundo social da crian&ccedil;a: Natureza   e cultura em a&ccedil;&atilde;o (pp. 115-126). 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